Eleições, comícios pesquisas e TV.

Não espero que não haja quem acredite no indecentemente argumento do “horário eleitoral gratuito”.

Gratuito nada. O valor equivalente ao tempo ocupado na TV é deduzido do imposto de renda das emissoras.

Nós, os bananas, é que pagamos como o nosso sofrido caraminguá o tempo para o desfile de “babosices eleitoreiras das nulidades candidatórias”, como diria o imortal Odorico Paraguassu, com a maior cara de pau prometendo o paraíso com todos os problemas resolvidos.
José Mesquita – Editor


Eleições, comícios, pesquisas e TV.

O Congresso e a Justiça Eleitoral fizeram uma reforma eleitoral fajuta, alegando que era preciso diminuir o custo das campanhas.

Na verdade, o que fizeram foi tomar do povo o pouco que seria gasto com ele e entregar as campanhas aos institutos de pesquisas, às televisões e às empresas de aluguel de automóveis.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Mataram os comícios e, com eles, acabaram com os cantores e bandas animadores de comícios, acabaram com os foguetes dos comícios, acabaram com as festas populares dos comícios, as quermesses dos comícios, as comidilhas dos comícios, as camisetas e bonés dos comícios.

E sobretudo acabaram com os discursos e apartes dos bêbados de comícios.

E concentraram as campanhas nas televisões, nas pesquisas compradas pelas televisões e nas carreatas de centenas de automóveis.

Ficou tudo mais caro, muitíssimo mais caro.

E sem que os candidatos tenham, como reunir o povo para falar com ele, discutir coisas e programas.
Sebastião Nery/Tribuna da Imprensa

Eleições 2010 e Internet: TSE diz como serão respostas na web em 2010

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, ontem, a instrução que trata dos prazos e regras para as representações, reclamações e pedidos de respostas referentes às eleições 2010.

De acordo com o documento, os processos poderão chegar ao tribunal por ação de qualquer partido político, coligação, candidato ou pelo Ministério Público.

Segundo o TSE, a campanha eleitoral pela internet, também terá direito de resposta. No caso de a Justiça Eleitoral concordar com o pedido, a resposta será divulgada no mesmo veículo, espaço, local, horário, página eletrônica e tamanho usados na ofensa.

O prazo para a resposta é de até 48 horas após a entrega da mídia com a resposta do ofendido. Essa resposta ficará disponível para ser consultada pelos usuários do serviço de internet por tempo não inferior ao dobro em que esteve disponível a mensagem considerada ofensiva. Os custos de veiculação da resposta correrão por conta do responsável pela propaganda original.

[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]O TSE também definiu que no caso pedido de resposta na imprensa escrita, a solicitação deve ser feita até 72 horas depois da veiculação da ofensa. Se o pedido for aceito, a resposta deverá ser publicada no veículo impresso até 48 horas após a decisão judicial, ocupando igual espaço, local, página, tamanho, caracteres e outros elementos de realce usados na ofensa. Se o jornal ou revista não for diário, a resposta deverá ser divulgada na primeira edição que circular.

Em relação ao rádio e a televisão, o pedido de resposta deverá ocorrer em até 48 horas a partir da veiculação da ofensa. O pedido precisará estar acompanhado da transcrição do trecho considerado ofensivo ou inverídico. Se o pedido for aceito pela Justiça Eleitoral, a resposta deverá ir ao ar até 48 horas depois da decisão em tempo igual ao da ofensa, nunca inferior a um minuto.

Já no caso do horário eleitoral gratuito, o pedido deverá ocorrer no prazo de 24 horas, contado a partir da veiculação do programa. O pedido deverá especificar o trecho considerado ofensivo ou inverídico e conter a mídia da gravação do programa, acompanhada da respectiva degravação.

Se o pedido for aceito, o ofendido usará, para a resposta, tempo igual ao da ofensa, porém nunca inferior a um minuto. A resposta será divulgada no horário destinado ao partido político ou coligação responsável pela ofensa, devendo se restringir aos fatos nela veiculados.

Se o tempo reservado ao partido político ou à coligação responsável pela ofensa for inferior a um minuto, a resposta será levada ao ar tantas vezes quantas forem necessárias para a sua complementação. Mas, no caso de o ofendido ser candidato, partido político ou coligação que tenha usado o tempo concedido sem responder aos fatos veiculados na ofensa, terá subtraído do respectivo programa eleitoral o mesmo tempo. Em caso de terceiros, ficarão sujeitos à suspensão de igual tempo em eventuais novos pedidos de resposta e à multa de R$ 2.128,20 a R$ 5.320,50.

Agência Brasil

Eleições: horário gratuito?

Pois é. Você aí sentado, e que não tem Tv por assinatura, portanto, compulsoriamente obrigado a assistir o desfile de beócios, candidatos à qualquer coisa, ainda tem que acreditar que o horário eleitoral é gratuito.

Acontece cara pálida, que esse gratuito aí é um das maiores mentiras aplicadas aos crédulos Tupiniquins.

Fique sabendo, que a Lei que criou a tal gratuidade é um decreto cometido em 2001 e, prá quem é chegado a “uma fezinha”, tem o número, ou “numuro” como pronunciam a quase totalidade dos candidatos, 3.786.

A nefanda lei autoriza emissoras rádio e Tv a descontar 80% do valor do que seria cobrado no tal horário gratuito, no Imposto de Renda. O cálculo é feito na base da estimativa do faturamento com publicidade no horário, que a emissora teria.

Uáu!

E não é somente para o período eleitoral não! Vale também para os insuportáveis, intragáveis, inomináveis, programas partidários que nos impingem ao longo do ano.

Por conta dessa “boutade” com o seu, o meu, o nosso sofrido dinheirinho, a Receita Federal deixou de arrecadar a “mincharia” de R$ 731 milhões nos anos de 2006 e 2007. Quanto as eleições municipais de 2008 nos custará, somente saberemos em 2009. Aí, Inês é morta!

Resumo da tragicomédia pseudo democrata: Nós, os cara-pálidas, pagamos essa conta.