Globalismo e Moeda Mundial

Governo Mundial: Moeda Mundial emergente em 2018?Em janeiro de 1988, a publicação The Economist previu que dentro de 30 anos, residentes nos Estados Unidos, Japão, Europa e outros países estarão usando uma moeda única.

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Os especialistas previram que, até 2018, as moedas nacionais se tornarão uma “forma de confusão estranha”, e serão substituídas por algum tipo de nova moeda, que será aprovada por consumidores e empresas.

No final dos anos 80, essa previsão parecia bastante estranha, embora as uniões monetárias já estivessem sendo criadas.

As autoridades mundiais estavam tentando criar uma taxa de câmbio gerenciada e uma reforma do sistema monetário, mas seus esforços só entraram em pânico no mercado, o que levou a “Black Monday” em outubro de 1987.

The Economist escreveu que a adoção de uma nova moeda do mundo ocorrerá automaticamente e a ausência de risco cambial estimulará o crescimento do comércio, do investimento e do emprego.

Além disso, a presença de uma única moeda restringirá os governos nacionais, tirando seu controle da política monetária e todo controle passará para um novo Banco Central ou o FMI.

Além disso, cada país poderá usar impostos e gastos públicos para compensar a queda temporária da demanda, mas para financiar seu déficit orçamentário, terá que pedir emprestado, em vez de imprimir dinheiro.
Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com
Fonte: Fort-Russ.com

 

O insustentável peso da previdência

Crise econômica fez contas do sistema de aposentadoria brasileiro estourarem, mas problemas estruturais já vinham se acumulando há décadas. Rombo em 2016 deve ser superior a 140 bilhões de reais, e Temer promete reforma.

Em 1988, a expectativa de vida era 62,6 para homens e 69,8 para mulheres; em 2014, de 71,6 e 78,8 anosEm 1988, a expectativa de vida era 62,6 para homens e 69,8 para mulheres; em 2014, de 71,6 e 78,8 anos

O governo do presidente interino Michel Temer afirma que pretende aprovar uma reforma da previdência ainda neste ano. No momento, a previsão é que o rombo no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), responsável pelo pagamento das aposentadorias e benefícios dos trabalhadores do setor privado, alcance até 146 bilhões de reais em 2016 – um aumento de 70% em relação ao ano passado.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

“À primeira vista não é nenhum segredo por que essa conta não fecha: o gasto é maior do que a arrecadação”, afirma o economista Raul Velloso.

Recentemente, a crise econômica pressionou ainda mais as contas. Com menos trabalhadores com carteira assinada, também caiu o tamanho das contribuições. No entanto, os problemas estruturais que pressionam a Previdência vêm se acumulando nas últimas décadas.

No momento, o principal canal da sangria da previdência é a aposentadoria rural, que na prática funciona como uma “assistência social” – ao contrário dos urbanos, trabalhadores rurais não precisam contribuir por um tempo mínimo para se aposentar.

Em 2015, o rombo nessa modalidade atingiu 94,5 bilhões de reais. Com regras mais generosas, a arrecadação nessa modalidade é baixa e cobriu só 7% dos gastos no ano passado. Parte desse prejuízo ainda foi coberto pela previdência urbana, que gerou um superávit de 5 bilhões, fazendo com que o rombo do INSS no ano passado ficasse em 89 bilhões de reais. Essa tem sido a regra nos últimos anos: a previdência urbana financiar a rural.

O problema é que a previdência urbana já mostra falta de fôlego para garantir a aposentadoria dos seus próprios trabalhadores. Em dezembro, ela registrou seu primeiro déficit desde 2008. Nos quatro primeiros meses de 2016 o rombo chegou a 6,4 bilhões de reais. No mesmo período de 2015, havia um resultado positivo de 7,1 bilhões.

Segundo o economista João Luiz Mascolo, do Insper, parte desse prejuízo pode ser explicada pela crise, mas o ritmo de aumento de gastos nos últimos anos já vinha corroendo aos poucos o superávit. Entre as causas estão a indexação do valor do piso da aposentadoria ao salário mínimo, que proporcionou aumentos acima da inflação, e o aumento da expectativa de vida da população, que faz com que mais pessoas se aposentem e recebam benefícios por mais tempo.

Temer promete reformar sistema previdenciário, que, para especialistas, se tornou há anos insustentável Temer promete reformar sistema previdenciário, que, para especialistas, se tornou há anos insustentável

Em 1988, a expectativa de vida era 62,6 para homens e 69,8 para mulheres. Em 2014, de 71,6 e 78,8 anos, respectivamente. Com tudo isso, as despesas só vêm aumentando. Em 2007, os gastos da Previdência alcançavam 185 bilhões de reais. Hoje, passam de 400 bilhões.

O sistema também permite distorções que não existem em outros países. Pelas regras atuais, a idade mínima de aposentadoria – 60 anos para mulheres e 65 anos para os homens – só é exigida para quem quer se aposentar por idade.

Mas também é possível se aposentar por tempo de contribuição – 30 anos para mulheres e 35 para os homens – usando uma fórmula progressiva, a chamada 85/95, que consiste em uma soma de pontos referente ao período de contribuição e idade.

Nesse caso, por exemplo, um homem que começar a contribuir aos 18 anos já pode se aposentar aos 53 anos, quando atingir 95 pontos. Para as mulheres, são 85 pontos. O sistema pretende aumentar progressivamente os pontos necessários até chegar a uma fórmula 90/100 em 2026, o que deve ajudar a aumentar um pouco a idade de quem pedir a aposentadoria

Como diminuir o rombo?

Para especialistas, o atual sistema é insustentável. Segundo cálculos do pesquisador do Ipea Paulo Tafner, quem se aposenta por tempo de contribuição recebe o benefício por um prazo médio de 23 anos (homens) e 29 anos (mulheres). Já a média do tempo de pagamento de países da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) está entre 19 e 21 anos. “Não é possível manter tantos aposentados por três décadas nesse sistema”, afirma o economista Velloso.

Para diminuir o rombo, o governo interino propõe instituir uma idade mínima, que pode ser fixada em 65 anos (sem diferença entre homens e mulheres) até mesmo para quem quiser se aposentar pelo fator 85/95, eliminando janelas para que pessoas se aposentem com pouco mais de 50 anos. Também existem planos para desvincular as aposentadorias do salário mínimo.

Um grupo de trabalho foi instituído para discutir propostas, mas ele acabou sendo boicotado por várias centrais sindicais, que não querem nem ouvir falar sobre reforma e consideram que o aumento progressivo da fórmula 85/95, instituído no ano passado, já é suficiente. No lugar da idade mínima, as centrais propõem, entre outras medidas, diminuir as isenções fiscais concedidas pelo governo a microempresários, que devem alcançar 20 bilhões de reais este ano.

Para o economista Mascolo, ainda que a instituição de uma idade mínima obrigatória seja necessária, o governo ainda assim vai passar longe dos verdadeiros problemas das aposentadorias.

“A previdência urbana vai enfrentar problemas, mas fica claro que a rural e a pública estão pressionando mais os gastos”, afirma. “Ninguém ousa mexer com funcionários públicos e o setor produtivo e movimentos sociais não querem nem ouvir falar de mudanças para trabalhadores rurais para arrecadar mais. Assim vai sobrar para os trabalhadores urbanos, uma maioria silenciosa que reclama menos.”

Servidores federais e militares recebem seus benefícios da previdência pública. Em 2016, o rombo nesse setor deve alcançar 70 bilhões de reais. A diferença entre o rombo estimado do INSS, de 146 bilhões, e o do setor público é que o primeiro atende mais de 28 milhões de pessoas (entre aposentados, pensionistas e segurados), enquanto o segundo apenas 1 milhão de servidores e militares da reserva. “É um número espantoso. A maioria dos brasileiros trabalha para financiar a aposentadoria de uma elite”, conclui Mascolo.

Do terrorismo à obesidade: as epidemias mundiais mais rentáveis

Os desafios mais rentáveis da humanidade. Envelhecimento e câncer estão entre os problemas que geram mais negócios.

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Pessoas buscam água no campo de refugiados de Kabo, na República Centro-Africana.
Pessoas buscam água no campo de refugiados de Kabo, na República Centro-Africana. B. P.

O mundo nunca teve que enfrentar tantos desafios. Terrorismo, mudanças climáticas, desigualdade, escassez de água, concentração de terras, disrupção digital, pandemias como as de câncer e de obesidade.

Como se fosse pouco, o envelhecimento da população do planeta é o prelúdio de todas as grandes transformações que viveremos.

Essas forças estruturais podem levar a um panorama aterrador ou a uma era em que o ser humano dê o melhor de si: sua capacidade de inovação e sua magia para sonhar soluções.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

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Há oportunidades econômicas na intersecção de todas essas forças de mudança e em todos esses desafios. Para o bem e para o mal, o mercado é capaz de transformar um problema num ativo financeiro. “Os horríveis ataques na Europa tristemente lembraram às pessoas que o terror não se detém em suas fronteiras. Por compromisso ético e social, não fazemos nenhuma recomendação sobre como lucrar com essa cicatriz, mas é impossível ignorar o uso da ciberguerra por parte desses grupos como estratégia para provocar danos no futuro”, reflete Fabiano Vallesi, analista do banco suíço Julius Bär. E a defesa nessa nova batalha é a cibersegurança.

O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês) estima que o crime digital custe entre 375 e 575 bilhões de dólares (de 1,5 a 2,4 trilhões de reais) por ano. São números maiores que a riqueza de muitos países. Por isso “as empresas estão investindo mais do que nunca para se proteger”, observa Marc Martínez, especialista na área da KPMG. E isso é uma oportunidade para as empresas especializadas na nuvem e em análise de dados em grande escala (big data).

Mas nesta viagem para um novo mundo, a demografia continua a ser um destino. O planeta envelhece. Pela primeira vez na história a população com mais de 65 anos passará –em 2047- a das crianças com menos de 5 anos. “É a maior transformação social, política e econômica da nossa era”, avalia a Global Coalition on Aging. “Todos subestimam a importância dos idosos, como se fazer aniversário não fosse problema nosso”, queixa-se Francisco Abad, diretor da consultoria a Best Innovación Social.

Isso não combina com a matemática e com o tempo. Nos Estados Unidos, a economia da longevidade movimenta 7,1 trilhões de dólares (29 trilhões de reais). Se fosse uma nação, seria a terceira mais rica do planeta. Seus integrantes terão em 2020 no bolso um poder aquisitivo de 60 trilhões de reais. Parece impossível interromper esse movimento, entre econômico e malthusiano. Porque em 2050 já haverá no mundo mais de 2 bilhões de habitantes com mais de 65 anos de idade.

Os desafios mais rentáveis da humanidadepulsa en la foto
Mais tempo sobre a Terra significa também maior chance de adoecer. O câncer se tornou uma espécie de pagamento ao barqueiro pela travessia desse rio Estige representado pela vida longa. E é também um filão para a indústria farmacêutica. A tal ponto que os remédios para essa enfermidade já representam 10% do mercado farmacêutico mundial.

“E nos próximos cinco anos chegará uma gama de novas drogas que farão com que as vendas de fármacos contra esse mal superem o mercado generalista”, avalia o banco UBS. Essa química revolucionária é a esperança para lutar contra uma enfermidade responsável pela morte de 25% das pessoas com mais de 65 anos.

Cerca de 8,2 milhões de pessoas morrem por ano por sua culpa. Outro assassino cúmplice do tempo é a demência. A cada ano são diagnosticados 7,7 milhões de novos casos no mundo. E esse número vai triplicar em 2050. Entre todas as suas variantes, o Alzheimer é a patologia mais comum, e sua cura é considerada o santo graal da indústria farmacêutica.

Nos EUA, o mercado de terceira idade movimenta 29 trilhões de reais

E há outra epidemia global que ameaça ceifar milhões de vidas e custar bilhões: a obesidade. Pode ser o maior desafio na área de saúde enfrentado pelo planeta. O número de obesos e de pessoas com sobrepeso triplicou desde 1980. Nenhum país melhorou seus indicadores desde então, e a conta a pagar é astronômica. É calculada em mais de 8 trilhões de reais, o equivalente a 2,8% da riqueza do mundo. É o mesmo impacto provocado pela violência armada, pelo tabagismo, pelo terrorismo e pela guerra. Existem no planeta 671 milhões de obesos, e cerca de 2,1 bilhão de pessoas sofrem de sobrepeso. Com esses números, a doença é o parque de diversões das indústrias farmacêuticas, de empresas de alimentação e de dieta, de roupas esportivas e até de companhias aéreas. A Samoa Air foi a primeira empresa de aviação a cobrar dos passageiros em função de seu peso, e o a Airbus oferece nos aviões A320 poltronas especiais para obesos.

Nova classe média

Muitas dessas pessoas com sobrepeso farão parte de uma nova classe média aguardada para 2030. Nesse ano, 2 bilhões de seres humanos, metade deles na Índia, terão renda per capita de entre 10 e 100 dólares (de 41 a 410 reais) por dia. Isso significa que sua renda passará da mera subsistência, e o gasto será direcionado para o lazer, a compra de carros e o turismo. Uma vida diferente, que “abre oportunidades de investimento na indústria farmacêutica, especialmente no mercado de medicamentos genéricos de países emergentes”, relata Roberto Ruiz-Scholtes, diretor de estratégia do UBS. Afinal, o mundo terá a responsabilidade de cuidar de 10 bilhões de almas em 2050.

Além disso, o envelhecimento e o aumento da população são preocupantes porque se combinam a outra tendência: o aumento da dívida pública nas economias avançadas. Sete anos depois do início da Grande Crise, o déficit alcançou seu maior valor histórico – e continua a subir. “Com mais aposentados, menos trabalhadores em atividade para mantê-los e uma expectativa de vida maior, as economias mais desenvolvidas poderão ser pressionadas e ter que reduzir sua dívida cortando nos benefícios e na saúde”, é a análise da gestora Pioneer Investments.

Essa pressão, paradoxalmente, representa uma oportunidade de negócio para o universo privado da saúde e da aposentadoria. E, claro, as gestoras de fundos esfregam as mãos. “O patrimônio sob gestão dessas instituições aumentará com força durante as próximas décadas, assim como seus rendimentos”, prevê Jaume Puig, diretor geral da GVC Gaesco Gestión. Um ecossistema perfeito para investir em gestoras listadas na Bolsa e tentar evitar a incerteza. Porque “o desafio demográfico leva a um menor crescimento econômico global, especialmente no mundo desenvolvido. Nesse cenário será um desafio encontrar empresas [nas quais investir] com um crescimento estrutural e sustentável”, argumenta Rick Stathers, especialista da gestora Schroders.

Mas como vão viver os moradores desse mundo saturado e envelhecido? Com certeza, mais próximos. Em 2030, 9% da população do planeta estará em apenas 41 megacidades. A urbanização será um grande desafio e um grande negócio. Por dia mais de 250.000 pessoas se mudam para núcleos urbanos, estima o futurólogo norte-americano Alex Steffen. “Hoje há menos da metade dos edifícios que existirão em 2050”, disse ao jornal The Guardian. “Uma maior urbanização agrava todos os desafios que encaramos. Cedo ou tarde viveremos num planeta sem emissões. Como chegar lá representa uma profunda ruptura com o status quo.”

Mas o futuro já nos alcançou. Um aumento da população urbana se traduz em mais pressão sobre os preços de imóveis nas grandes cidades. Acontece em São Paulo, Dubai e Londres. Na cidade britânica, o valor das residências subiu 35% desde 2008. A Grande Crise provocou a chegada à City de milhares de trabalhadores em busca de emprego. Só que com salários insuficientes para comprar uma casa, o jeito é alugar. “A rentabilidade média do aluguel numa cidade desenvolvida fica em torno de 4,9%, e nos países emergentes vai a até 8%”, diz Joaquín Robles, analista da corretora XTB. Lucro superior, por exemplo, ao dos bônus soberanos.

Disrupção digital

Uma força que promete mudar o mundo e gerar enormes ganhos é a disrupção digital. A robótica, a imunoterapia, as impressoras 3D, a inteligência artificial, o turismo espacial; a aldeia global ligada por meio de 2 bilhões de conexões móveis de banda larga. Há mais smartphones no planeta que escovas de dentes. Sem dúvida, a tecnologia transforma a existência. “Porque afeta todos os negócios e todas as relações humanas”, ressalta José Antonio Herce, sócio da Analistas Financieros Internacionales (AFI). “Qualquer empresa hoje, não importa setor e tamanho, precisa ser tecnológica.” E as empresas e investidores que não perceberem isso ficarão para trás.

O cientista australiano Stefan Hajkowicz adverte em seu livro Global Megatrends: Seven Patterns of Change Shaping Our Future (Megatendências Globais: Sete Padrões de Mudança que Estão Moldando Nosso Futuro) que nosso mundo enfrenta transformações drásticas e que, se não dermos uma resposta, algumas sociedades poderão despencar em “queda livre”. E, como aviso aos navegantes reticentes à mudança, retoma o caso da Kodak. A empresa de filmes para câmeras fotográficas passou de controlar 90% do mercado norte-americano, em 1976, à quebra, em 2011. Isso porque não viu, nem entendeu, o advento da imagem digital.

No entanto, em Israel, o empreendedor Eden Shochat, de 38 anos, soube interpretar melhor o afã dos tempos. Há quatro anos, vendeu ao Facebook uma companhia que ajudou a fundar: Face.com, que lida com reconhecimento facial aplicando a tecnologia deep learning (aprendizado profundo). Esse saber nos aproxima da inteligência artificial e ajuda a resolver determinados problemas (como o reconhecimento de voz) impostos pelo big data. Com essa experiência, investiu em empresas que utilizam a linguagem profunda, como, por exemplo, a JoyTunes (que emprega essa tecnologia para identificar as notas tocadas em um piano) e a Windward (que analisa mais de 100 milhões de dados diários de carga e transporte marítimo).

A cura do mal de Alzheimer é o santo graal da indústria farmacêutica

Mas de onde virá o dinheiro? Simples, das pessoas. “Vivemos expostos ao poder do crowdfunding graças ao incrível êxito de plataformas como Indiegogo e Kickstarter. Através delas, conhecemos centenas de projetos e tecnologias revolucionárias que levantam bilhões de dólares”, afirma Shochat. Uma viagem em busca de fundos e negócios que um anglicismo (fintech) promete revolucionar. “São empresas tecnológicas — sobretudo start-ups — especializadas em serviços financeiros”, explica Rodrigo García de la Cruz, professor do Instituto de Estudos Acionários de Madri (IEB). E também representam o brilhante horizonte das finanças. “O investimento global direcionado a essas iniciativas passou dos 12 bilhões de dólares (cerca de 49 bilhões de reais), em 2014, para aproximadamente 20 bilhões de dólares (81,8 bilhões de reais), em 2015”, afirma Jay Reinemann, diretor da BBVA Ventures.

Claro, quem poderia prever que o mundo seria tão desafiante? O planeta surpreende inclusive os analistas da Goldman Sachs. Em seu relatório What if I told you… (E se eu te dissesse), preveem um futuro que soa como uma voz vinda de uma Terra distante. “E se eu te dissesse que o espaço é, mais uma vez, a nova fronteira, que o lítio é a nova gasolina, que o blockchain (um livro de contabilidade aberto e em rede) pode mudar tudo, ou que a nuvem poderia ajudar a curar o câncer”, diz a publicação. Vocês acreditariam?

O homem reinventa, a cada minuto, os ecossistemas dos investimentos. Os robôs estão, em seu terceiro ano consecutivo, mantendo o recorde de vendas. Cerca de 229.000 exemplares chegam anualmente ao mercado, e os analistas do Bank of America Merrill Lynch estimam que, em 2025, 45% das etapas de fabricação industrial serão realizadas por eles. Agora, esse número corresponde a apenas 10%. Beneficiada por um efeito multiplicador, a robótica repercute no setor aeroespacial e nos de defesa, transporte, finanças, saúde, indústria, serviços, mineração; e na vida. Em apenas quatro anos, o mercado para os robôs e as soluções de inteligência artificial chegarão a 153 bilhões de dólares (626,5 bilhões de reais).

A dúvida paira sobre quantos empregos “manuais” extinguirá. No entanto, é moralmente discutível sonhar com as estrelas e imaginar a inteligência artificial quando 805 milhões de pessoas no mundo sofrem com desnutrição crônica. Essa carestia coloca sob os holofotes a segurança alimentar. O aumento da renda, sobretudo nas classes médias de países emergentes, e as mudanças na dieta, significam que o mundo necessitará aumentar, em 70%, sua produção de alimentos, em 2050. No entanto, os campos secam e se debilitam. O rendimento dos principais cultivos de cereais está em queda, as terras potencialmente cultiváveis que restam são poucas (1,4 bilhão de hectares), e a agricultura consome 70% da água utilizada em todo o mundo.

A pressão é tão intensa que, pela primeira vez, a Europa sofre com o problema da concentração de terras de cultivo, ou seja, a compra de grandes extensões de campos (com prejuízos para os pequenos proprietários) por empresas estrangeiras, que não ficam apenas com a terra, mas também com a água que a mantém. Esse espólio vital ainda não é tão intenso no velho continente como na África ou na América Latina, mas o Parlamento Europeu alerta que é um “fenômeno crescente”, e também alarmante, sobretudo em um mundo com tantas frentes abertas que parece impossível ganhar todas as suas batalhas.
Fonte: El País

Celulares e biometria acabarão com o dinheiro físico?

Celular e biometria devem substituir cédulas e moedas, dizem especialistas. Um quarto da população do Quênia já usa celular como ‘minibanco’. Uso da impressão digital incluiria analfabetos no sistema financeiro.

Biometria e Celular substituirão o dinheiro 01

Homem envia dinheiro usando o serviço M-Pesa, em Nairóbi, no Quênia.
(Foto: Tony Karumba/AFP)

O brasileiro compra cada vez mais com cartão de crédito ou débito, faz transações bancárias e compras na internet e anda com menos dinheiro no bolso. Especialistas dizem acreditar que, com a evolução da tecnologia e a expansão dos pagamentos para o celular e até a biometria, o “dinheiro vivo”, em papel ou moeda, pode estar com os dias contados.

A população já se acostumou a andar com pouco dinheiro na carteira, segundo o Banco Central. Em 2007, 61% dos brasileiros diziam andar com até R$ 20 no bolso em notas, número idêntico ao verificado em 2005, quando o BC fez a mesma pesquisa.

O uso de cartões de débito e crédito, porém, disparou no país. De 2003 a 2014, a quantidade de transações com cartões de débito cresceu 217%, enquanto as com cartão de crédito subiram 129%, mostram dados do BC. Já as transações bancárias pela internet subiram 42% entre 2006 e 2014, enquanto as transações nos caixas eletrônicos subiram 11%. Nas agências, o movimento subiu 3%.

Biometria e celular

[ad name=”Retangulo – Anuncios – Esquerda”]Especialistas dizem que tecnologias como o celular e a biometria podem fazer com que seja possível fazer pagamentos eletrônicos em todos os lugares, tornando o dinheiro vivo cada vez menos importante. E isso pode ocorrer mesmo em países pobres, que podem “pular” a fase dos cartões de crédito, por exemplo.

Dave Birch, diretor da consultoria britânica Hyperion, prevê a expansão do uso do celular para pagamentos. “Para não precisarmos mais de dinheiro ou cartões, precisamos que os pagamentos eletrônicos estejam disponíveis em todo lugar, e não só nas lojas”, diz.

A Hyperion é especializada em estudar meios eletrônicos de pagamento e organiza anualmente o Digital Money Forum (Fórum do Dinheiro Digital), no Reino Unido. “Os celulares significam que ninguém precisa de dinheiro vivo. Os telefones vão se tornar um terminal pessoal de pagamentos, com o qual todos podem pagar e receber pagamentos de todos”, diz Birch.

Biometria e Celular substituirão o dinheiro 02

Homem fala ao celular em loja do serviço M-Pesa em Nairóbi, no Quênia
Foto: Tony Karumba/AFP

Sucesso no Quênia

Para demonstrar que a ideia pode dar certo, o especialista cita o caso do Quênia, nação africana onde existe o sistema M-Pesa. Quem tem celular da operadora Safaricom pode abrir uma “conta” M-Pesa, fazendo depósitos em dinheiro em um dos 12 mil agentes autorizados do sistema, como lojas da operadora, postos de combustível e supermercados.

Depois, o dinheiro pode ser sacado nesses mesmos locais, transferido a outros usuários de celular ou usado para pagar contas e comprar produtos. Não é preciso ter conta no banco nem ter o crédito aprovado; para se cadastrar é só apresentar um documento de identidade. Todas as transações são feitas no menu do aparelho celular ou por SMS.

Segundo a Safaricom, o M-Pesa tem 7,5 milhões de usuários (em um país de cerca de 31 milhões de pessoas) e já foram transferidos 230 bilhões de shillings quenianos (R$ 5,3 bilhões) pelo sistema desde seu lançamento, em 2007.

Recentemente, o serviço se expandiu para permitir envio de dinheiro de imigrantes quenianos do Reino Unido para parentes que ficaram na África. Com o sucesso, o M-Pesa “migrou” para a vizinha Tanzânia em 2008, onde já contabiliza 1 milhão de usuários.

Experiência no Brasil

No Brasil, o pagamento por celular também já existe: várias operadoras já têm programas para pagamento de compras usando o próprio aparelho, que só precisa ser aproximado de um terminal para completar a transação.

O aparelho pode ser associado a um cartão de crédito, débito ou cartão pré-pago. “Apostamos que haverá uma nova geração que vai preferir fazer compras por meio do celular, assim como há uma geração que prefere comprar pela internet”, diz Percival Jatobá, diretor-executivo de produtos da Visa.

Outro exemplo do uso do celular como meio de pagamento é o serviço Paggo, da operadora Oi. Trata-se de um sistema que permite compras em lojas físicas e pela internet com confirmação por SMS.

Inclusão

Martinho Isnard Ribeiro de Almeida, professor da FEA-USP (Faculdade de Administração, Economia e Contabilidade da Universidade de São Paulo), acha que a solução para expandir os pagamentos eletrônicos é criar contas bancárias mais simples.

“Os maiores custos para os bancos são a manipulação do dinheiro e o crédito. Portanto, para reduzir o custo, os bancos poderiam oferecer contas com um cartão com chip só com função de débito, sem saque ou crédito”, diz ele.

E para incluir até mesmo os analfabetos, a verificação, hoje feita normalmente por senha, poderia usar a biometria, como a leitura da palma da mão, por exemplo, diz o professor da FEA-USP.

Birch diz que a inclusão dos mais pobres é muito importante, já que o dinheiro vivo “discrimina contra os pobres”, segundo ele. “Os ricos podem pesquisar na internet para comprar coisas mais baratas e pagar suas contas eletronicamente. Já os pobres têm que pegar um ônibus para ir pagar suas contas”, diz o especialista.

Mesmo para valores pequenos, os especialistas dizem que é vantajoso economicamente eliminar as cédulas e moedas. No Brasil, o Banco Central já gastou R$ 762 milhões em 2009 para produzir cédulas e moedas. No início de novembro, havia R$ 112,12 bilhões em circulação em cédulas e moedas no país.
Paulo Leite/G1

Portugal diz que pode ter de abandonar o euro

Imaginem quando chegar a vez da taba dos Tupiniquins!

O fracasso em obter uma coalizão governista ampla para enfrentar a crise financeira poderia forçar Portugal a abandonar o euro, disse o ministro das Relações Exteriores em entrevista publicada neste sábado.

A oposição e governo devem se unir para lidar com uma “situação extrema”, Luís Amado disse ao semanário Expresso.

Portugal viu uma perda acentuada da confiança dos investidores nas últimas semanas, em meio a crescentes preocupações com a frágil situação do orçamento da Irlanda, empurrando os prêmios de risco de Portugal aos níveis mais altos desde que adotaram o euro.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

“O país precisa de uma grande coalizão que nos permita superar a situação atual”, Amado disse à publicação semanal.

“Acredito que os partidos (políticos) compreendem que a alternativa para a situação que enfrentamos é, eventualmente, sair do euro”, disse ele. “Essa é uma situação que poderíamos ser inevitavelmente obrigados pelo mercado a considerar.”

Grande parte da preocupação com os esforços de Portugal para reduzir o seu déficit orçamentário nas últimas semanas vieram de dúvidas sobre se a oposição social-democrata iria apoiar o plano austero de orçamento de 2011 no parlamento.

As medidas do governo socialista que não tem maioria no parlamento precisam do aval da oposição para serem aprovadas.

Os socialistas e social-democratas finalmente chegaram a um acordo que levaram à aprovação do primeiro esboço do orçamento de 2011 no Parlamento este mês, mas os investidores estão observando atentamente até a votação final em 24 de novembro.

Analistas disseram duvidar que os socialistas consigam se manter no governo até o fim de seu mandato que termina em 2013, especialmente agora que os social-democratas lideram as pesquisas de opinião, mas em Portugal, eleições antecipadas Constituição não pode ser realizada antes de maio.

Reuters/O Globo/Brasil Online

Economia: Europa oferece maior risco que o Brasil

‘Risco Europa’ já é maior que o do Brasil

O crescente temor sobre a situação fiscal de vários países europeus – que voltou a castigar os mercados globais ontem -, aliado à melhora das condições macroeconômicas brasileiras nos últimos anos, transformou em realidade algo impensável há não muito tempo: os investidores temem mais um calote de Portugal, Espanha, Irlanda, Itália e Grécia do que do Brasil.

É o que revelam os dados da medida de risco mais usada no mercado global atualmente. Trata-se do prêmio expresso nas negociações de um instrumento derivativo chamado de CDS (do inglês, credit default swap). Em uma definição coloquial, o CDS pode ser traduzido como um seguro anticalote.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Exemplo prático: um banco empresta dinheiro para um país e, ao mesmo tempo, compra um CDS de um investidor. Se o tal país não honrar seu compromisso, o banco vai ao investidor cobrar o prejuízo.

No auge da crise global, em outubro de 2008, o prêmio do Brasil chegou a 355 pontos – ou seja, o investidor que comprava seguro contra eventual inadimplência brasileira pagava 3,55 pontos porcentuais a mais de juros sobre o CDS dos EUA, referência do mercado.

Na mesma época, o CDS de Portugal era de 85 pontos, da Espanha, 82, da Irlanda, 113, da Itália, 117, e da Grécia, 134 pontos. Ontem, esses valores eram, respectivamente, de 150 (Brasil), 227, 165, 169, 155 e 415 pontos (ver gráfico na pág. B4).

“Há duas explicações para a melhora do risco brasileiro em comparação com o desses países: de um lado, o Brasil saiu fortalecido da crise e tem boas perspectivas de crescimento; de outro, essas nações europeias enfrentam enorme desafio fiscal”, explicou a economista-chefe do banco ING, Zeina Latif.

Um dos efeitos da mudança é que as empresas e o governo do Brasil podem pagar menos para se financiar no exterior do que esse grupo de países, que, pelos critérios do Fundo Monetário Internacional (FMI), constituem economias avançadas.

“Isso já ocorre na prática”, disse Eduardo Nascimento, diretor do BB Securities em Londres. Segundo ele, um papel emitido pelo governo da Grécia na semana passada pagava ontem ao investidor, nas negociações de mercado secundário, juro de 7% ao ano. “Um título do Banco do Brasil com vencimento em 10 anos está pagando 6%.” Quanto maior o retorno, maior o risco da aplicação.

Em janeiro, a área do BB em que trabalha Nascimento liderou o ranking das instituições financeiras responsáveis por estruturar captações de empresas e do governo brasileiro no exterior, com US$ 3 bilhões. O especialista afirma que as perspectivas para o resto do ano são positivas, mas podem mudar se a situação na Europa continuar a se deteriorar.

Ontem, por exemplo, as bolsas mantiveram a tendência de baixa. O Ibovespa caiu 1,83%, a Bolsa de Madri perdeu 1,53%, a de Paris, 3,40% e a de Londres, 1,53%. O dólar subiu 0,37%, para R$ 1,890.

Aparentemente, o desempenho do risco brasileiro expresso nas negociações de CDS é contraditório com o que tem ocorrido na Bovespa e no mercado de câmbio. “O CDS reflete mais os fundamentos do País, enquanto a bolsa e o câmbio sofrem com a volatilidade do momento”, ponderou a professora do Instituto de Economia da Unicamp Daniela Magalhães Prates.

O economista Ricardo Amorim, da Ricam Consultoria Empresarial, não se mostra surpreso com a alteração do status relativo do Brasil frente a algumas nações europeias. “Enquanto a China e a Índia estiverem em um processo de migração das pessoas do campo para a cidade (o que deve levar mais 20 ou 30 anos), os países frágeis serão eles (ricos), não nós (emergentes)”, afirmou.

Isso porque a demanda desses dois países é por produtos exportados pelos emergentes (commodities), não pelos desenvolvidos (serviços e bens industrializados). Além disso, os produtos chineses reduziram a inflação global, o que diminuiu as taxas de juros e o custo do dinheiro (os maiores demandantes de empréstimos são os emergentes).

Nem todos são tão otimistas. O professor do Insper Marcelo Moura pondera que as contas públicas brasileiras também são frágeis e lembra que o País terá déficits crescentes na conta corrente. “O Brasil melhorou porque não sofre tanto quando há uma crise, mas ainda paga mais para rolar sua dívida interna do que esses países europeus”, disse. “Discordo desse ufanismo com o País.”

TENSÃO GLOBAL

150 pontos era o risco brasileiro ontem, expresso nas negociações do instrumento financeiro CDS.

O risco Grécia estava em 415 pontos, o de Portugal, em 227, e o da Espanha, em 165

4,03% foi a queda do Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) na semana.

Leandro Modé/Estadão
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Lula e The Economist: você não gosta de mim mas sua filha gosta

Bom comportamento
Luis Fernando Veríssimo ¹

O governo Lula pode parafrasear o Chico Buarque e cantar para a oposição “Você não gosta de mim mas ‘The Economist‘ gosta”. Há no reconhecimento da revista um desagravo retroativo ao PT recém-eleito, que assustava com a promessa implícita de mudar tudo na economia, correr com o neoliberalismo, desprivatizar o que tinha sido privatizado e confiscar a prataria. Os 800 mil empresários que, segundo uma previsão da época, fugiriam deste caos hoje devem estar se congratulando por terem esperado um pouquinho. O monstro não era um monstro, afinal. O monstro tinha a cara do Palocci e era social-democrata como todo o mundo. O Brasil não só não afundou como, segundo a imprensa internacional, foi quem melhor soube boiar, na crise.

Mas aprovação da “Economist” é, um pouco, como abraço do Ahmadinejad.

Pode ser conveniente e bom para a reputação ou constrangedor e estigmatizante, dependendo dos círculos em que se anda. Você tanto pode achar formidável um governo do PT ser elogiado como um exemplo de conservadorismo responsável quanto achar estranho um governo do PT, logo do PT, ser chamado por uma das principais publicações do capitalismo mundial de exemplo de conservadorismo responsável. Em certos círculos do PT a pergunta que está sendo feita deve ser: o que foi que nós fizemos de errado para merecer tamanha honra? É como receber um dez por bom comportamento quando a reputação que se quer é a de bagunceiro. Imagino que tenha gente pensando em processar “The Economist” pela reportagem difamante.

Na capa da “Economist” com o título “Brazil takes off” (o Brasil decola), o Cristo Redentor aparece subindo como um foguete para alturas ainda incalculáveis, um símbolo da nova realidade no país. No filme “2012” o Cristo aparece desmoronando, no fim do mundo. De acordo com o filme e com as profecias, o Brasil só terá dois anos para aproveitar sua boa fortuna. Ao menos um alento para a oposição.

PS

Post-scriptum. Nunca se soube muito bem quem era o pai que não gostava do Chico, mas a filha gostava. O próprio Chico negou que fosse o presidente Geisel, cuja filha era fã do cantor. Segundo outra história, ao ser preso durante a ditadura o Chico teve que distribuir autógrafos para as filhas dos agentes que o acompanhavam — ainda no elevador.

O Globo

Petrobrás, graças a Mantega, é uma mãe para banqueiros internacionais

Carlos Lessa, presidente do BNDES: “TODA VEZ QUE FINANCIAMOS A PETROBRAS, PAGAMOS 4% PARA O DINHEIRO ATRAVESSAR A AV. CHILE”. E acabou com isso

Mas Lessa foi substituído por Mantega, que restabeleceu os privilégios dos banqueiros nacionais e internacionais, proporcionando-lhes lucros gigantescos, através de intermediações de empréstimos que não tinham o menor risco de inadimplência

O economista Carlos Lessa, quando presidente do BNDES (de janeiro de 2003 a novembro de 2004), fez uma verdadeira revolução no banco estatal e contribuiu, de forma decisiva, para que ocorresse a retomada do desenvolvimento no governo Lula.

Com apoio de seu vice, o engenheiro e consultor Darc Costa (um notável nacionalista, que goza de invulgar prestígio nas Forças Armadas e durante 9 anos foi Coordenador de Estudos Estratégicos da Escola Superior de Guerra), Lessa teve que mudar tudo. Motivo: a partir da gestão de Collor, o BNDES FORA MERGULHADO NUMA FASE DE OBSCURANTISMO, agravada nos mandatos de FHC, que transformou a instituição num poleiro de tucanos privatistas e globalizantes.

Lessa deu uma virada histórica, recolocou o BNDES a serviço do desenvolvimento nacional e acabou com os privilégios dos bancos privados, que agiam como intervenientes EM TODAS AS OPERAÇÕES DO BNDES.

Intermediação é uma grande negociata

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