Folha de S.Paulo ataca quem investiga a gatunagem na Operação Zelote

Brasil,Bancos,Operação Zelotes,Corrupção,Blog do MesquitaO deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) respondeu à crítica do jornal Folha de S. Paulo, que o acusa de “inflar” a operação Zelotes.
Segundo o jornal, em texto do colunista Leonardo de Souza, o parlamentar quer que a Zelotes seja um contraponto à operação Lava Jato, com o intuito de abafar esta última. Pimenta rebateu.

“A imprensa brasileira trabalha os casos de corrupção não a partir do ato em si, mas, sim, a partir de quem praticou a corrupção e quem está envolvido nesses escândalos.

Só depois desse filtro, dessa censura prévia, e só depois de verificar se não irá atingir interesses dos grupos econômicos influentes, é que a imprensa decide qual o tamanho da cobertura jornalística que dedicará, ou, então, se irá varrer os acontecimentos para debaixo do tapete, sumindo com esses fatos do noticiário.

A mídia conhece, mais do que ninguém, os limites da sua liberdade de expressão, até onde pode ir e sobre o quê e quem falar.

Nesse sentido, e parafraseando o próprio colunista Leonardo Souza, “é uma pena que o ímpeto apurativo da imprensa brasileira não se dê pela vontade genuína de ver um Brasil limpo da corrupção””, afirma o petista.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Folha de S.Paulo ataca quem investiga a Zelotes

Para minha surpresa, nesta quinta-feira (21), o colunista da Folha de S.Paulo Leonardo Souza iniciou uma “cruzada” contra todos aqueles que lutam para que não haja uma operação abafa sobre a Operação Zelotes. Acuada que está, a mídia faz diversas tentativas para desqualificar tanto a Zelotes quanto o episódio das contas secretas do HSBC na Suíça, conhecido como escândalo Swissleaks, pois ela não sabe QUEM as investigações poderão “pegar”.

O que se sabe é que nesses dois escândalos bilionários de sonegação há empresas de mídia e nomes ligados a grupos de comunicação envolvidos. Como a imprensa não controla esses episódios, ela busca estratégias para retirar a autoridade do trabalho investigativo da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, ou daqueles que buscam dar visibilidade à Operação Zelotes.

A imprensa, basicamente, não se ocupa da Operação Zelotes por três motivos: o escândalo bilionário não envolve a classe política (os envolvidos são empresas privadas, anunciantes da própria mídia); há grupos de mídia investigados; e porque parte da imprensa sustenta que sonegar é um ato aceitável, e que não se trata, portanto, de corrupção.

Chama atenção que o colunista Leonardo Souza jamais se deteve em profundidade ao assunto para informar à sociedade o que é o Carf, o que é a Operação Zelotes, como é que agiam as quadrilhas que se apropriaram de uma estrutura como o Carf para defesa dos seus próprios interesses. Pelo que se sabe, o colunista não moveu até agora uma palha para tentar esmiuçar o assunto. Quando não cala sobre a Zelotes, o colunista Leonardo Souza prefere fazer juízo de valor sobre a minha atuação, tentando colocar sob suspeita as reais intenções do nosso trabalho.

Lamento que, mesmo tendo gasto grande quantidade de papel e tinta acompanhando a Operação Zelotes e a nossa atividade parlamentar, o colunista da Folha de S.Paulo o faça sem reconhecer a realidade dos fatos, sob a frágil alegação de que os esforços engendrados por nosso mandato tenham a única finalidade de desviar a publicidade da operação Lava Jato. Qual o motivo de tratar a Lava Jato e a Zelotes como concorrentes, e não como casos de corrupção de forma semelhante, respeitando o direito que a sociedade tem de ser informada? Se o raciocínio do tal colunista procedesse, seria possível afirmar que a mídia só cobre a Lava Jato com objetivo de ofuscar a Zelotes.

Sim, Leonardo, que as autoridades investiguem a fundo a Lava Jato, a Zelotes, o HSBC, o Mensalão Tucano, o Trensalão Tucano de São Paulo e todos os casos de corrupção do país, bem diferente do que ocorria até o final dos anos 1990, quando muitos casos de corrupção eram engavetados. E que a imprensa, por sua vez, noticie todos os casos de corrupção do país.

E quando for cobrada de que não está cumprindo com o papel de informar e servir ao cidadão, de que está agindo como a quadrilha que atuava no Carf defendendo apenas seus próprios interesses, que a imprensa não busque o caminho dos ataques, da desqualificação e das suposições baseadas em ufanismos editoriais ideológicos. Que não seja autoritária como os censores da ditadura! Que não tente calar e sufocar a voz daqueles que buscam chamar atenção para a roubalheira que foi feita no Carf. Que não censure! Que não faça o que justamente critica. Combata a censura, a si próprio, e não quem defende a liberdade para se falar da Zelotes e de todos escândalos de corrupção.

Por respeitar e confiar na independência do poder judiciário é que buscamos tratamento isonômico a todas as investigações criminais envolvendo o desvio de verbas públicas. Acreditamos que entre os excessos a Operação Lava Jato e a negligência dedicada à Operação Zelotes deve existir um caminho do meio.

As estratégias da mídia são velhas conhecidas. O que há de novo é que, agora, não há mais como impedir que o público tenha acesso às informações de que os grandes grupos de comunicação estão envolvidos tanto no Swissleaks quanto na Zelotes, que apuram sonegação fiscal, corrupção, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

Infelizmente, a imprensa brasileira trabalha os casos de corrupção não a partir do ato em si, mas, sim, a partir de quem praticou a corrupção e quem está envolvido nesses escândalos. Só depois desse filtro, dessa censura prévia, e só depois de verificar se não irá atingir interesses dos grupos econômicos influentes, é que a imprensa decide qual o tamanho da cobertura jornalística que dedicará, ou, então, se irá varrer os acontecimentos para debaixo do tapete, sumindo com esses fatos do noticiário.

A mídia conhece, mais do que ninguém, os limites da sua liberdade de expressão, até onde pode ir e sobre o quê e quem falar. Nesse sentido, e parafraseando o próprio colunista Leonardo Souza, “é uma pena que o ímpeto apurativo da imprensa brasileira não se dê pela vontade genuína de ver um Brasil limpo da corrupção”.

Imprensa: Mediação versus ancoragem

Imprensa ManipulaçãoA Folha de S.Paulo publicou no domingo (9/11) uma curiosa análise sobre o papel da mídia tradicional nas redes sociais (ver aqui)

O levantamento foi feito entre os dias 19 e 28 de outubro, quando a disputa eleitoral era levada ao fundo do poço, em grande parte por conta de ações da própria imprensa, e consistiu em rastrear postagens feitas no Facebook e no Twitter com expressões relacionadas ao segundo turno da eleição presidencial e ao resultado das urnas.

A intenção da reportagem é demonstrar como a imprensa institucional ainda é relevante na organização das informações que circulam no ambiente hipermediado da tecnologia digital. Paralelamente, o material tenta convencer o leitor da importância da própria Folha de S.Paulo como protagonista desse ecossistema informacional, e demonstrar que o jornal não apenas está integrado às redes sociais, como assume função de avalista do que é verdade e do que não é, no meio dos boatos que circulam durante períodos de comunicação intensa como as disputas eleitorais.

Segundo o levantamento, durante os dez dias de cobertura, 61% dos compartilhamentos de links por usuários das redes sociais vieram de conteúdos publicados por jornais, portais da internet, emissoras de rádio e TV, sistemas informativos locais ou da imprensa internacional. Nos dois dias posteriores à eleição, ou seja, dias 27 e 28 de outubro, essa média subiu para 70%.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A principal conclusão da Folha é de que o “jornalismo profissional domina as redes sociais”. Este é o primeiro grande equívoco da análise. Mas esse não é o único erro: todo o levantamento tem indicações de que se trata de um apanhado de elementos muito específicos, num contexto de alta complexidade, com o objetivo de demonstrar uma tese a priori: a de que a mídia tradicional determina a maior parte das interações nas duas principais redes sociais digitais.

A seleção de conversas com links num universo composto por uma enorme quantidade de variáveis já constitui, por si, um critério definidor do resultado. O estudo tem características de uma grosseira falácia.

Jornalismo profissional?

Como toda análise de conteúdos midiáticos, comecemos por observar a síntese do trabalho, apresentada no título. Diz a manchete da Folha: “Jornalismo profissional alimenta redes sociais”. Na linha fina, logo abaixo, afirma-se que “na reta final da eleição, 6 de cada 10 links compartilhados eram notícias”.

E o que a Folha chama de “jornalismo profissional”? – apenas o conteúdo publicado por empresas de comunicação. Mais correto seria definir esse conteúdo como “jornalismo corporativo”, ou “jornalismo institucionalizado”, ou mesmo “material da mídia tradicional”, porque “jornalismo profissional” é todo produto do trabalho de jornalistas profissionais, ou seja, de pessoas que têm o jornalismo como atividade produtiva, e não apenas daqueles que trabalham numa empresa de mídia. Aliás, depois que o Supremo Tribunal Federal, aliciado pelas empresas de comunicação – com grande protagonismo da Folha de S. Paulo – eliminou as bases definidoras do jornalismo profissional no Brasil, essa expressão fica quase sem sentido.

Outro erro, que compromete o ensaio de objetividade do jornal paulista, é considerar que uma troca de informações ou opiniões entre integrantes de uma rede social tem mais valor quando inclui um link, ou uma referência direta a conteúdo processado por uma corporação jornalística. A anexação de um link não altera a validade da informação, pois se sabe que, progressivamente, os usuários das redes tendem a confiar mais em indicações de amigos do que em conteúdos da mídia tradicional ou de publicidade.

Observe-se, por exemplo, que a capa da revista Veja com o factoide sobre o escândalo da Petrobras, que constituiu o principal evento midiático no dia da eleição, foi multiplicada por dezenas de imagens falsas, com anedotas, criadas por eleitores de Dilma Rousseff. Como o estudo da Folha classificaria esses compartilhamentos?

A verdade é que as redes sociais digitais tornam menos relevante o papel tradicional da mídia: as interações diretas entre os indivíduos desconstroem a própria mediação como função central nas relações comunicacionais. Quando muito, um jornal ou um portal noticioso funcionam no ambiente das redes como uma espécie de ancoragem da informação – mas mesmo essa função depende da credibilidade de cada veículo.

E a credibilidade da imprensa brasileira…
Por Luciano Martins Costa/Observatório da Imprensa

A velha mídia tem credibilidade?

Mída,Educação,Lavagem Cerebral, Blog do MesquitaA velha mídia tem credibilidade? Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o acesso à internet no Brasil cresceu 143,8% de 2005 a 2011. A proporção de internautas no Brasil chegou a 50,1%, em 2013. Não é pouca coisa num país de dimensões continentais, forte desigualdade social e uma população de mais de 200 milhões de pessoas.

Um dos inegáveis efeitos dessa democratização é o acesso a fontes alternativas de notícias. A opinião,que antes era formada, basicamente, a partir do Jornal Nacional e revista Veja (maior audiência e maior circulação do país, respectivamente) tem agora portais, sites, blogs e redes sociais contribuindo para sua análise.

Se você é a favor da multiplicidade de discursos, com liberdade de expressão para todos, então essa é uma ótima notícia.

Mas, se você olhar pelo ponto de vista dos jornalões… Não é de hoje que a relevância da mídia pulverizada via web representa uma forte ameaça ao poderio hegemônico dos mais tradicionais jornais, canais de TV e revistas de todo o mundo. Nos últimos anos, eles precisaram montar seus sites, liberar notícias de graça (com comentários), aumentar a participação do leitor e reduzir drasticamente o volume de exemplares impressos (alguns extinguiram de vez a versão impressa).

Tudo para tentar manter suas posições no mercado jornalístico. No Brasil, os maiores e principais jornais, revistas e canais de TV, são comandados por apenas seis famílias e uma “igreja”: Abravanel (SBT), Civita (Abril), Frias (Folha), Marinho (Organizações Globo), Mesquita (O Estado de S.Paulo), Saad (Band) e Record (Universal). Esses grupos, bem como seus ancestrais, mantiveram por décadas seguidas o monopólio da formação da opinião pública no Brasil.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O problema deles é que a crescente inserção digital permite que qualquer estudante, empresário, jornalista, padeiro ou faxineiro divulgue informações e fatos que não ganharam destaque nesses veículos, contestando versões e reportagens que seriam encaradas como verdade absoluta. Muitos sites e blogs independentes dessas estruturas já ganharam corpo, com públicos próprios que não vão aceitar mais como 100% da verdade o que aparecer na mídia tradicional, simplesmente porque agora eles têm acesso às outras faces das notícias, o que antes era muito improvável.

Além disso, os sites independentes passaram a “furar” os grandes. Estão mais próximos dos fatos e noticiam antes, mais rápido e sem ter que passar por uma grande estrutura. Hoje, muitas vezes, uma notícia que surge em um blog marginal e termina por pautar a grande mídia. É um sinal de que o pêndulo detentor da opinião pública brasileira aos poucos se afasta das sete famílias.

Uma regulamentação mais decente

Nestas eleições, combates nas redes sociais foram travados usando links de matérias “jornalísticas” como provas para argumentações. Nesse momento, levanta-se a questão da credibilidade dessas matérias. Uma notícia publicada na Folha tem o mesmo peso de uma divulgada pela Record? Uma notícia do G1 tem o mesmo peso de uma do blog Mídia Sem Máscara? Em resumo: uma notícia de um site da mídia tradicional tem mais valor do que uma da nova mídia? Evidente que o peso da repercussão instantânea é maior nos sites dos grandes. Mas, e o peso da verdade?

Há “zilhares” de exemplos de verdades manipuladas pela grande mídia nas últimas décadas por simples irresponsabilidade ou para atender aos interesses políticos do veículo (e não o interesse da sociedade), mas são exemplos totalmente desconhecidos do grande público. Só para citar os mais recentes, podemos lembrar que o Brasil da grande mídia jamais conseguiria sediar uma Copa do Mundo em 2014.

Já o caso mais recente é a histórica matéria “Eles sabiam de tudo”, sobre Lula e Dilma, publicada em Veja. Um perfeito manual inverso de jornalismo: “como não fazer”. Não se trata de ser contra ou a favor do viés político, pois os veículos têm liberdade (apesar das acusações de que vivemos numa ditadura) para assumir suas ideologias e muitos o fazem. Errado é alardear imparcialidade e não ser imparcial.

Pior ainda é publicar “reportagens” (entre aspas mesmo) sem checar a veracidade dos fatos, ou a confiabilidade da fonte, buscando influenciar fortemente resultados de uma eleição presidencial. No caso específico, o próprio advogado representante do doleiro Alberto Youssef, Antonio Basto, disse: “Asseguro que eu e minha equipe não tivemos nenhuma participação nessa divulgação distorcida.” Logo, é mentira. O pior é que tem gente que gosta de ser enganada.

Checagem dos fatos e confiabilidade da fonte são coisas básicas, mas que podem ser relativizadas quando o objetivo não é fazer jornalismo.

Diante desse e de muitos outros maus exemplos de jornalismo da mídia tradicional, está claro que é preciso regulamentação mais decente para impedir que a mídia faça de trouxa toda uma população, sem limite nenhum para inventar o que quiser.

Está claro também, que desprezar o que se diz em blogs e sites alternativos é besteira, pois a informação pode e deve ser conhecida por todos os ângulos possíveis. Aí, sim, podemos orientar nossas opiniões.
Por Ricardo de Barros Bonchristiani Ferreira, jornalista/Observatório da imprensa

O “imbroglio” da biografia de Zé Dirceu

Mentiroso Blog do MesquitaCada vez fica mais difícil dar crédito à mídia tradicional, seus “jornalões” e revistas semanais, de todas as cores e ideologias.

Pelo mesmo ralo escoam a veracidade de artigos, ensaios e biografias escritas com nítido viés de parcialidades. Como pode um pretenso escritor gestar uma biografia só ouvindo adversários do biografado?

De onde surgiu esse marketing de “biografia não autorizada”? Não há censura no Brasil. Quem quiser escreve o que quiser sobre quem quiser com ou sem autorização. Os possíveis crimes cometidos na obra contra a honra do biografado – mesmo morto à propriedade da honra passa para os herdeiros – têm previsão de sanção no Código Penal, e reparação por danos morais no âmbito do Direito Civil.

Deveria receber título de leitor desvairado quem perder tempo pra ler biografia desse panaca.

Toda essa controvérsia só beneficiará Zé Dirceu, pois estará lançada uma sombra de desconfiança sobre toda a veracidade do conteúdo da tal “biografia não autorizada”.
[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Quanto à biografia, é fato acadêmico que qualquer estudo compilado a partir de 63 depoimentos não é aceito nem para o Enem.

Uma testemunha “ouvida”, a jornalista Mônica Bergamo colunista da Folha de São Paulo, e profissional de imprensa mais influente do País, nega que tenha sido ouvida:
“Otávio Cabral, de Veja, diz que entrevistou 63 pessoas. Não me entrevistou. E deu uma informação completamente errada citando meu nome”.

Aguardemos demais depoimentos que foram usados para compor essa desonestidade intelectual.

Agora a Revista Veja vem com destaque de capa matéria sobre uma biografia não autorizada sobre o nefando Zé Dirceu.

Tipo de matéria que pode ser um tiro no pé, vitimizando Dirceu. Uma biografia que só tem depoimentos de opositores do biografado, sempre irá provocar dúvidas quanto à isenção do autor.

A Revista Veja continua a cruzada para derrubar o governo e colocar Zé Dirceu na prisão. Sem análise de mérito, fica a pergunta: quando o pasquim dos Civitas de forma isonômica moverá todo seu aparato de matérias em “off” e seu denuncismo espetaculoso para vociferar pela prisão do bicheiro Carlinhos Cachoeira e permitirá que seu editor Policarpo Jr. apresente a tal da fita do caso Demóstenes Torres?

Folha de São Paulo Censura Blog ‘Falha de São Paulo’

Nada como um dia depois do outro. E do outro também!

A Folha de São Paulo que ao longo da história tem se batido pela liberdade de imprensa, e criticado ferozmente todo governante que ameace qualquer tipo de censura, incluindo aí Fidel, Lula, Chávez, etc., agora se coloca no papel de censor.

A história assim se repete em forma de farsa e tragédia no jornalão do paulistério.

Contra a censura. Sempre!
Editor


Folha de S.Paulo censura blog paródia
Jornal alegou uso indevido de marca para pedir que blog saísse do ar; juíz acatou pedido

O jornal Folha de S.Paulo conseguiu na Justiça uma liminar a fim de retirar do ar o blog “Falha de S.Paulo” (falhadespaulo.com.br), que fazia criticas bem humoradas à publicação.

Concedida pelo juiz Núncio Theophilo Neto, da 29ª Vara Cível de São Paulo, a liminar ordena que o blog saia do ar sob pena de multa de 1 000 reais ao dia em caso de não cumprimento da ordem.

Segundo a liminar, o jornal entrou com o pedido alegando “uso indevido da marca”. Além de fazer piadas com o jornal, o “Falha de S.Paulo” também copiava a mesma tipografia da publicação, o que lhe atribuía visual bastante semelhante ao original.

Criado pelo jornalista Lino Ito Bocchini e por seu irmão Mário Ito Bocchini, o “Falha de S.Paulo” entrou no ar há duas semanas a fim de acompanhar e ironizar a cobertura do jornal durante as eleições.

No espaço eram publicadas montagens fotográficas, fotos com balão de fala, além de reproduções de matérias da Folha.

Segundo Lino Bochini, a acusação de uso indevido da marca não condiz com o conteúdo publicado no espaço. “Isso não faz o menor sentido, não estávamos ganhando dinheiro com o blog ou algo assim.

Era claramente uma paródia, como, por exemplo, o que o José Simão faz todo dia no jornal”, diz ele.

Em comunicado publicado no espaço, os autores disseram que pretendem acatar a decisão. “Senhores proprietários e advogados da Folha, podem ficar tranquilos.

Todos merecem liberdade de imprensa, menos quem não é da sua turma. E, como ao contrário de vocês, respeitamos as instituições e a democracia, vamos cumprir a ordem judicial”, encerra a nota.

O endereço saiu do ar na noite do domingo (03).


[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

Eleições 2010: Nos debates da TV, Dilma, Serra e Marina vão da mesmice à vaselina

Brasil: da série “me engana que gosto!”

A mais pura expressão do “enrolation”. Essa é a observação mais generosa que posso fazer ao fim, ufa!, dos debates(?) ontem na TV, dos candidatos à presidência dessa pobre e depauperada República Brasileira.

Suas (deles) ex-celências trêfegos, trafegaram das mesmices acusatórias com as respectivas respostas vaselinas, até o cinismo das promessas que sabem jamais serão cumpridas. O patético e paleolítico candidato comunista, sim tal figura ainda fala e anda Plínio Sampaio, ruminou a velha cantilena, pra lá de kafkaniana, do paraíso socialista. Nem Gregor Samsa delira com tal utopia. A única coisa que foi acrescentada aos candidatos foi o nariz pinoquiano. Os Tupiniquins podemos ter a certeza que “nunca na história desse paiz” tivemos uma safra de candidatos, e jornalistas,  tão despreparados. Numa entrevista para emprego de porteiro de espelunca, eu os reprovaria.
O Editor


Debate chega ao fim tão enfadonho quanto mais um dia na repartição

O debate promovido pela Rede TV!/Folha de São Paulo, com uma dobradinha inicial de Dilma e Marina falando sobre agricultura familiar, com direito a tréplica!. Bola levantada, foi a vez de emendar com a questão da quebra de sigilos na Receita – pergunta que Dilma respondeu a Marina insistindo no “doa a quem doer” na apuração, sem falar como poderia prevenir o crime antes de acontecer.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Serra perguntou à candidata do governo sobre saneamento, citando números, e Dilma rebateu com outros números para dizer que o governo está investindo. Vieram as considerações finais. Dilma se despediu emocionada lembrando o nascimento do neto. Marina foi interrompida (faltou o tempo que sobrou no outro bloco).

Serra destacou a “energia” que recebe das pessoas na rua (uma “eletricidade” que faltou no debate) e Plínio, livre, leve e solto, chamou a atenção para o fato de ser um candidato “diferente” dos outros “que vocês viram”. Pela “pressão” e “temperatura” do “encontro” desta noite na Rede TV!, o telespectador chega à conclusão de que o Brasil virou uma imensa e enfadonha repartição pública, da qual nem os debates escapam.

Segundo bloco do debate tira Serra do ‘isolamento’ e destaca Dilma

Na segunda parte do debate Rede Tv!/Folha de São Paulo, o tucano José Serra pôde voltar à questão da corrupção, após uma pergunta da jornalista Renata Lo Prete, da Folha. Até então, a candidata do governo ficou na berlinda, alvo de Marina e Plínio, ganhando um bom tempo de exposição.

Dilma não gostou da acusações de Serra contra a Casa Civil sobre a quebra de sigilo da filha dele. Dilma rebateu, ameaçando processá-lo. O debate esquentou um pouquinho. O tucano questionou Dilma sobre o relacionamento “carinhoso” com o Irã, que viola os direitos humanos.

A candidata governista se disse “defensora dos direitos humanas”, mas favorável ao “diálogo” e não confronto, como prega o presidente Lula. O debate parece uma corrida de obstáculos: mal o candidato começa a responder, o tempo acabou. O telespectador fica sem ar, de olho no tempo de resposta que vai acabando.

Os candidatos ainda precisam treinar muito para responder em poucos segundos, sem o “gongo” do relógio.

coluna Claudio Humberto

TV Globo e Folha de São Paulo restringem uso de blogs, Twitter e outras redes sociais

A TV Globo divulgou um comunicado interno na noite desta quinta-feira (10/09), em que restringe o uso de blogs e redes sociais pelos seus contratados. A medida atinge tanto artistas, como jornalistas e outros profissionais da emissora.

“A divulgação e ou comentários sobre temas/informações direta ou indiretamente relacionados às atividades ligadas à Rede Globo; ao mercado de mídia e ao nosso ambiente regulatório, ou qualquer outra informação/conteúdo obtidos em razão do relacionamento com a Rede Globo são vedados, independentemente da plataforma adotada, salvo expressamente autorizada pela empresa”, informa o comunicado.

A Globo também exige autorização prévia para que os contratados possam ter blogs, Twitter e outras redes sociais vinculados a outros veículos de comunicação. “A hospedagem em Portais ou outros sites, bem como a associação do nome, imagem ou voz dos contratados da Rede Globo a quaisquer veículos de comunicação que explorem as mídias sociais, ainda que o conteúdo disponibilizado seja pessoal, só poderá acontecer com prévia autorização formal da empresa”.

A decisão gerou repercussão, mas até o momento somente artistas da emissora se manifestaram. A atriz Fernanda Paes Leme reclamou.”Não existe Arte sem liberdade de expressão!!”. “Blog, twitter ajudam o público a conhecer o artista por trás do personagem… eu vou continuar por AQUI!”. Jornalistas procurados pelo Comunique-se informaram que ainda não haviam recebido o comunicado.

Apesar das restrições citadas, a Central Globo de Comunicação informou que não veda qualquer plataforma para o uso pessoal, mas que as ferramentas devem se limitar a isso. “A presença individual e particular dos nossos contratados deve se restringir, se desejada, exatamente a este universo, estando totalmente desvinculada da atuação na Rede Globo, nem tampouco associados a outros veículos de comunicação. Se essa separação clara não puder ser estabelecida, o uso dessas mídias fica inviabilizado”.

A emissora carioca alega que a medida tem o objetivo proteger seus “conteúdos da exploração indevida por terceiros, assim como preservar seus princípios e valores”.

Da Redação

Folha cria regras para jornalistas usarem Twitter e blogs
Izabela Vasconcelos, de São Paulo

O jornal Folha de S.Paulo anunciou em comunicado interno, que os jornalistas e colunistas do veículo devem seguir algumas regras ao usar redes sociais, como Twitter e blogs. A recomendação, assinada pela editoria executiva, é que os profissionais não assumam opiniões partidárias, sobre qualquer candidato ou campanha, e também veda a publicação de conteúdo exclusivo, acessível apenas para assinantes do jornal.

Os jornalistas que quiserem citar alguma matéria exclusiva poderão fazer referência ao material, publicando o link para o acesso do conteúdo na íntegra. “Não devem colocar na rede os conteúdos de colunas e reportagens exclusivas. Esses são reservados apenas para os leitores da Folha e assinantes do UOL. Eventualmente blogs podem fazer rápida menção para texto publicado no jornal, com remissão para a versão eletrônica da Folha”, explica o texto.

Um dos jornalistas da Folha aguardava pela decisão. “Já sabia que iriam fazer isso. Tinha muita gente abusando. Você não pode emitir opinião de uma matéria que você cobriu”, declarou.

Outro profissional do veículo também esperava esse tipo de orientação do jornal. “Esperava que adotassem uma medida nesse sentido, principalmente pelo direito autoral. A decisão não mudou em nada meu procedimento no Twitter. Eu não faço nada no Twitter que eu não faria na Folha”, revelou o jornalista, que acredita que o conteúdo exclusivo deveria ser liberado. “Seria bem mais proveitoso, mas essa é outra questão”.

Apesar de defender as orientações do jornal, o profissional afirmou que o veículo é rigoroso em relação à imagem dos jornalistas do grupo. “Excedem no rigor, tudo tem que pedir autorização, para entrevistas, palestras, enfim…”.

Juliana Paes consegue que a justiça censure a coluna do Zé Simão na Folha de São Paulo

Contra a censura! Sempre! Antes que Chávez!

Curioso o comportamento de alguns artistas. Quando anônimos, vendem a alma, e no caso o corpo, em busca da fama. Produzem factóides, falsos romances e abusam da exposição pública, tudo para gerar divulgação na mídia. Depois, vem com a maior cara de pau pedir o sossego do anonimato.

A ‘casta’ cidadã já pousou nua em revista de circulação nacional, protagoniza anúncio de cerveja com duplo sentido, já revelou suas (dela) fantasias sexuais em revistas, jornais e em entrevistas na televisão… Ou seja: usou o corpo como meio de se tornar conhecida. Fez da exposição pública, meio de vida.

Depois de alcançarem a fama querem proibir que sejam divulgadas notícias que não os favoreçam. Pelo gosto dos ditadorizinhos estelares notícias sobre “elezinhos”, só a favor.

Agora, se a atriz (sic) não quer que se fale dela, por que não muda de profissão e vai ser caixa nas Casas Bahia?

Argh!

PS 1. Como a decisão do juiz foi de conceder uma Medida Cautelar, é provável que a medida seja “derrubada” por outra instância do judiciário.

PS 2. Vejam no fim desse post a sentença na íntegra.

O editor


Juiz proíbe que Simão fale de Juliana Paes

O juiz João Paulo Capanema de Souza, do 24º Juizado Especial Cível do Rio de Janeiro, determinou que o colunista José Simão, da Folha, se abstenha de fazer referências à atriz Juliana Paes, confundindo-a com a personagem “Maya”, da novela “Caminho das Índias”, da Rede Globo, sob pena de multa de R$ 10 mil por nota veiculada nos meios de comunicação.

A atriz moveu duas ações de indenização, uma contra o jornal e outra contra o colunista. Ela alega que Simão “vem publicando reiteradamente nos meios de comunicação em que atua, sobretudo eletrônicos (internet), textos que têm ultrapassado os limites da ficção experimentada pela personagem e repercutido sobre a honra e moral da atriz e mulher e sua família”.

Anteriormente, a atriz havia ajuizado ação só contra a Folha na 4ª Vara Cível do Rio de Janeiro, mas não obteve a medida liminar. No último dia 6, o juiz Carlos Alfredo Flores da Cunha indeferiu o pedido.

Segundo Flores da Cunha, “atriz famosa, a autora será alvo de comentários e críticas, isto é inevitável. E não é possível, de antemão distinguir o que é mera informação, crítica jornalística, comentário irrelevante, ofensa etc. Tratando-se, portanto, de matéria controvertida, desacolho o pleito de antecipação de tutela”.

Ao conceder a antecipação de tutela, o juiz Capanema de Souza disse não ver “ofensa ou aspecto pejorativo” nas considerações do colunista “sobre a “poupança” da atriz ou sobre o fato de sua bunda ser grande”, já que “sua imagem esteve e está à disposição de quem quisesse e ainda queira ver”, e qualificá-la “nos limites do tolerável”.

Mas considerou que o colunista ofendeu “a moral da mulher Juliana Couto Paes, seu marido, sua família”, ao “jogar com a palavra “casta” e dizer que Juliana “não é nada casta”.”

José Simão diz que tomou conhecimento das ações ao ler a coluna do jornalista Ancelmo Gois, na edição desta quinta-feira no jornal “O Globo”.

“É censura. A pessoa não pode determinar quando e o que falar dela. Isso tolhe totalmente a liberdade de expressão”, afirmou. “Na hora em que estava escrevendo, achava que estava elogiando a atriz. Não quero me retratar”, disse Simão.

Segundo o colunista, “a imagem que Juliana Paes passa para o Brasil é que ela é a “gostosa”, e que todo homem fica “babando”. Não vejo por que o termo “casta” ofende uma mulher moderna, liberada, atriz da Globo. Para mim, casta é pudica, e eu não admiro pessoas castas. É coisa medieval”, afirmou.

As advogadas Taís Gasparian e Mônica Galvão, que representam a Folha, consideram que a decisão do juiz Capanema de Souza “trata o humor como ilícito e, no fim das contas, é a mesma coisa que censura”.

A sentença

Continue lendo

Ranking de circulação dos jornais brasileiros

A liderança do ranking ficou o jornal Folha de S.Paulo que registrou média diária de 311.297 unidades.

Em segundo, o diário Super Notícia, com 303.097, seguido do carioca Extra (297.392).

O Globo, cuja circulação foi de 291.407, ficou com o quarto lugar.

O jornal O Estado de S.Paulo, com 245.955 unidades diárias, ficou em quinto lugar, à frente do Meia Hora, cuja média ficou em mais de 230 mil. O sétimo e oitavo lugares ficaram com o Zero Hora (179.934) e o Diário Gaúcho (155.589), respectivamente.

O Correio do Povo ocupou a nona posição com 155.589 e o esportivo Lance! fechou o ranking registrando 113.715.

Fonte Blog de César Maia

Processo contra Bush na era pós Bush

Elio GaspariFolha de São Paulo

“- A conta: Não se sabe o que Bush pretende fazer da vida, mas perderá muito tempo explicando-se.

Charlotte Dennett, uma advogada do Vermont pretende processá-lo pelas mentiras que contou para invadir o Iraque.

Até aí, nada demais porque sempre há um alguém batalhando por 15 minutos de fama. O caso agravou-se porque o promotor Vincent Bugliosi associou-se à senhora.

Bugliosi vive na Califórnia e ganhou 105 dos 106 casos em que litigou. Pediu 21 penas de morte e ganhou todas.

Ele escreveu “O Processo contra George Bush por Assassinato”, livro boicotado pela imprensa americana, levado às listas de mais vendidos por emissoras de rádio e pela internet.

Antes que ele seja confundido com um aventureiro, vale lembrar que seu trabalho anterior, “Resgatando a História”, com 1.612 páginas e outras tantas num CD de notas, é a melhor reconstituição do assassinato do presidente John Kennedy.

A conclusão: o crime foi cometido por Lee Oswald sozinho, e o resto é conversa fiada”.