Se a internet não é confiável, por que a mídia a idolatra?

Internet Blog do MesquitaRedes e enredamentos

O Globo prestou um enorme favor ao governo federal ao denunciar com enorme estardalhaço o monitoramento americano do conteúdo da internet brasileira (primeira página, 7/7).

Ainda atrapalhado com a implementação dos pactos & pacotes para atender as exigências das ruas (sobretudo no tocante à reforma política), o governo federal – embora laico e secular – deve ter dado graças a Deus pela inesperada dádiva.

Outros governos haviam repudiado com veemência a interferência da NSA com base nos dossiês vazados por Edward Snowden, o ex-agente do órgão máximo da segurança americana ora confinado em um aeroporto de Moscou.

Mas a menção específica ao Brasil no topo do ranking dos países mais espionados do continente acionou a arcaica usina de ressentimentos anti-ianques, um dos motores da política brasileira nos últimos setenta anos.

A revelação de Snowden teve o mérito, entre outros, de tornar público o descalabro que reina em nosso ciberespaço. E não apenas no tocante à proteção contra a xeretagem internacional.

Quando o ministro da Defesa, o embaixador Celso Amorim, confessa sem meias palavras, em audiência pública, que não usa a internet para assuntos importantes, ele oferece um duplo e arrasador atestado.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

De inconfiabilidade a um sistema que ninguém ousara contestar e de incompetência a todos os que, de alguma forma, administram a comunicação digital no Brasil. Tanto na esfera pública como privada.

O ministro não descobriu a pólvora – foi apenas inequívoco e sintético. Como ele, muitos militares, diplomatas, cientistas, ministros, políticos, empresários e autoridades policiais deixaram de usar a internet há algum tempo. Os delinquentes antes de todos.

Também nós, comuns mortais, usuários do maravilhoso mundo das conexões e da interatividade, começamos a enxergar as armadilhas embutidas no sistema.

Nos dois últimos dias, este observador recebeu em sua caixa postal algumas convocações gravíssimas, todas fajutas, fraudadas, usando timbres e identificações de agências governamentais e poderes públicos que não poderiam ser violados. Mas foram.

Isso acontece todos os dias, com toda gente. Coisa de hackers pés de chinelo. Colegas chineses mais refinados violaram as contas dos cartões de crédito de Michelle Obama, primeira-dama dos EUA. Com um inocente pen drive, sofisticados agentes americanos contaminaram o sistema de computadores das usinas nucleares iranianas.

O hacker é filho dos relativismos da era moderna. Hackers que cansaram de ser hackers tornam-se denunciadores de graves violações de direitos humanos. Como Snowden. Outros preferem ganhar milhões como seguranças de sistemas digitais.

A mídia encheu a bolha e agora terá que conviver com ela vazia

A confissão-denúncia do ministro da Defesa pega em cheio nossa mídia, especialmente a “tradicional”, impressa ou eletrônica.

Ao longo da última década, nossos jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão entregaram-se ao delírio digital, o nada admirável mundo binário, a mais formidável bolha da história da humanidade.

A mística de que redes sociais e aplicativos podem corrigir o mundo e salvar a humanidade começa a exibir suas insuficiências.

A entrevista na Folha de S.Paulo com o militante europeu anti-Facebook Max Schrems [ver aqui] está atrasada alguns anos. Poderia ter evitado que uma geração inteira abrisse mão de sua intimidade em favor de uma visão simplista de comunhão e comunidade.

Atrasada ou não, a entrevista é bem-vinda. Sinaliza uma mudança de atitude: da passividade genuflexa a um questionamento proativo.

Na corrida novidadeira, mídia e mediadores não se deram conta de que convertiam ferramentas em divindades. Ferramentas em altares produzem panaceias e idolatrias.
Alberto Dines/Observatório da Imprensa

Comissão da Verdade é admitida pelos militares

Celso Amorim recebe carta branca das Forças Armadas para aprovar Comissão da Verdade no Congresso.

O novo ministro da Defesa, Celso Amorim, recebeu carta branca dos comandantes de Marinha, Exército e Aeronáutica para negociar no Congresso a aprovação da Comissão da Verdade, que deve buscar informações sobre pessoas desaparecidas na ditadura militar.

O acordo, segundo o assessor especial da Defesa, José Genoino, prevê que seja aprovado o texto encaminhado pelo governo, sem alterações, e respeitando integralmente a Lei de Anistia, referendada por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Com o aval dos comandantes militares, Genoino começou na última segunda-feira um périplo pelo Congresso atrás de apoio de governistas e oposicionistas para concluir a votação do texto ainda em setembro, tanto na Câmara quanto no Senado.

A ideia é impedir o debate em comissões e permitir que a matéria seja votada, em regime urgência urgentíssima, diretamente nos plenários de Câmara e Senado.

Tudo será feito em acordo entre todas as partes

– Recebi a determinação do ministro Amorim para conversar com todos os líderes.

Isso ocorreu depois que os comandantes procuraram o ministro para dizer que estavam de acordo com a aprovação da Comissão da Verdade, considerando o texto idêntico ao que foi enviado pelo governo ao Congresso.

Não é uma comissão persecutória ou jurisdicional, mas sim de busca da memória – advertiu Genoino.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O assessor da Defesa explica que a aprovação do texto original fora avalizada ainda na gestão de Nelson Jobim. Porém, como houve troca do comando, se fez necessária nova consulta.

De acordo com Genoino, governistas e oposicionistas estão de acordo para aprovar a comissão em sessão extraordinária. Assim, o progresso da proposta no Congresso não será atrapalhado pela disputa política entre governo e oposição.

– Esta é uma questão de estado, suprapartidária. Já conversei com praticamente todos os líderes. Há poucas resistências, individuais. Não creio que tenhamos maiores obstáculos (para a aprovação) – prevê.

As resistências estão concentradas no Psol e um pequenos grupos das bancadas do PT e PSB, que ainda buscam alterações no texto para que a comissão da verdade possa reabrir processos de tortura. Entretanto, esse não é o desejo da Defesa, nem teria o apoio dos comandantes das três Forças.

Nos próximos dias, governo e oposição devem decidir o nome dos relatores nos plenários da Câmara e do Senado.

Em março, O GLOBO revelou que os militares estavam em desacordo com a aprovação da proposta, reação expressa em carta, que gerou desconforto no governo.

Depois do episódio, a presidente Dilma Rousseff determinou que a defesa da comissão fosse feita ostensivamente pelos ministros do governo.

Além de Amorim, os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, integram o grupo de articulação para aprovar o texto encaminhado pelo Planalto.

José Genoino ainda reafirmou o interesse do governo brasileiro em discutir a retirada gradual das forças das Nações Unidas que atuam no Haiti.

Pontuou, no entanto, que a decisão cabe à ONU, que vai discutir o assunto em outubro, nos Estados Unidos.

Roberto Maltchik/O Globo

Carta do General Lessa para Nelson Jobim

Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 13 de agosto de 2011.

“A idéia da criação do Ministério da Defesa, dadas as circunstâncias sob as quais vicejou em nosso País, é, por si mesma, o triunfo dos “políticos” – quando não somente a submissão irrefletida aos ditames supranacionais – e impôs-se em processo que, por si mesmo, desmoralizou as FFAA, desmoralizando e, por fim, extinguindo o EMFA em suas funções, e liquidando a ideia de uma Política do Estado ao implodir os Ministérios Militares”. (Vânia L. Cintra)

A Agenda Internacional de Segurança apregoada pelos “especialistas” da OTAN moldou a Lei de Defesa Nacional (Lei n° 29/82, de 11 de Dezembro de 1082) que estabeleceu a nova organização das Forças Armadas e a criação do Ministério da Defesa, submetendo os antigos Ministérios Militares ao controle civil. Desde então, sucessivos governos, vassalos das diretrizes militares Norte-americanas tem determinado um corte dramático nos gastos com a defesa e nomeado civis totalmente despreparados e incompetentes para conduzir sua política de Defesa Nacional. Nestas três décadas, os “Sargentos Tainhas” colocaram nosso país, a sétima economia do mundo, num perigoso patamar nivelando-nos a países de quinta categoria.

Muitas foram as manifestações a respeito da nomeação de Amorim para a pasta da Defesa, uma, em especial, quero repartir com os leitores – a Carta do General-de-Exército Luiz Gonzaga Shroeder Lessa, ex-comandante do Comando Militar da Amazônia e do Comando Militar do Leste, palestrante renomado sobre as questões que afligem a Amazônia Brasileira e um paradigma para todos os brasileiros.

– Carta ao Senhor Jobim

Fonte: Luiz Gonzaga Schroeder Lessa, 12 de agosto de 2011

Como era natural, o senhor se foi, sem traumas, sem solavancos, substituído quase que por telefone, não durando mais do que cinco minutos o seu despacho de despedida com a presidente, que, de forma providencial, já tinha até o seu substituto definido. Surpreso? Nem tanto.

Substituição aceita com a maior naturalidade, pois ela é parte da rotina militar.

O senhor talvez esperasse adesões e simpatias que não ocorreram, primeiro, pela disciplina castrense e, depois, pelo desgaste acumulado ao longo dos seus trágicos 4 anos de investidura no cargo de ministro da defesa. E como um dia é da caça e outro do caçador, o senhor foi expelido do cargo de forma vergonhosa, ácida, quase sem consideração a sua pessoa, repetindo os atos que tantas vezes praticou com exemplares militares que tiveram, por dever de ofício, a desventura de servir no seu ministério (veja que omiti a palavra comando, porque o senhor nunca os comandou).

O desabafo à revista Piauí, gota d’água para a sua saída, retrata com fidelidade e até mesmo estupefação o seu ego avassalador, que julgava estar acima de tudo e de todos, a prepotência, a arrogância e a afetada intimidade com os seus colaboradores no trato dos assuntos funcionais, o desconhecimento dos preceitos da ética e do comportamento militar, a psicótica necessidade de se fantasiar de militar, envergando uniformes que não lhe cabiam não apenas por seu tamanho desproporcional, mas, também, pela carência de virtudes básicas, como se um oficial-general se fizesse unicamente pelos uniformes, galões e insígnias que usa, esquecendo que a sua verdadeira autoridade emana dos longos anos de serviços prestados à Nação e da consideração e do respeito que nutre pelos seus camaradas. O senhor, de fato, nunca a entendeu e nunca foi compreendido e aceito pela tropa, por faltar-lhe um agregador essencial – a alma de Soldado.

Sua trajetória no Ministério da Defesa foi a mais retumbante desmistificação daquilo que prometeu realizar.

Infelizmente, as Forças Armadas ficaram piores, ainda mais enfraquecidas. Suas promessas de reaparelhamento e modernização não se realizaram. Continuam despreparadas para cumprir as suas missões e, na realidade, são forças desarmadas, só empregadas no cumprimento de missões policiais, muito aquém das suas responsabilidades constitucionais.

A Marinha poderá até apresentar um saldo positivo no seu programa de submarinos, mas a força de superfície está acabada, necessitando de urgente renovação, que não veio. A Aeronáutica prossegue sonhando com os modernos caças com que lhe acenaram, programa que desafia a paciência e aguarda por mais de 10 anos. O Exército parece ser o que se encontra em pior situação no tocante ao seu equipamento e armamento, na quase totalidade com mais de 50 anos de uso. Nem mesmo o seu armamento básico, o fuzil, teve substituto à altura. Evolução tecnológica, praticamente, nenhuma. O crônico problema salarial que, por anos, atormenta e inferioriza os militares que são tratados quase como párias, não teve uma programação que pretendesse amenizá-lo. A Comissão da Verdade, em face da sua dúbia atitude, é obra inconclusa, que tende a se agravar como perigoso fator desagregador da unidade nacional

O que fez o senhor ao longo desses quatro últimos anos para reverter essa situação, Sr Jobim. Nada! Só palavrório, discursos vazios, promessas que não se cumpriram, enganações e mais enganações. Mas sempre teve a paciência, a lealdade e a fidelidade dos Comandantes de Força.

A Estratégia Nacional de Defesa é o maior embuste que tenta vender. Megalômana, sem prazos e recursos financeiros delimitados por específicos programas governamentais, é um documento político para ser usado ou descartado ao sabor das circunstâncias, como atualmente ocorre, quando é vítima dos severos cortes orçamentários impostos às Forças Armadas, que inviabilizam os seus sonhos de modernização. Mal sobram recursos necessários para a sua vida vegetativa.

O caos aéreo que prometeu reverter com a modernização da infra-estrutura aeroportuária só fez crescer e ameaça ficar fora de controle.

Você (como gosta de chamar os seus oficiais-generais) foi um embuste, Jobim.

Por tudo de mal que fez à Nação, enganando-a sobre o real estado das Forças Armadas, já vai tarde. Vamos ficar livres das suas baboseiras, das suas palavras ao vento, das suas falácias, das suas pretensões de efetivamente comandar as Forças Armadas, mesmo que para isso tivesse que usurpar os limites constitucionais.

Você parte amargando a compreensão de que nada mais foi do que um funcionário “ad nutum”, como todos os demais, demitido por extrapolar os limites das suas atribuições. A contragosto, é forçado a admitir que o verdadeiro comandante das Forças Armadas é a Presidente Dilma que, sem cerimônia, não tem delegado essa honrosa missão exercendo-a, por direito e de fato, na plenitude da sua competência.

Você acusou o golpe. Não teve, nem sequer, a disposição de transmitir o cargo que exerceu. Faceta da sua personalidade que a história saberá julgar.

Como no Brasil tudo o que está ruim pode ficar ainda pior, vamos ter que aturar o embaixador Amorim, que por longos 8 anos deslustrou o Itamaraty e comprometeu a nossa tradicional e competente diplomacia. Sem afinidade com as Forças, alheio aos seus problemas e necessidades mais prementes, com notória orientação esquerdista, só o tempo dirá se a sua indicação valeu a pena.

No fundo, creio mesmo que só ao Senhor dos Exércitos caberá cuidar das nossas Forças Armadas.

Wikileaks: Assange diz que ainda não revelou 1% dos documentos que tem

Assange, o criador do WikiLeaks, sai da prisão, diz que a publicação dos documentos continuará, “não revelei nem 1 por cento do que tenho acumulado”. Assim, pelo menos 17 anos de sensação, de demolição da “diplomacia”.

O homem que revolucionou o mundo e acabou definitivamente com a diplomacia “falastrona e de punho de rendas”, foi solto em Londres, ameaçado nos EUA. Retirado da prisão por amigos, inimigos querem logo devolvê-lo ao intempestivo silêncio.

Tentam processá-lo “por uma porção de fatos”, só não explicam quais. Falsificou documentos?

Criou e atribuiu a diplomatas frases e conceitos que não são deles? Apenas revelou 250 mil confidências tolas e criminosas de “representantes americanos”. Para eles, Julian Assange se transformou no calcanhar de Aquiles, querem inutilizá-lo pelo tornozelo. Não faz sentido, nem processo haverá.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O WikiLeaks destroçou a diplomacia brasileira, na questão da cobertura dada ao aventureiro e doidivanas Zelaya, de Honduras. Textual: “O Brasil não estava preparado, nem sabia o que fazer, queriam transformar Zelaya em mártir”.

Na época, critiquei diariamente não só o chanceler Amorim, mas o próprio governo Lula, pelo espetáculo vergonhoso. (Aqui mesmo, no blog, muitos defenderam Zelaya e Amorim, absurdo).

Ele não pediu asilo, não fez qualquer gestão, mesmo porque não tinha nenhuma representatividade.

Seu caso era inédito, fui praticamente o único a revelar o que o fato tinha de escabroso e desmoralizador para a diplomacia brasileira.

Zelaya não “invadiu” a Embaixada brasileira, entrou pela porta da frente, com uma centena de “auxiliares”, ficou lá o tempo que quis ou bem entendeu. As televisões do mundo, diariamente apresentavam Zelaya com aquele chapelão de idiota e o charutão de Al Capone (de terceiro time), zombando do Brasil.

Desde o início, defendi e aplaudi Assange, nenhum mérito, não podia fazer outra coisa. Só que estava custando a chegar ao Brasil. Nossa rota territorial pode até ser distante, mas o trajeto moral e nada profissional é uma constante na vida e na carreira de Celso Amorim.

Na década de 80, denunciei o escândalo-escandaloso (não é redundância e sim reafirmação) da Embrafilme. Era o fim da ditadura, não havia mais censura, quase que diariamente denunciava tudo, com informantes maravilhosos.

Um dos maiores dessa cúpula “avassaladora”, precisamente Celso Amorim. Corriam para tirar o jornal de todas as bancas do Rio, não podiam nem examinar outras “providências”.

Meus parabéns a Assange e seu notável WikiLeaks. Notável e infindável.

***

PS – Ao sair da prisão (mas praticamente continuando nela, é o pavor da diplomacia, e portanto de todos os países, principalmente os maiores), Assange afirmou: “As publicações continuarão, mesmo que eu esteja preso”.

PS2 – Concluiu: “Ainda não publiquei NEM 1 POR CENTO DOS DOCUMENTOS”.

PS3 – Digamos que só tenha divulgado realmente, nesses dois meses em que revolucionou o mundo, esse 1 por cento. Teria então, material ainda para 17 anos. Isso com 1 por cento de dois em dois meses. Fora os documentos que iriam chegando.

PS4 – A diplomacia do mundo tem que viver mesmo aterrorizada.

Hélio Fernandes/Tribuna da Imprensa

Lula e a lista da revista Times

Para os que torcem contra e para os que apostavam que Lula não ficaria 1 ano no poder – não esquecer o Mário Amato, a cassandra invertida, que previu a fuga em massa do empresário brasileiro caso Lula fosse eleito –  a lista da revista Times deve ser alguma manobra escusa do PT.

Para os de bom senso, mesmo que opositores do chefe dos Tupiniquins, é o reconhecimento do mérito da atuação do Presidente brasileiro.

Confira abaixo algumas opiniões a respeito.

O Editor



Da ironia à alegria – políticos reagem a título da Time dado a Lula

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Veja abaixo a reação de alguns políticos à inclusão de Lula na lista dos 25 líderes mais influentes do planeta:

“Com Lula, o Brasil ganhou importância política e econômica no exterior. Esse reconhecimento do mundo da liderança do Lula e agora pelo Time é motivo de comemoração.”Deputado Cândido Vaccarezza (PT/SP), líder do PT na Câmara

“Deve ser uma demonstração de simpatia pelo Brasil, pela origem do presidente, pelo seu passado tão bonito, enfim… Eu sou diplomata de carreira e não estou aqui para oba-oba, não faço parte de claque, de bateção de palma, não sou cabo eleitoral. Sei o que estou falando. Líder influente é o que mexe com o balance of power. Aproveito para dizer que a política externa está totalmente equivocada.” Senador Artur Virgílio (PSDB/AM), líder do PSDB no Senado

“Lula está sendo reconhecido porque realiza um esforço de grande relevância pela paz mundial.” Senador Eduardo Suplicy (PT/SP)

“Eu fico encantado. Estamos vivendo uma época inédita na história do Brasil. Por outro lado, Obama andou tomando atitudes duras lá. A popularidade dele vem caindo. O pessoal, para não deixar o Obama ganhar, votou no Lula.” Senador Pedro Simon (PMDB/RS)

“Para vocês é alguma surpresa?” Celso Amorim, Ministro das Relações Exteriores, respondendo aos jornalistas sobre a lista de Time.

“O presidente Lula é muito maior que qualquer um destes cargos.” Celso Amorim, perguntado se o título ajuda Lula a ser escolhido Secretário Geral da ONU.

“É bom para o Brasil que ele seja reconhecido desta maneira. E é algo que não temos porque não comemorar. Muito bem, presidente! Temos certeza de que o presidente Lula é alguém que tem liderança, que se impõe como líder aqui no Brasil e fora dele. Mas não temos necessariamente de concordar com muitas coisas que ele faz aqui e outras que faz lá fora. São coisas diferentes.” Senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB

blog da Chritina Lemos

Olimpíadas 2016. Possíveis causas para a vitória do Rio

A banda gaiata dos Tupiniquins já havia identificado como um dos principais fatores que contribuiu para vitória do Rio para sediar as olimpíadas, foi a ausência do Galvão Bueno na transmissão do evento em Copenhague.

Como até as carmelitas descalças sabem, o pé frio da TV Globo transmite de tudo. Até campeonato de cuspe à distância e arremesso de caroço de azeitona.

Outras línguas ferinas afirmam que o mais importante foi dona Mariza Letícia não ter feito discurso para rivalizar com a Michelle Obama.

Pois o ferino Reinaldo Azevedo encontrou mais um fato que contribuiu para a vitória do Rio. Leiam aí abaixo o que o terror dos petralhas postou no blog dele, Reinaldo:

Sem Amorim, chances de vitória sempre aumentam

Por que o Rio venceu? Porque o Megalonanico ficou longe da parada. Celso Amorim não participou nem da corrida pela Copa do Mundo nem da corrida pelas Olimpíadas. O país perdeu todas as disputas internacionais de que ele cuidou. Na área dos esportes, ele não se meteu. E aí a coisa andou.

Conselho de Segurança da ONU condena cerco à embaixada brasileira em Honduras

Órgão exigiu que o sítio à representação brasileira seja interrompido.

Prédio está cercado desde segunda por tropas leais ao governo interino.

O Conselho de Segurança da ONU condenou nesta sexta-feira (25) o cerco da Embaixada do Brasil em Honduras e exigiu que ele seja imediatamente interrompido.

A sede da diplomacia brasileira está cercada desde segunda-feira, quando o presidente deposto Manuel Zelaya voltou de surpresa à capital, Tegucigalpa, e abrigou-se na Embaixada do Brasil, gerando uma crise política e diplomática.

“Nós condenamos os atos de intimidação contra a Embaixada do Brasil e exigimos que o governo de facto de Honduras cesse o certo”, disse a repórteres a embaixadora norte-americana para a ONU, Susan Rice, que atualmente preside o conselho.

A reunião, que ocorreu a pedido do Brasil, ateve-se ao tema da segurança da representação diplomática e não tocou no assunto do futuro político de Honduras.

O chanceler Celso Amorim críticou a situação humanitária da embaixada. O chanceler também pediu ao presidente de fato de Honduras, Roberto Micheletti, que respeite a Convenção de Viena sobre a inviolabilidade das sedes diplomáticas.

“É imperativo que o regime de Honduras cumpra a Convenção de Viena sobre a inviolabilidade das representações diplomáticas”, disse Amorim no conselho.

do G1

Entenda a crise política em Honduras

Brasil já tem tecnologia para desenvolver bomba atômica

Tupiniquins pegai vossas bordunas que a coisa tá prometendo.

Não sei como é que fica essa estória aí, uma vez que o  Brasil assinou um acordo de não proliferação de armas nucleares. Nunca antes na história “destepaiz” houve algum início de que vai rompê-lo.

Pode ser que isso, a notícia abaixo, seja somente mais uma jogada de marketing político pra “cutucar” o doidivanas do Caribe. O Chávez, que anda perambulando lá pras bandas do Irã, gêmeos nos desvairados?, anda espalhando que a Venezuela tem tecnologia pra desenvolver artefatos nucleares. Dizem os gaiatos de plantão que tal artefato venezuelano é um prato de feijão com ovos e repolho. Outros, que para destruir qualquer país é só exportar os políticos brasileiro. Isso sim é que é uma bomba de alto poder destrutivo.

Já Zé Bêdêu, o derradeiro abestado crédulo da Praça do Ferreira, em Fortaleza, com a candura de um buldog, sugere que o teste da bomba seja feito em Brasilia. Preferencialmente sobre o congresso em dia de sessão.

“Ô raça”!

PS. Se o documento é sigiloso como é que foi parar na boca do povo?

O editor

Uma revolucionária tese de doutorado produzida no Instituto Militar de Engenharia (IME) do Exército – Simulação numérica de detonações termonucleares em meios Híbridos de fissão-fusão implodidos pela radiação – pelo físico Dalton Ellery Girão Barroso, confirma que o Brasil já tem conhecimento e tecnologia para, se quiser, desenvolver a bomba atômica. “Não precisa fazer a bomba. Basta mostrar que sabe”, disse o físico.

Mantida atualmente sob sigilo no IME, a pesquisa foi publicada num livro e sua divulgação provocou um estrondoso choque entre o governo brasileiro e a Agência Internacional de Energia Atômica (AEIA), responsável pela fiscalização de artefatos nucleares no mundo inteiro.

O pesquisador desenvolveu cálculos e equações que permitiram interpretar os modelos físicos e matemáticos de uma ogiva nuclear americana, a W-87, cujas informações eram cobertas de sigilo, mas vazaram acidentalmente.

Barroso publicou o grosso dos resultados da tese no livro A Física dos explosivos nucleares (Editora Livraria da Física, 439 páginas), despertando a reação da AIEA e, como subproduto, um conflito de posições entre os ministros Nelson Jobim, da Defesa, e Celso Amorim, das Relações Exteriores.

A crise vinha sendo mantida em segredo pelo governo e pela diplomacia brasileira.

A AIEA chegou a levantar a hipótese de que os dados revelados no livro eram secretos e só poderiam ter sido desenvolvidos em experimentos de laboratório, deixando transparecer outra suspeita que, se fosse verdade, seria mais inquietante: o Brasil estaria avançando suas pesquisas em direção à bomba atômica.

A AIEA também usou como pretexto um velho argumento das superpotências: a divulgação de equações e fórmulas secretas, restritas aos países que desenvolvem artefatos para aumentar os arsenais nucleares, poderia servir ao terrorismo internacional.

Os argumentos e a intromissão da AIEA nas atividades acadêmicas de uma entidade subordinada ao Exército geraram forte insatisfação da área militar e o assunto acabou sendo levado ao ministro da Defesa, Nelson Jobim.

No final de abril, depois de fazer uma palestra sobre estratégia de defesa no Instituto Rio Branco, no Rio, Jobim ouviu as ponderações do ministro Santiago Irazabal Mourão, chefe da Divisão de Desarmamento e Tecnologias Sensíveis do MRE, numa conversa assistida pelos embaixadores Roberto Jaguaribe e Marcos Vinicius Pinta Gama. A crise estava em ebulição.

Jobim deixou o local com o texto de um documento sigiloso entitulado Programa Nuclear Brasileiro – Caso Dalton, entregue pelo próprio Mourão. Mandou seus assessores militares apurarem e, no final, rechaçou as suspeitas levantadas, vetou o acesso da AIEA à pesquisa e saiu em defesa do pesquisador.

Num documento com o carimbo de secreto, chamado de Aviso 325, ao qual o Jornal do Brasil teve acesso, encaminhado a Celso Amorim no final de maio, Jobim dispara contra a entidade.

“A simples possibilidade de publicação da obra no Brasil e sua livre circulação são evidência eloquente da inexistência de programa nuclear não autorizado no País, o que, se fosse verdade, implicaria em medidas incontornáveis de segurança e sigilo”, criticou o ministro no documento.

De Vasconcelo Quadros – Portal Terra

Dilma Rousseff e Celso Amorim têm currículos acadêmicos falsos

Dilma deve uma explicação

Reportagem na próxima [edição da revista] “Piauí” questiona o currículo de Dilma divulgado pelo site da Casa Civil. Ali se informa que ela é mestre em teoria econômica e doutoranda em economia monetária e financeira pela Unicamp. A universidade disse à revista que não há registro de matrícula no mestrado e que o doutorado foi abandonado.

De Renata Lo Prete – Folha de S. Paulo


Celso Amorim: Traído pela ambição

Depois do post sobre a pós-graduação que o neto de José Sarney diz ter feito, mas não fez, recebi várias dicas de personagens que também ostentam títulos que não têm.

Um deles é o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Seu currículo na página do Itamaraty na internet diz que o chanceler tem doutorado em ciência política pela London School of Economics (LSE).

Em artigos para a imprensa, o ministro também usa o título “doutor em ciência política pela LSE”. Mas a informação que obtive da própria escola, por email, é que Amorim nunca concluiu seu doutorado.

Em resposta ao meu pedido de informações, a LSE enviou um link para a transcrição de uma palestra feita por Amorim em 2006 na universidade.

Em Londres, ele passou boa parte de sua fala se justificando: “nunca terminei meu doutorado, provavelmente por causa do meu excesso de ambição à época. O tempo da academia e da burocracia não coincidiram, então fui transferido para Londres antes que pudesse terminá-lo”.

Estranho, né? Por que será que Amorim diz aos brazucas que é doutor se a história, como ele contou para os ingleses, é bem diferente?

do blog Esquerda, direita e centro – Por Malu Gaspar

Fórum de Davos – Brasil passa de vidraça a estilingue

O Brasil, zil,zil, que nas outras edições do Fórum Econômico Mundial foi saco de pancada dos países desenvolvidos. agora, em Davos, passa a ser cortejado como se fosse a “última Coca Cola do deserto”.

Na matéria abaixo, fica claro que, tirando os catastrofistas contumazes e os oposicionistas empedernidos, que torcem pelo pior, a política econômica herdado de FHC e incrementada pelo governo Lula começa a dar frutos.

da Folha de São Paulo
Maria Cristina Frias – Enviada especial a Davos

José Sergio Gabrielli, o presidente da Petrobras, foi escolhido por seus pares das empresas do ramo para presidir a “Cúpula da Energia”, que faz anualmente seu encontro em Davos.
Passará, pois, a coordenar as reuniões do grupo, que conta com as grandes petrolíferas do planeta, estatais ou privadas.

A escolha de Gabrielli é uma óbvia homenagem à empresa que preside, especialmente em foco depois das descobertas no pré-sal. Mas é também um homenagem ao Brasil, que, neste ano, no encontro do Fórum Econômico Mundial, passou nitidamente da velha condição de vidraça para a de estilingue.

Tanto é assim que Ricardo Villela Marino, executivo-chefe para a América Latina do banco Itaú e eleito um dos jovens líderes globais deste ano pelo Fórum, estufou o peito para dizer que “o Brasil e os bancos brasileiros não são parte do problema, são parte da solução”, sendo o mal, como é óbvio, a crise.

Marino lembrou os “bilhões” despejados pelo mundo rico para evitar a quebra de seus bancos e emendou: “Nada disso aconteceu no Brasil”.

Logo depois, Gabrielli tomou a palavra para fazer outra comparação representativa da troca de vidraça por estilingue. Afirmou que não era só no setor bancário que o Brasil tinha algo a ensinar ao mundo rico. “Também em matéria de política fiscal sadia estamos melhor que os Estados Unidos” [cujo déficit cresce a cada hora].

O bordão “política fiscal sadia” foi usado pelo mundo rico anos a fio para passar sermões em empresários e autoridades brasileiros. Que Gabrielli o use agora tem sabor de vingança.

Na sua vez, o chanceler Celso Amorim lembrou, por exemplo, dos US$ 20 bilhões que as empresas brasileiras investiram no exterior, quando, em anos anteriores, empresários e autoridades brasileiras usavam Davos para uma espécie de passada de chapéu, implorando por investimentos externos.

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