A imprensa e as guerras urbanas do século 21

Guerrilha Urbana Blog do MesquitaAs previsões feitas por um livro que será lançado agora em outubro na Europa e Estados Unidos têm todos os motivos para preocupar quem vive em grandes cidades e em especial a imprensa.

Out of the Mountains, The Coming Age of the Urban Guerrilla (Longe das montanhas, a futura era da guerrilha urbana) parte de uma pesquisa acadêmica e de levantamentos estatísticos para afirmar que nas próximas décadas todos os grandes conflitos mundiais terão como palco as megacidades em vez de regiões selvagens e pouco habitadas.

A velha guerrilha estilo Sierra Maestra, em Cuba, no final da década de 1950, ou nas selvas do sudeste asiático nos anos 1970, está sendo substituída por sequestros em shopping centers, atentados contra hotéis, bancos, escolas e grandes edifícios localizados no coração de cidades superpovoadas e cheias de problemas.

David Kilculle, o autor do livro, é um pesquisador de assuntos militares que desde o ataque às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001, vem estudando o papel das grandes cidades na estratégia de grupos insurrecionais.

Ele investigou o massacre da escola secundária de Beslan, na Rússia, e o ataque contra hotéis e bancos de Mumbai, na Índia, também em 2008. Kilcullen acaba de publicar um artigo no jornal The Guardian onde estende a sua análise à morte de 67 a 130 pessoas (o numero total ainda é desconhecido) num shopping center em Nairobi , no Quênia, na terceira semana de setembro.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]O livro analisa o crescimento exponencial das cidades na África, Ásia e América Latina e a formação de guetos de imigrantes pobres em capitais europeias e nas metrópoles norte-americanas. A explosão demográfica nas áreas urbanas mais pobres multiplica os problemas e a insegurança da população, que diante da ineficiência e corrupção nos sistemas estatais acaba buscando proteção no crime organizado e movimentos insurrecionais. O surgimento de áreas urbanas fora do controle governamental é facilitado pelo uso dos sistemas de comunicação e interação da internet.

Kilculle diz, num dos capítulos do livro, que esse novo cenário dos conflitos contemporâneos torna necessária uma revisão no papel da imprensa como canal de comunicação nas comunidades urbanas. O aumento da fragmentação social nos grandes centros urbanos gera a necessidade de uma maior interação informativa entre os vários segmentos da população para evitar o risco de tendências xenofóbicas alimentadas pelo medo, incerteza e isolacionismo.

Noutras palavras, em vez de preocupar-se prioritariamente em trazer notícias internacionais e nacionais para consumo das comunidades locais, a crescente tensão urbana cobra da imprensa uma maior circulação de notícias comunitárias como forma de inserir o jornalismo na busca de soluções desenvolvidas pelos próprios moradores.

Isto implica uma mudança nas estratégias editoriais da maioria dos jornais, revistas e emissoras de rádio ou TV nas grandes metrópoles, cujo distanciamento em relação às comunidades urbanas pode explicar por que os movimentos de protesto e as ações de grupos paramilitares invariavelmente pegam de surpresa as autoridades e a opinião pública.

O autor do livro Out of the Mountains afirma que os ataques em Mumbai e Nairobi foram precedidos por meses de cuidadosos preparativos que incluíram a montagem de redes de contatos e o uso de tecnologia de monitoramento para identificação de pontos estratégicos nas duas cidades.

Os movimentos insurrecionais do século 21 encontram nos guetos urbanos e no impacto midiático de ações localizadas os elementos-chave para estratégias de ação muito mais eficientes do que em territórios isolados e desconhecidos, onde há necessidade de muito mais gente para ações de repercussão muito menor. Para Kilculle, a crise urbana gerou uma relação custo/benefício muito mais atraente do que focos guerrilheiros nas montanhas.

A consciência dos desdobramentos da crise urbana ainda é um assunto inexplorado pela imprensa, que prefere o factualismo das explosões populares e dos atos de terrorismo, bem como o otimismo empedernido das autoridades, à produção de notícias e informações capazes de levar as pessoas a pensar.
Carlos castilho/Observatório da Imprensa

Zé Dirceu e o passado “esquecido”

Zé Dirceu em 1968
Um juiz aposentado, no passado companheiro de treinamento de guerrilha em Cuba, joga mais uma pá de cal na biografia de José Dirceu.

Essa não é a primeira estória a comprometer o passado de “luta pela democracia e contra a ditadura” de uma das mais reluzentes vestais do esquerdismo pátrio.

O passado do outro Zé, o Genoíno, precisa vir a lume para esclarecer as acusações de ‘entreguista’ que lhe foram imputadas.
José Mesquita – Editor


Passado contestado
Adriana Nicacio/Tribuna da Imprensa

José Dirceu, segundo o juiz aposentado Sílvio Mota, seu ex-companheiro no treinamento de guerrilha em Cuba, levou uma vida mansa, protegido e privilegiado por amigos de Fidel.

No fim de semana que antecedeu o início do julgamento do mensalão, o ex-ministro José Dirceu se recusou a participar de uma solenidade destinada a festejar um período obscuro de seu passado.

O ato público, convocado por organizações de esquerda, pretendia relembrar o Movimento de Libertação Popular (Molipo), um grupo formado por 28 exilados brasileiros que treinavam guerrilha em Cuba nos anos 70.

Dirceu, que era um deles, achou mais prudente evitar a aparição pública.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Além do ex-ministro, só há mais dois sobreviventes do Molipo: o juiz aposentado Sílvio Mota e o mestre-de-obras, também aposentado, Otávio Ângelo. Todos os demais foram mortos pela repressão quando retornaram ao Brasil.

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Mota quer distância de Dirceu

Sílvio Mota, contemporâneo das andanças cubanas de Dirceu, acha que o ex-companheiro fez bem em evitar as homenagens:  “Ele nunca combateu de verdade”, diz Mota.

PrivilegiadoSílvio Mota sente-se à vontade para desconstruir a imagem combativa do petista em sua passagem pela ilha de Fidel Castro. Ele guarda na memória a figura de um militante indisciplinado e cheio de privilégios.

Segundo Mota, enquanto os integrantes do Molipo participavam dos exercícios militares pesados, Dirceu levava uma boa vida, protegido por autoridades cubanas. “Ele preferia passar seu tempo nas salas de cinema”, conta.

José Dirceu refugiou-se em Cuba em 1969, depois de ter sido preso no Congresso da UNE, em Ibiúna, no interior de São Paulo, e trocado pelo embaixador americano Charles Elbrick.

Em pouco tempo, tornou-se íntimo do então presidente do Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográfica, Alfredo Guevara, amigo de Fidel Castro.

De acordo com o relato de Mota, Dirceu passou, então, a se aproveitar dos poderes de seu protetor para fugir do treinamento guerrilheiro.

“Dirceu era indisciplinado. Não combateu no Molipo, como também não havia combatido na ALN (Aliança Libertadora Nacional) no Brasil”, diz Mota.

Segundo o juiz aposentado, Dirceu logo conseguiu abandonar em definitivo o treinamento. Alegava dores nas costas. Assim, pôde livrar-se das horas seguidas de marchas na selva, sem alimentos na mochila e cantis vazios. Em condições insalubres, os militantes do Molipo passavam semanas sem banho, participavam de cursos de tiros e aprendiam a montar explosivos. Todos, menos o ex-ministro, réu do mensalão.

“O projeto de Dirceu sempre foi pessoal. E quis o destino que terminasse aparecendo essa sua verdadeira face oportunista”, diz Mota.

O juiz voltou ao Brasil em 1979, quatro anos depois de Dirceu. Depois da temporada em Cuba, os dois se viram poucas vezes. Mota chegou a se filiar ao PT, mas não seguiu carreira política. De Dirceu, prefere manter distância.

Eleições 2010: TSE concede direito de resposta ao PT no site do PSDB

Fico com a impressão de que quanto mais o Índio da Costa brande indiscriminadamente o tacape adolescente e pueril, mais pontos vai ganhando a candidata do chefe dos Tupiniquins. Com oposição nesse baixo nível de acusar por acusar, a nau das velas vermelhas navega em mares plácidos.
O Editor


TSE defere direito de resposta a PT em site do PSDB
O ministro Henrique Neves, do TSE, deferiu o pedido de resposta do PT às declarações de Índio da Costa, vice na chapa de José Serra.

Deu 24 horas ao PT para redigir sua resposta. E determinou que a peça seja veiculada durante dez dias no portal “Mobiliza PSDB”.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Foi nesse recanto da web, vinculado à campanha de José Serra, que o vice Índio concedeu, na última sexta, a fatídica entrevista.

Nela, vinculou o PT às “Farc“, ao “narcotráfico” e ao que “há de pior”.

Para Henrique Neves, “o tom ofensivo é evidente”.

O despacho do ministro anota:

“Tenho que a afirmação de ser o PT ligado ao narcotráfico e ao que há de pior é, por si, suficiente para a caracterização da ofensa e o deferimento do direito de resposta”.

Ao estipular a veiculação do repto por dez dias, Henrique Neves concedeu ao PT o dobro do prazo previsto em lei.

Por quê? Alegou que o PSDB já havia recorrido ao mesmo “expediente” — a vinculação do PT às Farc — na campanha presidencial de 2002.

Uma campanha em que o candidato tucano era o mesmo José Serra que agora mede forças com Dilma Rousseff.

“Adversários políticos não devem se tratar como inimigos. Mas ainda que assim se considerem, que seja, a cortesia é um dever”, ensinou o ministro.

A decisão, por monocrática, tomada por um julgador solitário, comporta recurso ao plenário do TSE.

blog Josias de Souza

Bolsa ditadura virou indústria

Elio Gaspari – O Globo

Conta que o assalto às arcas da Viúva, veneranda e desprotegida senhora, produziu milionários e avacalhou a velha esquerda.

“Se alguém quisesse produzir um veneno capaz de desmoralizar a esquerda sexagenária brasileira dificilmente chegaria a algo parecido com o Bolsa Ditadura.

Aquilo que em 2002 foi uma iniciativa destinada a reparar danos impostos durante 21 anos a cidadãos brasileiros transformou-se numa catedral de voracidade, privilégios e malandragens.

O Bolsa Ditadura já custou R$ 2,5 bilhões à contabilidade da Viúva. Estima-se que essa conta chegue a R$ 4 bilhões no ano que vem.

Em 1952, o governo alemão pagou o equivalente a R$ 11 bilhões (US$ 5,8 bilhões) ao Estado de Israel pelos crimes cometidos contra os judeus durante o nazismo.

O Bolsa Ditadura gerou uma indústria voraz de atravessadores e advogados que embolsam até 30% do que conseguem para seus clientes.

No braço financeiro do pensionato há bancos comprando créditos de anistiados. O repórter Felipe Recondo revelou que Elmo Sampaio, dono da Elmo Consultoria, morderá 10% da indenização que será paga a camponeses sexagenários, arruinados, presos e torturados pela tropa do Exército durante a repressão à Guerrilha do Araguaia.

Como diria Lula, são 44 “pessoas comuns” que receberão pensões de R$ 930 mensais e compensações de até R$ 142 mil.

Essa turma do andar de baixo conseguiu o benefício muitos anos depois da concessão de indenizações e pensões aos militantes do PC do B envolvidos com a guerrilha.

O doutor Elmo remunera-se intermediando candidatos e advogados. Seu plantel de requerentes passa de 200.

Ele integrou a Comissão da Anistia e dela obteve uma pensão de R$ 8.000 mensais, mais uma indenização superior a R$ 1 milhão, por conta de um emprego perdido na Petrobras.

No primeiro grupo de milionários das reparações esteve outro petroleiro, que em 2004 chefiava o gabinete do advogado Luiz Eduardo Greenhalgh na Câmara. O Bolsa Ditadura já habilitou mais de 160 milionários.

É possível que o ataque ao erário brasileiro venha a custar mais caro que todos os programas de reparações de todos os povos europeus vitimados pelo comunismo em ditaduras que duraram quase meio século.

Na Alemanha, por exemplo, um projeto de 2007 dava algo como R$ 700 mensais a quem passou mais de seis meses na cadeia e tinha renda baixa (repetindo, renda baixa). Na República Tcheca, o benefício dos ex-presos não pode passar de R$ 350 mensais.

No Chile, o governo pagou indenizações de 3 milhões de pesos (R$ 11 mil) e concedeu pensões equivalentes a R$ 500 mensais. Durante 13 anos, entre 1994 e 2007, esse programa custou US$ 1,4 bilhão.

No Brasil, em oito anos, o Bolsa Ditadura custará o dobro. O regime de Pinochet matou 2.279 pessoas e violou os direitos humanos de 35 mil.

Somando-se os brasileiros cassados, demitidos do serviço público, indiciados ou denunciados à Justiça chega-se a um total de 20 mil pessoas. Já foram concedidas 12 mil Bolsas Ditadura e há uma fila de 7.000 requerentes.

Os camponeses do Araguaia esperaram 35 anos pela compensação. Como Lula não é “uma pessoa comum”, ficou preso 31 dias em 1979 e começou a receber sua Bolsa Ditadura oito anos depois.

Desde 2003, o companheiro tem salário (R$ 11.239,24), casa, comida, avião e roupa lavada à custa da Viúva. Mesmo assim embolsa mensalmente cerca de R$ 5.000 da Bolsa Ditadura. (Se tivesse deixado o dinheiro no banco, rendendo a Bolsa Copom, seu saldo estaria em torno de R$ 1 milhão.)

O cidadão que em 1968 perdeu a parte inferior da perna num atentado a bomba ao Consulado Americano recebe pelo INSS (por invalidez), R$ 571 mensais. Um terrorista que participou da operação ganhou uma Bolsa Ditadura de R$ 1.627.

Um militante do PC do B que sobreviveu à guerrilha e jamais foi preso, conseguiu uma pensão de R$ 2.532. Um jovem camponês que passou três meses encarcerado, teve o pai assassinado pelo Exército e deixou a região com pouco mais que a roupa do corpo, receberá uma pensão de R$ 930.

Nesses, e em muitos outros casos, Millôr Fernandes tem razão: ‘Quer dizer que aquilo não era ideologia, era investimento?’”

Guerrilheiros do Sendero: da droga da ideologia à ideologia da droga

O ressurgimento do grupo que espalhou o terror pelo Peru nos anos 80 e 90 ameaça desatar um novo conflito em algumas regiões do país.

Fortalecidos pela associação com o narcotráfico, remanescentes da guerrilha Sendero Luminoso voltaram a agir principalmente no Vale dos Rios Apurimac e Ene – conhecido como VRAE .

Seu objetivo não é mais substituir as “instituições burguesas” por um regime comunista camponês, como no passado. Nos últimos meses, porém, seus líderes estão tentando revalorizar o componente ideológico do grupo para dar ares de “guerra popular” ao que hoje não passa de uma luta pelas rotas da droga.

O nome da operação que o governo peruano pôs em prática para combater o novo Sendero no VRAE é “Excelência 777”. Trata-se da maior operação militar da última década no Peru. Ela começou em agosto, mas nos últimos meses ficou clara a necessidade de mais investimentos.

Desde janeiro, 32 militares já morreram em 11 emboscadas na região. Na sexta-feira, no mais recente ataque, dois militares foram mortos por senderistas nas selvas do Peru. O chefe do Exército, Otto Guibovich, admitiu que o número de integrantes do Sendero pode chegar a 600 – o dobro do que as autoridades reconheciam até então.

“O Sendero Luminoso conseguiu mudar sua relação com a população e está avançando tanto que lembra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)”, disse Guibovich em abril. “Não descarto que haja uma relação com esse grupo, as técnicas empregadas são muito parecidas.”

De inspiração maoista, na esteira da proliferações de guerrilhas na região durante a Guerra Fria, o Sendero ganhou fama como a mais feroz e sanguinária organização revolucionária da América Latina. Chegou a ter 10 mil integrantes e foi responsável por mais de 35 mil mortes entre 1980 e 1999 – uma média de 5 assassinatos por dia.

por Ruth Costas –  O Estado de São Paulo

Dilma Roussef. Soltá-la não era prioridade para a guerrilha da Vanguarda Popular Revolucionária

Documento da Marinha reproduz texto atribuído à VPR em que ela é excluída de lista preferencial de trocas

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Documento atribuído pelo Centro de Informações da Marinha (Cenimar) à Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), organização de resistência armada à ditadura (1964-1985), exclui a hoje ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, das prioridades centrais da guerrilha urbana para libertação de presos políticos em 1970.

Encaminhado pelo órgão de repressão oito dias antes do sequestro do embaixador alemão ocidental Enfried Von Holleben, o texto lista 28 ativistas cuja liberdade deveria ser priorizada nas ações, mas destaca 19 com um “X” para ter “preferência em função de suas implicações”. Presa por integrar a direção da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), Dilma não estava entre os marcados para liberdade imediata.

O texto foi obtido pelo Estado no Arquivo Nacional, no acervo da extinta Divisão de Segurança e Informações do Ministério da Justiça, e se chama “Considerações sobre os objetivos de uma operação de sequestro”. É apresentado pelo Cenimar sob o título de “Informação”, de 3 de junho de 1970, número 278. “O documento em anexo foi elaborado pela VPR. Devemos estar preparados (…) para este aspecto da guerra revolucionária”, diz. “Com as recentes quedas de militantes importantes, acreditamos que o risco dos sequestros aumenta dia a dia.”

Em abril de 1970, ocorreram mais de 70 prisões, a partir de infiltração da Marinha na Frente de Libertação Nacional, que tinha contatos com a VPR e o MR-8. O texto diz que as trocas de presos por diplomatas causavam “profunda irritação” na oficialidade jovem e poderiam gerar “sérios problemas”.

O Cenimar afirma que o documento de seis páginas é uma “cópia”. No fim, traz os 28 nomes, distribuídos em quatro grupos, cada um por processo: dez para o da “VPR do começo de 69”; dez para o da ALN (Ação Libertadora Nacional); cinco para o da Ala Vermelha (dissidência do Partido Comunista do Brasil); e três para o da VAR-Palmares.

Quatorze dos 28 foram soltos nos sete meses seguintes: sete trocados pelo embaixador da então Alemanha Ocidental, Enfried Von Holleben (outros 33 foram libertados), e sete pelo embaixador da Suíça, Giovanni Enrico Bucher (outros 63 ativistas foram liberados) . Apenas 4 dos 14 não tinham o “X” ao lado do respectivo nome.

“Após discussão entre companheiros das várias organizações obedecendo ao critério de importância política, em termos de contribuição imediata no processo, combinado com a implicação jurídica dos companheiros, relacionamos que devem ser prioritariamente libertados”, diz o texto, antes de apresentar as quatro listas. Depois dos nomes, vem a observação: “(X – estes companheiros deve-se dar preferência em função de suas implicações).”[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Nenhum dos três nomes da lista da VAR-Palmares – incluindo Dilma – foi incluído nas listas de troca. Dos dez da VPR, organização que participou dos dois sequestros, só dois não foram trocados pelos diplomatas. Pelo menos um, Antonio Roberto Espinosa, fora para a VAR-Palmares. Três dos dez listados pela ALN, que participou da ação contra Holleben, também foram trocados. Dos cinco listados do processo da Ala Vermelha, três foram incluídos em listagens para libertação. Curiosamente, elas incluíram só uma das quatro mulheres mencionadas. Nenhum dos três ativistas da VAR foi trocado.

por Wilson Tosta – O Estado de São Paulo

O DOCUMENTO

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Gabeira, ex-guerrilheiro é bem recebido no Clube Militar

Enquanto alguns insistem em revirar o passado em busca de revanchismo, outros, aprendem com os erros e fazem da democracia a única forma possível da convivência entre os contrários. O ex-guerrilheiro Fernando Gabeira, autor do sequestro do Embaixador Americano no Brasil ocorrido durante o Governo Militar, e agora candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro, vai ao Clube Militar fazer palestra e recebe apoio para a eleição.

do O Globo
De Alessandra Duarte e Ludmilla de Lima:

Integrante da luta armada contra a ditadura, o candidato do PV, Fernando Gabeira, foi recebido em clima de cordialidade ontem no Clube Militar, no Rio. A “visita histórica”, como classificou Gabeira, que nunca havia estado no Clube, teve a presença do presidente da entidade, general Gilberto Figueiredo, e de cerca de dez outros militares, entre eles coronéis da diretoria do Clube, que reúne dez mil militares da reserva no Rio.

O general afirmou que “um grande número” de militares, sobretudo do Exército, disse a ele que vai votar no verde, apesar de haver outros que “jamais vão votar, por causa do passado”. Ele afirmou que o principal ponto em comum entre os militares e Gabeira é o combate à “imoralidade na política”:

– Se houve esse passado em lados opostos, hoje há um ponto de aproximação, a ação política (de Gabeira) de combate à imoralidade pública. Isso agrada muito a grande parte dos militares – disse o general, hoje na reserva e que por volta de 1970, quando Gabeira era perseguido pelos militares, era capitão e servia em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. – Há um simbolismo. É um encontro meio inusitado, um antigo guerrilheiro sendo recebido no Clube Militar.

– Estivemos em lados opostos na Guerra Fria. Mas temos pontos em comum: vontade de resolver as coisas na prática e resistência à corrupção e ao desvio do dinheiro público – completou Gabeira, que já acompanhou o Exército na Amazônia e na Antártica.

Terceiro mandato. A reeleição de Lula tá se formando na Colômbia de Uribe por conta do Tio Sam

Nem só de Cháves vive a ameaça à democracia na, quase sempre, caudilhesca e infelicitada América Latina.

Agora, sob as bençãos do grande chefe do norte, a politicalha colombiana prepara um golpe constitucional para dar ao Presidente Uribe um terceiro mandato.

Na enxurrada de demo-dólares na Colômbia, quem escapa do demo-tráfico de Uribe cai no narco-tráfico da guerrilha.
Do blog do Campello

Se Lula quiser a reeleição poderá ter o voto de mais três Senadores para mudar a Constituição.

Pelos discursos de apoio à política do Presidente Álvaro Uribe, mamulengo dos Estados Unidos, na Colômbia , e também pelos discursos de apoio de à “Democracia” instalada de cima para baixo naquele país, certamente Heráclito Fortes, do PFL do Piauí, José Agripino Maia, do PFL do Rio Grande do Norte e Arthur Virgílio Neto, do PSDB do Amazonas, votarão com a Emenda Constitucional que permite a reeleição infinita.

Com orientação e apoio total do Governo Bush, que impõe (?) a “Democracia Americana” na Colômbia, a Assembléia Nacional daquele país se prepara para alterar a Constituição e conceder um 3º mandato a Uribe. Álvaro Uribe teve suas duas primeiras eleições sob suspeita de fraude, com vitórias apertadas. Mas nossos Senadores atestam que ele é um democrata, e que o regime daquele país é uma democracia. Terceiro mandato portanto é democracia. Por coerência de princípios deverão apoiar também, aqui, no Brasil, essa novidade “democrática”.

Em tempo. O Senador José Sarney, PMDB do Amapá, aquele que luta para ter um Maranhão bem grande só para sí, também faz discursos inflamados em favor de Uribe e diz que 3º mandato só não presta se for para Hugo Chavez, da Venezuela. Na Colômbia pode.