CPI do Cachoeira: a vitória da canalha

Leio estarrecido o vergonhoso, imoral, lastimável, corrupto, venal e demais adjetivos qualificativos depreciativos o relatório final da CPMI do Cachoeira.

A oposição também não tem interesse que ilustres, mas opacas, personagens fosse ouvidas, pois desmascarariam factoides plantados na mídia pelos tucanos e associados.

Exemplo: por que não houve desdobramentos do alardeado ‘grampo’ telefônico entre o ministro Gilmar Mendes e o cachoeirento Demóstenes Torres?

Teria que ser apurado! Afinal grampear as ligações telefônicas de um ministro do supremo é da maior gravidade. Ou não?

José Mesquita – Editor


O alto preço da covardia

O deputado Odair Cunha, relator da CPI do Cachoeira, é mineiro, mas nunca deve ter ouvido um velho ditado rural: onde passa um boi, passa uma boiada.

Cunha acabou atropelado por sua tibieza, associada à covardia da maioria da bancada petista na Câmara.

Acuado pelas críticas da oposição e, principalmente, pelas ameaças nos editoriais e colunas dos meios de comunicação, irmanados na defesa corporativa de um jornalista metido até o pescoço com o crime organizado, o parlamentar cedeu.[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

E pode pagar mais caro do que imaginava.

Na terça-feira 27, em nome da suposta busca de um consenso que permitisse a aprovação de seu relatório, Cunha aceitou a exclusão do texto das menções e pedidos de indiciamento de jornalistas envolvidos com o esquema.

Dessa forma, o diretor da sucursal de Brasília da revista Veja, Policarpo Jr., que entre outras solicitou aos arapongas a serviço de Cachoeira grampos ilegais de um parlamentar, não será obrigado a explicar suas relações incomuns e fora de qualquer parâmetro jornalístico com uma quadrilha de malfeitores.

Também sairá imune o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, acusado de prevaricação ao ter engavetado por um longo tempo as investigações contra o ex-senador Demóstenes Torres, um fiel serviçal do bicheiro.

Se imaginava aplacar os ânimos da oposição e de uma parte da bancada governista, o relator se enganou.

Diante do recuo, o PSDB sentiu-se fortalecido e decidiu batalhar pela exclusão do pedido de indiciamento do governador goiano Marconi Perillo, chefe de uma administração na qual Cachoeira tinha livre trânsito e poder desmedido.

E uma porção do PMDB trabalha para que também fique de fora a construtora Delta, maior beneficiária dos serviços da quadrilha. O objetivo é evitar que futuras investigações alcancem Sergio Cabral, governador do Rio de Janeiro e amigo de “baladas” de Fernando Cavendish, dono da empresa.

E há quem no Congresso fale na rejeição total do texto de Cunha, apesar da exclusão de longos trechos do relatório.
Leandro Fortes/Carta Capital

 

CPI do Cachoeira

Nota de falecimento – CPMI do Cachoeira

Dona corrupção e seus familiares: A Politicalha, A Falta de vergonha, Cinismo, Acordos Partidários, Cala-te boca, Todo mundo tem culpa no Cartório, Delta Construções, Cavendish, Carlos Cachoeira, Agnelo Queiroz,Marconi Perillo, A ‘Cunpãêrada’, Todos os partidos, têm a ENORME E DESCOMUNAL SATISFAÇÃO de comunicar, ainda bem, ufa, o precoce falecimento da CPMI do Cachoeira.

Tópicos do dia – 17/07/2012

08:41:44
Defesa de Delúbio repete: mensalão não existiu.

A defesa de Delúbio Soares entregou aos ministros do STF um memorial contendo a síntese da defesa do ex-tesoureiro do PT. Na peça, os advogados sustentam que o mensalão não existiu. Repisam a tecla segundo a qual o que houve em 2005 foi o pagamento de dívidas de campanhas do PT e de aliados.

Datado de 28 de junho, o documento é subscrito pelos advogados Arnaldo Malheiros filho e Celso Sanchez Vilardi. A dupla anota a certa altura: “Os repasses de valores questionados pela acusação tiveram como única finalidade o pagamento de despesas decorrentes de campanhas eleitorais, tanto dos diretórios estaduais do partido dos trabalhadores, quanto dos partidos que integravam a chamada base aliada.”

Nessa versão, já esmigalhada na CPI dos Correios, no inquérito da Polícia Federal e na denúncia da Procuradoria Geral da República, “o dinheiro utilizado para pagamento de dívidas de campanha foi obtido por meio de empréstimos, junto ao Banco Rural e ao banco BMG.” Empréstimos que, segundo a defesa, “o Banco Central teve a oportunidade de confirmar.”

A defesa do ex-gestor das arcas petistas e ex-parceiro do provedor Marcos Valério acrescenta: “…Não há nenhuma relação entre o repasse do dinheiro e o apoio ao governo, o que desnatura o falacioso ‘mensalão’.” Sob a alegação de que não há provas contra Delúbio, os advogados pedem que ele seja “absolvido das acusações de corrupção ativa e formação de quadrilha.”

Agora está explicado o que Delúbio quis dizer quando afirmou: as denúncias “serão esclarecidas, esquecidas e acabarão virando piada de salão.” Resta agora saber com que cara o STF pretende comparecer à anedota. O julgamento começa no dia 2 de agosto.
blog Josias de Souza

11:38:48
Eleições 2012 – Campanhas eleitorais.

É a Hora do Óleo de Peroba, ou o “enrolation blá,blá,blá”.
Já vivi o bastante para abandonar o otimismo, próprio dos que ignoram a realidade. Testemunho a destruição de terra arrasada que a cidade sofre, e sofreu, há tempos. Não há a menor possibilidade de eu acreditar que quaisquer dessas porcarias, postas como salvadores, irá fazer coisa alguma pelo povo e pela cidade. De onde vem o dinheiro pras campanhas? Quem tem mais de 2 neurônios, o sabe. Então o mandato será para retribuir as doações.
Quando a idade avança vc descobre que a juventude é um campo propício para o cultivo de utopias. E aí, o cacete irá descer bem no seu “quengo”.

Não fará, a mim, a menor diferença qual dos inúteis seja eleito. Todos comprometidos com alianças as mais estaparfudias. Nenhuma boa vontade poderá se opor ao poder dos vereadores, e muito menos aos financiadores das campanhas. Nenhum político brasileiro, desde Deodoro, teve o menor compromisso real com a população brasileira. Enquanto houver pessoas morrendo nos corredores dos hospitais, e banheiros de escolas públicas envergonhando pocilgas, não terei nenhuma condescendência com nenhum candidato seja de qual partido ou a que cargo pretenda se eleger. E será tarde.
Sou assim mesmo, um desmanchador de sonhos. Schopenhauer é otimista em matéria de pessimismo frente a mim.

12:11:30
Reforma do Código Penal

Senado: reforma do Código Penal será prioridade após o recesso parlamentar.
Após o recesso parlamentar, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado dará prioridade para o anteprojeto de reforma do Código Penal.  O anúncio foi dado na última quinta-feira (12) pelo presidente da CCJ, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), que poderá presidir a comissão especial. Apesar de a escolha dos demais membros ainda estar indefinida, Eunício pretende contar com a colaboração dos senadores Aloysio Nunes (PSDB-SP), Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e Pedro Taques (PDT-MT) nesse trabalho, caso sua indicação seja confirmada.
coluna Claudio Humberto

16:36:07
Templo é dinheiro

A 11ª Câmara Cível do Rio condenou a Convenção de Ministros e Igrejas Evangélicas a indenizar em R$ 15 mil três fiéis que deram R$ 2 mil, cada, à campanha Muito Mais Que um Projeto, Uma Expressão de Amor em troca de vantagens não cumpridas. A Justiça entendeu se tratar de “propaganda enganosa”.
Ancelmo Goes/O Globo

17:50:36
Garotinho, para encalacrar Sérgio Cabral, entrega 68 quilos de documentos à CPI do Cachoeira.

Ele afirma que o material comprova o envolvimento de Sérgio Cabral com a Delta.
O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) levou ao plenário da Câmara nesta terça-feira 68 quilos de documentos que, segundo ele, comprovam o suposto envolvimento do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), com a construtora Delta. A pilha de papéis de quase um metro e meio foi repassada ao deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) para ser disponibilizada à CPI do Cachoeira. Leia mais aqui
Ailton de Freita e Adriana Mendes/O Globo


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Cachoeira pagava contas de secretários de Marconi Perillo

Mais uma vestal que, assim como aconteceu com o moralista rastaquera do DEM, Demóstenes Torres, não é tão pura como a oposição discursa. Um dos dedos mais furibundos em apontar pecados dos outros, o ex-lider do PSDB no senado, e atual governador de Goiás, Marconi Perillo, é mais um que habita a mesma sarjeta dos mensaleiros. Aliás, nada mais apropriado à turma de malfeitores do PT que dividir as atenções do julgamento do mensalão, com as malfeitorias de expoentes do DEM e do PSDB.
José Mesquita – Editor


Interceptações telefônicas da Polícia Federal, gravadas com autorização judicial e às quais O GLOBO teve acesso, sugerem que o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, pagava contas de secretários do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e, para isso, valia-se da construtora Delta.

Governador de Goiás, Marconi Perillo, PSDB

Para membros da CPI do Cachoeira, os diálogos demonstram que várias áreas do governo do tucano estavam comprometidas com o grupo de contraventor. Os deputados e senadores da comissão já defendem a reconvocação de Perillo para falar da liberação de recursos para a Delta em troca da compra de sua casa.

Em 27 de abril do ano passado, irritado com o fato de encontrar dificuldades para emplacar algumas indicações no governo de Perillo, Cachoeira irrita-se com Wladmir Garcez, apontado pela Polícia Federal como o braço político do esquema, e critica Wilder Morais (DEM-GO), que assumiu a vaga de senador que se abriu com a cassação de Demóstenes Torres e que era, até a semana passada, secretário de Infraestrutura do governo. O telefonema foi gravado às 19h e durou 41 segundos.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

— Eu não consigo pôr no Detran, o Wilder foi lá e emplacou. O Wilder não dá um centavo pra ninguém. Imagina só: o Wilder vai lá para o Palácio, consegue convencer o Marconi a colocar o cara e você tá lá todo dia e não fala nada. Você tá com o secretariado todo dia, todo dia você traz conta pra mim, levo pro Cláudio, e não consegue emplacar ninguém. Entendeu? — reclamou Cachoeira, fazendo referência a Cláudio Abreu, da Delta Construções.
— Escutei, chefe — admite Wladmir, encabulado.

Às 19h22m, Cachoeira volta a dizer que paga as contas dos secretários:
— Ô, Wladmir, eu tô fazendo a coisa. Esquece esse negócio de viagem, meu. Eu tô puto, porque vai enchendo o saco, vai caindo a gota, sabe, aí um bobão tá lá no trem lá, ele tá lá. O Edivaldo (Cardoso, presidente do Detran de Goiás) fala que não tem isso, não tem aquilo, que acabou com a CLT, que não sei o que que tem, que não vai fazer isso, não vai fazer aquilo, e o cara tá lá.

Tá sendo empossado na nossa cara, rapaz. E nós aqui, ó. Você todo dia traz uma conta diferente pra mim. Todos os dias. Um cargo que a gente tinha, todo dia, esse bosta deste cara, esse malandro desse Rincón, todo dia você tá com ele, rapaz, nós tínhamos uma gerência, nós tínhamos uma diretoria forte. Não temos mais nada. Não temos uma pessoa nossa lá — irrita-se o bicheiro.

Rincón é Jayme Rincón, presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop).

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Para Miro, conversa atesta intimidade

Na semana passada, O GLOBO noticiou que Cachoeira estava irritado com Wilder Morais, que assumiu a vaga de Demóstenes Torres no Senado. Em conversas com Garcez, o bicheiro xinga Morais e observa que ele não colocou qualquer centavo na campanha de Marconi ao governo, dando a entender que ele, Cachoeira, havia contribuído e não estava tendo o retorno esperado.

Para o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), o teor do diálogo no qual o contraventor fala do secretariado demonstra que há uma intimidade entre os auxiliares de Marconi e Cachoeira.

— Parece que ele fala genericamente, mas dá para perceber que há um grande número de secretários que têm intimidade com ele para resolver problemas — declarou.

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) vê uma ligação forte entre membros do governo de Perillo com Cachoeira.
—Tudo faz sentido. Várias áreas do governo estavam comprometidas com Cachoeira e com a Delta.

Procurada pelo GLOBO, a assessoria do governador de Goiás não se pronunciou até o fechamento desta edição.
O Globo

CPI do Cachoeira: o surrealismo do silêncio

A CPI do Cachoeira têm de tudo. Menos a intenção de apurar alguma coisa.

Não existem opositores na política. Somente cúmplices.

Não é por menos que a própria oposição relutou em assinar o requerimento da instalação do cahoeirento “imbroiglio”.
José Mesquita – Editor 


A surrealista CPI do Cachoeira, que andava devagar, quase parando, deu agora para inventar os depoimentos silenciosos.

Só depois de um acordo entre governistas e oposicionistas na CPI, garantindo o direito de permanecerem calados, foram convocados Fernando Cavendish, dono da Delta, Luiz Antonio Pagot, ex-diretor do Dnit, órgão do Ministério dos Transportes, e Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-diretor da Dersa, empresa do governo paulista que cuida de obras rodoviárias.

No caso de Cavendish, acusado de ter ligações com o esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira, foi ainda mais constrangedor: seu nome só entrou na lista de convocados depois de ele próprio garantir que vai permanecer calado.

Para que servem, então estes depoimentos? O único dos três que pode romper o pacto de silêncio é Pagot, que ameaça se tornar um homem-bomba, com acusações ao PT e ao PSDB, desde que foi defenestrado do Ministério dos Transportes na “faxina” do ano passado, acusado de irregularidades diversas na direção do Dnit.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]O silêncio de Fernando Cavendish interessa tanto ao governo federal, já que a sua empreiteira recebeu a maior fatia das obras do PAC, como aos governos de São Paulo, do PSDB, e Rio de Janeiro, do PMDB, onde a Delta foi responsável por grandes contratos e recebeu verbas gordas.

O grande incômodo para os tucanos e a imprensa aliada é a convocação de Paulo Preto, um arrecadador de fundos para as campanhas do PSDB, acusado por membros do próprio partido de sumir com R$ 4 milhões destinados à campanha presidencial de José Serra, em 2010.

O assunto foi levantado pela então candidata Dilma Rousseff num dos debates com Serra durante a campanha presidencial, mas depois sumiu do noticiário.

Trata-se de um tema tão delicado que o Jornal Nacional, da TV Globo, teve que se desmentir ao final da edição, depois de ter relacionado Paulo Preto a José Serra na matéria sobre os convocados pela CPI.

No jornal impresso do mesmo grupo, o nome dele só aparece no sexto parágrafo e não foi incluído na manchete da página.

Já a Folha, cheia de dedos, só se refere à convocação do arrecadador tucano no sétimo parágrafo da matéria, sem explicar o motivo: “A CPI, controlada pelo PT, também decidiu investigar os contratos da Delta com o governo de São Paulo — daí a convocação de Paulo Preto, que trabalhou no governo do agora candidato José Serra”. Nada escreve sobre a participação dele na campanha de 2010.

Como o Congresso Nacional vai entrar em recesso na próxima semana, os depoimentos de Cavendish, Pagot e Paulo Preto só deverão ser marcados para o mês de agosto, bem no auge da campanha eleitoral e do julgamento do processo do mensalão.

Entre várias outras testemunhas convocadas junto com os três, está o prefeito de Palmas(TO), Raul Filho, expulso do PT em abril do ano passado, fato ignorado pela grande mídia, que foi flagrado num vídeo ao fazer acertos com Carlinhos Cachoeira durante a sua primeira campanha, em 2004.

Com estes depoimentos, embora silenciosos, a CPI quer mostrar que não morreu. Conseguirá?
blog Balaio do Kotscho

Tópicos do dia – 08/07/2012

12:19:03
CPI do Cachoeira e os argumentos para a convocação de Pagot e Cavendish.

Para quebrar a forte resistência do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) em aprovar na CPI do Cachoeira os requerimentos de convocação do ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish, e do ex-diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, houve um encontro inusitado.

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) alertaram que o adiamento desses depoimentos poderiam trazer desgaste a CPI. Vaccarezza aceitou o argumento. Mas ficou acertado que não seria marcada uma data para a convocação dos dois.
blog do Camarotti/G1

13:02:50
Serra pagou R$ 400 mil por ‘eu quero tchu, tcha’.

Candidato a prefeito de São Paulo, o tucano José Serra pagou R$ 400 mil reais para usar a música “Eu quero tchu, eu quero tcha” como jingle de campanha, segundo a assessoria da dupla João Lucas e Marcelo, que apresentou o sucesso para o Brasil. O valor foi firmado com a gravadora Som Livre, que detém os direitos autorais. O jingle ”Eu quero Serra, eu quero já” foi apresentado na convenção PSDB-PSD, sexta.

Direito de todos
Segundo assessoria da dupla, Serra está fazendo de tudo para ser o único a usar a música. A gravadora se nega a dar exclusividade.

Busca inserção
A escolha do jingle foi uma tentativa de Serra de se livrar da pecha de “candidato da elite”, e por maior inserção nas classes médias e baixas.


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Tópicos do dia – 05/07/2012

09:13:39
Paraguai pode, enfim, aprovar base dos EUA

Questão controversa há anos no Paraguai, a instalação de uma base militar no país poderá agitar as eleições marcadas para abril. Suspenso da Unasul e do Mercosul, além de abrir caminho para alianças econômicas com Europa, China e EUA, o Paraguai cederia espaço estratégico na fronteira da Tríplice Aliança, “reduto terrorista”, segundo os americanos. O Mercosul vetava qualquer discussão sobre o tema.
Olho no Aquífero
Com a pretendida base no Paraguai, os EUA pretendem monitorar a maior reserva de água subterrânea do mundo, o Aquífero Guarani.
Sonho antigo
O Paraguai tem acordo de treinamento militar com os EUA, mas o ex-presidente Fernando Lugo resistia à instalação da base militar.

11:43:59
CPI do cachoeira aprova convocação de Pagot, Cavendish, Paulo Preto e Raul Filho. Vixe!!!

Entre os convocados, também se encontra engenheiro acusado de fazer caixa dois para campanhas do PSDB pulista com recursos públicos.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira aprovou em bloco, por unanimidade (28 votos), diversos requerimentos de convocação de testemunhas, entre elas o ex-presidente da empreiteira Delta Fernando Cavendish, o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antônio Pagot e o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT).

Também foi aprovada a convocação do engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo “Preto”, acusado por Pagot de tentar fazer caixa dois para o PSDB paulista com recursos do Dnit; do empresário paulista Adir Assad, que atua nos segmentos de construção civil e eventos, dono de empresas pelas quais teriam transitado recursos da Delta; e a ex-mulher do contraventor Carlinhos Cachoeira, Andréa Aprigio.

Conheça as denúncias contra os convocados

Foi aprovado ainda convite ao juiz federal Paulo Moreira Lima, que deixou o processo contra Cachoeira depois de ter sofrido ameaças.

A única convocação polêmica foi a de Paulo “Preto”. O PSDB disse que só concordaria se fosse convocado também o deputado federal José de Filippi Junior (PT-SP), que teria procurado Pagot para que ele ajudasse na arrecadação de recursos junto a empreiteiras para financiar a campanha presidencial da então candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.

Novamente, o PSDB acusou o relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG), de partidarizar as investigações e de desmoralizar a comissão. Cunha se defendeu, afirmando que a convocação de Filippi seria votada em seguida à votação do bloco de requerimentos.

Cunha defendeu a convocação de Paulo Vieira de Souza, apontado como arrecadador de campanhas do PSDB, com base em entrevista de Pagot à revista IstoÉ, em abril. “O Pagot imputa ao Paulo ‘Preto’ a prática de um crime. No caso do deputado José de Filippi não há imputação de prática de crimes”, afirmou.

A comissão está reunida na sala 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.
JB on line


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CPI do Cachoeira: Empresária diz que recebeu dinheiro de Cachoeira por serviço a Perillo

Depois de bate-boca e choro, CPI tem dia de silêncio.

Convocada a depor nesta terça-feira no Senado, Ana Cardozo de Lorenzo, que trabalhou na campanha eleitoral de Marconi Perillo ao governo de Goiás de 2010 , não compareceu à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), porém, encaminhou documentos comprovando que recebeu dinheiro da empresa Alberto & Pantoja como pagamento por pesquisa eleitoral encomendada por Edivaldo Cardoso de Paula, o ex-presidente do Detran de Goiás. Ana Lorenzo é sócia da empresa Serpes Pesquisas de Opinião e Mercado.

De acordo com o relator da CPI que apura o envolvimento de políticos e agentes privados com o bicheiro Carlos Cachoeira, o deputado Odair Cunha (PT-MG), os advogados de Ana entregaram documentos comprovando o recebimento de R$ 28 mil. “Ela admite que recebeu R$ 28 mil da empresa Alberto & Panjoja em razão do pagamento de pesquisa eleitoral que teria sido pedida pelo senhor Edivaldo, que é , nada mais nada menos, o presidente do Dentran Goiás. É um vinculo importante de recursos da organização criminosa que viabilizou pesquisa eleitoral,” disse Cunha. De acordo com a PF, a Alberto & Pantoja é uma empresa fantasma do grupo de Cachoeira, usada para lavagem de dinheiro.

Cunha disse ainda que a CPI apurou que Ana recebeu R$ 56 mil em conta corrente, e que, por declaração, ela explica a origem de apenas R$ 28 mil.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]O relator da CPI do Cachoeira afirmou que há acordo para votação de um novo requerimento de convocação do bicheiro. O assunto será debatido na reunião da próxima quinta-feira, quando também serão tratadas as convocações de Fernando Cavendish, ex-presidente da Delta Construções, e de Luiz Antônio Pagot, ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O requerimento para que o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), venha a Brasília explicar suas relações com Cachoeira também aguarda por votação.

Se falar à CPI, Cavendish pode elevar a investigação sobre a empresa Delta, até agora restrita ao âmbito da região Centro-Oeste, para nível nacional. Essa possibilidade preocupa parte do governo pois pode dar publicidade aos contratos da Delta dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), vitrine do governo Dilma Rousseff.

Luiz Antônio Pagot, ex-diretor-geral do Dnit, denunciou o uso de verbas públicas para suposto caixa dois de campanhas eleitorais no Estado de São Paulo. Para a imprensa, ele disse que duvidava que seria chamado a falar à comissão alegando que muitos têm medo. “Duvido que a CPI me chame. Muitos ali têm medo do que eu possa contar,” afirmou em entrevista. O governo também teme que Pagot use a CPI com palco para atacar ministros ou aliados.

Também eram convocados e não se apresentaram à CPI hoje Rosely Pantoja da Silva, sócia da Alberto & Pantoja, e o policial aposentado Joaquim Gomes Thomé Neto, suspeito de ser um dos “arapongas” a serviço de Cachoeira. O presidente da comissão, senador Vital do Rêgo, informou que todos serão convocados novamente.
Elaine Lina/Portal Terra

Demóstenes Torres: por que não renuncia o despachante de luxo do Cachoeira?

É inacreditável que diante das contundentes provas, o senador Demóstenes Torres, a mais visível, falsa e hipócrita vestal do moralismo rastaqüera, não renuncie.

Parece que o “despachante de luxo de Carlos Cachoeira”, expressão constante do relatório do Senador Humberto Costa na Comissão de Ética do Senado, conta com o corporativismo, praga cultiva com desvelo no parlamento Tupiniquim, e/ou pelo fato da votação no plenário se dá através do voto secreto – outra excrescência amoral, imoral, e antidemocrática, para não ser condenado pelos pares. E pares aí, cai como uma luva nas ex-celências, excetuando-se um ou outro dedo mais asséptico.

Se o inefável alter ego de Cachoeira não renunciar, nenhuma surpresa, já que políticos brasileiros não tem nenhuma ideologia, que não e amora “fazemos qualquer negócio”, nem muito menos a mais leves crises de remorsos ou de consciência. O moralista de sarjeta será mais uma alma a perambular pelos emporcalhados tapetes, e será mais um marginal da cidadania a assombrar o antro produtor de escândalos.
José Mesquita – Editor


Renuncie senador
Coluna do Augusto Nunes/Veja

A reação do timaço de comentaristas à descoberta do lado escuro do senador Demóstenes Torres escancarou o abismo que separa o Brasil que presta do país reduzido pela Era Lula a um imenso clube dos cafajestes. Confrontados com as ligações promíscuas entre o parlamentar do DEM goiano e o delinquente Carlinhos Cachoeira, reveladas por VEJA, os brasileiros decentes não engoliram as desculpas indigentes gaguejadas pelo amigo de bicheiros. Continuaram a ver as coisas como as coisas são. E enxergaram no que parecia um oposicionista engajado no combate à corrupção mais um prontuário em ação na Casa do Espanto.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

É reconfortante a leitura dos comentários que enriqueceram o primeiro post sobre Demóstenes Torres. Os textos não escondem a decepção e a perplexidade dos que respeitam a lei, os valores morais e as normas éticas. Mas nenhum cede à tentação de justificar o injustificável. Nenhum escorrega no farisaísmo, na hipocrisia e na pouca vergonha que orientam a contra-ofensiva que invariavelmente mobiliza pais-da-pátria e soldados rasos quando um bandido de estimação é pilhado em flagrante.

Para o país que pensa, o que já foi revelado é suficiente para a incorporação de Demóstenes à bancada dos fora-da-lei. Nenhum comentarista berrou que todos são inocentes até o julgamento do último recurso. Ninguém exigiu mais provas, nem rabiscou outro poema celebrando o “devido processo legal”. Isso é conversa de devoto da seita que primeiro inocenta e depois canoniza todos os culpados do rebanho.

Demóstenas capitulou? Paciência. A rendição não virá, e o vazio deixado pelo desertor começa a ser preenchido pelo senador Pedro Taques, do PDT de Mato Grosso. Também originário do Ministério Público, Taques avisou nesta segunda-feira que não tratará com indulgência o colega com quem vivia dividindo projetos e ideias. “Vou tomar as minhas providências”, informou. “Não podemos proteger os amigos e prejudicar os inimigos”.

Numa das conversas telefônicas gravadas pela Polícia Federal, a advogada Flávia Coelho, mulher do senador, conta a Carlinhos Cachoeira que o marido estava sob o assédio de cardeais do PMDB interessados em anexá-lo ao que Ciro Gomes qualificou de “ajuntamento de assaltantes”. Flávia e Cachoeira parecem muito animados com a ideia, que por algum motivo gorou. Pior para Demóstenes. Se tivesse atendido aos desejos da dupla, estaria neste momento sob a proteção de Lula, amparado por Dilma Rousseff e transformado pela turma da esgotosfera em mais uma vítima da mídia golpista.

Como se trata de um político da oposição, as milícias festejaram histericamente a chance de recitar, de novo, o bordão celebrizado por Chico Anysio quando encarnava Tavares, o canalha. “Sou, mas quem não é?”. Nós não somos, retrucam os textos do timaço dos comentaristas. Canalhas são os que tentaram impedir o despejo dos ministros ladrões e tentam agora garantir o emprego de um Fernando Pimentel. Canalhas são os que fazem do assalto aos cofres públicos um instrumento eleitoreiro. Esses têm tanta autoridade para atacar o senador goiano quanto teria um pedófilo para fazer palestras sobre educação infantil.

Demóstenes já foi condenado à morte política pelo eleitorado que traiu. Restam-lhe duas opções. A primeira é ignorar as provas e evidências, apostar no corporativismo da Casa do Espanto e vagar feito zumbi pelo Congresso até ser formalmente sepultado na próxima eleição. A outra é pedir desculpas aos eleitores ultrajados, devolver o cargo e voltar para casa. A segunda alternativa é menos indigna. E ofereceria à multidão de decepcionados o consolo de saber que alguns políticos ainda conseguem envergonhar-se dos pecados cometidos.

Renuncie ao mandato, senador.

Tags: Carlinhos Cachoeira, Casa do Espanto, Demóstenes Torres, Esgotosfera, Flávia Coelho, grampos