Lula, câncer e Elvis Presley

Está circulando nas redes sociais que o câncer do Lula foi “armação” e que tudo não passou de golpe para livrar o ex-presidente do tacape do neopaladino da moralidade brasileira.

Bem se é ou não piada ou teoria conspiratória, “lá vou eu”:
Elvis Presley está vivo, e mora no interior do Piauí fabricando viola. Marilyn Monroe casou com um sobrinho do Gonzagão, pintou o cabelo de preto e mora em um sítio em Exu, criando galinha pedrês. John Kennedy trocou o nome pra Raimundo e é vereador em Chorrochó do Norte. Brigitte Bardot tem um hospital veterinário e uma clínica de repouso para jumentos abandonados, no interior do Ceará.


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Israel, Gaza e o Hamas

Esses Judeus Problemáticos

O mundo está indignado com o bloqueio de Gaza por Israel. A Turquia denuncia a sua ilegalidade, a desumanidade, a barbárie, etc. Os suspeitos de praxe que participam da ONU o Terceiro Mundo e a Europa se juntam. A administração Obama treme.

Mas como escreve Leslie Gelb, que é o ex-presidente do Conselho de Relações Exteriores, o bloqueio não é apenas perfeitamente racional, mas é perfeitamente legal.

Gaza está sob o domínio do Hamas que é inimigo autodeclarado de Israel – e esta autodeclaração é acompanhada por mais de 4.000 foguetes disparados contra civis que moram em território israelense.

Muito embora se comprometendo e se empenhando numa incessante beligerância, o Hamas reivindica ser a vítima, mesmo quando Israel impõe um bloqueio para impedir que esse mesmo Hamas se arme ainda com mais foguetes.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Na II Guerra Mundial, com uma legalidade internacional completa, os Estados Unidos mantiveram o bloqueio para a Alemanha e o Japão. E em outubro de 1962, durante a crise dos mísseis, os EUA colocaram em prática o bloqueio (“quarentena”) de Cuba.

Navios russos com armas que seriam entregues para Cuba voltaram porque os soviéticos sabiam que a marinha americana os abordaria ou iria afundá-los. No entanto, Israel é acusado de ser um criminoso internacional por fazer exatamente o que John Kennedy fez: por em prática um bloqueio naval para impedir que um Estado hostil adquira armamentos letais.

Oh, mas os navios que iam para Gaza não estavam numa missão de ajuda humanitária? Não. Caso contrário, teriam aceitado a oferta de Israel para que levassem o que transportavam para um porto israelense para inspeção relativa a materiais militares e o restante transportado por Israel para Gaza – pois todas e a cada semana 10 mil toneladas de alimentos, remédios e outros suprimentos humanitários são enviados por Israel para Gaza.

Então porque essa oferta foi recusada? Porque, como a própria organizadora Greta Berlin admitiu o objetivo da flotilha não era o socorro humanitário, mas sim a quebra do bloqueio, ou seja, o término das inspeções por Israel, o que na prática significaria a navegação ilimitada para Gaza e, portanto, o fornecimento ilimitado de armamentos para o Hamas.

Israel já interceptou por duas vezes navios pesadamente carregados de armas iranianas destinadas ao Hezbollah e para Gaza. Que país permitiria isso? Mas ainda mais importante, por que Israel ainda tem que utilizar o bloqueio? Porque, o bloqueio é uma forma de defesa no mesmo momento que o mundo deslegitima o direito de Israel de se defender – de forma antecipada e pró- ativa.

(1) Defesa antecipada: Por ser um pequeno país densamente povoado cercado por países hostis, Israel durante mais da metade de um século adotou este tipo de defesa – lutando as guerras em território inimigo (como no Sinai e Colinas de Golã), e não no seu próprio território. Sempre que possível (o Sinai, como um bom exemplo), Israel trocou territórios por paz. Mas quando as ofertas de paz foram recusadas, Israel manteve espaços como zonas tampão de proteção. Assim, Israel manteve uma pequena faixa do sul do Líbano para a proteção das cidades do norte de Israel.

E sofreu muitas perdas na Faixa de Gaza para que as cidades fronteiriças israelenses não fossem expostas aos ataques terroristas palestinos. E, pelos mesmos motivos que a América trava uma árdua guerra no Afeganistão: Você luta com eles lá, então você não terá que lutar com eles aqui. Mas, sob uma pressão externa esmagadora, Israel está desistindo. Aos israelenses foi dito que as ocupações não eram somente ilegais, mas eram a causa das revoltas anti-Israel e, portanto, a retirada, que seria o motivo, traria a paz.

Terra por paz. Lembram-se? Bem, durante a última década, Israel entregou terras – evacuou o sul do Líbano em 2000 e deixou Gaza em 2005. O que conseguiu ? A intensificação da beligerância, a intensa militarização do lado inimigo, muitos sequestros, ataques que atravessam as fronteiras e, lançados de Gaza, anos de implacáveis ataques de foguetes.

(2) Defesa pró-ativa: Israel, então teve que mudar para uma defesa ativa – ações militares para impedir, desmantelar e derrotar (emprestando a descrição do presidente Obama para a campanha dos EUA contra os Talibãs e a al-Qaeda) contra os mini-estados terroristas e pesadamente armados localizados no sul do Líbano e em Gaza depois que Israel se retirou.

Quais foram os resultados? A guerra do Líbano em 2006 e ataques lançados de Gaza entre 2008 a 2009. E mais uma avalanche de calúnias pela mesma comunidade internacional que havia exigido as retiradas israelenses com o propósito de terras x paz. E o pior, o relatório Goldstone da ONU, que basicamente criminalizou a operação defensiva de Israel na Faixa de Gaza, enquanto encobriu o ‘casus belli’ – os pesados ataques com foguetes pelo Hamas que precederam a operação – e que efetivamente deslegitimou qualquer defesa pró-ativa por parte de Israel contra os seus autodeclarados inimigos que utilizam o terror.

(3). Defesa passiva: Sem a defesa antecipada ou defesa pró-ativa para Israel somente é permitida a forma mais passiva e benigna de todas as defesas – um bloqueio para simplesmente impedir o rearmamento do inimigo. No entanto, nesse exato momento que falamos também está sendo deslegitimado pelas organizações internacionais. Mesmo os Estados Unidos agora está tendendo para que o mesmo seja abolido.

Mas, se nenhum destes pontos são permitidos, o que resta?

Ah, mas esse é o ponto. É o ponto que a flotilha rompe-bloqueio com inocentes úteis e simpatizantes do terror, pela organização testa-de-ferro turca que a financiou, pelo coro automático anti-Israel do Terceiro Mundo nas Nações Unidas e pelos preguiçosos europeus que não mais querem saber do problema judaico.

O que mais resta? Nada. O ponto central desta campanha implacável internacional é privar Israel de qualquer forma legítima de autodefesa. Por que, na semana passada, a administração Obama se juntou aos chacais, e inverteu uma prática de quatro décadas seguida pelos EUA, assinando um documento de consenso que coloca o foco em Israel por possuir armas nucleares? – e assim deslegitimar a última linha defesa de Israel: a dissuasão.

É, parece que o mundo está cansado desses judeus incômodos, 6 milhões – esse número mais uma vez – ao lado do Mediterrâneo, a cada convite se recusando ao suicídio nacional. E por isso são incansavelmente demonizados, restritos a guetos e impossibilitados de se defenderem, até mesmo quando os mais empenhados anti-sionistas – o Irã, em particular – abertamente prepara uma solução mais definitiva.

Por: Charles Krauthammer/The Washington Post/O Globo

O homem mais confiável da América,Walter Cronkite, morreu aos 92 anos

Foto- Jornalista-Walter-Cronkite-morre-ao-92-anosJornalista de 92 anos cobriu importantes fatos históricos dos EUA.
Cronkite era considerado um dos âncoras de maior credibilidade.

O jornalista americano Walter Cronkite, um dos âncoras de maior prestígio da TV americana, morreu nesta sexta-feira (17), aos 92 anos. Segundo a emissora CBS, a família informou que Cronkite lutava contra uma doença vascular no cérebro há sete meses.

Conhecido como “o homem mais confiável da América” e lembrado em diversas pesquisas como um dos jornalistas de maior credibilidade nos Estados Unidos, ele apresentou telejornais na CBS entre os anos de 1962 e 1981.

Cronkite participou das coberturas de importantes fatos históricos, como o assassinato do presidente John Kennedy, a guerra do Vietnã, escândalo do Watergate e a chegada do homem à lua.

Cronkite foi considerado o expoente máximo de uma época na qual a figura do âncora acumulava salários milionários, determinava o noticiário emitindo opiniões, monopolizando os grandes eventos, além de influenciar na maneira como o americano deveria pensar.

O modelo combinado de apresentador e editor-chefe de telejornais ainda é referência não só no Estados Unidos como em vários países como o Brasil.

No auge de seus 60 anos de carreira, Cronkite desempenhou um papel crucial na mudança da opinião pública americana sobre a guerra do Vietnã.

Sem paletó, com a manga da camisa dobrada, ele tomou o microfone para anunciar que JFK acabava de ser vítima de um atentado. Uma hora mais tarde, contendo as lágrimas, retirou os óculos de lentes grossas para anunciar ao país a morte de seu presidente.

Fonte G1

Barack Obama, Internet e democracia

Enquanto o cerco à Internet vai se fechando no Brasil, a par de uma legislação asfixiante, graças a obtusidade do TSE e de obtuso projeto de lei gestado no Congresso nacional, o homem que vai dirigir a nação mais poderosa do planeta, declara que vai usar a Internet como ferramenta essencial para uma democracia direta.

Aos que acreditam ser possível censurar, controlar ou censurar a Internet, é recomendável ler o livro “The Revolution will not be Televised” (A revolução não será televisionada) de Joe Trippi, ainda sem tradução para o português. Quem pensa que a mídia tradicional, no modelo atual, tem longa vida, adeus!


por Carlos Castilhodo Observatório da Imprensa

São cada vez mais claros os indícios de que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, vai transformar a internet na sua principal ferramenta de comunicação, o que pode marcar também uma mudança radical na forma como os políticos se relacionam com seus eleitores.

A mesma equipe que comandou o bombardeio diário de mensagens de email do candidato democrata para quase 15 milhões de norte-americanos – e algumas centenas de estrangeiros – está sendo recrutada para a futura administração em meio a rumores cada vez mais insistentes de que Obama vai inaugurar uma política de relação direta com os cidadãos.

Um dos cérebros por trás desta nova estratégia é Joe Trippi, que foi assessor de Howard Dean, pré-candidato democrata nas eleições presidenciais de 2004, e considerado o pioneiro no uso da internet para fins eleitorais. Trippi declarou ao jornal The Washington Post que Obama vai usar a lista de endereços eletrônicos para enviar mensagens diretas aos norte-americanos, sem passar pelas redes de televisão e pelos grande conglomerados da mídia impressa.

Caso isto se concretize, será a segunda vez desde 1960 que um presidente norte-americano assume o poder colocando os jornais em segundo lugar. O primeiro foi o também democrata John Kennedy, o pioneiro no uso intensivo da televisão como ferramenta estratégica de comunicação com a população.

Durante a campanha eleitoral deste ano, a equipe de Obama disparou uma media de 1,5milhões de mensagens diárias por correio eletrônico para cada nome na lista de endereços eletrônicos, desde janeiro, quando o candidato democrata montou o seu comitê eleitoral online. Todas as grandes notícias da campanha, entre elas a indicação do seu companheiro de chapa Joe Binden, foram feitas em primeira mão pelo site do candidato, quebrando a exclusividade da imprensa na divulgação das grandes noticias.

O meu nome, por exemplo, foi parar numa das listas e desde janeiro minha caixa de correio eletrônico ficou entupida por mensagens de assessores do agora presidente eleito, de sua mulher, do candidato a vice-presidente e de personalidades como Al Gore e Oprah Winfrey, quase todos pedindo apoio político e uma doação de 10 dólares. Na semana da votação, cheguei a receber até três mensagens diárias pedindo o compareci-
mento às urnas.

O uso da internet não representa apenas a incorporação de uma nova ferramenta ao arsenal de recursos publicitários da Casa Branca. Ele pode marcar também um novo passo no sentido do fim da hegemonia dos jornais e da televisão como intermediários entre governantes e governados.

A midiatização da política está entrando numa nova fase, marcada pela perda de privilégios usufruídos até agora pelos grandes conglomerados jornalísticos e pela possibilidade dos governos praticarem a democracia direta.