Eleições 2014 e a (in)fidelidade partidária

Políticos,Brasil,Senador Heráclito FortesCada vez mais continuo, impressionado, banzado, boquiaberto, estupefato, maravilhado, pasmado, perplexo, surpreendido, surpreso, abalado, afetado, alarmado, chocado, comovido, compungido, deslumbrado, emocionado, enternecido, maravilhado, marcado, perturbado, sensibilizado, tocado, embevecido, enlevado, extasiado, seduzido, abismado, admirado, atônito com a competência plural dos seres públicos que pululam, e infernizam a vida dos infelicitados Tapuias.

Pois não que me deparo com a notícia de que o mais robustos, com trocadilho, por favor, iracundo do agonizante DEM, o não menos rotundo ex-senador Heráclito Fortes se descobriu PSB desde criancinha quando tomava banho às margens do Rio Parnaíba na aprazível Teresina?

O Verborrágico político era um dos que encabeça a lista dos políticos mais detestados pelo Lula. O apedeuta fez o possível, o impossível e mais um pouco, para exterminar a raça de Heráclito Fortes dos meios políticos. Tanto fez que o político do Piauí não conseguiusse a reeleição tão sonhada para o senado no pleito de 2010.

Pois agora pasmem!!!

Em concorrido, festiva e apoteótica cerimônia, sob a batuta do atual desgorvernador piauiense Wilson Martins,  o ex- inimigo público número um do PT, abandonou e o DEM e  filiou-se ao PSB.

Cenas dos próximos capítulos: Heráclito Fortes enfeitando, força de expressão, o enfeitando, o palanque presidencial de Eduardo Campos em 2014 como candidato a deputado federal.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Que metamorfose! De Pêfêlistas a Demo, sempre inimigo figadal do PT socialista e comunista, Heráclito Fortes se descobre, da noite pro dia, socialista de carteirinha. Ou carteirada.

O neo socialista fará companhia no socialista PSB a outro ex-Demo, Eduardo estimulou o ingresso de Heráclito no partido.

É o segundo inimigo figadal do PT que vira socialista em pleno voo. Outro ex-DEM e ex-PSD, e agora também socialista empedernido é Paulo Bornhausen, filho do ex-senador Jorge Bornhausen, outro que cultiva todos os ódios e pragas medievais contra o Lula.

O que o cinismo e o oportunismo político não forem capaz de fazer, nada mais o fará.

Oposição em desespero: PSDB,DEM e PPS planejam fusão

Vai daqui uma sugestão para esse novo partido: Arena!

Para outros, menos irônicos e mais ácidos, não há nada de estranho em tal união, pois afinal todos são farinha do mesmo saco.

Fica a sensação surrealista de um náufrago cedendo o salva-vidas para outro que está se afogando.

Ao PSDB resta reconhecer que é o partido do bem, e que os demais partidos são, ou eram, do mal.

Os partidos envolvidos na provável fusão abrigam, com as exceções de praxe, as mais desalentadoras e autoritárias do universo político da taba dos Tupiniquins.
O Editor


Partidos: Movimento deve ser posto em curso depois de 2012 sob a liderança de Aécio

O Democratas elegeu ontem presidente o senador José Agripino Maia (RN), no que pode ter sido uma das últimas convenções nacionais do partido, cujas origens remontam à antiga Arena do regime militar.

A data-chave do DEM é a eleição municipal de 2012, após a qual a oposição deve abrir uma discussão sobre a fusão dos três partidos – além do Democratas, o PSDB e o PPS já conversam discretamente sobre o assunto, nos bastidores.

O que se espera, entre os demistas, é que o senador tucano Aécio Neves, o mais provável candidato do PSDB em 2014, assuma o comando dessas articulações.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Embora a tendência seja o DEM atar seu projeto político ao de Aécio, outros atores tucanos ajudaram na recomposição e trégua provisória do partido, dividido entre as alas do ex-presidente da sigla Jorge Bornhausen (SC) e do até ontem presidente, Rodrigo Maia (RJ).

O principal deles foi o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que atuou para desestimular deputados estaduais e federais do Democratas e estaduais do PPS a deixar seus partidos para seguir o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, na fundação de um novo partido (PDB).

José Serra também ajudou, para tentar evitar que Kassab desencadeasse a ruptura no DEM.

Aliado de Bornhausen, Kassab foi o grande ausente na convenção de ontem, reforçando a impressão de que sua saída do DEM é iminente. Externamente, os dirigentes do DEM afirmam que a fase mais aguda da crise que atinge o partido está superada. Em termos.

Ao tornar públicas suas conversas com o governador Eduardo Campos (PE) sobre a fusão do novo partido que planeja criar com o PSB – uma espécie de partido “janela”-, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, praticamente inviabilizou a adesão de figurões como Jorge Bornhausen (SC), Kátia Abreu (TO), e do ex-senador Marco Maciel, que é adversário de Campos em Pernambuco. Todos estiveram presentes ontem à convenção.

O risco, no entanto, não passou e a avaliação do DEM é que vai perder quadros para o partido de Kassab – se for efetivamente um partido e não apenas um instrumento de passagem para outra legenda – em função das situações locais, além do adesismo governista. Um exemplo: em Goiânia, o senador Demóstenes Torres é candidato a prefeito, mas quem domina a máquina partidária é o deputado Ronaldo Caiado, seu adversário. O problema afeta outros partidos, inclusive o PT (o deputado João Paulo, do Recife, é um exemplo). É nesse quadro que o partido de Kassab pode levar vantagem.

O maior trunfo do Democratas é o tempo de televisão, o que uma legenda nova como seria a do prefeito de São Paulo não terá – só o tempo dos parceiros nas coligações ou do partido ao qual se fundir, como o PSB. Além do tempo de TV, também o fundo partidário permanece integralmente com o DEM.

São com esses recursos e tempo de televisão no horário eleitoral gratuito que o DEM esperar obter o melhor resultado possível nas eleições municipais de 2012, a fim de entrar nas discussões sobre a sucessão presidencial com algum peso. Evidentemente, se o partido obtiver um resultado excepcional, o que não é esperado, a discussão sobre a fusão com os outros dois atuais partidos da oposição deve ser revista.

A fusão também embute um outro risco, que depende da conjuntura pós eleitoral de 2012: se o governo Dilma Rousseff estiver muito bem avaliado, na ocasião, a tendência é que a oposição perca para o governo congressistas que não concordarem com a unificação (é uma justificativa aceita pela legislação eleitoral para a troca de partido).

Em avaliações feitas no Democratas, no mapa a fusão seria um excelente negócio para PSDB e DEM: os partidos são complementares, onde um é fraco, outro é forte ou ainda mantém alguma estrutura capaz de sustentar um partido viável no plano estadual. Por exemplo, o PSDB é fraco no Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Norte e Santa Catarina, todos Estados onde o Democratas é mais forte que o parceiro de oposição ao governo do PT.

Em fase de reorganização e sem nomes à Presidência, outra avaliação corrente no DEM é que os polos de poder no país, no momento, são PT e PSDB. Logo, seja por meio da fusão ou de aliança, a tendência do partido em 2014 é novamente ficar com os tucanos na disputa presidencial, provavelmente com Aécio Neves. Os demistas, no entanto, reclamam da passividade até agora demonstrada pelo senador mineiro, mesmo reconhecendo que ainda não se passaram 90 dias de governo.

Agripino foi eleito com apoio dos dois grupos divergentes do partido, numa tentativa de unir a legenda. Uma de suas tarefas é tentar evitar uma debandada de demistas com Kassab. Uma das armas é a ameaça de recorrer à Justiça para recuperar o mandato dos infiéis. Para isso, demistas têm pareceres jurídicos atestando que quem sai de um partido só pode se beneficiar da exceção à regra da fidelidade partidária se assinar o ato de fundação.

No início, as notícias referiam-se à possibilidade de 70 prefeitos, 20 deputados, uma senadora e os dois governadores do partido o acompanharem. Agora, essa contabilidade caiu para menos de dez no caso dos deputados. E a senadora Kátia Abreu diz que, por enquanto, fica, dando um “voto de confiança” em Agripino. Os dois governadores – Rosalba Ciarlini (RN) e Raimundo Colombo (SC) – também decidiram ganhar tempo. A expectativa é que Agripino possa recompor e conciliar as demandas das diversas facções.

Agripino também cria expectativa nos outros partidos de oposição. O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), compareceu à convenção. Eleito para mandato-tampão, Agripino propôs o calendário para eleição dos comandos municipais (16 de julho), estaduais (20 de agosto) e nacional (27 de setembro) – na qual deverá ser mantido no cargo, se conseguir manter a coesão.

“Não sou um beligerante. Sou um conciliador. Se os segmentos do meu partido que tinham divergências.

Raymundo Costa e Raquel Ulhôa/VALOR

DEM teria cargos no Governo Dilma caso se una com o PMDB

Brasil: da série “o que dá pra rir dá pra chorar!”

O surrealismo partidário brasileiro é uma soma insensata de interesses, a maioria escusos, da mais rasteira politicalha com o despudor do mais inacreditável ausência de convicções ideológicas.

Mesmo sem a concretização das estapafúrdias adesões de todo mundo com todo mundo, na base do “fazemos qualquer negócio”, somente a admissão de ‘conversações’  entre opostos, mantém o nível parlamentar brasileiro na mesma sarjeta onde rastejam ratos e vermes.

Conceitos de ética e moral são absolutamente pisoteados pelos despudorados partícipes das negociatas parlamentares.

A esperança da manutenção do mínimo de decência está depositada, pode-se até não concordar com suas posições ideológicas/programáticas, mas há de se reconhecer a firmeza de caráter, em parlamentares como Demóstenes Torres, Ronaldo Caiado e Álvaro Dias.

O Editor


Fusão: PMDB abre ao DEM até cargos no governo

Em troca da fusão do DEM ao PMDB, o partido do vice-presidente eleito Michel Temer abre a possibilidade de espaço no governo Dilma, a depender ainda da concordância da presidenta, e também cargos em comissões importantes e nas mesas diretoras da Câmara e do Senado.

Somando os deputados federais eleitos pelos dois partidos este ano, o “novo PMDB” somaria uma bancada mínima de 122 parlamentares.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

DEM maior

O DEM estima que a bancada saltará de 43 para 47 deputados, com a posse de suplentes de convidados para secretarias de Estado.

Porta de saída

Gilberto Kassab quer trocar o DEM pelo PMDB para disputar o governo paulista em 2014: só a fusão o livraria de punição pela lei da fidelidade.

O pau vai quebrar

“Quero ver quem vai ter a coragem de defender na nossa convenção a extinção do DEM para a fusão ao PMDB”, desafia Onyx Lorenzoni.

coluna Claudio Humberto

Eleições 2010: as oposições e os adjetivos inúteis

O articulista do texto abaixo, a par o refinamento vernacular e educação dialética ambivalentemente exposta, ao criticar, e condenar com justa razão, os impropérios com os quais o chefe dos Tupiniquins vocifera contra a oposição, esquece (?) de também descer o malho nos iracundos Arthur Virgílio e ACM Neto, que da tribuna do congresso ameaçaram aplicar surra física no presidente da república.

E quando o ‘ariano’ Jorge Bornhausen, ex PFL e atual DEM, disse com todas as letras, referindo-se ao PT que: “Felizmente nos veremos livres dessa ‘raça’ por pelo menos 30 anos” estava correto?

Essa oposição “generosa” da qual se jactam tucanos de alta plumagem foi somente para “marcar território” para Aécio Neves.

Convém lembrar que enquanto o governo Lula lutava em todos as áreas para conseguir trazer as olimpíadas e a copa do mundo para o Brasil, a ‘generosa’ oposição sempre se manifestou contra.

Basta consultar os anais do congresso.
O Editor


Uma das peculiaridades do Brasil, além da inevitável jaboticaba, é que aqui nem o governo e nem a oposição sabem exatamente o que significa ser oposição, e qual o seu verdadeiro papel institucional num regime democrático.

A “soi disant” oposição, formada basicamente pelo PSDB,o DEM e o PPS, passou quatro e depois mais quatro anos brincando de esconde-esconde com as suas próprias convicções, se é que tinha algumas, e até mesmo com as suas próprias realizações,como se se envergonhasse de ter eliminado a inflação, de ter privatizado velhos e ineficientes elefantes brancos, de ter saneado o sistema bancário, de ter estabelecido regras civilizadas de responsabilidade fiscal – enfim, de ter plantado as sementes de uma estabilidade econômica sólida e sustentável e com ela os fundamentos para a modernização do País.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Deixando-se acuar covardemente pela avassaladora popularidade do presidente da República, a oposição, nas duas tentativas que fez de substitui-lo no governo, se acomodou à agenda que interessava a ele e ao seu partido, de tal forma que, em 2006, seu candidato, Geraldo Alckmin, não se constrangeu em usar um macacão cheio de logotipos de estatais para mostrar que não pretendia privatizá-las, e na tentativa deste ano, José Serra chegou a ensaiar um anódino pós-lulismo, colocando a imagem do presidente em seu horário eleitoral.

Além disso, encaixou o golpe da propaganda governista que transformou as concessões de exploração de petróleo em privatizações, e acabou tentando devolver ao governo a acusação de “privatizador”, transformando esquizofrenicamente uma virtude em pecado.

Essa é a parte que cabe à oposição.

No que diz respeito ao governo, o presidente Lula não se cansou de maltratar a oposição durante a campanha eleitoral, chegando quase a lhe negar a legitimidade, ao chamá-la de “turma do contra”, ao pedir a “extirpação” de um dos partidos que a compõem, e a chamar o futuro governador eleito de São Paulo de “aquele sujeito”,entre outras delicadezas.

No dia em que a presidente eleita,ao lado dele, deu a sua primeira entrevista coletiva – por sinal tranqüila, ponderada e civilizada, muito longe dos arranques quase apopléticos da campanha eleitoral- Lula não perdeu a chance de reiterar a sua estranha forma de encarar o papel da oposição numa democracia.

Ele pediu para ela um tratamento melhor daquele que deram a ele durante os oitos anos de seu governo.Pela estranha noção de democracia do presidente, considerando aquilo que de fato aconteceu durante os oito anos,só a unanimidade lhe serve.

“Contra mim,não tem problema, podem continuar raivosos, do jeito que sempre foram.Mas a partir de 1º de janeiro, que eles olhassem um pouco mais para o Brasil, que eles torcessem para que o Brasil desse certo”.

Além de ser uma acusação sobre cuja gravidade o presidente parece não ter refletido- dizer que a oposição torce para o Brasil dar errado é uma figura de retórica irresponsável e desmedida, como foram muitas das falas do presidente ao longo dos oito anos – é muito irônico que venham da boca do patrono de um partido que votou contra rigorosamente todas as propostas que colocaram o País nos trilhos, desde o Plano Real até o Proer, sem falar da recusa em votar em Tancredo Neves no Colégio Eleitoral na eleição que marcou o fim da ditadura, e em homologar a Constituição de 1988.

O Brasil tem muito a aprender para chegar à plenitude da democracia, até que um presidente deixe de chamar a oposição de “raivosa” e que um dos mais destacados líderes dessa oposição, o vitorioso senador eleito Aécio Neves, deixe de prometer uma “oposição responsável e generosa”.

Uma democracia de verdade não precisa ser condicionada por adjetivos inúteis.

Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez.. E.mail: svaia@uol.com.br

Senado é um balaio de gatos. Lula amansa PT, Renan acua oposição e Sarney fica

Pelo navegar tranquilo em águas turbulentas, apesar de provocar tsunamis por onde passa, o senador José Sarney parece ter “lastro” para afundar porta-aviões. Cabe aos Tupiniquins entender, e não esquecer, que foi o DEM o principal eleitor do marimbondo de fogo à presidência do senado. Mas, a geléia é geral. Portanto não esqueçam os “nominhos e as figurinhas” exibidas e citadas abaixo, quando forem votar em 2010.

O editor

Passou a fase do heroísmo afirmativo no Senado. Vive-se agora a etapa da covardia, só exposta no recôndito dos gabinetes, com o buraco da fechadura tapado. Entre quatro paredes, ouve-se das vozes que tem peso uma opinião unânime: José Sarney fica.

Sarney Oposição Mansa

É uma unanimidade à moda de Nelson Rodrigues. Uma unanimidade que, por ululante, “está a um milímetro do erro, do equivoco, da iniquidade”. Sarney trata de virar a página: “Todo mundo deseja que o Senado volte a seus trabalhos, à convivência…”

Todos desejam que o Senado “possa realmente realizar as reformas pendentes”, dizia o morubixaba do PMDB na manhã de quinta (13). Ao final de uma semana em que tentara pôr de pé a tese da inevitabilidade do desarquivamento de uma ação contra Sarney, Aloizio Mercadante prostrou-se.

“Fiquei totalmente isolado. Estou tomando porrada sozinho. Sumiu todo mundo”, desabafou, na tarde de sexta (14), o líder do PT. Mercadante falava a um amigo, pelo telefone. Parecia rendido à evidência de que, no PT, o pior tipo de solidão é a companhia dos companheiros de bancada.

Ideli Salvatti, Delcídio Amaral e João Pedro, os petês que votam no Conselho de (a)Ética recusam-se a levar adiante os planos de Mercadante. Pior: acusam o líder de fazer jogo de cena. Sabe que Sarney safou-se. Mas faz média com o eleitorado esclarecido de São Paulo.

Mercadante Oposição Mansa“O partido tinha apoiado a minha tese. Retirou o apoio. Fiquei numa situação difícil”, Mercadante se lamuriava ao amigo. Ele antevê as manchetes do dia seguinte: “Se o Sarney caísse, a culpa seria minha. Se o Sarney fica, a culpa é do PT”.

Logo o PT, que, na refrega de fevereiro, oferecera ao plenário do Senado um nome alternativo ao de Sarney: Tião Viana. O que mais exaspera Mercadante é o timbre do noticiário: “Arrancaram a oposição do debate. Os jornais só falam do PT. Não mencionam o jogo de cena da oposição”.

O petismo tornou-se vítima de uma frase de José Agripino Maia: “Nós estamos nas mãos do PT”, repete à exaustão o líder do DEM. Logo o DEM que, com seus 14 votos, foi decisivo no placar que impôs ao Senado a terceira presidência de Sarney.

A semana de Agripino começara tensa. Recebera a visita do ex-senador Jorge Bornhausen, presidente de honra do DEM. A pedido de Sarney, seu velho amigo, Bornhausen encareceu a Agripino que não impusesse à bancada ‘demo’ um fechamento de questão contra Sarney.

Agripino Oposição MansaAgripino disse que não há, tecnicamente, um fechamento de questão. Mas foi claro: no Conselho de (a)Ética, entregaria a mercadoria que combinara com o PSDB. Os três votos ‘demos’ no colegiado opinariam a favor de desengavetar as ações contra Sarney. Na quarta (12), Agripino recebeu telefonema de Renan Calheiros.

O líder do PMDB, chefe da milícia congressual que quebra lanças por Sarney, pediu um encontro reservado. Agripino o recebeu à noite, em seu apartamento. Renan sondou Agripino sobre os votos do DEM. Ouviu o mesmo que Bornhausen: os ‘demos’ votarão pelo desarquivamento. Perdendo, o partido recorrerá ao plenário.

Agripino gere uma bancada cujo ânimo anti-Sarney tem a consistência de um pote de gelatina. Porém, decidido a acomodar todas as culpas no colo do PT, acautelou-se.

Heráclito Fortes, um dos ‘demos’ com assento no conselho, disse que não vota contra Sarney. Agripino encomendou a ausência de Heráclito, que assentiu. No lugar dele, vai votar Rosalba Ciarlini.

Suplente no conselho, a senadora é unha e cutícula com Agripino, que planeja fazer dela governadora do Rio Grande do Norte. Eliseu Resende, outro ‘demo’ do conselho, também balança por Sarney.

Agripino chamou-o aos brios. Lembrou-o de que assinara os recursos pró-desarquivamento. Disse a Eliseu não ficaria bem votar contra os papéis que traziam o seu jamegão. E obteve do liderado claudicante a promessa de se manter firme.

Na manhã de quinta (13), Agripino tocou o telefone para o tucano Sérgio Guerra. Contou ao parceiro de oposição o teor da conversa que tivera com Renan. Presidente do PSDB, Guerra disse os dois votos do tucanato no conselho se mantêm inalterados, pelo desarquivamento.

Tasso Jereissati Oposição MansaA oposição dos subterrâneos contrasta com a oposição dos holofotes. O fora Sarney sumiu do plenário. Ali, ainda ecoam as escusas de Tasso Jereissati.

O grão-tucano cearense escalara a tribuna na terça (11). Desculpara-se com a sociedade brasileira pelos pontapés retóricos que trocara com Renan. O “coronel de merda” assegurou que manteria o embate com a tropa do “cangaceiro de terceira categoria”. Seguiu-se, porém, um embainhar coletivo de espadas.

O dissidente peemedebista Jarbas Vasconcelos passou a semana defendendo o bloqueio das votações. Pregou no deserto. Pedro Simon, outro desgarrado do PMDB, ainda fala de renúncia. Não de Sarney, que já engoliu e digeriu. Simon ameaça agora abdicar do próprio mandato.

Renan também trocou a boca do palco pelas coxias. Amainara o discurso do tucano Arthur Virgílio, levando-o à grelha do Conselho de (a)Ética. Constrangera Tasso, Guerra e Álvaro Dias plantando denúncias no noticiário. E submergiu.

Antes de reunir-se com Agripino, fora a Lula, na terça (11). Queixara-se de Mercadante. E ouvira palavras tranqüilizadoras. O petismo, o presidente lhe assegurara, não abandonaria Sarney.

Lula repetiria o mantra ao senador que não merece ser tratado como cidadão comum. À noite, na Granja do Torto, diria a Sarney que o governo não lhe faltaria. Na conversa telefônica desta sexta (14), Mercadante acusou o golpe:

“O governo veio com a mão pesada pra cima da bancada. Os partidos da base, inclusive o PT, não sustentaram a nossa posição. O PMDB radicalizou. A oposição sumiu do cenário”.

Acordão? Sim. Um acerto tácito e silencioso, que dispensa conversas. A conveniência reuniu-se com o compadrio e concluiu que o melado do Senado já escorrera o bastante. Ou fechavam-se os dutos ou todos seriam engolfados. Mercadante recordou uma interrogação que ouvira de Sarney: “Por que só eu?”

Em privado, Agripino Maia pronunciou, na noite de sexta, uma frase que ainda não ousa ditar aos gravadores e às câmeras de TV: “O Sarney fica. Mas será um presidente em farrapos. Renovação do Senado, só na eleição de 2010”. As manchetes, Mercadante lamenta, estão contratadas: “A culpa é do PT”.

blog Josias de Souza
Fotos: ABr, Folha e Ag.Senado

DEM censura blog no Paraná

Contra a censura! Sempre! Antes que Cháves!

Dessa vez foi no Paraná é a tesoura censória é manobrada por um político do DEM. Alías, repito, chamar de democratas um partido com Marco Maciel, Heráclito Forte, José Agripino, Jorge Bornhausen, José Roberto Arruda – aquele que renunciou pra não ser cassado no escândalo do painel do senado – , e outros Arenistas só pode ser gozação.

O Blog do Cássio está sendo processado pela prefeitura de Nova Londrina (PR) para que divulgue suas fontes de informação e submeta seus artigos para prévia avaliação e publicação só depois de receberem um “ok” da administração local (DEM). Podem ver a história completa aqui.

Publiquei um artigo em solidariedade e pediria, a quem desejar contribuir com a divulgação dessa censura prévia absurda que viola a própria constituição, que fizesse o mesmo.

Afinal de contas, qualquer um de nós pode ser a “próxima vitima” e só com uma repercussão maciça os políticos entenderão que essas práticas surtem apenas o efeito contrário ao que desejam.

O artigo que publicado pode ser lido aqui.

A farra das passagen aéreas. 291 bilhetes usados por ex-senadores

Brasil: da série “Só dói quando eu rio”!

Atenção senhores passageiros do trem dos abestados!

Comunicamos aos Tupiniquins, que 197 passagens foram utilizadas por Ex-Senadores.

Entre suas (deles) ex-celências, que usaram o seu, o meu, o nosso sofrido dinheirinho para viajar ou para cederam passagens à parentes, papagaios, gatos de estimação e outros bichos, está a impoluta, a incorruptível, a inatacável, a vestal das Alagoas, Heloísa Helena.

O maior dedo acusatório que já passou pelo congresso usou 6 passagens, mesmo depois de deixar o mandato. Toda a corja vem com a conversa de que não havia nenhuma proibição para o uso das passagens. Ora, Agostinho de Hipona, filósofo — 354 d.C + 430 d.C — ,   já ensinava que “o que não é moral não é legal”.

A verborrágica ex-senadora faz companhia à esses inocentes aí abaixo:

11 ex-integrantes do Senado usaram passagens aéreas ou cederam cota a parentes

Vice-governador do MA, João Alberto Souza (PMDB) emitiu 98 bilhetes; Heloísa Helena, presidente do PSOL, usou seis após deixar a Casa

Onze ex-senadores usaram passagens do Senado mesmo depois do término de seus mandatos, segundo registros parciais de empresas aéreas obtidos pelo site Congresso em Foco. Foram 291 viagens que beneficiaram, além dos ex-senadores, parentes e amigos.

Somente o vice-governador do Maranhão, João Alberto Souza (PMDB), emitiu 98 bilhetes. Segundo o site, ele viajou 22 vezes e os demais trechos foram emitidos em nomes de terceiros e familiares.

Até o mês passado, os senadores não eram obrigados a devolver as passagens que não utilizavam no decorrer do mandato. A regra só mudou depois de a imprensa noticiar que os bilhetes não eram usados em atividades parlamentares. A partir deste mês, a cota aérea que não for utilizada durante o ano será perdida. Parentes estão proibidos de viajar com dinheiro do Senado.

O ex-senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), que ficou no cargo por apenas cinco meses até renunciar para escapar de processo de cassação, utilizou sete passagens pagas pelo Senado, segundo a reportagem do site.

Os ex-senadores disseram ao Congresso em Foco que utilizaram as passagens porque isso era permitido e não cogitaram devolver o dinheiro. A exceção foi Joaquim Roriz, que negou ter viajado com passagens pagas pela Casa. Ao Congresso em Foco disse que comprou os bilhetes na mesma agência que atende ao Senado.

Criado em 2004, o site reúne nove jornalistas, em Brasília. Faz parte do grupo da assessoria de imprensa Oficina da Palavra, que tem como clientes a Brasil Telecom, a Eletronorte, o TCU e a Escola Superior do Ministério Público.

Também utilizaram a cota aérea do Senado mesmo após o fim do mandato, segundo o site, o atual governador de Alagoas, Teotônio Vilela (PSDB), com oito passagens, e o ex-senador José Jorge (DEM-PE), atual ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), com 14.

A presidente do PSOL, Heloísa Helena, que é vereadora em Alagoas, utilizou seis bilhetes após o mandato. Já o ex-presidente do DEM, Jorge Bornhausen (SC), 13.

A Folha revelou que, quando era senadora, Heloísa usou a cota da gráfica para imprimir um livro com 56 fotos dela em 23 páginas de texto.

A lista inclui ainda os ex-senadores Rodolpho Tourinho (DEM-BA), que usou 79 passagens, Roberto Saturnino (PT-RJ), 54 bilhetes, e Alberto Silva (PMDB-PI), hoje deputado federal, que emitiu dois bilhetes. Passagens da cota dos ex-senadores Jefferson Peres (PDT-AM) e Ramez Tebet (PMDB-MS), que já morreram, foram utilizadas por familiares deles.

da Folha de São Paulo

Eleições – Em São Paulo, DEM “demoniza” Alckmin

As eleições municipais na paulicéia desvairada, vai engrossando os ânimos. A garoa da divergência vai se transformando em tempestade, trazidas pelas nuvens desesperançadas do DEM – continuo achando que o nome deste partido é uma gozação à democracia.

Pobre DEM.

Do blog Coturno Noturno

Na briga entre Serra, Alckmin, Kassab e só Deus sabe mais quem, a maior indignidade, que demonstra um sério problema de caráter de quem afirma, veio de Rodrigo Maia, presidente do Democratas: “O eleitor não espera uma atitude tão agressiva de um homem de Deus, que dizem ser ligado à Opus Dei“.

Sai da briga política para usar uma mentira petralha, cantada e decantada na eleição presidencial de 2006, para atingir o lado pessoal de um ex-futuro aliado. É por isso que, após encher muita gente de esperança pela sua renovação, o DEM vai encolhendo Brasil à fora. A nova safra é decepcionante.

E para que não pensem que afirmar que o jovem filho do velho César Maia decepciona como dirigente partidário é uma injustiça, leiam a declaração do senador Jorge Bornhausen, presidente que o antecedeu: “É deplorável o comportamento do Geraldo. Nós o apoiamos com lealdade em 2002 e 2006. Primeiro, ele constrangeu seu partido, impedindo a coligação natural com o DEM. Agora, ataca injustamente o Kassab e, direta e imerecidamente, o governador Serra.” Isto sim, é uma declaração dura, mas honrada. Uma declaração política.