Eleições 2014: Marina Silva e a “Rede” que começa com ares de “balaio de gatos”.

Marina Silva Rede de Sustentabilidade Partidos Políticos Blog do Mesquita 01E a ‘Rede’ de Dona Marina Silva? Hein?

A ex-senadora parece não compreender que os 20 milhões de votos que obteve na última eleição presidencial, foram mais para firmar um protesto do eleitor que apoiar sua (dela) candidatura.

Ao longo de toda sua atuação na política a senhora Marina Silva nunca deixou claro “a que veio”. Em política, desde Péricles na Grécia, o que não começa sensato não adquire sensatez por mais repetitivo que seja o discurso. E o discurso assim elaborado se esgota rápido.

É no mínimo indignação seletiva, a declaração de que o partido não aceitará ‘doações da indústria de bebidas, mas estará aberto às doações de banqueiros’.

Faz parte do blá, blá, blá politiqueiro o falar um monte de clichês bobos. Espanto, e muito, me causa comprovar que há uma trupe aparentemente alfabetizada deslumbrada com essas falácias.

Agora, o ajuntamento de Dona Marina já começa no mínimo estranho:
1. Convida Suplicy e Heloísa Helena. Menos para tecer uma rede e mais para trançar balaio de gatos.
2. Rede já remete ao imaginário que é para pescar peixinhos e tubarões.
3. Ao declarar que não será oposição nem situação, adota, a meu sentir a estratégia oportunista do “murismo” característico do partido do Renan e do Sarney.

Dilma, Aécio, Marina, Alckmin, o outro lá de Pernambuco, talvez Lula – cruz credo, … Que república.

Ps. Para não dizer que não tenho senso de humor, mas esse negócio de rede está mais para supermercado. Ou a ideia é essa?


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Eleições 2010: Marina Silva e a mágica de governar sem conchavos

[…]”Tá legal.
Eu aceito o argumento
Mas não me altere a realidade tanto assim”[…]

Parafraseando Paulinho da Viola, até acredito que se deva dar um crédito de ingenuidade ecológica à amazônica candidata. Acontece, tem sempre um acontece no meio do caminho, que considerando o modelo atual de se fazer política no Brasil, do toma-lá-dá-cá, praticado por todos os partidos é quase impossível não haver alianças. Inclusive as mais espúrias. Como pensar em governar com lisura, sem acordos ou loteamento de cargos, tendo a reboque Sarneys, Renans, Barbalhos, Quércias e outras indeléveis personas da mais rasteira politicagem? Fica muito difícil ao eleitor menos informado – a maioria – conhecer os meandros do funcionamento do Congresso Nacional, a ponto de saber distinguir o que são alianças, como instrumento legítimo de governo, dos conchavos que são a perversão da política.
O Editor


‘É possível governar sem troca de favores’, diz Marina Silva. Ela voltou a dizer que, se eleita, se juntará ao ‘melhor’ dos outros partidos.
E mais[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]
‘Quero governar com os melhores do PT e do PSDB
– ‘Sou a única que precisa do eleitor’, diz Marina Silva
Marina defende atuação de Dilma na ditadura e critica rótulo de ‘terrorista’

A candidata à Presidência pelo PV, Marina Silva, afirmou nesta quinta-feira (29) que, se eleita, quer construir uma base aliada que não seja pautada pela troca de favores. Ela concedeu entrevista ao programa “Vanguardão”, na Rádio Auri-Verde, de Bauru, no interior de São Paulo.

Questionada sobre como administraria a relação com os aliados e como lidaria com a troca de favores, ela afirmou:

“Eu acho que é possível governar sem troca de favores. Isso tem que acabar. Ninguém governa sozinho, mas quem disse que as pessoas só se juntam por troca de favores. O eleitor que vota não é por troca de favores.

Eu conheço no Congresso quem vota sem troca de favores. Eu posso citar nomes, tem o Eduardo Suplicy, o Pedro Simon, a Heloisa Helena. Eu mesma nunca votei por troca de favores.”

Depois, ao falar sobre qual seria sua primeira ação como presidente, respondeu que seria implantar suas promessas de campanha. “Iria olhar para o Congresso e construir uma base que não seja criada com troca de favores.”

Marina voltou a dizer que gostaria de fazer alianças com os partidos dos adversários na disputa, PT e PSDB.

“É preciso se juntar aos melhores para governar o país. Os melhores do PT, PSDB, PMDB. Existem pessoas em todos os partidos. Tem que ter disposição para dialogar, convencer e mostrar que não é o dono da verdade. Precisa do apoio e das ideias dessas pessoas.

A candidata do PV disse ainda que, ao contrário dos adversários, se ela for eleita, o responsável será o eleitor. “Que o eleitor brasileiro me ajude a chegar [à Presidência]. Meus concorrentes, se chegarem, vão achar que ganharam pelas alianças, pela estrutura, tempo de TV. Eu só teria um segmento. O homem, a mulher, o jovem, a criança, o empresário, o trabalhador brasileiro.”

Marina destacou a origem humilde e disse que conhece desde “as filas do serviço de saúde onde já foi atendida como indigente” até “os melhores hospitais do Brasil”. “Só quem conhece com profundidade a vida do povo será capaz de respeitar os avanços, mantendo o Bolsa Família e encarando os novos desafios.”

Em Bauru, Marina ainda vai inaugurar uma Casa de Marina, espécie de comitê domiciliares onde militantes distribuem material de campanha da candidata para outros eleitores. A candidata também participa de um comício na cidade de Bauru na parte da noite.

G1

Eleições 2010: Marina Silva lança blog e twitter

Marina turbina presença na internet com blog e Twitter

Blog ‘Minha Marina’ mostrará rotina de pré-candidata ao Planalto.

Página tem semelhanças com site utilizado por Obama na campanha.

De olho nas eleições de outubro, a pré-candidata do Partido Verde à Presidência, senadora Marina Silva, turbinou nessa semana sua presença no mundo virtual.

A senadora estreou quarta-feira (3) o blog “Minha Marina”, onde promete, já no primeiro post, mostrar sua rotina de candidata. Na quinta (4), voltou a escrever em sua página na rede de microblogs Twitter, criada em 22 de janeiro.

[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]Antes de Marina, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), foi o primeiro presidenciável a apostar no Twitter, em junho de 2009. Hoje, o tucano conta com 162 mil seguidores. Sem qualquer divulgação, a senadora do PV arregimentou em 14 dias mais de 1,3 mil seguidores. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que deverá disputar a Presidência pelo PT, não tem perfil no site.

Semelhanças com Obama

Além das postagens em estilo de diário, o blog “Minha Marina” reúne biografia, artigos e fotos da senadora. A novidade fica por conta de uma aba de “Fatos e Versões”, onde ela pretende responder a boatos venham a surgir durante a campanha eleitoral e esclarecer sua opinião sobre assuntos polêmicos.

Espaço semelhante era usado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante sua vitoriosa campanha, em 2008. Aliás, o nome da página de Marina remete ao utilizado por Obama (www.my.barackobama.com), assim como a foto da senadora, cujo estilo parece o utilizado em um famoso cartaz do presidente dos Estados Unidos. Marco Mroz, um dos coordenadores da campanha da senadora, diz que o desenho foi feito por uma comunidade indígena da Amazônia.

Polêmicas

A primeira polêmica abordada por Marina foi a descriminalização do aborto. A senadora defende um plebiscito para decidir sobre o assunto.

“Eu não faria um aborto e não advogo em favor dele”, escreveu Marina. “Mas reconheço que existem argumentos relevantes dos dois lados da discussão. Essas situações acontecem em momentos de muito sofrimento e desamparo e não podem ser tratadas de forma simplista e maniqueista.”

Twitter

No Twitter, Marina, por enquanto, mantém o foco em informações sobre as articulações para sua candidatura, sem contar detalhes de seu dia-a-dia, como fazem outros políticos. A primeira postagem da senadora deu o tom pretendido para sua campanha: “Espero que esta campanha seja feita com debates e não com embates.”

Marina já demonstra habilidade em interagir com seus seguidores – requisito fundamental para um perfil bem sucedido em redes sociais. Só hoje, até o início da tarde, a senadora já havia respondido a 13 mensagens de leitores, com muitos agradecimentos e “risadas” virtuais.

Ela aproveitou ainda para elogiar a atuação de Heloísa Helena, presidente do PSOL. “Tenho imensa gratidão pela forma como Heloísa Helena conduziu a negociação de apoio ao PV. Ela é uma irmã e vou fazer tudo para ela se reeleger”, disse, em referência à possível candidatura ao Senado de Heloísa. Atualmente, a ex-senadora é vereadora em Maceió.

Eleição de 2010 vai passar pelo Twitter e pelos blogs, diz Dilma

Para marqueteiros, campanha na internet deve buscar interação com eleitor

Agência Estado
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Eleições 2010: Marina escolhe executivo da Natura Cosméticos para vice presidente na chapa do PV

Guilherme Leal, Presidente da empresa de cosméticos Natura é o vice de Marina Silva.

Foto: Clayton de Souza/AE

A senadora Marina Silva (PV-AC) confirmou nesta quinta (28) o empresário Guilherme Leal, co-presidente da Natura, como o candidato à vice de sua chapa para a Presidência. Segundo Marina, Leal é um empresário que discutia e se preocupava com a sustentabilidade “quando o tema ainda não era moda”.

A senadora e pré-candidata à Presidência minimizou o anúncio do PSOL de que não apoiará oficialmente sua candidatura e reafirmou que, apesar da ausência de aliança, vai apoiar Heloísa Helena ao Senado por Alagoas.

Eleições 2010: PSOL não quer aliança com Gabeira e rompe com Marina Silva

O partido de Heloisa Helena detectou mau cheiro no acordo com o Partido Verde, no qual identificou rastro do DEM e do PSDB. Assim, a senadora Marina Silva perde o apoio da bolivariana alagoana.

O Editor


PSOL rompe aproximação com Marina Silva após aliança PV-PSDB no Rio

A Executiva Nacional do PSOL decidiu nesta quinta-feira encerrar as conversas com o PV para o apoio à candidatura da senadora Marina Silva (PV-AC) à Presidência da República. Segundo a direção do partido, o principal motivo do rompimento é a decisão do PV de se coligar com o PSDB na disputa para o governo do Rio de Janeiro.

“Não queremos relações próximas com candidaturas conservadoras. Queremos uma candidatura autônoma, independente, não satélite das que estão aí”, disse o secretário-geral do PSOL, Afrânio Boppré, após reunião da Executiva Nacional, em Brasília.

O coordenador-geral da pré-candidatura de Marina Silva, o vereador do Rio de Janeiro, Alfredo Sirkis (PV), afirmou que a decisão do PSOL não surpreende. “De fato nunca considerei essa hipótese [de aliança]. Há diferenças substanciais entre os dois partidos”, afirmou.

No entanto, para ele, é possível fechar com o PSOL alianças estaduais como no caso de Alagoas, onde Heloísa Helena sairá candidata ao Senado. Segundo Sirkis, a desistência do PSOL é de certa forma positiva. “É preocupante fazer uma aliança, escamoteando as divergências, que podem aparecer no meio da campanha. É melhor não haver aliança nacional e haver acordos estaduais”, diz o vereador.

Com a decisão da Executiva Nacional, o grupo da presidente nacional do PSOL, Heloisa Helena (AL), decidiu lançar o presidente do partido em Goiás, Martiniano Cavalcanti, como pré-candidato do partido à Presidência. Além de Cavalcanti, os ex-deputados Babá e Plínio de Arruda Sampaio também já lançaram suas pré-candidaturas.

A convenção nacional do partido, marcada para os dias 10 e 11 de abril, vai decidir quem será o candidato da legenda ao Palácio do Planalto.

Heloísa Helena, que disputou a Presidência pelo PSOL em 2006, ficando em terceiro lugar, deve tentar neste ano voltar ao Senado por Alagoas. Ela não concedeu entrevista após a reuniu porque não estava se sentindo bem.

Fernando Gabeira

A movimentação contra a aproximação com o PV começou depois que o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) admitiu a possibilidade de entrar na disputa estadual em coligação com o PSDB. Apontado como o candidato ideal do governador José Serra (PSDB), Gabeira tem aval de Marina Silva.

Segundo reportagem da Folha publicada na terça-feira (19), Gabeira não apoiará o governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Pelo menos no primeiro turno. Ele disse que apoiará “unicamente” Marina Silva.

Na semana passada, um manifesto divulgado pela deputada Luciana Genro (PSOL-RS) e mais dois integrantes da Executiva Nacional já indicava o possível rompimento das negociações com o PV. Na ocasião, eles condicionaram o apoio à Marina Silva à desistência da candidatura de Gabeira ao lado PSDB.

“Quando iniciamos a discussão para a aliança [com Marina], um dos pressupostos era uma candidatura independente das forças políticas”, afirmou Luciana. Segundo ela, essa independência deve refletir nos palanques estaduais.

Gabriela Guerreiro/Folha Online, em Brasília

Eleições 2010: Collor, Renan e Dilma. Todos no mesmo saco!

Ô raça! Né não?
Autentico exemplo da falta de instituições democráticas. Em um país com democracia real, a maioria dos políticos brasileiros estaria na cadeia. O Brasil, infelicitada pátria dos Tupiniquins analfabetos políticos, o voto não corrige. Premia o retorno de figuras como Collor, a manutenção na vida pública dos ‘Renans’ e a possibilidade de ascender à Presidência da República a senhora Dilma Rousseff, figura que não porta o menor viés de democrata.

O Editor.


Collor pode abrir um palanque para Dilma em Alagoas

Sem alarde, Fernando Collor (PTB) perscruta as chances de retornar ao governo de Alagoas em 2010.

Um dos entusiastas da candidatura de Collor é Renan Calheiros, líder do PMDB no Senado.

Renan fora aliado do Collor presidente. Tornara-se adversário do Collor varejado por corrupção. Virara inimigo do Collor do impeachment.

Mandara ao freezer o Collor do ostracismo. Por fim, Renan descongelou suas relações com o Collor redivivo do Senado.

Um Collor surpreendente, agora aliado do mesmo Lula que derrotara, com métodos heterodoxos, nas urnas presidenciais de 20 anos atrás.

Tenta-se pôr de pé, ao redor deste “novo” Collor, uma coligação de pelo menos nove partidos: PTB, PMDB, PR, PCdoB, PT, PMN, PRB, PSC e PP.

São legendas que, em Brasília, integram o consórcio partidário que gravita ao redor de Lula.

Algo que permitiria a Collor oferecer seu eventual palanque alagoano a Dilma Rousseff, a presidenciável de Lula e do PT.

Renan estimula a candidatura Collor de olho na composição da chapa, que integraria numa das duas vagas destinadas aos candidatos ao Senado.

Move-se por pragmatismo. No caminho de sua reeleição há duas pedras. A julgar pelas pesquisas alagoanas, o par de pedras tem potencial para deixar Renan sem mandato.

Chama-se Heloisa Helena a primeira rocha. Ex-senadora, candidata derrotada à Presidência em 2006, virou vereadora de Maceió em 2006.

Presidente nacional do PSOL, HH está decidida a retornar ao Senado. Desistiu de brigar pelo Planalto.

Tenta enfiar o seu partido dentro da candidatura presidencial da amiga Marina Silva (PV).

O outro adversário de Renan é o ex-governador alagoano Ronaldo Lessa (PDT). Frequenta as pesquisas como segundo colocado na corrida ao Senado, atrás de HH.

Até o início de 2009, Renan embalava uma aliança com o atual governador de Alagoas, o tucano Teotônio Vilela.

Candidato à reeleição, Teotônio tornou-se um azarão. Coleciona índices mirrados de intenções de voto. Coisa na casa dos 5%.

Renan enxerga em Collor –dono de um jornal, de uma TV que repete em Alagoas o sinal da Globo e de uma rede de rádios— um candidato mais viável que Teotônio.

Tomado pelas pesquisas, só haveria um político em Alagoas capaz de deter o retorno de Collor ao governo estadual.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Chama-se Cícero Almeida. É filiado ao PP, outro sócio minoritário do consórcio partidário de Lula.

Em 2008, Cícero foi à cadeira de prefeito da capital, Maceió, numa votação em que beliscou notáveis 81,5% dos votos válidos.

Nas pesquisas para o governo, Cícero coleciona algo como um terço dos votos dos alagoanos. Mais do que Collor, que oscila entre 20% e 25%.

Cícero hesita, porém, em embrenhar-se na disputa pelo governo. Sabe que enfrentará, além de Collor, o conglomerado de mídia e os arranjos políticos que estão por trás dele.

Receia perder a cadeira de prefeito, da qual teria de se separar por renúncia, e arrostar uma derrota na briga pelo governo.

Por ora, tampouco Collor se assume como candidato. Mas todo o aparato político que gravita ao seu redor move-se como se a candidatura fosse incontornável.

Alan Marques/Folha de S. Paulo

Heloisa Helena ‘escapa’ da cassação pela Câmara Municipal de Maceió

Câmara de Maceió livra Heloísa Helena da cassação; PSOL confirma candidatura ao Senado

A Comissão de Ética da Câmara de Vereadores de Maceió (AL) decidiu arquivar o processo por quebra de decoro parlamentar e absolveu a vereadora e presidente nacional do PSOL, Heloísa Helena.

Depois de cinco meses de análise, o relatório final foi apresentado em sessão especial aberta ao público nesta quinta-feira (24). Todos os cinco integrantes da comissão acompanharam o voto do relator, vereador Galba Novaes (PR).

Em junho, Heloísa Helena teve o pedido de cassação feito pela vereadora Tereza Nelma (PSB), a quem chamou de “porca trapaceira” e insinuou que ela seria “ladra de próteses de crianças deficientes” durante discurso no plenário.

Heloísa Helena não compareceu à sessão da Câmara, já que está em viagem ao interior por conta de um familiar adoentado. A vereadora Tereza Nelma também não esteve na Câmara, nem justificou a ausência. Após a sessão, nenhuma das duas atendeu as ligações da reportagem para comentar a decisão.

O presidente do PSOL em Alagoas, Mário Ágra, afirmou que a absolvição ratifica a candidatura de Helena ao Senado Federal em 2010. “Já era certa essa candidatura, porque acreditávamos na absolvição. Mas agora é 100% certo”, afirmou.

Sobre a votação da Comissão de Ética, Ágra assegurou que o resultado fez justiça à colega de partido. “As acusações foram tão ridículas, que tinha certeza que não seria outro o encaminhamento da Casa que não fosse pelo arquivamento”, disse.

O único companheiro de PSOL na Câmara de Maceió, Ricardo Barbosa, também acompanhou a votação do relatório e comemorou o desfecho do caso. “Foi uma decisão técnica-jurídica. Como advogado, sabia que isso teria que acontecer, até porque existem decisões de tribunais superiores nesse sentido”, argumentou.

Relatório “impróprio”

Segundo o relator do processo, a acusação foi rejeitada por ser classificada como “imprópria” para a pena proposta. “Não se pode penalizar um parlamentar por conta de suas opiniões. Esse é um entendimento inclusive do STF [Supremo Tribunal Federal]. O que está em jogo, mais que um mandato, é a representatividade do povo”, alegou.

Para fundamentar juridicamente a decisão, o relator assegurou que, para cassar um parlamentar, é necessário que a representação seja feita por um partido, pela Mesa Diretora da Casa ou mesmo pela Comissão de Ética. “Isso não poderia jamais acontecer por uma representação individual, como foi o caso em análise”, destacou.

Sobre as acusações, Novaes entendeu ainda que elas aconteceram de forma mútua. “As agressões foram recíprocas, e as palavras também se encontram resguardadas pela imunidade parlamentar”, afirmou o vereador.

Carlos Madeiro/UOL

Processo ameaça volta de Heloísa Helena

Os Tupiniquins podem ter que aturar o boiadeiro mais 8 anos no Senado. O Cháves de saias, quer dizer, de calça jeans e camiseta, das Alagoas, pode se perder, mais uma vez, pela língua.

Argh!
O editor


Considerada a candidata mais forte para enfrentar Renan Calheiros (PMDB) na disputa por uma vaga no Senado em 2010, a vereadora Heloísa Helena (PSOL) responde, há cinco meses, a um processo de cassação de mandato que pode atrapalhar seus planos de voltar a Brasília. Heloísa é acusada de quebra de decoro parlamentar por ter chamado a vereadora Tereza Nelma (PSB) de “porca trapaceira” e de “ladra de prótese de criancinhas”.

O relator do processo contra Heloísa Helena, vereador Galba Novaes (PRB), disse que aguarda a cópia das gravações em áudio das duas sessões em que ocorreram os xingamentos. Heloísa acusou Nelma de desviar R$ 162 mil de verba de gabinete para o próprio bolso.

Após a chegada das provas, os vereadores terão cinco sessões para avaliar as acusações e pôr o assunto em plenário, e decidir se Heloísa terá o mandato cassado ou não. Esse é o primeiro processo de quebra de decoro contra um vereador de Maceió. É também o único que pede a perda de mandato. Na Câmara, há vereadores respondendo na Justiça por compra de votos e assassinato.

— Vereador pode roubar cofres públicos, mas não pode chamar o outro de porco — disse Heloísa, numa das poucas vezes em que falou do assunto após o episódio.

— Não houve pedido nem de Collor, nem de Renan, nem do governador nem de ninguém para não levar o processo adiante ou para pedir a cassação. O caso será analisado sob a ótica jurídica — disse Novaes.

O Globo/De Odilon Rios
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Heloísa Helena é ouvida pela Comissão de Ética

Ex-senadora responde por quebra de decoro parlamentar, depois de ter chamado vereadora de ‘porca trapaceira’

Da Gazetaweb:

A vereadora Heloisa Helena (Psol) [está sendo ouvida] pela Comissão de Ética da Câmara Municipal de Maceió. Ela responde por quebra de decoro parlamentar, depois de ter chamado a vereadora Tereza Nelma (PSB) de ‘porca trapaceira’.

A reunião ocorre no auditório de uma faculdade particular, no bairro de Cruz das Almas, onde funciona provisoriamente a sede da Câmara.

A discussão entre as duas vereadoras foi motivada a partir de um projeto de lei, de autoria da parlamentar do Psol, que versa sobre a prorrogação do mandato de conselheiros tutelares de Maceió.

Tereza Nelma teria afirmado, em plenário, que Heloísa praticava ‘pirataria legislativa’, denunciando que a mesma teria copiado o projeto – que acabou recebendo parecer contrário de comissão presidida por Nelma.

Heloisa chegou à sede da Câmara acompanhada por seu advogado e antes de prestar depoimento falou com nossa equipe.

Ela enfatizou o respaldo jurídico que os parlamentares têm ao falar em sessão plenária. “Os parlamentares têm o direito de falar o que pensam, toda a jurisprudência sabe desse direito”, disse.

“Tem gente que quer inventar moda no Estado em Alagoas, quem é ladrão não vai para Conselho de ética e quem é como eu, que diz o que pensa e não gosta de bandido, acaba indo para o Conselho”, declarou.