Arte – Arte Pública de Fortaleza – Escultura

Arte – Esculturas em espaços públicos

Autor: Corbiniano Lins¹Foto: Nelson Bezerra
Título: Iracema – Técnica: Cimento Armado
Escultura em cimento – Local: Avenida Beira Mar, Fortaleza.

Você pode não ter observado mas Fortaleza é um museu a céu aberto. Inúmeras obras de arte, de artistas brasileiros, a maioria de cearenses, estão espalhadas em áreas públicas em Fortaleza.

Essa documentação está no livro “Arte Pública de Fortaleza” de autoria da Arquiteta e Professora da Unifor Tania Vasconcelos.

O livro contém 180 fotografias das obras, descrição e localização na cidade além da biografia em português e inglês de todos os artistas. É resultado da tese de mestrado da arquiteta e pode ser encontrado nas livrarias Siciliano e LaSelva, esta, nos aeroportos do Brasil.

¹ José Corbiniano Lins
* Olinda, PE. – 1924 d.C

Corbiniano iniciou como pintor em 1949. Em 1952, ingressa no Atelier Coletivo de Olinda.

Fez parte do movimento de Arte Moderna do Recife na década de 50 junto com nomes como Abelardo da Hora, Reynaldo Fonseca, Samico e Celina Lima Verde.[1] Participou de diversas exposições coletivas e individuais em galerias, museus, espaços culturais e Salões em Recife, Olinda, São Paulo, Rio de Janeiro, na Europa e na América Latina.


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Tópicos do dia – 03/11/2011

17:32:08
Na taba dos Alencar
Manuscritos inéditos de José de Alencar (1829-1877), o grande romancista cearense, autor de “O guarani”, serão digitalizados.
São 29 textos. Entre as raridades, seu primeiro romance, “Os contrabandistas”, que não concluiu. O projeto é da Petrobras.

17:36:47
SUS

Se eu fosse milionária, talvez fosse para um hospital particular também, mas o atendimento aqui é muito completo, muito atencioso.
Julieta Aparecida, em tratamento de um câncer pelo SUS no hospital público Instituto do Câncer, em SP.

17:48:37
A volta por cima

Editorial do O Estado de São Paulo
“A conduta pública do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde que soube que tem câncer na laringe é a melhor resposta que ele poderia dar às baixezas de que tem sido alvo nas chamadas redes sociais e outros meios de expressão na internet. Mentalidades encardidas, incapazes de distinguir entre rejeição política e respeito pelas vicissitudes pessoais daqueles a quem combatem na cena pública, deram vazão ao que o antecessor Fernando Henrique Cardoso chamou de “recalques” – talvez para não dizer algo pior. Com indisfarçado gozo com o sofrimento alheio, batem na tecla de que Lula devia se tratar no SUS para sentir na pele as mazelas da saúde pública no País que, certa vez, em um dos seus arroubos autocongratulatórios – que este jornal jamais deixou de criticar -, declarou não estar longe de “atingir a perfeição”.

-> clique aqui para ler editorial completo


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Literatura: Mitos sobre Machado de Assis

Mitos machadianos
Por Daniel Pizza

 

Machado de Assis dizia que a opinião pública se divide entre graves e frívolos, e cem anos depois de sua morte a divisão continua a dominar a visão de sua obra e importância. Os graves vêem nele ou o escritor oficial que a Academia Brasileira de Letras propaga ou o crítico social que ele nunca se bastou em ser. Os frívolos esquecem que seu humor era integrado ao seu ceticismo e que suas paixões eram mesmo Shakespeare, Beethoven e Schopenhauer, não aquilo que o Brasil transformaria em estigmas de identidade no século 20. Como resultado, há muitos mitos, meias-verdades e especulações sobre ele:

Machado era um homem recluso e melancólico – É assim o “Machadinho” de sua primeira biógrafa, Lúcia Miguel Pereira, mas o fato é que em sua juventude Machado foi extremamente ativo e espirituoso, como relataram amigos como Arthur de Azevedo e Salvador de Mendonça. Machado passou por todas as classes sociais de seu tempo e testemunhou a transição acelerada do Rio para a modernidade. Participou de sociedades literárias e musicais e foi um bajulador de dom Pedro II. Estava mais para integrado do que apocalíptico. Só no final da vida é que se fechou cada vez mais na casa do Cosme Velho, doente e, depois da morte de sua amada Carolina em 1904, muito deprimido.

Machado foi um crítico da sociedade burguesa – Críticos e sociólogos marxistas quiseram fazer de Machado um analista engajado da “elite” de seu tempo, em cujo ócio e vaidade teria mostrado como as idéias vindas da Europa serviam apenas de verniz para os privilégios. Machado, segundo Roberto Schwarz, seria um crítico do “formalismo” e do “universalismo” da civilização burguesa, de suas idéias liberais e iluministas. Na realidade, Machado, que era fã da Inglaterra (onde o capitalismo deslanchou), viu muito mais longe: viu que a sociedade brasileira era pré-capitalista e os privilegiados tinham mentalidade feudal, nada burguesa, em sua defesa dos interesses próprios e não de valores universais. Além disso, não poupou a emergente classe média, as Capitus e os Escobares: não tinha parti-pris de classe.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Machado não teve filhos porque não quis transmitir a miséria humana – Aqui o erro muito comum é o de confundir o que seus personagens falam e o que ele pensava. Machado em pelo menos duas ocasiões lamentou não ter filhos. Provavelmente não os podia ter por causa de suas doenças, como a epilepsia, para a qual tomava um remédio chamado tribomureto que tinha sérios efeitos colaterais. É o mesmo motivo por que nunca pôde viajar para o exterior, embora sonhasse conhecer lugares como a Itália. A frase final de Brás Cubas é um gesto de orgulho de um homem que queria salvar a humanidade e não salvou, logo seu filho não estaria a salvo. Quanto à hipótese de que Mario de Alencar, filho de José de Alencar, seria filho de Machado, não passa de especulação.

Machado tinha como alvo central a ciência e o positivismo – O alvo central de Machado eram as religiões, sobretudo a católica, mas também outras como o espiritismo. Machado era tão voltairiano, tão anticlerical, que recusou o padre em seu leito de morte – uma informação que na biografia de Raimundo Magalhães Jr. parece um detalhe qualquer. Sua obra é toda marcada por sátira à credulidade cristã dos brasileiros, a começar pelos da classe alta. Quando criticou o positivismo, foi ciente de que se tratava de uma ideologia que pretendia uma conciliação plena entre religião e ciência, tal como os xaropes que prometiam curar as dores do corpo e as da alma. Machado viu que a ciência, como em O Alienista, estava se comportando da mesma maneira dogmática que a religião. No entanto, compreendeu a Teoria da Evolução de Darwin, criticando justamente sua apropriação para uma sociologia dos “mais fortes”.

Sabemos muito sobre a vida modesta de Machado – Sobre sua infância e adolescência sabemos muito pouco. Biógrafos tomaram como fatos o que não passava de especulações, como a de que ele foi coroinha ou a de que ele aprendeu francês com a mulher de um padeiro na esquina. Não existe nada documentado sobre isso, nem em papéis nem em testemunhos. Nada. O que sabemos é que Machado teve uma criação rara em sua época, de pais alfabetizados e acesso aos clássicos da literatura, tanto que aos 15 anos já o vemos poeta. Machado nunca foi rico, mas viveu bem, especialmente a partir dos 30 anos, quando se casou com Carolina, e galgou firme nas duas carreiras que teve, a de funcionário público e a de homem de letras.

Machado sabia que a República viria com a Abolição – Machado tinha muitas idéias liberais, inclusive a defesa do voto feminino, mas era um monarquista convicto, tal como seu amigo Joaquim Nabuco. E sonhava com o Terceiro Reinado: a princesa Isabel assinaria a Abolição e sucederia o pai, preservando o regime. Quando veio a República, no ano seguinte, ele ficou dois anos sem escrever crônicas, assim como Nabuco interrompeu seus diários. Embora abolicionista e desiludido com dom Pedro II, Machado não via com bons olhos a nova geração, materialista e carreirista. Suas crônicas sobre o sistema financeiro no fim do século mostram um nostálgico, sem instrumental suficiente para entender a economia moderna. Ele era conservador em muitos aspectos, liberal em outros; essas duas naturezas eram simultâneas.

Não existem duas fases na obra de ficção do autor – É óbvio que existem; basta um cotejo rápido entre Iaiá Garcia (1878) e Brás Cubas (1881). Sim, como ele mesmo disse, há “brotos” nos primeiros quatro romances de seu “estilo maduro”. Mas há, portanto, um estilo maduro, e ele começa com Brás Cubas, livro de estilo tão pouco convencional, tão aberto ao humor e ao pessimismo no mesmo lance, que ninguém poderia imaginar lendo sua obra anterior. Se os temas que o obcecam – como o adultério – o acompanham desde cedo, sua genialidade só se expressa mesmo a partir da década de 1880, depois que o Segundo Reinado vive crise e Machado precisa fazer retiro em Friburgo para cuidar da saúde.

Capitu é vítima da narração de Casmurro – Essa é uma leitura tão pobre de Dom Casmurro quanto a que pressupõe que o livro seja apenas sobre a traição de um homem por sua mulher com seu melhor amigo. Se a intenção de Casmurro fosse apenas manipular o leitor para enxovalhar a reputação de Capitu, bastaria a ele acumular muito mais pistas de que houve a traição. Afinal, o que há é muito pouco: alguns encontros mal explicados entre ela e Escobar e, acima de tudo, o olhar que ela dirige a seu cadáver. Casmurro escreve com “escrúpulos de exatidão”, mas é o primeiro a confessar que seu livro é omisso, cheio de lacunas, a maior delas sendo ele mesmo. Não há nada de errado em supor que Capitu o traiu, a não ser que você, leitor, seja moralista; como disse Lygia Fagundes Telles, bem que Bentinho mereceu. Mas o assunto maior do livro é o efeito que essa hipótese causa na vaidade romântica de Bentinho, que, como quase todos os protagonistas machadianos, tem delírios de grandeza e termina a vida sem nada. Outra besteira é equipará-lo a Otelo – ele mesmo diz que não tem “a fúria do mouro” – ou a Hamlet, afinal um homem de ação. Bento é passivo e covarde e acha que o mundo gira em torno de seu umbigo.

Machado é um pós-moderno, não um criador de personagens – Nesse equívoco até críticos como Antonio Candido caíram. Como dizer que Brás, Quincas, Rubião, Bentinho e Capitu não são grandes personagens, não compõem a galeria mais rica de figuras da ficção brasileira? Afirmam que é por culpa de Machado que a literatura urbana brasileira não tem essa força, ao passo que a literatura não-urbana tem nomes como Jorge Amado, mas esquecem que Capitu é uma personagem muito mais viva do que Gabriela para o leitor atual. Machado não é Borges, não é um autor que é mais leitor do que contador de histórias. Ele une a ficção realista, descritiva, com a metalinguagem e a meditação. Seus leitores se transportam para sua época e lugar, ao mesmo tempo que se perguntam sobre o que é real ou imaginário.

Machado não foi um gênio, porque precisou trabalhar muito – Essa frase trai a vontade de anunciar “novidades” nos estudos sobre Machado (muitos jornais e revistas tentaram ir nessa linha em torno do centenário, sem sucesso nenhum), mas não passa de besteira: qual gênio não precisou trabalhar muito? Machado foi um gênio porque deixou uma obra rica, complexa, atual, cuja marca é o fato de ser sempre relida e interpretada sem que se esgote com isso. Não é o “milagre” latino-americano que críticos como Harold Bloom viram, porque surgiu num contexto histórico – que incluía uma das mais brilhantes gerações de intelectuais brasileiros, senão a mais – e com ele se relacionou profundamente. Gênios não nascem por combustão espontânea. Machado soube ser nacional e internacional ao mesmo tempo. Seus leitores, nem sempre

Eleições 2010: Marina Silva também quer um milionário ‘pra chamar de seu’

Nos rastro, nada a ver com o antigo perfume Rastro (ainda existe?), da trilha percorrida por Lula para chegar à presidência — misturou metalurgia, ele próprio, Lula, com tecelagem, o vice José Alencar , a nossa ‘jungle girl’ acreana também faz alianças díspares de olho no Palácio do Planalto.

O editor


A mistura de creme Avon com Saci-Pererê deu em política

Guilherme Leal, um dos bilionários brasileiros, dono da Natura, filiou-se ao PV de Marina Silva. É cotado para vice na chapa. O Brasil é mesmo engraçado. É claro que Lula e Marina têm muita coisa em comum. Também ele quis um “bilionário” para chamar de seu: José Alencar.

Leal confere, digamos, densidade a Marina Silva junto àquilo que antes se chamava capital — e que, hoje em dia, sei lá, poderia ser chamado de “setor empenhado em disponibilizar recursos para o exercício da cidadania por meio da geração social de riqueza…”

Marina já está andando pra cima e pra baixo com publicitários amigos de Leal, um dos grandes anunciantes do país. Sua empresa tem, sem dúvida, uma história impressionante de sucesso. Esse negócio de juntar creme Avon com Saci-Pererê e Boi-Tatá foi uma sacada realmente inteligente. E Marina, como ninguém, simboliza essa síntese.

blog Reinaldo Azevedo

José Alencar; um vice que ninguém cala

Ninguém com coragem para calar o vice presidente José Alencar

Quinta-feira, na mesma hora em que em Nova York o Conselho de Segurança das Nações Unidas pronunciava-se pelo fortalecimento do tratado de não proliferação de armas nucleares, em Brasília o presidente em exercício, José Alencar, sustentava a necessidade de o Brasil dominar a tecnologia nuclear, inclusive produzindo a bomba atômica, importante para a garantia do petróleo do pré-sal.

No Conselho de Segurança da ONU, presidido pelo presidente Barack Obama, dos Estados Unidos, estavam delegados da Rússia, China, Inglaterra e França, todas potências nucleares. Quer dizer, eles podem, além de alguns outros, mas o resto do mundo, não. Estamos proibidos de seguir-lhes o exemplo. Trata-se de desfaçatez. Malandragem e prepotência. Fingimento puro, voltado nesse momento contra o Irã e a Coréia do Norte. Entrará o Brasil no rol dos países proscritos, caso o presidente Lula dê seguimento às exortações de seu vice?

Parece difícil, ainda que não impossível. O heróico José Alencar tem o dom de falar a verdade, mesmo incômoda. Há sete anos insurge-se publicamente contra os juros astronômicos, contrariando a política econômica do titular. Ninguém, a começar pelo Lula, teve e tem coragem para pedir ao vice-presidente que se cale. Agora, também, na defesa do direito de nos tornarmos potência nuclear.

Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa

Sarney além da ética deu uma ferroada em Camões

Assisto o “acadêmico” José Sarney em entrevista à Globo News.

Quando perguntado sobre a pressão para que renuncie à presidência do senado o autor de Marimbondo de Fogo, mandou uma ferroada no vernáculo:

—”…pressão?…só se a maioria quiserem”…

Ai, ui, argh!

O soba “intelequitual” dos Timbiras faz jus às companhias de Paulo Coelho e Marco Maciel na Academia onde pontificaram Machado de Assis, Coelho Neto, José de Alencar, Olavo Bilac, Ruy Barbosa