Nokia 3310, o celular ‘indestrutível’, está de volta

Nova versão do telefone que fez sucesso nos anos 2000 será apresentada em Barcelona.

O Nokia 3310, conhecido popularmente como o indestrutível por causa de sua resistência, está de volta.
A empresa finlandesa HMD, que comprou da Nokia Technologies a sua patente e os direitos sobre a marca e de sua imagem, anunciou a ressurreição do já clássico aparelho, quase um vintage, em versão renovada que será apresentada no Congresso Mundial de Telefonia (Mobile World Congress) a ser realizado em Barcelona entre 27 de fevereiro e 2 de março.
O indestrutível está de volta depois de uma entrada muito bem-sucedida do novo Nokia 6 na China.
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 A Nokia vendeu no mundo todo mais de 120 milhões de unidades do 3310, mas a chegada dos smartphones acabou por escantear aos poucos o modelo, apesar de sua fama, do funcionamento e do hipnótico jogo Snake 2.

A retirada oficial do mercado ocorreu em 2005. Agora, em fevereiro de 2017, quando parecia que o celular que causou furor nos primeiros anos do milênio tinha sido definitivamente enterrado pelos smartphones, a nova Nokia o lança mais uma vez, de olho em um mercado específico.

As informações sobre o ressurgimento do aparelho, divulgadas pelo The Guardian, indicam que ele só estará disponível inicialmente na Europa e na América do Norte e que custará em torno de 70 euros (245 reais). A versão original foi lançada em 2000 ao preço de 150 euros (525 reais).

Até relativamente poucos anos atrás, todos nós carregávamos um Nokia em nossos bolsos. Dois de cada três celulares vendidos no mundo eram da marca finlandesa. Seu império ruiu quase da noite para o dia com os aparecimentos dos aparelhos com tela táctil –o iPhone à frente– e do sistema operacional Android, da Google.
ElPais

Microsoft redefine o PC com o Surface Studio

O Windows 10 será atualizado no primeiro semestre de 2017 para se adaptar à realidade virtual

https://www.youtube.com/watch?v=BzMLA8YIgG0

Com o sistema operacional Windows e o computador pessoal, a Microsoft se tornou onipresente.

Três décadas e meia depois de sua introdução, a empresa de tecnologia de Redmond — depois de jogar a toalha com relação aos celulares — decide apostar fortemente na máquina que serviu para democratizar o uso de computadores no mundo inteiro com a apresentação do Surface Studio, a versão de mesa tudo em um de seu tablet híbrido.

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“É mais do que um simples PC”, destacou na apresentação Panos Panay, vice-presidente da Microsoft encarregado dos aparelhos Surface, “esta máquina foi construída para transformar a criação”.
A ideia é simples: criar a mesa de trabalho em um estúdio. Os produtos, afirma o executivo, “ajudam a dar vida às ideias” e, com essa intenção, desenvolveu-se um computador que “proporciona possibilidades ilimitadas à imaginação”.

O Surface Studio, que será vendido inicialmente por 2.999 dólares (9.300 reais), pretende fazer a diferença no mercado dos PCs, criando uma nova categoria, como ocorreu com o Surface Pro no caso dos tablets.

“A questão não era fazer mais um computador pessoal”, insistiu. “Trata-se de um passo adiante”.

A Microsoft o apresenta, com efeito, como o melhor equipamento que os criadores de conteúdo digital poderão ter para dar vida a suas ideias.

Satya Nadella, principal executivo da Microsoft, explicou que nos últimos anos proliferaram muitos produtos voltados para o consumo. Acredita, no entanto, que a próxima etapa será dominada pela criação, afirmando, por isso, que o computador pessoal continua sendo uma ferramenta essencial para atender ao “desejo inato de criar, conectar e se expressar”.

A Microsoft também dobrou o rendimento do portátil SurfaceBook para torna-lo mais versátil. “Os usuários nos pediam mais, e aqui está”, disse Panos. O equipamento disporá de bateria com até 16 horas de autonomia.

“Não há nada comparável no mercado”, afirma o executivo. O novo modelo, com um design mais sofisticado, custará 2.399 dólares (7400 reais). O Surface básico sai por 899 (2800 reais).

A apresentação da Microsoft ocorreu na véspera da apresentação das novidades para iPad e Mac pela sua superconcorrente Apple. Enquanto as vendas dos tabletes híbridos tiveram um crescimento de 38% no último trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior, os computadores da empresa da maçã tiveram uma contração de 14%, e os tabletes, de 9%.

A Microsoft não facilita em nada a vida da empresa de Cupertino na faixa mais alta do mercado, para uso profissional. A Apple tem sofrido também com os equipamentos de baixo custo Chromebook da Alphabet. Os investidores, com efeito, estão bastante atentos aos movimentos neste campo, no momento em que ele começa a se estabilizar.

Windows para criadores

A ponte entre o real e o virtual é o sistema operacional. A Microsoft apresentou os primeiros detalhes da próxima atualização do Windows 10, prevista para o primeiro semestre de 2017. Seu nome será Creators Update.

Como explicou Terry Myerson, cada usuário tem um interesse diferente do outro quando usa o computador. O próximo passo, na evolução da plataforma, é melhorar a experiência com a realidade virtual.

Para isso, os aplicativos de produtividade Paint e PowerPoint terão uma evolução no sentido da criação em 3D, simplificando o seu uso e tornando-o mais intuitivo. “Nosso mundo é tridimensional”, observou Megan Saunders. Os dois programas permitem a inclusão, com facilidade, de imagens tridimensionais digitalizadas de objetos reais, exportadas do Minecraft ou de comunidades como SketchUp.

A atualização do Windows 10 também incrementará a experiência com as HoloLens, criando espaços virtuais ou combinados com cenários reais. O sistema operacional da Microsoft conta com mais de um bilhão de usuários no planeta. O objetivo, com essa evolução, é chegar às novas gerações, que têm uma percepção diferente da criação de conteúdo.

A Microsoft, assim, aposta muito na realidade virtual. Para democratizar esses “efeitos”, ela apresenta os óculos de realidade aumentada da HP, Dell, Lenovo, Asus e Acer, a um preço inicial de 299 dólares (930 reais).

Todos esses equipamentos contêm sensores que permitem identificar o entorno. A atualização do sistema operacional vai melhorar, paralelamente, a criação de competições na plataforma para games Xbox Live.

O Windows 10 Creators permitirá também uma simplificação na maneira de compartilhar conteúdo, podendo-se juntar na barra de tarefas uma única caixa que integra todas as plataformas que cada contato usa para se comunicar.

Pretende-se evitar, dessa forma, que as mensagens importantes se percam em meio à abundância das redes sociais, complicando a comunicação.

Galaxy J5 Metal tem boa câmera e longa duração de bateria

Gadget tem fôlego para o dia todo e custa por volta de mil reais

O Galaxy J5 Metal é a evolução do smartphone lançado pela Samsung no ano passado. O design está mais resistente e a câmera ficou melhor.

O preço pouco mudou, ele continua por volta dos mil reais.

Confira mais detalhes sobre o aparelho no vídeo a seguir.


Lucas Agrela/Exame

Daydream View: a realidade virtual do Google simples, acessível e móvel

O kit do Google, chamado Daydream View, se destaca por seu design, quase todo baseado em tecidos.

O kit para usar a plataforma de realidade virtual Daydream. GOOGLE

Aposta do buscador é um kit mais barato, cômodo e fácil de usar que o da Samsung.

O Google apresentou nesta terça-feira em San Francisco os primeiros celulares compatíveis com o Daydream, sua plataforma de realidade virtual para smartphones, e seu primeiro kit. O objetivo desses produtos é “simplificar a complexidade da realidade virtual”.

Segundo Clay Bavor, vice-presidente da divisão de realidade virtual do Google, esta “deve se basear no celular para que você possa levar a experiência de forma simples e acessível”.

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Isso significa tomar a direção contrária da Oculus, empresa subsidiária do Facebook, e da HTC, que apostam numa tecnologia de ponta para oferecer a melhor experiência possível, embora seus kits exijam conexão constante com computadores muito potentes.

O Google tem claro que prefere chegar a todos através da inclusão de fabricantes e criadores de conteúdo na sua plataforma e com um kit centrado na comodidade, a um preço acessível (na Europa, será equivalente a 250 reais).

A estratégia é semelhante à adotada pelo Google com o Android: oferecerá uma plataforma, que pretende ser um padrão, para os desenvolvedores, com especificações mínimas que os fabricantes precisam incluir para ter o selo Daydream, que garante ao consumidor uma experiência de qualidade.

Só serão compatíveis aparelhos com telas de alta resolução, processadores potentes e sensores preparados para a realidade virtual que a empresa proprietária do popular mecanismo de buscas pretende oferecer. O Pixel e o Pixel XL, seus dois novos celulares, são os primeiros dispositivos compatíveis, mas “chegarão muitos outros no futuro”, diz o Google.

O Google tem claro que prefere chegar a todos através da inclusão de fabricantes e criadores de conteúdo na sua plataforma

Com o Daydream, o Google se certifica de oferecer uma realidade virtual de todos e para todos, mas sem perder o controle para assegurar a inclusão de seus serviços, algo vital para o negócio da companhia. Os clientes o acharão mais simples, e os fabricantes e criadores de conteúdo terão um padrão de qualidade ao qual se apegar no maior mercado potencial de realidade virtual: o celular.

Uma das exceções pode ser a Samsung, que já tem um acordo com a Oculus e uma plataforma própria de conteúdos em realidade virtual para rentabilizar. O Google precisará de todos os outros para que a oferta de dispositivos que compõem o Daydream seja suficientemente variada em termos de preço, acabamentos e características.

O kit do Google, chamado Daydream View, se destaca por seu design, quase todo baseado em tecidos. Isso lhe dá um aspecto mais cotidiano e menos futurista que o Gear VR da Samsung, e o torna mais leve. Outros dos seus pontos fortes é a facilidade de uso: o telefone é colocado dentro do kit, mas não é necessário conectar nenhum cabo.

“O Google fez uma grande e acertada proposta centrada na comodidade e no design, um dos pontos fracos do seu principal rival, a Samsung”, diz ao EL PAÍS Roberto Romero, fundador da Future Lighthouse, companhia pioneira na criação de conteúdos de realidade virtual na Espanha.

O Daydream View conta com um controle sem fio como principal diferença em relação ao Gear VR, oferecendo a possibilidade de criar experiências interativas nas quais o usuário possa agir com maior liberdade e precisão. “O controle é a chave. Os desenvolvedores sabem as oportunidades que ele nos oferece, e é uma ferramenta estupenda para fazer do usuário uma parte ativa das nossas experiências”, afirmou Romero. Seu funcionamento é semelhante ao de um controle do Wii, o console da Nintendo que alcançou uma grande fatia de mercado graças a essa tecnologia.

“O Youtube só está disponível no Daydream e é o principal portal de vídeos em 360 graus, o conteúdo estrela para um kit de realidade virtual móvel. O aplicativo não está disponível na loja da Samsung, e pode ser uma grande cartada para o Google”, diz Romero. A plataforma contará também com conteúdo do The New York Times, Wall Street Journal, NBA (liga de basquete) e MLB (beisebol), além dos aplicativos do Netflix e Hulu para ver séries e filmes como numa sala de cinema.

As propostas do Google e da Samsung baseadas na portabilidade contam com “as especificações suficientes para que os usuários desfrutem de experiências de qualidade”, concluiu Romero. Estão longe do que oferecem Vive e Oculus, mas “é o caminho a seguir para que a tecnologia chegue ao ponto de ser adotada pela massa crítica, de modo que tanto os fabricantes como os criadores de conteúdo possam tornar seus negócios rentáveis”.

O Daydream View conta com um controle sem fio como principal diferença em relação ao Gear VR, oferecendo a possibilidade de criar experiências interativas

O mercado é muito imaturo ainda, mas começa a se consolidar em razão dos três grandes investimentos que estão sendo feitos em empresas como Facebook, Google e Sony Interactive Entertainment, que colocará à venda seu kit PSVR para o console PlayStation 4 em 13 de outubro.

“A Oculus é pioneira e conta com o apoio do Facebook e da Samsung para seu ecossistema. Por outro lado, a HTC Vive e a PlayStation VR prometem experiências Premium, mas a plataforma Daydream é a mais focada na economia de escala”, declarou a EL PAíS Neil Shah, diretor de pesquisa de dispositivos e ecossistemas na Counterpoint. Considera que tal fator, “com os aplicativos próprios do Google, como YouTube e Play Store, a transforma em uma plataforma mais atraente, que pode suscitar um maior interesse e consumo de conteúdos”.

Outra das vantagens que o Google poderia incluir no Daydream é seu novo assistente e seus algoritmos de aprendizagem automática para fazer com que a experiência esteja baseada no contexto. “O Google Assistant será o cabo que liga todas as plataformas, propriedades e conteúdos em uma experiência unificada e diferente da oferecida pela concorrência”, diz Sash, ao alertar que o “Facebook pode não ser capaz de oferecer algo semelhante logo”.

O Google simplifica a realidade virtual, cria um padrão para usuários e fabricantes e tenta adotar o papel de líder de um segmento cada vez maior e disputado. Fez isso com um kit barato e centrado na comodidade, e seu primeiro Smartphone desenhado por completo, hardware e software, dentro de suas instalações. Porque o Google já não faz somente serviços, também faz produtos.
Felix Paluzuelo/ElPais

Tecnologia: 6 aparelhos obsoletos que são vendidos a preços exorbitantes na internet

A tecnologia parece ter uma data de validade cada vez menor. Um smartphone comprado agora, por exemplo, pode já estar ultrapassado daqui seis meses ou até antes, caso um modelo mais novo chegue às prateleiras. 

AP
Estes dois aparelhos são considerados por muitos “retrotecnologia”
Image copyright AP

No entanto, um fenômeno tem se tornado comum: a busca por aparelhos “retrotecnológicos”, lançados há pouco mais de uma década (ou mais) e que podem ser vendidos por dezenas de milhares de dólares em sites especializados ou de leilões.

Apesar de estarem completamente obsoletos, esses aparelhos são considerados “retrô” – e estão na moda.

Confira alguns exemplos (e preços):

1) iPod de 2004: US$ 90 mil

AP
Um iPod de primeira geração, com 5GB, foi vendido no eBay por US$ 20 mil
Image copyright AP

No início da década de 2000, o iPod Classic era a última palavra em tecnologia para ouvir música.

A edição de 2004 tinha 30 gigabytes (GB) de memória, design exclusivo e custava US$ 349 (cerca de R$ 1,2 mil) – essa primeira versão deu origem a seis gerações e inspirou o lançamento dos iPods Mini (2004), Nano e Shuffle (ambos em 2005) e o Touch (2007).

Em 2014, a Apple decidiu parar de fabricar a versão clássica do player, já que, segundo o diretor-executivo da empresa, Tim Cook, estava impossível conseguir peças para a fabricação.

Bastou esse anúncio para os preços dispararem. Em novembro daquele ano, um iPod Classic de 2004 foi vendido na internet por US$ 90 mil (cerca de R$ 312 mil), segundo informações da Terapeak, uma empresa que segue tendências no site de leilões eBay.

A análise da Terapeak mostrava que outros modelos do iPod também estavam sendo vendidos por milhares de dólares no site: de acordo com o relatório, um iPod da primeira geração, de 5GB, foi vendido por US$ 20 mil (quase R$ 70 mil).

Outros exemplos de vendas lucrativas no eBay: uma versão de 20GB chegou a US$ 7.999 (mais de R$ 27 mil) e outra, com capacidade para 10GB, alcançou US$ 2,5 mil (cerca de R$ 8,6 mil).

“Os últimos modelos do iPod Classic ainda não tenham atingido estes preços mais altos. Mas pode ser que cheguem a isso, levando em conta a trajetória de outros produtos da Apple e das gerações anteriores do iPod Classic”, escreveu Aron Hsiao, especialista da Terapeak, no blog da empresa.

Segundo Hsiao, “se você tem um iPod Classic em bom estado na sua coleção, pode ser que você tenha em mãos algo muito valorizado”.

2) iPhone (1ª geração): US$ 12 mil

Apple
Este iPhone não é o mais moderno, mas vale mais do que muitos imaginam
Image copyright APPLE

Os iPods lançados no início dos anos 2000 não são os únicos produtos antigos da Apple vendidos por milhares de dólares na web.

Em maio de 2016, um iPhone de primeira geração de 4GB foi vendido na Austrália por mais de US$ 11 mil (mais de R$ 38 mil).

Quando foi lançado pela Apple, em 2007, o modelo custava cerca de US$ 380 (mais de R$ 1,3 mil).

Dois meses antes, também na Austrália e por meio do eBay, outro usuário tinha vendido o mesmo modelo de iPhone por US$ 12 mil (R$ 41,6 mil).

A companhia está prestes a lançar a sétima geração do iPhone.

3) Nokia 3210: US$ 7,9 mil

BBC
Os antigos celulares Nokia eram conhecidos por sua resistência e pelo jogo ‘Snake’

O Nokia 3210, o primeiro celular da vida de muitas pessoas, se transformou no aparelho de maior sucesso e fama da empresa finlandesa desde seu lançamento, em 1999.

Hoje em dia, é uma relíquia tecnológica.

Muitos afirmam que os celulares mais modernos não têm a mesma resistência a quedas e choques que esse modelo Nokia tinha – o aparelho era chamado de “inquebrável”.

Além disso, os celulares de hoje não vêm com o jogo Snake (conhecido no Brasil como “jogo da cobrinha”), que ficou muito popular à época.

Quando chegou ao mercado, o Nokia 3210 custava cerca de US$ 100 (aproximadamente R$ 347). Mas, em abril passado, um britânico conseguiu vender um celular desses por nada menos que US$ 7,9 mil (mais de R$ 27 mil).

4) Walkman: US$ 2,2 mil

BBC
Image captionOs que ainda têm um destes em casa poderão conseguir mais de US$ 2 mil

Os mais jovens podem até não se lembrar dele, mas o Walkman da Sony marcou a juventude dos anos 1980 e 1990.

Com o passar dos anos, o reprodutor de áudio – que tinha rádio e toca-fitas – acabou sendo substituído pelos tocadores de CDs e reprodutores de mp3.

Alguns exemplares chegaram a alcançar centenas de dólares do eBay recentemente – alguns deles ajudados pelo hype do filme Guardiões da Galáxia(2014).

Um australiano vendeu no eBay um Walkman “ainda na caixa, sem abrir” por mais de US$ 2,2 mil (R$ 7,6 mil) – e deixou bem claro que se tratava do “mesmo modelo que Peter Quill” usava no filme da Marvel.

Outro usuário do eBay recentemente vendeu o seu por US$ 773 (cerca de R$ 2,6 mil).

5) Game Boy original: US$ 1.050

BBC
Um Game Boy como este, com o jogo Tetris incluído, foi vendido por US$ 1.050

O primeiro console portátil Game Boy, da Nintendo, foi lançado em 1989. E alcançou um estrondoso sucesso, com mais de 120 milhões de exemplares vendidos.

Um de seus maiores atrativos era o jogo Tetris, que conquistou mais de 30 milhões de usuários em todo o mundo.

Em maio de 2016, um vendedor de Michigan, nos Estados Unidos, conseguiu por seu Game Boy original, com o Tetris incluído, US$ 1.050 (cerca de R$ 3,6 mil).

Um dia antes, outro americano conseguiu vender um modelo, mas sem os jogos, por US$ 750 (aproximadamente R$ 2,6 mil).

Aparentemente há muita demanda: o leilão de outro Game Boy já alcançou o valor de US$ 1,4 mil (cerca de R$ 4,8 mil).

6. PlayStation One: US$ 900

EBAY
O PS1 é um dos consoles mais procurados por colecionadores
Image copyright EBAY

Estados Unidos, 2000: a Sony lança no mercado seu console de mesa PlayStation One (PS1).

Na época, o dispositivo custava pouco mais de US$ 112 (quase R$ 389) e era uma versão mais econômica do PlayStation original lançado em 1995, que custava US$ 299 (pouco mais de R$ 1 mil) e superou as 100 milhões de unidades vendidas.

Hoje, há colecionadores dispostos a pagar por um PS1 quase dez vezes mais do que o preço original.

Em maio de 2016, um deles, vindo da Califórnia, foi vendido no eBay por US$ 899 (R$ 3,1 mil), e outro, de Nova York, chegou a US$ 699 (R$ 2,4 mil).

Os preços do PS1 também dispararam em outros sites. No Mercado Livre mexicano, por exemplo, pode-se encontrar o game por preços que variam entre US$ 1.399 (R$ 4,8 mil) a US$ 1,5 mil (R$ 5,2 mil).

Solarin: o celular mais seguro do mundo custa até 60.000 reais

Empresa israelense começa a comercializar o ‘smartphone’ com tecnologia militar criptografada para executivos de grandes corporações.

Vista frontal do Solarin.

Ele se chama Solarin, e é o telefone celular mais seguro do mundo. Pelo menos é o que afirmam os seus criadores, a start up israelense Sirin Labs, que, com o novo smartphone, pretende atingir o segmento do mercado de altos executivos de grandes corporações e instituições para os quais a segurança e a privacidade são elementos essenciais.

Mas essa segurança tem seu preço: a partir de 12.400 euros (cerca de 50.000 reais) para o modelo básico, chegando a 15.000 euros (cerca de 60.000 reais) no mais avançado.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O Solarin incorpora a tecnologia militar de privacidade mais avançada que existe hoje em dia, fora das agências de inteligência, de acordo com a Sirin Labs.

A empresa fez uma parceria com a KoolSpan, companhia especializada em segurança de comunicação celular, para integrar a criptografia AES (de 256 bits- chip a chip), mesma tecnologia utilizada por vários exércitos para proteger as suas comunicações.

Ela é acionada por um interruptor de segurança localizado na parte de trás do telefone, que passa a operar, assim, em um modo protegido, apresentando uma interface exclusiva para as chamadas e mensagens totalmente criptografadas.

Além disso, o aparelho vem com uma proteção contra ameaças da Zimperium, empresa especializada em ataques cibernéticos a celulares que trabalha com o Google e já detectou e desativou muitas ameaças que havia contra o sistema operacional .

Tela do Solarin.
Tela do Solarin.
“Os ciber-ataques são endêmicos no mundo inteiro. Esta tendência tem aumentado. Um único ataque é capaz de estragar seriamente a reputação e as finanças de uma empresa. O Solarin é pioneiro em novos recursos de privacidade e no uso de criptografias inovadoras, para oferecer aos clientes a tranquilidade necessária para lidar com informações críticas em seus negócios””, afirma Tal Cohen, diretor e fundador da Sirin Labs.

Com mais de dois anos de pesquisas, o Solarin foi desenvolvido nas sedes da empresa na Suécia e em Tel Aviv. Ele é composto por mais de 2.500 componentes internos reunidos por especialistas em relojoaria, com a parte externa desenhada pelo conhecido designer industrial Karim Rachid. Sua estrutura é composta por uma matriz metálica única –usada normalmente na indústria aeroespacial, dada sua absoluta rigidez—e reforçado com painéis de titânio para aumentar a sua força estrutural, como vidro antichoque e arranhões (Corning Gorilla 4 ) a fim de proteger a tela curva, e um painel traseiro de couro.

Mais veloz e com banda mais larga

Tela do Solarin em modo seguro.
Tela do Solarin em modo seguro.

O equipamento oferece até 450 Mbps de download e até 150 Mbps de velocidade de upload, ao lado da compatibilidade com 24 bandas LTE, para facilitar o seu uso em nível internacional. Ele incorpora uma nova tecnologia para conexão wifi (WiGig) que permite uma velocidade de até 4,6 Gbps, o que permite um acesso à nuvem quase instantâneo, e a sincronização de fotos, vídeos e conexões sem fio, assim como a transmissão de vídeos de baixa latência, e uma banda três vezes mais larga do que o mais sofisticado dos smartphones.

A tela de 5,5 polegadas e com resolução IPS LED 2k incorpora uma câmera de 23,8 megapixels, com foco automático por laser e flash de quatro tonalidades, além de um flash frontal. O sistema de som utiliza três autofalantes de graves, unidos por meio de um amplificador inteligente para controlar o volume e a distorção. O Solarin é alimentado por um processador Qualcomm Snapdragon 810 e a bateria mais potente do mercado, com carga rápida e algoritmos de otimização de energia para viagens.

Não é o celular mais caro. O Signature Cobra da Vertu custava 280.000 euros

A Sirin Labs foi fundada em 2013 pelo empresário Kenges Rakishev, do Cazaquistão, especialista em investimentos de risco em Israel; Moshe Hogeg, criador da rede social de fotos e vídeos Mobli; e o ex-consultor da McKinsey Tal Cohen. A start upobteve 25 milhões de dólares em investimentos no seu lançamento, com uma nova injeção de capital de 72 milhões no mês passado.

“Criamos o aparelho com o mais elevado grau de privacidade, capaz de operar com mais velocidade do que qualquer outro telefone e construído com os melhores materiais do mundo. Não admitimos as regras dos preços e a tecnologia que estavam disponíveis. Com o Solarin, rompemos com essas regras”, afirma Hogeg, presidente da Sirin.

Apenas em duas lojas de Londres

Até o momento, o Solarin só pode ser adquirido na loja da rede Mayfair em Londres, e, a partir de 30 de junho, também na Harrods, na capital britânica. Pelo preço, ele estará ao alcance de poucas pessoas. São quatro os modelos disponíveis, com preços variando entre 12.500 euros (cerca de 50.000 reais) e 15.600 euros (cerca de 62.400 reais).

Ainda assim, não se trata do celular mais caro da história. A Vertu, antiga marca de luxo da Nokia especializada em celulares de joalheira, lançou no mercado, em 2006, o Signature Cobra, com um preço de 280.000 euros (cerca de 1,1 milhão de reais). Ele trazia incrustados dois diamantes, duas esmeraldas e 439 rubis. Foram vendidas 26 unidades.

O curioso truque que permite liberar espaço em seu iPhone

Seguindo estes passos você consegue acabar com o estresse da falta de memória no dispositivo.

Quatro passos para aumentar a memória do iPhone.

À medida que aumenta nossa atividade nas redes sociais, a movimentação do WhatsApp e o inevitável hábito das fotos e selfies, logo chega o momento em que o iPhone manda o primeiro alerta de que o espaço está acabando.

Neste caso, o bom senso nos diz que o certo a fazer é ir eliminando fotografias, vídeos e demais conteúdos que vão se acumulando no terminal e também desinstalar aquelas aplicações que quase não utilizamos.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O problema é que, muitas vezes, isso também não basta e, em pouco tempo, o celular está saturado novamente.

Esse problema, logicamente, afeta sobretudo os proprietários de iPhone com 16 GB de memória, que em pouco tempo podem se deparar com o desagradável aviso de falta de espaço, mas um truque pode liberar bastante espaço dependendo do dispositivo (uns conseguem apenas poucos megas, outros dizem ter liberado gigas de espaço).

Não há uma explicação clara que justifique essas diferenças entre uns dispositivos e outros, mas o truque funciona e, para reproduzi-lo, é preciso seguir estes passos:

MAIS INFORMAÇÕES

1. Ir para Ajustes/Geral/Informação e memorizar o espaço disponível para verificar o ganho depois.

2. Em seguida, vamos à iTunes Store do dispositivo e procuramos um filme cujo espaço seja superior ao que está livre.

3. Neste ponto, tenta-se comprar ou alugar o filme (por ocupar mais espaço que o disponível nenhum download será efetuado) e, após alguns segundos, aparecerá um alerta avisando que não há espaço disponível.

4. Pressione ‘OK’ sobre esse alerta e verifique o espaço liberado.

O curioso é que esse processo pode ser repetido várias vezes para aumentar pouco a pouco o espaço disponível no terminal, mas isso, como se pode ler nos comentários do Reddit, depende muito de cada iPhone.

Como se consegue esse espaço extra?

Não há uma explicação clara, mas as suspeitas recaem sobre caches e diferentes resíduos de instalações que são liberados pelo sistema operacional para abrir espaço para o download do filme.
El País

Juiz de Nova York dá razão à Apple em caso de desbloqueio de iPhones

Não é o caso de San Bernardino, mas um precedente que chega no momento mais oportuno. Um juiz de Nova York decidiu que a Apple não deve desbloquear um iPhone em um caso de narcotráfico.

Apple

O processo aberto em um tribunal do Brooklyn em outubro cria um importante precedente para a Apple no caso do celular do tiroteio de San Bernardino. O juiz James Orenstein sustenta que os motivos da procuradoria não são suficientes para forçar a Apple a quebrar a chave de segurança do celular.

“Depois de receber os fatos e os argumentos das partes, concluo que nenhum desses fatores justifica impor à Apple a obrigação de dar assistência à investigação do Governo contra sua vontade. Por isso, nego a moção”, declara em um documento de mais de 50 páginas.

MAIS INFORMAÇÕES

Jung Feng, o réu e dono do iPhone, é acusado, junto a outras quatro pessoas, de traficar anfetaminas. Desta vez não se trata de um iPhone 5C, mas de um 5S. Como no caso de San Bernardino, as autoridades foram incapazes de extrair informação do terminal.

Os agentes da Agência Americana Antidrogas (DEA) pediram a colaboração do juiz para que a Apple ajudasse no trabalho. Orenstein acredita que a ordem “não se ajusta aos usos e princípios da lei”.[ad name=”Retangulos – Direita”]

Em sua opinião, a Apple não é responsável por seus aparelhos serem usados para vender drogas. O veredito se baseia na Lei de Mandatos Judiciais, que remonta a 1789. O juiz aponta que a Apple já colaborou em 70 casos com as autoridades federais, mas que é competência do juiz autorizar sua colaboração. A Apple, por meio de teleconferência com um executivo da empresa, reconheceu que o precedente beneficia a empresa.

Juiz opina que Apple não é responsável por seus aparelhos serem usados para vender drogas

O Departamento de Justiça se pronunciou a respeito em um comunicado: “Estamos muito decepcionados com a decisão do magistrado, pretendemos falar com ele nos próximos dias. Queremos deixar claro que a Apple consentiu em colaborar para fornecer os dados do celular, como aconteceu tantas outras vezes nas mesmas circunstâncias. Esse telefone (de San Bernardino) pode ter provas que nos ajudarão na investigação do crime. Vamos continuar com o processo para tentar consegui-las”.

Nesta terça-feira, o advogado da Apple fará sua primeira vista ao Senado. Bruce Sewell, vice-presidente encarregado dos assuntos jurídicos da empresa, planeja apoiar-se na defesa dos direitos individuais. O diretor compartilhou com a imprensa o rascunho de seu pronunciamento inicial.

Além de expressar solidariedade com as famílias das vítimas do tiroteio, declaram que não têm simpatia alguma pelos terroristas. “Temos o maior respeito pela defesa da lei, compartilhamos seu objetivo por um mundo mais seguro.

Temos uma equipe inteiramente dedicada a isso que colaborou com o FBI assim que nos chamaram. Demos toda a informação. Inclusive fomos mais adiante colocando à disposição vários engenheiros para aconselhar com diferentes opções”, revela.

Ao mesmo tempo, mantém a posição de não criar um sistema operacional modificado: “Criar esse software não só afetaria o iPhone, diminuindo a segurança de todos eles”. Continua nessa mesma linha: “Os hackers e criminosos poderiam usar o código para violar nossa privacidade e segurança pessoal. Abriria um precedente perigoso de violação da privacidade e da segurança dos cidadãos”.
El País

Sem chefe e sem garantia: assim será nosso trabalho no futuro

Cada vez mais empresas estão se adaptando à cultura do Vale do Silício.Emprego,Blog do Mesquita

Descrever Jesús Elorza, community manager do Google, sem os anglicismos que ele usa com frequência é um desafio. Seu aspecto – barba, camisa abotoada até o último botão – é de hipster. Sua fascinação pelas redes sociais, pelos gadgets (tem um smartwatchconectado ao smartphone) e seus apps o transformam em um techie. Seu emprego o transforma em protagonista da mudança da atual geração que está com 30 anos e tem uma nova forma de entender o trabalho.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Em parte é porque Jesús, 27 anos, que trabalha há quatro na sede da Google em Dublin, passa o dia fazendo videoconferências, com o outro olho na tela do seu celular, onde se misturam vida pessoal e profissional até se confundirem. E, em parte são todas as comodidades que desfruta, e que fazem com que os escritórios da Google sejam qualquer coisa menos aquele espaço espartano no qual trabalhavam as gerações anteriores à dele.

Temos muita flexibilidade no trabalho, vários restaurantes com comida de graça e, claro, muito boa, formação contínua, ginásio e piscina dentro do edifício, massagem, centro médico, salão de jogos…”, vai enumerando, recitando o modelo que Laszlo Bock, chefe de RH da Google (lá eles chamam de “gestão de pessoas”), descreve em seu livro Um Novo Jeito de Trabalhar: “Eu chamaria de um projeto de alta liberdade no qual os funcionários gozam de capacidade de tomada de decisão.

Os líderes que criam o ambiente adequado vão se transformar em ímãs para as pessoas com mais talento do planeta”, explicou Bock no livro. Mas muito mais importante do que tudo isso é a maneira que Jesús pode projetar no trabalho parte de sua personalidade. Ele ainda tem a caderneta na qual, há quatro anos, escreveu “trabalhar na Google” como um dos seus objetivos. Ele não presta um serviço. Contribui com sua personalidade para o projeto. É um trabalhador do futuro.

As grandes empresas tecnológicas e as start-ups mudaram o mercado. Agora estamos lutando todos pelo mesmo talento em um mercado sem barreiras. Procuramos pessoas que querem algo mais que uma carreira para toda a vida.

Margarita Álvarez, diretora de comunicação e marketing da Adecco Espanha

Primeira Parte: o que faz um empregado como você em um lugar como este?

“A tecnologia trouxe mudanças drásticas no mundo do trabalho. Podemos resumi-las na hiperconectividade”, anuncia Juan Martínez-Barea, embaixador na Espanha da Singularity University, instituição acadêmica impulsionada pela NASA e localizada no Vale do Silício. Ele é autor do livro El mundo que viene (O mundo que virá). O telefone acelerou o ritmo de um mundo que deixou de depender do correio físico, mas as novas tecnologias provocaram algo muito mais drástico: tornaram prescindíveis os horários e os espaços comuns, aumentaram a disponibilidade e encorajaram a promiscuidade entre trabalhadores e empregadores.

Há empresas muito tradicionais na Espanha que já estão mudando para espaços de trabalho não nominativos, ou seja, que ninguém tem um lugar permanente. Não há papel, não há armários para ninguém. São colocadas em paralelo grandes mesas para incentivar a interatividade

 

Margarita Álvarez

Este último é essencial para começar a entender a mudança. Em um ambiente no qual qualquer um pode expor seus talentos para todos, seja como um portfólio em forma de conta do Instagram ou com currículo no LinkedIn, as empresas têm um acesso exponencialmente mais fácil aos possíveis empregados. São elas, portanto, que precisam ser atrativas para os trabalhadores, e não vice-versa, como até agora.

“O fardo agora é da empresa” confirma Margarita Álvarez, diretora de comunicação e marketing da Adecco Espanha, o maior fornecedor mundial de recursos humanos: “As grandes empresas tecnológicas e as start-ups mudaram o mercado. Agora lutamos todos, grandes e pequenos, pelo mesmo talento em um mercado sem barreiras.

Procuramos pessoas que querem algo mais que uma carreira para toda a vida, que querem rapidez, propostas constantes de projetos interessantes, flexibilidade, bons companheiros…”.

Jesús recebe da Google uma atitude que seria considerada marciana em décadas passadas. “Você controla seu tempo, os objetivos, o que quer aprender, no que quer trabalhar… E acima de tudo, o bom ambiente que existe entre os colegas”, diz ele.

Também ressalta a regra dos 20%: “Corresponde à parte do seu tempo que pode dedicar a um projeto ou conceito a ser desenvolvido que esteja ligado à empresa”. Ele tem espaço para fornecer ideias mesmo fora do seu setor. Outras empresas como Adobe ou Deloitte também usam ideias ousadas como licenças sabáticas remuneradas. Gore-Tex eliminou a cadeia de comando e as funções dos trabalhadores, permitindo que os chefes dos projetos sejam divididos e escolhidos por voto.

Vai generalizar um tipo de trabalhador autônomo, ou parecido ao autônomo, que trabalhe dentro, graças à tecnologia que é oferecida hoje, de equipes que duram até a conclusão do projeto.

Margarita Álvarez
Os locais de trabalho também estão se adaptando a estes novos parâmetros. Atribuir áreas específicas do escritório como uma recompensa (uma sala a um trabalhador leal que foi promovido) ou como forma de promover a dinâmica acaba sendo menos produtivo. “Há empresas muito tradicionais já estão mudando para espaços de trabalho não nominativos, ou seja, que ninguém tem um lugar permanente. Não há papel, não há armários para ninguém. São dispostas grandes mesas de forma paralela para incentivar a interatividade”, diz Margarita Alvarez.

Identifica-se um projeto, reúne-se uma equipe, trabalha-se o justo e necessário para completar a tarefa e a equipe separa-se. É o modelo com o que agora se constroem pontes, desenham aplicações ou abrem restaurantes.

Adam Davidson, colunista econômico do The New York Times

Segunda Parte: A ameaça de Hollywood

Num ponto extremo, esta promiscuidade nos levará, segundo previsão de Adam Davidson, colunista econômico do The New York Times, ao modelo Hollywood, que aplica a lógica de uma filmagem a todas as áreas de trabalho. “Um projeto é identificado, a equipe se reúne, trabalha apenas suficiente para completar a tarefa e se separa “, explica Davidson.

“É o modelo com o qual agora as pontes são construídas, aplicativos são criados e restaurantes são abertos”. Completa Juan Martínez-Barea: “Vai generalizar um tipo de trabalhador autônomo, ou parecido ao autônomo, que trabalhe dentro, graças à tecnologia que é oferecida hoje, de equipes que duram até a conclusão do projeto”. Ainda não sabemos se a cultura corporativa está pronta para absorver uma mudança radical de estrutura. “Toda vez encontramos mais pessoas trabalhando na Espanha quase como freelance”, afirma Álvarez.

Isso apesar de que ser autônomo nesse país significa, além de mais horas de burocracia, o pagamento de uma taxa de entre 50 e 260 euros por mês, mais que na França (lá, a taxa depende das receitas), Reino Unido (entre 13 e 58 euros anuais). A tendência pode lembrar os minijobs alemães, mas estes pelo menos oferecem uma cobertura de seguridade social e outras circunstâncias, tais como demissão, mas um autônomo espanhol está sozinho.

Álvarez se volta para o otimismo: “Não se trata de perder a estabilidade, mas que as empresas acabem usando este modelo dentro de si mesmas para oferecer ao funcionário, em forma de projetos, os próximos passos da sua vida profissional. Seria insustentável que fôssemos todos autônomos”.

Mal-entendido, o modelo Hollywood pode ser confundido perigosamente com uma tendência cultural impossível de parar nos últimos anos: a gig economy, economia de trabalhos esporádicos. É a que promove as viagens de gastos divididos do BlaBlaCar, os taxistas amadores do Uber, o aluguel de apartamentos pelo Airbnb.

O mesmo que entusiasma as start-ups – fazer com o mercado de trabalho o que Uber fez com a indústria dos táxis – preocupa muita gente – Uber multiplicou tanto os empregos ruins quanto a economia informal.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) tem, na verdade, um escritório específico para as formas de emprego não convencionais, que enfatiza a necessidade de “reconhecer que não estamos falando de trabalhos esporádicos, tarefas, favores ou levar alguém para casa. Falamos de trabalho. A economia de trabalhos esporádicos pode ser o futuro, mas precisamos começar a reconhecer que é trabalho, e trabalho deve ser decente. A proteção do trabalho não é incompatível com a inovação”.

Isso apesar de que ser autônomo na Espanha significa, além de mais horas de burocracia, o pagamento de uma taxa de entre 50 e 260 euros por mês

A OIT abriu uma linha de pesquisa sobre o “futuro do trabalho”. O resumo é que não devemos prever o futuro, mas regulá-lo: “Cabe perguntar se a revolução tecnológica, que é caracterizada pelo uso de megadados, impressoras 3D e robôs, oferece um potencial tão grande a ponto de substituir a mão de obra”, diz.

É possível ir além, como faz Martínez-Barea: “O mercado de trabalho vai se polarizar: as pessoas com baixas qualificações, empregos com baixo valor agregado e de baixos salários são os que correm mais risco. Os drones entregarão pedidos, os robôs fabricarão tudo e os veículos autotransportados transportarão mercadorias”, prevê.

E podemos dar de ombros, como faz a OIT: “A tecnologia sempre acabou criando mais empregos do que destruiu”. No futuro tudo será diferente e tudo será igual. Em outras palavras, será o futuro de sempre.
El País/Jacob Pedroza

Design: Para dormir em pé

Essa eu achei no site Geekologie

O preguiçosão aí da foto é o artista Jamie O’Shea, que desenvolveu essa cadeira para poder dormir em pé. A engenhoca é desmontável e, literalmente, é pra ser vestida quando o dorminhoco resolver tirar uma soneca, seja lá onde for.

Todo o equipamento para usar a Vertical Bed, esse é o nome de batismo da espreguiçadeira “high tec” cabe em uma mala de mão.

O inventor defende o ponto de vista que pequenas sonecas durante o dia podem melhorar o desempenho das pessoas.

Óculos escuros, para disfarçar?, e fones de ouvido completam o kit conforto.


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