Os fiascos tecnológicos de 2018

Os fiascos tecnológicos de 2018

Os problemas das grandes plataformas marcaram um ano em que a realidade virtual e os carros autônomos não se desenvolveram como esperado

É um ano fácil para encontrar falhas tecnológicas. O Financial Times escolheu “techlash” como a palavra do ano, que define como: “A crescente animosidade pública contra as plataformas tecnológicas do Vale do Silício e seus equivalentes chineses”.

Barack Obama ganhou a presidência dos estados em 2008 graças a “internet”. Em 2007, o Facebok foi o “fenômeno interno ” . Apenas dez anos depois, “internet” são as “redes”. E se Donald Trump ganhou a eleição graças ao Facebook, o significado que ele tem é completamente diferente.

1. Os cinco pontos do Facebook

Em 2017, Mark Zuckerberg viajou pelos Estados Unidos: ordenhando vacas, bebendo chá, dirigindo um trator. Os rumores do presidente Zuckerberg eram comuns. Em 2018, esses rumores desapareceram. Facebook ainda é um produto de sucesso, mas a marca começa a ser tóxico: há engenheiros que vêem a empresa como um menos do que o lugar ideal para trabalhar, outras grandes empresas que têm colaborado com o Facebook agora se distanciar.

Cambridge Analytica , os russos , o seu papel em Mianmar e outros países em desenvolvimento, a perda de dados, a falta de preocupação com a privacidade de seus usuários são cinco grandes manchas que o Facebook leva 2018.

Na Wired contamos 21 escândalos para o Facebook em 2018 e no Buzzfeed , 31 manchetes ruins.

2. Mulheres e China contra o Google

O Google tem sido poupado das críticas públicas por privacidade. Mas houve duas grandes revoltas internas.

Primeiro, contra um projeto chamado Dragonfly para abrir seu mecanismo de busca censurado para o mercado chinês. O Intercept publicou em agosto o projeto interno do Google, que seria lançado entre janeiro e abril de 2019. Em 11 de dezembro, o CEO do Google, Sundar Pichai, disse no Congresso dos EUA que eles não tinham esses planos “agora mesmo”. . O Intercept liberou dias após o projeto ter sido “efetivamente finalizado”.

Em segundo lugar, os protestos dos funcionários na sede mundial pelo tratamento que foi dado aos homens que deixaram a empresa acusados ​​de abuso sexual. O caso que levantou os escândalos foi Andy Rubin, o chamado “pai do Android”. Ele foi demitido por forçar um funcionário a fazer sexo oral, mas ele recebeu 90 milhões de dólares.

O Google também teve que abandonar dois projetos de inteligência artificial com o Pentágono. Seus funcionários não querem ajudar a fabricar armas.

Sem mencionar o Google+.

3. Elon Musk joga sozinho

Elon Musk come separadamente. Procure por novos problemas que são adicionados a todos que você precisa para conseguir carros Tesla suficientes.

Musk afirma ser um presidente executivo peculiar. Sua derrapagem de 2018 foi um tweet onde ele disse que iria privatizar Tesla e que ele já tinha o dinheiro. As ações da empresa dispararam. Isso é ilegal e ele foi sancionado sem poder ser CEO por três anos e com 20 milhões de dólares. “Valeu a pena”, disse ele em novembro.

Enquanto isso, ele ligou para um dos submarinistas britânicos que ajudaram a remover as crianças da gruta tailandesa em julho e que desprezavam sua oferta de um submarino para o resgate como “pedófilo”. Ele o denunciou por difamação.

Musk tem algo de Trump. Ele diz o que ninguém diz em sua posição. Seu grande desafio é tornar a Tesla um fabricante de carros elétricos e autônomos que pode ser melhor do que BMW, Audi, Google ou Uber.

Em dezembro, soube-se que ele dispensava os engenheiros gritando por erros que não cometiam e sem saber o que eram chamados.

4. Amazon teases

Em 2018, a Amazon teve que dar um grande salto em sua organização interna: o estabelecimento de sua segunda sede, depois de sua sede em Seattle. Havia milhares de empregos e prefeitos e governadores de 238 cidades disputavam acordos sobre tratamento tributário, infraestrutura e outros benefícios.

A Amazon ficou em falta e gostou da atenção da mídia. Que lugar remoto aproveitaria a Amazon para crescer? No final, a solução era óbvia. A Amazon foi para Nova York e Washington, os dois centros de poder mais óbvios. Para tanto, não foi necessário tanto concurso.

5. Huawei e Kaspersky, defenestrados

Os Estados Unidos anunciaram que seu governo não trabalharia com componentes da Huawei . Um tribunal federal indeferiu uma reclamação da empresa de antivírus da Kaspersky para poder retornar ao trabalho em redes governamentais. Ambos são acusados ​​de estar próximos demais dos governos de seus países: China e Rússia.

Ambas as empresas negam as acusações. No momento, eles são os maiores exemplos da nova realidade em que a internet global é mais difícil.

6. Carros autônomos não chegaram

A eterna promessa de autonomia real deve esperar até 2019. E será apenas em áreas específicas. Uber passou nove meses sem seus carros sem motorista circulando depois que um deles matou uma pessoa no Arizona. O retorno foi em meados de dezembro e com as condições: em menor velocidade, com dois pilotos no veículo por algum revés.

7. E a realidade virtual? Tão ruim quanto o aumentada

A saída do chefe do Oculus, Brendan Iribe, do Facebook e a falta de emoção com os óculos aumentados de Magic Leap deixaram o ceticismo. O setor aguarda a chegada na primavera da nova Oculus Quest. A eterna promessa da realidade virtual começa a se desgastar.

Fonte: elpais.com

O plano de futuro da Noruega: ser mais verde, mais digital e mais laica

O país que se destaca pela forte indústria petroleira está reformando a legislação para se tornar uma sociedade mais conectada com o próximo século

Noruega
Vários carros elétricos carregam a bateria em uma rua do centro de Oslo. 
 A Noruega já está pensando no século XXII. O país escandinavo está implantando políticas que o colocam no limiar de uma era mais digital, mais laica e ainda mais verde. O Governo conservador de Erna Solberg começou o ano com três fortes objetivos: separar a Igreja do Estado, eliminar os carros de combustível fóssil a partir de 2025 e abolir a histórica rádio FM para transmitir em uma faixa 100% digital.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

“Está em nosso DNA deixar as coisas para as gerações futuras em melhores condições do que as recebemos”, defende Inger Solberg, diretora da Innovation Norway (IN), a agência pública que investe o equivalente a 1,3 bilhão de reais por ano em sustentabilidade.

O silêncio da neve é especial em Oslo, a capital desse país de cinco milhões de habitantes. Mas há na atmosfera algo além desse sigilo e dessa espécie de recolhimento luterano: os carros não fazem barulho. A Noruega abraçou a ambiciosa meta de acabar com o comércio de carros a diesel e gasolina até 2025 para incentivar o uso de veículos elétricos e híbridos. “É perfeitamente realista”, garante ao EL PAÍS Vidar Helsegen, ministro do Meio Ambiente. Um em cada três carros já tem interruptor, revela Christina Bu, secretária-geral da associação nacional de carros elétricos.

Como produtora de petróleo (40% do PIB), a Noruega sofreu um forte golpe em suas contas com a crise que o setor atravessou entre 2014 e 2016 por causa de uma queda abrupta do preço do óleo bruto. O país “não pode viver do petróleo” por muito mais tempo, admite Helsegen. Cientes disso, os noruegueses sofreram “uma mudança de mentalidade”, ilustra Solberg que conversou com este jornal na embaixada da Noruega em Madri.

Essa virada é perceptível nas ruas de Oslo (610.000 habitantes), onde uma imensa quantidade de carros substitui o ruído do escapamento por um leve murmúrio de baterias. Em uma das ruas do centro os motoristas se amontoam para poder carregar seus carros durante algumas horas. “A Noruega está de dez a cinco anos à frente do resto do mundo”, diz Christina Bu ao lado de um Buddy, o único carro de fabricação nacional. Elétrico, é claro. A fatia de mercado de veículos com tomada foi de 30% em 2016. E vem subindo, apesar da “oposição tradicional”, aquelas pessoas que compraram carros a diesel “convencidas [pelas autoridades] de que poluíam menos”, reprova Arne Melchior, do Instituto Norueguês de Assuntos Internacionais (Nupi).

Em um contexto em que o partido do Progresso (Fremskrittspartiet), de extrema direita e membro do Governo de coalizão com os conservadores, vem perdendo cadeiras fragorosamente, esse grupo enxerga a atual iniciativa política como uma forma de recuperar a popularidade às vésperas eleições de setembro, perante uma população que exige melhores meios de transporte, opina Indra Øverland, especialista em energia e clima do Nupi.

Governo começa o ano com três objetivos: separar a Igreja do Estado, eliminar os carros de combustível fóssil a partir de 2025 e abolir a histórica rádio FM para transmitir em uma faixa 100% digital

Essa gradativa independência do combustível fóssil, somada aos acordos de Paris 2015 – reduzir as emissões em 40% até 2030 – levaram a Noruega à “era pós-petróleo”, segundo Bu. E o motivo da popularidade desses veículos na Noruega (em 2016 se esgotaram as 100.000 placas com a letra O que identifica os carros elétricos) é puramente econômico: isenção do IVA (25%), do imposto de licenciamento, do pagamento de pedágios e de estacionamento. “É um esquema [de ajudas] muito generoso”, orgulha-se Helsegen. E é difícil encontrar quem seja contra esses atrativos.

Em Oslo, os elegantes e luxuosos Teslas invadem as vias como em nenhuma outra capital europeia, mas também há outros modelos mais modestos e silenciosos. Slavko Vitkovic, de 37 anos, tem um Nissan elétrico e garante, lacônico – característica generalizada em seus convizinhos -, que seu carro “é muito melhor e muito mais barato”. Cai a neve com força e o homem de 37 anos convida a sentar no assento do motorista para apreciar as qualidades do veículo enquanto o recarrega em um ponto na frente da majestosa Prefeitura de cor ocre.

Rádio com sistema DAB custa 200 euros na Noruega.
Rádio com sistema DAB custa 200 euros na Noruega.
Um ‘blecaute’ nas rádios

Em outro passo em direção a uma era mais tecnológica, a Noruega vai se tornar, neste ano, o primeiro país do mundo a deixar para trás a Frequência Modulada (FM) para transmitir em uma faixa 100% digital (DAB). Duas das seis regiões do país já desligaram seus transistores. “A rádio precisa se renovar”, ressalta Ole Jørgen Torvmark, diretor das rádios digitais da Noruega. Suíça (2020-2024), Reino Unido (2017) e Dinamarca (2018) já estudam seu blecaute particular.

A maior vantagem que o país encontrou ao abandonar a FM é que, primeiro, será possível alugar ou vender a velha frequência a companhias telefônicas, serviços de inteligência ou até mesmo à OTAN; e, segundo, os canais DAB se multiplicaram por quatro. “Os hábitos midiáticos dos cidadãos estão mudando muito rápido. Existe muita projeção de crescimento”, afirma Hagerup. Anedota curiosa é a paixão demonstrada por um grande número de ouvintes pela música country graças a um canal especializado. “Tudo está indo muito bem”, diz o diretor adjunto do grupo de rádio privado mais poderoso do país, Anders Opsahl.

Vidar Helgesen, ministro do Meio Ambiente.
Vidar Helgesen, ministro do Meio Ambiente.  

As ressalvas dos cidadãos vêm, na maior parte, da falta de compatibilidade dos veículos atuais com as rádios DAB. Será preciso comprar um adaptador especial que custa 700 coroas (260 reais) e não é financiado pelo Governo, levar o carro a uma oficina para instalá-lo ou trocar todo o sistema de rádio. Nas casas, no entanto, não há maiores problemas. “Sete de cada dez lares já estão digitalizados”, diz Hagerup enquanto brinca com um transistor 100% digital que custa o equivalente a 650 reais. “Também dá a previsão do tempo”, sorri.

Mudanças na tradição

O bispo de Bog, Atle Sommerfeldt, em um parque de Oslo
O bispo de Bog, Atle Sommerfeldt, em um parque de Oslo MASSIMILIANO MINOCRI EL PAÍS
 A Noruega já é secular. Pelo menos legalmente. Em janeiro, e após mais de sete anos de discussão no Parlamento – e 100 nas ruas -, o país plasmou na Constituição a separação entre o Estado e a Igreja luterana. E a cúria não só o aceitou como também “contribuiu para esse avanço”, orgulha-se Atle Sommerfeldt, bispo de Borg, a maior diocese da Noruega, com meio milhão de fiéis. O país de pouco mais de cinco milhões de habitantes conta com 3,8 milhões de adeptos da Igreja da Noruega.

Apesar de a Igreja não estar vinculada à vida pública na Noruega e seu chefe não ser mais o Rei – como em outros países protestantes, como o Reino Unido – , os “valores” continuam os mesmos, explica o bispo de 65 anos em uma livraria muito popular próxima ao Palácio Real. “O Estado continua se baseando em valores humanísticos, cristãos, democráticos e de direitos humanos”, diz. “Neste país não há problemas com a religião. Mas são muito especiais”, defende David Obi, um artista visual nigeriano que há dois anos toca uma pequena pizzaria.

A partir de agora a Igreja norueguesa deixará de receber uma boa parcela do dinheiro público: 400 reais por fiel a cada ano. Longe de censurar a medida num país onde (quase) todas as decisões que afetam a vida pública são tomadas por consenso, o presidente da conferência episcopal, Svein Arne Lindø, elogiava a decisão: “São boas notícias para ambos, a Igreja e o país”, declarou à emissora estatal NRK.

Mas quem faz a regra, faz a armadilha e, ao se considerar essa religião um “bem comum”, o Estado continuará oferecendo recursos, alerta Sommerfeldt. E ele continuará recebendo um salário: 250.000 reais anuais. Afinal, admite, “é política”.
BELÉN DOMÍNGUEZ CEBRIÁN

Uber diz que vai lançar “carros” voadores dentro de 10 anos

A rede seria chamada Elevate, e o preço, teoricamente, poderia ser o mesmo do Uber comum, mas é claro, tudo dependeria da demanda.

Todo mundo que já se viu preso em um engarrafamento pensou em como seria bom se o carro simplesmente criasse asas e escapasse daquela confusão.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Pois saiba que essa é a promessa do Uber para a próxima década: “carros” voadores que podem evitar o trânsito e cortar viagens longas.

Não, os caras da empresa não estão ficando loucos, e nem vendo séries de ficção científica demais. Esse mês, eles liberaram um documento de 99 páginas detalhando o plano de construir uma rede de “carros” voadores que funcione de forma parecida à frota comum: pelo aplicativo.

A rede seria chamada Elevate, e o preço, teoricamente, poderia ser o mesmo do Uber comum – claro, tudo dependeria da demanda: quanto mais pessoas voassem, mais barato o trajeto ficaria a longo prazo, ainda que no começo os usuários tenham que pagar mais caro pelo serviço.

Os tais “carros” voadores, na verdade, seriam um híbrido elétrico entre helicópteros e pequenos aviões, capazes de voar por 160 km sem precisar recarregar as baterias.

Planejados para serem mais silenciosos do que veículos terrestres, eles aguentariam de dois a quatro passageiros (além do piloto), e voariam a 76 m do solo – e a uma velocidade máxima de 250 Km/h.

Os veículos da rede Elevate são do tipo VTOL (Vertical Take-off and Landing ou “Decolagem e Pouso Vertical”, em português), ou seja, decolam e pousam como helicópteros, de forma vertical, e voam como aviões.

A ideia é que as pessoas embarquem nas caronas voadoras em helipontos, mais ou menos como acontecia nos Jetsons:

jetsons

Esses VTOL seriam planejados e fabricados em uma grande parceria entre a Uber, o governo dos EUA e algumas empresas de tecnologia ainda não especificadas.

Quando tudo estiver no lugar, a Uber pretende manejar os “carros” voadores da mesma forma que faz com os comuns: os pilotos autônomos receberão uma grana para levar passageiros que acionarem o serviço pelo aplicativo.

VTOL

Mas é claro que nada é tão fácil, e a empresa vai precisar resolver uma série de problemas antes de transformar o nosso mundo em um cenário de filme futurista – isso contando que a Uber consiga construir, de fato, o carro voador, e que a Federal Aviation Administration (órgão que regula a aviação nos EUA) aprove esses veículos e suas rotas.

Para começar: muita gente tem carro e carteira de motorista, mas quase ninguém tem um avião e uma licença de piloto, o que complica um pouquinho a coisa do “use seu veículo para levar desconhecidos e ganhar dinheiro com isso”.

A empresa teria de suar a camisa para encontrar e manter pilotos qualificados e baratos.

Além disso, cada governo tem uma lei aérea muito específica, diferente das de trânsito que são relativamente parecidas mundo afora.

Por isso, a Uber precisaria ter uma atenção especial em cada lugar em que o serviço estiver ativo para evitar problemas e acidentes.

E a gente sabe de antemão que a empresa não tem exatamente as melhores relações com os governos do mundo – é só olhar para os atritos com taxistas que têm rolado por aqui.

Mesmo assim, a Uber está otimista: promete que os carros já estão em produção, que primeiros testes com passageiros começarão dentro de cinco anos e que os carros voadores entrarão no mercado por volta de 2026. Já pensou? Aí você vai pro trabalho assim:

giphy
Por Helô D’Angelo

Economia: O que aconteceria se o transporte público desaparecesse?

Todos os dias, 185 milhões de europeus usam um meio de transporte público para se locomover

Um ônibus da empresa EMT, em Madri, capital da Espanha.Um ônibus da empresa EMT, em Madri, capital da Espanha.
Foto Álvaro Garcia
Existe gente que nunca o utilizou e há quem não poderia viver sem ele. Caluniadores ou partidários, o transporte público urbano é uma realidade em constante crescimento, e uma opção diária de 185 milhões de passageiros europeus, que o utilizam para se locomover durante os dias úteis do ano.
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Os dados divulgados pela União Internacional do Transporte Público (UITP) revelam que, em 2014, 58 bilhões de deslocamentos foram registrados em territórios da União Europeia (UE) a bordo de trens, ônibus e metrô. E se, de repente, todos esses meios desaparecessem e só pudéssemos nos mover usando nossos veículos particulares ou não motorizados?

Além de facilitar a locomoção, os meios públicos de transporte são aliados bastante válidos para reduzir o trânsito e os níveis de poluição. A extinção desses pilares da urbanização e impulsores da industrialização teria consequências econômicas, ambientais e sociais relevantes.

As grandes cidades seriam as primeiras a sofrer com o seu fim: ficariam totalmente engarrafadas devido ao aumento da circulação de carros e motos pelas ruas, e sucumbiriam com a alta emissão de gases nocivos.

“Mas isso não vai acontecer”, tranquiliza o secretário-geral da Associação de Empresas Gestoras de Transporte Urbano Coletivo da Espanha (ATUC), Jesús Herrero.

Durante a Semana Europeia da Mobilidade 2016, um evento organizado, todos os anos, pela UE e cuja última edição teve início na sexta-feira, a ATUC publicou um estudo que analisa as consequências negativas de um hipotético desaparecimento do transporte público urbano. “É um exercício para refletir sobre algo que é muito importante em nossas vidas, apesar não nos darmos conta por estarmos acostumados a ele”, afirma Herrero.

O preço de se privar do transporte público

O último Liveability Ranking 2016 – a lista de cidades com a melhor qualidade de vida do mundo elaborada, todos os anos, por The Economist Intelligence Unit – menciona, entre as razões para não incluir os grandes centros internacionais de negócios entre as primeiras posições de sua classificação, a sobrecarga das infraestruturas relacionada à elevada densidade da população.

Esse cenário não é uma realidade longínqua que só afeta cidades das dimensões de Nova York ou Tóquio: as previsões da ONU apontam um progressivo aumento da população urbana, que, em 2050, chegaria a representar dois terços do total, e fomentaria o nascimento de megacidades.

O relatório da ATUC toma Madri como referência, e reúne os dados do Observatório de Mobilidade Metropolitana (OMM) para analisar como os habitantes da capital espanhola se deslocam.

A escolha do meio de transporte a ser utilizado não se baseia apenas na disponibilidade, mas também varia em função da distância a ser percorrida: quando o trajeto é interno, prevalece o uso do transporte público e dos meios não motorizados, mas o carro e a moto ganham de lavada quando o deslocamento é entre a cidade e algum outro ponto da zona metropolitana, apesar de os veículos privados terem os mais elevados custos unitários por passageiro, tanto sociais (tempo de viagem e acidentes) quanto econômicos (infraestrutura e operação) e ambientais, em comparação com ônibus, metrô e trem.

Assim, se o metrô e os ônibus urbanos da empresa EMT deixassem de funcionar – 2.000 vagões e 2.000 veículos a menos –, seria preciso encontrar uma solução alternativa para oferecer transporte às 3,4 milhões de pessoas fazem uso desses meios diariamente (de segunda a sexta-feira).

Nenhuma das possibilidades consideradas pelo relatório da ATUC é positiva: 2,5 milhões de veículos a mais nas ruas – a Direção Geral de Tráfico contabilizou mais de três milhões em Madri, em 2014 –, o que congestionaria os pontos nevrálgicos da cidade. Isso também dobraria o número de acidentes, aumentaria a quantidade de motos e ciclomotores, e afetaria, até mesmo, a rotina de trabalho dos cidadãos, que teriam que modificá-la com o objetivo de reduzir os tempos de viagem. Isso sem mencionar as consequências ambientais e os problemas para estacionar.

Em 2013, havia cerca de 170.000 vagas, controladas pelo Serviço de Estacionamento Regulado, na zona central da capital, e outras 18.000 entre as destinadas a pessoas com mobilidade reduzida e as reservadas para carga e descarga, das quais apenas 111.000 eram utilizadas. No entanto, se houvesse apenas um milhão de veículos a mais em circulação, esse número de vagas já não atenderia à demanda. Além disso, mais carros e motos nas ruas implicaria um aumento de episódios de altos níveis de contaminação do ar, o que resultaria em mais frequentes proibições do acesso de veículos ao centro da cidade.

A essas externalidades negativas “tangíveis”, se acrescentariam outros efeitos “nocivos”: desde a perda generalizada da qualidade de vida devido à maior duração dos traslados e à pior qualidade do ar, até a impossibilidade, de certos coletivos, como cegos e pessoas com mobilidade reduzida, de se locomoverem de maneira autônoma. Além disso, ter carteira de motorista e um meio de transporte privado se tornaria um requisito indispensável para trabalhar ou satisfazer qualquer outra das necessidades das pessoas que não vivem perto de uma zona comercial.

E se o transporte não fizesse falta? O desafio da eficiência

Herrero diz que o estudo realizado pela ATUC não “é uma campanha contra o carro”, e também não aponta o transporte público como o remédio contra todos os males. “É uma maneira de dizer que há alternativas, porque, além do transporte público, acreditamos que caminhar é fundamental, e essa é uma atividade que deve ser incentivada, assim como andar de bicicleta, usar o carro de forma compartilhada (carona) e tudo aquilo que possa reduzir o número de veículos na cidade”, afirma.

“É possível traçar uma rota de maneira quase instantânea”

“A Semana Europeia da Mobilidade é uma ocasião extraordinária para dedicar alguns dias a esse tema, mas o transporte urbano também pode melhorar sua eficiência”, ressaltou Herrero.

De acordo com um estudo elaborado pelo Institute for Transportation and Development Policy (ITDP) e pela Universidade da Califórnia, se o transporte público fosse melhorado, e o uso de meios não motorizados impulsionado, as emissões de dióxido de carbono poderiam ser reduzidas em 40%, a nível mundial, até 2050.

Do mesmo modo, a possibilidade de ir de um lugar ao outro a pé ou de bicicleta, ou aproveitar o trajeto em transporte público entre a casa e o trabalho para se dedicar, de maneira cômoda, a outras atividades – ler, escutar música, etc – reduz o estresse e melhora a saúde, de acordo com o estudoHousing for Inclusive cities: the economic impact of high housing costs (Moradias para cidades inclusivas: o impacto econômico dos altos custos das residências,em tradução livre), da Global Cities Business Alliance.

São vários os projetos direcionados a melhorar os serviços de transporte de uma maneira geral, que vão desde o investimento em infraestrutura, como novas ciclovias, até a implantação de métodos de pagamento mais rápidos e integrados a nível geográfico, e projetos menos específicos, como o de cidades inteligentes.

“Tudo vai estar conectado, sensores serão utilizados e a tecnologia permitirá que o transporte público também seja, cada vez mais, sob demanda”, garante Herrero. “É possível traçar uma rota de maneira quase que instantânea”, insiste. “Esse é o futuro: transformar a mobilidade em algo muito mais fácil para as pessoas”.
El Pais/LAURA DELLE FEMMINE

Estudantes criam caixa-preta veicular integrada a smartphone

WITBox: caixa-preta veicular registra dados e ajudará a desvendar causas de acidentes

WITBox, caixa-preta veicular

Um grupo de estudantes de Joinville criou uma caixa-preta veicular que registra todos os dados do carro para que seja possível detectar as causas de acidentes de trânsito. Ainda em fase de protótipo, o aparelho é chamado de WITBox e ele se conecta a um aplicativo para smartphones por Wi-Fi para exibir as informações sobre o veículo.

O estudante Lucas Casagrande, de 24 anos, conta que teve a ideia do projeto por conta de um triste episódio de sua vida. “Aos 15 anos, meu primo faleceu em um acidente de carro no qual eu também estava.

Até hoje os investigadores não descobriram o motivo. Eu estava dormindo e as testemunhas contaram historias diferentes”, disse Casagrande.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Junto a ele na SOCIESC, que faz parte da Anima Educação (que conta, ainda, com a HSM, referência em educação executiva), trabalham na iniciativa os estudantes de Engenharia da Computação e Sistemas da Informação Alexandre Viebrantz (26) e Eduardo Garcia (18), bem como o professor orientador Paulo Manseira.

O foco do produto, segundo Casagrande, é o mercado de seguros, pois esse segmento está mais envolvido com acidentes de trânsito do que as montadoras, que poderiam ser outro alvo do seu futuro negócio.

“Ele pode se tornar um produto de inteligência para as seguradoras”, disse o estudante, que considera até que o preço do seguro de veículos pode ser alterado com base nesses dados.

Nessa caixa preta veicular ficam registrados a velocidade de deslocamento, sua geolocalização, o estado dos freios, as rotações do motor, possíveis erros detectados pelo computador de bordo (a luzinha do óleo acesa, por exemplo), bem como um trecho do percurso gravado em vídeo.

Como o vazamento dessas informações podem ferir a privacidade dos motoristas, o tráfego de dados via rede é codificado (criptografado), explica Casagrande. Dessa maneira, somente o app do dono do carro com o login correto pode interpretar os dados do WITBox.

A única restrição de compatibilidade do produto criado pelos estudantes é a presença da porta OBDII no veículo. Apesar desse conector veicular ter sido padronizado no Brasil em 2010, o grupo recomenda que os carros sejam ano 2012.

Nesta semana, os jovens se apresentam no campeonato de inovação Imagine Cup, em São Paulo, que é realizado pela Microsoft.

Se vencerem a etapa brasileira do concurso, Casagrande, Viebrantz e Garcia irão competir em Seattle (EUA) pela taça mundial.

Ainda não há uma previsão exata de quando o WITBox será um produto para o consumidor final, mas Casagrande diz ter a expectativa de oferecê-lo ao mercado dentro de dois anos.
Lucas Agrela/Exame

Design – Automóveis – BMW Gina Concept

BMW GINA concept

Design Veículos Automóveis BMW GINA Concept 01

A sigla GINA significa Geometry and Functions In ‘N’ Adaptions e o conceito é simples: fazer uma carroçaria em tecido. Mas as vantagens não são só a leveza, uma vez que o carro consegue mudar de forma graças à sua “pele”.

Design Veículos Automóveis BMW GINA Concept

Design Veículos Automóveis BMW GINA Concept

Design Veículos Automóveis BMW GINA Concept

IPVA 2012 – Tabela de vencimento

Tabela de Vencimento do IPVA 2012

Não serão cobrados acréscimos moratórios a COTA ÚNICA, se esta for recolhida após o dia 31/01/2012 até 16/02/2012, porém o contribuinte perderá o desconto de 5%, que é concedido somente para pagamento até o dia 31 de janeiro de 2012.

Locais de recolhimento:

– BANCO DO BRASIL S/A – BB
– BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S/A – BNB
– BANCO BRASILEIRO DE DESCONTO – BRADESCO
– CAIXA ECONOMICA FEDERAL S/A – CEF
– ITAÚ UNIBANCO S/A
– Empreendimentos Pague Menos
– Casas Lotéricas

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IPVA 2010 Ceará – Tabela de Vencimento

Já foi divulgado pela SEFAZ-CE a tabela com as datas  de vencimento para o IPVA 2010 no estado do Ceará, confira abaixo!

Veja também: Calendário para Licenciamento 2010

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Calendário de vencimento do IPVA 2010.

OPÇÃO DATA OBSERVAÇÃO
ÚNICA 29/01/2010 5% DE DESCONTO
1ª PARCELA 12/02/2010 SEM DESCONTO
2ª PARCELA 18/03/2010 SEM DESCONTO
3ª PARCELA 19/04/2010 SEM DESCONTO

Não serão cobrados acréscimos moratórios a COTA ÚNICA, se esta for recolhida após o dia 29/01/2010 até 12/02/2010, porém o contribuinte perderá o desconto de 5%, que é concedido somente para pagamento até o dia 29 de janeiro de 2010.

Locais de recolhimento:

  • BANCO DO BRASIL S/A – BB
  • BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S/A – BNB
  • BANCO BRASILEIRO DE DESCONTO – BRADESCO
  • CAIXA ECONOMICA FEDERAL S/A – CEF
  • Empreendimentos Pague Menos
  • COOP. EC E CRÉD MÚTUO DOS SERV. SEFAZ-CE – CREDFAZ
  • Casas Lotéricas

Fonte:  SEFAZ-CE

Governo cria pacote de medidas para a economia do Brasil

Entre medidas, está aumento do IPI sobre cigarros.
Governo reduzirá tributos sobre carros, motos e material de construção.

O governo federal anunciou nesta segunda-feira (30) um pacote de medidas para estimular a economia do país, que atinge setores como o automobilístico, de construção e o tabagista. (Veja as imagens das medidas detalhadas  abaixo)

medidas-do-governo-carros-ipi-reducao

medidas-do-governo-caminhoes-ipi-reducao-imposto

medidas-do-governo-motos-cofins-reducao-imposto

medidas-do-governo-construcao-civil-ipi-reducao-imposto

medidas-do-governo-cigarros-ipi-pis-cofins-aumento-imposto

medidas-do-governo-credito

medidas-do-governo-papel-celulose-mateirial-escolar-ir-reducao-imposto

O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, em São Paulo. As medidas, que foram assinadas pelo presidente em exercício José Alencar, serão publicadas no “Diário Oficial da União” na terça-feira e entrarão em vigor no dia 31 de março.

Somente a medida que determina o aumento do imposto do cigarro valerá após 30 dias da publicação, para permitir o ajuste das empresas.

Ajustes

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