PECs, terrorismo, religiões e teorias conspiratórias

Indignação Blog do MesquitaTodo governo é um acinte à dignidade da raça humana. Desde Péricles.

E o mentiroso do Rousseau ainda empurrou nos incautos, via Contrato e Emílio, que seria ideal cada um abrir mão de parte de seu direito em benefício de todos. É a hora de perguntar: que todos cara pálida?

Leio as mais diferentes ilações sobre PECs, terrorismo, governantes “bonzinhos” e governantes “mauzinhos”, que tal religião é intolerante, aquela outra quer catequizar seus dogmas na marra, que há um plano urdido para a tomada de poder desse ou daquele Estado, por parte dessa ou daquela facção ideológica/política…

Se Obama é bonzinho, tolerante, etc. Se dois mensaleiros condenados, João paulo Cunha e José Genuíno, integram um depravada Comissão de Constituição e Justiça do Congresso Nacional, se o STF que usurpar poderes do legislativo e vice-versa; se as religiões pregam isso e aquilo, nesse momento é irrelevante.

Terrorismo é a mais covarde forma de atuação política. Nada o justifica, absolve ou redime.

A pergunta é: por que embora alertado pelo serviço de inteligência Russo desde há dois anos, sobre os irmãos Chechenos, o FBI não acompanhou as andanças da dupla?

Não tem plano nenhum. Tudo isso é jogo de cena para produzir condições de barganhas. Esses embusteiros bananas são incapazes de planejar nada. Todos são vacas de presépio. Do Obama ao chefe de alguma tribo perdida nos confins da savana. Vão agindo no imediatismo dos interesses pessoais e dos grupos canalhas que os apoiam. Vai ter golpe nenhum. Não interessa ao capital – que é quem manda pra valer; mídia, religiões e bancos – mudar essa bagunça.

Todo governo é uma praga e governantes só agem em função da próxima eleição.


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A marcha da insensatez – Chechenia

Atentado na província separatista da Chechenia – Rússia
Foto: Paul Lowe/Panos Pictures

Nota do editor

Tenho ao longo desses 6 anos do blog recebido perguntas sobre o porquê dos títulos de algumas seções.

A marcha da insensatez é um deles.

Explico: coloco nesses ‘posts’ fotos que demonstrem a insensatez do ser humano nas mais diferentes situações, povos e países.

A minha referência para alertar sobre a estupidez das ações humanas, é o livro “A Marcha da Insensatez – De Troia ao Vietnã” — José Olympio Editora —, da historiadora norte americana, já falecida, Barbara Tuchman. Aliás, um livro essencial em qualquer biblioteca,

Se ainda viva fosse a excepcional historiadora, talvez o subtítulo do livro fosse “De Troia à Palestina”.

“Pesquisando com rigor vasto espectro de documentos históricos, a autora traça e registra nesse livro, um dos mais estranhos paradoxos da condição humana: a sistemática procura pelos governos, de políticas contrárias aos seus próprios interesses.”

Considerada a mais bem sucedida historiadora dos Estados Unidos, Barbara Tuchman, ganhadora do Prêmio Pulitzer, é autora de clássicos como: The Guns of August, The Proud Tower, Stilwell and the American Experience in China, A Distant Mirror e Pratcting History.

Terrorismo. As mulheres bombas

A volta das camicases chamadas de viúvas-negras.
Blog Walter Maierovitch

O segundo da hierarquia alqaedista, o egípcio Al Zarkawi, recomendou, dois anos atrás, que as mulheres se preocupassem com os combatentes e os filhos.

Pelo jeito, tudo mudou e as mulheres, da Palestina ao Curdisdão, da Chechênia ao Sri Lanka, estão sendo, cada vez mais, empregadas como camicases.

Ontem, no Iraque, a Al Qaeda empregou cinco mulheres camicases em ataques, a causar 57 mortes: três ataques em Bagdá e um em Kirkuk (norte).

Cobertas da cabeça aos pés com panos negros, as camicases conseguiram escapar da vigilância que atua na identificação de suspeitas do sexo feminino.

Desta vez, a Al Qaeda mirou em xiitas e curdos, a mostrar o quanto era falso o discurso de Al Zawahiri ao conclamar a união de todos os islâmicos. Lógico, sob a liderança e ordens da Al Qaeda.

No momento, a Al Qaeda, pela perda de espaço aos xiitas e curdos no Iraque, aposta num conflito inter- étnico de grande dimensão.

Na capital Bagdá, o ataque camicase, a envolver três mulheres, ocorreu quando os xiitas estavam em peregrinação ao mausoléu de Moussa al Kadhimi. Ocorreram 30 mortes, incluídos vítimas idosas e crianças, e uma centena de feridos.

Em Kirkuk, norte do Iraque, uma mulher-bomba explodiu quando estava sendo realizada uma manifestação promovida pelos curdos: 25 mortos e 180 feridos.

Especialistas em terrorismo tentam uma explicação para o envolvimento das mulheres, que substituem os camicases do sexo masculino. A explicação dos 007 da CIA é parcial e propagandista, no sentido de que os combatentes homens são bem vigiados e se afastam dessas operações.

A melhor e a mais isenta análise conclui pela vingança (“revenge”) das mulheres, que, depois de perderam filhos, maridos e familiares, partem para o confronto.

O certo é que as mulheres usadas como camicases têm entre 15 e 35 anos, provém de áreas pobres e já tiveram familiares jihadistas mortos.

PANO RÁPIDO. Relatório enviado na semana passada à Casa Branca dá conta que, em 2007, foram oito atentados com camicases em todo o Oriente Médio. Esse número já triplicou no primeiro semestre de 2008.