Michael Carson – Um Pintor expressionista

Michael Carson nasceu em Minneapolis, onde se formou no Institute of Art and Design em 1996.

Trabalhando como artista gráfico, ele pintou sua primeira pintura três anos após a formatura. Ele sabia que havia encontrado sua vocação e em 2001 começou a pintar em tempo integral.

Seu trabalho foi influenciado pelas pinturas de Toulouise Loutrec, John Singer Sargent, Norman Rockwell, Malcolm Liepke e Milt Kobayashi. Michael Carson é principalmente um artista figurativo que adora contar histórias.

Suas figuras costumam ser encontradas em bares, discotecas, bares e clubes de jazz; mesmo em casa em ambientes íntimos. Michael montou vários shows solo em Minneapolis e participou de vários shows coletivos.
O artista gosta de destacar as relações entre cor e luz e afirma a esse respeito: “Gosto do fato de que o rosto pode ser um assunto tão sutil e uma pincelada pode fazer a diferença na sensação de toda a peça. oportunidade de trabalhar em um único assunto e ainda descobrir que aprendo algo novo em cada pintura.
Amo incorporar meu amor por design, moda e arquitetura em meu trabalho. Meu ambiente anônimo me ajuda a criar um clima ou uma história que estou tentando transmitir por meio da minha pintura … Considero uma pintura um sucesso quando tiro algo novo dele que me segue em meu próximo trabalho . É apenas aprender como se tornar um pintor melhor.”
Sua vontade é enfatizar as relações de cor e luz e permitir que a textura de sua pincelada mova o olhar do observador através da arte.

Michael Carson é um novo talento ousado emergindo no cenário artístico e Jones and Terwilliger Galleries tem o orgulho de apresentar seu trabalho ao mercado de arte da costa oeste.

Anne Magill – Pinturas

Anne Magill, pintora britânica nascida na Irlanda, está conquistando rapidamente um grande público entre um público internacional exclusivo, com obras em importantes coleções privadas e corporativas em todo o mundo.

Depois de estudar na St. Martin’s School of Art e obter sucesso precoce como uma artista comercial inovadora e premiada, os temas icônicos e o estilo narrativo de Magill fizeram uma transição fácil para as belas-artes, com sua primeira exposição individual ocorrendo em 1992.

O estilo de Anne desenvolveu-se constantemente, com exposições em galerias de prestígio em Londres, Europa e Estados Unidos.

Textura rica e atmosférica, silhuetas épicas, contexto atemporal e notas tonais infinitamente sutis, tornaram-se a assinatura criativa distinta de Magill.

Os retratos, paisagens e telas contextuais urbanas e rurais de Anne Magill evocam uma visão poderosa sem paralelo em seus contemporâneos.

A pintura de Jan Sluyters

Foi membro da Escola de Bergen, junto a Leo Gestel e Charley Toorop. Nas suas primeiras obras mostrou a influência de Van Gogh, Matisse, Toulouse-Lautrec e Breitner. Mais tarde orientou-se para o expressionismo e o cubismo, com um estilo pessoal de intenso colorido, focado na temática do despido

Simonetta Vespúcio, a Vênus de Botticelli

O seu rosto é um dos mais conhecidos do mundo, imortalizado nos quadros de Sandro Botticelli. No entanto, poucas pessoas conhecem a história ou mesmo o nome dela que, por sua beleza, era considerada pelos contemporâneos a deusa Vênus renascida.

O nascimento de Venus – Detalhe – Sandro Botticceli

Simonetta Vespucci em retrato feito por Sandro Botticelli, hoje em Berlim (Gemäldegalerie). Imagem: Wikipedia (domínio público).

Simonetta Cattaneo nasce em Gênova no ano de 1453. A família de banqueiros, embora de origem nobre, encontrava-se então em dificuldade econômica após a queda de Constantinopla (1453), cidade onde possuía importantes filiais. Por essa razão, quando Marco Vespucci (primo distante do explorador Américo Vespucci, que deu o nome de América ao nosso continente), membro de uma importante família de banqueiros de Florença, apaixonou-se perdidamente pela jovem e bela Simonetta, seu pai não hesitou em dá-la como esposa ao rico rapaz. Simonetta Vespucci tinha então 16 anos.

Estátua de Américo Vespucci – obra de Verocchio – navegador que deu o nome ao continente americano, na fachada da Galleria degli Uffizi. Foto: Goran Bogicevic / 123RF.

O jovem casal, recém-casado, muda-se para Florença, cidade natal da família Vespucci. Florença naqueles anos, sob o governo do também banqueiro Lourenço de Médici, vivia seu período de máximo esplendor cultural, atraindo artistas e estudiosos de toda a Itália, patrocinados pela munificência do próprio Lourenço.

Lourenço de Médici, senhor de Florença e importante mecenas do Renascimento. Retrato de Agnolo Bronzino, Galleria degli Uffizi. Imagem: Wikipedia (domínio público).

Sendo ambas ricas famílias de banqueiros de Florença, a relação entre os Médici e os Vespucci era de grande familiaridade, e Simonetta pôde assim passar a frequentar, junto ao seu marido, a refinada e luxuosa corte de Lourenço de Médici, dito o Magnífico.

Piazza dela Signoria, sede do governo de Lourenço o Magnífico. Foto: Jakobradlgruber / 123RF.

E foi daqui, a partir do rico ambiente da corte de Lourenço, que a fama de inigualável beleza de Simonetta tomou toda a cidade florentina. Muitos eram os poetas que a cantavam em seus versos, muitos eram os admiradores que competiam para ver, mesmo que por um só instante, a graça daquela que passou a ser chamada “Vênus de Florença”.

Dentre seus tantos admiradores havia também o jovem Giuliano de Médici, irmão mais novo de Lourenço o Magnífico e, portanto, segundo em importância na cidade. O rapaz era famoso entre os demais jovens da sua idade por sua coragem e valentia. Giuliano se apaixonou perdidamente por Simonetta, mas teve que viver seu sentimento apenas como um “amor cortês”, visto que a jovem era já casada e, para mais, com um membro da família Vespucci, aliada importante dos Médici.

Busto de Giuliano de Médici, irmão de Lourenço, com a armadura que usara no famoso torneio. Estátua de Andrea del Verrocchio, hoje nos Estados Unidos (National Gallery of Art). Imagem: Wikipedia (domínio público).

A paixão, porém, era tanta que em 1475, aos vinte e um anos, Giuliano resolve participar de um torneio a cavalo com os jovens mais corajosos da cidade na bela piazza Santa Croce, em pleno centro de Florença. O prêmio? Um emblema da deusa Atenas, cujo semblante era, na verdade, o da encantadora Simonetta Vespucci. O valente Giuliano sai vencedor do torneio e leva assim consigo, como prêmio, a imagem do belo rosto da amada.

Piazza Santa Croce em Florença, onde Giuliano venceu o famoso torneio. Foto: Uhland38 / 123RF.

Essa história de amor irrealizável não teve, todavia, um final feliz. Apenas um ano após o alvissareiro torneio no dia 26 de abril de 1476 Simonetta vinha a falecer, privando inesperadamente Florença da graça e do esplendor da sua jovem mais bela. Exatamente dois anos depois, igualmente no dia 26 de abril, morria também o jovem Giuliano, brutalmente assassinado durante uma missa na Igreja Santa Maria del Fiore em uma conspiração política que visava tirar os Médici do poder. De um só golpe Florença havia perdido seus dois jovens mais amados.

Igreja Santa Maria del Fiore, onde Giuliano de Médici foi brutalmente assassinado em uma conspiração. Foto: Brian Kinney / 123RF.

Mas Simonetta Vespucci possuía um outro célebre admirador, o qual garantiria que sua graça e encanto pudessem chegar até os dias de hoje: Sandro Botticelli, um dos maiores pintores da história de Florença e do mundo. A lembrança da beleza única de Simonetta e do sincero amor de Giuliano eram tão vivos em Botticelli que o pintor continuou a evocá-los em seus quadros mesmo anos após a morte dos jovens.

Vênus e Marte de Sandro Botticelli (National Gallery, Reino Unido). As feições dos deuses são as de Simonetta Vespucci e Giuliano de Médici. O quadro foi pintado em 1482, quatro anos após a morte de Giuliano e seis após a morte de Simonetta. Imagem: Wikipedia (domínio público).

No entanto, o quadro mais célebre de Botticelli, a sua obra-prima que tornou famosa em todo o mundo a beleza eterna de Simonetta Vespucci é O nascimento de Vênus, que está abrigado na Galleria degli Uffizi em Florença, cidade onde aquele fugaz amor ocorreu. Nele assistimos ao nascimento da deusa do amor e da beleza, Vênus, a qual surge das águas do mar por sobre uma concha, carregada pelo sopro dos ventos de primavera, fazendo renascer as flores e trazendo assim de volta a vida para a terra após o inverno:

O nascimento de Vênus de Sandro Botticelli, hoje na Galleria degli Uffizi. A deusa apresenta as feições de Simonetta, mesmo sendo o quadro pintado 9 anos após a sua morte. Imagem: Wikipedia (domínio público).

Não é difícil reconhecer nas feições da deusa da graça e do amor o semblante sem igual de Simonetta Vespucci. Uma beleza pura, singela, eterna, destinada a encantar para sempre o olhar de quem quer que a observe. Não deixe de contemplá-la, ainda que por alguns segundos, na sua passagem por Florença.

Por Yuri Borges Loyola