Delação de Marcos Valério deve atingir Aécio Neves e Clésio Andrade

A delação premiada de Marcos Valério deve atingir o senador tucano Aécio Neves e o senador Clésio Andrade (PMDB-MG).

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O foco do acordo de Valério é a delação premiada do ex-senador Delcídio Amaral, em que ele acusou Aécio de pedir mais prazo, na CPI dos Correios, para que fossem entregues as informações do Banco Rural para maquiar documentos.

Aécio Neves teria dito, na sede do governo de Minas Gerais, que o tempo extra foi uma estratégia para “maquiar” os dados do Banco Rural que “atingiriam em cheio as pessoas de Aécio Neves e Clésio Andrade, governador e vice-governador de Minas Gerais (na época)”.

Marcos Valério, que já passou três anos preso, espera obter o semi-aberto ou o direito à prisão domiciliar.
JB


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Futuro governo Temer na mira da Lava Jato

Investida do procurador-geral, que pediu investigação da cúpula do PMDB e de Aécio Neves, indica potencial da Lava Jato para atormentar partido, no momento que costura acordo com senador tucano.

Temer, Renan e Aécio em Brasília: delação do senador Delcídio Amaral começou a gerar primeiros efeitos legaisTemer, Renan e Aécio em Brasília: delação do senador Delcídio Amaral começou a gerar primeiros efeitos legais

Com a cúpula do PMDB e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) na mira, a nova investida do procurador-geral Rodrigo Janot parece indicar que a Lava Jato tem potencial para atormentar um futuro governo Michel Temer – de forma semelhante ao que ocorreu com a presidente Dilma Rousseff.

A delação premiada do senador Delcídio Amaral começou a gerar os primeiros efeitos legais e criou uma nova “lista de Janot”. Nos últimos dois dias, a Procuradoria-Geral da República enviou ao Supremo um pacote de pedidos de investigação que tem como base as acusações do ex-petista.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Os pedidos afetam tanto Dilma e o ex-presidente Lula quanto figuras da oposição, como Aécio e políticos do PMDB cotados para postos em um eventual governo Temer.

Quatro nomes do partido no Senado foram incluídos no pacote: Renan Calheiros (AL), Jader Barbalho (PA), Waldir Raupp (RO) e Romero Jucá (RR) – o último é um homem forte de Temer e está sendo considerado para assumir o Ministério do Planejamento.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), outro aliado de Temer, também apareceu mais uma vez entre os investigados.

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Já Aécio é o principal nome do PSDB que tem atuado como fiador da participação do seu partido no governo do vice.

O pedido de investigação contra o senador é o primeiro no âmbito da Lava Jato.

Horas depois da divulgação do pedido contra o Senador, o PSDB se reuniu para discutir a aprovação de uma lista de 15 medidas a ser entregue a Temer para condicionar a adesão.

Entre elas está um pedido para que o governo Temer conceda “apoio irrestrito ao combate à corrupção” e à Lava Jato.

Em sua delação, Delcídio acusou Aécio de ser um dos políticos beneficiados em um esquema de corrupção em Furnas, semelhante ao que funcionava na Petrobras.

A imagem de Aécio tem sofrido desgaste desde o fim do ano passado, quando começaram a ser divulgadas acusações contra ele. Isso tem se refletido no seu potencial eleitoral. Em dezembro, pesquisa Datafolha apontava que ele tinha 27% das intenções de voto para presidente. Na última, divulgada em abril, ele caiu para 17%.

No mesmo dia em que divulgou os pedidos, Janot também defendeu junto ao STF uma investigação aprofundada da superplanilha da Odebrecht, em que constam os nomes de mais de 200 políticos de 24 siglas ao lado de valores – entre eles estão nomes do PMDB e de siglas médias, que também negociam uma adesão ao eventual governo do vice.

Em um documento de 101 páginas, Janot disse que a lista está “relacionada a dezenas de políticos que, supostamente, teriam recebido propina da Odebrecht, ao longo de tempo não determinado”.

Por enquanto, Michel Temer tem sido poupado pessoalmente nos pedidos, embora seu nome também tenha sido citado por Delcídio na delação. Nesta terça-feira, o jornal O Globo informou que o procurador avaliou que não havia elementos suficientes na delação para sustentar um pedido específico de investigação contra o vice.

Dilma e Lula

Já Lula e Dilma foram incluídos em uma segunda leva de pedidos, divulgada nesta terça-feira (03/05) pela imprensa brasileira.

A nova leva também inclui o ministro da Educação, Aloysio Mercadante e Marcelo Navarro, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A abertura dos pedidos ainda depende de autorização do relator da Lava Jato, o ministro Teori Zavascki. Oficialmente, a PGR não confirma nem nega a existência dos pedidos, já que eles foram classificados como ocultos.

No caso de Dilma, segundo informa o jornal Folha de S.Paulo, pesa a acusação de Delcídio de que ela nomeou Navarro para o tribunal com a intenção de livrar da prisão empreiteiros presos na Lava Jato.

Os procuradores também suspeitam que Dilma tenha convidado Lula para assumir a pasta da Casa Civil com o objetivo de blindá-lo (com foro privilegiado, ele estaria fora da alçada do juiz Sérgio Moro), o que pode caracterizar tanto obstrução como desvio de finalidade.

Contra Lula também pesa a suspeita que sua nomeação tinha como objetivo obstruir o trabalho da Justiça.

O caso de Mercadante também está relacionado a Delcídio. A PGR suspeita que teria agido para tentar evitar a delação do senador com ofertas de ajuda financeira e atuação junto ao Supremo.

Outros dois petistas, o ministro Edinho Silva (Comunicação Social) e o deputado federal Marco Maia (RS), foram incluídos no pacote de investigações divulgado na segunda-feira.

Delcídio do Amaral: Senadores articulam adiar julgamento indefinidamente

Estratégia recomendada por outros senadores é não entrar em conflito com quem irá julgá-loO Congresso nacional, mais precisamente o Senado dessa infelicitada República, sob a presidência do “ínclito” Renan Calheiros, continua empregando todo o fazer corrupto para conduzir o Brasil para além do fundo do poço! Assim, fazem uma demonstração que estão todos com o “rabo preso”, conforme ameaçou o senador petista.
José Mesquita


Parlamentares deixarão decisão sobre senador petista para o STF

Estratégia recomendada por outros senadores é não entrar em conflito com quem irá julgá-lo.

A licença médica de Delcídio do Amaral (PT-MS) caiu bem para os senadores, que já articulam adiar indefinidamente o julgamento do parlamentar petista no Conselho de Ética do Senado.

Sem a presença de Delcídio no Congresso Nacional, que pode adiar a licença quantas vezes achar necessário, seu processo fica parado.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O entendimento é que o Supremo Tribunal Federal (STF) mandou prender Delcídio e o Senado endossou, autorizando a ordem.

Na semana passada, o mesmo Supremo determinou a soltura do senador. Caberia, agora, ao Supremo, e não ao Senado, julgar o parlamentar que foi preso e solto por ordem da Corte.

Enquanto o julgamento não vem, Delcídio seguirá o conselho de alguns senadores: vai adotar o estilo Jader Barbalho quando retornou ao Senado, depois de renunciar ao mandato.

A avaliação é que a submersão faz parte da estratégia.

O petista vai evitar exposição pública e confronto com quem decidirá o seu futuro.

Nesta quarta-feira (24), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), nomeia o senador Gladson Cameli (PP-AC) para a Corregedoria.

Entre as atribuições do cargo, que estava vago, está opinar nos casos de cassação de mandato e realizar sindicâncias sobre denúncias de ilegalidades envolvendo parlamentares.

 

Cerveró indica propina de US$ 100 mi no governo FHC

Ex-diretor de Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró garantiu a investigadores da Operação Lava Jato que a compra do conglomerado de energia argentino Pérez Companc (PeCom) pela Petrobras em julho de 2002, por US$ 1,02 bilhão, “envolveu uma propina ao governo FHC de US$ 100 milhões”. 

Compra de empresa argentina pela Petrobras em 2002 "envolveu uma propina ao governo FHC"

Cerveró atribuiu as informações a diretores da Perez Companc e a Oscar Vicente, executivo argentino que presidia a empresa.

A declaração, citada em reportagem do jornal Valor, foi feita antes do acordo de delação premiada do ex-diretor com a PGR, e está em documento apreendido no gabinete do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) em novembro do ano passado.

A Polícia Federal (PF) investiga como ele teve acesso ao material secreto da investigação.

Compra de empresa argentina pela Petrobras em 2002 “envolveu uma propina ao governo FHC”

Cerveró não esclarece no documento, contudo, quais integrantes do governo Fernando Henrique Cardoso receberam propina. [ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Delcídio, filiado ao PSDB antes de entrar para o PT, foi diretor de Gás e Energia da Petrobras de 2000 a 2001 e chefe de Cerveró. Ele é acusado de obstruir a delação premiada do ex-subordinado e está preso.

Em depoimento, Delcídio informou que assumiu o cargo na estatal “a convite do então presidente da República Fernando Henrique Cardoso”, passado a ele por Rodolpho Tourinho, na época à frente do Ministério de Minas e Energia e presidente do conselho de administração da empresa de petróleo.

Tourinho, morto em 2015, era cota do PFL (agora Democratas) na Petrobras. O partido integrava a base aliada do governo Fernando Henrique.

Em nota, Fernando Henrique Cardoso disse que as afirmações são “vagas” e que, “sem especificar pessoas envolvidas, servem apenas para confundir e não trazem elementos que permitam verificação”.

Histórico

A compra do grupo argentino Pérez Companc por US$ 1,1 bilhão gerou grande polêmica na ocasião. Ela foi anunciada em julho de 2002, no segundo semestre do último ano do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso.

Analistas criticavam a negociação, já que a Argentina passava por profunda crise econômica e estava prestes a desvalorizar sua moeda e a dar o calote nos seus títulos externos. Na ocasião da negociação, a Petrobras tinha como presidente Francisco Gros, que defendia a negociação, apesar de a  Petrobras assumir dívidas de US$ 2,2 bilhões da empresa pertencente ao bilionário Gregório Pérez Companc.

O mercado reagiu de forma negativa. A Perez Companc era a empresa mais endividada do setor de petróleo em todo o mundo. Seu passivo representava 73% do patrimônio. Na Petrobras, a taxa, que era de 33%, passou para 42% depois da aquisição, enquanto a média mundial era de 25%.

Além disso, no primeiro trimestre de 2002, a empresa argentina havia registrado um prejuízo de US$ 309 milhões. Com isso, a companhia estava sendo pressionada pelos credores a reestruturar sua dívida no curto prazo de US$ 1,2 bilhão.

As ações da Petrobras desabaram e o valor da estatal encolheu em US$ 1,9 bilhão, mais do que o US$ 1,1 bilhão que estava sendo pago aos Pérez Companc.

Na época, apenas um profissional da área de petróleo elogiou a operação: o ex-genro de FHC, David Zylbersztajn, que comandava a Agência Nacional do Petróleo.

“Foi uma bela jogada da Petrobras. Se ela não comprasse, outra compraria, e uma excelente oportunidade de negócio seria perdida”, afirmou.

>> Os filhos, os genros e os negócios
Fonte:JB

Lava Jato: Bumlai entrega mais políticos

A lista do Bumlai se amplia.

Hipopótamo,Bocão,Blog do Mesquita

Até agora na delação premiada o “chapa do Lula” já entregou ao Moro:
Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), Ronaldo Caiado, Michel Temer e Cunhão (PMDB)
Abre o bocão também Delcídio! Nenhum ‘cunpaêro’ irá fazer nada por vc. Lembra do Dirceu abandonado na planície?
Pois é!


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Sob FHC, também houve ‘corrupção organizada’

Em depoimento à força-tarefa da Lava Jato, o petrodelator Nestor Cerveró disse que Delcídio Amaral recebeu propinas de US$ 10 milhões quando era diretor de Óleo e Gás da Petrobras, no governo FHC. 

Incomodado, Fernando Henrique Cardoso subiu no caixote do Facebook para gritar: “Se houve algo durante o meu governo, foi conduta imprópria do Delcídio, não corrupção organizada, como agora.”

Hummm… Não é bem assim.

Os fatos demonstram que o petismo realmente exagerou. Enxergou o poder como um favo de mel. Enfiou os dedos. Lambeu-os com gosto. Por algum tempo, desfrutou de todas as dádivas do mundo. Hoje, foge das abelhas.

Mas FHC sabe que a corrupção no seu governo não foi ocasionada pela conduta imprópria de personagens obscuros. Apenas para refrescar a memória do ex-presidente tucano, cabe citar o caso Sudam.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Sob FHC, quem dava as cartas na Sudam era Jader Barbalho (PMDB-PA), hoje um aliado do petismo. No auge do escândalo, que terminou com a cassação do mandato do personagem, Jader contratou a consultoria Boucinhas & Campos para provar que seu patrimônio pessoal não era de R$ 30 milhões, como se noticiava.

Tinha razão. A Receita Federal descobriria depois que essa cifra correspondia apenas à multa devida por Jader.

O patrimônio era maior.

À Receita, Jader alegou que sua prosperidade resultava sobretudo do suposto êxito que obtevera como agronegociante. Para o fisco, o sucesso estava escorado em informações falsas. Minuciosos, os auditores chegaram a bater à porta de supostos compradores de gado da Fazenda Rio Branco, de Jader.

Entre as imposturas corroboradas pelo Fisco estava a hipotética compra, em 1998, de uma fazenda no Pará.

Pertencia a José Osmar Borges, a quem Jader teria pago R$ 600 mil, em três parcelas. Os auditores não encontraram vestígio do trânsito do dinheiro. Ou seja, Jader teria recebido a propriedade de presente. O mimo media 6 mil hectares.

Dono de três CPFs, controlador de seis empresas, Osmar Borges foi acusado de desviar mais de R$ 100 milhões em incentivos fiscais da Sudam.

Boa parte liberada por afilhados de Jader, que FHC acomodora barbalhamente nos fundões da administração tucana.

Se a memória lhe falhar, FHC pode tocar o telefone para o governador do Mato Grosso, Pedro Taques.

Recém-filiado ao PSDB, Taques era, na época da gestão tucana, procurador da República.

Ajudou a varejar a Sudam. Jader, por Barbalho, chegou a ser algemado e preso. Passou poucas horas na cadeia. Eram tempos pré-Sérgio Moro.

Até por isso, a corrupção organizou-se.
Blog Josias de Souza

Delcídio contrata advogado especialista em delação premiada

Preso há duas semanas, senador é pressionado por família a colaborar.
Novo advogado fechou delações de Alberto Youssef e de Ricardo Pessoa. Deicídio Amaral,Blog do Mesquita

Basto ficou nacionalmente conhecido após fechar delações relevantes para as investigações na Operação Lava Jato, entre elas a do doleiro Alberto Youssef e a do dono da UTC, Ricardo Pessoa. Basto, que tem escritório em Curitiba, esteve em Brasília com Delcídio nesta terça.

Eles tiveram a primeira conversa na sala onde o senador está preso, na superintendência da Polícia Federal.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Por meio de nota à imprensa, o escritório do advogado Mauricio Leite, confirmou a contratação de Basto. “A defesa do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) informa que o advogado Antonio Augusto Figueiredo Basto foi contratado”, diz o texto.

A nota explica que a condução do pedido de revogação de prisão do parlamentar no Supremo Tribunal Federal permanece sob a responsabilidade de Leite.

Delcídio cumpre prisão preventiva, sem prazo para acabar, e ontem foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República. Advogados da Lava Jato entendem que a negociação com a nova defesa sinaliza que Delcídio está disposto a fechar delação premiada – contar o que sabe em troca de redução de pena.

As tratativas com a Procuradoria Geral da República ainda não começaram, mas a defesa avalia que uma delação ainda não está descartada, já que a família de Delcidio o pressiona bastante pra entregar o que sabe e tentar sair da cadeia.

A denúncia da PGR contra Delcídio o acusa de impedir e embaraçar a investigação de infrações penais que envolvem organização criminosa (com pena de 3 a 8 anos) e patrocínio infiel (6 meses a 3 anos), que é quando o advogado trai o interesse de seu cliente, e exploração de prestígio (com penas de 1 a 5 anos).

Caberá agora à Segunda Turma do STF aceitar ou rejeitar a denúncia. O colegiado é composto pelos ministros Teori Zavascki (relator da Lava Jato na Corte), Gilmar Mendes, Celso de Mello, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Se a denúncia for aceita, os acusados passam a ser considerados réus num processo penal.
Camila Bonfim/G1

Viver é um ato de extrema responsabilidade, quem pensar ao contrário vai se dar mal

Justiça,Blog do MesquiyaHá uns dez anos escrevi um artigo com o título acima, para o jornal do SINTHORESP, acredito foi lido por muitos trabalhadores, dados comentários recebidos no restaurante dessa respeitável entidade sindical, onde de quando em quando, almoçava.

Edemar Cid Ferreira é o seu nome. Não sei onde nasceu. Se veio de berço de ouro, ou se constituiu sua imensa fortuna dando duro. Se bem que, realmente, dando dura ninguém consegue uma fortuna como a de Edemar. Ele é o presidente do Banco Santos.

A televisão e os jornais exploraram tanto quanto foi possível as cenas de sua prisão. As algemas colocadas nos seus pulsos foi um espetáculo horrível que tive por alguns instantes diante dos meus olhos, assistindo ao jornal da TV Gazeta.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Tenho uma simpatia pela seriedade da apresentadora deste jornal, sempre com uma belíssima impostação de voz, afinada, de maneira gostosa com o texto.

Edmar é levado à prisão da Policia Federal. Para trás ficaram os filho e a esposa, esta também numa situação dificílima e poderá passar pelos mesmos sofrimentos pelos quais passa o esposo. No outro dia, o filho vai a sede da polícia, mas não consegue falar com pai. Deixa-lhe algumas roupas, comida e água mineral.

A casa de Edemar tem cinco mil metros quadrados. Ele gosta de arte. Na casa, grandes obras se fazem presentes. A residência é um imenso museu, é qualquer coisa de inimaginável.

Imagino o que se passa na cabeça do Edemar, preso numa sala de quatro metros. Ele está sozinho. Possuidor de curso superior, tem direito a prisão especial (essa excrescência sem limites, um desrespeito a Constituição: “Todos são iguais perante a Lei”).

O domingo é de expectativa, a qualquer momento a desembargadora Ana Maria Pimentel, do Tribunal Regional Federal pode decidir se concede ou não o habeas corpus impetrado pelo advogado de Edmar, Arnaldo Malheiros Filho.

Na madrugada da segunda feira, a notícia triste para Edmar, a Desembargadora negou o habeas corpus. Ele continuará preso, e o que é pior, seria levado para o presídio em Guarulhos. Ficará por 15 dias no regime de observação, no CDP, ele poderá ter companhia na cela de outro preso. Após esses 15 dias, caso Edemar na consiga um outro habeas corpus, ele irá para uma cela comum. No presídio onde se encontra, a capacidade é para 768 detentos, mas abriga 1165 – um barril de pólvora!

Leio na Folha de domingo, uma longa matéria, sobre Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, preso na Operação Lava Jato. Bernardo é aquele moço que conseguiu gravar um papo num Hotel de Brasília, com o senador Delcídio do Amaral, e do advogado de seu pai, Edson Ribeiro. Esse papo acabou levando, além da prisão de ambos, também a do banqueiro André Esteves, dono do banco BTG Pactual.

Nestor já foi condenado a 12 anos de prisão, por corrupção e lavagem de dinheiro. Estava recolhido no Complexo Médico Penal em Pinhais, na grande Curitiba. Diz a Folha, que ele chegou a defecar na pia da cela. Nestor voltou à carceragem da PF, a contribuição do filho, acredito eu, foi decisiva para essa transferência. A gravação feita pelo Bernardo, muito contribuirá a fim de que o pai possa cumprir prisão domiciliar com uso obrigatória da tornozeleira eletrônica, no futuro!

Um diretor da Petrobras, acredito que “ganha bem” – muito bem – dar para viver com dignidade neste regime podre em que vivemos. Dizia o velho líder socialista de nosso país, o saudoso João Mangabeira, que há certas virtudes que só a pobreza tem. Ontem constatei essa verdade. Bati um longo papo com um casal que há uns 15 anos vende mandioca descascada aqui em Itapevi (SP). Sou seu freguês. Simpáticos, sentado em caixões, um descasca a mandioca, o outro corta, lava, pesa e põe no saco plástico. Sempre os vejo, rindo, conversando, satisfeitos, jogando conversa fora, a mandioca que eles vendem cozinha mesmo!

Nestor estava com a vida mansa, seus colegas também diretores da Petrobras (Renato Duque, Paulo Roberto Costa, Jorge Zelada, Pedro Barusco), também! Os bens de cada um, dos componentes da turma, para não dizer da quadrilha, chegava a expressivas centenas de milhões, imóveis no Brasil e no exterior, automóveis importados, lanchas, obras de arte, residindo em coberturas faraônicas, nos bairros da altíssima burguesia.

Eles não tiveram cuidado de zelar pela família. Todos colocaram esposas, filhas, filhos e genros, nos negócios safados que mantinham dentro e fora do país.

O banqueiro André Esteves, a bem menos de duas décadas, era funcionário do segundo ou terceiro escalão do banco. Aprendeu os macetes. O regime é prodigo nessas coisas, “se colar colou”. Foi em frente, estava prestes a chegar onde chegou seu colega, Daniel Dantas. Apenas não tinha a inteligência dele. Não se calçou, cadê os conhecimentos em Brasília? Cadê o prestígio com o ministro Gilmar Mendes? A sorte, o prestigio do Daniel Dantas, o salvou de 12 anos de prisão, determinada pelo Fausto De Sanctis por diversos ilícitos penais, descoberto na Operação Satiagraha.

Permito-me citar a afirmação de um saudoso jornalista, que também foi membro da Academia Brasileira de Letras: “No Brasil tudo pode acontecer, inclusive nada”. Daniel Dantas teve de volta sua imensa fortuna, que há anos estava congelada, conseguiu anular todo o processo, de acusado passou a acusador.

O delegado Protógenes Queiroz que o diga! Hoje, ele e seus amigos, lutam para que a Camara dos Deputados aprove a sua anistia. Enquanto isso, homem de fé, católico, Protógenes aguarda, e confia na justiça de Deus, na justiça Divina, porque a outra está muito cara.
Geraldo Pereira/Tribuna da Imprensa

Bocão: Ao ‘falar demais’, Delcídio revelou a transposição do ‘petrolão tucano’

Delcidio.jpgPrisão de senador pode ter sido justa, mas talvez tenha ocorrido antes da hora.

De certo e concreto, tudo mostra que o caso é mais um dos que se originaram sob asas tucanas.

Foto: Geraldo Magela /Agência Senado

Delcídio do Amaral comprovou, por conversas gravadas, origens da corrupção na Petrobras

Pelo teor das gravações que chegaram ao conhecimento público, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) fez por merecer sua prisão, apesar de alguns juristas dizerem que houve precipitação na decisão. Isso porque, de acordo com a Constituição, parlamentares só podem ser presos em flagrante – pode-se até questionar se há excessos nas prerrogativas parlamentares, mas atualmente é o que está em vigor na Carta Constitucional brasileira.

Outra questão é se a prisão irá ajudar ou terá atrapalhado as investigações. Na prática, Delcídio foi preso por falar demais e sua prisão imediata acaba por silenciá-lo. Daqui em diante, o senador se limitará a só falar o que os investigadores já sabem e, pelo jeito, vem aí um novo acordo de delação premiada.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A melhor investigação recomendava monitorá-lo algum tempo antes de prendê-lo para obter provas mais conclusivas, armar o flagrante em ação controlada e, assim, pegar outros envolvidos e obter evidências de eventuais crimes ainda não elucidados ou mesmo desconhecidos.

Mas Delcídio produziu uma combinação fatal para si mesmo: falou em influir politicamente na decisão de ministros do STF e citou um banqueiro bilionário (que era André Esteves, do BTG Pactual) ter em mãos a cópia de um acordo de delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que deveria estar em sigilo absoluto.

Tudo isso somado certamente levou os ministros do STF citados à conclusão de que se esta gravação chegasse à imprensa antes de prendê-lo eles próprios estariam sob suspeição diante da opinião pública. Como agravante, o risco de dossiês secretos virem a ser usados com fins escusos, inclusive como informação privilegiada no mercado financeiro. Daí o imediatismo da prisão, mesmo controversa do ponto de vista constitucional.

Apesar de a prisão silenciar as conversas de bastidores de Delcídio sobre malfeitos na Petrobras, a gravação feita por Bernardo Cerveró, filho de Nestor, da reunião que teve com o advogado Edson Ribeiro, que defendia o ex-diretor, e do chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira, contém informações suficientes para tirar da gaveta o que podemos chamar de “petrolão tucano”. Tudo aponta para concluir-se que o esquema de corrupção na diretoria internacional da Petrobras após 2003 ser uma transposição vinda da diretoria de Gás e Energia na gestão de Delcídio, durante o governo tucano de FHC.

Já está claro que, com o apoio de Delcídio, Cerveró foi para a Diretoria Internacional em 2003. E levou com ele gerentes da diretoria de Gás e Energia que agora são investigados na Lava Jato e que aparecem ligados a escândalos do passado mal investigados até hoje.

Delcídio foi diretor de Gás e Energia da Petrobras entre 1999 e 2001. Nestor Cerveró foi seu braço direito na época. Eram gerentes nesta diretoria Luis Carlos Moreira da Silva e Cezar de Souza Tavares. Foram designados naquele tempo para representar a Petrobras no conselho de administração da Termorio S.A., empresa criada para construir e operar a termoelétrica Leonel Brizola, em Duque de Caxias, cujo maior fornecedor de equipamentos foi a Alstom.

Na conversa gravada, Delcídio manifestou preocupação com a possibilidade de Cerveró delatá-lo por questões relacionadas a contratos da Alstom com a Petrobras.

Apesar de fazerem parte apenas do conselho de administração da termoelétrica, posto que não tem função executiva, os dois gerentes viajaram para a Suíça junto com o presidente da Termorio em junho de 2002 para participar de negociações do contrato da Alstom, conforme descrito em ata de reunião da diretoria registrada na Junta Comercial do Rio de Janeiro. Na 20ª fase da Operação Lava Jato, os dois foram alvos de mandados de busca e apreensão por evidências de terem recebido propina na compra da Refinaria de Pasadena, nos EUA.

Luis Carlos Moreira da Silva foi levado por Cerveró para ser gerente-executivo de desenvolvimento de negócios da diretoria internacional. Cezar de Souza Tavares se aposentou e abriu a empresa Cezar Tavares Consultores, que foi contratada pela diretoria de Cerveró para atuar na negociação dos contratos de compra da Refinaria de Pasadena. Em 2008, após Cerveró sair da diretoria Internacional, Moreira tam´bem se aposentou e virou sócio na consultoria de Tavares, mesmo movimento feito por outro investigado, Rafael Mauro Comino, igualmente “transposto” da diretoria de Delcídio para a Internacional de Cerveró.

No diálogo gravado, Delcídio dá a entender que tinha uma combinação para Cerveró não falar sobre envolvimento dele com a Alstom e questiona o rascunho da delação mostrado por André Esteves conter isto. Bernardo e o advogado Edson confirmam que Cerveró e Moreira (eles não citam o nome completo) tinham dinheiro na Suíça, recebido da Alstom, e foram descobertos lá há algum tempo, mas conseguiram arquivar o processo fazendo acordo confidencial com o Ministério Público de lá. O dinheiro ficou com o governo suíço mas, no Brasil, ninguém soube de nada.

Os procuradores da Lava Jato tiveram conhecimento da trama informamente quando estiveram na Suíça mas, segundo o advogado Edson, não têm como usar esta informação de forma legal no Brasil, já que, depois do acordo, os procuradores suíços não podem mais fornecer estes dados oficialmente.

Pausa para uma observação: se for verdade esta narrativa, que justiça podre era essa dos suíços? Descobriram dinheiro com indícios de ser roubado dos cofres públicos brasileiros e fizeram acordo para ficar com o dinheiro em troca de silêncio?

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Tribunal de Contas da União aponta negociação potencialmente prejudicial à Petrobras, sob gestão de maus diretores

Gestões temerárias

Mas voltando ao “petrolão tucano”: a diretoria de Delcídio foi responsável pela assinatura dos contratos lesivos à Petrobras para construção e operação de usinas termelétricas, no governo FHC, em consórcio com empresas estrangeiras como Enron, El Paso e com a brasileira MPX, de Eike Batista.

Processo de tomada de contas especial do TCU – TC 032.295/2010-3 – registra nos contratos que a Petrobras assumiu sozinha riscos desfavoráveis ao erário público (leia-se: ruins para a estatal e bons para os sócios privados nos consórcios) para a construção das termelétricas.

O texto do acórdão descreve um contrato draconiano, cuja única garantia tinha os sócios privados, de que teriam seus lucros devidamente recebidos – o que obrigou a estatal a pagar aos consórcios R$ 2,8 bilhões. A Petrobras (leia-se, o povo brasileiro) ficou com este prejuízo, enquanto os sócios privados foram generosamente remunerados. Pior do que isso, durante cinco anos a Petrobras pagou aos sócios juros de 12% ao ano, mais do que os sócios pagavam ao BNDES pelo dinheiro que tomaram emprestado para investir.

Desenhando: se a Petrobras tomasse diretamente empréstimo no BNDES para construir as termelétricas sem sócio nenhum, em cinco anos pagaria o empréstimo, com juros muito menores e ficaria dona sozinha das usinas.

Mesmo identificando e reconhecendo tudo isso, o acórdão do TCU de 16 de julho de 2014 (quando a Lava Jato já bombava) acatou a defesa e não puniu ninguém da diretoria da Petrobras da era tucana.

Foram alvo desta tomada de contas além de Delcídio e Cerveró, Henri Philippe Reichstull, Ronnie Vaz Moreira, Francisco Gros, Rogério Almeida Manso da Costa Reis, José Coutinho Barbosa, Geraldo Vieira Baltar, Albano de Souza Gonçalves, João Pinheiro Nogueira Batista,Jorge Marques de Toledo Camargo, Antônio Luiz Silva de Menezes, Irani Carlos Varella.

Um trecho do acórdão do TCU resume a decisão: “(…) ainda que tenha faltado prudência por parte dos administradores da Petrobras, os gestores devem ser eximidos de responsabilidade por não ser razoável exigir-lhes que, com as circunstâncias favoráveis de mercado, descumprissem os compromissos políticos e sociais que haviam assumido e desistissem da oportunidade de negócio que se apresentava. Fica demonstrada a inexigibilidade de conduta diversa por parte dos gestores da Petrobras, excluindo sua a culpabilidade”.

Deixa ver se entendi: em uma linguagem menos embromada, como a diretoria tinha “compromisso político” com o governo tucano ficou tudo liberado para fazer outra imprudente “privataria” com a Enron, El Paso e MPX. É isso?

Detalhe: em 2001 e 2002, quando ocorreram estes fatos, o ministro das Minas e Energia era José Jorge que posteriormente foi senador pelo PFL de Pernambuco. Em 2014, José Jorge era conselheiro do TCU. Hoje aposentado, à época ele declarou-se impedido de votar neste processo. Concluí-se, portanto, que ele tinha interesse direto no assunto.
Fonte:Blog da Helena

STF: A corte precisa ser suprema

Justiça,Delcídio Amaral,Lava Jato,Corrupção,Blog do MesquitaO caso Delcídio Amaral deve provocar profunda reflexão entre os ministros do STF sobre a necessidade de blindagem maior, que evite exposições como a que foram vítimas pela suposta bazófia do senador.

Não raro, a Suprema Corte se mistura à corte de Brasília, ficando vulnerável a contatos com lobistas dos mais variados interesses.

É incompreensível, por exemplo, que ministros do Supremo, principalmente os que cuidam da Lava-Jato, compareçam a casamento de filho de advogado de um dos senadores investigados na operação, como ocorreu recentemente.

O convite à promiscuidade começa na origem: o ritual do indicado à vaga do Supremo de percorrer gabinetes dos senadores em busca de votos.

Obedeça-se à regra da sabatina em plenário, onde, aí sim, podem mostrar que estão habilitados a, por notório saber jurídico e reputação ilibada, ocupar as vagas para as quais estão sendo indicados.[ad name=”Retangulos – Direita”]

Litúrgica

É alvissareiro, pelo exposto ao lado, lembrar que em 2016 a ministra Cármen Lúcia — avessa às festas da corte com “c” minúsculo e a outros tipos de exposições públicas — assumirá a presidência da mais alta Corte do país.

Por falar nisso, o voto da ministra, justificando a prisão de Delcídio, está afixado nos murais de várias faculdades de Direito.

Outros tempos

No mais, é como, certa vez, o então ministro do STF Paulo Brossard, depois que tentei saber seu voto numa questão relacionada ao julgamento do também então presidente Collor, expulsou-me da sua casa, sob o argumento de que “juiz fala nos autos e não em entrevistas”. Diante da minha insistência, ameaçou prender-me por “desacato à autoridade”.

Hoje, muitos deles sonham até com programas de auditório.