Wall Street Journal: Bolhas nos mercados de vários ativos são ameaça para a China

Maior bolha aparente é no setor imobiliário, mas os preços também subiram outros ativosA dívida total da China deve atingir 260% do produto interno bruto este ano, acima dos 154% de 2008, de acordo com analistas do Goldman Sachs Group Inc

A dívida total da China deve atingir 260% do produto interno bruto este ano, acima dos 154% de 2008, de acordo com analistas do Goldman Sachs Group Inc.

Matéria publicada nesta quinta-feira (3) pelo The Wall Street Journal analisa que uma série de bolhas tem se formado na China, provocada pela onda de dinheiro especulativo injetado em ações, títulos de dívida e commodities.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

A maior bolha aparente é no setor imobiliário, mas os preços também subiram em ativos de nicho, como obras de arte e antiguidades. Em maio, os preços futuros do farelo de soja, usado como ração para suínos, aumentaram 40%. O volume negociado atingiu 600 milhões de toneladas, nove vezes maior que o consumo anual da China. O preço do PVC, material usado na fabricação de canos, subiu 40% este ano na bolsa de commodities de Dalian.

Segundo a reportagem a segunda maior economia do mundo está desacelerando. Crédito fácil e sucessivos estímulos fiscais, adotados para manter a China em ascensão, disponibilizaram um grande volume de dinheiro à procura de um número de oportunidades de investimento cada vez menor.

A oferta de dinheiro da China quadruplicou desde 2007 e esse dinheiro ficou em grande parte preso dentro do país devido aos controles de capital do governo. Os preços em alta e o ritmo frenético dos negócios estão alarmando economistas e líderes chineses, que temem que a volatilidade seja um sinal de que a expansão de crédito da China foi longe demais e está gerando efeitos colaterais perigosos.

O Journal afirma que em maio, o Diário do Povo, jornal oficial da China, publicou na primeira página uma entrevista com uma “autoridade” não identificada que foi elaborada por assessores econômicos importantes do presidente Xi Jinping. A entrevista advertia que, sem uma gestão adequada, o excesso de crédito poderia provocar uma crise financeira sistêmica, recessão e a destruição das reservas.

Os riscos possuem significância global. Os negócios com minério de ferro da China fizeram os preços recuarem em todo mundo, e os mercados de ações na Ásia, Europa e nos Estados Unidos caíram quando as bolsas chinesas despencaram no ano passado.

O diário norte-americano ressalta que os riscos estão crescendo porque investimentos especulativos estão nas mãos de um vasto leque de bancos, empresas e fundos de investimentos chineses. Milhões de consumidores colocaram suas economias em novos produtos de investimento com rentabilidade elevada. Alguns vendedores desses produtos já entraram em colapso, disseminando protestos.

O Comitê Permanente do Politburo, poderoso órgão decisório, afirmou em julho que as bolhas de ativos estão entre “os riscos e ameaças potencias que merecem muita atenção”, segundo a mídia estatal.

Analistas dizem que foi a primeira referência do comitê à bolhas de ativos, provavelmente desencadeada pela alta nos preços dos imóveis nas grandes cidades chinesas, reitera o Wall Street Journal.

A dívida total da China deve atingir 260% do produto interno bruto este ano, acima dos 154% de 2008, de acordo com analistas do Goldman Sachs Group Inc.

É uma das maiores expansões de dívida da história moderna, finaliza The Wall Street Journal.

The Economist diz que bolha chinesa vai estourar em 2018

O jornal português Diário de Notícias publicou nesta quinta-feira (13) uma matéria sobre artigo de opinião da revista The Economist enviada somente aos seus assinantes, onde Simon Baptist, o economista-chefe da Economist Intelligence Unit (EIU) afirma que a crise só não acontece antes porque o presidente da China “não quer más notícias” até o congresso do Partido Comunista, em 2017.

chinaeconomiablog-do-mesquita

Segundo reportagem do diário português, Costa em seu artigo diz que acredita que China dará “novos passos” no setor financeiro português.

O economista destaca que a economia chinesa deve sofrer uma “queda violenta” em 2018. Só não acontece antes porque em outubro de 2017 há o importante congresso do Partido Comunista do país, fórum que só se realiza a cada cinco anos, acrescenta o economista chefe.
[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

O Diário de Notícia descreve que Simon Baptist, o economista-chefe da Economist Intelligence Unit (EIU), faz um retrato bastante negro do que está para vir naquela que é considerada a segunda maior economia do mundo.

Atualmente ainda cresce, mas a desaceleração é cada vez mais visível, conforme demonstrado pelo FMI há alguns dias.

Simon Baptist, o economista-chefe da Economist Intelligence Unit (EIU), faz um retrato bastante negro do que está para vir naquela que é considerada a segunda maior economia do mundo Simon Baptist, o economista-chefe da Economist Intelligence Unit (EIU), faz um retrato bastante negro do que está para vir naquela que é considerada a segunda maior economia do mundo.

O noticiário português observa que o diagnóstico da EIU é bem direcionado para Portugal, tendo em conta os muitos investimentos chineses nesta economia e as muitas parcerias e projetos que estão para ser apadrinhados atualmente pelo governo e o próprio primeiro-ministro, António Costa, que chegou esta quinta-feira de uma viagem de negócios e de diplomacia econômica ao gigante asiático.

Para Simon Baptist, “durante muitos anos, os economistas — incluindo a EIU — vem falado da possibilidade de um colapso violento da China”. Embora o conceito seja algo “nebuloso”, isso se traduz na prática em um “grande declínio do crescimento (cerca de dois pontos percentuais)” por ano. Há cinco anos atrás, diz o mesmo economista, este não era o cenário mais provável — “pensávamos que a China poderia evitar isto” — mas tendo em conta “a enorme acumulação de crédito no país, significa que tal abrandamento é agora inevitável”.

“O boom [explosão] de crédito na China é insustentável não apenas por causa do seu tamanho, mas também porque estes empréstimos foram canalizados para empresas estatais não produtivas ao invés de ser direcionados para o setor privado mais dinâmico”, atira Baptist. E acrescenta: “Isto faz com que seja improvável que os lucros futuros sejam suficientes para servir esses empréstimos.”

Bolha adiada, diz a EIU no artigo

No entanto, a bolha não deve estourar em 2017 por uma razão política. “Pensamos que o abrandamento só irá acontecer em 2018, já que Xi Jinping [o Presidente da China] não quer más notícias sobre a economia do país antes de outubro de 2017?, quando se realizará o congresso do Partido Comunista que ocorre de 5 em 5 anos.

O Diário de Notícias lembra que em 20 de outubro, o FMI avisou que o governo chinês “tem de tomar medidas para travar o crédito que está aumentando em um ritmo perigoso e cortar apoios às empresas públicas, além de aceitar um crescimento de PIB mais lento”.

Segundo vários peritos, um dos maiores problemas é a alta concentração de crédito imobiliário, que pode nunca chegar a ser pago aos bancos domésticos e estrangeiros, com interesses no país. Segundo o FMI, em 2015 a “segunda maior economia do mundo” cresceu 6,9%, este ano expande-se 6,6% e em 2017 fica pelos 6,2%.

Vídeo mostra José Roberto Arruda recebendo dinheiro, quando ainda era candidato a governador DF


Advogado dele diz que era para comprar panetones para carentes.
Vídeo foi gravado em um dos gabinetes de uma empresa do governo.

O vídeo foi gravado em um dos gabinetes de uma empresa do governo do Distrito Federal. Câmeras escondidas registraram um encontro do então presidente da Companhia de Desenvolvimento do Planalto, Durval Barbosa, com José Roberto Arruda, na época candidato a governador.

Arruda teria ido ao gabinete para pegar o dinheiro. Na cena, Durval entrega um maço de dinheiro na mão do atual governador do DF, que diz: “ah, ótimo!”

E continua… “Você podia me dar uma cesta, um negócio aqui.”

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Durval guarda o dinheiro em um envelope, sai de cena, e volta com uma sacola que deixa em cima da mesa. Arruda faz uma pausa, pensa melhor e diz: “eu estou achando que você podia passar lá em casa porque descer com isso é ruim.”

Pouco depois, Arruda pede à um assessor: “Rodrigo, leve isso pro carro pra mim.”

De acordo com as investigações, o dinheiro seria fruto do pagamento de propina por empresas que prestavam serviços para o governo do Distrito Federal.

O advogado do governador, José Gerardo Grossi, disse que o dinheiro mostrado nas imagens foi usado para comprar panetones, que seriam distribuídos para pessoas carentes do Distrito Federal.

Em um outro vídeo, o assessor de imprensa Omésio Pontes e o Domingos Lamoglia, ex-chefe de gabinete de Arruda e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal, aparecem recebendo quatro maços de dinheiro. Os dois não foram localizados para responder à reportagem.

Esses vídeos a que a Rede Globo teve acesso foram entregues à Policia Federal e ao Ministério Público Federal e agora fazem parte da investigação comandada pelo Superior Tribunal de Justiça.

De acordo com o inquérito, os vídeos não têm sinais aparentes de montagem. E foram encaminhados ao instituto nacional de criminalística, onde estão sendo periciados.

G1

Banco CitiBank – Empresário vira biliardário por um dia ao achar R$ 700 bilhões na sua conta

Extrato-Cliente-Banco-Citibank-Bilionario
Clique para ampliar

Ele imprimiu extrato com saques e cheques compensados de R$ 9 bilhões.
Em nota, Citibank relata problema técnico no serviço da rede 24 Horas.

Um empresário carioca entrou na Justiça contra o banco onde tem uma conta corrente depois de ter descoberto, em setembro de 2008, que tinha um saldo disponível de R$ 734 bilhões. Em nota, o banco informou que, por uma falha técnica na transmissão de informações para a rede 24 horas, houve “distorção exclusivamente na formatação e impressão do extrato nesta rede”.

Luiz Carlos Pimenta se tornou, no papel, um dos homens mais ricos do mundo no dia 2 de setembro de 2008, mas a alegria durou pouco. No extrato bancário, ele encontrou registros de saques e compensação de cheques na casa dos bilhões. Um dos saques chegou a R$ 7 bilhões e um cheque eletrônico de R$ 9 bilhões também foi compensado na sua conta.

Luis Carlos constatou o saldo ao imprimir um extrato durante uma viagem a Belo Horizonte.

“Eu precisei ficar mais um dia em Belo Horizonte e precisava comprar roupas. Resolvi checar meu saldo antes de gastar o dinheiro“, contou ele, que foi a três caixas eletrônicos de onde tirou três extratos: todos mostravam os R$ 734.000.000.000,24 como o total em dinheiro disponível.

Diretor pagou passagem de volta

O empresário, que trabalha no ramo de toalhas, disse que, depois de tirar os extratos, não conseguiu mais fazer nenhuma movimentação. Ele disse que sua conta havia sido bloqueada. E explicou que um colega, que é diretor da sua empresa e que trabalha com ele, teve que pagar uma passagem até São Paulo, de onde ele voltou para o Rio.

Luiz Carlos ainda tentou tirar outros extratos em Belo Horizonte e São Paulo, mas não conseguiu resolver a situação.

“No dia seguinte fui a uma agência do Citibank no Rio e consegui tirar o extrato. Não tinha mais nada de errado na conta”, contou ele. Antes da confusão, o empresário tinha cerca de mil reais no banco, e ele só teve a conta desbloqueada dois dias depois. O cliente também reclamou de que funcionários da agência não conseguiram ajudá-lo.

Por causa do prejuízo, Luis Carlos procurou ajuda de advogados, que entraram com uma ação indenizatória pedindo cerca de 60 salários mínimos por causa do bloqueio da conta. Os advogados desconfiaram também das movimentações feitas na conta, todas no mesmo dia, com centavos “quebrados”, para uma possível identificação. E também estão preocupados de a Receita Federal questionar movimentação financeira tão grande na conta corrente do empresário.

Nota enviada pelo Citibank

A explicação do banco, em nota enviada ao G1, é a seguinte:

“Com relação ao suposto crédito indevido na conta do Sr. Luiz Carlos Pimenta, afirmamos que não há registros de crédito no valor relatado, nem bloqueio da Conta Corrente por esta razão.

Por meio de uma análise junto à área técnica, constatamos que no dia dois de setembro de 2008 ocorreram defeitos na transmissão de informações para a rede 24Horas, causando distorção exclusivamente na formatação e impressão do extrato nesta rede.

Este defeito não afetou os outros canais, Internet e telefone, para consulta e impressão de informações da conta corrente”.

O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da rede de caixas 24 horas, que ficou de avaliar o problema relatado pelo Citibank.

Fonte G1