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Escola e posto de saúde de comunidade indígena são incendiados em área de conflito com ruralistas

Crime ocorreu em área da etnia Pankaruru em Pernambuco, um local que recentemente teve reintegração de posse favorável aos indígenasIndio,Pernambuco,Brasil,Violência,Incêndio

Fachada da escola municipal destruída pelo incêndio. REPRODUÇÃO

Um Posto de Saúde da Família (PSF) e uma escola pública municipal amanheceram incendiadas na Terra Indígena Pankararu, no município de Jatobá, em Pernambuco, na última segunda-feira. O crime aconteceu na área mais conflituosa da reserva, onde as ameaças são constantes desde que os indígenas conseguiram a reintegração de posse do local. Segundo os moradores, ainda há resistência de posseiros —trabalhadores rurais que moram na terra sem o título de propriedade—, que ocupam mais de 20% do território demarcado.

“Minha tia, que é professora, diz que chegou na escola na segunda pela manhã e já estava tudo destruído. Só o teto ainda pegava fogo. A prefeitura diz que o prejuízo foi mais de 100.000 reais só na escola, entre perdas de material, equipamento e estrutura”, afirma Maria, moradora da comunidade indígena, que por motivos de segurança prefere não se identificar com o nome real. “No posto de saúde, que é recém reformado, o prejuízo ainda não foi calculado”. Os dois edifícios são da prefeitura de Jatobá e serviam para o uso público da população: “O que se diz aqui é de eles não querem deixar os indígenas usufruírem das estruturas municipais”. Os prédios públicos não são próximos um do outro.

Conforme conta Maria, o histórico de ameaças colabora para a suspeita. “Já tivemos terras arrasadas pelos posseiros como forma de vingança. Eles também já quebraram a tubulação que nos abastece com água e até ameaçaram colocar veneno. Estamos assustados, mas não surpresos”. A reintegração de posse, ocorrida em setembro, foi feita com o auxílio de força policial porque os posseiros não deixaram o local pacificamente.

Interior da escola incendiada.
Interior da escola incendiada. REPRODUÇÃO
 

A Polícia Civil do Estado de Pernambuco afirma estar investigando a motivação do incêndio com perícias sendo realizadas no local, mas ainda não confirma nenhum suspeito. “Estamos cobrando investigação e punição porque temos medo de abrir um precedente e ter mais retaliações”, afirma Maria. A moradora da comunidade ainda pede por um reforço do policiamento nas aldeias, uma vez que o histórico traz um “clima de guerra” à região.

Retrocesso nos direitos indígenas

Os casos de violência contra comunidades indígenas no interior do país são frequentes. Segundo o Cimi, Conselho Indigenista Missionário, 110 indígenas foram vítimas de homicídio no ano de 2017; em 2016, o número foi de 118. Para o Conselho, os anos recentes foram marcados pela eliminação de algumas lideranças e pelo retrocesso dos direitos das comunidades, endossado pela bancada ruralista, que reúne parlamentares ligados ao agronegócio e protagonistas no governo do presidente Michel Temer.

Entre as entidades de defesas indígenas, há o temor de que a situação não deva se alterar pelo governo de Jair Bolsonaro, eleito Presidente da República no último dia 28 de outubro. O sucessor de Temer já contestou a quantidade de terras indígenas demarcadas no país e manifestou interesse em fundir os ministérios do Meio Ambiente com o de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. “A eleição de uma pessoa que declaradamente trava batalhas contra reservas indígenas e ambientais é a certeza de que não teremos a vida facilitada”, conta Maria. “Com o Bolsonaro, tememos outros ataques próximos [como o incêndio], mas o medo maior é o de não incentivo às políticas públicas”.
ElPais

Segurança: Celulares e aviões

Incidente deixou passageira com manchas negras no rosto e bolhas nas mãos

Incidente deixou passageira com manchas negras no rosto e bolhas nas mãos

Autoridades australianas alertam para o risco de usar aparelhos com bateria em voos, depois que o fone de ouvido de uma passageira pegou fogo e a deixou ferida.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

O avião voava de Pequim, na China, a Melbourne, na Austrália.

A passageira, que não foi identificada, relatou à Agência de Segurança de Transporte da Austrália (ATSB na sigla inglesa) que estava ouvindo música quando ocorreu a explosão.

“Levei as mãos ao rosto, o que fez com que o fone de ouvido ficasse em volta do meu pescoço. Mas continuei a me sentir queimando, então arranquei o fone e o joguei no chão. Ele estava soltando faíscas e pegando fogo”, disse ela.

O incidente a deixou com manchas negras no rosto e bolhas nas mãos.

Membros da tripulação correram para ajudá-la. Para apagar o fogo, jogaram um balde de água sobre os fones. A bateria e o revestimento de plástico derreteram e grudaram no chão da aeronave.

“Os passageiros passaram o restante do voo sentido cheiro de plástico derretido e cabelo queimado,” informou a agência australiana.

O relatório não menciona a marca do fone de ouvido, mas aponta que uma das possíveis causas da explosão teria sido uma falha nas baterias de íon-lítio.

A ATSB alertou que “à medida que cresce a gama de produtos que usam baterias, aumenta o potencial de problemas em voos” e divulgou outros casos com problemas semelhantes ocorridos em voos.

No ano passado, a decolagem de um avião em Sydney foi interrompida quando foi detectado que estava saindo fumaça do compartimento de bagagem de mão. Descobriu-se que uma bateria de lítio pegara fogo dentro de uma peça de bagagem.

Em outro voo, nos Estados Unidos, um aparelho eletrônico começou a soltar fumaça depois de ser esmagado sob um assento.

Uma falha das baterias do modelo Galaxy Note 7, da Samsung, fez com que vários aparelhos superaquecessem, pegassem fogo e derretessem – como incidentes registrados no ano passado também ocorreram dentro de aviões, esse modelo específico foi banido de voos internacionais.

A Samsung fez um recall do Galaxy Note e a produção desse modelo foi interrompida.

João Nogueira Jucá: Um herói cearense

Santinho da missa de sétimo dia de João Nogueira Jucá, estudante que se tornou herói ao salvar vidas em incêndio ocorrido na Casa de Saúde César Cals, em 11 de agosto de 1959.setimo-dia-joao-nogueira-jucaincendioheroifortalezamaternidade-cesar-calscearablog-do-mesquita

João Nogueira Jucá, na época com 17 anos, voltava de uma aula de halterofilismo quando passou próximo à Casa de Saúde César Cals e percebeu um incêndio causado pela explosão de um depósito de éter.

O estudante enfrentou o incêndio e tirou o maior número possível de paciente do interior do prédio. Quando estava dentro do hospital retirando mais uma vítima, João Nogueira foi atingido pela explosão de um tubo de éter.

Após 11 dias internado, João Nogueira faleceu juntamente com mais 25 pessoas no incêndio.

Por seu ato de bravura, João Nogueira já foi homenageado várias vezes.

Tornou-se 1º bombeiro honorário do Corpo de Bombeiros do Ceará; membro honorário da Associação dos Ex-alunos do Colégio São João; e patrono da campanha contra a pena de morte no Ceará.

Na praça da Lagoinha há um busto em sua homenagem.

m 2001, o auditório do Colégio Odilon Braveza (sucessor do Colégio São João) recebeu o nome do jovem herói e, em 2002, foi inaugurada a Escola Estadual João Nogueira Jucá.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]