Eleições 2014 e a dança dos interesses

Lobo Cordeiro Blog do MesquitaFirmeza ideológica é algo me deixa emocionado.

Os tucanos José Serra e Álvaro Dias, e a redista(?) Marina “melancia” – verde por fora e vermelha por dentro – Silva, estão com os pezinhos no PPS.

Ps. PPS é o o nome novo(?) do antigo PCB do comunista de boutique Roberto “Adoro uma Mamata” Freire.


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Tópicos do dia – 31/08/2012

09:36:10
Mensalão: Com os pés no chão, pois toga não levita!

A lei não prevê caixa 2, é claro, mas trata caixa 2 como infração menor. Essa excrescência permite que essa corrupção domine todas as eleições desde Deodoro.
Por conta disso é que o mensalão tucano teria passado despercebido e estaria funcionando até hoje, se a bandalheira do Lula e asseclas não tivesse vindo a lume.

Só quando descobriram a existência do cínico Delubio Soares e seu imoral “recursos não contabilizados” é que descobriram, por tabela, o mensalão tucano (e mesmo assim, com uma enorme má vontade em aprofundar as investigações, com medo de atingir Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin.

A lei é assim. É uma porcaria de lei, porque empreiteiras, bancos e até bicheiros (!) financiam campanhas, em geral buscando vantagens futuras nos governos.
O mais é por que a selecinha não ganhou a olimpíada, e descobriram que o Neymar só tem topete.

09:41:38
Mensalão, o julgamento.

O julgamento dos mensaleiros por desvio de dinheiro público como “NUNCANTESNESTEPAIZ” poderia despertar na sociedade uma iniciativa de criar uma LEI proibindo a doação para campanhas políticas por pessoas jurídicas. Todos os grandes escândalos envolvem empresas e seus dirigentes (DELTA, BANESTADO, REDE13, BB-VISANET, SANGUESSUGAS, ALOPRADOS do Lula, GAUTAMADUTO, DUDADUTO, VALERIODUTO etc. e, bote etc. nisso), contaminando o Legislativo e corrompendo autoridades como na farra em PARIS com a dança exótica dos guardanapeiros embriagados com champanhe francesa legítima, domesticados pelo dono da DELTA em troca de obras bilionárias.

O americano costuma dizer que não existe almoço grátis entre políticos e empresários, lá nos EUA é proibida a doação por pessoas jurídicas, o Brasil poderia copiar a maior democracia do planeta, atraindo políticos mais honestos sem suborno de empresários. Junto com as doações por empresas vem toda sorte de crimes, desde sonegação de impostos até assassinatos, como a morte de Celso Daniel, onde o Brasil conheceu o sinistro Sombra do PT, o responsável para punir aqueles que não aceitam pagar o mensalão.

A história, repetida insistentemente, pelos advogados dos réus do mensalão no STF é a balela do Caixa 2, para pagar dívidas de campanha: ora bolas, é tudo Caixa 3, propina para políticos enriquecerem, não existe comprovação documentada de pagamento por serviços contratados de campanha política, ou, estamos diante de uma Sonegação de Impostos tutelada por autoridades da república contra os cofres públicos “destepaiz”!

10:01:24
Os mensaleiros e os ladrões de galinha

Depois de todos os elogios ao Supremo Tribunal Federal, aberta que está a avenida para a condenação da maioria dos mensaleiros, surge o primeiro buraco no asfalto. Ironicamente, coube ao caminhão do ministro Cezar Peluso diminuir a marcha, ele que até prisão determinou para os primeiros cinco réus. Porque ao fixar a pena para o deputado João Paulo Cunha, Marcos Valério, Henrique Pizzolato e dois penduricalhos, o mestre parou nos seis anos. Três por corrupção passiva e três por peculato. Significa que pela lei vigente o ex-presidente da Câmara teria direito a regime semi-aberto, caso não recebesse outra condenação por lavagem de dinheiro. Traduzindo: ficaria em casa durante o dia, obrigado apenas a dormir na cadeia.

A pergunta que se faz é porque, então, o ladrão de galinha fica preso durante o inquérito e o julgamento e, depois, continua trancado em tempo integral, sem direito a beneficio. Por ser pobre, não dispor de excepcionais advogados e carecer de diploma universitário? Deveria ser a lei igual para todos. Quantas galinhas poderiam ser compradas com os 50 mil reais oferecidos por Marcos Valério? Muitas mais, até um aviário, por conta do contrato de publicidade celebrado entre eles.

Claro que a pena para esse primeiro lote de bandidos não estava completa. Mais um voto em favor da acusação de lavagem de dinheiro, dado pelo presidente Ayres Brito,  determinou que os seis anos de prisão aumentem, nesse caso em regime fechado. Resta aguardar, sem desejos de vingança, mas tendo presente haver chegado a oportunidade de a Justiça demonstrar serem todos iguais perante a lei.
Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa

10:37:42
Supremo será rápido com financiadores do mensalão

Ao entrar na segunda das sete fases do julgamento do mensalão, a expectativa do relator e de ministros é que o processo de decisão seja acelerado. Joaquim Barbosa considera que a fase mais longa e complexa foi superada com a conclusão do item 3 da denúncia. As próximas etapas tendem a ser apreciadas com mais agilidade, inclusive a do item 5, iniciado nesta quinta, que trata dos financiadores do mensalão.

O relator ainda não votou, mas já classificou como “cadeia de ilicitudes” a atuação de dirigentes do Banco Rural, que concederam empréstimos milionários às empresas de Marcos Valério e ao PT. Em 2003, foram R$ 3 milhões ao partido, e R$ 29 milhões a duas agências do publicitário. Para Barbosa, as operações de empréstimos foram fictícias, porque o modo como as operações foram feitas denota que nem os credores pretendiam resgatar o dinheiro, nem os tomadores do empréstimo tinham a intenção de pagar a dívida.

Dos réus desta etapa, Kátia Rabello, José Roberto Salgado, Vinícius Samarane são acusados de gestão fraudulenta, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Ayanna Tenório, a quarta ré do grupo, responde pelas mesmas acusações, com exceção de evasão de divisas. A tendência é que sejam julgados em bloco, uma vez que sua atuação é semelhante – o que difere entre eles é o grau de responsabilização.

A característica de ação em grupo, que justifica a acusação de formação de quadrilha, deve levar a sentenças mais rápidas e simplificadas. A soma das penas máximas dos crimes dos quais os quatro réus são acusados passa dos 30 anos de prisão.
blog da Christina Lemos

16:55:12
PT e Aecio Neves fazem festa: Haddad sobe 6 pontos percentuais e Serra cai 5

Pesquisa Datafolha divulgada quarta-feira pela TV Globo no Jornal Nacional mostra em São Paulo Celso Russomano (PRB) com 31% das intenções de voto – mesmo patamar do levantamento anterior -, seguido de José Serra (PSDB), com 22%, e Fernando Haddad, com 14% das intenções de voto. Em relação ao último levantamento, o tucano caiu 5 pontos percentuais; já Haddad subiu 6 pontos.

E a rabeira também começa a se definir. A pesquisa mostra Gabriel Chalita (PMDB), com 7%; seguido de Soninha Francine (PPS), com 4%; Paulinho da Força (PDT), com 2% das intenções de voto; Carlos Giannazi (PSOL) e Ana Luiza (PSTU) têm 1% cada. Os demais candidatos não pontuaram. Brancos e nulos são 10%. Não sabem ou não opinaram somam 7% dos eleitores.

Em relação à rejeição, Serra lidera com 43%, seguido de Paulinho da Força (25%), Soninha (24%) e Haddad (21%). Russomanno tem 15% de rejeição.
O Datafolha ouviu 1.069 eleitores paulistanos entre os dias 28 e 29 deste mês. A margem de erro da pesquisa – registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com o número 00582/2012 – é de três pontos, para cima ou para baixo.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa


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Tópicos do dia – 07/06/2012

11:34:58
Políticos, “amizades” imorredouras, juras de fidelidade e coligações.

Interessante. Aliás, trágico. Político apoia, sobe ao palanque, tira fotos de mãos dadas com o V da vitória, jura por todos os juros que aquele candidato é a última coca cola no deserto, para eleger alguém. Aí os interesses desandam, e o antes iluminado, agora não passa de um nomeador de postes. Um nada. São tão sinceros quanto jogador que beija escudo de time no dia da apresentação. Com tantas coligações interesseiras, apartadas de qualquer identidade programática e ideológica, e mudanças de partidos ao longo da história, como dar crédito aos discursos de rompimento? Lá na frente, voltam a dividir o mesmo palanque, se os interesses de momento forem imperativos ao projeto pessoal de cada um. E o povo…
Lembro que os antigos correligionários de um ex-governador do Ceará, trabalharam para eleger outros senadores, deixando aquele que os tirou do anonimato sem mandato no senado federal.

O mais lamentável dessas gangorras de alianças políticas, com afagos em um momento, e ataques furibundos em outros, é levar de roldão os simpatizantes desses políticos. Esses partidários, dessa ou daquela facção política, descartam antigas amizades em defesa de seus ídolos políticos. Lá na frente, interesses, novamente meramente pessoais, faz com que os antes adversários políticos se agreguem novamente para nova ascenção ao poder. E aí, os interesses políticos desses partidários podem até ser recuperados, mas os afetos maltratados não o serão nunca mais. Findarão sós, embora com séquitos.

16:16:39
O espírito de corpo e o Congresso Nacional
por Dora Kramer/O Estado de S.Paulo

Antes tarde do que nunca.
Na perspectiva do velho ditado, tome-se como louvável a decisão do presidente do Senado, José Sarney, de ceder à pressão da maioria dos líderes partidários e pôr na pauta de votação da próxima quarta-feira a proposta de emenda constitucional que acaba com o voto secreto em plenário para processos de cassação de mandatos.
O problema é que a realidade revela uma tendência forte a favor do “nunca” em detrimento do “antes tarde”.

Traduzindo: deixando ao curso da vontade majoritária, o Congresso prefere mesmo manter os votos dos parlamentares sob a proteção do sigilo. Não é um juízo precipitado nem leviano, mas antes baseado em fatos. E estes são os seguintes: há várias propostas em tramitação no Senado que nunca foram mexidas, há a decisão de Sarney movida a intenso constrangimento por causa do caso Demóstenes Torres e há uma emenda já votada em primeiro turno na Câmara desde setembro de 2006.

Aprovada, diga-se, sob a tensão do escândalo do mensalão, envolvimento de parlamentares com a chamada “máfia das sanguessugas” e da proximidade das eleições. Foram 383 voto a favor, 4 abstenções e nenhum contra.
Na época a Câmara fez a cena e se retirou do palco. Nunca mais tocou no assunto, deixando o processo sem conclusão.
Agora se houvesse genuína disposição do colegiado em acabar com o voto secreto bastaria que Câmara e Senado fizessem um acordo para a retomada daquela votação.

Argumenta-se que a proposta a ser votada pelos senadores na semana que vem dificilmente terá sua tramitação concluída a tempo de, se aprovada, valer para o julgamento de Demóstenes Torres previsto para julho, antes do recesso.
Haveria economia de tempo se, no lugar de começar do zero, o Congresso terminasse o que começou: a Câmara faria a votação em segundo turno e a emenda seguiria para o Senado.

Dos deputados, contudo, não se ouve palavra a respeito e no Senado tampouco se levanta essa possibilidade. Como se as duas Casas não fossem instâncias do mesmo Poder.
A sugestão do senador Pedro Taques para que cada um abra o voto espontaneamente pode, se passar pelo crivo da Justiça, representar uma saída circunstancial. Mas não é uma solução.

17:48:20
PT teme reflexo do julgamento do mensalão nas eleições municipais

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de começar a julgar o mensalão no dia 1º de agosto deste ano preocupa o comando do PT.
Dirigentes do partido ouvidos agora à noite pelo Blog já reconhecem de forma reservada que esse julgamento irá interferir diretamente nas eleições municipais desse ano.

“Não tem como proibir que esse julgamento seja usado contra o PT na campanha eleitoral”, constatou um dirigente do partido. Para os petistas, esse foi o pior calendário possível.
Isso porque os votos dos ministros serão dados a partir da segunda quinzena de agosto, justamente quando começa a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.

Já entre advogados com trânsito no STF, a avaliação é de que – independente das versões – a divulgação do encontro em que o ex-presidente Lula teria pressionado o ministro Gilmar Mendes a adiar o julgamento do mensalão ajudou a blindar o Supremo de ações externas.
O reflexo disso foi o consenso na Casa em torno do calendário apresentado hoje.
blog do Camarotti/G1

 


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Senadora Kátia Abreu afirma que o PSD de Kassab “não tem dono”

Oposicionista de carteirinha, até ontem critica feroz do governo, PT e de tudo que não estivesse na cartilha da iracunda do DEM e da direita mais conservadora brasileira, eis que , numa demonstração de que fidelidade partidária, ideologia e coerência são coisa pra inglês ver, a senadora Kátia Abreu agora começa um voo em direção às plagas “acolhedoras” do governo, nas asas do oportunista PSD de Gilberto Kassab.

O Editor


A senadora Kátia Abreu (TO) entrega hoje sua carta de desfiliação do DEM, onde era uma das principais lideranças nacionais, para aderir ao projeto do PSD, lançado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

A migração para a nova legenda será oficializada amanhã, em discurso no plenário do Senado.

A filiação ocorre em meio ao descrédito provocado pelo anúncio de fusão com o PSB, ideia que não vingou, e a leitura de que a nova sigla será linha auxiliar do governo.

Ela garante que a fusão com o PSB jamais existiu como proposta séria e que o PSD será de oposição, mas afirma: “Oposição não é empresa de demolição: não precisa de adjetivos, mas de caráter”.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Por que deixar o DEM?

Em busca de uma tribuna mais eficaz para defender meu ideário. O DEM cumpriu missão histórica admirável, viabilizando a transição democrática com Tancredo Neves e José Sarney, e garantindo a estabilidade dos três governos seguintes. Mas vive turbulência interna. Deixo o partido, mas não mudo: as ideias e objetivos são os mesmos.

Se é assim por que não foi possível uma solução interna?

O convívio partidário é como um casamento. Quando o desgaste ultrapassa determinado ponto, em que a confiança é atingida, não adianta insistir. O DEM não pratica internamente a democracia que prega externamente. Se mostra constrangido em assumir o ideário liberal.

O PSD surge num contexto que já abriga 27 legendas. Não há partidos demais?

Não é questão de quantidade, mas de qualidade. O quadro partidário brasileiro passará inevitavelmente por um rearranjo. O PSD apenas deu a partida. Outras siglas surgirão, outras desaparecerão. É questão de tempo.

Mas o PSD já nasceu provisório, anunciando fusão com o PSB.

O PSD nasce com ânimo definitivo, para ocupar um espaço que precisa ser preenchido no cenário partidário: os ideais da economia de mercado e do Estado de Direito. Será o partido da classe média, que se expandiu desde o Plano Real e hoje reúne mais de 100 milhões de brasileiros.

Por que o PSD desistiu da fusão com o PSB?

A ideia de fusão foi apenas uma hipótese inicialmente colocada, em ambiente de tempestade de ideias, em decorrência das dificuldades operacionais de se criar uma nova legenda. Mas, na medida em que se aprofundou a discussão, foi posta de lado. Eu mesma jamais pensei em ingressar num partido cujo ideário é bem distinto do meu.

Então será um partido de centro-direita?

Essa nomenclatura está inteiramente ultrapassada. O PSD não vem estabelecer um duelo ideológico, esquerda versus direita. Não vem lutar contra, mas a favor – não do governo, mas do País. Essa classificação é falsa, anacrônica. Basta lembrar que o PT, que se define como de esquerda, aliou-se ao Partido Liberal, que estaria à direita, para eleger Lula e José Alencar em 2002.

O prefeito Kassab se definiu como um político “de centro, com uma leve tendência para a esquerda”. E a sra.?

Kassab, ao mencionar essa tendência à esquerda, quis enfatizar sua preocupação com o social, não estabelecer um vínculo ideológico. Ele é um homem da economia de mercado, que sabe dos benefícios sociais que ela gera onde é de fato praticada. Esse é um mito que precisa ser desfeito: o de que a preocupação com o social é monopólio dos socialistas, da esquerda. Não é.

Mas seu vínculo com o agronegócio é frequentemente interpretado como uma contradição com o discurso social.

Essa é mais uma falácia dos que querem atribuir aos socialistas o monopólio do bem e vilanizar seus adversários. Os produtores rurais, que tenho a honra de representar, são muito mais eficazes na erradicação da pobreza que os seus críticos. São responsáveis pela produção da melhor e mais barata comida do mundo, gerando emprego e renda.

Outra leitura é a de que o partido será linha auxiliar do governo.

Faremos oposição, mas não como um fim em si mesmo. Oposição não é empresa de demolição. Quem assim pensava e agia era o PT. Oposição é parte da ação governativa.

Numa linha “oposição generosa”, como alguns propuseram?

Oposição não precisa de adjetivos, mas de caráter. É preciso compromisso com princípios e metas. Quando o governo estiver em consonância com nosso programa, terá nosso apoio. Quando não estiver, não terá. Ter caráter é ser fiel a si mesmo e aos próprios princípios.

Como fica a relação com o PSDB, parceiro histórico do DEM? Com Serra ou com Aécio?

Manteremos a interlocução, com certeza. Construímos etapa fundamental da história contemporânea do País, que foram os dois governos de FHC. Mas não seremos satélite de ninguém.

Diz-se que uma das condições de seu ingresso no PSD foi a garantia de presidi-lo.

O PSD não terá dono. Queremos um partido que tenha nas prévias um instrumento para decisões.

QUEM É

Formada em psicologia, foi presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Tocantins, de 1995 a 2005. Em 2008 foi eleita presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Ingressou na política em 1998, como primeira suplente na Câmara. Assumiu a vaga duas vezes entre abril de 2000 e abril de 2002. Foi escolhida para presidir a bancada ruralista no Congresso. Em 2006 venceu a eleição para o Senado.

João Bosco Rabello/O Estado de S.Paulo

Política, o surrealismo partidário no Brasil, Lula e o ‘companheiro’ Agripino

O negócio é não largar o osso!

Brasil: da série ” só doi quando eu rio!”

O surrealismo partidário no Brasil. Descortina-se no horizonte da canalhice política um novo partido.

O PMDEMB.

Uáu!
O Editor


Em extinção, DEM articula sua fusão ao PMDB

Lideranças do Democratas como seu ex-presidente Jorge Bornhausen e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, articulam dentro do próprio partido a formulação de uma proposta de possível fusão com o PMDB.

Vários setores do DEM são contra, como seu presidente nacional, deputado Rodrigo Maia (RJ). A proposta surpreende porque o DEM se caracteriza pela forte oposição ao governo do PT, apoiado pelo PMDB.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Sondagem

Segundo interlocutores do vice-presidente eleito Michel Temer, o DEM já sondou o PMDB sobre a possibilidade de fusão dos partidos.

Rito de passagem

A proposta de fusão do DEM embute uma malandragem: os políticos poderão ir para um terceiro partido sem o risco de perder os mandatos.

Pega, mata e come

Durante a campanha eleitoral, o presidente Lula disse em Florianópolis que era preciso “extirpar o DEM” da política.

Impagável

Confirmada a fusão, não em nada que pague ouvir, em uma reunião de aliados, Lula chamando o atual líder do DEM no Senado de “companheiro Agripino”.

coluna Claudio Humberto

Serra pede voto para Expedito Junior, Senador ficha suja do PSDB, candidato ao governo de Rondônia

Senador Expedito Junior, cassado por compra de votos, e agora candidato (prêmio?) ao governo de Rondônia.Foto:Waldemir Barreto/Ag.Senado

Brasil: da série “me engana que eu gosto!”

Nada mais volúvel e desprovido do menir resquício de ética e moral que as relações partidárias no Brasil. Em troca de palanque, votos e espaços na propaganda eleitoral, partidos e candidatos, quais  Faustos da sarjeta, dedicam-se com afinco a praticar a máxima do “fazemos qualquer negócio”.

Ali é Lula que com a desfaçatez dos amorais, pede votos para o governador que horas depois vai algemado para o camburão da Polícia Federal.

Aqui é Serra que com o despudor dos indecentes ideológicos, pede votos para um vira casacas partidário envolto num sem números de processos.
Raros são os candidatos que não tenham feito um “estágio” na cadeia como curso preparatório para chegar às urnas.
“Asinus asinum fricat”!
O Editor


Serra e Alckmin pedem votos para ‘ficha suja’ em Roraima

Candidato ao governo de Rondônia, Expedito Júnior, um cristão novo no PSDB, levou à propaganda da TV os rostos de três prototucanos.

Gravaram declarações de apoio para Expedito: José Serra, Geraldo Alckmin e Alberto Goldman.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A repórter Estelita Hass Carazzai conta, na Folha, que Serra diz no vídeo ter conhecido Expedito na Constituinte.

Brinda-o com um par de adjetivos: “inteligente” e “combativo”. Goldman chama-o de “brilhante”.

Quanto a Alckmin, pede ao eleitor rondoniense que vote em Expedito “pelo desenvolvimento de Rondônia”.

Expedito elegeu-se senador em 2006. Nessa época, vestia a camisa do PPS. No curso do mandato, transferiu-se para o PR. Em outubro de 2009, sentou praça no PSDB.

Acusado de compra de votos e abuso do poder econômico, Expedito teve o mandato passado na lâmina. Decisão do TSE.

No mês passado, o TRE-RO enquadrou-o na lei da Ficha Limpa. Casou-lhe o registro da candidatura.

Hoje, Expedito é um candidato sub judice. Faz campanha pendurado em recursos que protocolou no TSE e no STF.

Serra, Alckmin e Goldman deveriam desperdiçar um naco do final de semana com a leitura do noticiário que vem do Amapá.

Ali, candidatos apoiados por Lula –governo e Senado— fazem uma escala na cadeia antes de chegar às urnas.

O grão-tucanos talvez não se animem a pedir de volta as gravações que fizeram para Expedito. Porém…

Porém, fica entendido desde logo que, na hipótese de sumiço do sabonete, perde-se o direito de lavar as mãos.

blog Josias de Souza

Tasso Jereissati irrita o PSDB e o DEM devido aliança com Cid Gomes nas eleições de 2010

Para Ruy Câmara, a articulação de Tasso conspira contra os interesses de José Serra, cuja candidatura o senador deveria fortalecer.

Arma-se no Ceará uma rebelião em torno do palanque que deveria servir à campanha presidencial de José Serra (PSDB).No centro da encrenca está o grão-tucano Tasso Jereissati.Lideranças locais do DEM e do próprio PSDB criticam o senador.

Candidato à reeleição para o Senado, Tasso costura uma aliança com o governador cearense Cid Gomes (PSB).

Foto:José Cruz/ABr

Vem a ser o irmão de Ciro Gomes, velho amigo de Tasso e suposto candidato à Presidência pelo PSB.

A movimentação de Tasso gerou uma onda de críticas. Vinham sendo pronunciadas nos subterrâneos. Mas começaram a ganhar o meio-fio.

Vice-presidente do diretório do DEM no Ceará, Ruy Câmara declara: “O Tasso terá de explicar claramente essa ambiguidade política.”

“…Como podemos ter uma oposição ao PT no plano nacional e, no plano estadual, dar apoio a um candidato da base de sustentação da Dilma?”[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A manifestação de Ruy Câmara ganha o noticiário como um desafio ao colega de partido Chiquinho Feitosa, presidente do DEM-CE.

Chiquinho é amigo e aliado político de Tasso. Assiste passivamente à costura do acordo do senador tucano com Cid Gomes.

Algo que deixa o vice-presidente do DEM cearense ainda mais abespinhado. Ele diz que Tasso “não tem o direito de levar o DEM de reboque no seu projeto”.

“É uma incoerência não ter um palanque sólido no Estado para o José Serra. Não podemos dar um palanque falso para ele subir”, afirma o líder ‘demo’.

Ruy Câmara não está só. Em declaração ao diário cearense “O Povo”, o presidente regional do PSDB, Marco Penaforte, clamou de “suicídio” a aliança com Cid.

No início do ano, Tasso reunira-se com Serra em São Paulo. Ouviu do colega paulista um apelo para que se candidatasse, ele próprio, ao governo do Ceará.

Tasso refugou o pedido. Mas disse a Serra que arrumaria um candidato para representar o PSDB na eleição de governador. Escolheria um empresário.

Simultaneamente, Tasso, opositor de Serra na política doméstica do tucanato, flertava com a candidatura alternativa de Aécio Neves.

Inviabilizado, Aécio sugeriu o nome de Tasso para vice de Serra. Uma forma de atenuar as pressões que se abatiam sobre Minas.

Pendurado no noticiário, o balão da candidatura de Tasso a vice foi furado pelo tucanato de São Paulo.

A direção nacional do PSDB deu carta branca a Tasso para fazer no Ceará o que lhe parecesse mais conveniente.

E Tasso intensificou o tricô com Cid Gomes. Um governador que, na briga para se reeleger, dará palanque a Ciro ou a Dilma, jamais a Serra.

Daí a irritação que toma conta de um pedaço do DEM e de um naco do PSDB do Ceará.

blog Josias de Souza

STF mantém resolução do TSE sobre fidelidade partidária

PGR e partido alegavam que não cabe a tribunal legislar sobre tema. Para relator, TSE pode se posicionar até que Congresso se manifeste.

Mais de 200 já perderam cargo por infidelidade partidária

O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve nesta quarta-feira (12) o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre infidelidade partidária. O julgamento foi decidido por nove votos a dois.

Duas ações de inconstitucionalidade haviam sido impetradas pela Procuradoria Geral da República (PGR) e pelo Partido Social Cristão (PSC) questionando as resoluções 22.610/07 e 22.733/08, que determinam a perda de mandato para os parlamentares que trocarem de partido sem justificativa. Para o TSE, o mandato político pertence ao partido pelo qual o candidato foi eleito.

Nas ações, o PSC e a PGR alegaram, entre outros pontos, que as resoluções violam a Constituição Federal pois caberia ao Congresso Nacional, e não ao TSE, legislar sobre o tema. “O MP vê com muita duvida quanto a sua justeza constitucional o mandato pertencer ao partido político e não ao candidato”, afirmou o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza.

O relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, julgou as ações improcedentes, argumentando que cabe ao TSE legislar sobre o assunto até que o Congresso Nacional se posicione sobre a questão. Segundo ele, a atividade normativa do TSE tem embasamento na decisão do STF que reconhece a fidelidade partidária.

No início da sessão, o advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, defendeu a resolução do TSE.

Em 25 de outubro do ano passado, o TSE decidiu, por meio da Resolução 22.610/07, que os deputados federais, estaduais e vereadores que mudaram de partido depois de 27 de março de 2007, sem justificar o motivo, devolvam os mandatos para os partidos que os elegeram. A mesma regra vale para senadores que mudaram de partido depois de 16 de outubro de 2007, caso também não tenham justificado o motivo.

Votos

Votaram a favor da resolução do TSE, o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, os ministros Menezes Direito, Ricardo Lewandowski, Ellen Gracie, Celso de Mello, Cezar Peluso, o presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, e a ministra Carmem Lúcia.

Já os ministros  se posicionaram contra o voto do relator, concordando com os argumentos do PSC e da PGR. “Eu não posso acompanhar o voto do relator, peço desculpas, mas vejo um abuso de inconstitucionalidade da resolução e, por isso, voto pela procedência da ação”, afirmou Eros Grau em seu voto. O ministro Marco Aurélio, por sua vez, considerou que o TSE inseriu uma nova lei no cenário nacional, obrigando a todos a cumprirem a resolução.

Érica Abe Do G1, em Brasília