Eleições 2010: é ligado ao PT o contador envolvido na quebra do sigilo fiscal de Verônica Serra

Mesmo se considerando a pouca em nenhuma credibilidade do Jornal Nacional da Globo – a descrença vem desde o célebre caso do Procosult e o então Governador Brizola, passando pela edição descaradamente parcial do debate envolvendo Collor X Lula na campanha eleitoral da época – não deve se considerar sem importância a denuncia feita pelo JN. Segundo o jornal da dupla Bonner/Fátima, tem raízes no PT o falso contador, da falsa procuração, que é acusado de ter violado o sigilo fiscal da filha de José Serra e outros emplumados dirigentes do PSDB.
A PF está apurando os fatos, o judiciário está trabalhando, a Receita e o MF, também estão no caso. Enquanto aguardamos o resultado dessas investigações, ficamos a estranhar que a grande mídia não investigue a possibilidade, circula na internet, que todo esse “imbroglio” tem cheiro de pão de queijo e foi temperado com sabor mineiro do PSDB mineiro na briga Serra X Aécio.
O Editor


Contador do caso da violação do fisco é ligado ao PT[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Antonio Carlos Atella Ferreira, o falso procurador de Verônica Serra, filiou-se ao PT em 20 de outubro de 2003.

A informação foi repassada à TV Globo, por escrito, pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo (assista lá no alto).

Antonio Carlos é aquele personagem que, manuseando um documento falso, obteve cópias do Imposto de Renda da filha de Serra, em Santo André (SP).

O malfeito ocorreu em 30 e setembro de 2009. Dali a menos de dois meses, em 21 de novembro, operou-se uma mudança nos arquivos do TRE-SP.

No espaço destinado à filiação partidária, anotou-se “excluído”. Segundo o TRE, não significa desfiliação. Havia algum dado divergente, que o partido não corrigiu.

Outro detalhe: a ficha de filiação de Antonio Carlos ao PT foi assinada, segundo o TRE, no município de Mauá (SP).

A mesma cidade onde está assentado o escritório da Receita de cujos computadores foram extraídos dados fiscais de quatro pessoas ligadas ao PSDB e a Serra.

Instado a comentar as novidades, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, pareceu surpreso:

“Eu acho essa história muito estranha. Não vou ficar fazendo ilações, mas ainda não estou entendendo o que aconteceu. Ninguém o conhece no partido”.

Dutra disse que o PT vai varejar os próprios registros. E questionará o TRE caso não encontre o registro do filiado incômodo:

“Até agora, dentro dos registros do PT, não houve nenhum sinal de que ele foi filiado. E nossos lançamentos são em função das informações do tribunal…”

“…Se foi filiado, foi filiado cartorial. Nós temos mais de 1 milhão de filiados e ele deveria aparecer porque fizemos no ano passado uma atualização”.

Seja como for, Dutra apressou-se em dizer que, mesmo que se confirme a passagem de Antonio Carlos pelo PT, isso “não muda nada” no caso sob investigação.

O mandachuva do PT reiterou que o comitê de campanha de Dilma Rousseff nada tem a ver com a violação de dados sigilosos do fisco.

Curiosamente, Antonio Carlos negara que tivesse filiação partidária. À Folha chegara mesmo a se apresentar como eleitor de José Serra.

Reinquirido na noite desta sexta, ele disse à Globo que não se lembra de ter sido filiado ao PT. Porém…

Porém, Antonio Carlos admitiu que, num momento de “empolgação” pode ter assinado uma ficha de filiação ao PT.

Outro personagem do caso, Ademir Estevan Cabral é filiado ao PV, informa o TRE.

Estevan foi mencionado por Antonio Carlos como a pessoa que lhe encomendou a retirada dos dados de Verônica Serra na Receita.

Marina Silva, a presidenciável do PV, disse que, confirmada a filiação, o PV deve expulsar Estevan de seus quadros.

blog Josias de souza