Eleições USA: Meio bilhão de dólares em mentiras e meias verdades

O Center for Responsive Politics1 , dos Estados Unidos, revelou que os cinco candidatos nas eleições presidenciais de novembro já receberam mais de um bilhão de dólares em doações e, segundo marqueteiros também norte-americanos, aproximadamente metade deste valor é dedicado ao financiamento de propaganda politica que, é óbvio, exagera nas virtudes e omite os defeitos de cada aspirante à Casa Branca.
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Por: Carlos Castilho¹/Observatório da Imprensa
Hoje, é quase senso comum de que a propaganda é o item mais caro e o que mais consome recursos em qualquer campanha eleitoral de caráter nacional ou regional. E se levarmos em conta que numa campanha politica o principal objetivo da propaganda é enviesar a realidade para ampliar os pontos positivos de um candidato, não fica difícil imaginar que os eleitores estão na verdade sendo submetidos a um bombardeio de mentiras e meias verdades.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

O processo não se limita apenas aos períodos eleitorais, como assinalou o norte-americano Joe Brewer, um especialista em estratégias de comunicação, num artigo intitulado “Vivendo num mundo de um bilhão de mentiras”, reproduzido pelo siteMedium. “Não temos mais tempo para plantarmos raízes na realidade, pois estamos vivendo num mundo de crises reais permanentes…cujo ritmo só aumenta….Estar confuso num ambiente como este é um sintoma de sanidade mental”.

Esta parece ser talvez a conclusão mais impactante de Joe. Poucos ainda duvidam que a propaganda política, e em boa parte também a comercial, falseia o que chamamos de realidade. O resultado é que somos empurrados para duas possibilidades: acreditar piamente naquilo que é disseminado pelos políticos e retransmitido pela imprensa, ou duvidar de tudo e viver numa incerteza permanente. Nossa educação nos leva a preferir sempre o lado mais seguro, o que acaba por nos jogar numa situação muito complicada.

Ao não questionarmos o que a mídia publica para poder ter um mínimo de tranquilidade mental, provavelmente estaremos nos afastando da realidade porque as estratégias de publicidade, por princípio, tratam de explorar apenas o lado positivo do candidato ou do produto, minimizando os dados e fatos negativos.

Os que escolhem duvidar de tudo, passam a viver num mundo cheio de incertezas, o que não é nada confortável e nem seguro, sem falar no fato de que serão hostilizados por aqueles que optaram por não ter dúvidas e que não admitem questionamentos de sua posição.

Como o ambiente que nos cerca tem vários lados, uns considerados bons e outros nem tanto, quem escolheu duvidar acaba ficando mais próximo da realidade e assim menos sujeito a surpresas impactantes.

O problema é que é muito difícil, quase impossível, uma existência imune aos efeitos de meio bilhão de dólares em mentiras e meias verdades, apenas nos Estados Unidos. O público está sendo obrigado a aprender sozinho a sobreviver neste oceano de dúvidas. Quem optou por duvidar, percebe com mais clareza a falta que faz uma imprensa realmente comprometida com o interesse público.

A omissão da imprensa

O maior aliado do leitor, ouvinte, telespectador e internauta é um jornal, revista, rádio, telejornal ou página noticiosa na Web que consiga identificar nas mensagens de políticos, empresários, lobistas, lideres comunitários e até intelectuais, onde está o interesse de cada um e onde estão os interesses e realidades dos demais interessados.

A imprensa não faz isto e o resultado é que somos forçados a fazer a absurda opção entre acreditar em tudo que é publicado, como a Velhinha de Taubaté2 , ou nos transformar em céticos empedernidos, permanentemente na defensiva. Na verdade estes são apenas extremos porque é possível encontrar situações intermediárias que tornam a nossa sobrevivência informativa menos traumática. O problema é que cada um de nós terá que achar o seu próprio equilíbrio entre certezas e dúvidas.

A maioria da imprensa nunca se preocupou com este tipo de problema porque ainda parte do princípio de que o que ela publica é o certo, verdadeiro, justo, exato e relevante. Mas agora na era digital, a mídia já não podem mais se dar-se o luxo de ignorar os dilemas do público, ao mesmo tempo em que os conceitos de verdade, relevância, exatidão e justiça tornaram-se relativos diante da crescente diversidade de perspectivas publicadas na internet sobre um mesmo fato, dado ou evento.

O inédito, neste mundo em que candidatos gastam meio bilhão de dólares para criar verdades numa única eleição, é que a mudança de atitudes está sendo puxada pelo público e não pela imprensa, mais interessada em captar parte desta montanha de dinheiro em anúncios. E por incrível que pareça

a maioria das pessoas que busca um mínimo de equilíbrio no meio do caos informativo acaba descobrindo que assumir a incerteza e dúvida confusão é o melhor indício de sanidade mental.

1 Numa tradução livre Centro para uma Política Atenta aos Interesses dos Eleitores. Responsive não é sinônimo de responsável.

2Personagem de humor criado por Luiz Fernando Veríssimo na época da ditadura militar numa paródia aos que acreditavam em tudo o que o governo dizia e prometia.

***

¹ Carlos Castilho é jornalista, editor do site do Observatório da Imprensa e pós doutorando em comunicação digital

Eleições 2014: Debate presidencial foi briga de pátio de escola

Debates Campanha Política PSDB PTNão há outra definição. Foi mesmo uma briga de pátio de escola. Os contendores se ofenderam como garotos. Não eram adversários de pouca expressão. De um lado, a presidente da República. Do outro, o presidente do principal partido de oposição. Dilma Rousseff e Aécio Neves jogaram lama um no outro. Brandiram argumentos para provar que os dois são mentirosos, levianos e malfeitores. Indignos, portanto, do amor da República. Um espetáculo deprimente.

Ficou entendido que, para Aécio, os corruptos são encontrados em vários partidos, quase todos no PT. Para Dilma, os escândalos estrelados pelo PSDB são tantos que acabaram até com o benefício da dúvida. No segundo round, quando a briga descambou para a corrupção, foi impossível mudar de assunto. Mudou-se apenas de escândalo.

A certa altura, Aécio soltou os punhos: “Todos nós, brasileiros, acordamos a cada dia surpresos com novas denúncias. Em relação à Petrobras é algo absolutamente inacreditável. Eu vi um momento apenas de indignação da candidata ao longo de todo esse período em que essas denúncias sucessivas chegaram aos brasileiros. Foi no momento em que houve o vazamento de alguns depoimentos nesses últimos dias. Não vi a mesma indignação em relação ao conteúdo desses vazamentos.”

Dilma levantou a guarda: “A minha indignação em relação a tudo o que acontece, inclusive no caso da Petrobras, é a mesma de todos os brasileiros. A minha determinação de punir todos os investigados que sejam culpados, os corruptos e os corruptores, é total.” Empulhação! A fase em que Dilma podia punir alguém já passou. No caso da Petrobras, só o Judiciário pode providenciar a verdadeira punição.

Chama-se Paulo Roberto Costa o principal personagem do escândalo. Ex-diretor da estatal petrolífera, ele prestou depoimento à Justiça Federal na semana passada. O conteúdo foi divulgado regularmente, não “vazado” como disse Aécio.

Indicado para a diretoria de Abastecimento da Petrobras pelo Partido Progressista, Paulo Roberto foi nomeado sob Lula, em 2004. Deixou o posto no segundo ano do mandato de Dilma, em 2011. Hoje, é um corrupto confesso. Em troca de redução da pena, ele abre o jogo para a Polícia Federal, a Procuradoria e o juiz Sérgio Moro, responsável pelo caso.

Aécio socou novamente: “No momento em que o diretor nomeado por seu governo está devolvendo R$ 70 milhões aos cofres públicos, assume que roubou, que desviou dinheiro da Petrobras, quero saber: quais foram os bons serviços prestados por esse diretor, segundo atesta o seu ato de exoneração da Petrobras?”

Dilma esquivou-se: “O que eu considero é que é fundamental que nós saibamos tudo sobre esse processo da Operação Lava Jato.” Conversa mole. O pedaço da investigação que ela quer conhecer, por força da delação, corre em segredo. Envolve a nata do governismo. Só deve ganhar os refletores em 2015.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

“Considero ainda que é fundamental que o país pare de ter impunidade”, partiu para o ataque Dilma. “Investiga ou finge investigar e não pune. Nós mudamos essa realidade.” Ela esfregou na face de Aécio os principais escândalos da Era FHC.

Dilma repetiu cinco vezes a mesma pergunta: “Onde estão os envolvidos…?” Nas pegadas de cada interrogação, surgia o nome do escândalo: “..Onde estão os envolvidos no caso Sivam, na compra de votos da reeleição, na pasta rosa, no mensalão tucano mineiro, no caso do cartel do metrô de São Paulo…” Para cada caso, a mesma invariável resposta: “Todos soltos!”

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Debates entre Dilma e Aécio no segundo turno23 fotos 6 / 23
14.out.2014 – Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) se cumprimentam antes do debate da Band, o primeiro entre os presidenciáveis que concorrem no segundo turno das eleições presidenciais, na noite desta terça-feira Leia mais Nelson Antoine/Frame/Estadão Conteúdo
A adversária de Aécio passara o dia sob intenso treinamento. Sabia que, em matéria de escândalo, jamais ganharia na qualidade. Na Petrobras, as mutretas mordem percentuais de contratos bilionários. Bem marquetada, Dilma apostou na quantidade de escândalos atribuídos ao tucanato. E provocou: “Quero todos aqueles culpados presos. É essa a minha indignação, que o senhor não enxerga.”

Aécio teve a oportunidade de aplicar um nocaute verbal em sua oponente. Bastaria que tivesse dito algo assim: “Pois é, só que quem está atrás das grandes são os mensaleiros do PT.” Deu uma resposta nada impactante, contudo. “A senhora busca comparar coisas muito diferentes. Não queira nos igualar, candidata.”

Igualar era tudo o que Dilma desejava. Impossibilitada de elevar a estatura ética do seu governo, ela seguiu à risca a orientação de rebaixar o teto do adversário. “Candidato, gostaria muito que o senhor explicasse aqui para o telespectador por que aquilo tudo que eu listei é outra coisa. É outra coisa porque não foi investigado nem punido.”

Aécio tentou elevar o pé-direito: “O que acontece na Petrobras é algo extremamente grave, que jamais ocorreu nessa República. E a senhora não responde a minha pergunta: aqui está, na minha frente, a ata em que o diretor Paulo Roberto renuncia. Ao contrário do que a senhora disse na propaganda eleitoral e em outros debates, ele não foi demitido. Eis a ata da Petrobras.”

“No final está dito o seguinte”, prosseguiu Aécio, abrindo aspas: “Agradecemos o senhor Paulo Roberto pelos relevantes serviços prestados à companhia. Quero saber: quais foram o relevantes serviços? Foi sua relação com o tesoureiro do partido [o petista João Vaccari Neto]? […] Candidata, é preciso muito mais do que um conjunto de boas intenções em final de governo para o resgate da credibilidade na vida pública. A senhora, infelizmente, não tem tomado a atitude que o Brasil espera nesse caso.”

Dilma abespinhou-se: “Candidato, eu tenho uma vida toda de absoluto combate à corrupção e de nenhum envolvimento com malfeitos. Quero dizer ao senhor que, quando este diretor [Paulo Roberto] foi demitido, o Conselho da Petrobras não sabia dos atos. Ele foi demitido em abril de 2012. E os fatos estão ocorrendo, graças ao meu governo e à minha investigação, em 2014.”

Nesse ponto, Dilma soou desconexa. Nos contratos da Petrobras, o dinheiro saía pelo ladrão porque ladrões entraram nos contatos da estatal. Nessa matéria, a principal contribuição do governo foi a de nomear os apadrinhados dos partidos. Quanto à investigação, ocorre à revelia de Dilma. Chamar de “minha investigação” é ofensa à lógica.

A presidente foi aos estúdios da Band, palco da refrega, decidida a demonstrar que, a seu juízo, Aécio frequenta o debate sobre ética na condição de afogado, não de nadador. “Seria importante também que o senhor relatasse para o telespectador o que ocorreu em Cláudio, quando o senhor construiu um aeroporto na fazenda de um familiar e entregou a chave pra ele.”

Dilma acionou os punhos contra o queixo de vidro do adversário: “Como o senhor explica ter construído um aeorporto que na época custava R$ 13,9 milhões e que agora custa R$ 18 milhões, a preços de hoje? Como explica que esse aeroporto foi construído num terreno do seu tio e a chave fica em poder dele?”

O aeroporto da cidade de Cláudio foi construído na época em que Aécio era governador. Como governar é desenhar sem borracha, ele vem tentando ajeitar a moldura do quadro desde que a obra virou manchete.

“Quero responder à candidata Dilma olhando nos seus olhos”, disse Aécio, fitando a contendora: “A senhora está sendo leviana, candidata. Le-vi-a-na. O Ministério Público Federal atestou a regularidade dessa obra.” Ante a meia verdade de Aécio, Dilma cuidou de difundir a metade do fato que mais lhe interessava.

“O Ministerio Público não aceitou a ação criminal”, ela rememorou. “Mas mandou investigar a obra do aeroporto de Cláudio no que se refere a improbidade administrativa.” Dilma caprichou no didatismo: “Sabem o que é improbidade administrativa? É mau uso do dinheiro público.”

Aécio tentou passar o ouvido da audiência a limpo: “Essa obra de Cláudio, que a senhora insiste em repetir de forma leviana na sua propagnada eleitoral, tanto que o TSE a retirou do ar, foi uma obra feita numa área desapropriada em desfavor de um tio-avô meu, para beneficiar uma região próspera, onde estão mais de 150 indústrias. O Estado determinou o valor da desapropriação em R$ 1 milhao. Esse senhor, de mais de 90 anos, reinvindica até hoje R$ 9 milhões por esse terreno. Não foi beneficiado. Benefiada foi a população de Minas.”

Na sua vez de atacar, Aécio tratou Dilma como alguém que não tem condições de jogar pedras. Parece considerar que no caso dela não é o queixo, mas o governo inteiro que é de vidro. “Recentemente, o TCU disse que na, Refinaria Abreu e Lima, quando a senhora era presidente do Conselho de Administração da Petrobras, não fuja dessa responsabilidade, foi feito o sobrepreço para pagar propinas. Propinas para partidos políticos que a apoiam, propinas para o seu partido político. A minha vida pública é uma vida honrada, candidata. É uma vida digna.”

Em resposta, Dilma referiu-se a Aécio como um líder que, aspirando uma pompa nacional, tropeça nas circunstâncias paroquiais. “Hoje, no Brasil, é proibido o nepotismo”, disse ela. “E o senhor tem: uma irmã, um tio, três primos e três primas no governo [de Minas Gerais]. Pode olhar o governo federal. Não vai achar um parente meu.”

Aécio subiu o tom: “A senhora está com a obrigação, agora, de dizer onde a minha irmã trabalha. Não pode, candidata, fazer uma campanha com tantas inverdades. É mentira atrás de mentira. A sua propaganda é só mentira. A senhora mente aos brasileiros para ficar no governo. Não pode ser esse vale-tudo em que a senhora transformou a campanha eleitoral. …Eleve o nível desse debate.”

De repente, Aécio pareceu enxergar em Dilma uma versão feminina de Getúlio Vargas. “Não respondo a nenhum processo, candidata. Ao contrário do seu governo, que virou um mar de lama. […] Sabe qual é a palavra que mais tenho ouvido? É libertação. O que os brasileiros têm me pedido é o seguinte: Aécio, nos liberte desse governo do PT! Nós não merecemos tanta irresponsabilidade, tanto descompromisso com a ética e tanta incompetência.”

Agora responda: foi ou não foi uma briga de pátio de escola? O pior é que não houve um nocaute verbal. Foi uma briga para ser decidida nos pontos retóricos. A última cena injetou comédia na tragédia: Dilma e Aécio cumprimentaram-se amistosamente. Trocaram beijinhos. Quem teve saco para assistir até o final foi dormir com uma dúvida: no Brasil de hoje, o que é pior, o pesadelo ou o despertar? A resposta é um empate técnico. Dentro da margem de erro. Que é de infinitos pontos. Para baixo, não para cima.
Blog Josias de Souza

Eleições 2014: Oito temas polêmicos que ficaram à margem de debate na TV

No primeiro debate entre os presidenciáveis, transmitido pela TV Band na terça-feira, alguns temas polêmicos e intensamente discutidos na sociedade ficaram à margem dos discursos dos três candidatos que lideram a disputa.

Três principais presidenciáveis evitaram temas polêmicos, como legalização da maconha ou direitos LGBT

A BBC Brasil listou alguns assuntos que receberam pouca ou nenhuma atenção de Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB).

Desmilitarização das polícias

Defendida por militantes de direitos humanos, medida não foi mencionada pelos três candidatos.

Guerra ao tráfico e legalização da maconha

Somente a candidata do PSOL, Luciana Genro, tratou explicitamente dos dois temas, ao pregar uma revisão das políticas atuais em vigor. Ela defendeu descriminalizar o consumo da maconha e trocar o enfoque da repressão ao narcotráfico pela discussão aberta da questão das drogas com a sociedade.

Já Pastor Everaldo, do PSC, disse ser contrário à legalização das drogas.

Os três principais candidatos não trataram do tema.

Legalização do aborto

Único dos três principais presidenciáveis instado a se posicionar sobre o tema, Aécio Neves disse ser contrário à alteração da legislação em vigor, que prevê a possibilidade de aborto apenas em casos excepcionais – se a gravidez oferece risco à mulher, for resultado de um estupro ou se o feto for anencefálico.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Eduardo Jorge, do PV, disse ser favorável à legalização do aborto, enquanto Pastor Everaldo, do PSC, afirmou ser contra.

Casamento gay e direitos LGBT

Os três principais candidatos não trataram do tema.

Luciana Genro (PSOL) criticou Pastor Everaldo (PSC) pela atuação dele no Congresso para barrar iniciativa contra a discriminação sexual nas escolas.

O candidato do PSC defendeu que o casamento só seja permitido “entre homem e mulher”.

Cotas raciais

Tema não foi tratado por nenhum candidato no debate.

Redução da maioridade penal

Somente Pastor Everaldo (PSC) e Levy Fidelix (PRTB) se posicionaram sobre o tema, ambos favoravelmente à medida.

Reforma agrária

Apenas Luciana Genro (PSOL) abordou a questão, defendendo a medida.

Política externa

Única menção direta ao tema ocorreu quando Pastor Everaldo (PSC) questionou Dilma sobre financiamento do governo brasileiro à construção de um porto em Cuba e seus laços com o governo cubano (que ele chamou de “ditadura cubana”). A presidente disse que o financiamento favoreceu empresas brasileiras e gerará benefícios ao Brasil.
João Fellet/Da BBC Brasil em Brasília

Eleições 2010: Aumenta o ‘anel’ de corrupção em torno do Paulo Preto no caso do RodoAnel em São Paulo

Brasil:da série ” me engana que eu gosto!”

Serra, durante o debate disse que em matéria de corrupção “o exemplo vem de cima”! Uáu!!!

Ato falho?

O tucano explicou com ênfase: “O Presidente, o Governador, o Prefeito não devem passar a mão na cabeça do subalterno”.

Uáu! Isso vale pro caso do Paulo Afrodescendente/RodoAnel?

O ‘aviso’ de Paulo Viera de Souza “não se abandona um companheiro ferido na estrada” será o motivo do silêncio de Serra, que ao contrário do que prega, tem passado a mão na cabeça do subalterno?
O Editor


Consórcio contratou a firma da família de Paulo Preto

Convertido em personagem da eleição pela campanha de Dilma Rousseff, Paulo Vieira de Souza volta às manchetes na beira das urnas.

Paulo Preto, como é conhecido, foi diretor de Engenharia da Dersa, a estatal rodoviária de São Paulo, entre 2007 e abril de 2010.

Entre as obras sob sua responsabilidade estava o Rodoanel.

Um dos consórcios contratados para tocar o empreendimento é o Andrade Gutierrez/Galvão.

Pois bem. Em notícia veiculada na Folha, o repórter Flávio Ferreira informa que, em 2009, esse consórcio contratou os serviços da firma Peso Positivo.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Figuram como sócios da empresa Fernando Cremonini (99%) e Maria Orminda Vieira de Souza (1%).

Fernando é genro de Paulo Preto. Maria Orminda, é mãe do ex-diretor da Dersa. A Peso Positivo recebeu pelo contrato R$ 91 mil.

Para quê? Segundo informam o contratante e o contratado, para prover serviços de guindaste.

Cremonini, o sócio majoritário da Peso Positivo, é casado com Tatiana Arana Souza Cremoni.

Vem a ser aquela filha de Paulo Preto contratada para trabalhar no governo de São Paulo, sob José Serra.

Ouvida, a empresa da família de Paulo Preto disse, por meio do advogado José Luiz Oliveira Lima, que tudo sucedeu dentro da lei.

Segundo Oliveira Lima, a família de Fernando Cremonini atua no ramo de aluguel de guindastes há 38 anos.

O consórcio Andrade Gutierez/Galvão informou que, a exemplo de outros fornecedores, a Peso Positivo foi contratada “de acordo com a legislação em vigor”.

Em representação protocolada no Ministério Público estadual, o PT-SP requereu a investigação dos negócios da Peso Positivo.

Para sorte do tucanato, a eleição termina neste domingo (30). Paulo Preto já não pode ser levado à propaganda de Dilma como peso negativo para Serra.

Para azar, as investigações que enredam o personagem vão se prolongar no tempo.

Sempre que um tucano acusar um petista de malfeito, ouvirá a incômoda pergunta: E o Paulo Preto?

Assim caminha a política brasileira, em marcha batida para a autodesmoralização coletiva.

blog Josias de Sousa

Eleições 2010: Entre ‘Erenices’ e ‘Paulos Pretos’ a lama é a proposta maior dos candidatos

Esse é um mundo que nasceu, sobrevive e se alimenta na sarjeta. Cada qual dos dois ilusionistas, Serra e Dilma, candidatos à chefia dos desvalidos Tupiniquins, se traveste de vestal e transforma o adversário em representante das forças do mal.

Tais inacreditáveis, cínicas e omissas criaturas, durante esse lamaçal que ousaram chamar de campanha eleitoral, com farsantes marqueteiros empoleirados ao ombro, jamais propuseram soluções, vá lá, ao menos propostas concretas, para solucionar alguns dos mais proeminentes problemas que afligem essa depauperada pátria verde amarela.

Serra e Dilma, com medo da Igreja, não abordaram em nenhum momento a questão do Planejamento familiar, nem muito menos o Controle da natalidade. Ambas as questões estão situadas na raiz de muitos problemas.

Déficit público, déficit da previdência, câmbio flutuante. A lista da omissão de assuntos é infinda.

Serra e Dilma, os ilusionistas, quando tentaram se passar por popularescos, por populares impossível, pois não têm o menor cacoete, passaram a emoção de uma velhinha colocando fronha em um travesseiro.

Ética e moral nunca freqüentaram os palanques desse submundo.

Bom a propaganda eleitoral dos dois ilusionistas, Serra e Dilma, eivadas de mirabolantes promessas fantasiosas, não ser veiculada em outros países. Se assim o fosse teríamos uma onda de imigrantes em busca desse paraíso tropical.
O Editor


Licitação suspeita do metrô-SP vira peça eleitoral

Quando a história puder passar a sujo o rascunho da sucessão de 2010, acomodará o debate de ideias numa nota de rodapé.

As propostas de governo serão detalhes de um episódio maior: a briga de Dilma com Serra numa arena em que se misturaram religião e lama.

Nos últimos dias, foi ao ringue matéria prima nova: a licitação da Linha 5-Lilás do metrô de São Paulo.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O repórter Ricardo Feltrin demonstrou que o resultado da concorrência, anunciado na semana passada, era conhecido há seis meses.

O governador Alberto Goldman (PSDB) fez o que lhe cabia: suspendeu a emissão das ordens de serviço e acionou o Ministério Público e a Corregedoria do Estado.

A despeito disso, Dilma levou a mão ao balde. Despejou mais lodo sobre seu antagonista e o governo de São Paulo, que Serra chefiou até abril.

“Nós consideramos que é essencial que haja um controle maior dos processos licitatórios”, disse a pupila de Lula.

“[…] Acho que seria importante, pelo menos dessa vez, que eles abram sindicância, inquérito e vão apurar”.

E Serra: “Não [precisa investigar a gestão de São Paulo], porque não teve nada”. Agarrou-se, também ele, à alça do balde:

“A propósito de concorrência acertada, quem faz isso publicamente e abertamente e nunca ninguém disse nada é o governo federal…”

“…Fez isso com [a hidrelétrica] Belo Monte… Eles escolhem as empresas e depois fazem a concorrência já tendo combinado como faria”.

Arrastados para o pântano – Erenicegate, Dersagate, metrôs, hidrelétricas, cobras e lagartos— o eleitor é como que instado pelos candidatos a aderir ao bloco dos indecisos.

blog Josias de Sousa

TSE: Ministro Aldyr Passarinho propõe absurdo jurídico

Não bastasse o Supremo Tribunal Federal, numa decisão inacreditável, sepultar a segurança jurídica, agora é um ministro do Tribunal Superior Eleitoral que defende uma aberração jurídica.
Armadinejad, Hugo Cháves, Evo Morales, Rafael Correa, Fidel Castro e demais títeres provavelmente divulgarão manifesto de apoio.
O Editor


Em declarações publicadas pelo Valor, edição de 26, o ministro do TSE, Aldyr Passarinho Junior, revoltado com as acusações entre os candidatos, que considera tiroteio eleitoral, cogita de mudanças capazes até de responsabilizar os marqueteiros pelos excessos.

Absurdo total.

Como um jurista pode afirmar uma coisa dessas?

Responsabilizar terceiros pelo que os primeiros falaram? Não faz sentido. Tampouco censurar qualquer manifestação.

A Carta de 88 veda qualquer tipo de censura.

Pedro de Coutto/Tribuna da Imprensa

Eleições 2010: apreendidos folhetos contra Dilma Rousseff

A mais emporcalhada campanha eleitoral dos últimos tempos no Brasil, não surpreende mais. De ambos o os lados, Serra e Dilma, do pescoço pra baixo tudo é canela. Conseguirão ir além da sarjeta?
Que tipo de presidente emergirá dessa lama que conspurca a democaracia?
O Editor


Polícia apreende panfletos contra Dilma.
Cabos eleitorais do PSDB são detidos.

Panfletos com ataques à candidata Dilma Rousseff (PT) foram apreendidos com cabos eleitorais do PSDB na periferia de São Paulo.

Com o título “É esse o presidente que você quer para o nosso país?”, eles reproduzem uma falsa ficha de Dilma no Dops.

A ficha atribui uma série de crimes à candidata, que participou da luta armadas na ditadura e ficou presa por quase três anos.

César Lisboa Bastos, que disse trabalhar para a campanha de José Serra, confirmou ao GLOBO a autoria dos panfletos, mas negou que iria distribuílos. Ele disse que usou sua impressora e negou ter recebido orientação do PSDB.

Marinalva Félix Anacleto, que afirmou à polícia ser filiada ao PSDB há cinco anos, estava com uma sacola com 101 panfletos.

Ela e outros cabos eleitorais foram levados ao 46º Distrito Policial e disseram ter sido contratados para trabalhar no segundo turno.

— Eles (os petistas) fizeram um material do Serra com os olhos arregalados.

Decidi fazer os panfletos para brincar com eles. Mas não distribui nenhum. Era uma brincadeira — disse Bastos.

O cabo eleitoral afirmou que não sabia que os dados divulgados na suposta ficha do Dops poderiam ser falsos: — A ficha está em todo lugar.

É só você procurar na internet por “Dilma terrorista”.

Os cabos eleitorais foram indiciados por difamação na propaganda eleitoral.

O comando da campanha de Serra não comentou o caso.
Tatiana Farah – O Globo


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Eleições 2010: Para Serra baiano é exemplo de bandido

Por que Serra não usou como exemplo um paulista? Ou um Paranaense? Preconceito contra nordestino é a tônica do ilusionista do paulistério. Ato falho que nem Freud explica.
O Editor