CPI do Cachoeira

Nota de falecimento – CPMI do Cachoeira

Dona corrupção e seus familiares: A Politicalha, A Falta de vergonha, Cinismo, Acordos Partidários, Cala-te boca, Todo mundo tem culpa no Cartório, Delta Construções, Cavendish, Carlos Cachoeira, Agnelo Queiroz,Marconi Perillo, A ‘Cunpãêrada’, Todos os partidos, têm a ENORME E DESCOMUNAL SATISFAÇÃO de comunicar, ainda bem, ufa, o precoce falecimento da CPMI do Cachoeira.

Fernando Collor revela a Ligação da Revista Veja com o Procurador Geral da República

O senador Fernando Collor fez uma revelação grave sobre a ligação da Revista Veja com o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel.


[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

CPMI do Cachoeira pode colidir com Dilma Rousseff

Sinfonia em Paris: CPI colide a rota de Dilma Rousseff

O deputado Miro Teixeira, que vem desenvolvendo uma atuação política excelente, apontou com nitidez a contradição total da maioria governista na CPI do Congresso instalada para identificar até onde se estende (ou estendia) a rede de influência de Carlos Ramos Cachoeira.

De um lado, o Palácio do Planalto, através do ministro chefe da Controladoria Geral da União, Jorge Hage, declara a Delta inidônea.

Mas de outro, a base parlamentar do próprio governo bloqueia a convocação do empresário Fernando Cavendish. Este, na sinfonia em Paris que compôs, reuniu-se com vários parlamentares, entre estes o senador Ciro Nogueira e o deputado Maurício Quintela Lessa.

Os dois integram a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. O bloco majoritário colocou-se acima da vontade da presidente Dilma Rousseff. Não pode haver outra interpretação. Das duas, uma.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]O Globo de sexta-feira editou magnífica reportagem sobre a reunião da véspera da CPI, assinada por Chico de Góis e Demétrio Weber. Fotos de Ailton de Freitas e André Coelho. Na Folha de São Paulo a reportagem foi de Andreza Matais e Erich Decat.

O título do meu artigo – claro – é inspirado no grande musical de Vicente Minelli, com Gene Kelly e Leslie Caron nos papeis principais. Filme de grande sucesso do início da década de 50. Obra inesquecível pelo uso da cor e estética dos números dançados.

Miro Teixeira referiu-ser em seu pronunciamento a um almoço ou jantar promovido por Cavendish em Paris, num restaurante do Triângulo de Ouro.

Pena que os fotógrafos Ailton de Freitas e André Coelho não tenham estado lá nesse encontro de encantamento. Teriam produzido material visual de alto nível porque Paris é sempre uma festa. Cidade que fascina por sua beleza, arte e atmosfera. Mas este é outro ângulo da questão: o cenário.

Do cenário passamos para a trama. Mais um apontamento inadequado de Fernando Cavendish com autoridades públicas. Não pega bem. Surge sempre a sombra da suspeita, fundada ou não, mas sempre uma dúvida em torno do comportamento humano e dos assuntos tratados.

A dúvida emerge reforçada no palco dos acontecimentos sobretudo diante do temor e do fervor com que o deputado Cândido Vaccarezza, líder do governo, combateu a convocação e a acusação de Miro Teixeira, aliás ex-ministro do primeiro governo de Lula.

Qual a razão do medo? Não se atina qual seja. Principalmente porque a CPI não se encontra, a rigor, investigando Carlos Cachoeira ou Fernando Cavendish. As investigações já foram feitas pela Polícia Federal.

Assim, a CPI do Congresso está, na verdade, confirmando os levantamentos da PF, órgão subordinado ao ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, portanto integrante da equipe de Dilma Rousseff.

Na sequência, segundo plano, tentando iluminar a profundidade das ações desenvolvidas em conjunto pelos personagens, estendendo-se às obras da Delta. Contratos muito confusos. Tão confusos que o ministro Jorge Hage, com base neles, declarou a inidoneidade da empresa hoje aparentemente sem proprietários.

Ia ser vendida à JF Friboi, de cujo capital o BNDES participa. Porém a operação foi cancelada depois de articulada. Cancelada, provavelmente, por determinação da própria presidente da República.

A sinfonia em Paris da Delta ainda vai produzir alguns capítulos em série. Possui todos os ingredientes para isso. Principalmente a partir de agora, quando a liderança de Dilma Rousseff no Parlamento desafina e sai fora do tom do Palácio do Planalto.

Não é provável que o ministro Jorge Hage venha a recuar do ato que excluiu a Delta pelo menos de novos contratos públicos. Confirmada a hipótese, como ficará Vaccarezza?
Pedro do Coutto/Tribuna da Imprensa

Sustentabilidade, Rio +20 e a CPMI do Cachoeira

Impressiona como os modismos cada vez mais deixam de ser modismos “modernosos”, pra se transformarem em banalidades marqueteiras, e/ou ribalta para pseudos paladinos em defesa da mãe terra.

Mas, a mais danosa agressão à sobrevivência da sociedade brasileira não é o desmatamento da Amazônia ou a poluição urbana, e muito menos o aquecimento global. É a vergonhosa e atávica corrupção que grassa em todas as atmosferas políticas e governamentais dessa taba infelicitada dos Tupiniquins.
A melhor contribuição para melhorar o ambiente no Brasil seria a escolha de políticos decentes.
José Mesquita – Editor


Rio + 20%
Guilherme Fiúza ¹/ÉPOCA

Enquanto o circo da sustentabilidade vende aos inocentes seus kits verdes de esperança, os não-inocentes garantem seu futuro sustentável em Brasília.

No momento crucial da CPI do Cachoeira, quando o suspeito número um do Brasil, Fernando Cavendish, deveria ser convocado a depor, a nação estava distraída com o carnaval fora de época da Rio + 20.

Resultado: o dono da Delta, pivô do que promete ser o maior escândalo de corrupção da história da República (em cifras e em alcance político), não precisou interromper seu descanso em Paris para se explicar aos brasileiros.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A não-convocação de Cavendish pela CPI, sem um mísero cara-pintada na rua para incomodar a Tropa do Cheque no Congresso, quer dizer o seguinte: o Brasil está se lixando para o seu futuro.

Pergunta aos foliões da Rio + 20: como planejar a sustentabilidade num país onde o orçamento da infra-estrutura é dominado por bandidos?

O esquema Delta-Cachoeira fez a festa no topo do Estado brasileiro, comandando o PAC com obras superfaturadas.

Cavendish fez um caixa que lhe permitia, segundo ele mesmo, comprar um parlamentar por 30 milhões de reais.

O Brasil ecológico e sustentável permitiu que os bandoleiros da CPI protegessem esse cidadão.

O Brasil ético está, como diria Paulo Francis, tecnicamente morto.

Fica combinado assim: vamos brincar de salvar o planeta com relatórios poéticos e tratados sobre o sexo dos anjos.

Enquanto isso, a quadrilha do Cachoeira cuida da sua reciclagem – evitando a extinção da espécie e do esquema.

Que venha a Rio + 20%, onde os felizes herdeiros da operação Delta darão workshops sobre a sustentabilidade do golpe.
¹ Guilherme Fiuza é jornalista e autor de vários livros, entre eles “Meu Nome não é Johnny”.

Pagot irá depor pra desespero da turma do cheque

Políticos da base do governo, seja lá o que seja isso, protagonizaram ontem, quinta feira, na sessão da CPMI do Cachoeira a mais vergonhosa pantomima do servilhismo explícito e da calhordice inconfessável.

A trupe que forma a bancada do PT, e demais figurinhas que apoiam o governo, votou contra a convocação para depor na CPMI do Cachoeira, do ex-diretor geral do DNIT, Luiz Antônio  Pagot.

Guardem os nominhos deles para as próximas eleições. Se forem reeleitos, não poderemos mais reclamar de calhordice de político algum. Não adianta essas ex-celências ciscarem a sujeira pra debaixo dos contaminados tapetes do Congresso Nacional. Tudo virá a lume. Lembrem-se que o mesmo ocorreu no caso do mensalão.Vamos continuar resistindo daqui, dessa trincheira, a internet, mídia que é a mais poderosa e a mais universalmente plural que qualquer tribuna atapetada.

As mais esfarrapadas justificativas foram tentadas. Em vão. Logo essa vergonhosa CPMI que reclamou de depoentes/investigados/testemunhas, que argüiram a CF e se recusaram a falar?
Agora não querem ouvir o Pagot que se declara disposto a falar. 
Indignação é pouco.

José Mesquita – Editor


CPI do Cachoeira está prestes a ganhar um afluente.

Um grupo de congressitas articula a realização de uma sessão paralela para colher, à margem da CPI, o depoimento de Luiz Antônio Pagot, o ex-diretor-geral do Dnit.

A articulação foi inaugurada no início da tarde desta quinta (14), depois que a CPI derrubou, por 17 votos a 13, requerimento de convocação de Pagot. Na mesma sessão, caiu o pedido de oitiva de Fernando Cavendish, da Delta Construções.

Coube ao deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) sugerir a composição dessa espécie de ‘CPI do B’ para ouvir o que Pagot tem a dizer. Convidado a presidir o grupo, o senador Pedro Simon (PMDB-RS), que não integra a CPI oficial, aceitou.

“Vamos fazer a sessão. Agora só depende do senhor Pagot”, disse Miro ao blog. “Se ele disser que vem, será ouvido. Se não vier, então que vá para o inferno. Comunicaremos aqui que ele não quis vir.”

Na hipótese de ser viabilizada, a sessão ‘fala Pagot’ será aberta a qualquer parlamentar que dela queira participar, não apenas ao grupo de insurretos da CPI. A ideia de Miro é a de dar consequência ao eventual depoimento de Pagot.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

“Conforme o que ele disser, fazemos uma notícia-crime e remetemos à Polícia, pedindo que ele seja ouvido formalmente. Aqui, numa dependência do Congresso, com a presença de um delegado e a assistência dos parlamentares.”

O debate sobre Pagot e Cavendish eletrificou a sessão da CPI. Relator da comissão, Odair Cunha (PT-MG), propôs o “sobrestamento” da convocação da dupla. Alegou que não é o momento de convocá-los.

Sobre Cavendish, Odair argumentou que, antes de ouvi-lo, a CPI precisa destrinchar os dados referentes à Delta, cujos sigilos bancário, fiscal e telefônico já foram quebrados pela CPI.

Em relação a Pagot, o relator argumentou que a convocação deve obedecer à conveniência da CPI, não à vontade do personagem. Na véspera, em conversa telefônica com o senador Simon, Pagot reiterara o que já havia declarado em entrevistas: dispõe de informações “relevantes” e deseja depor.

Em tese, as alegações de Odair poderiam fazer sentido. Perderam o nexo no instante em que o relator fez ouvidos moucos a uma ponderação: a convocação seria aprovada e as datas dos depoimentos seriam definidas na hora própria.

De costas para a lógica, a maioria governista da CPI –liderada por PT e PMDB e adensada por legendas menores do condomínio— votou com o relator. Ficou entendido que a banda majoritária da CPI teme ouvir Cavendish e Pagot.

A voz de Cavendish, nunca é demasiado recordar, soou numa gravação feita às escondidas por dois ex-sócios. Ele disse coisas assim: “Se eu botar R$ 30 milhões na mão de políticos, eu sou convidado pra coisa pra caralho! Pode ter certeza disso, te garanto. Se eu botasse dez pau que seja na mão de nêgo… Dez pau! Ah… Nem precisava de muito dinheiro não, mas eu ia ganhar negócio. Ôooo…”

Ou assim: “Estou sendo muito sincero com vocês: R$ 6 milhões aqui, eu ia ser convidado. Ô, senador fulano de tal, eu tenho cinco convites aqui. Toma, tá aqui ó. Pá! Se convidar, eu boto o dinheiro na tua mão.”

São frases que, num Congresso feito de honradez, inspirariam um desejo irrefreável de ouvir o autor. Mas a CPI prefere fingir que os comentários não existiram. Inconformado, Miro disse na sessão desta quinta que a “tropa do cheque” impede a convocação do presidente licenciado e sócio majoritário da Delta.

Cândido Vaccarezza (PT-SP), contrário à presença de Cavendish na CPI, saltou da cadeira. Respondeu à provocação de Miro em pé: “Eu não integro nenhuma bancada do cheque.” Declarou que é preciso manter o “foco da CPI”, cujo objeto é a investigação da quadrilha de Cachoeira.

Sobre o ex-diretor do Dnit, Vacarezza ecoou o companheiro Odair: “Chamar o Pagot aqui é para discutir contribuições de campanha. Isso não é foco dessa CPI.” Numa das várias entrevistas que concedeu, Pagot acusou o tucano José Serra de fazer caixa dois e disse que foi acionado pela tesouraria da campanha de Dilma Rousseff para ajudar na coleta de fundos eleitorais junto a empreiteiras.

Na conversa com o blog, Miro explicou o sentido da expressão que cunhou: “Você tem uma CPI para investigar Cachoeira e seus negócios ilícitos. Tem a Delta botando dinheiro em empresas fantasmas do Cachoeira. E você não quer ouvir o presidente da companhia e o ex-diretor do depatamento que mais tem contratos com a empreiteira! O senhor Cavendish disse que, com R$ 30 milhões, resolve qualquer coisa. Com R$ 6 milhoes compra senador. É esse cara que não querem ouvir?”

Os líderes do PSDB, senador Alvaro Dias (PR) e deputado Bruno Araújo (PE), também protestaram contra o encaminhamento de Odair. A exemplo de Miro, Alvaro realçou o inusitado da não-convocação de Cavendish: “Ele afirmou que compra políticos e pode comprar um senador por R$ 6 milhões. É urgente, inadiável e imprescindível a oitiva desse homem. Estamos preparados, sim, para interrogá-lo.”

No microfone da CPI, o senador Pedro Taques (PDT-MT), como Miro um integrante da ala governista ma non tropo, evocou expressão ouvida de um colega: “O pagot é fio desemcapado”. Acrescentou: “A Delta recebeu R$ 4 bilhões do governo em menos de 10 anos, principalmente por meio do Dnit. Não ouvi-los neste momento é transformar isso aqui numa CPI café-com-leite, numa farsa.”

Sob o pretexto do adiamento, outras razões movem o bloco governista. Ouvindo-se Pagot, injeta-se na CPI o caixa dois das campanhas e as obras do PAC. Convocando-se Cavendish, vai ao banco da comissão um íntimo amigo do governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB). São coisas que não interessam nem ao PT nem ao PMDB.
blog Josias de Souza

Tópicos do dia – 14/06/2012

10:51:55
Falta o governador de Goiás revelar dois segredos

Depois de saber que o governador Agnelo Queiroz, durante o depoimento na CPI do Cachoeira, abrira mão do sigilo bancário, telefônico e fiscal, o governador Marconi Perillo corrigiu nesta quarta-feira o erro da véspera e reprisou o gesto do colega. Menos mal. Falta agora homenagear o Brasil decente com a quebra de mais dois segredos.

O primeiro encobre a conversa com Lula em que Perillo alertou o então presidente Lula para a roubalheira do mensalão. Um diálogo desse calibre é eternizado na memória com todos os substantivos, adjetivos, verbos, pontos de interrogação ou de exclamação, vírgulas, reticências e pausas.

O governador de Goiás tem o dever de reconstituir publicamente a conversa antes que comece o julgamento dos mensaleiros.

A existência de um segundo segredo acaba de ser divulgada pelo blog de Lauro Jardim: Perillo reuniu um acervo considerável de informações sobre maracutaias que envolvem o ex-governador goiano Iris Rezende, do PMDB, e o companheiro Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT e da quadrilha do mensalão.

Se a temperatura subisse na sessão da CPI, o depoente diria o que sabe. Como petistas e peemedebistas o trataram com muita civilidade, dispensou-se de tirar a carta guardada na manga.

A verdade merece respeito. Não pode ser transformada em instrumento de coerção, nem tratada como mercadoria a barganhar. Se Perillo não revelar o que esconde, estará confessando que um governador do PSDB age como comparsa da bandidagem suprapartidária.
Blog de Augusto Nunes

10:58:27
Perillo e assessores se contradizem sobre venda de casa de luxo

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB, foto abaixo), e sua assessoria entraram em contradição sobre a quitação da casa no condomínio Alphaville, em Goiânia, vendida para o professor Walter Paulo Santiago e que estava sendo ocupada por Carlinhos Cachoeira, quando foi preso, em fevereiro deste ano.

A casa fora adquirida por Perillo e sua mulher, Valéria Peixoto Perillo, em 22 de novembro de 2006. Na época, de acordo com os documentos do 4º Cartório de Goiânia, Perillo pagou R$ 202 mil com recursos próprios e financiou R$ 348 mil.

O imóvel custou R$ 550 mil e foi adquirido do casal Waldir Lourenço de Lima e Maria Inês Nunes. O financiamento da Caixa Econômica Federal (CEF) deveria ser pago em 15 anos, com prestação inicial de R$ 6.709,82. Em 18 de março do ano passado, o governador liquidou o financiamento.

Na terça-feira, ao depor na CPI do Cachoeira, Perillo repetiu a história de que o ex-vereador Wladimir Garcez adquiriu a mansão e, como pagamento, lhe deu três cheques, totalizando R$ 1,4 milhão. Os cheques pertenciam à confecção Excitant, e foram assinados pelo sobrinho de Cachoeira, Leonardo Ramos. O governador também afirmou que utilizou o primeiro cheque para quitar o financiamento.
O Globo->> mais aqui

11:14:21
Só Perillo não viu

Também não viu nem ouviu coisa alguma sobre um vídeo divulgado no ano de 2004 em que Cachoeira e Waldomiro Diniz, este como presidente da Loterj e aquele como representante de consórcio prestador de serviços à autarquia fluminense, dialogavam sobre o pagamento de um porcentual do valor de contrato para financiamento de campanhas eleitorais.
A acreditar nessa versão, Perillo teria sido o único.

O governador foi contraditório na diferença de tratamento adotada conforme a situação. Quando relatava encontros em dois jantares, uma audiência em palácio de governo e telefonema de cumprimentos por ocasião do aniversário, o Perillo referiu-se a Carlos Augusto Ramos como “empresário”.

Quando lhe interessou marcar distância, citou gravação da Polícia Federal em que Cachoeira reclamava com a mulher da ação do governo contra o jogo ilegal, para mostrá-lo como contraventor caçado pela polícia de Goiás.

Se era alvo da polícia, por que o governador telefonou para cumprimentá-lo? A quem fez a gentileza, ao contraventor ou ao empresário?
Dúvida que fica. Não a única.
Há elos a serem esclarecidos: a proximidade da ex-chefe de gabinete do governador com Cachoeira a quem é ligada a pessoa jurídica compradora do imóvel onde foi preso nosso personagem, em negócio intermediado por Wladimir Garcez, dublê de funcionário da Delta e agente facilitador do contraventor junto ao poder público.
Dora Kramer/Estadão


[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

CPMI do Cachoeira: Perillo “dá um banho”

Perillo sai sem arranhões da CPI; Comissão tem de encontrar o seu objeto ou se desmoraliza

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), está depondo há praticamente cinco horas.

Até agora, é fato, sai melhor do que entrou.

Não caiu em contradição, não cedeu a provocações, demonstrou respeito à CPI, levou os tais cheques da compra da casa etc.

Admitiu mesmo que há nomeados em seu governo indicados por pessoas que mantêm relação com Carlinhos Cachoeira.

A CPI não tem, em suma, uma prova a esfregar na cara de Perillo.

A postura cordata do governador desmonta os espíritos mais beligerantes.

Não creio que será muito diferente com o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), que conta ainda com um benefício adicional: a maioria esmagadora da CPI é governista.

Embora os petistas tenham tentando “apertar” Marconi, não se assistiu à tentativa de um massacre.

É provável que o PSDB também baixe o tom.

Volto à questão que abordei nesta manhã: sem prejuízo de que se investiguem as eventuais relações de Perillo e Queiroz com o esquema Cachoeira, a CPI estará se desviando do essencial enquanto se mantiver longe da Delta.

O senador Pedro Taques (PDT-MT) exibiu sinais de irritação com as afirmações de que a comissão caminha para uma farsa — a exemplo do que escrevi aqui de manhã.

Acho que cabe um esclarecimento, até como reconhecimento ao trabalho de Taques e outros, que se mostram sinceramente empenhados na investigação.

Desde a primeira semana de funcionamento, a CPI deveria ter optado por subcomissões.

Uma delas deveria estar encarregada de investigar as atividades de Cachoeira no jogo ilegal e sua relação com agentes públicos nos Três Poderes.

Essa é uma face da atuação do bicheiro.

A outra é como uma espécie de gerente da Delta no Centro-Oeste — e, nessa subcomissão, a construtora é que deveria estar sendo investigada.

Se Cachoeira é um peixe graúdo no jogo, é peixe miúdo no esquema Delta.

Reitero o que escrevi de manhã: o capítulo dos governadores só está contribuindo para afastar a CPI do principal objeto. E o nome do objeto é Delta!

Sem isso, acabará desmoralizada, a despeito dos bons propósitos de muitos ali. Se PT e PMDB mantiverem a disposição de não investigar a construtora, a comissão estará produzindo só diversionismo.
Por Reinaldo Azevedo

Tópicos do dia – 12/06/2012

10:26:49
Algo anda muitíssimo mal na Suprema Corte

Quanto à fala do deputado petista Pepe Vargas sobre o Supremo, o idioma continua indo de mal a pior. Vale realmente considerar que a presença dos ministros do STF sob os holofotes da mídia anda exagerada. E que a eles mesmos caberia impedir a inadequada exposição, mantendo a compostura mínima que o cargo impõe.

Em certa cidade do Sul de Minas tem juiz que depois do expediente diariamente come churrasquinho de praça e toma cerveja no meio da rua com seus amiguinhos, provando que conduta reservada não é mais uma preocupação de suas excelências. E há advogados que eufemizam isso como sendo “não ter preconceito”. Quanto ao resto da fala do deputado, que se tomem as devidas providências.

Mesmo assim, vale ressaltar que algo anda muitíssimo mal na suprema corte, desde o fato de ministros que vão julgar a grande tramóia criminosa petista terem sido indicados por Lula, seja o Toffoli ou o Barbosa.

Como conta o livro do Frei Betto: o presidente teria pedido a seu assessor que arranjasse um ministro “preto” ou “negro” para o STF. Num aeroporto, parece que no Nordeste, Frei Betto conheceu Joaquim Barbosa e o convidou para ocupar o cargo. Barbosa esbravejou – parece ser até um estilo… – até que o assessor se identificou e provou ser consistente a proposta. E assim Barbosa entrou no olimpo.

O fato de indicar ministros do STF estabelece obrigatoriamente um vínculo, claro, e muita gente lúcida poderá associar a demora inacreditável para julgar o mensalão a essa ligação tácita ou oculta entre os dois poderes.

Mas algo começa a se desenhar: a derrocada geral dessa estrutura de poder que teve nos anos Lula sua maior fase de agravamento. O Judiciário, por sua vez, não está em crise: ele já se desagregou e deteriorou de há muito, e sabe-se lá como se poderá reverter isso. Se é que se poderá reverter.

E ainda se soma ao quadro nada alentador para a Justiça o fato de Márcio Thomaz Bastos defender o bicheiro por 15 milhões, jogando mais tinta negra na já manchada imagem dos que abraçam a tarefa da Justiça.
Frederico Mendonça de Oliveira/Tribuna da Imprensa

10:40:23
CPMI do cachoeira. Começou o “enrolation”.

Perillo em vez de explicar as relações perigosas com Cachoeira esta no blá blá blá de fazer uma apologia do desenvoilvimento de Goiás, inclusive a paternidade da tão criticada, pelos tucanos, bolsa família. Deve ser um ato falho, abrigando um “apesar de mim”!

19:20:23
E agora ‘Josés’? Desembargador considera ilegais grampos da operação Monte Carlo.

Provas são consideradas nulas; Cachoeira só não foi libertado ainda porque um dos ministros pediu vista do processo. O desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1), do Distrito Federal, reconheceu como ilegais as interceptações telefônicas da operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que desmontou o grupo de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e consequentemente considera nulas as provas decorrentes desses grampos.
Ag. Estado
<hr/> [ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

CPMI Cachoeira e laranjas

Perillo, Agnelo, Sérgio “guardanapo na cabeça” Cabral e Cachoeira, são fichinhas.

Tenham tenso!

E por isso a CPMI não anda senão em círculos.

Queremos CPMI completa, inclusive com o depoimento do Pagot, DNIT, e não a CPMI do Governo de Goiási.

Estão adubando o laranjal.

E o PAC


[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

Tópicos do dia – 11/06/2012

11:14:32
José Dirceu, o insensato.

Se depender de José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil de parte do primeiro governo Lula, o bicho vai pegar antes, durante e, se necessário, depois do julgamento do processo do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Nunca antes na história recente do país convocou-se o povo para pressionar um tribunal. Pois bem: Dirceu começou a fazê-lo.

Rapaz ousado!

Mais certo seria chamá-lo de temerário, imprudente, perigoso, atrevido, insolente, afoito, demente, precipitado, desaforado, petulante, desajuizado, incauto, arrogante, desvairado, impulsivo, arrebatado, insensato – e mais o quê? Pense. E acrescente aí.

Quem se diz democrata respeita a independência dos poderes da República. Pode discordar de decisões da Justiça? É claro que sim. E até criticá-las com indignação.

Mas ao fim e ao cabo só lhe resta acatá-las. Diga-me: que democrata de verdade insufla o povo para que constranja a Justiça a decidir como ele deseja?
De passagem por Brasília, em conversa com um amigo há um mês, Dirceu pareceu abatido e certo de que será condenado por ter chefiado “uma sofisticada organização criminosa” que tentou se apoderar de uma fatia do aparelho do Estado, segundo denúncia do Procurador Geral da República aceita pelo STF.

Não revelou ao amigo que cogitara exilar-se em Cuba ou na Venezuela. Uma vez condenado, viajaria denunciando a injustiça de que fora vítima.

Arquivou a ideia. Concluiu que seria difícil convencer os ouvintes de que era um perseguido político no país governado por seu próprio partido há quase dez anos.

Mas surpreendeu o amigo ao revelar que os chamados “movimentos sociais” não assistiriam inertes a sua eventual condenação. Diz-se informado de que reagiriam por meio de manifestações de rua.
blog do Noblat- mais aqui

11:25:37
Dilma deve trocar cúpula do Banco do Nordeste.

A presidente Dilma Rousseff deverá promover mudanças na diretoria do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), após suspeitas levantadas pela Polícia Federal de que um esquema de fraudes em operações de crédito desviou R$ 100 milhões da instituição.No sábado, o presidente do banco, Jurandir Santiago, demitiu seu chefe de gabinete, Robério Gress do Vale, suspeito de comandar o suposto esquema, revelado pela revista “Época” anteontem.

Segundo interlocutores de Dilma, serão afastados diretores indicados por PT e PMDB. Hoje, o conselho de administração do BNB, que conta com dois representantes do Ministério da Fazenda, vai analisar a auditoria interna realizada para investigar operações do banco. Essa investigação, segundo a revista, apontou que uma empresa de cunhados de Vale obteve R$ 12 milhões em créditos fraudulentos. A suposta fraude teria se concentrado entre o final de 2009 e o início de 2011.
Folha de S.Paulo

11:31:33
Pac X Perillo = moeda de troca

A calhordice e conchavos que infestam a politicalha Tupiniquim se revelam mais uma vez.
Nos corredores atapetados – o que existirá abaixo, e abaixo aqui é mais que advérbio de lugar, desses felpudos corredores?, – do Congresso Nacional é que a turma de Dona Dilma encurralou o PSDB. No popular: “tu nun mexe no meu qui eu nun mexo no teu”.

No tratado geral dos esgotos as obras do PAC, aguardando a aprovação de uma medida provisória que interessa diretamente a Marconi Perillo, e o PSDB do governador de Goiás, encharcado na cachoeira do Cachoeira. A barganha redundaria na desobstrução legislativa manobrada pelos tucanos para barrar a aprovação da referida MP.

14:18:18
Tucanos recorrem à base do governo para blindar Perillo na CPI

Preocupado com o impacto na imagem do partido, o PSDB recorreu à base do governo Dilma na tentativa de blindar o governador de Goiás, Marconi Perillo, amanhã em seu depoimento à CPI do Cachoeira.
Após acenar com um pacto de não agressão ao PT, que na quarta terá o governador Agnelo Queiroz (DF) na comissão, o tucanato apelou para o PMDB.

Ainda sem sinal de acordo entre os dois, PT e PSDB buscam munição para um confronto. Segundo integrantes da CPI, apesar de dividido sobre sua atuação, o PT tende a ir para o ataque. Assessores do relator, Odair Cunha (MG), se dedicavam à coleta de material contra Perillo.

O tucano Fernando Francischini (PR), por sua vez, passou o feriado em Brasília para se preparar para o depoimento de Agnelo. Os dois partidos só baterão o martelo sobre a estratégia na tarde de hoje. Qualquer que seja o desfecho, não há como conter todos os membros da CPI.
Já o PMDB tende a concordar com a adoção de um tom leve, mesmo tendo que controlar deputados que têm Agnelo e Perillo como desafetos.
Cátia Seabra/Folha de São Paulo


[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]