Golpe via Skype visa árabes com proposta de sexo online

“Com uma garota assim, você perde a cabeça”, relata vítima de extorsão

Homem assistindo pornô

Certa noite, um jovem palestino foi levado a tirar a roupa e a se masturbar em frente a uma webcam.

Sua história – vivenciada por diversos homens árabes, alvos de um esquema de extorsão que está se tornando comum – foi revelada como parte de uma nova série da BBC.

O material aborda um fenômeno novo e perturbador que faz uso de imagens privadas ou explícitas para ameaçar, chantagear e envergonhar jovens que vivem em algumas das sociedades mais conservadoras do mundo.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O relato abaixo foi feito por Samir (nome fictício), uma das vítimas do esquema, praticado principalmente por chantagistas baseados no Marrocos.

AVISO: essa reportagem contém descrições de atos sexuais

“Eu estava sozinho em casa. Uma garota me adicionou no Facebook. Não achei nada estranho. Sempre recebo pedidos de amizade de ex-colegas de escola que não conheço muito bem.”

“No dia seguinte, ela me envia uma mensagem dizendo: Olá, como está você? Eu vi seu perfil e gostei de você‘. Então, olhei o perfil dela e, confesso, ela era bastante atraente.”

“Nessa noite ela começou a me enviar mensagens pelo Skype. Disse que tinha 23 anos de idade, que seus pais já haviam morrido e que morava com sua irmã no Líbano.”

“Ela disse que estava entediada porque não estava estudando nem trabalhando e que sua irmã era muito severa. Perguntei o que ela fazia para passar o tempo e ela respondeu que gostava de sexo. Disse que adorava sexo.”

“Comecei a pensar que isso ficaria interessante. Estava curioso, mas ainda desconfiado porque a facilidade com que ela falava de sexo com um desconhecido me soava estranha.”

“Mas eu estava entediado, sem nada para fazer, e minha namorada estava viajando. Decidi ver onde aquilo iria parar.”

“Então ela me perguntou se eu tinha uma webcam. Liguei o meu vídeo e perguntei: ‘Eu posso ver você também?‘ Então ela ligou o vídeo e, quando eu olhei para ela, ela se revelou ser muito bonita. Com uma garota assim, você perde a cabeça.”

“Nossa conversa foi apenas via mensagens, pois ela disse que a irmã dela poderia nos escutar. Enquanto teclávamos, ela me disse que estava ficando excitada com a conversa.”

“Eu estava achando que, por estar com sua irmã, no sul do Líbano, ela estaria se sentindo frustrada e, por isso, estaria a procura de encontros sexuais pela internet”.

“Então ela me pediu para eu mostrar o meu pênis. Eu mostrei. Aí eu disse: ‘Ok, sua vez.’ Então ela deitou na cama, tirou a roupa e começou a se masturbar.”

“Eu nunca tinha visto algo parecido. Foi tão fácil. Bom demais para ser verdade.”

YouTube
“Imagine se minha mãe tivesse visto? Eu me jogaria da janela por vergonha,” diz jovem vítima de golpe online – Foto AFP

“Comecei a me masturbar também. Ela me disse para colocar a câmera na minha cara, porque isso a deixava excitada. Então eu intercalava o vídeo, mostrando a minha face e o meu pênis. Após alguns minutos ela fingiu ter um orgasmo.”

“Ainda nua, ela retornou ao teclado e veio conversar comigo. Ela me perguntou o que eu faço e digo que trabalhava em um mercado em Milão”.

“‘Ah, você deve ser rico,’ ela respondeu.”

“Bem, eu vivo bem,’ respondi.”

“Então ela disse que sua irmã estava chegando. Vestiu-se e desconectou.”

“Meia hora mais tarde recebi a seguinte mensagem via Facebook: ‘Escute, eu sou um homem e gravei um vídeo seu se masturbando. Você quer vê-lo? Ele me enviou. Era uma gravação de cinco minutos onde apareço me masturbando.”

“Então ele diz: tenho uma lista de amigos e familiares seus no Facebook – sua mãe, sua irmã, seus primos. Você tem uma semana para me enviar 5 mil euros. Caso contrário, eles receberão o vídeo.”

“Fiquei em choque. Meu primeiro pensamento foi enviar imediatamente o dinheiro. Mas decidi cancelá-lo, ou cancelá-la, como contato no Skype. Na mesma hora, recebi uma mensagem via WhatsApp: ‘Estou aqui’, dizia.”

“Comecei a negociar com ele. Disse que não tinha 5 mil euros. Ele respondeu: ‘É claro que você tem dinheiro, você tem um bom trabalho na Europa. Disse que aquilo era uma mentira para impressionar uma garota. Eu sou um entregador de pizza.”

“Ele pareceu se convencer e disse: “Pode até ser verdade, mas não me importo. Você tem uma semana para me enviar 2 mil euros ou vou enviar o vídeo para sua família.”

“Tentei me acalmar e raciocinar. Se enviasse o dinheiro, o que impediria ele de voltar e pedir mais?

Foi então que me ocorreu que se ele enviasse o vídeo para meus contatos – pessoas que não são amigas dele – o arquivo iria parar na caixa de lixo onde ninguém confere.”

“Mesmo que conferissem, quem abriria um arquivo de vídeo de um desconhecido?Poderia ser um vírus.”

“Então eu fiquei com duas alternativas. Enviar o dinheiro mesmo sem garantia de que ele não voltaria para me pedir mais ou recusar e torcer para que ninguém olhasse o vídeo.”

“O dia em que o prazo venceria chegou e ele me mandou uma mensagem dizendo que iria fazer o upload do vídeo no YouTube. ‘Vá em frente. Não me importo mais,’ disse a ele.”

“Então mudei meus ajustes de privacidade para que ninguém publicasse na minha timeline ou me vinculasse a algo sem meu consenso.”

“Então ele me enviou o link para o vídeo via WhatsApp. Vi novamente. Eu me masturbando no YouTube. Fiquei enjoado.”

“Imediatamente comecei a denunciar o vídeo ao YouTube por conteúdo sexual. Eu denunciei, fechei a página, recarreguei o link e denunciei novamente. Sem parar, uma vez atrás da outra.”

Omar, chantagista
“Pedimos a ele que tire suas roupas e que faça gestos obscenos,” revela um dos chantagistas

“Ele me enviou a mensagem dizendo que estava a ponto de enviar meu vídeo para meus familiares via Facebook se não pagasse. Eu disse: ‘Vá em frente. Envie!'”

“Eu não poderia pagar os 2 mil euros. Isso passaria para 5 mil e depois sabe-se lá que valor ele iria querer. Ele ficou indignado e começou a me enviar insultos e dizer que iria mandar meu vídeo para minha mãe e todos que conheço”

“Continuei denunciando o vídeo. Também fiquei conferindo o número de visualizações para me certificar de que ninguém mais havia visto. Após uma hora o YouTube derrubou o vídeo.”

“Até onde posso dizer, todos os acessos foram meus, exceto por um. Pode ter sido a pessoa assistindo logo que fez o upload. Ou um dos meus familiares.”

“Nunca saberei ao certo, mas nunca ninguém me disse nada. Talvez algum familiar homem tenha assistido, mas nunca disse a ninguém.”

“Se minha tia tivesse assistido, ela espalharia para toda a família. Imagine se minha mãe tivesse visto? Eu me jogaria da janela por vergonha.”

“Depois que o vídeo foi derrubado pelo YouTube, a pessoa não entrou mais em contato. Acho que ele foi atrás de alguém com mais potencial.”

“Lembro que certa vez perguntei por que ele ficava tentando pegar um cara pobre e ele me disse: ‘Você acha que não miro nos caras ricos do Golfo Pérsico? Claro que sim. Você tem sorte. Posso ver pelo seu Facebook que você não é casado. Eu estaria pedindo muito mais dinheiro se esse fosse o caso.”‘

“Acho que (a extorsão) acabou, mas volta e meia entro no YouTube para ver se o vídeo foi recarregado.”

Cidade de chantagistas

É provável que a “garota libanesa de 23 anos de idade” que seduziu Samir pelo Skype na verdade seja um homem jovem de Oued Zem – uma cidade pequena no centro do Marrocos que se tornou famosa por ser a “capital da indústria da extorsão sexual”.

Os chantagistas de Oued Zem caçam vítimas no Facebook. Assim que um homem responde à chamada de vídeo, eles ativam um software que mostra para a vítima um vídeo pré-gravado, retirado de site pornô.

Eles são tão familiarizados com o vídeo que conseguem teclar com suas vítimas exatamente nos momentos em que a garota aparece teclando no computador.

“Pedimos a ele que tire suas roupas e que faça gestos obscenos,” revela Omar (nome fictício), um dos chantagistas.

“É importante que seus órgãos genitais fiquem visíveis enquanto ele faz esses gestos,” diz.

Omar revela também uma habilidade profissional. “Passamos 20 minutos no chat, 20 minutos gravando e 20 minutos ameaçando – chantageando e negociando. Todos pagam,” garante Omar.

Oued Zem Marrocos
Oued Zem, no Marrocos, é antro de chantagistas que atuam na internet

“O ponto fraco dos árabes é o sexo. Você encontra a fraqueza deles e passa a explorá-las. Outro ponto fraco é quando são casados. Também há aqueles que são bastante religiosos.”

“Você vê se o cara se parece com um sheik, carregando o Corão, e pensa: ‘Não, ele não cairá nessa. E quando você tenta, ele cai na armadilha.”

A atividade rende a Omar em torno de US$ 500 (cerca de R$ 1,5 mil) por dia. Muitos jovens na cidade se dedicam à prática de extorsão.

As ruas da cidade são repletas de carros alemães e motocicletas japonesas. Há restaurantes e cafés para atender a demanda de famílias de novos ricos.

A cidade também abriga pelo menos 50 escritórios de transferência internacional de dinheiro. O gerente de um deles afirma receber em torno de US$ 8,5 mil (R$ 26,7 mil) por dia e que a vasta maioria é proveniente de extorsão.

No Reino Unido, Wayne May administra uma comunidade online chamada Scam Survivors (Sobreviventes de Golpes). O grupo oferece ajuda a vítimas de extorsões.

Desde 2012, ele diz ter recebido mais de 14 mil pedidos de ajuda provenientes do mundo todo. Muitas das vítimas são jovens árabes e as chantagens partem do Marrocos.

A cidade de Oued Zem vivia das remessas de dinheiro de moradores que foram trabalhar na Europa. Mas, depois da crise econômica de 2008, essas remessas diminuíram.

Essa foi a mesma época do advento das redes sociais, quando o Facebook e as webcams se tornaram ferramentas de comunicação diária.

Salaheddin El-Kennan, um ativista, não culpa os jovens da cidade por faturarem com extorsão. Segundo ele, os índices de desemprego na cidade chegam a 60%.

“Escolhi não fazer chantagem porque considero incompatível com os valores marroquinos e islâmicos,” disse ele.
Com dados da BBC

Entenda o voto em lista fechada: comissão deve discutir proposta a partir desta semana

Presidente da Câmara Rodrigo Maia vem defendendo a aplicação do sistema Comissão de reforma política deve se reunir esta semana

A Comissão especial que vai analisar os novos pontos da reforma política deve começar a trabalhar a partir desta semana. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem pressa na instalação do colegiado, e espera concluir um texto sobre a mudança no sistema eleitoral brasileiro a tempo da proposta ser votada no início de novembro.

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Um dos pontos mais importantes a serem discutidos é o voto em lista fechada, no qual o eleitor escolheria um partido em cargos legislativos, perdendo a chance de escolher um candidato: antes das eleições, o próprio partido definiria uma lista fechada com a ordem de preferência de seus candidatos. Os votos no partido seriam computados e as cadeiras abertas para os candidatos desses partidos seriam definidas de forma proporcional.

Tendo como exemplo um hipotético município com 100 eleitores e 10 cadeiras de vereador, se 30 eleitores votarem no partido X, este ficaria com 3 cadeiras na Câmara da cidade. Antes da eleição, o partido X definiu que seus cinco candidatos, em ordem de preferência, seriam os candidatos 1, 2, 3, 4 e 5. Dessa forma, os candidatos 1, 2 e 3 conseguiriam a vaga.

A maior crítica a esse formato é que o eleitor não poderia escolher candidatos de fora da lista estipulada pelo partido. Em entrevista para Isto É, defendendo a proposta, Maia afirmou: “Me disseram que o brasileiro não gosta de votar em partido, e sim em pessoas, e eu respondi ‘não sei qual cidadão, porque a maior parte dos brasileiros não gosta de votar em ninguém.’”

Tenho muitas dúvidas se esse ponto do projeto vai ser aprovado.

Desde 2011, políticos da base do PMDB, atualmentealiado do DEM, contestavam a proposta, que já circulava no Congresso. Na época, o deputado Almeida Lima (PMDB-SE) afirmou: “O voto em lista fechada é um golpe contra o eleitor, que não saberá mais em quem está votando”.

O PMDB nesse período fazia parte da base governista do PT, partido que tinha o voto em lista como bandeira. Inclusive, o relator da proposta que vai começar a ser discutida nesta semana é o deputado Vicente Cândido (PT-SP).

O professor de Ciência Política da Universidade Federal Fluminense (UFF), Carlos Sávio Teixeira, destaca que, com a proposta sendo analisada agora, o principal atingido será o PT.

“Com a agremiação em frangalhos depois da Lava Jato, o PT, como partido, pode ganhar poucos votos nas próximas eleições, se esse sistema vingar”, afirmou. Vale lembrar que, nas eleições deste ano, muitos candidatos a vereador pelo Partido dos Trabalhadores fizeram campanha sem usar os símbolos do partido, como a estrela e a cor vermelha.

Para o professor de Administração Pública da UFF, Cláudio Roberto Marques Gurgel, o estrago que poderia ser feito ao PT já foi feito. “A tendência é ele se recuperar diante do eleitorado conforme o governo [do presidente Michel Temer se desgastar. O fato é que o partido está no fundo do poço, não tem como o PT piorar”, opinou.

Carlos ressalta que, independentemente dos interesses políticos envolvidos com a proposta, ela pode se revelar salutar para a democracia brasileira. “A ideia é fortalecer o partido político ideologicamente. Todos reclamam do partido político no Brasil. Isso é assim pois o parlamentar se elege sem ter vínculo nenhum com a visão partidária na qual ele está inserido.”

Rodrigo Maia (esquerda) vem defendendo o projetoRodrigo Maia (esquerda) vem defendendo o projeto

Para o professor, a decisão por votar a favor dessa reforma pode dar maior coesão programática aos partidos, permitindo ao eleitor uma maior identificação com a visão política do próprio partido, aproximando a sociedade dessas instituições.

“Se o Congresso aprovar a adoção de listas partidárias fechadas, tende a melhorar a qualidade da representação política no país e a qualidade do funcionamento institucional.”

Para o professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Uerj, João Feres Júnior, dentro do projeto da reforma política, o tópico do voto de lista fechada não é ruim. “A única desvantagem que vejo é quebrar a tradição do voto no candidato. Mas os partidos brasileiros são tradicionalmente fracos”. Ele também concorda que isso poderia fortalecer o partido como instituição para a sociedade.

“O eleitor é aproximado do partido, que é obrigado a ter uma cara”. Para João, o número de legendas de aluguel é prejudicial para a democracia. “Se o partido está lá sem proposta alguma, isso enfraquece o processo democrático. E é importante ressaltar que ideologia não é um conceito negativo. Quando o partido mostra sua posição sobre questões econômicas e sociais, suas prioridades ficam mais claras. Se a sigla defende Estado mínimo ou não, como organizar a educação, a saúde, etc..”

Mas o professor da Uerj ressalta: “Apesar de achar a mudança positiva, no atual contexto político leio isso como continuação do golpe. Tanto o Legislativo quanto o presidente Temer são ilegítimos. Mudar as regras do jogo agora é preocupante.”

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, da base aliada do governo, defende que as campanhas seriam muito mais baratas. Em vez de um partido financiar a campanha de todos os candidatos, financiaria apenas uma, do próprio partido.

Para o professor Carlos Sávio, a proposta da lista fechada vem na esteira de outra alteração recente no processo eleitoral. “Essa mudança é importante tendo em vista o banimento da doação empresarial. Faz sentido vir depois da proibição do financiamento empresarial nas campanhas.”

Para Gurgel, o projeto de reforma política está andando pois é parte da estratégia criada para passar a ideia de um governo transformador e atuante. “Tenho muitas dúvidas se esse ponto do projeto vai ser aprovado. O que deve passar são coisas mais tópicas, mais maquiadoras. Por exemplo, as coligações nas eleições proporcionais e a cláusula de barreira, que tramitam no Senado”, explicou.

“Rodrigo Maia tem se caracterizado por defender pontos de vista que abandona três semanas depois. Ele estava insistindo na repatriação e voltou atrás, defendeu a reeleição do Temer e depois voltou atrás. Não dá para saber qual vai ser a posição dele sobre as listas daqui a uma semana.”
Felipe Gelani/JB

Decano do PSDB critica irresponsabilidade tucana

Tido como uma das principais referências da intelectualidade do PSDB, o professor de filosofia da USP, José Arthur Giannotti, foi duro ao analisar o desempenho do partido na atual conjuntura política e econômica, especialmente na Câmara dos Deputados.

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Considerado por dez entre dez tucanos como uma das principais referências teóricas da sigla, o professor de filosofia da USP José Arthur Giannotti usou um tom bastante crítico para analisar, em entrevista publicada no site br.reuters.com, o posicionamento político do partido diante do atual quadro político e econômico, principalmente na Câmara dos Deputados.

Para ele, “O PSDB nunca foi um partido.

Sempre foi mais uma reunião de caciques que têm suas próprias posições”.

Para o professor, o atual momento do PSDB pode ser ilustrado pela fragilização dos seus princípios ao ficar a reboque do PMDB.

“O que o partido está fazendo, na Câmara, é uma oposição fraca ao Governo, sem levar em conta que são seus próprios princípios que estão em jogo”.

De acordo com Giannotti, “ Isso não apenas enfraquece o partido, mas faz com que ele seja mais um tiroteio do que uma oposição política. Não fazem política responsável, estão apenas empenhados em derrubar a Dilma.”

Ele avalia, ainda, que o PSDB está agindo de forma irresponsável com relação à crise política e econômica.

“Quando temos um câncer na presidência da Câmara, que não tem nenhuma responsabilidade com o orçamento e a recuperação do país, nós temos o fim da política”.


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Golpe na Internet – Vírus da gripe suína é isca para fraudes

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Pânico da gripe suína dá chances para golpistas criarem novos ataques na web (Foto: Jewel Samad/AFP)

Já foram registrados 146 sites com palavras associadas à epidemia.
E-mails com notícias falsas circulam pela rede.

Especialistas em segurança na internet alertaram nesta segunda-feira (27) sobre o perigo de que o tema “gripe suína” se transforme em um vírus informático, fonte de mensagens spam ou fraudes on-line escondidas atrás de e-mails como “Salma Hayek está contaminada”.

Durante o fim de semana, foram registrados 146 domínios na rede que contêm os termos “swine” e “flu” (porco e gripe, em inglês), segundo o site F-Secure, um sintoma de que a doença será utilizada na internet para diferentes fins, principalmente econômicos.

“Um título de efeito global como ‘Pandemia de gripe suína’ capta a atenção das pessoas, que querem toda a informação que possam conseguir. Os ‘atacantes’ sabem disso e o usam para atrair suas vítimas”, explicou Tony Bradley, analista do Windows Security.

Estes deliquentes da internet poderiam tentar explorar a preocupação e os temores dos internautas para conseguir informação pessoal ou o envio de dinheiro através de falsas propostas.

Por enquanto um blog da empresa antivírus Mcafee, Mcafee Avert Labs, informou que os e-mails não desejados com o assunto “swine flu” já circulam pela internet, em alguns casos com títulos que incluem o nome de alguém famoso.

“Salma Hayek tem a gripe suína”, é um dos exemplos de um desses correios spam, que também utilizam Madonna para atrair atenção.

Foram encontradas também mensagens fraudulentas com o enunciado “Primeira vítima americana da gripe suína”, “estatísticas da gripe suína nos EUA”, “gripe suína no mundo todo” ou “gripe suína em Hollywood”.

“Vamos ver isso”, disse hoje Dave Marcus, diretor de Investigação de Segurança e Comunicação da Mcafee Avert Labs ao portal especializado em informática SCMagazineUS.com.

Atualizando o antivírus
Marcus assegurou que por enquanto a maior parte desses e-mails contém ligações com portais da internet sobre produtos farmacêuticos, mas alertou que em meados desta semana poderiam se multiplicar os casos de fraudes relacionadas com a gripe.

“Não me surpreenderia ver um vídeo que diga que Salma Hayek está vomitando por culpa da gripe suína e que isso carregasse, de forma oculta, um vírus”, explicou.

Marcus recomendou às empresas que ajustassem seu software de defesa contra spam e suas ferramentas de busca na internet para estar prevenidos perante a gripe suína virtual, e pediu aos usuários da rede que tenham cuidado com mensagens suspeitas.

do G1

Crackers aproveitam vírus na Internet para enganar usuários

Resultados de pesquisa no Google estão repletos de sites enganosos, dizem especialistas

Na véspera da liberação de uma nova variante da praga que já infectou mais de 10 milhões de computadores no mundo, crackers têm aproveitado para difundir softwares de segurança falsos na internet.

Uma nova variante do worm Conficker é prometida para 1º de abril. Enquanto isso, especialistas indicam que os resultados de buscas do Google estão repletos de endereços para os programas maldosos, afetando resultados desde esta segunda, 30 de março.

Certos termos pesquisados levam o usuário a páginas que poderiam contaminar o PC com novos softwares maliciosos ou tentar vender um programa de segurança enganoso. Uma das palavras é Nmap, uma ferramenta de código aberto atualizada para detectar infecções pelo Conficker, ressalta a Trend Micro.

Avisado do golpe na segunda, pela Trend Micro, o Google luta contra os crackers, mas não vence todas.

Outra companhia de segurança, a F-Secure, também descobriu softwares enganosos. Um deles, chamado MalwareRemoval Bot, exige US$ 39,95 para remover o malware do PC, mas não funciona.

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Google Adwords – Cliques em palavras “obamma” e “liscense” levava internauta há sites com vírus

Golpe rendeu 170 mil dólares. Palavras com erro de digitação, como “obamma” e “liscense”, eram compradas no Google Adword, o que induzia os internautas a acessarem páginas falsas.

O adware, aparentemente inofensivo para o funcionamento do computador, é uma forma que algumas empresas de índole questionável encontraram para ganhar dinheiro na web tempos atrás. Os usuários eram forçados a clicar em anúncios pagos e essas companhias faturavam um a mais. A empresa de segurança Finjan mapeou alguns criminosos usando o mesmo principio para ganhar dinheiro de forma ilegal na internet.

Basicamente, os criminosos criavam sites fake de antivírus e inseriam códigos em bancos de dados para que ferramentas de buscas enviassem os internautas para as páginas falsas. Por meio de técnicas de SEO, os criminosos melhoravam a eficiência do golpe. Palavras com erro de digitação, como “obamma” e “liscense”, eram compradas em serviços, como o Google Adword, o que induzia os desavisados a clicarem em banners com pagamento por clique.

De acordo com a Finjam, a tática deu certo e os mecanismos de buscas mais utilizados exibiram durante dias anúncios falsos de antivírus em suas páginas. As páginas receberam 1,8 milhão de usuários durante os 16 dias em que a empresa de segurança mapeou o golpe. Foram arrecadados um total de 172 mil dólares, o equivalente a 10,8 mil dólares por dia.

Segundo Yuval Ben-Itzhak, CTO da Finjan, os cibercriminosos estão criando técnicas cada vez mais sofisticadas, como roubo de dados de clientes para chantagear as empresas, e a venda de software desonestos na web.

da Info

Receita Federal – Vender CPF via Internet é crime

A venda de CPF pela internet é um caso de polícia e já foi encaminhado aos órgãos competentes para identificar as pessoas responsáveis pelo golpe, informou o supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir.

No entanto, ele não quis revelar quais órgãos estão apurando as denúncias para não atrapalhar as investigações

“A Receita tomou conhecimento pela imprensa de eventuais situações como essa. Mas se trata de golpe. É caso de polícia. A Receita já pediu aos órgãos competentes para tentar identificar os autores do golpe”, afirmou.

Adir lembra da impossibilidade de pessoas diferentes regularizarem “apenas um” número inscrito no Cadastro de Pessoas Físicas da Receita Federal (CPF).

“Certamente, a pessoa que cair nesse golpe vai pagar ao estelionatário e também vai continuar com a situação dentro da Receita irregular”, advertiu Adir.

Vários sites na internet propõem venda de CPF como forma do contribuinte regularizar a situação perante o Fisco, o comércio e operadoras de cartão de crédito. Os valores variam de R$ 35 a R$ 400. Há, até mesmo, a venda de apostilas para ajudar na operação.

Um dos anunciantes diz que se localiza em Jaboatão dos Guararapes (PE), mas isso na internet não significa muita coisa. Nem sempre as empresas responsáveis pelos sites confirmam para as pessoas as informações na hora que elas fazem o cadastro. A identificação do autor do anúncio é um trabalho para especialistas.

Não se sabe se é devido à repercussão ou não do caso na imprensa, mas alguns sites já estão removendo os links que vendem CPF e passaram a exibir a mensagem: “Este anúncio foi apagado, pois não respeitou nosso termo de uso”.

De acordo com a Receita Federal, o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF ) é um banco de dados com informações cadastrais de contribuintes. Ainda segundo a Receita , “cada pessoa pode se inscrever no cadastro somente uma única vez e, portanto, só pode possuir um único número de inscrição”.

Qualquer pessoa, brasileiro ou estrangeiro, pode se cadastrar no CPF, mas estão obrigados os contribuintes pessoas físicas sujeitos à apresentação de declaração de rendimentos, as pessoas com mais de 18 anos que constarem como dependentes em Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF) e titulares de contas bancárias, de poupança ou aplicações financeiras, entre outros.

Para fazer o cadastro ou tirar uma segunda via do documento basta se dirigir a uma agência dos Correios, do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal (CEF). Será cobrada uma taxa de R$ 5,50.

Caso o contribuinte necessite de uma atendimento gratuito, a Receita Federal disponibiliza na internet uma lista de entidades que fazem o serviço de inscrição e alteração de dados sem ônus. A Receita informa que nesses locais não é fornecido o cartão de inscrição no CPF.

Atualmente, várias entidades consultam o CPF para saber se um contribuinte está ou não em situação regular, incluindo o comércio e os bancos.

da Info

Mulher do golpista Bernard L. Madoff – sacou 15 milhões antes do golpe de 50 bilhões

Investigadores apresentaram provas às autoridades em Nova York.
Saques ocorreram em novembro e dezembro passados.

A mulher do americano Bernard Madoff sacou US$ 15,5 milhões poucas semanas antes de seu marido ser detido por um escândalo que envolvia fraude com as chamadas “pirâmides financeiras”. Os investigadores do caso apresentaram às autoridades em Nova York um documento que assinala que Ruth Madoff fez operações financeiras em novembro e dezembro passados.

O documento vincula a empresa Cohmad Securities que, segundo os investigadores, estava ligada à companhia de Madoff que operava as pirâmides de Nova York.

Madoff foi acusado de dirigir uma fraude internacional com a qual teria se apropriado de até US$ 50 bilhões dados a sua empresa por centenas de investidores, entre eles celebridades dos Estados Unidos.

Segundo os investigadores, as autoridades da Cohmad Securities conheciam as transferências que eram feitas da conta de Madoff.

Madoff foi detido no início de dezembro e no momento cumpre prisão domiciliar em seu apartamento em Manhattan.

do G1