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Por que a Globo foi rebaixada?

Ontem o Globo deu mais uma de suas manchetes contra Dilma.
Era mais ou menos isso: “Agora Dilma culpa a Lava Jato pela crise econômica”.

William Bonner,Rede Globo,Jornal Nacional,Blog do Mesquita

Bonner será visto cada vez menos no JN

É que Dilma dissera que a Lava Jato estava cobrando um preço sobre a economia do país, com o cerco prolongado – e para muitos exagerado – a grandes empresas nacionais.

Tudo isso posto, seria interessante saber como o Globo daria na manchete o rebaixamento de sua nota pela agência de avaliação S&P, uma das maiores referências para grandes investidores de todo o mundo. Bancos também consultam a S&P quando examinam o pedido de empréstimo de uma corporação para minimizar o risco de calote.

Tenho a convicção de que o Globo terceirizaria a culpa, no mesmo estilo que o jornal criticou tão brutalmente em Dilma.

“Instabilidade na economia brasileira faz nota da Globo baixar”: seria mais ou menos esta a manchete.

E seria a linha seguida pelos comentaristas econômicos da casa, de Míriam Leitão a Sardenberg.

A Globo foi vítima, portanto.

Tudo bem, não fosse isso um sensacional autoengano.

Não que a turbulência do momento na economia não possa ter tido algum peso. Mas o grande fator do rebaixamento está na própria Globo.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A Globo opera num setor – a mídia – que passa por um processo que vai além de transformação. Estamos diante de uma disrupção. Ou, para usar um célebre conceito de Schumpeter, presenciamos na mídia uma “destruição criativa”.

Morre um mundo, aquele em que a Globo parecia inexpugnável, e ergue-se outro em que a empresa é mais um na multidão.

A internet está fazendo com as companhias tradicionais de jornalismo o que os automóveis fizeram com as carruagens há pouco mais de cem anos.

Sabia-se, faz tempo, que a mídia impressa estava frita. Mas se imaginava que a televisão poderia escapar da internet. Não. Os sinais são claros de que o destino da tevê como a conhecemos – aberta ou paga – é o mesmo de jornais e revistas.

A internet está engolindo a televisão. Em seus tablets ou celulares, as pessoas vêm vídeos como querem, na hora em que querem – e sem precisar de emissoras de tevê.

A Reuters acaba de lançar um serviço de vídeo cujo slogan diz tudo: “O canal de notícias para quem não vê mais televisão”.

Bem-vindo ao Novo Mundo.

Nele, os protagonistas serão empresas como Netflix, e não Globo ou qualquer outra emissora.

Como esquecer um depoimento recente de Silvio Santos, ao vivo, no qual ele disse não ver televisão? SS afirmou que gasta seu tempo com a Netflix, e recomendou aos espectadores que fizessem o mesmo.

Quanto tempo até os anunciantes fazerem, no Brasil, o mesmo percurso dos consumidores e irem para a internet?

No Reino Unido, a internet em 2015 responderá por metade do bolo publicitário. No Brasil, o pedaço digital está ainda na casa dos 15%.

Todas as audiências da Globo, do jornalismo às novelas, despencam sob o impacto da internet.

O Jornal Nacional se esforça para não cair abaixo dos 20 pontos, e novelas em horário nobre, como Babilônia, descem a abismos jamais vistos na história da emissora.

O público se retirou, e quando os anunciantes fizerem o mesmo, o que afinal é inevitável, a Globo estará em apuros sérios, como é o caso, hoje, da Abril.

Na internet, a Globo jamais conseguirá reproduzir a dominância que tem na tevê – e muito menos os padrões multimilionários de receitas publicitárias.

Tudo isso pesou na avaliação da S&P.

A Globo tenderá a justificar seu rebaixamento colocando a culpa em Dilma, mas o problema está nela mesma.

Sobra a piada que a Globo usou contra Dilma.

“Dilma é culpada até pelo rebaixamento da Globo.”
Por Paulo Nogueira Batista

Eleições 2018: Globo faz jogo de Alckmin e Serra e corta asas de Aécio?

Globo faz jogo de Alckmin e Serra e corta asas de Aécio?

AÉCIO E SERRA EM INAUGURAÇÃO DE SALA DE REUNIÕES DO PSDB

Bem, eu imitaria o amigo Paulo Nogueira, do Diario do Centro do Mundo, e parodiaria o general Wellington: quem acredita que a Globo não será mais golpista, acredita em tudo.

Entretanto, a Globo é muito inteligente. Sabe a hora de recuar, de adular, de posar de isenta. Quando Lula ganhou a primeira vez, em 2002, a Globo passou os primeiros meses mais lulista do que qualquer petista, sobretudo porque o presidente passou o primeiro ano fazendo um duro “ajuste fiscal” na economia.

A mídia dá três milhões de pancadas no ferro (PT), e um peteleco suave na fechadura (PSDB).

Denúncia contra o PT vai para o Jornal Nacional, sem direito à defesa.

Denúncia contra o PSDB pode até aparecer às vezes, escondida no miolo de um jornal, mas é abafada na TV e dão mais tempo à defesa do que à acusação.

Dito isso, não me surpreenderia se, com o esvaziamento das marchas golpistas, e a repercussão negativa causada por um bando de retardados pedindo intervenção militar (e até mesmo um doente pedindo, do alto de um carro de som, o fim do sufrágio universal e atacando Montesquieu), a Globo decida recuar do apoio ao impeachment, que é a bandeira de Aécio.

Talvez pegue mal fazê-lo este ano, aos 50 anos da empresa.

Ou não. Talvez a Globo queira comemorar seus 50 anos de golpismo com mais um golpe.

Enfim, o fato é que saiu a notícia de mais uma estrepolia aérea de Aécio Neves.

A análise do 247, de que a Globo está fazendo o jogo de Alkcmin e Serra, que tentam abater Aécio Neves agora para virem como candidatos a presidente em 2018, não me parece absurda.

*

No Brasil 247.

GLOBO DENUNCIA NOVO ESCÂNDALO AÉREO DE AÉCIO

Segundo nota do jornalista Leandro Loyola, da revista Época, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) utilizou gratuitamente aeronaves do governo de Minas Gerais entre 2011 e 2012, com a finalidade de escapar de engarrafamentos; “Ao menos ele não voou até o aeroporto em Cláudio – aquele que foi desapropriado em seu governo nas terras do tio dele”, pontua a nota, escrita com uma ironia que pode ter significados maiores; um deles pode ser o desembarque da Globo do golpismo liderado por Aécio no presente e também de seu projeto presidencial em 2018, ano em que a disputa pela vaga do PSDB se dará entre Geraldo Alckmin, José Serra e Marconi Perillo.

O site da revista Época, das Organizações Globo, publica, neste sábado, uma irônica nota sobre o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Assinada pelo jornalista Leandro Loyola, ela informa que Aécio voou de graça, em aeronaves do governo de Minas, entre 2011 e 2012, para escapar de engarrafamentos.

Leia abaixo a nota que faz menção ao Aeroporto de Cláudio, construído pelo governo mineiro, numa área próxima a uma das fazendas do senador:

Senador Aécio usou helicóptero do governo de Minas para escapar de engarrafamento

O senador tucano Aécio Neves voou em helicópteros do governo de Minas Gerais por cinco vezes para se deslocar em Belo Horizonte e pegou carona num avião – também do governo – para viajar da capital mineira até Brasília. Os passeios começaram logo após Aécio deixar o governo de Minas e se estenderam até 2012. Aécio diz que está tudo dentro da normalidade. Ao menos ele não voou até o aeroporto em Cláudio – aquele que foi desapropriado em seu governo nas terras do tio dele.

O tom irônico da nota pode ter significados maiores. O mais imediato, o desembarque da Globo do projeto golpista de Aécio, que, na última semana, sugeriu três motivos diferentes para eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff (leia mais sobre isso em artigo sobre a coluna de André Singer deste sábado).

Voando de graça, em aeronaves públicas, “para escapar de engarrafamento”, Aécio perde completamente a autoridade moral para falar em impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O recado da Globo também pode ter significados a médio prazo. Um processo de impeachment não interessa nada a três postulantes do PSDB à presidência da República: os governadores Geraldo Alckmin, de São Paulo, e Marconi Perillo, de Goiás, além do senador José Serra (PSDB-SP).

Ao que tudo indica, Aécio foi abatido em pleno voo na trama do impeachment e também em seu projeto presidencial de 2018.

Governo anuncia corte de verbas á Editora Abril e a Rede Globo

Blog Lei e Ordem 77 PL - Imprensa Cidadão KaneApós um 2014 repleto de lutas, a presidente Dilma anunciou o corte de verbas á editora Abril responsável pela revista VEJA e a Rede Globo com o Jornal Nacional, agora elas deixaram de receber mais de 6,1 milhões reais, economia para os cofres públicos

Parece que o governo não se esqueceu da matéria da Revista Veja baseada em fofocas e tem cortado o mal pelas pontas.

Anúncios da Petrobrás, Caixa Econômica e Banco do Brasil serão cancelados com a representante-mor do golpismo midiático brasileiro.

Só com a petrolífera, a revista da “suposta matéria baseada em fofoca de WhatsApp” vai deixar de arrecadar 6.1 milhões de reais. E parece que não para por aí, os cortes vão se estender à revista Época, que hoje em dia, mais parece uma área de lazer tucana.

Não compactuamos com mentirosos, disse a presidente Dilma.

A guerra política está chegando ao cool financeiro. Cortes dessa magnitude (nessas revistas que estão sendo usadas como marionetes da direita) podem ser um tiro certeiro naquilo que chamamos hoje em dia de “mídia golpista”.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A editora Abril e a Globo vão começar a se preocupar com outros meios de comunicação do grupo, que podem ser atingidos com essa restrição de anúncios. O Partido dos Trabalhadores já deixou bem claro que a revolta não é pelas denuncias, mas sim por divulgá-las sem aval da Policia Federal e sem provas concretas.

Três grandes estatais colocaram mais de 250 milhões de reais inserções na Globosat no ano de 2013.

Se o governo federal cortar “por ai” , a oposição midiática vai perceber que essa historia de malhar a Dilma Rousseff é um horrendo e amargo negócio.

Ops, ainda falta os Correios…esse vai fazer falta no caixa da Platinada…
Fonte:Portal Metrópole

A velha mídia tem credibilidade?

Mída,Educação,Lavagem Cerebral, Blog do MesquitaA velha mídia tem credibilidade? Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o acesso à internet no Brasil cresceu 143,8% de 2005 a 2011. A proporção de internautas no Brasil chegou a 50,1%, em 2013. Não é pouca coisa num país de dimensões continentais, forte desigualdade social e uma população de mais de 200 milhões de pessoas.

Um dos inegáveis efeitos dessa democratização é o acesso a fontes alternativas de notícias. A opinião,que antes era formada, basicamente, a partir do Jornal Nacional e revista Veja (maior audiência e maior circulação do país, respectivamente) tem agora portais, sites, blogs e redes sociais contribuindo para sua análise.

Se você é a favor da multiplicidade de discursos, com liberdade de expressão para todos, então essa é uma ótima notícia.

Mas, se você olhar pelo ponto de vista dos jornalões… Não é de hoje que a relevância da mídia pulverizada via web representa uma forte ameaça ao poderio hegemônico dos mais tradicionais jornais, canais de TV e revistas de todo o mundo. Nos últimos anos, eles precisaram montar seus sites, liberar notícias de graça (com comentários), aumentar a participação do leitor e reduzir drasticamente o volume de exemplares impressos (alguns extinguiram de vez a versão impressa).

Tudo para tentar manter suas posições no mercado jornalístico. No Brasil, os maiores e principais jornais, revistas e canais de TV, são comandados por apenas seis famílias e uma “igreja”: Abravanel (SBT), Civita (Abril), Frias (Folha), Marinho (Organizações Globo), Mesquita (O Estado de S.Paulo), Saad (Band) e Record (Universal). Esses grupos, bem como seus ancestrais, mantiveram por décadas seguidas o monopólio da formação da opinião pública no Brasil.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O problema deles é que a crescente inserção digital permite que qualquer estudante, empresário, jornalista, padeiro ou faxineiro divulgue informações e fatos que não ganharam destaque nesses veículos, contestando versões e reportagens que seriam encaradas como verdade absoluta. Muitos sites e blogs independentes dessas estruturas já ganharam corpo, com públicos próprios que não vão aceitar mais como 100% da verdade o que aparecer na mídia tradicional, simplesmente porque agora eles têm acesso às outras faces das notícias, o que antes era muito improvável.

Além disso, os sites independentes passaram a “furar” os grandes. Estão mais próximos dos fatos e noticiam antes, mais rápido e sem ter que passar por uma grande estrutura. Hoje, muitas vezes, uma notícia que surge em um blog marginal e termina por pautar a grande mídia. É um sinal de que o pêndulo detentor da opinião pública brasileira aos poucos se afasta das sete famílias.

Uma regulamentação mais decente

Nestas eleições, combates nas redes sociais foram travados usando links de matérias “jornalísticas” como provas para argumentações. Nesse momento, levanta-se a questão da credibilidade dessas matérias. Uma notícia publicada na Folha tem o mesmo peso de uma divulgada pela Record? Uma notícia do G1 tem o mesmo peso de uma do blog Mídia Sem Máscara? Em resumo: uma notícia de um site da mídia tradicional tem mais valor do que uma da nova mídia? Evidente que o peso da repercussão instantânea é maior nos sites dos grandes. Mas, e o peso da verdade?

Há “zilhares” de exemplos de verdades manipuladas pela grande mídia nas últimas décadas por simples irresponsabilidade ou para atender aos interesses políticos do veículo (e não o interesse da sociedade), mas são exemplos totalmente desconhecidos do grande público. Só para citar os mais recentes, podemos lembrar que o Brasil da grande mídia jamais conseguiria sediar uma Copa do Mundo em 2014.

Já o caso mais recente é a histórica matéria “Eles sabiam de tudo”, sobre Lula e Dilma, publicada em Veja. Um perfeito manual inverso de jornalismo: “como não fazer”. Não se trata de ser contra ou a favor do viés político, pois os veículos têm liberdade (apesar das acusações de que vivemos numa ditadura) para assumir suas ideologias e muitos o fazem. Errado é alardear imparcialidade e não ser imparcial.

Pior ainda é publicar “reportagens” (entre aspas mesmo) sem checar a veracidade dos fatos, ou a confiabilidade da fonte, buscando influenciar fortemente resultados de uma eleição presidencial. No caso específico, o próprio advogado representante do doleiro Alberto Youssef, Antonio Basto, disse: “Asseguro que eu e minha equipe não tivemos nenhuma participação nessa divulgação distorcida.” Logo, é mentira. O pior é que tem gente que gosta de ser enganada.

Checagem dos fatos e confiabilidade da fonte são coisas básicas, mas que podem ser relativizadas quando o objetivo não é fazer jornalismo.

Diante desse e de muitos outros maus exemplos de jornalismo da mídia tradicional, está claro que é preciso regulamentação mais decente para impedir que a mídia faça de trouxa toda uma população, sem limite nenhum para inventar o que quiser.

Está claro também, que desprezar o que se diz em blogs e sites alternativos é besteira, pois a informação pode e deve ser conhecida por todos os ângulos possíveis. Aí, sim, podemos orientar nossas opiniões.
Por Ricardo de Barros Bonchristiani Ferreira, jornalista/Observatório da imprensa

Os sapatos do William Bonner

Jornal Nacional Mídia Blog do MesquitaWilliam Bonner, do Jornal Nacional, costuma dizer que todas as noites sua equipe tenta colocar um elefante dentro de uma caixa de sapatos. Sempre conseguem.

Trata-se da configuração do jornal de maior audiência na TV brasileira. Significa que grande quantidade das notícias produzidas é jogada na lata do lixo e outras tantas somente são divulgadas após lapidar edição que envolve a escolha de enquadramentos, incidências e aparas.

Por ficarem de fora, não serão discutidas pelo público: o “lixo”, outros enquadramentos, outras incidências, outras maneiras de ver e de apresentar os temas.

É o que se denomina agendamento (agenda setting), teoria bastante conhecida em todo o mundo por qualquer estudante de comunicação, desde os anos 70, que revela como os meios de comunicação determinam a pauta (agenda) para a opinião pública.

Ou seja, resolvem o que e de que forma – de que ângulo, de que ponto de vista, sob que aspecto ou profundidade – nós, indefesos leitores/ouvintes, devemos discutir a história de cada dia. Pois, para muitos, o que não deu no Jornal Nacional, a caixa de sapatos de Bonner, não aconteceu.

Tem-se no agendamento o instrumento de impor ao leitor/ouvinte uma carga de opiniões político-ideológicas ou culturais que interessam às instâncias de poder vinculadas aos donos do veículo de comunicação. Dito de outra forma, a linha ideológica nasce de modo “espontâneo”, das necessidades dos profissionais da comunicação de manter uma relação de boa convivência e conforto em seus postos de trabalho.

Ou seja, a linha ideológica da notícia nasce não só do perfil intelectual e cultural do jornalista, de suas relações e afinidades ou do seu compromisso social, mas também e sobretudo do tipo de (in)dependência profissional com seu veículo empregador.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

De qualquer forma, para a unanimidade dos estudiosos não há isenção na produção de qualquer matéria jornalística, mesmo a que não é rotulada como opinativa. E assim, o ouvinte/leitor recebe o “benefício” do agenda setting para não precisar pensar.

Já na década de 20, dizia o Estadão: “Um verdadeiro jornal constitui para o público uma verdadeira bênção. Dispensa-o de formar opiniões e formular ideias. Dá-lhes já feitas e polidas, todos os dias, sem disfarces e sem enfeites, lisas, claras e puras” (Editorial do O Estado de São Paulo, de 14/01/1928).

Pode-se inferir então que um mergulho no “lixo” e nas aparas, e um exame por ângulos e critérios ideológicos diversos no noticiário jornalístico, certamente produziriam caixas de sapatos diferentes da de Bonner. Um mergulho e um exame que serão facultados a qualquer ouvinte/leitor quando o veículo de comunicação lhe oferecer os diversos ângulos e a totalidade dos fatos, para que exerça criticamente sua análise e sua escolha. Será, enfim, a oportunidade de poder formar sua opinião, sua versão dos fatos.

Para que isso aconteça, a sociedade precisa se dar conta de que existe um direito que a Constituição lhe garante: o Direito à Informação. Informação em sua integralidade, que permita acesso a uma leitura crítica, personalizada, liberta das amarras opinativas unidirecionais viciadas. Democraticamente aberta a múltiplas interpretações e juízos. Múltiplas caixas de sapatos…

Eleições 2014: Postura imperial de Bonner faz parecer que a Globo não tem mazelas

A postura supostamente independente de Bonner, agressivo com todos os candidatos, faz parecer que as Organizações Globo são exemplo de ética, que nunca apoiaram a ditadura militar, nem tentaram “ganhar” eleições no grito

william bonner dilma jornal nacional
William Bonner está assumindo o papel de garoto-propaganda da criminalização da política (reprodução)

Trata-se de um simulacro de jornalismo, que nem original é. Nos Estados Unidos, muitos âncoras se promoveram com agressividade em suposta defesa do “interesse público”.

Eu friso o “suposta”. Lembro-me de um, da CNN, que fez fama atacando a invasão do país por imigrantes ilegais. Hoje muitos âncoras do jornalismo policial fazem o mesmo estilo, como se representassem a sociedade contra o crime.

William Bonner está assumindo o papel de garoto-propaganda da criminalização da política.

Ao criminalizar a política, fazendo dela algo sujo e com o qual não devemos lidar, ganham as grandes corporações midiáticas.

Quanto mais fracas forem as instituições, mais fortes ficam as empresas jornalísticas para extrair concessões de todo tipo — do Executivo, do Legislativo, do Judiciário.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A postura supostamente independente de Bonner, igualmente agressivo com todos os candidatos, faz parecer que as Organizações Globo pairam sobre a política, que nunca apoiaram a ditadura militar, nem tentaram “ganhar” eleições no grito.

Que os irmãos Marinho não fazem politica diuturnamente, com lobistas em Brasília. Que os irmãos Marinho não tem lado, não fazem escolhas e nem defendem com unhas e dentes, se preciso atropelando as leis, os seus interesses. Como em “multa de 600 milhões de reais” por sonegar impostos na compra dos direitos de televisão das Copas de 2002 e 2006.

VEJA:
A entrevista de Dilma no Jornal Nacional
A entrevista de Aécio Neves no Jornal Nacional
A entrevista de Eduardo Campos no Jornal Nacional

A agressividade de Bonner também ajuda a mascarar onde se dá a verdadeira manipulação da emissora, nos dias de hoje: na pauta e no direcionamento dos recursos de investigação de que a Globo dispõe. Exemplo: hoje mesmo, no Bom Dia Brasil, uma dona-de-casa do interior de São Paulo explicava como está fazendo para economizar água.

A emissora não teve a curiosidade de explicar que a seca que afeta milhões no Estado não é apenas um problema climático, resulta também de falta de investimentos do governo de Geraldo Alckmin, que beneficiou acionistas da Sabesp quando deveria ter investido o dinheiro no aumento da capacidade de captação de água. Uma pauta complicada, não é mesmo?

A não ser que eu esteja enganado, a Globo não deslocou um repórter sequer para visitar o aeroporto de Montezuma, que Aécio Neves mandou reformar quando governador de Minas Gerais perto das terras de sua própria família. Vai ver que faltou dinheiro.

Tanto Alckmin quanto Aécio são tucanos. Na entrevista com Dilma, Bonner listou uma série de escândalos. Não falou, obviamente, de escândalos relacionados à iniciativa privada, nem em outras esferas de governo.

Dilma poderia muito bem tê-lo lembrado disso, deixando claro que a corrupção é uma praga generalizada, inclusive na esfera privada, envolvendo entre outras coisas sonegação gigantesca de impostos. Mas aí já seria coisa para o Leonel Brizola.
Luiz Carlos Azenha, Viomundo

Kassab, imprensa marrom e canalhice

Mídia,Humor,Cartuns,Millor Fernandes,Ainda estou abismado com o que assisti agora a pouco no JN. Puro desespero por audiência.

Não dou uma pataca pelo sr. Gilberto Kassab. Agora o JN jogar o nome do cidadão na lama a partir de um depoimento de alguém que diz ter ouvido de terceiro?

Isso não é mais nem imprensa marrom. É a mais pura canalhice.

A outra questão é o vazamento pelo MP. Observem que a testemunha é do tipo “ouvi alguém falar, que fulano disso…”

Ainda não abordei o mérito dos fatos, se falsos ou verdadeiros, mas um tipo de informação que independente da comprovação da inocência do cidadão, o estrago está feito.

Lembrar o Caso da Escola de Base de S.Paulo, do ex ministro Alceni Guerra, do ex-deputado Ibsen Pinheiro…

Convém a propósito citar Nietzsche: “As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras”.


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Internet – Tenha um Jornal Nacional também.

Megafone Digital Blog do Mesquita

Com a popularização da banda larga e a proliferação exponencial de câmeras de vídeos, uma aposta segura é feita pelos “Google’s Boys”, nos vídeosblogs.

A possibilidade de você ser seu próprio William Bonner ou Patricia Poeta, é que certamente fez a dupla Sergei Brin e Larry Page pagarem a “mincharia”de US$ 1,65 bilhão pelo YouTube.

Essa dupla comprovadamente está sempre de olho no futuro – lembram que eles estiveram no Brasil, à alguns anos “xeretando”o bio-diesel? – pois é.

Para eles os vídeoblogs fincaram pé na rede, com a mesma força que os blogs têm.

Os grandes conglomerados de comunicação que se cuidem.

A democratização, total e irreversível, da informação, inclusive a jornalística, é só questão de tempo e, consequentemente a perda de poder dos Murdochs e quejandos.

Mais dia menos dia, a TV via IP, ou IPTV, fincará sua força aqui em Pindorama.

Assim como os blogs, os videoblogs, pela independência de editoria e imediatismo de publicação, estãofazendo um estrago considerável na audiência e poder das grandes redes de Tv.


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Jornal Nacional é feito para o QI do Homer Simpson

Jornal Nacional Mídia Blog do Mesquita“Perplexidade no ar. Um grupo de professores da USP está reunido em torno da mesa onde o apresentador de tevê William Bonner realiza a reunião de pauta matutina do Jornal Nacional, na quarta-feira, 23 de novembro.

Alguns custam a acreditar no que vêem e ouvem. A escolha dos principais assuntos a serem transmitidos para milhões de pessoas em todo o Brasil, dali a algumas horas, é feita superficialmente, quase sem discussão.

Os professores estão lá a convite da Rede Globo para conhecer um pouco do funcionamento do Jornal Nacional e algumas das instalações da empresa no Rio de Janeiro.

São nove, de diferentes faculdades e foram convidados por terem dado palestras num curso de telejornalismo promovido pela emissora juntamente com a Escola de Comunicações e Artes da USP. Chegaram ao Rio no meio da manhã e do Santos Dumont uma van os levou ao Jardim Botânico.

A conversa com o apresentador, que é também editor-chefe do jornal, começa um pouco antes da reunião de pauta, ainda de pé numa ante-sala bem suprida de doces, salgados, sucos e café. E sua primeira informação viria a se tornar referência para todas as conversas seguintes.

Depois de um simpático ‘bom-dia’, Bonner informa sobre uma pesquisa realizada pela Globo que identificou o perfil do telespectador médio do Jornal Nacional. Constatou-se que ele tem muita dificuldade para entender notícias complexas e pouca familiaridade com siglas como BNDES, por exemplo.

Na redação, foi apelidado de Homer Simpson. Trata-se do simpático mas obtuso personagem dos Simpsons, uma das séries estadunidenses de maior sucesso na televisão em todo o mundo. Pai da família Simpson, Homer adora ficar no sofá, comendo rosquinhas e bebendo cerveja. É preguiçoso e tem o raciocínio lento.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A explicação inicial seria mais do que necessária. Daí para a frente o nome mais citado pelo editor-chefe do Jornal Nacional é o do senhor Simpson. ‘Essa o Homer não vai entender’, diz Bonner, com convicção, antes de rifar uma reportagem que, segundo ele, o telespectador brasileiro médio não compreenderia.

Mal-estar entre alguns professores. Dada a linha condutora dos trabalhos – atender ao Homer -, passa-se à reunião para discutir a pauta do dia. Na cabeceira, o editor-chefe; nas laterais, alguns jornalistas responsáveis por determinadas editorias e pela produção do jornal; e na tela instalada numa das paredes, imagens das redações de Nova York, Brasília, São Paulo e Belo Horizonte, com os seus representantes. Outras cidades também suprem o JN de notícias (Pequim, Porto Alegre, Roma), mas elas não entram nessa conversa eletrônica. E, num círculo maior, ainda ao redor da mesa, os professores convidados. É a teleconferência diária, acompanhada de perto pelos visitantes.

Todos recebem, por escrito, uma breve descrição dos temas oferecidos pelas ‘praças’ (cidades onde se produzem reportagens para o jornal) que são analisados pelo editor-chefe. Esse resumo é transmitido logo cedo para o Rio e depois, na reunião, cada editor tenta explicar e defender as ofertas, mas eles não vão muito além do que está no papel. Ninguém contraria o chefe.

A primeira reportagem oferecida pela ‘praça’ de Nova York trata da venda de óleo para calefação a baixo custo feita por uma empresa de petróleo da Venezuela para famílias pobres do estado de Massachusetts. O resumo da ‘oferta’ jornalística informa que a empresa venezuelana, ‘que tem 14 mil postos de gasolina nos Estados Unidos, separou 45 milhões de litros de combustível’ para serem ‘vendidos em parcerias com ONGs locais a preços 40% mais baixos do que os praticados no mercado americano’. Uma notícia de impacto social e político.

O editor-chefe do Jornal Nacional apenas pergunta se os jornalistas têm a posição do governo dos Estados Unidos antes de, rapidamente, dizer que considera a notícia imprópria para o jornal. E segue em frente.

Na seqüência, entre uma imitação do presidente Lula e da fala de um argentino, passa a defender com grande empolgação uma matéria oferecida pela ‘praça’ de Belo Horizonte. Em Contagem, um juiz estava determinando a soltura de presos por falta de condições carcerárias. A argumentação do editor-chefe é sobre o perigo de criminosos voltarem às ruas. ‘Esse juiz é um louco’, chega a dizer, indignado. Nenhuma palavra sobre os motivos que levaram o magistrado a tomar essa medida e, muito menos, sobre a situação dos presídios no Brasil. A defesa da matéria é em cima do medo, sentimento que se espalha pelo País e rende preciosos pontos de audiência.

Sobre a greve dos peritos do INSS, que completava um mês – matéria oferecida por São Paulo -, o comentário gira em torno dos prejuízos causados ao órgão. ‘Quantos segurados já poderiam ter voltado ao trabalho e, sem perícia, continuam onerando o INSS’, ouve-se. E sobre os grevistas? Nada.

De Brasília é oferecida uma reportagem sobre ‘a importância do superávit fiscal para reduzir a dívida pública’. Um dos visitantes, o professor Gilson Schwartz, observou como a argumentação da proponente obedecia aos cânones econômicos ortodoxos e ressaltou a falta de visões alternativas no noticiário global.

Encerrada a reunião segue-se um tour pelas áreas técnica e jornalística, com a inevitável parada em torno da bancada onde o editor-chefe senta-se diariamente ao lado da esposa para falar ao Brasil. A visita inclui a passagem diante da tela do computador em que os índices de audiência chegam em tempo real. Líder eterna, a Globo pela manhã é assediada pelo Chaves mexicano, transmitido pelo SBT. Pelo menos é o que dizem os números do Ibope.

E no almoço, antes da sobremesa, chega o espelho do Jornal Nacional daquela noite (no jargão, espelho é a previsão das reportagens a serem transmitidas, relacionadas pela ordem de entrada e com a respectiva duração). Nenhuma grande novidade. A matéria dos presos libertados pelo juiz de Contagem abriria o jornal. E o óleo barato do Chávez venezuelano foi para o limbo.

Diante de saborosas tortas e antes de seguirem para o Projac – o centro de produções de novelas, seriados e programas de auditório da Globo em Jacarepaguá – os professores continuam ouvindo inúmeras referências ao Homer. A mesa é comprida e em torno dela notam-se alguns olhares constrangidos. * Sociólogo e jornalista, professor da Escola de Comunicações e Artes da USP”
Laurindo Lalo Leal Filho/Observatório da Imprensa

Rosemary Noronha, Lula e o Jornal Nacional

Jornal Nacional acorda do torpor jornalístico e também passa a questionar a Polícia Federal sobre quebra do sigilo telefônico de Rose.

De repente, o apresentador e editor-chefe William Bonner deixou de ser Homer Simpson e lembrou que é jornalista. Ontem à noite, o Jornal Nacional, que havia anunciado semana passada que o sigilo telefônico de Rosemary Nóvoa Noronha não tinha sido quebrado, agora passou a questionar por que a Polícia Federal agiu com tamanha incompetência, se a primeira medida a ser tomada nessas investigações é justamente a quebra do sigilo do telefone.

Desculpem a nossa falha…”

Caramba, parece que enfim descobriram a pólvora!

Agora, só falta o Jornal Nacional colocar o ovo em pé, dizendo que um presidente da República (não importa quem seja ou a que partido esteja filiado) não tem direito de usar a máquina administrativa e os recursos da União para dar emprego à amante e à família dela (leia-se: o ex-marido, o atual e uma das filhas), inclusive criando um cargo federal exclusivamente para ela, com direito a carro oficial, combustível, motorista e três assessores.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Além disso, o presidente da República (não importa quem seja ou a que partido esteja filiado) não pode transmitir à amante poderes republicanos de indicar nomes e aprová-los, prerrogativa que ela usou para mergulhar na corrupção com impressionante desenvoltura.

O Jornal Nacional tem de dizer também que, ainda não satisfeito, o então presidente da República ainda teve a desfaçatez de se descartar da primeira-dama para se fazer acompanhar da amante em 24 viagens internacionais custeadas com recursos públicos, fazendo com que fossem pagas diárias a Rose apenas pelo prazer, digamos assim, de desfrutar da companhia dela.

Pelo telefone

Se não sair no Jornal Nacional, pode ser no Jornal da Globo, que também parece ser feito por jornalistas que imitam os três macaquinhos, que não ouvem, não veem e não falam…

P. S. – É claro que as conversas de Rose e Lula foram gravadas. Isso é rotina, a primeira providência a ser tomada, não tem escapatória. A Polícia Federal não quer divulgá-las porque são do tipo dos famosos diálogos do príncipe Charles com a amante Camilla Bowles, “quero ser seu Tampax” e tudo o mais.  Para incriminar Rose e sua gang, a Polícia Federal nem precisa das gravações telefônicas, basta usar os e-mails dela. E como Lula é analfabeto em informática e não sabe usar computador, dessa investigação ele fica fora.

Carlos Newton/Tribuna da Imprensa