Comissão da Câmara aprova projeto para proibir Waze

Os indigentes atacam novamente. Será que essa corja não têm coisas muito mais sérias a fazer? Agora ficar preocupado com um aplicativo… esse políticos ficam brincando de trabalhar.
No meio do trololó há essa gracinha“…aplicativo ou funcionalidade que identifique radares ou blitze pelo caminho”. Hahahaha! Então vão proibir todos os GPS, já que todos indicam os radares?
José Mesquita


Projeto quer vetar uso de aplicativos que avisem a ocorrência de blitze

 | HENRY MILLEO / Gazeta do Povo

HENRY MILLEO / Gazeta do Povo

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (30) um projeto que pode atrapalhar o futuro do aplicativo de navegação em mapas Waze no Brasil: de autoria do deputado Major Fábio (PROS-PB) o projeto de lei nº 5596, de 2013, pretende proibir o uso de aplicativos e redes sociais que alertem motoristas sobre a ocorrência de blitze no trânsito.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O texto pretende alterar o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), instituindo como infração o ato de conduzir veículo com dispositivo, aplicativo ou funcionalidade que identifique radares ou blitze pelo caminho. O Waze não comentou o assunto.

A partir da aprovação na comissão de tecnologia, o projeto segue para a Comissão de Viação e Transportes (CVT) e para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Incompleto.

Para Francisco Brito Cruz, diretor do instituto de pesquisa de direito digital Internet Lab, a aprovação do projeto na Comissão foi uma surpresa.

“Nenhum dos dados apresentados na audiência pública foi levado em conta no projeto de lei”, disse o pesquisador, que participou do debate sobre a proposta.

Para ele, “a preocupação com as blitz não será resolvida com bloqueio do Waze”, e a proibição desse tipo de aplicativo pode causar “prejuízos à inovação”, além de impedir que as pessoas usem o Waze quando precisam pedir ajuda às autoridades policiais.

O especialista criticou ainda a forma como o debate sobre o assunto foi conduzido. Ele acredita que houve pouca participação do relator do projeto, Major Fábio.

O projeto também desagradou a ativistas, que usaram as redes sociais para opinar sobre o tema: no Twitter, o chefe executivo de pesquisas do Instituto Beta – Instituto e Democracia, Paulo Rená, disse que “o PL tem redação incoerente e confusa, e ainda contradiz dispositivos claros do Marco Civil da Internet”.

Como nossos celulares “sabem onde estão” mesmo sem GPS?

Mesmo não conectado à internet, seu smartphone pode lhe dizer onde você está. Mas, afinal, como o aparelho faz isso? Em entrevista ao canal Computerphile, Derek MacAuley, professor da escola de Ciência da Computação da universidade de Nottingham, explicou objetivamente um dos métodos mais comuns utilizado por operadoras de telefonia e fabricantes de celulares.

Apesar de parecer complicada, a forma com que o rastreamento físico de celulares é feito baseia-se em princípios físicos bastante básicos (tais como distância entre dois ou mais pontos e velocidade de locomoção de objetos).

A explanação de MacAuley possui como fio condutor os processos de Cell ID. De fato: várias técnicas que fazem uso deste método de localização física existem.

Antes de desvelarmos, porém, alguns pormenores da tecnologia Cell ID, é importante entender os fundamentos deste mecanismo de localização.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Tecnologia compartilhada

Em suma, pode-se dizer que a localização de celulares em modo offline é possível graças ao compartilhamento de tecnologias – tais como a de ondas de rádio e de determinados protocolos. Sempre que uma ligação é feita, essas ondas são naturalmente interpretadas por terminais terrestres (aqui, a tecnologia GPS está sendo deixada de lado, deve-se deixar claro). Dessa forma, e a partir da leitura de parâmetros emitidos pelos próprios aparelhos, identificar a localização física de usuários acaba por ser um processo relativamente simples.

Mas alguns obstáculos podem fazer com que os cálculos de localização não sejam feitos de forma precisa. “Precisamos nos certificar de que dois ou mais sinais não estão sendo emitidos no exato momento. Se isso acontecer, um tipo de lixo será gerado; o que não permite o envio e recebimento de pacotes de sinais, pois há colisão”, observa MacAuley. A troca de dados entre celular e torres acontece, porém, em milésimos de segundos – aspecto este capaz de contornar eventuais fluxos travados de sinais.

E na prática?

Ao realizar uma chamada, o usuário emite um sinal à torre de telefonia mais próxima. E para que o “engarrafamento” entre sinais seja evitado, a operadora de precisa então gerenciar cada um dos milhares de impulsos recebidos. A “ordem de administração” de sinais leva em conta, portanto, o tempo gasto entre o envio e recebimento de impulsos – o que possibilita a medida da distância entre usuário e torre. Vale dizer que smartphones atuais são equipados com uma série de sensores capazes de mensurar a localização física: magnetômetro (que determina a direção do movimento), acelerômetro e giroscópio, por exemplo, podem fazer palpites baseados no padrão de movimentos dos usuários e “adivinhar” a localização do celular – este tipo de procedimento hospeda essas estimativas por tempo determinado.

As formas mais comuns de se localizar, portanto, um telefone móvel offline são quatro: os cálculos podem ser feitos baseados de forma a depender da rede, de maneira independente à conexão, ter como objeto de análise a própria rede ou até mesmo de modo híbrido.

  • Cálculos independentes da rede

Os cálculos de rastreamento são realizados no próprio terminal. O sinal é então enviado a fontes de transmissão e mensurados novamente pelas torres – essa técnica é comumente utilizada pela tecnologia GPS.

  • Cálculos dependentes da rede

Também realizados pelo próprio terminal, os cálculos têm como fonte de dados e sinais instrumentos da própria rede (técnica esta adotada pelo E-OTD, baseado em terminais).

  • Cálculos baseados na própria rede

Realizados e mensurados pela própria rede, os cálculos levam em conta também os dados de posicionamento dos celulares. Esta tecnologia exige a atualização de todas as estações utilizadas pela base para a realização dos cálculos.

  • Cálculos híbridos

Esta forma de leitura leva em conta a emissão de dados de assistência; é, grosso modo, um método “assistido” de monitoramento de sinais.

Localização física “triangular” e por setores

Ainda conforme dito por MacAuley, as técnicas de localização offline são mais eficientes em ambientes com alta densidade urbana por um motivo óbvio: quanto mais torres estiverem dispostas por uma área, mais precisa será a leitura dos sinais. Comumente, celulares mantêm conexão com três torres simultaneamente – o que possibilita a identificação de certa forma precisa de sua posição geográfica.

Em áreas soterradas por receptores de ondas de rádio, o raio das torres pode variar de 150 a 300 metros – levando em conta a conexão dos mobiles com pelo menos três terminais, descobrir a localização dos usuários acaba por ser tarefa pouco complicada. Não é raro enxergar também antenas gigantescas com seus topos rodeados por receptores: “cada antena fica responsável por cobrir uma determinada área. Então não apenas sabemos o quão distante você está do terminal; o setor de emissão de sinais também é conhecido”, diz o professor.

Segurança de dados

“Cada empresa utiliza um protocolo específico para calcular a localização de seus usuários baseado na distância e velocidade de emissão de sinais. É claro que as companhias protegem as informações pessoais; se elas fossem publicadas, haveria um desastre de segurança”, garante MacAuley. Apesar de não disponibilizar a terceiros dados pessoais, as operadoras são capazes de gerar e publicar determinadas estatísticas.

Por exemplo: durante certo dia da semana, mais ligações são feitas em um horário e local específicos. Significa que mais pessoas estão próximas a um determinado ponto geográfico (como a um shopping). Esses tipos de levantamentos são então coletados por companhias que têm interesse em trabalhar em empreitadas destinadas a este público (sejam as iniciativas de publicidade ou de infraestrutura).

Vulnerabilidades

Garantir a não exposição de informações pessoais não garante segurança completa aos usuários. É por isso que determinadas fabricantes são contrárias à prestação de certas informações a terminais. De acordo com artigo publicado pelo site JammerStore, a Samsung não disponibiliza às torres informações de localização até que seu firmware esteja devidamente “empacotado e protegido”. A Nokia, por outro lado, simplesmente não compartilha tais dados com aplicativos não certificados. Dessa forma, se seu dispositivo possui vírus ou foi hackeado, os protocolos de segurança de prestação de informações acerca de seu posicionamento podem ser violados (saiba mais sobre segurança para mobiles aqui).

….

Os esclarecimentos prestados por MacAuley têm o objetivo de desmistificar de forma simples o mecanismo de localização de mobiles offline. Existem diversas formas de se executar a localização geográfica de celulares (técnicas recentes desenvolvidas pelas companhias Shopkick e Locata prometem deixar estes processos ainda mais eficientes e baratos).

FONTES

IMAGENS

Por Ramon Voltolini/TecMundo

Polícia nos EUA testa bala com GPS em perseguições

bala Starchase, com GPS | Starchase

Cápsula contém sistema de posicionamento global que facilita perseguições policiais

Policiais de quatro Estados americanos estão utilizando uma bala com GPS (Sistema de Posicionamento Global), que facilita a localização de veículos perseguidos.

A ideia por trás da tecnologia, que ganhou o nome da empresa que a desenvolveu, a Starchase, é tornar perseguições policiais em alta velocidade mais seguras, permitindo que a polícia monitore o trajeto dos suspeitos sem colocar vidas em risco.

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De dentro do carro, o policial aciona um botão no painel que dispara a bala de dentro de uma caixa instalada acima do para-choque dianteiro.

A bala gruda na traseira do carro à frente e a partir daí a polícia pode interromper a perseguição.

É possível rastrear não somente a localização do veículo, como também sua velocidade.

A bala com GPS está sendo utilizada nos Estados de Iowa, Flórida, Arizona e Colorado e a Starchase agora pretende levar o sistema para a Grã-Bretanha.

Os custos de instalação do equipamento são de US$ 5 mil dólares e cada bala vale US$ 500.

Privacidade

“Esta nova tática está se provando importante para a polícia. (Graças às balas) Foi possível desde resgatar meninas vítimas de tráfico humano até parar motoristas bêbados ou sob influência de drogas”, disse Trevor Fischbach, presidente da StarChase.

O acadêmico britânico Dave Allen, da Universidade de Leeds, que recentemente fez uma pesquisa sobre o futuro da tecnologia para polícia britânica, disse que há um claro uso operacional para a bala com GPS.

“Eu acredito que os custos vão cair rapidamente e vamos ver as balas sendo usadas rotineiramente num futuro não muito distante”, disse ele à BBC.

Mas, segundo ele, é preciso refletir sobre o uso da tecnologia, que “pode levantar questões a respeito de liberdade civis”, disse ele.
Fonte:BBC

Com inspiração na Wikipédia, multidões criam sistema de mapas

Tela do OpenStreetMap, que cria mapas com a ajuda de usuários. (Foto: Reprodução)

Aplicativos de localização são baseados em conteúdo de seus usuários.
Waze e OpenStreetMap são exemplos de programas do tipo.

Quando Benjamin Gleitzman se mudou de Nova York para San Francisco, ele usou um aplicativo de mapas para guiá-lo por meio dos Estados Unidos. No meio do Estado de Wyoming, a voz do programa disse para ele virar à esquerda, mas ali não havia nenhuma passagem.

No lugar de reclamar para a criadora do aplicativo, uma companhia chamada Waze, ele entrou no sistema de mapas e colocou um aviso para outras pessoas que estivessem dirigindo pela região, dizendo que aquela estrada não existia.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Esse tipo de atitude segue se tornando popular ao redor do mundo. Inspirados na ideia de colaboração da Wikipédia, serviços como o Waze juntaram multidões de contribuidores voluntários com smartphones equipados com GPS para mapear as estradas. Consumidores, empresas e outras organizações acabaram dependendo desses mapas, do tipo crowdsourced, cuja autoria é de uma comunidade.

“Eu posso ver como os mapas melhoram a cada dia”, disse Gleitzman, um programador de 25 anos, que depende do Waze para se guiar no trânsito em San Francisco.

A Waze foi criada em Tel Aviv, em 2006, como um projeto de mapeamento open source chamado Freemap.

A empresa afirma que hoje tem 14 milhões de motoristas ao redor do mundo, incluindo mais de um milhão apenas em Israel.

Do total de usuários, a Waze conta que cerca de 45 mil editam as informações de localização e outros 5 mil gerenciam os mapas para garantir sua precisão.

“Nosso objetivo de vida é fazer com que você economize uns cinco minutos por dia a caminho do trabalho”, disse Noam Bardin, CEO da empresa. Segundo ele, o poder da multidão é “um jeito melhor” para mapear o mundo.

O OpenStreetMap é um outro esforço que acredita no mesmo conceito para a criação de mapas, mas segue mais de perto o modelo sem fins lucrativos da Wikipédia.

Como a enciclopédia virtual, qualquer um pode ir ao site do OpenStreetMap e adicionar ou editar informações. Qualquer um pode usar os mapas e não há cobrança.

Criado no Reino Unido no começo dos anos 2000, o serviço cresceu para meio milhão de usuários registrados, incluindo 16 mil contribuidores muito ativos, de acordo com a organização.

Especialmente popular na Grã Bretanha e na Alemanha, OpenStreetMap é construído por usuários que rastreiam suas viagens por meio de sistemas de GPS e conectam os pontos para criar rodovias, ruas e trilhas de escalada em mapas digitais.
G1

EUA decidem que seguir parceiro infiel pelo GPS não fere privacidade

Americana colocou aparelho em carro para descobrir traição de marido.

No Brasil, há chance de haver a mesma interpretação, diz especialista.

GPS foi usado por detetive nos EUA para descobrir traição de marido de cliente

Mulheres e maridos desconfiados em Nova Jersey (EUA) podem usar o GPS para seguir os passos do companheiro.

Segundo um tribunal de Justiça do estado norte-americano, acessar a localização do parceiro por meio de um equipamento de satélite (GPS) não é invasão de privacidade.

O caso de um americano que foi “descoberto” por um detetive particular por meio da sua localização no GPS acendeu a discussão nos EUA.

Desconfiada, a mulher de Kenneth Villanova contratou o investigador Richard Leonard para descobrir se ele estava tendo um caso.

Com dificuldades de seguir Kenneth nos métodos tradicionais, Leonard sugeriu à mulher que ela colocasse um aparelho de GPS no porta-luvas do carro usado pelo casal. Em apenas duas semanas, Leonard flagrou o marido no carro com outra mulher.

Kenneth decidiu processar o detetive por invasão de privacidade e estresse emocional. O tribunal, no entanto, observou que Kenneth não pediu ajuda para curar o seu estresse.

Os juízes também decretaram que o GPS não invadiu a privacidade de Kenneth pois o aparelho apenas o localizou em lugares públicos.

Ou seja, segundo o tribunal, o marido não havia levado o carro para locais privados ou isolados, onde ele poderia esperar por privacidade.

“Monitorar informações em si não significa quebra de privacidade. Logo, dados de trajeto registrados em um GPS, por si só, não configuram quebra de privacidade” Patricia Peck , especialista em direito digital

No Brasil, há chance de haver a mesma interpretação, principalmente se o carro for usado por ambos os cônjuges, afirmou Patricia Peck Pinheiro, especialista em direito digital.

“Monitorar informações em si não significa monitorar pessoas ou ter quebra de privacidade. Logo, dados de trajeto registrados em um GPS, por si só, não configuram quebra de privacidade”, diz Patricia.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

No entanto, a advogada explica que se o carro fosse de uso exclusivo do marido, onde, em princípio, a mulher não tivesse direito de acessar, haveria, sim, invasão de privacidade.

“O caso, porém, é diferente da quebra de senha, em que o companheiro a pega para acessar computador, e-mail e celular. Isso, sim, fere a privacidade.

Mas, por exemplo, se o celular não tem senha e o cônjuge pega para ver chamadas feitas ou recebidas, isso não fere a privacidade. Isso pode, no máximo, ser considerado uso não autorizado.

No entanto, a interceptação de comunicação (ouvir na linha) já configura crime e pode invalidar a prova obtida”, explica Patricia.

Laura Brentano/G1

Aplicativo para iPhone identifica o local das fotos da sua viagem

Aplicativo para iPhone identifica o local das fotos da sua viagem

PicSpot compartilha as imagens em tempo real nas redes sociais.
App também permite encontrar endereços.

Já imaginou chegar de uma viagem ou passeio com aquele milhão de fotos e não lembrar de onde tirou metade delas?

Com o Picspot, aplicativo lançado pelo Apontador, é possível identificar a localização exata de onde foi tirada cada uma delas, automaticamente.

Assim, o usuário tem um histórico de sua viagem para consultas futuras.

O novo app para iPhone foi especialmente desenvolvido para o compartilhamento fácil de fotos, por meio do Twitter e Facebook.

Ao mesmo tempo em que o usuário fotografa, o aplicativo insere as imagens dentro do banco de cadastro do Apontador, que está integrado à ferramenta, agregando a imagem à localização do usuário.

É possível, também, encontrar um lugar pelo aplicativo.

Basta fazer uma busca pelo nome do local ou utilizar as opções de locais ao redor.

Caso não encontre, o PicSpot oferece a opção para cadastrar o lugar.

Além disso, é possível incluir locais em Favoritos e as fotos ficam salvas na biblioteca de imagens do iPhone.

Baixe gratuitamente o aplicativo neste link.

G1

Celulares podem ser a salvação da indústria de GPS

Indústria de GPS busca novo rumo com mapa grátis em celulares

Segundo a Nokia, 3 milhões de consumidores já baixaram pacote.

Tema está no centro dos debates do Mobile World Congress.

A indústria de serviços de navegação perdeu seu rumo agora que Google e Nokia oferecem mapas em seus smartphones gratuitamente. O tema foi bastante discutido no evento do setor de dispositivos móveis, Mobile World Congress, em Barcelona esta semana.

A Nokia, maior fabricante de celulares do mundo, seguiu o exemplo do Google e, no mês passado, lançou um serviço gratuito de mapas para cerca de 20 milhões de aparelhos, afetando diretamente o setor de navegação no mundo todo.

Analistas afirmam que a medida já mostra efeitos claros. “Serviços de navegação em celulares eram uma indústria. Agora são um aplicativo, um aplicativo gratuito”, disse Tim Shepherd, da consultoria Canalys.

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Decisão da Nokia coloca empresas de GPS contra a parede

A Nokia afirmou na segunda-feira (17) que 3 milhões de consumidores já haviam baixado o pacote de navegação gratuito.

Ao mesmo tempo, a estratégia da Nokia e do Google de oferecer serviços de navegação gratuitamente pode criar novas oportunidades para outras empresas do setor.

“Nós temos um plano B, mas não posso dar mais detalhes por enquanto. Faremos anúncios mais tarde no ano”, disse Gerhard Mayr, vice-presidente do setor global de telefonia da Navigon, terceira maior vendedora de aparelhos de navegação da Europa depois da TomTom e da Garmin.

“Vemos agora um apetite maior por nossas soluções”, disse Mayr. “Estamos negociando com diversas partes.”

Enquanto isso, outros tentam transformar o mapa em algo mais.

“Criamos nosso próprio mapa”, disse Noam Bardin, presidente-executivo da Waze, dona de um aplicativo de navegação para aparelhos móveis com informações sobre trânsito e condições das estradas.

“O valor está em informações em tempo real. Nenhum software pode te dizer se há gelo na estrada ou para ir à direita no estacionamento porque o lado esquerdo está lotado”, disse Bardin.

Reuters/G1

Tecnologia – Twitter em automóveis

Montadoras aperfeiçoam conectividade em carros

Internet móvel revoluciona a manutenção dos veículos.
Telas de LCD vão ‘engolir’ o painel de instrumentos.

Montadoras aperfeiçoam conectividade em carros – Foto: SAE Brasil

[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]O tempo gasto pelo motorista dentro do carro, no trânsito, pode representar uma oportunidade de negócio. É nisso que estão de olho montadoras e empresas de tecnologia, interessadas em explorar o potencial para publicidade e distribuição de conteúdo. A ideia de transformar um carro na extensão da casa e do escritório, até hoje pouco mais do que um slogan, pode se tornar uma realidade com novas ferramentas de conectividade.

A Ford, por exemplo, acaba de apresentar o novo MyFord Touch. Ele substitui o console do carro por uma tela. Assim, todas as funções do painel de instrumentos são reunidas no sistema. A tecnologia é uma evolução do Sistema Sync, já encontrado em diversos veículos da empresa e disponível no Ford Edge, vendido no Brasil.

Esse tipo de recurso agrega navegação GPS, Twitter, telefone celular, internet sem fio, rádio, tocadores de CD e DVDs, comando de voz, telas que obedecem ao toque, notebook, iPhone, iPod, controle do ar-condicionado, entre outras funções.

De acordo com o vice-diretor do comitê de veículos de passeio da SAE Brasil (Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade), Jomar Napoleão, a evolução da conectividade será o painel multifuncional, em que o motorista poderá escolher o que vai aparecer na tela. “Do mesmo jeito que no iPhone você muda de tela, a pessoa poderá escolher o tipo de painel que quer, se vai aparecer o velocímetro, o termômetro, a autonomia etc.”, diz o especialista.

Telas vão agregar cada vez mais funções – Foto: SAE Brasil/Divulgação

Sensores no motor do carro podem enviar sinais para os revendedores

Outra tecnologia que chegará aos carros em pouco tempo será o monitoramento da parte mecânica do carro via internet. Essa tecnologia já existe nos carros de Fórmula 1. “Sensores no motor do carro podem enviar sinais para os revendedores, que assim fazem o monitoramento do motor e possíveis ajustes à distância”, explica Napoleão.

Segundo ele, a evolução das tecnologias nos carros acompanha as inovações na eletrônica. “A tecnologia que temos hoje com LED e LCD é tão evoluída, por exemplo, que esses sistemas acabam ficando simples para ser utilizados nos carros”, afirma.

O engenheiro acredita que dentro de dois e três anos a conectividade deve se popularizar entre os carros de entrada. “A tendência sempre é começar nos carros mais caros e, com o tempo, incorporar nos modelos mais baratos”, ressalta Napoleão.

Novos negócios para a mobilidade

A Peugeot Espanha tornou pública nos últimos dias sua intenção de se tornar uma operadora de telefonia móvel. A empresa aposta numa estatística: de acordo com levantamento do próprio grupo, quase um terço do uso de celulares é feito dentro dos carros. Segundo a Peugeot Espanha, a ideia é fornecer serviços de comunicação utilizando os sistemas telefônicos instalados em seus carros. Mais de 60 mil veículos da marca já circulam com tal sistema no país europeu.

O projeto da Peugeot ainda é embrionário, mas o diretor da consultoria Megadealer Auto Management, José Rinaldo Caporal Filho, afirma que esta realidade não está tão longe. “Hoje a tela que mais olhamos é a do celular”, diz.

De acordo com o consultor, as montadoras podem sim se tornar empresas de mídia ou canais para publicidade. Para isso acontecer, a montadora precisa ter infraestrutura para armazenar e transmitir informações, como jornais, rádios e canais de televisão fazem.

“O próprio carro hoje em dia vem com GPS. É possível enviar mensagens de publicidade através dele”, diz. “É possível ter uma troca online. Por exemplo, você atualiza o seu GPS e pode baixar uma música de graça”, exemplifica Caporal.

Para o professor de marketing da Trevisan Escola de Negócios, João Paulo Lara de Siqueira, o uso da publicidade dentro do carro ainda é discutível. De acordo com ele, pelo simples fato de que as pessoas possam vir a considerar como uma invasão de privacidade a propaganda dentro do carro.

“A tendência é que a publicidade utilize cada vez mais o espaço público. Esse tipo de publicidade móvel deve se restringir apenas a táxis, TVs no metrô, em ônibus, como já existe hoje. Em um carro particular é mais difícil”, observa Siqueira.

Em relação a um canal de mídia, o professor de marketing também não acredita que as montadoras chegarão ao ponto de formar empresas de comunicação. Por outro lado, ele afirma que as fabricantes de veículos têm participação importante no processo de mídia, por fazer a opção entre uma tecnologia ou outra ao instalar um novo sistema nos carros.

Priscila Dal Poggetto/G1
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