Meio ambiente e indigenismo – a integridade territorial brasileira sob ameaça

Desde a colônia, e a história está aí para comprovar, que os brasileiros são um povo entreguista. 

Entendo ser muito panfletária essa generalização de ONGs. Como em tudo existem as sérias e as aproveitadoras. 

A preservação ambiental é essencial na mudança do atual modelo econômico agroexportador. 

Migramos, sem avaliar as conseqüências econômicas e sociais, de produtores de açúcar, café, e agora somos meros fornecedores de soja e álcool. 

José Mesquita – Editor


Os movimentos indigenista e ambientalista internacionais atacam em dois flancos, num jogo perigoso para a economia e até para a integridade territorial do nosso País.

Por um lado, retardam e até impedem obras de infraestrutura, como as indispensáveis hidrelétricas e as estradas que permitiriam o escoamento da gigantesca produção agrícola do Centro-Oeste.

No outro flanco, conseguem transformar terras produtivas em inúteis reservas indígenas e ambientais, criando tal instabilidade jurídica sobre a propriedade que, se não inviabiliza, muito prejudica a produtividade.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

As ONGs, a Funai e o Ibama são peças de manobra.

Fazem pressões internacionais, inviabilizam a agricultura, desrespeitam as nossas leis e facilitam a venda de vastos territórios a estrangeiros.

O resultado é que as demarcações indígenas e reservas florestais estão sob o controle de ONGs internacionais.

As pressões estrangeiras deveriam ser enfrentadas com altivez e tanto a Funai como o Ibama deveriam ser extintos por serem prejudiciais ao País.

Fico envergonhado quando o meu Exército, mal orientado, auxilia alguma dessas nocivas entidades.

A participação na ONU na problemática indígena só fez potencializar o sentimento separatista naquelas comunidades.

Mesmo com boa vontade não se pode negar que a política indigenista seguida desde antes da Nova República deu margem para uma convivência com o gentio, plena de atos violentos, à margem da lei, criminosos mesmo, na medida em que os silvícolas, na luta pelos seus desígnios, se julgam no direito de ameaçar, sequestrar, bloquear estradas, cobrar pedágios, incendiar postos policiais, invadir e ocupar propriedades rurais, um terrorismo desusado a que não estávamos acostumados quando palmilhávamos um chão que, até então, não estava submetido ao “sistema de cotas”.

Sabemos o que acontecerá nos verdadeiros “curdistões” Ianomami e Raposa Serra do Sol, quando a ONU resolver garantir-lhes a independência, ou mesmo quando países hegemônicos mobilizarem suas as Forças Especiais para a arregimentação das tribos naquelas riquíssimas reservas numa guerra de quarta geração.

Ainda é fácil prevenir. Difícil será remediar.
Gelio Fregapani /Tribuna da Imprensa

Tópicos do dia – 10/04/2012

08:31:04
Dinheiro público vai financiar encontro de militantes governistas da Internet. Adivinhem quem é convidado de honra…
Posts abaixo, contesto dois articulistas na abordagem que fazem sobre a corrupção brasileira. De certo modo, têm a mesma tese: o problema do Brasil é “a direita”. É mesmo, é? Lá vou eu excitar a fúria daquele gente simpática…, que depois sai me satanizando por aí na esgotosfera, na esperança de que eu responda para que recebam alguns leitores, que por lá não ficam, é claro!

Entre os dias 13 e 15 deste mês, no próximo fim de semana, ocorre em Fortaleza um troço chamado “2º WebFor – Fórum de Comunicação Social”. São três dias de seminário, com debates, palestras, eventos etc. reunindo os que se intitulam “blogueiros progressistas” – o que quer dizer “governistas”.

Os que mais ascenderam na “organização” já contam hoje com patrocínio do governo federal e de estatais, como sabem. São regiamente pagos com dinheiro público para atacar lideranças da oposição, ministros do Supremo que não sejam do seu agrado e veículos da grande imprensa. É, em suma, o JEG (Jornalismo da Esgotosfera Governista).

Agora eles vão fazer seu segundo encontro. Quem patrocina? Ora, o dinheiro público de novo: Banco do Nordeste, Governo do Estado do Ceará, Assembleia Legislativa do Ceará e Câmara Municipal de Fortaleza. Uma das críticas que faz esse bando de Schopenhaures à grande imprensa diz respeito à sua suposta falta de independência. Como se nota, a independência do tal evento já está garantida…

Ah… O “2º WebFor” tem um convidado de honra, que vai abrir o trabalhos; é o grande herói do encontro: o chefe de quadrilha (segundo a PGR) José Dirceu!

Entenderam por que decidi fazer picadinho, com a educação habitual, dos textos de Elio Gaspari e Eugênio Bucci? Direita? Ora… Quantos dos antigos admiradores restaram ao lado do senador Demóstenes Torres depois do que foi tornado público? Já a turma de Dirceu ama nele justamente uma das cabeças da hidra, como diria “Egogênio Bucci”.

Gaspari deveria aproveitar esse encontro e incluí-lo na sua prefiguração. Imaginemos só um país em que um banco público, um governo do estado, uma assembleia legislativa e uma câmara de vereadores financiam um evento de militantes políticos que têm o declarado propósito de defender o governo, atacar a oposição e agredir a imprensa livre. Pior: o grande homem da patuscada é ninguém menos do que um ex-deputado cassado por corrupção e chefão do maior escândalo político havido no país.

Esse país já existe em 2012, senhor Elio Gaspari!
Por Reinaldo Azevedo

08:54:03
Imagens do espaço para todos
A Nasa tem uma galeria de imagens em alta resolução no Flickr – e está tudo livre para ser usado gratuitamente. Destaque para as séries da Terra vista do espaço (com várias perspectivas diferentes do planeta) e para as fotos de decolagens e lançamentos. Todas as imagens vêm com uma explicação completa sobre o evento. Conheça em www.flickr.com/photos/nasacommons.

11:54:28
Cachoeira: Ninguém aguenta mais. Não param de surgir denúncias.

É impressionante como um homem como Carlinhos Cachoeira tenha conseguido se infiltrar em diferentes órgãos públicos federais e estaduais. Sabe-se que ele até interferia nas promoções na Polícia Militar de Goiás. E agora é o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) que se vê obrigado a afastar o superintendente do órgão no Distrito Federal, Marco Aurélio Bezerra da Rocha, suspeito de envolvimento em tráfico de influências com o surpreendente empresário-bicheiro de Goiás.

Devido à Semana Santa, a decisão, tomada na última quinta-feira, só foi publicada ontem no Diário Oficial da União. Rocha foi afastado do cargo por 30 dias, e será substituído temporariamente por Luis Fernando de Souza.

O Incra já havia anunciado que afastaria servidores que ocupavam cargos de chefia na superintendência do DF, “permitindo, assim, que as investigações transcorram de maneira isenta”, porque gravações realizadas pela Polícia Federal com autorização da Justiça durante a Operação Monte Carlo revelaram que o grupo de Cachoeira, denunciado por suspeita de comandar um esquema de exploração de jogos ilegais, negociou propina no Incra com o objetivo de regularizar uma fazenda.

O relatório da Polícia Federal menciona valores e diz haver envolvimento de Rocha com o grupo do empresário-bicheiro. O superintendente afastado, no entanto, disse à Folha que nunca teve reuniões com as pessoas citadas nos relatórios da Operação Monte Carlo. Será?

Decadência Moral
Traduzindo tudo isso: a existência de um personagem como Carlinhos Cachoeira mostra a deterioração da política brasileira, na qual a corrupção realmente passou a fazer parte da rotina administrativa, com impunidade garantida.
O grau de surrealismo é tamanho que um homem sem escrúpulos como Cachoeira consegue ser defendido por um ex-ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos. É certo que todo criminoso tem direito a defesa, mas quem ocupa o cargo de ministro da Justiça deveria ser mas seletivo na escolha de clientes.
Isso parece óbvio, mas quando lembramos que personalidades como Renan Calheiros e Jarbas Passarinho foram ministros da Justiça, é realmente desanimador. Calheiros tem diploma de advogado, mas nunca exerceu a profissão, pois se elegeu deputado estadual quando ainda nem  tinha se formado. Já Passarinho, coronel do Exército, foi ministro e seu maior feito foi a portaria criando a nação Ianomami, um território do tamanha da Itália, onde vivem apenas 4 mil índios.
E o notório saber? Serve para quê mesmo?
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

16:19:42
Se Demóstenes relatasse Demóstenes
Caso não sobrevenham retrocessos, instala-se hoje a Comissão de Ética do Senado, sob a presidência do senador Vital do Rego. Com um pouco de boa vontade, os senadores escolherão também o relator do processo aberto contra Demóstenes Torres. A impressão é de que tudo correrá bem depressa, para evitar o desgaste que seria o prolongamento do inquérito. Claro que o acusado terá amplo direito de defesa.

Fosse qualquer outro o réu e dúvidas inexistiriam: Demóstenes Torres seria o relator, em função de sua postura sempre rígida na luta contra a corrupção e a ilegalidade. Seu passado responderia pela designação. Como a vida é sempre mais fascinante e mais complicada do que a ficção, eis que o senador por Goiás encontra-se do outro lado do muro.

Fazer prognósticos sobre a decisão do Conselho de Ética será tão prematuro quanto perigoso. Mesmo assim, nos corredores do Senado sopra o vento da condenação, ou seja, da cassação do mandato de Demóstenes. Ninguém seria mais implacável no interrogatório dele mesmo e na coleta de argumentos para sua degola.

O Conselho de Ética atua politicamente, acima e além das questões jurídicas. Importa menos aos senadores saber se o ainda colega não poderia ter sido objetivo de investigações policiais sem licença do plenário. Mesmo com amargura, os dezesseis integrantes do colegiado decidirão tendo em vista os danos causados ao Senado pelo episódio envolvendo Demóstenes e o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Quanto mais rápido solucionarem a crise, melhor para todos.
Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa

17:38:15
PSDB não quer CPI do Cachoeira
A exemplo dos petistas e contrariando suas declarações públicas, os tucanos também não têm simpatia por uma CPI sobre a Operação Monte Carlo. Um integrante da Executiva Nacional revelou que não interessa a eles submeter o governo de Goiás a uma investigação, pois isso poderia paralisar seu governo.

Na semana passada, Perillo leu um relatório reservado da Polícia Federal, para integrantes da direção nacional, que diz: “Não há elementos mínimos que demonstrem a participação da autoridade supracitada na organização…”.

Mas as bancadas estão inquietas e temem a contaminação da sigla, em ano de eleição municipal.
Ilimar Franco/O Globo 

19:00:12
Brasil: da série “Óleo de Peroba”.
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, minimizou nesta terça-feira a suposta ligação do subchefe de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais do governo federal, Olavo Noleto, com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e afirmou que o partido continua favorável à instalação de uma CPI para investigar o contraventor. “O que eu vi no jornal são telefonemas do Wladimir Garcez (um dos principais operadores de Cachoeira) para o Noleto”, disse o presidente petista. Para Falcão, as investigações devem atingir também eventualmente os petistas.


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