WhatsApp salva os arrependidos

WhatsApp finalmente deixa arrependidos apagarem mensagens

WhatsApp finalmente deixa arrependidos apagarem mensagens

Após envio, usuários têm sete minutos para eliminar textos errôneos ou indesejados.

O anúncio feito há um ano finalmente se torna realidade. O aplicativo de mensagens WhatsApp introduziu uma nova função que permite eliminar de forma permanente as mensagens enviadas, desde que isso seja feito até sete minutos após o envio.

A funcionalidade permite que os usuários apaguem mensagens enviadas para uma conversa individual ou em grupo, impedindo que os demais membros leiam seu conteúdo.

As instruções para aplicar o novo recurso são detalhadas na seção de perguntas frequentes da página do WhatsApp (FAQ). Ela é especialmente útil quando a pessoa envia uma mensagem para o grupo incorreto ou se a mensagem enviada contém erros.

Estes são os passos

1. Abra o WhatsApp e vá até a conversa com a mensagem que você quer apagar.

2. Toque e segure a mensagem. Opcionalmente, toque em mais mensagens para apagar várias mensagens de uma vez.

3. Toque em Apagar na parte superior da tela > Apagar para todos

Os usuários só poderão apagar as mensagens até sete minutos após o envio. Os textos eliminados desaparecerão, mas o destinatário verá o seguinte aviso: “Esta mensagem foi apagada”.

Um último recado importante para os impacientes: você não será notificado se a sua mensagem não for eliminada com sucesso. Deverá confiar em sua própria perícia, esperar que tenha feito tudo certo e cruzar os dedos.

Facebook e páginas pagas

Facebook estuda mostrar só o conteúdo das páginas que pagarem

O Facebook, uma rede social com mais de 1,5 bilhão de usuários.

Rede social cogita criar um mural para os contatos e outro para o conteúdo das páginas

O Facebook acha isso normal. No Vale do Silício, qualquer experimento é por tentativa e erro. Testar, ver reações e tomar decisões a partir dos dados. Entre os editores dos meios de comunicação, a mais nova ideia da rede social está causando um grande reboliço. Os usuários do Sri Lanka, Bolívia, Eslováquia, Sérvia, Guatemala e Camboja já deixaram de ver em suas capas o conteúdo compartilhado por páginas, a modalidade usada pelos meios de comunicação para difundir seus links noticiosos. Aparecem apenas as postagens dos seus contatos.

Desse modo, o conteúdo das páginas só se mistura com o dos perfis pessoais se o interessado pagar. Até agora o Facebook intercalava ambos, embora dê um maior impulso para quem investe em publicidade segmentada, buscando perfis específicos.

Adam Mosseri, responsável pelo News Feed, a zona de conteúdo onde aparecem tanto as notícias como os conteúdos dos usuários, enviou uma mensagem acalmando os ânimos: “Sempre escutamos a nossa comunidade com a intenção de melhorar. As pessoas nos dizem que gostariam de ver de maneira mais simples o que seus familiares e amigos compartilham. Assim, estamos testando um espaço dedicado à família e amigos e outro, à parte, chamado Explore, para as mensagens das páginas. A finalidade destes testes é entender se as pessoas preferem um espaço separado. Vamos escutar o que dizem para ver se iremos adiante. Não há um plano para ir além disso nesses países ou para cobrar das páginas para ter mais visibilidade na capa ou no Explore. Infelizmente, muitos, erroneamente, interpretaram mal. Mas não é essa a nossa intenção”.

Os editores dos países afetados foram os primeiros a dispararem o alarme. O Facebook, junto com as visitas geradas pelos buscadores, é a principal fonte de tráfego para os meios de comunicação no mundo todo. Uma redução tão drástica nas visitas põe em xeque parte do modelo de negócio dos veículos na Internet. Só na Eslováquia, 60 sites noticiosos viram seu tráfego cair em até um terço. Filip Struhárik, editor do Denník N, um jornal de Bratislava, compartilhou a situação em seu blog: “A maior queda de alcance orgânico que já experimentamos”.

A medida, que surpreendeu os editores dos veículos de comunicação, já era cogitada havia mais de um ano por parte da rede social.
Por Rosa Jimenez Cano

Tecnologia – 5G

5G, a tecnologia que mudará nossa rotina e nosso bolso.

Os avanços do 5G em um stand do MWC 2017 de Barcelona
Os avanços do 5G em um stand do MWC 2017 de Barcelona J. LAGO AFP/GETTY

Nova geração da telefonia celular terá um grande impacto sobre o crescimento econômico.Quando as empresas de telecomunicações ainda não completaram a instalação do sistema 4G em todo o seu território, acaba sendo complicado ter uma ideia de que em breve nossos celulares funcionarão de forma mais rápida e eficiente graças ao 5G, a quinta geração da telefonia móvel.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

No mundo todo, teve início uma corrida – por enquanto liderada por países asiáticos e os EUA – pela primazia no uso dessa tecnologia, a qual, pela primeira vez, revolucionará não só as comunicações, mas também o entorno tecnológico como um todo e até os sistemas de produção. É que o 5G não irá mudar apenas o cotidiano de milhões de usuários, e as implicações econômicas para as empresas ainda são difíceis de avaliar.

A seguir, algumas explicações sobre o que é o 5G, seu estado de desenvolvimento atual e suas consequências econômicas:

O que é o 5G? O 5G, ou quinta geração, é o novo padrão de banda larga sem fio que proporcionará maiores velocidades, cobertura e recursos que o atual LTE-4G.

Que velocidade alcançará? As conexões 5G serão 100 vezes mais rápidas (embora em laboratórios sejam obtidas velocidades até 250 vezes superiores), com velocidades médias de 20 Gbps (gigabits por segundo). Isso significa que o download será mais rápido inclusive que as atuais redes fixas de fibra óptica. Um filme de 1GB, por exemplo, poderá ser baixado em menos de 10 segundos.

Que é latência, e por que é fundamental? Mais que a velocidade de upload e download, a principal melhora introduzida com o 5G é a redução da latência. Trata-se do tempo de resposta de um aparelho entre receber o sinal e executar uma ordem. Quanto mais baixa, mais rápida será a reação do aparelho que acionemos à distância, seja um carro autoguiado ou uma videoconferência. No 4G, esse delay é de 10 milissegundos; o 5G o reduz a um milissegundo.

Por que o 5G é importante para a Internet das coisas? Graças à redução da latência, será possível aprimorar a chamada Internet das Coisas (IoT, pela sigla em inglês), um mundo no qual tudo, e não apenas celulares e computadores, estarão conectados – isso inclui carros, eletrodomésticos e aparelhos vestíveis. Atualmente, há sete bilhões de dispositivos conectados à Internet. A previsão para 2025, com a IoT generalizada, é de 100 bilhões de aparelhos conectados, segundo a Huawei.

E os carros autônomos? Se há algo para que o 5G é fundamental é para que os carros autônomos funcionem com segurança, porque cada veículo desses precisará processar vários terabytes de dados por dia. Diversos sensores (câmeras, sistemas Lidar e radares) recebem permanentemente informação sobre o entorno que cerca o veículo e precisam processá-la e reagir em questão de milissegundos, seja para esquivar um pedestre que atravessa a rua no lugar errado ou reconhecer uma placa de “pare” ou semáforo.

Que outras vantagens o 5G oferece sobre a rede atual? O 5G permite aproveitar com mais eficiência a banda de frequências e multiplicar por 100 o número de dispositivos conectados. Também reduz em 90% de consumo de energia da rede, permitindo que as baterias de aparelhos como alarmes e sensores durem até 10 anos.

Quais são os países mais avançados? Em geral, os países mais avançados da Ásia, como Coreia do Sul, Japão e Cingapura, e os Estados Unidos estão muito à frente dos europeus. A operadora coreana KT Telecom espera lançar a primeira oferta comercial 5G do mundo em 2018, depois de testá-la nos Jogos Olímpicos de Inverno da cidade de Pyeongchang. As norte-americanas AT&T e Verizon farão testes-piloto pré-comerciais no final de 2018, e as japonesas NTT DoCoMo e KDD esperam usar os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020 como plataforma de lançamento. Um relatório da consultora Juniper Research estima que o número de conexões 5G deve chegar a 1 bilhão em 2025, um terço delas nos Estados Unidos, e 55% nos Estados Unidos, China e Japão.

5G no Brasil – De acordo com o ministério da Ciência e Tecnologia, o País firmou um acordo com a União Europeia, os Estados Unidos, a Coreia do Sul, o Japão e a China para participar das tomadas de decisão sobre o funcionamento da tecnologia 5G no mundo, desde a pesquisa até a padronização e a implementação da plataforma. O prazo para que os usuários brasileiros usufruam desta tecnologia, no entanto, é longo. Em entrevista à Reuters, o presidente da Anatel, Juarez Quadros, afirmou que os leilões de licitação para que a tecnologia seja operada acontecerão após 2020.

Que setores produtivos terão maiores avanços? O 5G será uma tecnologia fundamental para a digitalização industrial ao gerar e fomentar casos de uso como fabricação robotizada e inteligente, jogos e entretenimento imersivos, direção autônoma, cirurgia remota, vídeo de ultra-alta definição (UHD), automatização de processos industriais, segundo a Ericsson e a Huawei, os principais desenvolvedores de redes 5G.

Qual será o impacto sobre a riqueza e o emprego? A Comissão Europeia estima que a instalação do 5G implicará um investimento de 56 bilhões de euros em 2020, que terá um impacto de 141 bilhões de euros sobre a criação de riqueza, além de criar 2,3 milhões de empregos. Nos Estados Unidos, a instalação do 5G nas smart cities poderia criar até 3 milhões de empregos e aumentar o PIB em 500 bilhões de dólares.
ElPais

Smartphones – Aplicativos

Como organizar os ícones do celular para economizar tempoÍcones de aplicativos organizados da melhor maneira para ganhar tempo.

Essas estratégias nos permitem acessar aplicativos de forma mais rápida

Ícones de aplicativos organizados da melhor maneira para ganhar tempo

Quantas vezes um usuário consulta o celular ao longo do dia? Um estudo revelou esse dado e o número é realmente impactante: se estima que uma pessoa toque a tela de seu smartphone em média 2.716 por dia.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

A cifra pode parecer desmedida, mas nos dá uma ideia da importância do dispositivo em nosso dia a dia, e devido à intensidade do uso, uma mudança de hábitos pode ter muitíssimo impacto com relação ao tempo que dedicamos ao aparelho.

Sem dúvidas, a maioria dos usuários perde muito tempo procurando e abrindo aplicativos: ler uma mensagem no Facebook, dar uma olhada em sites, e ligar para alguém… Nesse baile de apps muitos segundos são desperdiçados, a não ser que tenhamos tudo muito bem organizado.

Os fabricantes de celulares e de seus sistemas operacionais conhecem bem essa problemática e se esforçam ao máximo para oferecer soluções e interfaces simples para o usuário. Enquanto realizam pesquisas para continuar avançando em outros sistemas de relação com o usuário (como os assistentes de voz, por exemplo), a melhor alternativa parece ser a que Apple propôs em seu iPhone original: uma série de ícones repartidos pela tela que o usuário pode organizar como preferir. No entanto, essa liberdade pode resultar em uma economia ou perda de tempo considerável. Então, como devemos organizar os aplicativos na tela do celular?

A organização perfeita da tela inicial

A maneira como os ícones dos aplicativos estão distribuídos pode nos fazer perder muito tempo. Quem nunca se viu meio perdido deslizando os dedos sobre a tela para encontrar determinado aplicativo? Quantas vezes recorremos ao botão de pesquisar disponível no menu para achá-lo? Nesse terreno, a liberdade para o usuário é total, e a pior parte é que não existe uma receita que seja útil para todas as pessoas. No entanto, há critérios que cada usuário pode aplicar de acordo com o uso que faça do celular.

A tela principal e a dock

Independentemente do critério utilizado para organizar os ícones, na tela principal e na dock (barra de ícones inferior) deveriam estar, sempre, aqueles aplicativos utilizados com mais frequência, por uma questão de pura lógica. O acesso à home e à dock é imediato, e cada segundo conta.

Organização por categorias

Quando lançaram as lojas de aplicativos, o catálogo de apps disponíveis era muito limitado, mas, agora, com a expansão das mesmas, o número parece interminável, o que representa um problema na hora de organizá-los.

Para facilitar as coisas, os sistemas operativos passaram a oferecer a possibilidade de criar pastas, que podem agrupar ícones de acordo com determinados temas: esse sistema propõe reunir os aplicativos por conteúdo (música, bancos, jogos, etc.), sempre respeitando a regra anterior de manter os mais usados na tela principal. O maior inconveniente desse sistema é a necessidade de ser muito disciplinado na hora de organizar as pastas e ter boa memória para saber onde buscar cada aplicativo depois.

É possível organizar os ícones por temas, agrupando os aplicativos de acordo com o conteúdo (música, bancos, jogos)

Organização por frequência de uso

Outra possibilidade pela qual optam muitos proprietários é distribuir os apps de acordo com a frequência de uso: os mais próximos à home são os mais utilizados, relegando os demais às telas posteriores. A grande desvantagem desse critério é que, cedo ou tarde, nosso celular acaba se transformando na casa da mãe Joana, e, ao final, nos vemos obrigados a usar o sistema de buscas 90% das vezes.

Organização por cores

Embora pareça mentira, organizar os aplicativos pela cor de seus ícones pode ser extremamente eficaz se o usuário for minuciosamente disciplinado e tiver memória fotográfica (ou, melhor dizendo, cromática). Para colocar esse sistema em prática basta agrupar os apps de acordo com a cor de seus ícones (Facebook e Twitter, por exemplo, seriam colocados na mesma pasta). Assim, se torna mais fácil acessá-los, se sabemos bem a cor de cada um.

Deixar espaços livres e manter uma limpeza a nível visual

Embora não se trate exatamente de um método de organização, manter espaços vazios nas sucessivas telas, e não ter medo de acrescentar mais, pode ajudar a acelerar a velocidade de acesso aos aplicativos. Uma interface limpa faz com que seja muito mais fácil encontrá-los.

WhatsApp anuncia vídeos curtos no perfil e se aproxima do Snapchat

Aplicativo pretende voltar às origens, quando sua aposta era informar o status do usuário.

WhatsApp incorpora vídeos aos perfis dos usuários.WhatsApp incorpora vídeos aos perfis dos usuários.

O aplicativo de mensagens WhatsApppossibilitará a inclusão vídeos curtos nos perfis dos usuários, com os quais cada pessoa pode enriquecer o seu status.
Em vez de “No trabalho” ou “No cinema”, o usuário poderá agregar, já a partir desta segunda-feira, um vídeo ou GIF que melhor defina sua situação em cada momento, com o detalhe de que esse vídeo desaparecerá automaticamente em 24 horas.
Impossível não pensar no Snapchat, ao qual o Facebook parece não querer dar sossego. Primeiro foi o Instagram com o Stories, depois o próprio Facebook. Agora é a vez do WhatsApp, com o status.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

No entanto, seus criadores negam qualquer semelhança com os competidores. Jan Koum, CEO e cofundador do WhatsApp, explica no blog oficial da empresa as motivações que existem por trás dessa importante mudança.

E conclui que, na verdade, trata-se de voltar às origens. Koum recorda que o app, quando nasceu, mostrava somente o status dos usuários aos amigos. Depois evoluiu para o serviço de mensagens que todos conhecemos.

Por que é importante a incorporação de vídeos curtos? Por um lado, os usuários contarão com um alicerce adicional para entrar no aplicativo e repassar as novidades dos status de seus contatos (esse uso é a chave do sucesso do Snapchat).

Por outro lado, abre um campo para o Facebook monetizar de alguma forma o serviço no futuro.

É preciso destacar também que o WhatsApp melhora notavelmente o que o Snapchat oferece, já que esses vídeos serão criptografados de ponta a ponta do serviço, uma carência do popular app de vídeos curtos que tem sido alvo de duras críticas.

O lançamento da atualização coincide com o oitavo aniversário do WhatsApp, concebido em 24 de fevereiro de 2009. A nova função estará disponível a partir desta segunda-feira, tanto em dispositivos Android como no iPhone.

Notícias falsas: Como reconhecê-las antes de partilhar

Um passo a passo de checagem para não disseminar mentiras pelas redes sociais

Ron Burgundy’ (Will Ferrell) é que dava notícias confiáveis.
Ron Burgundy’ (Will Ferrell) é que dava notícias confiáveis.

As notícias falsas não são nenhuma novidade, mas nas últimas semanas falou-se muito sobre elas. Segundo alguns veículos de comunicação, esses boatos poderiam ter influenciado os resultados das eleições norte-americanas.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Embora a afirmação seja discutível, é fato que a campanha foi muito polarizada e teve, além disso, um elevado componente emocional: poucas vezes os candidatos geraram sentimentos tão confrontados como Donald Trump e Hillary Clinton, o que teria contribuído para que as notícias fossem ainda mais comentadas e compartilhadas. As autênticas e as falsas.

Os sites que teriam criado e distribuído essas mentiras teriam agido por motivação política, mas também econômica: essas matérias chamam a nossa atenção por serem mais sensacionalistas (exemplo: Clinton vendeu armas ao Estado Islâmico) e, além disso, como a notícia é inventada, o título não precisa competir com os de outros veículos sobre o mesmo tema.

Identificar uma notícia falsa nem sempre é fácil. Em caso de dúvida, estes são seis sintomas que deveriam pelo menos nos fazer suspeitar.

1. A notícia é boa demais para ser verdade. Em abril circulou uma citação de Dom Quixote que parecia se adequar com perfeição àquilo que alguns pensam sobre o partido espanhol Podemos. Falava inclusive de marionetes e cavalgadas, como se Cervantes tivesse antevisto a polêmica do último 6 de janeiro. Obviamente, tratava-se de uma falsa citação.

Também parecia quase perfeita a história de uma caçadora que posava com um leão que havia abatido e que, em plena gravação do vídeo, era atacada por outro leão, no que parecia um ato de justiça animal. Era, na verdade, parte de um experimento.

Às vezes, estas histórias têm origem em piadas, como a frase de Fidel, também falsa, em que dizia que Cuba reataria com os Estados Unidos quando este país tivesse um presidente negro, e o Papa fosse latino-americano. E, não, Castro tampouco disse que só morreria depois de assistir à destruição dos Estados Unidos.

De fato, e numa linha muito similar, muitas vezes são levadas a sério publicações assumidamente satíricas. A intenção de veículos como Sensacionalista e The Onion não é, nem de longe, enganar ninguém, e sim parodiar a atualidade (e seu tratamento jornalístico). Mas se não conhecermos o site, ou, pior, se for difundido em outro veículo sem perceber que se trata de conteúdo humorístico, corremos o risco de nos confundir.

Em geral, é preciso desconfiar de histórias que encaixam de uma forma tão perfeita que parecem pré-fabricadas. Em geral, são mesmo.

2. Não há fontes mencionadas. O melhor do boato do Quixote é que era facilmente comprovável: bastava ir ao site gutenberg.org, procurar a edição online do texto e fazer uma busca do fragmento. Por isso, a maior parte dos boatos e notícias falsas não menciona nenhuma fonte, o que dificulta seu rastreamento.

Por exemplo, um dos boatos mais compartilhados durante as eleições norte-americanas dava conta de que o papa Francisco apoiava Donald Trump. O texto falava de “meios de comunicação”, citava um comunicado sem links e, em algumas versões, chegava inclusive a incorporar declarações de “fontes próximas ao Papa”, mas sem dar nomes.

Também é preciso desconfiar se a fonte é alguma variante do clássico “um amigo de um amigo”. Ou seja, se são citados dados vagos, como “todo mundo conhece alguém que…” ou “já vi muitos casos de gente que…”. No mínimo, é muito possível que o autor esteja extrapolando a partir de casos episódicos, ignorando qualquer outra informação que contrarie sua versão.

Às vezes, atribui-se a declaração a um veículo para lhe dar credibilidade, como ocorreu com a também falsa declaração de Trump de que “os republicanos são os eleitores mais estúpidos”. Pelo menos nesses casos, pode-se recorrer à fonte citada para confirmar ou não a informação.

Como reconhecer uma notícia falsa antes de compartilhá-la com seus amigos
 Se o possível boato for uma foto, pode-se procurar a imagem no Google Images– usando inclusive filtros por data, para evitar o ruído gerado no buscador nos dias em que esse material é notícia. Às vezes, trata-se de fotos publicadas previamente e que nada têm a ver com a suposta notícia. Essa busca também pode ajudar a identificar montagens.

No caso de notícias sobre virais, como vídeos, fotos e outros, é importante que o veículo tenha conversado com o autor da publicação original. Às vezes, trata-se de conteúdo humorístico ou de montagens que podem ser levadas a sério quando tomadas fora de contexto.

3. O resto do site tampouco parece confiável. Se a notícia continua parecendo suspeita, outras três coisas podem ser comprovadas muito facilmente sem sair do site que a publicou:

  • O veículo. Obviamente, os veículos de comunicação convencionais também publicam notícias falsas, mas por engano e ocasionalmente, não de forma sistemática e porque seja parte do seu modelo de negócio, como ocorre em outros casos. Agora, é verdade também que, quando um veículo respeitado comete um erro desse tipo, as consequências são piores, porque em geral se confia mais nessa publicação.
  • Se não conhecemos o veículo, frequentemente basta dar uma olhada na capa para saber se o resto das suas notícias parecem confiáveis, ou se estamos diante de uma publicação satírica ou fanaticamente partidária. Segundo uma reportagem do Buzzfeed, essa última categoria difunde entre 19,1% e 37,7% de notícias falsas, enquanto nos veículos tradicionais analisados (CNN, ABC e Politico) o percentual não chegava a 1%.
  • A URL. Muitas notícias falsas sobre as eleições foram divulgadas por meio de sites que imitavam os endereços de veículos de comunicação, mas que não eram autênticos, como bbc.co em vez de bbc.com. Além disso, nas redes sociais, as contas podem ser identificadas: se aparece o selo azul ao lado do nome no Twitter e no Facebook, pelo menos sabemos que se trata da página oficial da publicação.

4. Não foi publicada em outros veículos. Se uma informação apareceu em outros veículos de comunicação, é menos provável que seja falsa. Obviamente, pode se tratar de uma notícia exclusiva, mas, mesmo nesses casos, é provável que outros veículos a repercutam. Por outro lado, não se pode descartar que o boato se reproduza sem que ninguém tenha tomado o cuidado de tentar confirmar sua veracidade.

No caso de informação política, uma boa ideia pode ser buscá-la também em veículos que tenham uma outra linha editorial. Mas a distorção não é necessariamente apenas da parte do veículo: muitas vezes, nós acreditamos naquilo em que queremos acreditar. É muito fácil questionar os boatos que contradigam as nossas ideias, mas não vemos nenhum inconveniente em dar como certos aqueles que as reforçam.

5. Lembra alguma coisa. Muitas dessas notícias seguem um esquema que já foi utilizado em outras ocasiões. Frequentemente, é possível até mesmo rastrear a origem dessas notícias falsas em lendas urbanas clássicas, como a história de Ricky Martin e a geleia, cuja primeira versão aparece em um relato humorístico dos anos 50.

Podemos lembrar, também, a carta falsa do prefeito de Zaragoza explicando que não proibiria a carne de porco nos restaurantes das escolas a pesar dos pedidos dos muçulmanos, um boato que já havia circulado na França e na Bélgica. Algo semelhante aconteceu com as histórias que diziam que o Facebook passaria a ser pago, assim como as correntes que ameaçavam com o fechamento do Messenger e do Hotmail. Em outras histórias, como a da suposta “camisinha armadilha”, encontramos analogias com mitos de várias culturas (a vagina dentada).

6. O Snopes a desmentiu antes. Este conselho aparece no final, mas bem poderia ser a primeira coisa a fazer. Este site é a principal ferramenta na hora de confirmar ou desmentir um boato, pelo menos em língua inglesa. Para mencionar alguns exemplos recentes, a origem do Black Friday não está na venda de escravos e Donald Trump não ganhou no voto popular, apesar do que disseram algumas notícias falsas. Há também alguns casos clássicos, como o das galinhas de quatro coxas da Kentucky Fried Chicken. O site também contém um banco de dados com os veículos que divulgam notícias falsas.

Logicamente, uma notícia pode ser autêntica e também engraçada. Ou pode seguir um esquema que lembre o de outras grandes histórias. Ou pode ser publicada em um veículo do qual não sabemos nada. Por vezes acontece de a realidade acabar imitando as lendas urbanas. Muitas boas atraem a atenção justamente por esses motivos. Mas quando vários desses indicadores aparecem juntos, convém no mínimo desconfiar.

Wire, a terceira via que quer ser a alternativa ao WhatsApp e Telegram

A notícia caiu como um balde de água fria: o Facebook exploraria comercialmente os dados e as comunicações do WhatsApp e, a quem não gostou, foi mostrada amavelmente a porta de saída.

Aplicativo Wire. GEMA G | EPV

Um “ou aceita ou saia”, que não agradou nada os usuários e muito menos as autoridades de alguns países da União Europeia que obrigou o gigante de Zuckerberg a cancelar essa medida.

Telegram foi o grande beneficiado por essa incerteza sobre a privacidade do usuário no WhatsApp, mas existe uma terceira alternativa que não para de ganhar usuários e que reúne o melhor desses serviços. Estamos nos referindo ao Wire.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

A empresa, radicada na Suíça e cujo produto possui o mesmo nome, criou um sofisticado aplicativo de troca de mensagens que reúne o melhor do WhatsApp e Telegram (e também do Mensagens em iOS), evitando ao mesmo tempo os defeitos desses aplicativos. O WhatsApp foi criticado, sem dúvida, por sua privacidade especialmente agora que o Facebook irá explorar comercialmente as comunicações, mas também pela ausência de ligações por vídeo.

O Telegram recebeu críticas por sua incapacidade de realizar ligações simples e por vídeo (o serviço preferiu focar unicamente nos chats) e, além disso, existe certa incerteza, já que esse serviço é gratuito e não prevê nenhuma forma de obtenção de ganhos no futuro.

Ou seja, os gastos de manutenção são pagos exclusivamente pelo magnata russo Pavel Durov e como o próprio confirmou categoricamente ao EL PAÍS ao ser perguntado sobre o modelo de negócios do serviço: “Não existe”.

Wire é gratuito e no futuro poderá ter ‘serviço premium

O Wire surgiu mais tarde e possivelmente com discrição, mas o aplicativo de mensagens soube aproveitar as circunstâncias multiplicando até quase por seis o número de usuários em sua Alemanha natal após o affaire do WhatsApp.

E o aplicativo se mostra ao mercado com argumentos de peso. Para começar, é totalmente gratuito e, segundo seus criadores, jamais terá publicidade e comercializará os perfis e os dados dos usuários.

Mas é um projeto que visa o lucro e seu modelo de negócios consistirá em dar serviços premium a sua crescente base de usuários. Um sistema sustentável que garantirá a continuidade do serviço e que acabará com as dúvidas sobre seu futuro.

“Nós nos centramos na privacidade do usuário e nunca a comprometemos para obter rendimento comercial. Não existe e não existirá publicidade e, com certeza, não venderemos dados do usuário a terceiros”, afirma Alan Duric, diretor técnico da Wire, tentando dissipar a incerteza criada por outros serviços. No futuro, planejam a incorporação de “serviços premium” e a entrada no mundo empresarial mediante “soluções seguras de comunicação”.

Permite anexar documentos, realizar ligações de vídeo e enviar GIF

Grátis, multi-plataforma (pode ser utilizado no computador, tablet e celular tanto iPhone como Android) e obcecado pela segurança. Por que todo mundo não usa o Wire? Os responsáveis por esse projeto que já emprega 50 pessoas acreditam em conquistar um nicho, especialmente tendo em vista a expansão vivenciada em apenas um mês na Alemanha.

O Wire oferece também ligações simples e por vídeo totalmente cifradas, a possibilidade de se rascunhar mensagens assim como o envio de arquivos anexos. O Wire suporta o envio de GIF e possui também filtro de áudio para os que pretendem se divertir enviando áudios.

Terá sucesso no futuro? É difícil saber uma vez que luta contra o peso do WhatsApp, mas os que querem buscar uma terceira via têm uma séria opção a considerar.
JOSÉ MENDIOLA ZURIARRAIN/ElPais

Cuidado com o pen drive ‘assassino’

tecnologiausb-killervirussegurancpainternetdadosEstá à venda um novo dispositivo que, ao ser conectado à porta USB de qualquer equipamento, destrói o aparelho.

Vivemos tempos incertos em relação à segurança de nossos equipamentos e à privacidade do usuário.

A ameaça vem agora na forma de um dispositivo, um pen drive aparentemente inocente que, no entanto, pode inutilizar qualquer computador de maneira definitiva em questão de segundos.

O dispositivo foi batizado com um nome bem sugestivo: USB Killer (assassino de USB); acaba de ser colocado à venda no mercado, e os estoques estão esgotados.
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Como esse dispositivo funciona exatamente? Do tamanho e formato de um pen drive, o USB Killer, quando conectado a uma porta USB, acumula parte da carga elétrica do próprio equipamento ao qual está conectado em capacitores e, em seguida, envia de volta essa carga de uma vez, danificando o computador.

Há duas más notícias neste particular dispositivo: a primeira é que repete esse ciclo de carregar e descarregar até que seja fisicamente desconectado do equipamento atacado, e a segunda é que qualquer dispositivo equipado com uma porta USB pode ser uma vítima potencial do USB Killer.

Seus criadores são um grupo de especialistas em segurança digital de Hong Kong e, aparentemente, a intenção do projeto é positiva. O USB Killer nasceu inicialmente, em 2015, como um dispositivo voltado para os fabricantes de computadores como uma ferramenta para checar a segurança dos produtos comercializados.

A ideia parecia nobre: a empresa venderia esses dispositivos de teste com o objetivo de permitir que os fabricantes reforçassem a segurança dos equipamentos, mas a verdade é que o interesse por eles diminuiu rapidamente, e hoje em dia, apenas um fabricante, a Apple, conta em seus computadores com um sistema que evita esse tipo de ataque.

“Pelo que pudemos verificar”, escrevem os criadores do USB Killer em seu blog, “à exceção da Apple, os demais fabricantes optaram por não proteger os seus usuários”. O projeto, que foi lançado com muita força e grandes perspectivas de futuro, veio subitamente por água abaixo com a aparente recusa por parte dos fabricantes de checar o grau de proteção apresentado por seus equipamentos com o uso desse dispositivo.

Esse grupo de empreendedores, porém, longe de jogar a toalha, decidiu promover uma virada inesperada: se os fabricantes os ignoravam, eles passariam essa ferramenta para as mãos dos próprios consumidores.

Acaba de ser lançado, e os estoques já estão esgotados

Mais uma vez, a abordagem parecia louvável: o próprio usuário poderia testar o seu equipamento para ver se ele é capaz de aguentar um ataque desse tipo. No entanto, parece evidente que nenhuma pessoa, em sã consciência, irá atacar os seus computadores para ver se o seu fabricante os protegeu ou não.

Enquanto se discute o aspecto ético deste empreendimento, seus criadores se adiantam às críticas argumentando que o seu produto visa a aprimorar a segurança e não a destruir equipamentos e comparando o seu eventual mau uso com o que se pode fazer com qualquer outro objeto, como “um martelo ou um tijolo”.

Os criadores se adiantam às críticas argumentando que seu produto visa a aprimorar a segurança e não a destruir equipamentos

De toda maneira, o USB Killer já está à venda a um preço de 49,95 euros (183 reais), embora os estoques não poderão ser repostos até meados deste mês. Resta saber se esse lançamento irá provocar alguma reação da parte dos fabricantes e se estes se disporão a proteger seus equipamentos diante desse tipo de ataque.
José Mendiola Zuriarrain/Elpais

A guerra entre as teles e as empresas da net

“A disputa é muito mais complexa do que o confronto de narrativas: de um lado, as teles, empresas do ‘mal’ que nadam em dinheiro e prestam um péssimo atendimento ao consumidor; do outro, as charmosas empresas da net, que tanto facilitam a minha vida”

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As autoridades europeias colocam o WhatsApp e outros aplicativos de mensagem na mira dos impostos e da pesada regulação do setor. A autoridade de telecom nos Estados Unidos, o Ofcom, decide que o conceito de neutralidade deve valer e joga pesado com as empresas de banda larga.
A histeria em torno do jogo Pokemón Go faz os diversos governos crescerem de tamanho na sua influência em tudo que circula na World Wide Web, com discussões que vão desde as estratégicas mercadológicas para aprimorar o Google Earth, o Google Street e o Google Maps, até teorias persecutórias de que todos nós estamos sendo monitorados, agora, também dentro de casa – não é isso que o jogo te pede para fazer ao acionar a câmera, o microfone, os seus contatos, a sua galeria de fotos?[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Enquanto o debate da privacidade esquenta além-mar, com o cerco que os Estados democráticos fazem aos padrões criptografados do WhatsApp, que impedem as autoridades policiais e/ou a Justiça de combater o crime arquitetado e construído dentro da rede, acessando o conteúdo das mensagens do zap.

Recentemente, na terceira página do diário francês Le Figaro, o ministro do Interior daquele país, Bernardo Cazeneuza, mandou um recado para as empresas de aplicativos na internet, como o Facebook e o WhatsApp: “A troca de mensagens deve poder ser identificada e prestar-se aos procedimentos judiciais”.

O futuro da internet parece cada vez mais desenhado: ser uma rede de natureza essencialmente comercial; assumir que a neutralidade de rede, ou o princípio da não distinção dos pacotes de dados – de alguma forma estará subjugada a essa maciça invasão da propaganda na internet; rever o novo conceito de privacidade e admitir que o grande Big Brother não são apenas os governos que podem persegui-lo, mas sim o mercado publicitário, que pretende devassar sua vida em busca do marketing digital mais perfeito.

O fato é que, no Brasil, não conseguimos avançar em desafios básicos no mundo da internet, ou, ainda pior, da já obsoleta telefonia fixa e, em breve, da móvel. Em resumo, a regulação brasileira de telecom sequer consegue garantir o cumprimento de preceitos básicos do serviço de telecomunicações no marco regulatório brasileiro: qualidade, modicidade das tarifas, continuidade.

Enquanto o mundo avança rapidamente para debates mais profundos sobre o uso da internet, em que regras serão instituídas, inclusive taxas, para as empresas “.com”, o Brasil caminha para um cenário de liberalização das regras das telecomunicações tradicionais, especialmente a telefonia fixa, que ainda exerce papel importante na sociedade brasileira, especialmente porque o apagão digital ainda atinge quase metade dos domicílios brasileiros.

Ou seja, antes de discutir o que são as empresas de internet, quais as regras que devem respeitar, a quem devem prestar contas no país e como pagar seus impostos ao Estado brasileiro, os governantes e reguladores devem se perguntar como migrar de um modelo analógico para uma sociedade digital em que a qualidade é tão importante quanto o acesso: comunicação hoje é essencial, é cesta básica em qualquer país do mundo.

O problema é que alguém precisa dar conta de que esse debate é para ontem.

Dias atrás fui a um ciclo de debates promovido pelo professor Márcio Aranha, na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília, em que o especialista em Telecomunicações, Murilo César Ramos, tentava, com perguntas, responder às questões que hoje assolam o setor de telecomunicações: como regular os serviços de internet, que não estão sob a jurisdição da Anatel, conforme a Lei Geral de Telecomunicações?

Como atender ao exponencial aumento do consumo de banda, ilustrada pelo sítio da Converge, que calcula em 6,8 milhões de horas de conteúdo assistidos em simulcast (streaming) nas Olimpíadas Rio 2016? Como pagar essa conta, sem adotar a franquia de dados na banda larga fixa, a exemplo do que já ocorre com a banda larga móvel? É como o consumo de água, explica o consultor e professor da disciplina “Internet, sociedade e mídia”, da UnB.

Ao confrontar-se com questões tão cruciais, o consultor admite que, muitas vezes, precisa dar uma carteirada para resolver o problema básico do péssimo atendimento ao consumidor prestado pelas operadoras de telecomunicações: às vezes só falando com o presidente!

Murilo afirma: estamos todos chacoalhados, e chocados, com a revolução digital que representa a internet, a ponto de ninguém dar conta de responder qual será o novo jeito de se comunicar, mas a única certeza é que a ausência de um projeto se deve à falta de propostas. Somente até o governo Lula, foram três tentativas de fazer uma lei convergente.

Hoje, as teles sabem que não podem competir com um Google nem se poderão competir neste milionário mercado de oferta de soluções para o uso inteligente da internet.

Atônitas, as teles assistem à queda lenta, segura e constante de suas receitas por voz, e apoiam projetos de lei, como o PL 3.452, de 2015¹ , de autoria do deputado Daniel Vilela (PMDB-GO), que abriu, na Comissão de Desenvolvimento Econômico, o debate sobre a troca da infraestrutura de telecomunicações do STFC que, teoricamente, pela Lei Geral de Telecomunicações, pertence ao Estado, por metas de investimentos das empresas na melhoria e modernização das atuais redes.

A proposta de lei também extingue o regime público de concessão da telefonia fixa, sem que exista, já em curso, um projeto de país no setor de telecomunicações. O consultor Murilo Ramos, profundo conhecer da área, denuncia que as mudanças em votação visam a atender interesses de sanear a empresa Oi, que não vai bem das pernas. E que nada garante que tais recursos serão revertidos em banda larga, seja para aumentar a infraestrutura, seja para criar um serviço que separe a infraestrutura das demais camadas de serviço, e imponha metas de cobertura da banda larga de médio e longo prazo, que pode ser operada pelas tradicionais teles.

De certo, temos o seguinte, tudo é muito mais complexo do que o chamado “confronto de narrativas” que prepondera hoje no setor: de um lado, as teles, empresas do “mal” que nadam em dinheiro e prestam um péssimo atendimento ao consumidor; do outro, as charmosas empresas da net, que tanto facilitam a minha vida.

Um amigo meu ficou encantado como a capacidade de sua mãe de abstrair a dor, o desespero e a desilusão de, mesmo que sitiada pela guerra em Aleppo, sua cidade natal, durante 5 dos seus 75 anos de vida, alegrar-se com as pequenas coisas. Além de suportar o cerco crescente e a destruição total em torno de si, Dona Susu reencontra vida e esperança ao ganhar seu primeiro smartphone, algumas semanas atrás.

De posse do novo brinquedinho, a cada 5 minutos, Dona Susu disparava mensagens de voz ao filho, demonstrando o encantamento por poder acompanhar o desenrolar da vida deles em Londres. “Meus netos estão lindos, mas manda ele cortar o cabelo”, dizia Dona Susu, num árabe perfeito e com ternura impensável para uma sobrevivente e testemunha inocente de como as revoluções podem ser disruptivas, seja para o bem, ou para o mal!

Onde o ódio separa e mata, a tecnologia pode unir e consolar.
Beth Veloso/Congresso em Foco

Cuidado com as fotos: o Facebook apagará pastas privadas

A rede social obrigará os usuários a utilizar Moments pelo “perigo” de publicação por engano das fotos particulares que existem em sua nuvem.

Assim é Moments

A melhor maneira de conseguir que os usuários adiram a um novo serviço é, sem dúvida, não dar opção a outra coisa, e disso o Facebook entende muito. A rede social aprendeu logo a lição do Messenger: primeiro foram recomendações, depois avisos insistentes e, por fim, a obrigatoriedade.

O colosso de Mark Zuckerberg quer agora que abracemos um novo aplicativo, batizado como Moments, e desta maneira simplesmente apagará uma pasta de fotos privadas que é sincronizada automaticamente a partir do celular.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Até hoje, e ao baixar o Facebook no celular, o sistema nos instava a sincronizar a postagem automática de fotos na rede social, de forma que as fotos que o usuário ia tirando fossem inseridas de forma automática quando o celular estivesse conectado a uma rede Wi-Fi.

Tratava-se de uma maneira simples de ir armazenando lembranças que, além disso, eram guardadas em uma pasta privada de onde poderia ser compartilhada facilmente com amigos ou familiares no Facebook. No entanto, os responsáveis pela rede social encontraram uma forma muito mais eficaz de compartilhar essas fotos e fizeram isso graças ao Moments.

Como no sistema anterior, o proprietário do celular não tem de fazer nada, já que todo o processo é automático. Mas esse aplicativo oferece uma série de avanços que, assim que forem conhecidos, não seria necessário forçar o usuário a adotá-lo.

Em primeiro lugar, Moments não cria uma pasta a mais no Facebook, pois as fotografias são armazenadas em um servidor ao qual só se pode ter acesso pelo aplicativo. Uma forma simples de evitar possíveis erros ao confundir as fotos privadas e públicas de nosso perfil na rede social, mas também de compartilhar e colecionar momentos em um entorno fechado.

Moments emprega para isso dois elementos: localização e data da fotografia e as pessoas que aparecem nelas. Combinando esses dois dados o sistema propõe um momento determinado para compartilhar e múltiplas maneiras de fazer isso, não só dentro do app, mas enviando um hiperlink de qualquer aplicativo de mensagem ou até em outra rede social.

Outra vantagem desse aplicativo é que outros usuários podem adicionar fotos a nossos momentos e, possivelmente, a melhor maneira de ver suas vantagens é um casamento: vários amigos utilizando o aplicativo criariam um mesmo álbum de casamento da perspectiva subjetiva de cada um.

Para forçar o usuário a utilizar esse novo aplicativo, o Facebook apagará em breve a pasta com as fotos privadas sincronizadas do celular. “As fotos que a pessoa sincronizou de modo privado a partir do telefone com o Facebook serão eliminadas em breve”, é a mensagem que cada usuário pode ler ao tentar acessar suas fotos sincronizadas.

Contudo, o Facebook não eliminará por completo essas fotografias, mas as colocará nos servidores do Moments, onde o usuário poderá recuperá-las assim que baixar o aplicativo, disponível para Android e para o iPhone.
JOSÉ MENDIOLA ZURIARRAIN