Twitter: Passeata virtual pede #ForaSarney

O movimento “Fora Sarney” que pede nas redes sociais o afastamento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), fez nesta quarta-feira uma “passeata virtual”.

Usuários da rede enviaram a mensagem ” #forasarney ” para endereços de email e contas no Twitter de parlamentares. O protesto, que aconteceu entre 15h e 16h, teve como alvo tanto senadores da base aliada como de oposição.

No Twitter, os 16 senadores que possuem perfis no microblog receberam em média 15 mensagens no período programado para a manifestação, mas internautas continuaram enviando tweets durante o dia para cobrar a saída do presidente.

O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), tentou responder aos questionamentos dos internautas:

“Muitos pedem resposta sobre Sarney, ñ dá p/ responder 1 por 1. Mas reforço minha posição. Defendo licença de 30 dias p/ q tudo seja apurado”, escreveu Mercadante em seu Twitter.

O posicionamento do petista teve reação imediata de usuários da rede:

“É absurda sua sugestão de licença de 30 DIAS para o Sarney, às VÉSPERAS DO RECESSO PARLAMENTAR!!!!”, escreveu um tuiteiro.

“‘Defendo’ me parece muito pouco para quem quer ser reconhecido pela postura ética. Esperamos uma postura mais pró-ativa”, criticou outro.

O movimento ganhou destaque depois da intervenção de um grupo de celebridades auto-denominado ” Piratas do Twitter “, e a expressão “#forasarney” se tornou uma das mais comentadas no site.

Além dos protestos virtuais, no início do mês, manifestações do grupo “Fora Sarney” ganharam as ruas no Rio, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, além de outras capitais e cidades de regiões metropolitanas.

Para Ronaldo Lemos, professor de Direito da FGV com pesquisa na área de internet, a tendência de um movimento que tem relevância e nasce na internet é crescer .

– A internet virou uma plataforma política por excelência, possibilita cada vez mais a mobilização e tem efeito imediato – explica ele. – A rede tem força em mobilizar jovens, ao mesmo tempo em que coloca os políticos sob análise.

O Globo