Covid-19: por que o objetivo do Reino Unido é agora viver com o vírus – em vez de combatê-lo constantemente

O governo do Reino Unido diz que espera transformar a covid-19 em uma doença administrável, como a gripe.

A vacinação e os novos tratamentos, argumentam os ministros e seus consultores científicos, vão reduzir a taxa de mortalidade e nos permitir conviver com o vírus — em vez de tentar combatê-lo constantemente.

Em entrevista recente ao jornal Daily Telegraph, o secretário de Saúde britânico, Matt Hancock, afirmou esperar que, até o final deste ano, seria possível fazer com que a covid-19 se tornasse “uma doença tratável”. Novos tratamentos sendo desenvolvidos e as vacinas sendo administradas representariam, nas palavras do ministro, “nosso caminho rumo à liberdade”.

Os comentários indicaram que Hancock está descartando a estratégia (veja mais abaixo) conhecida como “covid zero”, cujo objetivo máximo é eliminar o vírus completamente do território britânico.

A ideia foi reforçada pelo parlamentar David Davis, do Partido Conservador (o mesmo do premiê Boris Johnson), que disse à BBC Radio 4 nesta semana: “Chegará um ponto em que haverá uma taxa de mortes por covid-19, mas em um nível normal, e teremos de lidar com isso”.

Erradicar o vírus é quase impossível

Varrer a covid-19 do mapa seria ótimo, é claro, dada a morte e destruição que vem causando. Mas o único problema disso é que a erradicação só foi alcançada antes com um único vírus — o da varíola, em 1980.

Demorou décadas para se chegar a esse ponto, e cientistas e governos só foram capazes de fazer isso por causa de um conjunto bastante singular de circunstâncias. Em primeiro lugar, a vacina era tão estável que não precisava ser refrigerada e, quando foi administrada, ficava imediatamente claro se funcionava ou não — devido ao surgimento de pústulas.

Também era claro quando alguém era infectado — não era necessário fazer teste de laboratório, o que era uma grande vantagem na tentativa de conter os surtos.

A covid-19, como bem sabemos, é completamente diferente.

A estratégia ‘covid zero’

Em contrapartida, o chamado movimento “covid zero” tende a falar sobre eliminação. Isso basicamente significa reduzir os casos para zero (ou perto de zero) em um território e mantê-los nesse patamar.

Um dos mais notórios defensores dessa estratégia é a professora Devi Sridhar, especialista em saúde pública da Universidade de Edimburgo, na Escócia. Ela acredita que devemos tratar a covid-19 como o sarampo, que foi amplamente eliminado nos países ricos.

Ela argumenta que as restrições contínuas para diminuir o número de casos, combinadas com um sistema de teste e vacinação mais eficaz, podem nos permitir manter o vírus contido, permitindo que o Reino Unido volte a ter uma “vida doméstica um tanto normal” com restaurantes, bares, eventos esportivos e musicais acontecendo.

Mas o preço a pagar, diz ela, seriam as restrições de fronteira limitando as viagens internacionais e “lockdowns curtos e severos” quando os casos inevitavelmente explodissem.

Deepti Gurdasani, epidemiologista clínica da Universidade de Londres, no Reino Unido, é outra defensora dessa estratégia. Ela é um dos mais de 4 mil signatários da petição covid zero, que pede um debate parlamentar sobre a proposta.

“A vida pode voltar ao normal — podemos até abrir corredores de viagens com outros países que sigam esse caminho”, diz ela.

O problema com a abordagem do sarampo

Pode ser uma perspectiva tentadora, mas muitos acreditam que ela está fora de alcance ou que exigiria restrições tão constantes que os custos econômicos e sociais seriam enormes.

“Covid zero não é compatível com os direitos e liberdades individuais que caracterizam as democracias do pós-guerra”, afirma o professor Francois Balloux, diretor do Instituto de Genética da Universidade College London (UCL), no Reino Unido.

Países como Nova Zelândia, Taiwan e Austrália conseguiram isso porque foram capazes de evitar que o vírus se estabelecesse — e todos os sinais são de que, uma vez que sua população seja vacinada, eles começarão a suspender as restrições de fronteira.

Mas nenhum país que viu o vírus se espalhar da maneira como aconteceu no Reino Unido conseguiu reprimi-lo a ponto de eliminá-lo.

As vacinas, em teoria, fornecem uma nova ferramenta para nos ajudar a conseguir isso, como fizeram com o sarampo.

Mas há uma falha significativa nesse argumento, observa a professora Jackie Cassell, especialista em saúde pública da Universidade de Brighton, no Reino Unido.

O sarampo, segundo ela, é um vírus “excepcionalmente estável”. Isso significa que ele não muda de maneira que permita escapar do efeito da vacina. Na verdade, a mesma vacina tem sido usada basicamente desde 1960 — e também fornece imunidade permanente.

Mas está claro que “infelizmente” não é o caso desse coronavírus, acrescenta Cassell.

O desafio é se manter à frente do vírus

As variantes que surgiram na África do Sul e no Brasil permitem, segundo indicam os estudos até agora, que o vírus mude para escapar de parte da imunidade gerada pelas vacinas (o que não significa que elas percam importância).

O vírus que circula no Reino Unido também sofreu uma nova mutação — conhecida como E484 — que permite que isso aconteça.

À medida que mais pessoas são vacinadas, isso só tende a aumentar. Isso porque as mutações que são capazes de contornar a resposta imunológica de alguma forma terão uma vantagem, diz Adam Kucharski, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, que realizou pesquisas sobre surtos globais, da zika ao ebola.

“Não podemos fugir disso. Podemos muito bem precisar de atualizações de vacinas.”

O desafio, portanto, é “ficar à frente do vírus”, diz ele.

Mas Kucharski não acredita que seja tão difícil quanto talvez pareça, dada a atenção da imprensa em relação às novas variantes.

Os coronavírus mudam menos que o vírus da gripe, segundo ele, o que significa que as vacinas ainda devem permanecer eficazes em grande medida.

Além disso, o fato de as mutações estarem compartilhando algumas características-chave nos dá uma boa ideia do caminho que estão percorrendo.

“Se poderia esperar que fosse mais fácil de atualizar do que no caso da gripe, em que existem muitas cepas diferentes.”

Ele alerta, no entanto, que deve ser tomado o máximo de cuidado no momento, uma vez que uma população que está desenvolvendo imunidade quando há muita infecção por perto oferece o terreno fértil ideal para as variantes tentarem escapar dessas vacinas.

Ele diz que é muito cedo para dizer se chegaremos ao ponto em que o coronavírus poderá ser tratado como a gripe, já que ainda não vimos totalmente o impacto que as vacinas vão ter.

‘Reduzir o risco’ de covid

Essa cautela é compreensível, já que os cientistas querem primeiro ver as evidências do lançamento do programa de vacinação no mundo real. Um grande estudo da Public Health England, agência governamental de Saúde Pública da Inglaterra, está em andamento para analisar isso — e espera-se que seja publicado antes que as restrições sejam suspensas.

Mas todas as indicações dos testes clínicos e da experiência de Israel, que está liderando a vacinação no mundo, é que elas terão um impacto significativo na redução das infecções — e onde não tiverem, pelo menos ajudarão a prevenir formas graves da doença e as complicações da chamada “covid longa”, assim como mortes.

Para aqueles que permanecerem suscetíveis seja porque se recusam a tomar a vacina ou porque a vacina não funcionou, os avanços nos tratamentos serão vitais.

Isso sugere que podemos chegar ao ponto — nas palavras do principal consultor médico-chefe da Inglaterra, Chris Whitty — em que “reduziremos o risco” da covid.

Isso não significa, porém, que ninguém vai morrer.

Mesmo a gripe continua sendo uma doença capaz de matar em larga escala: em dezembro de 2017, a Organização Mundial da Saúde estimou que até 650 mil pessoas morriam por ano no mundo em decorrência de doenças respiratórias ligadas à influenza sazonal.

“Vivemos ao lado de vírus há milênios”, diz o professor Robert Dingwall, membro do Grupo de Aconselhamento para Ameaças de Vírus Respiratórios Novos e Emergentes do governo.

“Faremos o mesmo com a covid.”

Fatos & Fotos – 16/02/2021

Não há como derrotar Bolsonaro sem construir uma nova maioria. Ela será heterogênea ou não será maioria. Sendo heterogênea, nela haverá gente que pensa de modo diferente de você. Muito diferente, inclusive. Do contrário Bolsonaro se perpetuará no poder. Frente ampla é isso


Governo diz que gasto de R$ 1,8 bi com comida inclui Ministério da Defesa — as tropas. Ok. Os R$ 18,3 milhões gastos com sal compram 8.618.704 quilos do produto. 8.614 toneladas por ano. Gasto de 23,6 toneladas por dia. R$ 2,203 milhões com chicletes compram mais de 4,4 milhões


A explicação do Eduardo Bolsonaro sobre a compra do leite condensado é tão, mas tão sem sentido que agora eu tenho certeza absoluta que tem alguma coisa de errado aí.


Está explicado porque a mídia tradicional esconde o escândalo das toneladas de cravo da índia superfaturadas, porque quem autorizou a compra foi o Ministério da Economia, ou seja, está na conta do Paulo Guedes.


8 anos de boateKiss;
5 anos de Mariana;
3 anos de Mariele;
2 anos de Brumadinho.
Todos seguem sem julgamento… E esses são apenas alguns..


O capitalismo descarta pessoas que n conseguem mais gerar lucro. Faz com que idosos se sintam um peso, um fardo e a expectativa de vida subir se torna mais um motivo de angústia do que de comemoração. Isso aqui não é motivacional e nem inspirador. Isso aqui é a barbarie


Escrúpulos? Não bastasse o engulho da cloroquina, Bolsonaro vai enviar comitiva a Israel para comprar spray nasal anticovid. Mas a mãe dele ele já vacinou.


Xilogravura de Clement Schoevaert


Porque eu não aguento mais: – Gente que mal sabe soletrar o próprio nome questionando fatos científicos; – Gente que se comporta como se estivéssemos no século 12; – Gente que acha que a ciência é uma grande conspiração.



Gilmar Mendes diz que Lava Jato corrompeu a democracia ao agir contra o PT para eleger Jair Bolsonaro


Sempre que um picareta disser que o certo é tirar de circulação veículos de imprensa de que não gosta e que não o faz por ser democrata, saiba de algo: não faz porque não consegue. É por falta de poder mesmo, não por amor à democracia. Nada irrita mais um tirano que limites.


Paul Gauguin – Flowers & Idol – s/d


No dia de hoje, mas em 1945, a ONU estabeleceu o Tribunal Internacional de La Haya. Também chamado de Corte Internacional de Justiça, esse é o principal órgão judicial das Nações Unidas. Suas funções principais são a resolução de disputas submetidas pelos Estados e a emissão de sentenças ou opiniões consultivas em resposta a questões jurídicas apresentadas pela Assembleia Geral ou pelo Conselho de Segurança.
Ps. Será que algum dia veremos o genocida Tapuia, e gangue, por lá no banco dos reus?


Privatização do Banco Central vai aumentar privilégios dos banqueiros e sacrificar os mais pobres. Reforma administrativa aumenta privilégios dos marajás e aparelha o Estado cOM apadrinhados sem concurso


Pintura de Zhiyong Jing


“A flexibilização na política de armas institucionaliza a falta de fiscalização e os efeitos serão sentidos quando entrarem via mercado legal para as mãos de criminosos”.
Observação é de Ivan Contente Marques, advogado integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Não à toa, o Legislativo reage à aventura da irresponsabilidade do Executivo.


Negacionista para ferrar os outros: filha de Olavo de Carvalho diz que ele vai tomar vacina contra Covid-19.
Esse escr*oto é a mais perfeita imagem da ectrema direita “civilizada”.


Livro do ex-comandante do Exército ilustra de modo preocupante crescente partidarização dos militares brasileiros ao longo dos últimos anos. Impressiona a radicalização ideológica do general, tido como moderado por seus pares. Há trechos dignos de teorias conspiratórias.


Até as emas dos jardins milicianos de Brasília sabiam que o golpe de marketing do governo com as vacinas não passava de espetáculo fake e não havia, nem há vacinas para imunizar o povo. Como teríamos vacina, se o governo sabotou a compra permanentemente e investiu em cloroquina?



Foto do dia

Flickr


Bolsonaro amplia porte de armas para suas milícias. As Forças Armadas se calam apesar de tema de segurança nacional. O STF se cala. O Congresso endossa. A mídia minimiza para não atrasar os negócios da privatização E os idiotas da objetividade dizem que as instituições funcionam.


O executivo federal do Brasil distópico gastou de leite condensado em um ano (R$ 15 milhões) quase o mesmo que está previsto como orçamento integral de fomento para a principal agência de apoio à pesquisa científica do país, o CNPq. Já pensaram nisso?


Pintura de Karolina Kurkova


Lembram o começo da pandemia, quando a maioria tinha medo de pegar covid porque o número de mortes era alto? Pois bem, agora estamos piores. Média diária de 1105 mortes, a pior da pandemia. Só q agora banalizamos as mortes e perdemos o medo. Duas coisas que, somadas, agravarão a situação.


Nem em bordel é assim! E depois de tudo, o ex-Ministro Moro tornar-se advogado e sócio-diretor da Alvarez & Marsal, consultoria norte-americana responsável pela recuperação judicial da Odebrecht, da Queiroz Galvão e de outras empresas que foram devassadas pelas mãos do ex-juiz Sérgio Moro.

Fatos & Fotos – 13/02/2021

Expectativa & Realidade


Bolsonaro gastou 9% da verba para vacina contra COVID-19. Para alguns, sério é debater a etimologia de “genocídio” o politicamente correto na filosofia! Por que falar do decreto miliciano das armas, né?


Quando você se sentir um idiota, lembre-se que tiveram pessoas que acreditaram que esses dois salvariam o Brasil da “corrupssaum”.


Auto Union Type D #4 – Com esse carro o piloto italiano Tazio Nuvolari ganhou o
GP da Itália em 1938.


É inacreditável! Isso é insuportável! Não bastassem as 700 toneladas de picanha e as milhares de garrafas de cerveja, agora – vocês sabem quem – compraram 140 mil quilos de bacalhau por até R$ 150 o quilo, quatro vezes mais que nos atacadistas.


O filósofo – é, vá lá que seja – Luis Felipe Pondé diz que Carnaval é uma festa fedorenta, suja, invasiva e destrói a cidade. A pobreza de ideias desse “sujeitin” se esconde no excesso de adjetivos que usa pra qualquer discussão. Décadas de academia não acrescentam nada a gente medíocre, que raciocina com o fígado


Parte da elite (política e econômica) brasileira arrisca uma séria deterioração democrática, social e ambiental do país por interesses em uma agenda econômica que já deveria ter ficado claro que o governo de Bolsonaro não tem como realizar


Brasil com pandemia totalmente descontrolada. Incompetência. Muita incompetência. Muitas mortes poderiam ser evitadas. Falta liderança, falta conhecimento e falta capacidade de execução de um plano de controle da pandemia.
O apedeuta – o que tem uma ignorância profunda – à cada dia cava mais o buraco para arrastar o país para baixo.


Shamsia Hassani

A artista urbana afegã tem popularizado sua arte nas ruas de Kabul. Ela mostra em suas ilustrações a realidade das guerras no local em que vive.
Este grafiti com fundo de cores escuras e terrosas, com desenhos de prédios com aparência conturbada. À frente uma mulher com vestimentas pretas e um círculo vermelho sobre o peito esquerdo. O seu rosto está coberto por um tecido delicado azul que deixa um espaço para seus olhos.


Não há dúvidas: nova variante pode reinfectar quem já teve COVID, e vacina protege melhor que a imunidade natural. Precisamos vacinar o maior número possível de pessoas, o mais rapidamente possível. Vacinação a conta-gotas não vai ter o impacto que é necessário.


Steampunk XXXIII

O movimento steampunk, misto de ficção científica e arte, foi adotado por artistas no anos 80 e, para alguns, a partir da “atmosfera” do magnífico “Blade Runner”.
Muito dos objetos desembocaram em peças que adornaram filmes como Mad Max e, mais sofisticadamente elaborados, na série Guerra nas Estrelas.
Quem quiser conhecer melhor o movimento “steampunk” há uma matéria no Boston Globe, que disserta sobre o movimento.
Como obra de arte o movimento steampunk faz uma especulação sobre o que aconteceria se a tecnologia da informação tivesse surgido no século XIX e, em vez da #eletrônica, usasse o #vapor.



Foto do dia – Flickr


“Em primeiro lugar, devemos deixar de praticar as pequenas corrupções do nosso dia a dia, que acabam gerando uma tolerância com a grande corrupção”. Deltan Dallagnol, membro do MPF, que recebe salários acima do teto constitucional e compra imóveis do programa MCMV para revender.



Engraçado né? A Lava Jato do Moro acabar justamente quando as investigações estavam batendo à porta dos tucanos. Contra a corrupção? Nunca foram.


A operação Lava a Jato fez o que fez com o patrocínio financeiro de quem se beneficiaria com a entrega de nossas riquezas… o ex-juiz de Curitiba foi motivado por promessas de favorecimento pessoal… não é um problema moral… é o sistema que precisa ser superado..


O México se tornou o país com a maior taxa de mortalidade por Covid-19 no mundo. A população está aflita atrás de vacinas – muitos caem em golpes ao comprar vacinas falsas pela internet.


Da série:”só dói quando eu rio”.


Doria quis fazer propaganda levando Padre Julio pra vacinar ao vivo e ele na hora da vacina, sacou o cartão de vacina. Ele recebeu a vacina na São Martinho, junto com os irmãos de rua. Longe dos holofotes.


Dante Gabriel Rossetti,Water Willow, 1871
Oil on canvas glued onto wood panel
33.0 x 26.7 cm


Destaques do mentirômetro da semana do hospício: Mesmo não tendo vacina, Pazuello garantiu ao Senado vacinar metade da população até o final do semestre. Já o procurador O. Martelo justificou os diálogos da Lava Jato como conversas de botequim. Mentira. Eram de trabalho.


Lucien Victor Guirand de #Scevola,
um pintor #simbolista genial
“The-white-dress”

Na primeira hora a “acusação”‘ controlava o “juiz”, na outra hora o “juiz” controlava a “acusação”. Não cursei essa disciplina nas Faculdade de Direito do “Não Faça Isso Jamais”? mesmo.



Maurice de Vlaminck
“Landscape near Martigues”, 1913
Oil on canvas, 65.1 x 81.9 cm. Tate, London, UK

Diretora de Meio Ambiente da OMS: “70% dos últimos surtos epidêmicos começaram com o desmatamento”

María Neira, diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, explica como os vírus do ebola, sars e HIV/aids saltaram dos animais para os humanos depois da destruição maciça de florestas tropicais

A médica espanhola María Neira, diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirma que a pandemia do coronavírus é mais uma prova da perigosa relação entre os vírus e as pressões do ser humano sobre o meio ambiente. Do seu escritório em Genebra, na Suíça, Neira explica como os vírus do ebola, sars e HIV, entre outros, saltaram de animais para seres humanos depois da destruição de florestas tropicais. Neira (Astúrias, 59 anos) insiste na necessidade de que Governos e indivíduos compreendam que a mudança climática é um problema de saúde pública, não uma questão de ecologia ou ativismo. A cientista, mestra em saúde pública e nutrição, propõe uma revolução saudável, positiva e verde, que tenha como pilar fundamental a rápida transição na direção de energias limpas. Segundo ela, países que decidirem trocar o petróleo e o carvão pela energia solar e eólica acelerarão seu crescimento e reduzirão a pobreza e a desigualdade.

Pergunta. No prólogo do livro Viral, de Juan Fueyo, você adverte sobre a perigosa relação entre os vírus e as pressões do ser humano sobre o meio ambiente, sobretudo o desmatamento. No que consiste essa relação? Como ela funciona?

Resposta. As práticas de desmatamento intenso, feitas sempre em nome da economia de curto prazo, têm efeitos devastadores para o futuro da humanidade. Ao derrubar a floresta para substituí-la por agricultura intensiva e poluente, os animais que vivem nesses lugares nos quais o homem não havia entrado sofrem profundas transformações. Aparecem espécies com as que não estávamos em contato e que podem nos transmitir doenças. Passar de uma floresta tropical para um cultivo, com adubos e pesticidas que nunca tinham entrado nesse ecossistema, altera o tipo de vetores capazes de transmitir os vírus. O desmatamento é uma forma de derrubar essa barreira ambiental entre espécies que nos protege de forma natural.

P. Pode contar um caso específico?

R. Um exemplo claro deste fenômeno é o vírus do ebola, que saltou dos morcegos frugívoros das florestas da África ocidental para os humanos e desatou o contágio. O grave é que aconteceu o mesmo com a aids e a sars. Cerca de 70% dos últimos surtos epidêmicos que sofremos tem sua origem no desmatamento e nessa ruptura violenta com os ecossistemas e suas espécies.

P. O que se pode fazer para prevenir isto?

R. Temos que entender que é necessário estar em equilíbrio com o meio ambiente, que é o que nos dá todos os recursos para sobreviver. É preciso aproveitá-los, mas não podemos destruir e poluir tudo o que tocamos, como está acontecendo neste momento. O oceano, por exemplo, está nos dando de comer. Milhões de pessoas se alimentam com as reservas de pesca, mas estamos enchendo o mar com milhões de toneladas de plástico. Estamos indo contra nós mesmos. É importante que as pessoas entendam que a mudança climática não é uma questão de ecologia ou ativismo, mas de saúde pública.

P. Quer dizer que o aquecimento global não só derrete as geleiras, ou deixa os ursos polares em perigo, como também produz muitas mortes de seres humanos?

R. Claro. Erramos na narrativa a respeito da mudança climática nestes últimos anos. Acho que se falou muito de como o nível do mar está subindo ou como a camada de ozônio é afetada, mas faltou explicarmos como tudo isso no fundo tem um impacto tremendo sobre a nossa saúde. Às vezes, de forma arrogante, dizemos que é preciso salvar o planeta. Mas não. Temos que salvar a nós mesmos. O planeta nós o estamos destruindo, mas ele vai encontrar uma maneira de sobreviver; os humanos, não.

P. Em uma recente conferência, você dizia que na luta contra o meio ambiente os seres humanos sempre perdem. Por quê?

R. Se destruirmos a fonte da qual vivemos, os prejudicados seremos nós mesmos. Vemos com cada vez mais frequência como o ser humano é muito vulnerável frente aos fenômenos meteorológicos que a mudança climática está desatando, como tsunamis ou furacões. Há alguns dias houve uma nevasca muito dura na Espanha e nos paralisou imediatamente. No final, quem sairá perdendo seremos nós.

P. Quais são as medidas mais urgentes que a OMS recomenda para evitar a deterioração do meio ambiente e da saúde pública?

R. Uma muito importante é o conhecimento. Temos que ganhar mais adeptos para a causa. O objetivo é que muita gente entenda a relação entre mudança climática e saúde; que entenda, por exemplo, que seus pulmões, seu sistema cardiovascular e seu cérebro estão em risco por causa da poluição. Segundo, temos que fazer a transição para energias limpas e renováveis o mais rapidamente possível. Os combustíveis fósseis estão nos matando. Há sete milhões de mortes prematuras causadas pela poluição atmosférica que poderiam ser reduzidas deixando de gerar eletricidade com carvão e petróleo. Acelerar essa transição para as energias limpas vai gerar uma economia que nos ajudará a sair desta crise que o coronavírus desatou.

P. Como é a relação entre energias limpas e desenvolvimento econômico?

R. Um dólar investido em energias renováveis vai gerar quatro vezes mais trabalho que um dólar investido em energias fósseis. Acredito que, se os países mais pobres começarem a investir em energia solar e eólica, eles podem acelerar seu crescimento. Esta pode ser uma estratégia contra a desigualdade que se agravou com a pandemia. Outra recomendação importante é o planejamento das cidades pensando na saúde do ser humano. É preciso tirar os carros dos centros urbanos, ter um sistema de transporte público sustentável e limpo, e sobretudo não ter cidades superpopulosas como as de agora, que são inabitáveis.

P. Como a densidade populacional das cidades afeta a transmissão dos vírus?

R. Em 20 anos, 70% da população estará vivendo em centros urbanos. Será preciso tornar essa situação saudável e equitativa. Podemos ter cidades que nos ofereçam muitos benefícios, mas que não atentem contra nossa saúde. Hoje as capitais de vários países têm muita densidade populacional. Isso contribui para uma transmissão mais rápida e eficiente de qualquer vírus ou bactéria. O mau planejamento das cidades também nos leva a ter uma vida sedentária, que a poluição termine em nossos pulmões e inclusive que haja um problema grave de saúde mental porque não se facilita a interação social.

P. O que fazer então?

R. É preciso criar cidades com zero emissão de carbono, cidades verdes e com economia circular. O CO2 que for produzido tem que ser eliminado. Essas cidades já são possíveis, a tecnologia permite isso, e a economia vai nesse sentido. Acredito que esta mudança seja irreversível.

P. No prólogo do livro de Fueyo, você propõe uma “revolução saudável, positiva, verde e economicamente sustentável”. Em que consiste?

R. Em que as decisões estratégicas que definem para onde um país deve avançar têm que pôr a saúde e o meio ambiente em primeiro lugar. É preciso investir em energias limpas. Essa decisão combate, ao mesmo tempo, a mudança climática e as doenças que esta gera. Além disso, é preciso reduzir o desmatamento e adotar práticas agrícolas mais sustentáveis.

Fatos & Fotos – 08/02/2021

Aprovação de Bolsonaro oscila e rejeição sobe para 42%, diz pesquisa XP/Ipespe


Caso Marielle: TJ do Rio julga amanhã recurso Ronnie Lessa e Élcio Queiroz contra júri popular


Não é o presidente que tem o centrão. É o centrão que tem um presidente. Lembrei do general Agusto Heleno, lá no começo do desgoverno, discursando sobre o centrão: “se gritar pega ladrão no Centrão, não fica um”! Hahahahaha. “Nada de acordo com a velha polítca”…Hahahaha “Nada de toma-lá-dá-cá, bradava” a Peste… Hahahaha!
Centrão quer pastas que estão com os milicos. A turma é quem é. Tem preço. Mas lembro: se um deles tomar a Saúde do general pateta, melhora ou piora? “Ah, triunfo da velha política”, ainda dizem por aí, com resquícios do vocabulário da felizmente defunta #Lava Jato.


Arte – Fotografia

Tumblr


Robert Canaga – S/t S/d


Sem auxílio emergencial, economia começa a parar.
Indicadores econômicos para o mês de janeiro já mostram os efeitos do fim do auxílio emergencial sobre o nível de atividade.


Brasil quer doar 1 milhão de testes de covid quase vencidos ao Haiti. Generosidade com um país pobre? Não. Incompetência mesmo. É parte daquele lote de 5 milhões q estão encalhados. Viva Sargento Garcia!


Aparece outra ação clandestina da Lava Jato: procuradores anteciparam nomes de delatores ao MP da Suíça. Sem que houvesse qualquer acordo de cooperação com o Ministério Público da Suíça, procuradores da Lava Jato passaram a seus colegas informações confidenciais de maneira clandestina. Uma delas: foram repassados aos suíços nomes de delatores da #Odebrecht meses antes da delação premiada ser firmada com eles.


Design – Joias – Anéis


Pintura de Paula Rego,1935


Justiça rejeita tese de Flávio Bolsonaro para tentar anular provas da “rachadinha”.


Design – Aldravas


Corajoso ou com muito boleto atrasado?
“Produtor de 25 anos é apontado como o novo namorado de “Flordelis” – O Globo


Bolsonaro leva de volta ao Planalto amigo da família demitido por uso ‘imoral’ de avião da FAB. José Vicente Santini havia sido demitido em janeiro do ano passado após usar jato para uma viagem exclusiva para a Índia.



Foto do dia

Tumblr


Autor não identificado


O Brasil só se redimirá do engodo que foi a Lava Jato com todos os envolvidos julgados, condenados e presos. Não só isso, mas também com altas penas pecuniárias por perdas e danos.


Josias de Souza e outras viúvas da Lava Jato, nunca terão ficha limpa, sua imagem está definitivamente manchada pelo papel que tiveram no golpe contra a democracia.


Cores da Índia – Fotografias


Trocam farpas os bolsonaristas de ocasião ou por convicção, mas a mim não enganam! Kim Kataguiri e Augusto Nunes, Senador Major Olímpio, João Dória, Joice Hasselman, Sergio Moro, Mandetta, Olavo de Carvalho, Salim Mattar, família Marinho ou a Folha de SP, todos fazem parte da tribo dos escavadores do precipício #Brasil.



Da série:”precisamos falar sobre imagens”


Quadrilhão do PP’: Lira frequentava escritório de doleiro Youssef, pivô da Lava Jato, e provas ainda serão usadas contra ele.

Deputado Arthur Lira (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Lira esteve quatro vezes no escritório de Youssef entre 2010 e 2011. O esquema, conforme delatado pelo doleiro, envolvia a formação de organização criminosa para desviar recursos públicos. Em outra denúncia, o MP aponta que o dinheiro tinha Lira como beneficiário.


Bosolnaro diz agora que a pandemia pode ter sido fabricada! Claro, há vários suspeitos: a Micheque, os filhos, o Queiroz, Olavo do Caralho, a Wal do Açai, os Incas Venusianos, os que mandaram matar Marielle, a milícia

Ministério da Saúde ignorou recomendação de trazer seringas por avião e trouxe por navio

Secretaria Executiva da pasta, comandada pelo oficial do Exército Élcio Franco, ignorou o alerta feito por parecer dos técnicos da Pasta e optou pela entrega da seringas por navio, em vez de avião.

O Ministério da Saúde não seguiu as orientações de técnicos da própria Pasta sobre a necessidade do Brasil adquirir seringas com entrega por frete aéreo para assegurar os insumos necessários à vacinação contra a Covid-19. A secretaria executiva do ministério, controlada pelo oficial do Exército Élcio Franco, ignorou o alerta e optou que a entrega fosse feita por via marítima, “mesmo cientes das diferenças quanto ao tempo de entrega”. Nesta quarta-feira (13), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o Brasil não possui seringas suficientes para iniciar a vacinação.

Segundo reportagem do jornal O Globo a previsão é que as primeiras seringas entregues por via marítima, de 1,9 milhão de unidades, chegassem no dia 25 de janeiro. Um segundo lote seria entregue somente em março. Caso o material fosse transportado por via aérea, 20 milhões de seringas teriam sido entregues em dezembro do ano passado. O alerta sobre a diferença nos prazos foi comunicado  pela Organização Panamericana da Saúde (Opas) ao Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do ministério, em setembro de 2020. 

‘”[…] Os fornecedores cotados poderão iniciar as entregas de 20 milhões de unidades em dezembro de 2020, 17.256 milhões de unidades em janeiro de 2021 e 2.744 milhões de unidades em fevereiro de 2021 no valor total de US$ 4.679.406,76 (quatro milhões, seiscentos e setenta e nove mil, quatrocentos e seis dólares e setenta e seis centavos), já inclusos preços de produto, frete, seguro e taxa administrativa da Organização. Isto posto, este Departamento se posiciona favorável à continuidade desta aquisição, considerando o risco de não entrega das seringas pelo mercado nacional até dezembro 2020″’, destaca um trecho do documento, segundo a reportagem.

Ministério da Saúde pressiona Manaus a usar cloroquina contra COVID-19

Método chamado de ‘tratamento precoce’ não é recomendado pela Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI)

Medicamentos sem comprovação científica, como ivermectina cloroquina, estão sendo indicados pelo Ministério da Saúde para o chamado “tratamento precoce” contra o novo coronavírus, mesmo com a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) contestando esse tipo de tratamento. A Prefeitura de Manaus, capital do Amazonas, foi quem recebeu a “indicação”.

A informação é da Folha de São Paulo. A pasta ainda pediu autorização para fiscalizar as Unidades Básicas de Saúde como forma de “encorajar” esse tipo de tratamento.

A ideia da visita, que seria iniciada nesta segunda-feira (12/01), é de “que seja difundido e adotado o tratamento precoce como forma de diminuir o número de internamentos e óbitos decorrentes da doença”.
“Aproveitamos a oportunidade para ressaltar a comprovação científica sobre o papel das medicações antivirais orientadas pelo Ministério da Saúde, tornando, dessa forma, inadmissível, diante da gravidade da situação de saúde em Manaus a não adoção da referida orientação”, continua documento enviado à Prefeitura de Manaus, mesmo sem comprovação de autoridades científicas.
Segundo dados divulgados nessa segunda-feira (11/01) pelo Ministério da Saúde, o Brasil tem 8,13 milhões de casos de COVID-19, com 203,5 mil mortes.

Amazonas está vivendo as consequências das aglomerações em festas de fim de ano, alerta imunologista

Nos últimos 14 dias, o Amazonas viu alta de 72% nas contaminações e 80% nas mortes causadas pela covid-19 no estado.

De acordo com o ministro, entre as iniciativas estão a reorganização do atendimento nos postos de saúde e hospitais, o recrutamento de profissionais de saúde e a abertura de leitos de UTI. Além dessas medidas, informou que haverá envio de equipamentos, insumos e medicamentos. O evento foi realizado no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques.

“Minha posição aqui é de apoio. Eu sou o apoio, vou apoiá-los com minhas equipes, com tudo que vocês precisarem. E com o conhecimento que adquirimos ao longo do último ano”, disse Pazuello.
O ministro participou da entrega de dez leitos de UTI e 118 leitos clínicos no Hospital Universitário Getúlio Vargas, em Manaus.

Para o especialista em bioquímica e imunologia, Marco Antonio Stephano, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), a ajuda do governo federal ao Amazonas é positiva, mas não deve suprir totalmente as necessidades do estado neste momento.

“Não é suficiente porque os casos estão muito mais altos do que isso. Essa alta é uma consequência das festas. Passamos nove dias do fim das festas de Ano Novo e nós estamos vendo os casos subirem”, afirmou à agência de noticias Sputnik Brasil.

Em todo o Amazonas, os hospitais tanto da rede pública quanto da rede privada encontram-se com mais de 90% dos leitos ocupados, sejam normais ou de UTI.

Para Pazuello, o sistema de saúde amazonense precisa focar em diminuir a entrada de outras doenças nos hospitais. “Precisam ser tomadas medidas para diminuir a entrada nos hospitais de outras doenças, acidentes, assaltos e tiroteios. Nós temos que tentar diminuir a entrada [dessas outras doenças], porque a entrada da covid-19 a gente não domina”, disse o ministro.

Segundo Stephano, a fala do ministro é correta e o estado precisa suspender as cirurgias eletivas.

“Uma vez que as UTIs estão lotadas, você não vai fazer uma cirurgia que pode dar errado e que corre o risco de ter que colocar um paciente em UTI sem ter vaga para ele. Você acaba provocando duas mortes: a da pessoa com covid-19 e a da pessoa que está passando por uma cirurgia eletiva”, explicou.

‘Aplicativo não deve substituir médico’

Durante o evento, o Ministério da Saúde lançou o aplicativo TrateCov, ferramenta que vai implantar um novo método científico para detectar casos de covid-19 nos postos de saúde.

Sem dar muitos detalhes, o governo federal informou que o aplicativo vai utilizar “um protocolo clínico para fazer um diagnóstico rápido da doença”. Manaus será a primeira cidade brasileira a testar o TrateCov.

Stephano alertou que a novidade pode ser uma importante ferramenta para passar informações corretas aos pacientes, mas que não deve substituir a consulta médica.

“Em função dos sintomas que estão sendo apresentados, você pode ter uma perspectiva se deve procurar um médico ou não, mas um aplicativo não substitui um médico”, comentou.

Para o professor da USP, o TrateCov pode ter efeito de tranquilizar um paciente ao passar as informações corretas sobre a doença.

“O aplicativo, o atendimento e as informações tranquilizam o paciente. Isso vale a pena. Você ter com quem entrar em contato, com quem conversar, alguém que vai te passar a informação correta. Existe muita informação falsa, existe muita fake news”, disse.

‘Manaus deve abrir covas coletivas para as vítimas da covid-19’
Entre abril e junho, o maior cemitério público de Manaus teve caixões enterrados, empilhados e em valas comuns por conta do colapso do sistema funerário causado pelo novo coronavírus. Na época, o número de mortes ficou 108% acima da média histórica.

Manaus registrou 130 enterros apenas no último sábado (9). O recorde foi no dia 26 de abril, quando 140 pessoas foram sepultadas.

O imunologista lembrou que muitas estruturas que foram montadas provisoriamente no Amazonas durante o primeiro pico da covid-19 no estado acabaram sendo desmontadas, mas podem ser instaladas novamente.

“Manaus tem condições de abrir covas coletivas como já abriu no passado — começar a fazer isso tudo novamente. O que vai acontecer são enterros rápidos, sem velório, só com a família”, disse.

O prefeito de Manaus (AM), David Almeida (Avante), decretou na semana passada estado de emergência na cidade por 180 dias para tentar conter o aumento do número de casos de covid-19.

Apesar da recente alta no número de sepultamentos, Marco Antonio Stephano acredita que o sistema funerário do estado não vai entrar em colapso total novamente.

“Colapso total [no sistema funerário] eu não acredito que vá acontecer, porque isso consegue ser revertido de uma forma mais rápida. Mas você vai ter que implantar câmaras frigoríficas para manter esses cadáveres, até que seja feita a liberação do corpo, o diagnóstico correto, e tudo isso”, analisou.

O secretário Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) de Manaus, Sabá Reis, em entrevista ao portal G1, afirmou nessa segunda-feira (11) que a cidade não vai ter enterros em valas comuns e anunciou a construção de mais 22 mil lóculos, estruturas verticais popularmente conhecidas como “gavetas”, nos cemitérios da cidade. (com agência Sputnik Brasil)

Fatos & Fotos – 09/01/2021

Boa noite
O remorso
Jorge Luis Borges

Eu cometi o pior dos pecados
que um homem pode cometer. Eu não fui
feliz. Que o frio do esquecimento
arraste-me para baixo e me perca, implacável.

Meus pais me criaram para o jogo
arriscado e bonito de vida,
para terra, água, ar, fogo.
Eu os decepcionei. Eu não estava feliz. Realizado

não era sua jovem vontade. Minha mente
foi aplicado ao teimoso simétrico
da arte, que tece ninharias.

Eles me deram coragem. Eu não fui corajoso.
Não me abandona. Está sempre ao meu lado
A sombra de ter sido infeliz.


Claude Monet,Œillets et clématites dans un vase de cristal,1882 – 56X35cm


Laboratório brasileiro planeja começar a fabricar vacina russa na próxima semana. Os governos da Bahia, Paraná e Piaui farão parceria com a empresa na realização dos testes clínicos.

A farmacêutica brasileira União Química planeja começar a produzir a vacina russa Sputnik V para covid-19 no Brasil já na próxima semana e produzir até 8 milhões de doses por mês, disse o diretor de negócios internacionais Rogério Rosso nessa sexta-feira.

A empresa privada, com unidade de vacinação em Brasília, se prepara para solicitar autorização de uso emergencial do órgão regulador sanitário Anvisa para a vacina desenvolvida em Moscou.

A União Química solicitou na semana passada a aprovação para realizar os ensaios clínicos Fase III no Brasil, que é necessária para o licenciamento da vacina no país.


A arte de Artur Bispo do Rosário


Cidades com até 20 mil habitantes registram crescimento de 500% no número de mortes por Covid
O percentual de mortes no Brasil como um todo foi menos da metade no segundo semestre.


Pintura de Frank W Benson,1895


Foto do dia – Pierre Pellegrini


Reconheçamos: nem o Trump nem Bolsonaro se elegeram sem que os eleitores soubessem exatamente que tipo de b*sta estavam elegendo. Os dois tenebrosos não enganaram ninguém.


Espero que os eleitores, apoiadores, idólatras e também os insensatos, prestem atenção que tipo de governo estão cevando. Enquanto líderes mundiais se deixam fotografar recebendo a vacina contra a covid, Vácuo Mental decreta que sua(dele) caderneta de vacinação permaneça sob sigilo por 100 anos. A pergunta que não quer calar é: por quê?


Escultura de Mikhail Gubin


Arthur Lira presidente da Câmara dos Depufedes? Caso esse elemento, da gangue do Vácuo Mental, seja eleito Presidente da Câmara dos Deputados, ocupará o terceiro posto na hierarquia da República. No currículo: rachadinha: propina e violência doméstica. Só!


É hora de alugar, não comprar, eletrônicos? O lixo eletrônico é um problema crescente. Mas se os fabricantes mantivessem a propriedade de seus produtos e os alugassem para nós, a reciclagem poderia fazer sentido para os negócios. Em 2020, geramos um recorde de 53,6 milhões de toneladas métricas de lixo eletrônico.


Como está não dá. Ou esse general incompetente pede para passar para a reserva, ou deixa o Ministério da Saúde. Como está, o prestígio das FFAA continuará ladeira abaixo. O certo é que o Exército Brasileiro não pode continuar submetido a vexames e humilhações.


Pintura de Karen L Darling


O Vácuo Mental, Bolsonaro, é tão caótico que prefere agradar a parcela amalucada de seus apoiadores antivacina, do que tentar capitalizar em cima das vacinas que a imensa maioria da população aguarda. Isso tudo com a ideia de defender uma liberdade da qual ele nunca foi partidário.


Escultura de Francisco Rebajes
The Kiss,1940,aço


Motocicleta Steampunk

O movimento steampunk, misto de ficção científica e  arte, foi adotado por artistas no anos 80 e, para alguns, a partir da “atmosfera” do magnífico “ Blade Runner”.

Muito dos objetos desembocaram em peças que adornaram filmes como Mad Max e, mais sofisticadamente elaborados, na série Guerra nas Estrelas.
Quem quiser conhecer melhor o movimento “steampunk” há uma matéria no Boston Globe, que disserta sobre o movimento.

Como obra de arte o movimento steampunk faz uma especulação sobre o que aconteceria se a tecnologia da informação tivesse surgido no século XIX e, em vez da eletrônica, usasse o vapor.


Pintura de Odilon Redon


 

América Latina reage à alta da covid-19, mas Brasil segue inerte

Janeiro trouxe uma escalada de novos casos de covid-19 na América Latina.

Ainda não está claro se este é o início de uma segunda onda ou um agravamento da primeira após algumas semanas de trégua. Enquanto a região espera a chegada das primeiras doses da vacina —só Argentina, México, Chile e Costa Rica iniciaram campanhas de imunização—, a solução à disposição continua sendo a quarentena.

Os Governos, no entanto, terão que enfrentar a resistência social a novos confinamentos. Federico Rivas Molina e Sonia Corona contam como Buenos Aires estuda um “toque de recolher sanitário” e a Cidade do México fechou atividades não essenciais diante do aumento do número de leitos de UTI ocupados, mas nada fez o Brasil. Apesar dos números em alta e do atraso na vacinação, a maioria das autoridades brasileiras segue inerte.

Nos Estados Unidos, a jornada desta quarta-feira se adivinha wagneriana. Um grupo de senadores e congressistas republicanos planeja torpedear a certificação do democrata Joe Biden como vencedor das eleições presidenciais, prevista para ocorrer em uma sessão bicameral no Capitólio. A investida não tem perspectiva de se traduzir em nada mais do que uma manifestação da polarização.

Trump manteve o clima de tensão no ar, desta vez mirando seu número dois, o vice-presidente Mike Pence, que deve presidir a cerimônia. O nova-iorquino pediu que Pence use seu posto para impedir a confirmação de Biden, algo que não pode fazer.

Enquanto Trump se dedica a manobras sem efeito, o Estado da Geórgia define a margem de manobra que Biden terá sobre o Senado. O democrata já avançou com a vitória de Raphael Warnock em uma das duas vagas — o pastor evangélico fez história ao se tornar o primeiro senador negro a ser eleito neste Estado sulista. Se o outro candidato democrata vencer, o Senado ficará formado por 50 republicanos e 50 democratas (incluindo dois independentes), mas a próxima vice-presidenta, Kamala Harris, exercerá o voto decisivo nos casos de empate.

Em Brasília, o único tema é a sucessão no comando do Congresso, especialmente na Câmara dos Deputados. Com o objetivo de conter Jair Bolsonaro, a esquerda se aliou ao candidato do atual presidente, Rodrigo Maia, o deputado Baleia Rossi, um dos articuladores do impeachment de Dilma em 2016, contra o candidato do Planalto, Arhur Lira, explica Afonso Benites. Baleia Rossi formaliza nesta quarta sua candidatura. Para o cientista político Cláudio Couto, o apoio representa a tentativa de manter os Poderes independentes. “É uma aliança visando estabelecer a independência do Legislativo, ainda mais diante dos arroubos autoritários do Bolsonaro. Se ele se comportou até aqui dessa forma tendo o Congresso independente, imagina se não o tivesse”, avalia.

E a Rússia deu adeus a George Blake ao som do hino nacional e com as salvas da guarda nacional de honra. O legendário espião britânico, que trabalhou para a União Soviética na época culminante da Guerra Fria, antes de ser descoberto, condenado e de protagonizar uma fuga cinematográfica em 1966, recebeu na quarta-feira uma despedida notável. De Moscou, María R. Sahuquillo escreve sobre a morte do mítico agente duplo marca o ocaso de uma época de espionagem em que o fator humano era decisivo.