Sabe quem dará uma mãozinha no próximo iPhone? A Samsung

Rival sul-coreana deve ganhar funções ainda maiores no fornecimento de chips de memória RAM à Apple

No mundo dos celulares, Apple e Samsung travam um verdadeiro Fla-Flu.

Mas a companhia coreana deve estar ainda mais presente na produção dos principais dispositivos da rival americana .

Isso porque a Samsung já faz parte do processo de fabricação do iPhone e do iPad, especificamente dos processadores AX.

Segundo o Korea Times, a empresa estaria ainda mais envolvida com a produção do próximo, o A9, a fazer parte do possível iPhone 6s ou ainda de um iPad Air 3.

Ela seria, sozinha, responsável por metade do fornecimento à Apple.

A Samsung já esteve envolvida no desenvolvimento de memória RAM dinâmica (DRAM) para o iPhone anteriormente.

Além dela, a Apple já contou também com outros fabricantes como Toshiba, Elpida Memory, Micron e SK Hynix.

No início da semana, outra informação divulgada pela publicação coreana afirmou que a Apple estaria recrutando especialistas em chips e baterias da Samsung.

A Samsung também será responsável pelo fornecimento de chips à sua conterrânea LG Electronics, que devem equipar os novos LG G4, a serem apresentados em abril.

Google lança ‘software anticensura’

A Google anunciou esta semana o lançamento do Projeto Shield, constituído por uma série de ferramentas que visam proteger organizações de notícias e grupos de direitos humanos contra a censura estabelecida por governos repressores ou por ataques de hackers com motivações políticas.

O conjunto de softwares, que é destaque do BBC Click desta semana, visa a proteger sites contra os chamados ataques de negação de serviço ou ataques DDoS.

Tais ataques costumam ser lançados por governos que exercem rígido controle sobre o fluxo de informação na Internet, a fim de proibir conteúdos que eles não desejam ver veiculados.

A Google também revelou o lançamento de uma ferramenta Uproxy, que permite que um usuário compartilhe sua conexão de internet com outro, evitando assim controles governamentais.

O boletim de tecnologia da BBC Brasil destaca ainda o recuo do Facebook em sua intenção de seguir veiculando conteúdo violento e o lançamento de tablets de nova geração.


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Adobe lança aplicativo para tablets

Adobe lança projeto de caneta e régua para desenhos no iPad

Projects Mighty & Napoleon

Hoje a Adobe realizou o evento MAX, em que anunciou diversas novidades em seus produtos. Uma delas é referente diretamente ao iPad e à nova era dos tablets (conhecida também como pós-PC), com uma caneta e régua especial para telas multitoque.

Os projetos Mighty e Napoleão tem um objetivo bem ambicioso: aposentar de vez o papel e a caneta para artistas e criativos que rabiscam seus projetos e ideias da forma milenar. Para isso, a Adobe está investindo pela primeira vez em um acessório que se integrará perfeitamente ao software, possibilitando que desenhemos no iPad ou no iPhone como se fosse em uma folha de papel real.

Projects Mighty & Napoleon

Claro que a perfeição ainda está longe de acontecer, mas a ideia em si é muito legal e há muito espaço para melhoramentos. A caneta é sensível à pressão e guarda todas as configurações do usuário. A régua (chamada de Napoleão porque é tão curta quanto o imperador francês) serve para arquitetos, engenheiros e artistas em geral traçarem facilmente linhas retas, arcos e outras formas geométricas que são difíceis de traçar na tela digital.

Confira um pequeno vídeo com uma introdução dos dois:

A novidade é boa e promete trazer um ar fresco para o mundo dos tablets. Tomara que a Adobe consiga bons progressos neste sentido.


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Suporte motorizado facilita uso do iPad em automação

iRoom

O uso de tablets e smartphones para gerenciar sistemas de automação residencial já se tornou obrigatório nos projetos desenvolvidos por empresas especializadas em todo o Brasil.

Não por acaso, surgem no mercado diversos acessórios para facilitar a operação nesses gadgets e o controle de equipamentos de áudio, vídeo, módulos de iluminação e ar-condicionado. A novidade da semana é o iRoom (veja o vídeo do produto) distribuído pela empresa Munddo, que também oferece sistemas de automação sem fio das marcas Fibaro eRedEye.Weißes Sofa mit Kissen Regenbogenfarben

Trata-se de um suporte de parede motorizado para iPad que alia bom acabamento e funcionalidades de dock, como carregamento de energia e integração de áudio com sistema de som do ambiente.

Produzido na Áustria, o acessório promete maior segurança ao tablet, cuja liberação de acesso é feita por meio de sensor de proximidade ou senha de segurança. Pode ser instalado em residências, ambientes públicos – lojas, restaurantes, hotéis e condomínios –, veículos e até em barcos ou iates.iRooms iDock Car installation

O iRoom está disponível em aço escovado, metal nas cores preta, branca ou em vidro, além de modelos compatíveis com todas as gerações de tablets da Apple, incluindo iPad 2, o novo iPad 4 e iPad mini. Para mais informações e saber onde encontrar, clique aqui.
Por /Planeta Tech


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iPad com 128 Gb

Apple anuncia iPad com 128 Gbytes de armazenamento

A Apple anunciou nesta terça-feira que venderá a partir de fevereiro nos Estados Unidos uma versão do tablet iPad com 128 Gbytes de espaço de armazenamento, duas vezes a capacidade de seus modelos atuais.

Andy Wong – Associated Press
Apple anuncia um iPad com capacidade de armazenamento de 128 Gbytes
Apple anuncia um iPad com capacidade de armazenamento de 128 Gbytes

A Apple, que vendeu mais de 120 milhões de iPads até agora, disse que o novo aparelho será comercializado a partir de 5 de fevereiro nas lojas americanas, em preto ou branco.

O preço sugerido no varejo dos Estados Unidos é de US$ 799 para o modelo com tecnologia de conexão sem fio Wi-Fi e US$ 929 para a versão que possui também conexão de dados por rede celular.

O dispositivo ainda não está disponível para pré-venda na loja virtual da Apple dos Estados Unidos.

Ainda não há previsão de chegada ao Brasil dessa versão do iPad.
Reuters/Folha de S.Paulo


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Bibliotecas se reinventam

Na berlinda, bibliotecas se reinventam no Brasil e no mundo

Futura biblioteca de Aarhus, na Dinamarca

A futura biblioteca de Aarhus, na Dinamarca, será parte de um complexo multiuso e tecnológico

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Reduções nas verbas, perda de protagonismo do livro para mídias digitais e, em muitos casos, declínio no número de visitantes. O cenário atual é preocupante para bibliotecas públicas de todo o mundo, mas muitas estão aproveitando o momento para se revitalizar, embarcar em novos formatos e em novas tendências urbanísticas.

O objetivo é atrair antigos e novos visitantes e, em muitos casos, virar um centro de referência sociocultural, em vez de apenas um local de leitura.

Na Dinamarca, a futura biblioteca de Aarhus será parte de um grande complexo urbano, inserido nos planos de revitalização da baía da cidade.

O complexo, a ser concluído em 2015, vai incluir repartições públicas, espaços para shows, cursos e reuniões, áreas para serem alugadas à iniciativa privada e um café com vista para a baía. Móveis modulados permitirão que as salas da biblioteca sejam usadas para diferentes propósitos ao longo dos anos, de acordo com a demanda dos usuários.

“É muito mais do que uma coleção de livros”, diz à BBC Brasil Marie Ostergard, gerente do projeto. “É um local de experiências e serviços. Notamos que precisávamos dar mais espaço para as pessoas fazerem suas próprias atividades ou para se encontrar.”

Manguinhos e Carandiru

Aarhus resume as ambições da nova biblioteca – que incorpora novas mídias, cria espaços multiuso em constante transformação, é parte de um plano urbanístico transformador e almeja fomentar novas pesquisas e ideias.

Mas há exemplos semelhantes em todo o mundo, da Ásia e Oceania à América Latina, inclusive no Brasil.

Aqui, novas tendências inspiraram a construção de bibliotecas como a de Manguinhos, na zona Norte do Rio, para atender um complexo de 16 favelas com um acervo de 27 mil títulos, além de salas para cursos gratuitos, para reuniões comunitárias e para projetos multimídia. Um café e um cineteatro devem ser inaugurados neste semestre.


A biblioteca-parque de Manguinhos é mais do que um espaço de leitura, dizem responsáveis

A iniciativa, repetida em outras áreas do Rio, é parte do projeto biblioteca-parque, copiado de Medellín, na Colômbia.

Na cidade colombiana, áreas carentes receberam grandes bibliotecas que servem para conectar outros espaços públicos e oferecer também cinema, cursos, shows de música.

De volta ao Brasil, exemplo semelhante é visto também na Biblioteca de São Paulo, erguida junto ao Parque da Juventude, na área do antigo presídio do Carandiru (zona Norte).

“É uma retomada da função da biblioteca, antes vista como um lugar muito elitizado ou como um mero depósito sucateado de livros”, opina à BBC Brasil Adriana Ferrari, coordenadora da unidade de bibliotecas da Secretaria da Cultura paulista.

Acervo e futuro

Mudar a forma de se relacionar com o público significa também mudar o acervo, incorporando DVDs, games e, é claro, e-books e leitores digitais, como o Kindle.

Para aumentar o apelo ao público, em especial o mais jovem, as bibliotecas também têm ampliado seu acervo de best-sellers, indo além dos livros clássicos – algo que pode incomodar os mais ortodoxos.

Para Ferrari, porém, oferecer best-sellers e uma agenda cultural intensa é essencial nas novas bibliotecas. “Tem que ter novidade todo dia e aproveitar as ondas”, diz ela.

Isso inclui promover os livros da série Crepúsculo, por exemplo, “sem fazer juízo de valor” sobre a qualidade da obra. “Aos poucos, a qualificação desse leitor vai acontecendo.”

Na opinião de Antonio Miranda, professor da Universidade de Brasília e consultor na criação de bibliotecas, o futuro reserva três tipos de modelos para as bibliotecas: a patrimonial, com acervo sobretudo histórico e clássico; a híbrida, que mescla o acervo antigo ao de novas mídias; e a sem livros – totalmente digitalizada e focada, por exemplo, no ensino à distância.

EUA

Biblioteca de Medellín
Erguida em área carente, biblioteca de Medellín inspirou modelo usado no Brasil

Nos EUA, tem aumentado o número de bibliotecas que oferecem mais best-sellers e criam ambientes semelhantes ao de livrarias, com cafés, vending machines, aluguel de salas para reuniões e espaços que não exigem silêncio dos visitantes.

Reportagem do New York Times relata que muitas bibliotecas estão preenchendo o vazio deixado pelo fechamento de livrarias no país.

Apesar disso, trata-se de um momento de crise para o setor. Relatório da Associação de Bibliotecas da América (ALA, na sigla em inglês) cita cortes “draconianos” nas verbas estatais para as bibliotecas e disputas com editoras envolvendo o empréstimo de e-books.

Sem dinheiro, a Filadélfia, por exemplo, suspendeu uma grande reforma que planejava para sua biblioteca pública e quer buscar apoio privado, bem como cobrar usuários pela oferta de “serviços premium”.

Mas seu plano contempla também as novas tendências bibliotecárias: aumentar a presença virtual, adaptar seu espaço a novas demandas e engajar visitantes com projetos de alfabetização e empreendedorismo.

“A biblioteca do futuro pode ser um centro de criatividade, para a criação de aplicativos virtuais e promoção de mudanças na comunidade”, afirma à BBC Brasil Maureen Sullivan, presidente da ALA.

“O novo conceito é o de ser um espaço de produção de conhecimento e cultura fora do ambiente acadêmico”, opina Vera Saboya, superintendente de leitura do Estado do Rio, responsável pela biblioteca de Manguinhos.
Paula Adamo Idoeta/BBC Brasil

Tecnologia: guerra PCs X Tablets

Gigantes dos PCs imitam tablets na tentativa de combatê-los. Muitos dos laptops que serão lançados nos próximos meses serão híbridos.

 ThinkPad Twist, laptop com uma tela flexionável da Lenovo Foto: Divulgação

ThinkPad Twist, laptop com uma tela flexionável da Lenovo – Divulgação

Os fabricantes de computadores pessoais, tentando combater a mania dos tablets que está reduzindo suas vendas, estão agora envolvidos naquele que pode ser seu último esforço para reconquistar os consumidores, e para isso estão tentando imitar os aparelhos rivais.

Muitos dos laptops que serão lançados no mundo nos próximos meses serão híbridos ou “conversíveis” — máquinas que alternam com facilidade as funções de tablet portátil e laptop pleno com teclado, dizem os analistas.

A onda dos híbridos chega no momento em que a Intel e a Microsoft, por muito tempo as duas líderes do setor de computadores, se preparam para anunciar resultados, nesta semana e na seguinte. Wall Street está prevendo pouco ou zero crescimento na receita das duas empresas, o que expõe os problemas de um setor que enfrenta dificuldades para inovar.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Em 2013, há quem esteja esperando que isso mude.

Com o lançamento Windows 8, sistema operacional da Microsoft que foi repaginado e agora opera também com telas de toque, em outubro, e de chips de menor consumo de energia pela Intel, os fabricantes de computadores estão tentando promover o crescimento ao concentrar sua atenção em laptops finos com telas de toque que podem ser convertidos em tablets, ou vice-versa.

A Microsoft, se expandindo para além de seu negócio tradicional de venda de software, deve lançar este mês o tablet Surface Pro, compatível com o software para computadores que ela desenvolveu ao longo de décadas.

Esse é um importante argumento de vendas para clientes empresariais como a produtora alemã de software de gestão SAP, que planeja comprar o Surface Pro para os funcionários que assim desejem, disse Oliver Bussmann, vice-presidente de informação da companhia:

— O modelo híbrido é muito atraente para diversos usuários”, disse Bussmann à Reuters na semana passada. “O iPad não vai substituir o laptop. É difícil criar conteúdo com ele. Esse é o nicho que a Microsoft quer ocupar. O Surface tem a capacidade de preencher essa lacuna.

O iPad da Apple começou a roubar demanda dos laptops em 2010, um ataque acelerado pelo lançamento do Kindle Fire e outros aparelhos equipados com o sistema operacional Google Android, como o Note, da Samsung.

Com as vendas de computadores caindo no ano passado pela primeira vez desde 2001, este ano pode ver um renascimento do design e da inovação, por parte de fabricantes que antes se concentravam em reduzir custos, em lugar de em adicionar novos recursos que atraiam os consumidores.

— As pessoas costumavam chegar à festa e se dar bem só porque o mercado não parava de crescer — disse Lisa Su, vice-presidente sênior da Advanced Micro Devices, concorrente da Intel. — Agora é mais difícil. Não basta ir à festa. É preciso inovar e oferecer algo especial.

Na feira Consumer Electronics Show (CES), uma semana atrás em Las Vegas, os aparelhos exibidos pela Intel e outras empresas eram prova dos planos do setor de computadores de apostar nos laptops conversíveis.

Gerry Smith, presidente da Lenovo na América do Norte, disse que na temporada de festas sua companhia esgotou os estoques do Yoga, laptop com tela que pode ser inteiramente dobrada para trás do teclado, e do ThinkPad Twist, outro laptop leve com uma tela flexionável.

A Intel mesma mostrou o protótipo de um laptop híbrido chamado “North Cape”, uma tela fina de tablet afixada magneticamente a um discreto teclado. E a Asus mostrou um avantajado computador com tela de 18 polegadas e Windows 8 que também pode funcionar como um tablet acionado pelo Android.

Lenovo e Asus, que receberam críticas positivas aos seus lançamentos nos últimos meses, registraram crescimento de 14% e 17% em seus embarques de PC no ano passado, respectivamente, de acordo com a Gartner.

— O número de sistemas únicos que nossos parceiros desenvolveram para o Windows quase dobrou desde o lançamento. Isso oferece uma indicação da inovação que vem acontecendo no mercado de computadores pessoais — disse Tami Reller, vice-presidente de finanças da divisão Windows da Microsoft.
O Globo

iPad 4 chega de mansinho

iPad de 4ª geração chega junto com iPhone 5, mas sem alarde

A quarta geração do iPad chegou oficialmente ao Brasil na madrugada desta sexta-feira sem alarde, festa de lançamento ou filas nas lojas.

O aparelho chegou oficialmente junto com o iPhone 5, que começou a ser vendido à meia-noite de hoje em todo o País, mas sem as filas nas lojas que marcaram a chegada do smartphone da Apple ou versões anteriores do produto.

A nova versão do iPad é vendida na loja online da Apple e de outros varejistas a partir de R$ 1.749 no modelo mais básico, com armazenamento de 16 GB e conexão Wi-Fi.

O modelo mais caro, que reúne conectividade Wi-Fi e 4G e armazenamento de 64 GB, chega por R$ 2.499. Todos os modelos são vendidos nas cores preta e branca.

O iPad 4 conta com o novo processador A6X, FaceTime HD 720p e possibilidade de se conectar à internet através de Wi-Fi e 4G LTE. Na quarta-feira, a loja online da Saraiva já havia vazado o lançamento do aparelho no País.

A oferta, divulgada durante a noite, foi tirada do ar no dia seguinte.

 

O aparelho chegou oficialmente junto com o iPhone 5
O aparelho chegou oficialmente junto com o iPhone 5

A quarta geração do iPad foi anunciada em outubro, em um evento da Apple que marcou também a chegada de uma versão menor do aparelho, o iPad mini.

A Anatel homologou o iPad mini e a quarta geração do iPad 4 no Brasil no fim de novembro, liberando a venda desses equipamentos da Apple no País.

O iPad mini, no entanto, ainda não tem previsão de chegada ao país. 


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Surface da Microsoft X iPad da Apple

Tablet Microsoft Surface mostra vantagens sobre iPad; design e velocidade impressionam

O Surface, primeiro tablet da Microsoft, é cheio de surpresas e aparentes contradições: é um computador muito bem construído, feito por uma empresa que nunca havia construído computadores; tem duas interfaces, uma moderna e uma tradicional, mas não permite a instalação de programas tradicionais.

Robusta, a construção do Surface é muito superior à da grande maioria dos aparelhos com Windows 8 feitos por outros fabricantes, que foram demonstrados no evento principal de lançamento do sistema, realizado na última quinta-feira, em Nova York.

Tablet da Microsoft, o Surface tem capa que serve como teclado

Assim como o design, a velocidade do aparelho ao usar aplicativos e navegar na web também impressiona.

As vantagens do Surface em relação ao iPad são notáveis. Diferentemente do tablet da Apple, o da Microsoft foi pensado desde o início para ser integrado a teclados físicos.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

São os ultrafinos Touch Cover e Type Cover, vendidos separadamente. Digitar com eles é muito melhor do que batucar sobre vidro.

A possibilidade de mostrar dois aplicativos na tela ao mesmo tempo, algo impossível no iPad, também é uma dádiva.

LIMITES DO SISTEMA

Versões futuras do Surface virão com Windows 8, mas esta primeira roda Windows RT, versão simplificada do sistema que só funciona com apps com o estilo que a Microsoft chama de “moderno”.

Há uma área de trabalho tradicional, mas não é possível instalar nela programas além daqueles já incluídos pela Microsoft: Office (Word, PowerPoint, Excel e OneNote), Internet Explorer, Paint e Bloco de Notas.

Para o usuário casual que quer ter a conhecida experiência de desktop, porém, esse conjunto basta.

O caráter híbrido do Surface, seu maior diferencial, também é a causa de algumas de suas falhas. Para usá-lo como laptop, é preciso usar o suporte traseiro, que impede que a tela seja reclinada de acordo com sua preferência ou necessidade.

A primeira reação de um usuário antigo do sistema da Microsoft diante do Windows RT é lamentar a impossibilidade de instalar programas tradicionais, como o Photoshop.

Mas a decisão faz sentido quando se pensa em uma frase que o fundador da Apple, Steve Jobs, disse em junho de 2010, pouco depois da chegada do iPad: “PCs serão como caminhões. Eles continuarão a existir, mas poucas pessoas vão precisar deles.”

Foto Rafael Capanema/Folhapress – Arte Irapuan Campos/Folhapress

Hoje, aplicativos para tablets e celulares como o excelente Snapseed, adquirido recentemente pelo Google, permitem fazer, em segundos, sem treinamento anterior, edições em imagens que, no Photoshop, requerem experiência, tempo e paciência.

Se você costuma usar programas de edição de imagem apenas para cortar fotos e ajustar o brilho e o contraste, não precisa de algo tão sofisticado e pesado como o Photoshop: um app como o Snapseed basta.

Como os caminhões da comparação de Jobs, computadores capazes de rodar programas profissionais, voltados a nichos, continuarão a existir para quem precisar deles. O resto das pessoas estará muito bem servida com aparelhos pequenos, leves e simples, categoria de que o Surface faz parte.

O problema da Microsoft, porém, é ter chegado muito atrasada: o iPad surgiu no início de 2010; o Surface, no fim de 2012. Apps simples e brilhantes, como o Snapseed, estão no iOS, da Apple, e no Android, do Google, e não na plataforma da Microsoft –e é dos apps que depende o eventual sucesso da empresa fundada por Bill Gates nessa empreitada.

Os dois setores da computação pessoal que mais crescem são os de tablets e smartphones, e a Microsoft não é líder em nenhum deles.

Se a empresa pretende virar o jogo, redesenhar o velho Windows para aproximá-lo dos dispositivos ultramóveis faz todo o sentido. Mais do que isso: era a única opção.
RAFAEL CAPANEMA – ENVIADO ESPECIAL A NOVA YORK 

Tablets: Análises do Surface, tablet da Microsoft, enaltecem seu design e criticam Windows RT

Na manhã que sucede um dia marcado por lançamentos da Apple, a internet recebeu uma enxurrada de análises do tablet Surface, da Microsoft, que será lançado nesta quinta (26) por pelo menos US$ 499 (cerca de R$ 1.000).

As análises enaltecem a construção do aparelho, tida como muito bem elaborada, e a versatilidade da Touch Cover e da Type Cover, que servem de teclado e capa ao mesmo tempo.

Por outro lado, os textos execram a carência de aplicativos da plataforma Windows RT — versão do Windows 8 desenvolvida para tablets que usam processadores de celular.

Divulgação
Tablet Surface, da Microsoft, com a capa Touch Cover; kit sai por US$ 599, cerca de R$ 1.200, nos EUA
Tablet Surface, da Microsoft, com a capa Touch Cover; kit sai por US$ 599, cerca de R$ 1.200, nos EUA

David Pogue, do “New York Times”, compara o uso do Surface RT a “uma Ferrari que precisa ser reabastecida a cada cinco quilômetros.”[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

“No quesito hardware, a Microsoft foi brilhantemente bem-sucedida. Já o sistema é decepcionante, de cortar o coração.

As versões do Word, do Excel e do PowerPoint são usáveis, mas mal-acabadas. Não há Facebook, Spotify, Angry Birds, Instagram, Draw Something, por exemplo.”

É possível usar o Facebook — e praticamente qualquer outra rede social — no Surface RT por meio do navegador.

Para Mat Honan, da revista “Wired”, o aparelho deve ser encarado de maneira diferente. “Em algumas maneiras, é melhor que um iPad. Em outras, pior. É [um conceito] brilhante, mas que também pode ser enigmático.”

Honan elogia a Touch Cover. “É acoplada facilmente e é utilizável. Ainda que eu tenha sofrido muito com dores e erros de digitação, é fantástica.”

“As câmeras traseira e frontal [ambas com resolução 720p] são um lixo. Não outra maneira de dizê-lo. A qualidade delas se equipara à do Razr V3 [celular da Motorola de 2004], ainda que devam bastar para Skype.”

Peter Bright, do “Ars Technica”, diz que o Surface RT é “um ótimo tablet”, mas que a decisão de compra não deve situar-se acerca do aparelho, “mas no Windows RT”.

Divulgação
Surface tem sistema ainda pouco maduro, dizem análises
Surface tem sistema ainda pouco maduro, dizem análises

Bright acredita que o pezinho integrado e a Touch Cover e a Type Cover distinguem o Surface dos rivais. A tela, por outro lado, “chega até a ser melhor que a do iPad em determinadas circunstâncias, mas tem resolução inegavelmente baixa.”

A resolução da tela do Surface é de 1.366 x 768 pixels, ante 2.048 x 1.536 da dos iPads de terceira e quarta gerações.

Em um análise pouco subjetiva, o repórter de tecnologia da rede britânica BBC, Rory Cellan-Jones, disse que, “apesar de leve e fino dessa maneira, o teclado funciona. Acredite em mim.”

“Essa é provavelmente a coisa mais importante que a Microsoft já fez. E nos últimos anos, certamente. É um dispositivo muito atraente para quem quer mesclar o profissional com o pessoal”, diz Cellan-Jones.

Para Matt Burns, do “TechCrunch”, o “Surface não deve ser encarado como um tablet, mas sim como um computador. E isso não deve ser encarado como algo ruim.”

O potencial do Surface, para Sam Biddle, do “Gizmodo”, é “fantástico”. “Mas enquanto potencial vale sua atenção, não vale seu dinheiro.”
da Folha de S.Paulo