Senador acusa mesa diretora do senado de fraude

Brasil: da série “Acorda Brasil!”

Perdulário, inoperante e se revelando cada vez mais inútil, o Senado dessa pobre e depauperada república dos Tupiniquins, não dá sossego. Novamente, o inefável José Sarney, está à frente da mamata.

Eternamente de férias da moral e da ética, suas (deles) ex-celências, não perdem a oportunidade de meter a mão, descaradamente no bolso do contribuinte. Um caminho que resta aos Tapuias e demais tribos de abestados é não reeleger essa súcia.

Lembrem-se: A urna corrige!

O Editor


Senador Gerson Camata acusa Mesa do Senado de fraude.

Sua assinatura estava na decisão sobre cota de passagens: ‘O ato é falso’, diz.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Na pressa de agradar os senadores num ano eleitoral, a Mesa Diretora do Senado incluiu entre os seis parlamentares que aprovaram o ato autorizando o uso este ano da verba de transportes aéreo do ano passado o senador Gerson Camata (PMDB-ES), que nem mesmo estava em Brasília. Camata disse que, naquele dia e hora, estava em São Paulo.

Em resposta ao pedido de Camata para que fosse investigado, a diretoria-geral do Senado limitou-se ontem a republicar o ato, com uma inovação: no lugar de Camata colocou o nome do senador Aldemir Santana (DEM-DF). Camata afirma que a medida não valida o ato e nem resolve o “dano moral” que teve ao ser incluído na lista dos responsáveis por mais uma das mordomias do Senado. “O ato é falso e inconstitucional, como me informou a advocacia do próprio Senado. Você não pode carregar recursos de um ano para usar no outro”, alega.

A decisão revoga uma das anunciadas medidas moralizadoras adotadas pela Casa no ano passado, no auge do escândalo dos atos secretos. Ficou acertado, quando da tentativa de conter a farra das passagens aéreas, que a sobra do dinheiro retomaria aos cofres da Casa.

Para o presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO), a republicação do ato com o nome de outro senador não acaba com a sua nulidade. “É muita baderna”, reconhece. “O certo é que o ato é nulo de pleno direito e, para valer, a Mesa teria de reiniciar todo o processo.” Já o primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), trata a troca dos nomes como sendo “uma questão subjetiva”.

Os patrocinadores do ato são o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e os senadores Serys Slhessarenko (PT-MT), Mão Santa (PSC-PI) e Patrícia Saboya (PDT-CE).

Não foi a primeira vez que a Mesa Diretora revogou uma “medida moralizadora”, como o próprio Sarney gosta de chamar as decisões para acabar com abusos na administração da Casa. Em setembro, recuou na medida que proibia a transferência para os Estados de servidores comissionados das lideranças dos partidos. Na época, Sarney disse no plenário que a autorização atendia a “todos os líderes”. Ficou constatado depois que somente seis integrantes da Mesa sabiam da novidade e que os líderes dos maiores partidos não foram consultados sobre o assunto.

Rosa Costa/Estadão

Opinião – Pizza à mineira

Para poder fazer aprovar a CPMF no Senado, o governo do grande chefe dos tupiniquins, manobrou para que a mesa do senado arquivasse um processo movido contra o inventor do valerioduto, o Senador tucano Eduardo Azeredo.

O estranho é o silêncio do PT que sendo vítima de processo semelhante, levou a fama de ter criado o mensalão e, agora, ajudou a enterrar o caso.

O senador mineiro é acusado de comandar o esquema de corrupção do “mensalão mineiro”, que distribuiu cerca de R$ 100 milhões em campanha eleitoral em 1998, quando tentava se reeleger governador de Minas. A lógica usado pelos senadores para arquivar o processo contra Azeredo foi a mesma no caso Gim Argelo (PDT-DF): a quebra de decoro teria acontecido antes de o parlamentar tomar posse.

Veja quem foram os “pizzaiolos”: César Borges (PR-BA), Tião Viana (PT-AC) e Magno Malta (PR-ES) votaram pelo sobrestamento do processo. Papaléo Paes (PSDB-AP) e Efraim Moraes (DEM-PB), votaram pelo arquivamento.

Entre os membros da mesa apenas os senadores Gerson Camata (PMDB-ES) e Álvaro Dias (PSDB-PR), votaram pelo encaminhamento do processo ao Conselho de Ética.