Eleições 2014 e a (in)fidelidade partidária

Políticos,Brasil,Senador Heráclito FortesCada vez mais continuo, impressionado, banzado, boquiaberto, estupefato, maravilhado, pasmado, perplexo, surpreendido, surpreso, abalado, afetado, alarmado, chocado, comovido, compungido, deslumbrado, emocionado, enternecido, maravilhado, marcado, perturbado, sensibilizado, tocado, embevecido, enlevado, extasiado, seduzido, abismado, admirado, atônito com a competência plural dos seres públicos que pululam, e infernizam a vida dos infelicitados Tapuias.

Pois não que me deparo com a notícia de que o mais robustos, com trocadilho, por favor, iracundo do agonizante DEM, o não menos rotundo ex-senador Heráclito Fortes se descobriu PSB desde criancinha quando tomava banho às margens do Rio Parnaíba na aprazível Teresina?

O Verborrágico político era um dos que encabeça a lista dos políticos mais detestados pelo Lula. O apedeuta fez o possível, o impossível e mais um pouco, para exterminar a raça de Heráclito Fortes dos meios políticos. Tanto fez que o político do Piauí não conseguiusse a reeleição tão sonhada para o senado no pleito de 2010.

Pois agora pasmem!!!

Em concorrido, festiva e apoteótica cerimônia, sob a batuta do atual desgorvernador piauiense Wilson Martins,  o ex- inimigo público número um do PT, abandonou e o DEM e  filiou-se ao PSB.

Cenas dos próximos capítulos: Heráclito Fortes enfeitando, força de expressão, o enfeitando, o palanque presidencial de Eduardo Campos em 2014 como candidato a deputado federal.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Que metamorfose! De Pêfêlistas a Demo, sempre inimigo figadal do PT socialista e comunista, Heráclito Fortes se descobre, da noite pro dia, socialista de carteirinha. Ou carteirada.

O neo socialista fará companhia no socialista PSB a outro ex-Demo, Eduardo estimulou o ingresso de Heráclito no partido.

É o segundo inimigo figadal do PT que vira socialista em pleno voo. Outro ex-DEM e ex-PSD, e agora também socialista empedernido é Paulo Bornhausen, filho do ex-senador Jorge Bornhausen, outro que cultiva todos os ódios e pragas medievais contra o Lula.

O que o cinismo e o oportunismo político não forem capaz de fazer, nada mais o fará.

Um escândalo monumental – ONGS

Acredito que a tentativa Stalinista promovida pelos notórios Sarney e Collor, para manter pela eternidade o segredo sobredocumentos do governo, é fruto da pressão das famigeradas ONGS.

Durante o mandato no senado, o Sen. Heráclito Fortes não conseguiu implantar uma CPI, apovada em plenário, sobre a atuação dessas organizações no Brasil.

Somente na Amazônia atuam 250 MIL ONGS.

Isso mesmo: 250 MIL.

O Editor


É preciso denunciar uma das maiores bandalheiras dos últimos tempos, iniciadas durante o governo José Sarney, continuadas no governo Fernando Collor, não interrompidas no governo Itamar Franco, ampliadas no governo Fernando Henrique, super-dimensionadas no governo Lula e continuadas no governo Dilma Rousseff.

Trata-se das famigeradas ONGs, rotuladas como Organizações Não Governamentais, mas que, com raras exceções, vivem grudadas nas tetas do poder público, sugando recursos do Estado como quadrilhas dignas dos tempos de Al Capone.

De início, é bom esclarecer: existem ONGs maravilhosas, daquelas que só contribuem para o aprimoramento social, político, ambiental, cultural, esportivo e quantas outras atividades existam.

O problema é que essas e outras legiões muito maiores de quadrilhas formadas à sombra da sociedade organizada, intitulam-se “não governamentais”. Por que, então, para subsistir enriquecer seus dirigentes, dependem de recursos públicos?

Que vão buscar sua sobrevivência fora do governo, nas entidades privadas.

O diabo é que, de acordo com os grupos que dominam os governos, assaltam os cofres públicos e comportam-se como Ali Babá abrindo a caverna.

Apareceram agora as tais OSCIPS, organizações de interesse público.

Podres, na maioria dos casos, daquelas que nem sede dispõem, ficticiamente funcionando em restaurantes, garagens e estrebarias, se essas anda existissem.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Dizem que carecem de fins lucrativos, que existem para servir à sociedade. Mentira.

Como estamos no ciclo dos companheiros, seria bom o ministério da Justiça verificar quantas delas vivem de recursos sugados do tesouro nacional.

Quantas pertencem a companheiros do PT, já que nenhuma delas tem obrigação de prestar contas de suas atividades?

São contratadas pelo governo para prestar serviços públicos…

Existem 5.840 OSCIPS em todo o país.

Caso o secretário-executivo do ministério da Justiça, Luís Paulo Barreto, decidisse investigar todas, verificaria que o governo gasta com elas duas vezes mais do que gasta com o bolsa-família.

Trata-se de um escândalo monumental, mas acobertado pelo poder público, tanto faz quem o detenha no momento.

Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa

Eleições 2010: Lula cortou a cabeça de senadores desafetos

Lula impõe derrota aos algozes e remodela o Senado

Tasso e Virgílio, dois dos ‘pesos pesados’ da oposição que a ‘onda Lula’ engolfou

A infantaria acionada por Lula contra os “algozes” de seu governo surtiu efeitos devastadores no Senado.

Foram à bandeja os escalpos de vários pesos pesados da oposição. Entre os senadores que tiveram a cabeça apartada do pescoço estão:

Arthur Virgilio (PSDB-AM), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Marco Maciel (DEM-PE), Efraim Morais (DEM-PB), Heráclito Fortes (DEM-PI) e Mão Santa (PSC-PI).

Do grupo de desafetos que Lula jurara de morte eleitoral, salvou-se apenas José Agripino Maia (RN), reeleito no Rio Grande do Norte.

Na hipótese de prevalecer sobre José Serra no segundo turno da eleição presidencial, Dilma Rousseff terá no “novo” Senado uma maioria larga.

Sob Lula, o governo arrostou dificuldades para aprovar até leis ordinárias. Emendas constitucionais, que exigem 49 votos, só saíam a fórceps.

Há no Senado, 81 cadeiras. Na nova composição, a maioria governista passa dos 50 votos.

Só o PMDB e o PT, sócios majoritários do consórcio que gravita ao redor do comitê de Dilma, somam 35 votos.

Levando-se ao balaio os senadores de legendas menores – PP, PR, PSB, PDT, PRB e PCdoB — chega-se a 53 votos. Adicionando-se o PTB, atinge-se 58.

Expurgando-se três dissidentes do PMDB – os já conhecidos Jarbas Vasconcelos (PE) e Pedro Simon (RS) e o eleito Luiz Henrique (SC)-, fica-se com 55.

É um quorum de sonho. Se dispusesse de semelhante maioria em 2007, Lula talvez tivesse impedido o enterro da CPMF.

A presidência do Senado de 2011 continuará nas mãos do PMDB, cuja bancada foi tonificada. Tinha 18 senadores. Agora dispõe de 20.

O PT saltou da quarta para a segunda posição. Sua bancada foi de oito para 15 senadores. Só não chegou a 16 porque Aécio Neves não permitiu.

Além de eleger-se senador por Minas, o tucano Aécio carregou consigo Itamar Franco (PPS). Com isso, deixou pelo caminho Fernando Pimentel (PT).

Entre as novas estrelas do PT no Senado estão: Marta Suplicy (SP), Jorge Viana (AC), Lindberg Farias (RJ), Gleisi Hoffman (PR)…

…Wellington Dias (PI), Walter Pinheiro (BA) e José Pimentel (CE) – um dos responsáveis pela primeira derrota eleitoral da carreira de Tasso Jereissati.

De resto, reelegeram-se os petistas Paulo Paim (RS) e Fátima Cleide (RO), esta última uma estrela apagada.

Na composição atual, PSDB e DEM dividem a segunda colocação, cada um com 14 senadores. No “novo” Senado, a oposição vai definhar.

Os tucanos passarão a compor a terceira bancada –dez senadores. Entre eles Marconi Perillo, que disputa o governo de Goiás. Elegendo-se, ficam nove.

Seriam oito tucanos, não fosse uma surpresa produzida pelas urnas de São Paulo. Elegeu-se ali, à frente de Marta Suplicy, o grão-tucano Aloysio Nunes Ferreira.

O DEM foi, entre todas as legendas, a que mais definhou. De seus 14 senadores, restaram seis. A tribo ‘demo’ compõe agora a quarta bancada.

Um pedaço do infortúnio do DEM em Brasília se deve ao seu sucesso nos Estados. Dois titulares do DEM viraram governadores. Raimundo Colombo prevaleceu em Santa Catarina. Rosalba Ciarlini, no Rio Grande do Norte.

Ambos dispunham de mais quatro anos de mandato no Senado. A cadeira de Colombo será herdara por Casildo Maldaner (PMDB).

No assento de Rosalba será acomodado Garibaldi Alves (PMDB). Vem a ser o pai de Garibaldi Alves Filho (PMDB), reeleito neste domingo junto com Agripino Maia.

Para enfrentar no Senado um eventual governo Dilma, restaria a tucanos e ‘demos’ tentar uma aliança com outras legendas miúdas.

Porém, ainda que promovam acordos pontuais com PSOL, PMN e PPS, os dois maiores partidos da oposição reunirão em torno de si algo como duas dezenas de votos.

Lula tanto fez que proveu para Dilma o Senado que não teve. Se vencer, José Serra terá de atrair os partidos que hoje dão suporte ao governo petista.

Difícil não é. Partidos como o PMDB e assemelhados têm vocação para o governismo. Apoiam qualquer governo. Desde que recebam cargos e verbas.

Serra teria de se recompor com José Sarney. Velho desafeto do tucano, Sarney fez barba, cabelo e bigode neste domingo.

No governo do Maranhão, manteve-se a filha Roseana. Para o Senado, reelegeram-se os amigos Edison Lobão (MA) e Gilvan Borges (AP). E elegeu-se João Alberto (MA).

De quebra, renovou o mandato Renan Calheiros (PMDB-AL), aliado de todas as horas. Com esse cacife, Sarney já cogita recandidatar-se à presidência do “novo” Senado.

blog Josias de Souza

Efraim Morais: O senador que tem assessoria para fantasmas

Os Tupiniquins continuamos sendo assombrados pelas mais inacreditáveis maracutais germinadas sob os putrefatos tapetes do Congresso Nacional.

O DEM, que já arrasta o pesado Panetone do Mensalão do José Roberto Arruda, está às voltas com mais uma denúncia de corrupção explícita envolvendo o Senador Efraim Morais – DEM,PB .

Será que o partido das iracundas vestais do moralismo varrerá para baixo do tapete mais uma falcatrua que só costuma apontar como patrimônio imoral do PT?

O que mais impressiona é não se ouvir uma manifestação do mais indignado moralismo de Agripino Maia, Heráclito Fortes, Rodrigo Maia e demais impolutos membros do “virginal” partido. E o apoplético PSDB, aliado fiel do DEM, não irá pedir CPI?

O editor

Gabinete de Efraim tem contínuo para os fantasmas

A Polícia Legislativa do Senado tomou o depoimento de Gilberto Rocha da Mota. Vem a ser contínuo do gabinete do senador Efraim Morais (DEM-PB).

Gilberto foi ouvido em 21 de maio. Por quê? O nome dele aparece numa procuração que o autorizou a tomar posse no Senado no lugar de duas irmãs.

São elas: Kelly Janaína Nascimento da Silva, 28; e Kelriany Nascimento da Silva, 32. Jamais derramaram uma gota de suor no Legislativo.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A despeito disso, os salários pingavam-lhes nas contas bancárias regularmente.

Tecnicamente, são “fantasmas”. Mas, dias atrás, apareceram. Em carne e osso.

Disseram que foram penduradas na folha do Senado à revelia. Nem sabiam que eram servidoras. O dinheiro? Nunca viram a cor.

Deve-se à repórter Josie Jeronimo a revelação do teor do depoimento do contínuo Gilberto.

Ele contou que era usualmente acionado para tomar posse no lugar de terceiros. Quem o acionava?

“Em todas as vezes que precisei tomar posse para algum comissionado, o pedido era feito pela Rosemary”, disse à Polícia do Senado.

Rosemary Ferreira Alves de Matos, eis o nome completo da personagem citada pelo contínuo. Serve como secretária no gabinete de Efraim.

O assessor para fantasmas disse mais à polícia: conhece contínuos que prestam o mesmo tipo de serviço para outros parlamentares.

Como assim? Funcionários que, como ele, são acionados para assumir no lugar de servidores que não dão as caras no ato de posse.

Gilberto disse não se recordar do número de servidores em nome dos quais tomou posse.

No caso das irmãs Kelly e Kelriany, o “recrutamento” é atribuído a Mônica da Conceição Bicalho, outra servidora da equipe de Efraim.

Atribui-se a movimentação das contas das “fantasmas” a uma irmã de Mônica, Kátia da Conceição Bicalho. Chegava ao numerário por procuração.

No depoimento, o contínuo Gilberto disse que nunca viu nem Mônica nem Kátia. Só a secretária Rosemary, que o incumbiu de tomar posse por Kelly e Kelriany.

O gabinete do ‘demo’ Efraim é local sabidamente mal-assombrado. Foram detectados ali pelo menos cinco fantasmas.

A despeito disso, o corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), acha que não é o caso, por ora, de abrir investigação contra o colega.

Em contato com a Polícia do Senado, Tuma limitou-se a sugerir uma acareação entre as “fantasmas” Kelly e Kelriany, a “recrutadora” Mônica e a “recebedora” Kátia.

Ouvido, o advogado Geraldo Faustino, que representa as irmãs convertidas em “fantasmas” involuntárias, criticou a ideia de Tuma:

“Como ele quer fazer acareação se Mônica e Kátia nem prestaram depoimento, ainda?…”

“…E se elas não apresentarem uma versão contrária à da Kelly e Kelriany. É prematuro fazer acareação nesse momento”.

Está previsto para esta quinta (27), o depoimento de Mônica e Kátia –a recrutadora e a recebedora— à Polícia do Senado. Não se sabe se comparecerão.

Aos pouquinhos, o ambiente do Senado vai ficando tão irrespirável quanto na época em que a Casa foi sacudida pela crise chamada José Sarney.

Exceto pelo arquivamento de todas as representações que corriam contra Sarney no Conselho de Ética, nada se fez desde então.

Prometera-se uma reforma administrativa. Contratara-se, ao preço de R$ 250 mil, a Fundação Getúlio Vargas. O tempo passou. E nada de reforma.

Manuseado por servidores do Senado, o trabalho da FGV resultou numa proposta de reestruturação administrativa. Em vez de enxugar, elevou os gastos.

A coisa foi à Comissão de Constituição e Justiça. Nomeou-se uma comissão de senadores para se debruçar sobre a proposta.

Na presidência, Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). Como relator, Tasso Jereissati (PSDB-CE). No rol de membros, Pedro Simon (PMDB-RS) e Eduardo Suplicy (PT-SP).

Quando se imaginava que a plateia estava na bica de ser submetida a uma reforma digna do nome, o relator Tasso veio à boca do palco para anunciar uma novidade.

Decidiu-se, veja você, recontratar a FGV. Vai refazer o que se imaginava já feito. Mais R$ 250 mil. Preço “simbólico“, disse Tasso.

blog Josias de Souza

Senador acusa mesa diretora do senado de fraude

Brasil: da série “Acorda Brasil!”

Perdulário, inoperante e se revelando cada vez mais inútil, o Senado dessa pobre e depauperada república dos Tupiniquins, não dá sossego. Novamente, o inefável José Sarney, está à frente da mamata.

Eternamente de férias da moral e da ética, suas (deles) ex-celências, não perdem a oportunidade de meter a mão, descaradamente no bolso do contribuinte. Um caminho que resta aos Tapuias e demais tribos de abestados é não reeleger essa súcia.

Lembrem-se: A urna corrige!

O Editor


Senador Gerson Camata acusa Mesa do Senado de fraude.

Sua assinatura estava na decisão sobre cota de passagens: ‘O ato é falso’, diz.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Na pressa de agradar os senadores num ano eleitoral, a Mesa Diretora do Senado incluiu entre os seis parlamentares que aprovaram o ato autorizando o uso este ano da verba de transportes aéreo do ano passado o senador Gerson Camata (PMDB-ES), que nem mesmo estava em Brasília. Camata disse que, naquele dia e hora, estava em São Paulo.

Em resposta ao pedido de Camata para que fosse investigado, a diretoria-geral do Senado limitou-se ontem a republicar o ato, com uma inovação: no lugar de Camata colocou o nome do senador Aldemir Santana (DEM-DF). Camata afirma que a medida não valida o ato e nem resolve o “dano moral” que teve ao ser incluído na lista dos responsáveis por mais uma das mordomias do Senado. “O ato é falso e inconstitucional, como me informou a advocacia do próprio Senado. Você não pode carregar recursos de um ano para usar no outro”, alega.

A decisão revoga uma das anunciadas medidas moralizadoras adotadas pela Casa no ano passado, no auge do escândalo dos atos secretos. Ficou acertado, quando da tentativa de conter a farra das passagens aéreas, que a sobra do dinheiro retomaria aos cofres da Casa.

Para o presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO), a republicação do ato com o nome de outro senador não acaba com a sua nulidade. “É muita baderna”, reconhece. “O certo é que o ato é nulo de pleno direito e, para valer, a Mesa teria de reiniciar todo o processo.” Já o primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), trata a troca dos nomes como sendo “uma questão subjetiva”.

Os patrocinadores do ato são o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e os senadores Serys Slhessarenko (PT-MT), Mão Santa (PSC-PI) e Patrícia Saboya (PDT-CE).

Não foi a primeira vez que a Mesa Diretora revogou uma “medida moralizadora”, como o próprio Sarney gosta de chamar as decisões para acabar com abusos na administração da Casa. Em setembro, recuou na medida que proibia a transferência para os Estados de servidores comissionados das lideranças dos partidos. Na época, Sarney disse no plenário que a autorização atendia a “todos os líderes”. Ficou constatado depois que somente seis integrantes da Mesa sabiam da novidade e que os líderes dos maiores partidos não foram consultados sobre o assunto.

Rosa Costa/Estadão

Senado: as falcatruas continuam

Um aspecto positivo das revelações dos “podres poderes”, principalmente os do Senado de Sarney e cia., é a possibilidade dos Tupiniquins abrirem os olhos. Aqui, no “Absurdistão”, fica a dúvida se o sistema unicameral não seria mais produtivo e enxuto. Moralidade e transparência, — por que atos secretos? — não são vocábulos comezinhos no dicionário dos parlamentares. Desde as descobertas dessas maracutais que Sarney e Heráclito Fortes, só apresentam promessas de correções. Até agora, nada!

As duas casas legislativas do Congresso, são redundantes, dispendiosas e 90% do blá blá blá é improdutivo. E caro!

O Editor

PS. Impressiona o mutismo e o “murismo” de todos os demais senadores. Afinal são solidários ao fazerem denúncias sobre desvios da mesa diretora.


Senado paga gratificação a mais de 100 servidores via ato secreto

Pelo menos R$ 20 milhões foram gastos, nos últimos 6 anos, com benefício validado por Sarney em 2003

O Senado esconde até hoje um ato secreto que criou uma gratificação fantasma nos salários dos funcionários. Pelo menos R$ 20 milhões foram gastos, nos últimos seis anos, com o bônus autorizado pelo presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), e os integrantes da Mesa Diretora em setembro de 2003.

A manobra, também investigada por auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) na folha de pagamento da Casa, permite que um servidor de nível médio – chamado de técnico legislativo – indicado para um cargo de chefia receba, além da função comissionada de R$ 2 mil referente ao cargo, o salário de final de carreira de nível superior, como um analista legislativo. Ou seja, salta de patamar de uma hora para outra.

A artimanha é apelidada no Senado de “pulo da FC” – em referência à função comissionada – e vem camuflada no contracheque dos funcionários. O artifício é uma das explicações para a inchada folha de pagamento de R$ 2 bilhões do Senado. Pelo menos 61 chefes de gabinetes de senadores e 54 diretores de secretarias e subsecretarias são beneficiados hoje pela medida, com salários que ultrapassam R$ 20 mil, mais do que os R$ 16,5 mil pagos a um senador.

Aparecem nesse grupo servidores com remuneração acima do teto constitucional de R$ 25,7 mil, que é o salário de ministro do Supremo Tribunal Federal. Na avaliação de técnicos do TCU que investigam o caso, a gratificação é irregular não só pelo ato secreto como por ir contra a lei, já que, na opinião deles, somente uma decisão do Congresso Nacional pode aumentar salário de funcionários.

A medida, guardada na Secretaria de Recursos Humanos, foi assinada por Sarney e integrantes da Mesa Diretora em 30 de setembro de 2003. Não é numerada. De acordo com o texto, o servidor efetivo indicado a cargo de chefia “terá a sua remuneração calculada com base no último padrão da tabela de vencimentos fixada para a carreira a que pertencer”. A manobra ocorre porque se entende que técnicos e analistas fazem parte da mesma carreira legislativa.

Contracheque de um servidor técnico, com função chefe de gabinete, obtido pela reportagem confirma que o ato secreto tem sido aplicado, com efeitos financeiros para os cofres públicos. No documento, as rubricas, como vencimento básico e gratificações, têm ao lado a justificativa jurídica, como a lei e o ano. A única sem explicação é o “Vencimento Diferença FC Direção”, que é a diferença entre o salário de um técnico e o de um analista. Nesse caso analisado pelo Estado, o salto foi de 50%: o funcionário recebe R$ 4,1 mil (sem as gratificações) e mais R$ 2,2 mil para chegar ao topo do carreira de nível superior. Somando todos os benefícios, chega perto de R$ 20 mil.

Ontem, a Secretaria de Comunicação Social confirmou ao Estado que o ato nunca saiu da gaveta. “Não foi publicado à época”, disse, por escrito. Para justificar esse pagamento, a secretaria alegou que uma resolução aprovada em 2005 convalidou, de maneira genérica, sem especificar as decisões, todos os atos dos dois anos anteriores. O problema é que não haveria como legalizar algo que nunca foi público. As informações da secretaria foram obtidas com a Diretoria-Geral e a Diretoria de Recursos Humanos.

Em julho, Sarney afirmou que todos os atos secretos haviam sido publicados. Ontem, a Secretaria de Comunicação informou que o senador avaliou que não havia ilegalidade na decisão que beneficiava os funcionários.

A auditoria do TCU avalia, se for comprovada má-fé, pedir o ressarcimento por parte dos servidores dos recursos pagos nos últimos anos. A conclusão da auditoria está prevista para dezembro. O Senado ainda terá prazo para defesa.

No dia 10 de junho, o Estado revelou a existência de mais de 300 atos secretos no Senado e o conteúdo desses boletins. Boa parte dessas medidas foi legalizada pela Diretoria-Geral entre agosto e setembro. O Ministério Público e a Polícia Federal também abriram inquérito para investigar o caso.

Leandro Colon/Estadão

Senadores solidários com Eduardo Azeredo

De Adriana Mendes, de O Globo:

O presidente da Comissão da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), durante a reunião da comissão na manhã desta quinta-feira recebeu a solidariedade dos colegas Cristovam Buarque (PDT-DF), Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) , Paulo Duque (PMDB-RJ), Heráclito Fortes (DEM-PI), Geraldo Mesquita (PMDB-AC) e Eduardo Suplicy (PT-SP).

Azeredo é acusado de montar um esquema de desvio de dinheiro público, quando era governador de Minas Gerais e concorria à reeleição, o inquérito é conhecido como o “mensalão mineiro”. O caso está sendo julgado no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Joaquim Barbosa, relator do inquérito no Supremo, votou na quarta-feira pela abertura de ação penal contra o senador tucano.

(Comentário meu: Por que a onda de solidariedade a Azeredo?

Por que ele é um cara simpático?

Por que os senadores examinaram todas as provas e evidências colhidas pela polícia e o Ministério Público e concluíram que ele é inocente no caso do mensalão mineiro?

Por que ele é senador como os outros que lhe prestaram solidariedade?

Por que o “eu não sabia” dele está valendo menos que o “eu não sabia” de Lula?

Por que todos os políticos ou a maioria deles se vale de Caixa 2 e, portanto, não é justo que só Azeredo pague a conta?

Por que? Por que?)

Senado continua a casa da mãe Joana. Pagou curso de capoeira em Cingapura !!!

Brasil: da série “só dói quando eu rio!”

“Cuméquié?” Curso de capoeira em Cingapura? “Ôcéis tão de sacanagem cun nóis”?
Essa nem Zé Bêdêu, o derradeiro abestado crédulo da Praça do Ferreira, em Fortaleza, consegue ‘engolir e digerir’, mesmo atendendo à ‘delicada’ sugestão do ‘nutricionista’ Collor ‘aquilo roxo’ de Mello
.

Pois é, abestalhados Tupiniquins. A coisa tá mudando pra que tudo continue igual.

— José “a crise não é minha, é do senado” Sarney, continua com o bigode aboletado no trono digno das intrigas de um Ricardo III;

Arthur Virgílio ‘pagou’ a quebra de decoro com a devolução da grana que recebeu indevidamente, e continua cobrando moralidade dos outros;

o bigode do Mercadante continua renunciavelmente irrenunciável falando abobrinhas;

Collor de Mello, Lulista desde criancinha, continua com o olhar furibundo provocando indigestão na ética e na moralidade;

Romero Jucá, com mais processos na justiça que o Daniel Dantas, é líder do “honrado” governo do apedeuta, e é relator de CPI para apurar falcatruas na Petrobras. Há, há, há;

e, no conjunto da ‘obra’, os senadores continuam ‘obrando’ nas nossas cabeças e metendo a mão no seu, no meu, no nosso sofrido dinheirinho.

Acham pouco? Leiam aí abaixo mais uma ‘pequena’ amostra do conteúdo do saco de maldades que suas (deles) ex-celências nos proporcionam.

O editor

PS 1. Estou procurando no portal do senado, e alhures, a informação que foram assinados, pela mesa diretora do senado, novos atos secretos para validar outros atos secretos. Uáu!

PS 2. 19 dos 81 senadores em exercício (sic) são suplentes que não tiveram um só votinho >>aqui

PS 3. Pra não se sentirem diminuídos nesses assuntos de mão grande, os deputados federais aprovaram a lei que cria mais 7mil novos cargos de vereadores.

PS 4. Que tal um só insignificante diazinho sem senadores e deputados, pra não congestionar a boca do caixa, não aumentando o tráfego entre os trêfegos?


Entre cursos pagos pelo Senado no exterior, há capoeira em Cingapura e inglês no Havaí

A lista de cursos pagos, parcial ou integralmente, e de licenças remuneradas concedidas pelo Senado a seus servidores para atividades em escolas e congressos no Brasil e no exterior revela distorções e casos considerados absurdos. Servidores fizeram cursos como medicina do sono em São Paulo, judô no Japão, capoeira em Cingapura, contraterrorismo em Washington, cultura italiana em Florença, inglês no Havaí, problemas europeus em Portugal, ou tecnologia da informação no Vale do Silício, nos Estados Unidos.

O documento com os dados foi enviado ao líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM). Surpreso com o tamanho da lista, mesmo com dados restritos, Virgílio, autor do requerimento de informações, fez nova solicitação à Casa. Quer detalhes sobre quanto se gastou de dinheiro público, por exemplo, com um funcionário que fez curso de inglês no Havaí por quase três meses, em 2005.

Desde 1991, servidores do Senado correram o mundo participando de 129 cursos ou congressos, sendo 94 com ônus limitado para a Casa (com salário e/ou curso pagos), 23 com licença-capacitação (direito a cada cinco anos trabalhados, com salário pago), quatro sem ônus (licença sem vencimentos), e oito com ônus total (diárias, curso, passagens, salário pagos). Na lista, constam também cursos e experiências qualificadas.

A licença-capacitação é concedida ao servidor efetivo a cada cinco anos trabalhados. Ele tem direito a 90 dias de licença remunerada para fazer o curso que quiser. Mas há casos de quatro servidores que fizeram cursos parcialmente pagos pelo Senado, com duração de mais de quatro anos.

– O levantamento é confuso. Não dá para ver a lotação de cada servidor beneficiado com essas licenças, quem tem direito, quanto o Senado pagou , se é funcionário de carreira ou comissionado. Vou pedir à 1ª secretaria mais informações. Quero saber, por exemplo, por que um profissional do Senado tem que fazer um curso de Gestalt/terapia e congraçamento familiar. Nem sei o que é isso. E por que um curso de capoeira em Cingapura e de inglês no Havaí? – disse Virgílio.

– O Arthur ainda não me pediu para complementar o levantamento. Se ele pedir, vamos responder. No caso da licença-capacitação de 90 dias é de lei. Os outros, em que o servidor ficou fora quatro anos, nós vamos investigar e ver caso a caso – disse Heráclito Fortes (DEM-PI), 1º secretário.

“Interesse da administração”

Na lista, constam informações sobre oito servidores que fizeram cursos no exterior com todas as despesas pagas pelo Senado, como publicou na segunda-feira o GLOBO. Um deles é Marcos Magalhães Aguiar, que participou do XV Congresso Internacional de Arquivos – Arquivos, Memória e Conhecimento, entre 23 e 29 de junho de 2004 em Viena, Áustria, com ônus total para a Casa. Segundo Marcos, consultor legislativo, seu afastamento se deu por solicitação de treinamento externo, e atendeu ao requisito de interesse real e comprovado da administração.

– O evento não era apenas treinamento ou apresentação de trabalho, mas constituía oportunidade para o Arquivo do Senado Federal pleitear representação na Seção de Arquivos dos Parlamentos e de Partidos Políticos do Conselho Internacional de Arquivos. O Senado Federal tem uma política de formação e qualificação de servidores. Se há desvios, que sejam apurados – justificou.

– No máximo, o Senado pagou parcialmente os salários desses servidores, como está previsto na lei do Regime Jurídico Único. Muitos simplesmente pediram licença não remunerada para fazerem cursos de mestrado e doutorado, arcando com os custos – completou o consultor jurídico do Senado Marcos José Mendes, do Centro de Altos Estudos do Senado.

Maria Lima/O Globo

PSDB ‘engole e digere’ Sarney pra salvar Arthur Virgílio

Brasil: da série “me engana que eu gosto”!

Para salvar tucano, oposição não recorrerá da decisão

Manobra é fruto de acordo informal com governistas para garantir absolvição de Arthur Virgílio no conselho

Movimento essencial no script do acordão, a oposição não deverá recorrer ao plenário do Senado da decisão do Conselho de Ética que resolveu engavetar ontem 11 ações por falta de decoro parlamentar contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), e uma representação contra o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio Neto (AM).

A decisão da oposição é fruto de um acordo informal com os governistas, o qual permitiu que o tucano fosse absolvido por unanimidade no Conselho de Ética. Foram 15 votos pelo arquivamento da representação contra Arthur Virgílio, acusado de pegar emprestado dinheiro do ex-diretor geral do Senado Agaciel Maia e de pagar salário durante mais de um ano um funcionário de seu gabinete que morava no exterior.

“Os assessores técnicos do Senado afirmaram que não cabe recurso da decisão tomada pelo conselho. O recurso seria mais um ato político”, afirmou ontem o líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN). Apesar das divergências em sua bancada, os democratas votaram unidos pela a abertura de processo contra Sarney.

Titular do Conselho de Ética, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) não apareceu na sessão sob a alegação de que faz parte da Mesa Diretora do Senado e, por isso, não se sentia à vontade de votar contra Sarney. Primeiro suplente no conselho, o senador Antonio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA) justificou os laços históricos entre Sarney e seu pai para não aparecer na votação. Em seu lugar, a senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) seguiu a determinação do partido e votou pela abertura de processo contra o presidente da Casa.

Apesar de comandar o Ministério do Trabalho e formalmente integrar a base do governo, o PDT votou contra Sarney.

EstadãoEugênia Lopes e Christiane Samarco

DEM censura blog no Paraná

Contra a censura! Sempre! Antes que Cháves!

Dessa vez foi no Paraná é a tesoura censória é manobrada por um político do DEM. Alías, repito, chamar de democratas um partido com Marco Maciel, Heráclito Forte, José Agripino, Jorge Bornhausen, José Roberto Arruda – aquele que renunciou pra não ser cassado no escândalo do painel do senado – , e outros Arenistas só pode ser gozação.

O Blog do Cássio está sendo processado pela prefeitura de Nova Londrina (PR) para que divulgue suas fontes de informação e submeta seus artigos para prévia avaliação e publicação só depois de receberem um “ok” da administração local (DEM). Podem ver a história completa aqui.

Publiquei um artigo em solidariedade e pediria, a quem desejar contribuir com a divulgação dessa censura prévia absurda que viola a própria constituição, que fizesse o mesmo.

Afinal de contas, qualquer um de nós pode ser a “próxima vitima” e só com uma repercussão maciça os políticos entenderão que essas práticas surtem apenas o efeito contrário ao que desejam.

O artigo que publicado pode ser lido aqui.