Tópicos do dia – 21/08/2012

14:42:10
Eleições 2012: Erundina acusa PT de comprar apoio de Paulo Maluff.

Afirma a deputada Luiza Erundina do PSB de S. Paulo, que o partido dos trabalhadores fez a negociata para garantir maior tempo na propaganda eleitoral — que não é gratuita!Nós, os abestados é que pagamos. Em 8 anos, o horário eleitoral custou R$ 4 bilhões à União, e como a União vive de nossos impostos… —   TV. “Houve barganha: o Maluf exigiu a Secretaria de Habitação, que tem obras, no governo do Geraldo Alckmin em troca do apoio à candidatura do José Serra”, disse. “Como o Alckmin se negou a dar a secretaria, ele veio para o Haddad. A presidenta Dilma deu para o Maluf uma secretaria nacional com mais recursos orçamentários. Foi pago para que o Maluf se coligasse com o PT”, acusou.

16:33:26
PSDB terá voto em separado na CPI do Cachoeira.

Certos de que o relator da CPI mista do Cachoeira, Odair Cunha (PT-MG), deverá pedir o indiciamento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), os tucanos já estão preparando voto em separado, com acusações contra os contratos firmados entre o governo federal e a Delta Construções, ligada ao bicheiro. A ordem do partido aos membros da CPI é centrar fogo na Delta a partir desta semana.

CPI da Delta
O PSDB também concentra esforços no cruzamento de dados a fim de tentar descobrir vínculos da Delta com o governo federal.

Pior que está, fica
O PSDB pediu a convocação de Íris Rezende, mas nem toca em Sérgio Cabral. Sem força na CPI, não quer comprar briga com o PMDB.

Acordão
Em reação, o PMDB ameaça convocar governador Simão Jatene (PA), do PSDB, mas quer mesmo é colocar panos quentes na discussão.
coluna Claudio Humberto

16:56:20
Duas questões aguardam votação no Supremo Tribunal Federal (STF): o direito de greve dos policiais civis e o direito do governo de descontar dias parados do salário dos grevistas, ainda sem data marcada.

O primeiro passo para que os assuntos sejam colocados em votação já foi dado, a chamada repercussão geral.
No procedimento, o relator do caso, ministro Ricardo Lewandowski, manifesta que reconhece a importância do assunto e o coloca na espera para ser julgado.  No caso do direito de greve dos policiais civis, Lewandowski, lembrou que não há regras para a interrupção dos trabalhos da categoria, por isso, a Justiça deve se posicionar sobre o assunto.

“Diante da ausência de norma regulamentadora da matéria, fica demonstrada a relevância política e jurídica do tema”, disse o magistrado, ao decidir colocar o caso em julgamento.
coluna Claudio Humberto

17:50:32
Tasso e Luizianne almoçam juntos no Paço

A prefeita Luizianne Lins almoça nesse momento no Paço Municipal com o ex-senador Tasso Jereissati. A reunião foi acertada quando os dois conversaram ao participar do casamento do filho do dono da Marquise, José Carlos Ponte, em Guaramiranga, dois sábados atrás. Oficialmente, o pretexto é a apresentação, por Tasso, do projeto de expansão do Iguatemi.

O clima entre os dois, que no passado foi de muita turbulência, troca de críticas e confrontos políticos, há algum tempo que parece viver um novo momento. Mais tranquilo. Na segunda quinzena de abril, por exemplo, Tasso e Luizianne sentaram-se lado a lado no Teatro José de Alencar quando do evento organizado pela TV Jangadeiro para marcar sua volta à Rede Bandeirantes de Televisão. Em clima de bons amigos, conversando animadamente.

O almoço de hoje poderia ter acontecido sexta-feira passada, mas terminou adiado por incompatibilidade de agendas. Apesar do esforço, de parte a parte, de dar ao encontro caráter puramente empresarial ou meramente administrativo, é muito difícil que a petista e o tucano não dediquem uma parte do tempo de conversa para o cenário político.

O encontro, impensável quando se projetava a campanha eleitoral de Fortaleza no seu início, já consta entre os fatos mais surpreendentes da política de 2012. Fica a dúvida, que apenas o tempo permitirá uma resposta: será um evento isolado ou haverá desdobramentos?

Vale destacar que desde quando Ciro Gomes deixou o Paço Municipal para assumir o governo do Estado, muito tempo atrás, que Tasso Jereissati lá não pisava. E a responsável pela proeza de levá-lo de volta ao histórico local viria a ser, exatamente, uma das suas adversárias mais implacáveis. Coisas da política.
Guálter George/blog segunda leitura


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Eleições paulistas – Kassab e os conservadores paulistanos

Para gerar reflexões e resistir contra a ditadura da mídia.

blog do Altamiro Borges

Kassab e a cegueira da classe média

– “É um absurdo investir tanto dinheiro público em teatros luxuosos e em piscinas aquecidas nos CEUs do fundão da periferia. Aqueles nordestinos não têm cultura e vão destruir tudo”. Chilique de uma especialista na área de saúde e estética.

– “Eu fico puto com estes corredores de ônibus. Gastei uma fortuna no meu carro e ele anda mais devagar do que os ônibus. Parece que a prefeita privilegia quem não tem carro”. Desabafo de um ex-gerente de uma multinacional do setor de alimentação.

As duas declarações absurdas, mas verídicas, revelam bem a visão mesquinha da chamada classe média paulistana. Foram dadas, com a maior franqueza, por vizinhos do bairro da Bela Vista, na região central da capital paulista, quando Marta Suplicy ainda era prefeita. Este comportamento tacanho talvez explique porque Gilberto Kassab, representante do que há de mais conservador na política, deu de goleada neste bairro, venceu o primeiro turno e, segundo as pesquisas, deverá se sagrar o vitorioso no pleito neste final de semana, salvando o oligárquico Demo da total falência.

As farsas paulistanas

O mapa de votação do primeiro turno mostra que Kassab venceu com folga nos bairros nobres e de classe média da cidade; Marta Suplicy só ganhou nos extremos da periferia. Já as pesquisas de segundo turno revelam que o demo tem 73% da preferência entre eleitores que ganham acima de 10 salários mínimos. Estes dados corroboram a triste história do maior centro econômico do país, que sempre apostou em farsas conservadoras. É certo que a visão elitista da classe média paulista é antiga e não deveria gerar surpresas. Mesmo assim, ela causa asco e revolta. Numa linguagem sarcástica, o jornalista Nirlando Beirão, editor da coluna Estilo da revista Carta Capital, lembra:

“São Paulo era contra Getúlio Vargas e a favor da oligarquia. Apoiou o populismo de Adhemar de Barros e inventou Jânio Quadros para a política. Vociferou contra Juscelino Kubitschek.

Com as Marchas com Deus pela Família, preparou e apoiou o golpe militar de 1964. Revelou Maluf. Na eleição municipal de 1985, elegeu Jânio contra Fernando Henrique. Na primeira direta para presidente, elegeu clamorosamente Fernando Collor. FHC contra Lula? FHC duas vezes.

Maluf contra Eduardo Suplicy? Maluf. Pitta contra Erundina? Pitta. Serra contra Lula? Serra. Alckmin contra Lula? Geraldinho. Serra contra Marta? Serra. Kassab contra Marta? Kassab…

Quando Erundina venceu em 1988, não havia segundo turno. Em 2000, o eleitor correu para Marta só porque tinha se cansado da impagável dupla Maluf-Pitta. Exceções que confirmam a regra”.

Come mortadela e arrota caviar

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