Bia Doria pode ser chamada para depor na CPI da Lei Rouanet

Defesa da artista plástico diz que "não há nada de errado, irregular ou imoral" nas captaçõesA CPI da Lei Rouanet pode convocar Bia Doria, mulher do prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), para explicar projetos que realizou com ajuda da lei.

Defesa da artista plástica diz que “não há nada de errado, irregular ou imoral” nas captações.

Ela foi autorizada a captar R$ 3,5 milhões para quatro propostas, desde 2014.

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB), que apresentou a proposta de convocação nesta segunda-feira (10), defende a necessidade de apurar se houve tráfico de influência na solicitação de patrocínio à Apex Brasil – agência do governo federal, responsável pelo fomento à exportação.

“Queremos entender como é isso, porque ela é recorrente solicitadora da Rouanet”, disse Jandira à coluna de Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo. “Não há motivação política. Toda denúncia que chegar na minha mão que envolva captação nós vamos apurar.”

O advogado de Bia Dória alegou que “não há nada de errado, irregular ou imoral”, que aartista plástico fez quatro pedido mas captou duas vezes, observando “os princípios legais”, e ressaltou que os valores foram “aprovados ainda na gestão do PT”. “Bia Doria é uma artista reconhecida nacionalmente e internacionalmente”, comentou Nelson Wilians.
[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Economia: “Brasil precisa abandonar a pura fixação por crescimento”

Pesquisador alemão diz que país precisa partir para desenvolvimento sustentável e não ficar dependente da exportação de matérias-primas: “Emergentes não podem cometer mesmos erros históricos dos países industrializados.”

Países perseguem o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) como condição necessária para o desenvolvimento e a redução da pobreza. Devido às crises políticas e econômicas, o Brasil está há dois anos em recessão – e os prognósticos para o futuro ainda não são muito positivos.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Mas para Reinhard Loske, professor de política, sustentabilidade e dinâmica da transformação da Universidade de Witten/Herdeck, na Alemanha, o Brasil, por conta do seu potencial e recursos naturais disponíveis, tem as melhores possibilidades para se desenvolver de forma positiva ao se concentrar no desenvolvimento interno e na economia regional, e não somente na exportação de matérias-primas.

“Meu conselho seria abandonar essa pura fixação por crescimento e partir para um desenvolvimento sustentável e social-inclusivo”, afirma Loske, que foi deputado federal pelo Partido Verde de 1998 a 2007 e secretário estadual de meio ambiente e transporte do estado de Bremen.

DW Brasil: Todos os países perseguem o crescimento econômico. Por que, em sua opinião, o decrescimento da economia poder ser positivo?

Reinhard Loske: Historicamente, essa fixação pelo crescimento econômico é nova. Essa concepção de steady state economy se espalhou dos anos 1930 até 2000. O crescimento em países industrializados já está saturado e, hoje, não é mais o crescimento que está em causa, mas a sustentabilidade – quer dizer, desenvolver a economia de uma forma que, essencialmente, seja necessário usar menos recursos como energia, recursos, territórios etc.

Já nos países em desenvolvimento, eu vejo diferente. Existe a necessidade de desenvolver a economia para uma grande camada da população que ainda não tem acesso a recursos. Mas, com uma estratégia de crescimento estritamente pura, isso não é possível. Esse desenvolvimento descampado como os países industrializados fizeram é incompatível com a sustentabilidade. Eu recomendo que países como Brasil, África do Sul, Índia e China tentem se desenvolver o máximo possível de forma sustentável e, ao mesmo tempo, zelem fortemente pela justiça social.

O Brasil está há dois anos em recessão. O desemprego aumenta, e a renda cai. Como um político pode “vender” um cenário como esse de forma positiva?

Pesquisas sobre bem-estar mostram que é necessário um certo nível material para que todos possam viver decentemente. E, a partir de um ponto, a correlação entre felicidade da população e valor do PIB já não existe mais. Em países como Brasil há algumas camadas da população que são pobres e, por isso, precisam do desenvolvimento. Mas nestas nações há também uma classe de consumidores que vivem com certo nível material que, a longo prazo, não é sustentável para o mundo.

Por isso, eu aposto numa estratégia na qual sustentabilidade, desenvolvimento e justiça social sejam igualmente importantes. A atual crise econômica no país tem causas internas, como a corrupção estrutural e má governança. Além disso, a estratégia do extrativismo, de depender somente da extração de matérias-primas, é problemática. É preciso implementar mudanças mais profundas como a produção regional, cooperativas regionais de práticas agrícolas etc. Isso porque uma orientação baseada somente na exportação descampada de recursos não trouxe nada realmente a longo prazo para nenhum país.

Na Europa, e principalmente na Alemanha, há um debate sobre o tipo do crescimento econômico. Há, juntamente com o PIB, outros indicadores para medir o crescimento que serão mais importantes no futuro?

Sim. As principais críticas sobre o crescimento na Europa e América do Norte são: o limite ecológico do crescimento; o limite sócio-cultural – que diz que a felicidade das pessoas, em certo ponto, não se correlaciona mais com o crescimento; e se o PIB realmente mede, de forma adequada, o nosso bem-estar. Hoje se discute alguns indicadores de bem-estar alternativos ou complementares ao PIB como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), Índice de Bem-Estar Econômico Sustentável (ISEW, em inglês) e o Happy Planet Index (HPI) – sobre este último sou um pouco crítico. Mas, por toda parte está a ideia de que a economia é importante, mas não é tudo.

É importante também medir a qualidade do meio ambiente, saúde, educação, participação social e, quando nós observamos estes indicadores alternativos, concluímos que não é nos países mais ricos onde estão as pessoas mais felizes, mas onde é possível tirar muita felicidade a partir de poucas coisas materiais. Na Alemanha, temos a capacidade de tirar pouca felicidade de muita prosperidade. Quer dizer, há bons indicadores alternativos de bem-estar muito bons que incluem aspectos sociais, ecológicos e econômicos que cujas afirmações são mais sólidas do que só o PIB.

Tecnologia também traz desvantagens: mesmo mais econômicos, população tem cada vez mais eletroeletrônicos

Como é possível combinar proteção ao meio ambiente e interesses político-econômicos?

A economia verde é, a médio prazo, uma boa estratégia. Trata-se da expansão das fontes de energias renováveis, melhoria da eficiência energética, eficiência dos recursos e da economia da reciclagem que, por meio de novos serviços, possam gerar bem-estar econômico, uma certa prosperidade e contribuição para a sustentabilidade. Porém, ela também tem desvantagens devido ao desenvolvimento tecnológico: nós temos carros econômicos, mas cada vez mais automóveis. Nós temos aparelhos elétricos que consomem pouco, mas cada vez mais eletroeletrônicos em casa. Entre o médio e longo prazo precisaremos de um novo complemento à estratégia da economia verde e da steady state economy, onde a sustentabilidade seja mais importante do que o crescimento.

Existe a possibilidade de uma economia se orientar na queda da produção e do consumo?

É preciso ver o caso de cada país. Em países ocidentais ricos como EUA, Alemanha e Reino Unido, pode-se dizer que 80% da população vivem de forma confortável, e 20%, em um nível crítico. Já em nações como o Brasil é diferente: 30% vivem no mesmo nível da classe consumidora como aqui na Alemanha, e 70% à parte disso. E esta última parte argumenta pelo crescimento econômico. E isso não é totalmente falso. Para garantir as necessidades básicas para estes países ou grupos de população é preciso uma estratégia de sustentabilidade que contemple três objetivos: social, econômico e ecológico.

Acredito que um político no Brasil não vai ter sucesso se dizer que quer menos postos de trabalho ou menos desenvolvimento econômico, isso é muito idealista. Mas se pode dizer que se deseja um tipo de desenvolvimento compatível com o clima, sustentabilidade e que inclua o maior número de pessoas possível. Nos países desenvolvidos do Ocidente podemos falar da tendência de queda da taxa de crescimento, que está em forte regressão – e isso não é de se admirar, pois o nível absoluto [de riqueza] já é muito alto.

Nos países em desenvolvimento temos duas grandes tarefas: considerar melhor o limite ecológico e não deixar que as disparidades de renda aumentem. Um pequeno grupo da sociedade detém todos os meios de produção e a outra grande parte não consegue praticamente gerar renda, e isso não é bom no longo prazo. O Brasil, devido ao seu potencial e recursos naturais disponíveis, tem as melhores possibilidades para se desenvolver positivamente. Mas minha recomendação é se concentrar fortemente no desenvolvimento interno, na economia regional e não somente, de forma unilateral, na exportação de matérias-primas. Deve-se manter uma boa parte da economia no país para que a população em geral tenha benefícios – e não somente uma pequena elite. Meu conselho seria abandonar essa pura fixação por crescimento e partir para um desenvolvimento sustentável e social-inclusivo.

Países industrializados como a Alemanha deveriam, então, renunciar ao crescimento econômico para que países como Brasil e China possam se desenvolver?

Sim. Os países industrializados precisam diminuir o consumo de energia, minerais, superfícies de terra de 80% a 90% nas próximas duas ou três décadas. De forma prática temos que dar espaço para o desenvolvimento econômico de outras partes do mundo. Os países ricos precisam dar menos importância ao crescimento econômico e se alinhar mais à sustentabilidade. Já os emergentes e em desenvolvimento não podem cometer os mesmos erros históricos dos industrializados: usar um modelo de desenvolvimento pautado no uso de recursos naturais e energia que, no longo prazo, não é sustentável. Mesmo com essa redução de 80% a 90% nas próximas duas ou três décadas, os países industrializados vão conseguir viver muito bem se conseguirem extrair mais felicidade a partir do menor consumo de recursos.

Venezuela: empresas brasileiras temem calote de Cháves

Pois é Tupiniquins. O maluquete das Caraíbas começa a colher os resultados da política “bolivariana” que empurrou goela abaixo da Venezuela.
O coronel megalomaníaco está empurrando a Venezuela para o fundo poço. Que não é o do petróleo. Ao contrário! Cháves conseguiu a proeza de ser o único país exportador de petróleo que não tem dólares para que os empresários venezuelanos possam importar matéria prima para suas empresas funcionarem.
Agora, as empresas brasileiras foram para lá por livre e espontânea vontade. Se não fizeram análise de risco agora não podem reclamar. A velha máxima de “quanto maior o lucro maior o risco”, continua valendo.
O Editor
PS. A maioria dos investimentos de empresas brasileiras na Venezuela foi feita com financiamento do BNDES. Se o Cháves der o ‘cano’, adivinhem quem irá pagar a conta?


‘Risco Chávez’ assusta firmas do Brasil na Venezuela

É dura a vida das empresas estrangeiras que se aventuram a investir em países autocráticos.

Tome-se o exemplo da Venezuela. Ali, os investidores de toda parte, inclusive os do Brasil, são assediados pelo “risco Chávez”.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Convivem com o atraso nos pagamentos e com a aprovação repentina de leis que mudam as regras do jogo com a partida em andamento.

Como dinheiro é bicho medroso, procura logo a rota de fuga ais próxima.

A brasileira Braskem fechara com a estatal venezuelana Pequiven parcerias para a abertura de duas companhias. Coisa de US$ 3,5 bilhões.

Uma, a Propilsur, foi adiada por um ano. Outra, a Polimérica, teve o investimento podado à metade.

Das três dezenas de pessoas que a Brasken deslocara para a Venezuela, restarão cinco. Parte dos executivos já está voltando para o Brasil.

Grandes logomarcas brasileiras do mundo das obras convive com a perspectiva de um calote companheiro. Entre elas a Odebrecht, a Andrade Gutierrez e a Camargo Correa.

A Assembléia Nacional venezuelana, Casa em que Hugo Chávez manda e, sobretudo, desmanda, acaba de aprovar uma nova lei de “Contratações”.

Entre outras excentricidades, autoriza o governo a confiscar máquinas e se apossar de canteiros de obras que, a seu juízo, estejam atrasadas.

Para entrar em vigor, a lei ainda precisa ser votada em segundo turno. Não há dúvidas quanto à aprovação.

A notícia vem à luz num dia em que Lula se encontra em Caracas. Foi tratar do conflito Venezuela X Colômbia.

A capacidade de Chávez de produzir encrencas é ilimitada. A personalidade do companheiro é 100% constituída de alucinações.

blog Josias de Souza