A falta do que fazer que assola o governo

O Governo da República só tem uma ocupação: servir à estupidez, à vaidade e aos planos de perpetuação de Jair Bolsonaro no poder.

Sua principal atividade, hoje, é ir à praia aglomerar, confraternizar com seus eleitores no “cercadinho” do Alvorada, comer um cachorro quente no “Dogão da Ponte” JK, catar qualquer convite de festas de formatura de oficiais, suboficiais, sargentos, cabos e soldados, dar tchauzinho a motoristas em postos da Polícia Rodoviária Federal.

Ah, sim: há também a tarefa de fazer propaganda antivacina, a missão de arranjar encrenca com Joe Biden, elogiando Trump e o baderneiros do Capitólio, cuidar de liberar mais armas, de criar um arcabouço legal para tirar autoridade dos governadores sobre a PM e esperar a instalação do caos sanitário e social antes de tratar de algum suporte aos milhões que estão em dificuldades e ficarão em desespero.

É preciso não esquecer de alguns telefonemas: ao almirante da Anvisa para garantir que a provação da Coronavac se arraste e ao Ministro da Justiça para gastar tempo com uma “investigação” sobre os dois jornalistas que sugeriram que o presidente se suicidasse, logo ele que sugeriu que se matassem “uns 30 mil”…

E assim, sob a ínclita nulidade presidencial, sob a modorra do STF e no desengonçado balançar da “neo-oposição” legislativa, vamos tocando o país ao precipício, completamente inerte diante de uma tragédia, de uma fatalidade que, afinal, não é culpa senão da imprensa e do vírus.

Bolsonaro, depois de Temer, vai comprovando aquela frase triste, a de que nada está tão ruim que não se possa piorar.

Fernando Brito

Ministério da Saúde ignorou recomendação de trazer seringas por avião e trouxe por navio

Secretaria Executiva da pasta, comandada pelo oficial do Exército Élcio Franco, ignorou o alerta feito por parecer dos técnicos da Pasta e optou pela entrega da seringas por navio, em vez de avião.

O Ministério da Saúde não seguiu as orientações de técnicos da própria Pasta sobre a necessidade do Brasil adquirir seringas com entrega por frete aéreo para assegurar os insumos necessários à vacinação contra a Covid-19. A secretaria executiva do ministério, controlada pelo oficial do Exército Élcio Franco, ignorou o alerta e optou que a entrega fosse feita por via marítima, “mesmo cientes das diferenças quanto ao tempo de entrega”. Nesta quarta-feira (13), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o Brasil não possui seringas suficientes para iniciar a vacinação.

Segundo reportagem do jornal O Globo a previsão é que as primeiras seringas entregues por via marítima, de 1,9 milhão de unidades, chegassem no dia 25 de janeiro. Um segundo lote seria entregue somente em março. Caso o material fosse transportado por via aérea, 20 milhões de seringas teriam sido entregues em dezembro do ano passado. O alerta sobre a diferença nos prazos foi comunicado  pela Organização Panamericana da Saúde (Opas) ao Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do ministério, em setembro de 2020. 

‘”[…] Os fornecedores cotados poderão iniciar as entregas de 20 milhões de unidades em dezembro de 2020, 17.256 milhões de unidades em janeiro de 2021 e 2.744 milhões de unidades em fevereiro de 2021 no valor total de US$ 4.679.406,76 (quatro milhões, seiscentos e setenta e nove mil, quatrocentos e seis dólares e setenta e seis centavos), já inclusos preços de produto, frete, seguro e taxa administrativa da Organização. Isto posto, este Departamento se posiciona favorável à continuidade desta aquisição, considerando o risco de não entrega das seringas pelo mercado nacional até dezembro 2020″’, destaca um trecho do documento, segundo a reportagem.

América Latina reage à alta da covid-19, mas Brasil segue inerte

Janeiro trouxe uma escalada de novos casos de covid-19 na América Latina.

Ainda não está claro se este é o início de uma segunda onda ou um agravamento da primeira após algumas semanas de trégua. Enquanto a região espera a chegada das primeiras doses da vacina —só Argentina, México, Chile e Costa Rica iniciaram campanhas de imunização—, a solução à disposição continua sendo a quarentena.

Os Governos, no entanto, terão que enfrentar a resistência social a novos confinamentos. Federico Rivas Molina e Sonia Corona contam como Buenos Aires estuda um “toque de recolher sanitário” e a Cidade do México fechou atividades não essenciais diante do aumento do número de leitos de UTI ocupados, mas nada fez o Brasil. Apesar dos números em alta e do atraso na vacinação, a maioria das autoridades brasileiras segue inerte.

Nos Estados Unidos, a jornada desta quarta-feira se adivinha wagneriana. Um grupo de senadores e congressistas republicanos planeja torpedear a certificação do democrata Joe Biden como vencedor das eleições presidenciais, prevista para ocorrer em uma sessão bicameral no Capitólio. A investida não tem perspectiva de se traduzir em nada mais do que uma manifestação da polarização.

Trump manteve o clima de tensão no ar, desta vez mirando seu número dois, o vice-presidente Mike Pence, que deve presidir a cerimônia. O nova-iorquino pediu que Pence use seu posto para impedir a confirmação de Biden, algo que não pode fazer.

Enquanto Trump se dedica a manobras sem efeito, o Estado da Geórgia define a margem de manobra que Biden terá sobre o Senado. O democrata já avançou com a vitória de Raphael Warnock em uma das duas vagas — o pastor evangélico fez história ao se tornar o primeiro senador negro a ser eleito neste Estado sulista. Se o outro candidato democrata vencer, o Senado ficará formado por 50 republicanos e 50 democratas (incluindo dois independentes), mas a próxima vice-presidenta, Kamala Harris, exercerá o voto decisivo nos casos de empate.

Em Brasília, o único tema é a sucessão no comando do Congresso, especialmente na Câmara dos Deputados. Com o objetivo de conter Jair Bolsonaro, a esquerda se aliou ao candidato do atual presidente, Rodrigo Maia, o deputado Baleia Rossi, um dos articuladores do impeachment de Dilma em 2016, contra o candidato do Planalto, Arhur Lira, explica Afonso Benites. Baleia Rossi formaliza nesta quarta sua candidatura. Para o cientista político Cláudio Couto, o apoio representa a tentativa de manter os Poderes independentes. “É uma aliança visando estabelecer a independência do Legislativo, ainda mais diante dos arroubos autoritários do Bolsonaro. Se ele se comportou até aqui dessa forma tendo o Congresso independente, imagina se não o tivesse”, avalia.

E a Rússia deu adeus a George Blake ao som do hino nacional e com as salvas da guarda nacional de honra. O legendário espião britânico, que trabalhou para a União Soviética na época culminante da Guerra Fria, antes de ser descoberto, condenado e de protagonizar uma fuga cinematográfica em 1966, recebeu na quarta-feira uma despedida notável. De Moscou, María R. Sahuquillo escreve sobre a morte do mítico agente duplo marca o ocaso de uma época de espionagem em que o fator humano era decisivo.

Líder de Bolsonaro promete plebiscito por nova Constituinte em breve

O deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo Bolsonaro na Câmara, voltou a defender a elaboração de uma nova Constituição.

O relator-geral do Orçamento 2016, deputado Ricardo Barros, fala à imprensa (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Em artigo publicado na Folha de S. Paulo, Barros defende que a atual Carta Magna tem muitas previsões de direitos e poucas de deveres. Por isso, o deputado afirma que, em breve, vai apresentar um projeto de decreto legislativo prevendo um plebiscito sobre a convocação de nova Constituinte.

“A atual Constituição Federal tem 103 vezes a palavra ‘direitos’ e 9 vezes a palavra ‘deveres’. Trata-se, claro, de uma conta que não fecha”, escreveu.

Em outubro, o deputado defendeu a nova Constituinte em um congresso da Associação Brasileira de Direito Constitucional. Segundo ele, a fala gerou críticas “esperadas” de “segmentos corporativistas”.

Barros sustenta que a defesa de ampla reforma constitucional é antiga posição de seu mandato, e não uma diretriz do governo Jair Bolsonaro.

“O desafio de liderar a bancada do governo só reforça a minha convicção pessoal. Para garantir a governabilidade a curtíssimo prazo, precisamos neste ano aprovar quatro emendas constitucionais, que vão se somar às atuais 108: as reformas administrativa e tributária, o pacto federativo e a PEC Emergencial de controle de despesas obrigatórias — todas voltadas ao reequilíbrio das finanças públicas”, escreveu.

Segundo ele, os focos do novo texto devem ser a redução do gasto com funcionalismo e o reequilíbrio entre a atuação dos Poderes.

Bolsonaro já defendeu aborto como decisão do casal

Bolsonaro e Jair Renan. Em entrevista em 2000, o então deputado disse que deixou com a mãe a decisão de ter ou não o filho – Reprodução/FacebookReprodução/Facebook

O presidente Jair Bolsonaro, que criticou duramente a aprovação pelo Congresso argentino da descriminalização do aborto, teve outra postura no passado quando o assunto o envolveu diretamente. Em entrevista à revista IstoÉ Gente, em 2000, Bolsonaro disse que entendia que interromper ou não uma gestação deveria ser uma decisão do casal e admitiu que já tinha passado por uma experiência relacionada ao tema. Contou que deixou para sua então companheira, Ana Cristina Valle, decidir se teria ou não o único filho do casal, Jair Renan, hoje com 21 anos.

Nessa quarta-feira, no entanto, Bolsonaro foi às redes e fez um discurso radicalmente contrário ao aborto. “Lamento profundamente pelas vidas das crianças argentinas, agora sujeitas a serem ceifadas no ventre de suas mães com anuência do Estado. No que depender de mim e do meu governo, o aborto jamais será aprovado em nosso solo. Lutaremos sempre para proteger a vida dos inocentes!”, escreveu o presidente.

Natureza,Ambiente,Meio Ambiente,Blog do Mesquita 00

Bolsonaro anuncia veto à venda de terras a estrangeiros

O presidente Jair Bolsonaro anunciou que vai vetar o projeto de lei que facilita a compra e o arrendamento de terra por estrangeiros caso o projeto que trata do assunto, aprovado há duas semanas pelo Senado, passe pela Câmara.
A posição do presidente coincide com a do PT e de ONGs ambientalistas, como o Greenpeace, diversas vezes atacadas pelo presidente. Em transmissão semanal ao vivo pelas redes sociais, Bolsonaro classificou a proposta como antipatriótica e disse que não deixará o Brasil ser vendido a estrangeiros.
“Você acha justo vender terras aqui para estrangeiros? Se você vender terra para estrangeiro ele nunca mais vai revender para ninguém, vai ser território dele”, afirmou. “Não pode acontecer isso no Brasil. Passou no Senado… vai para a Câmara, se a Câmara aprovar tem o veto meu. Aí o Congresso vai derrubar ou não o veto. Falta patriotismo para nós. Não podemos permitir que o Brasil seja comprado”, emendou.
O projeto do senador Irajá Abreu (PSD-TO) foi aprovado após articulação entre a bancada ruralista e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).
O texto prevê a dispensa de autorização para a compra ou posse de imóveis com áreas de até quinze módulos fiscais por estrangeiros. Cidadãos ou empresas de outra nacionalidade poderão comprar essas áreas rurais até o limite de 25% do território do município. Também terá de ser observada a função social da propriedade.
“Ele [estrangeiro] vai comprar terras e municípios que ele sabe de uma forma ou de outra o que tem no subsolo”, criticou o presidente ainda em sua live. Bolsonaro lançou uma enquete em suas redes sociais sobre o projeto.

A proposta estabelece restrições para terrenos na região da Amazônia e também em áreas de fronteiras – casos em que será necessário aval do Conselho de Defesa Nacional.

Senado aprova projeto que facilita compra de terras por estrangeiros

Bolsonaro parece ter raiva dos mortos pela covid-19, afirma Mandetta


Mandetta considera gestão do governo desastrosa no combate à pandemia – Marcello Casal Jr./ABrMarcello Casal Jr./ABr

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta deu nota 3, de 0 a 10, para o governo Bolsonaro ao avaliar a condução do Executivo no enfrentamento da pandemia de covid-19. Em entrevista ao jornal O Globo, Mandetta disse que o presidente tem atuação desastrosa na crise, que demonstra mais apreço pela economia do que pela vida das pessoas e parece ter raiva dos brasileiros que perderam a vida para o vírus.

“O número de mortes fala por si. Ele (Bolsonaro) teve uma condução desastrosa. A desautorização do ministro em público, ‘manda quem pode e obedece quem tem juízo’; o ‘e daí?’; ‘não sou coveiro’; ‘gripezinha’; ‘está no final’. Está no final nada.

Se teve alguma coisa digna de nota eu não saberia te citar. Nós conseguimos ativar a indústria brasileira de respiradores, foi uma coisa que conseguimos fazer quando eu estava lá, conseguimos abrir 15 mil leitos de UTI, que é uma coisa positiva.

Agora, eles deixaram 7 milhões de kits no almoxarifado. O governo federal deixou as pessoas à própria sorte. Não vi nem sequer se solidarizar com quem perdeu um membro da família. É quase como se tivessem raiva das pessoas que morreram. Quem morreu é culpado.”

Para Mandetta, Bolsonaro militarizou o Ministério da Saúde e abriu uma crise tripla: “de prevenção, atendimento e vacina”. O ex-ministro considera que o titular da pasta, o general Eduardo Pazuello, não conhece nada da área.

“Ele falou várias vezes que entre a saúde e a economia, ele ia ficar com a economia. E a população começou a construir as suas linhas de defesa sem contar com a liderança da figura maior do governo. Vimos o Ministério da Saúde falando uma coisa e ele falando outra.

Ele começou a criticar todo e qualquer prefeito e governador que fizesse qualquer coisa para diminuir a velocidade de transmissão para não carregar o sistema de saúde, que era o principal problema da doença. Depois ele me troca, coloca um médico. É impossível para um médico com base científica fazer política de governo, firmar uma recomendação, uma prescrição médica.

Aí ele põe um militar para oferecer ordem. Faz uma intervenção militar na Saúde, mas um militar não tem a menor noção do que é Saúde. A gente passa a ter um governo federal que sai completamente do enfrentamento da Saúde e com o argumento de que o problema era de logística. Nunca foi, o problema era de Saúde pública, muito mais complexo do que carregar caixa para lá e para cá. E agora tem uma crise tripla, de prevenção, atendimento e vacina.

Mandetta, que foi demitido após confrontar o presidente ainda no início da pandemia, admite que esperava que o vírus não se propagaria de forma tão acelerada.

“Gostaria muito de ter tido melhor percepção, porque quando a China apresentou a doença, eles apresentaram como um vírus pesado, que se você identificasse a pessoa e bloqueasse os contatos dela, ele parava (de disseminar). A gente se preparou com essas informações para um vírus lento. Somente quando ele entrou na Itália, que fez aquele estrago no sistema italiano, e foi fazendo estrago na Inglaterra, na Espanha e se mostrou extremamente capaz de transmitir, é que vimos que estávamos diante de um vírus extremamente competente. Se eu soubesse que era um vírus tão competente em termos de transmissão, teria feito um sobredimensionament

Fatos & Fotos – 10/012/2020

Da série 15 razões para preferir jogar golfe


As ilustrações luminosas de
Tang Yau Hoong


O que desabou sobre os infelicitados habitantes de Southern Banânia, faz um estrago que nem o meteoro conseguiria. O brasileiro está impedido de entrar em vários países devido ao Covid. O  dólar explodiu encarecendo as viagens internacionais. E Alexandre Gracinha, ops!,Garcia, sustenta que a mudança do turismo, do mercado externo para o interno, foi fruto do trabalho do presidente da Embratur. O da sanfona.

O bolsonarismo redescobriu que, no Brasil, de nada adianta o racionalismo na política. Sua base está fincada nos instintos arcaicos encontrados nas sociedades de sapiens primitivos. Suas palavras chave são medo & ódio.


Pintura de Marc Chagall
L’écuyère en blanc,1941


O caso de Bolsonaro não é caso de impeachment, mas de insuficiência mental. Já houve precedência na história da Repúclica


A arte e a arte de Artur Bispo do Rosário


Design – Estantes


O plano de Bolsonaro para a vacinação contra a Covid nunca existiu. O Governo(?) primeiro mentiu e depois admitiu que não tem plano contra efeitos econômicos e sanitários do coronavírus.

O plano de Bolsonaro para a vacinação nunca existiu


Seul Coreia – Residência
Apartamento – Lab Architects



Foto do dia – Ballet – Tumblr
Agripina Yakovlevna Vaganova


Esse senhor que nos (des)governa, não é apenas asqueroso, porque asquerosas também são as hienas, mas elas não são antropófagas e cumprem seu papel no meio ambiente. Este senhor é repulsivo e repugnante, representa o que há de mais ojerizante na humanidade. Nem Hitler riu de suas vítimas publicamente.


Pintura de Isaac Levitan
Work through 1892 – Óleo s/cartão,12 x17cm


“O pior canalha que este país já produziu.”

João Ximenes Braga

Como juiz federal, Sérgio Fernando Moro, o mais célebre cidadão maringaense, destruiu a indústria da construção civil no Brasil, além da cadeia de óleo e gás. Levou à falência, numa tacada, as principais multinacionais brasileiras, entre elas a Odebrecht, que atuava em diversos países da América Latina e da África. Nisso, ele destruiu a economia do Rio de Janeiro. Muito se fala de Cabral. Nada, Cabral roubou. Quem destruiu os pilares da Economia do Rio de Janeiro foi Moro.

Os moradores de rua que transformaram o Centro da cidade num grande campo de concentração de desvalidos? Na conta do Moro.
E o que faz o Sérgio Fernando agora? Vai se alimentar da carniça do animal abatido. Foi contratado por uma empresa americana de consultoria, Alvarez & Marsal, que cuida, vejam bem vocês, que administra a falência… da Odebrecht!

Não é lindo isso? Não dá vontade de fazer cuti cuti na bochecha do Merval?
Depois de dar de bandeja a presidência ao sacolé de pus e virar seu ministro, agora ele vai ganhar um troco sugando as tripas da multinacional que ele mesmo destruiu, enquanto sua patroa promove um livro que destaca na capa “Moro X Lula”.

Não tem pra Lacerda. Não tem pra Toninho Malvadeza. Não tem pra Temer. Não tem pra Collor. Não tem nem pra Bolsonaro.
Sérgio Fernando Moro é o pior canalha que este país já produziu.


A pintura de Edvard Munch

Young Woman on the Beach,1896

Edvard Munch
Mother and Daughter,1897

Paesaggio marino,1918


O plano de Bolsonaro para a vacinação nunca existiu

Governo primeiro mentiu e depois admitiu que não tem plano contra efeitos econômicos e sanitários do coronavírus.

HÉLIO RODAK é um leitor do Intercept. Em maio deste ano, ele procurou o sistema de acesso à informação do governo federal com um pedido simples: uma cópia do plano nacional para tratar os efeitos sanitários e econômicos da pandemia de covid-19. Começava naquele dia uma saga que se estendeu pelos quatro meses seguintes, até culminar com o governo pego na mentira.

Agora, Rodak resolveu dividir o que descobriu com a gente. Seu pedido foi feito, primeiro, à Presidência da República; de lá, foi direcionado à Casa Civil. A primeira resposta do governo Bolsonaro veio no dia 8 de junho: algumas das informações que Rodak pediu seriam “documentos preparatórios”. Assim, não poderiam ser fornecidos – naquele momento, a pandemia já havia matado quase 40 mil brasileiros.

A Casa Civil argumentou que seria preciso aguardar a “edição do ato decisório” para que as informações pudessem ser entregues “devido ao risco de frustrar a própria finalidade em caso de divulgação antecipada”. A resposta ainda incluiu alguns links com ações isoladas e uma notícia sobre a apresentação do programa Pró-Brasil, uma iniciativa “proativa” do governo para reduzir os impactos com foco no período pós-pandemia.

Se você não sabe o que é essa iniciativa “proativa” (adoro gente que se autointitula proativa, como se não fosse mais do que a obrigação do governo pensar em soluções para a população diante da tragédia humanitária que estamos enfrentando), te convido a dar uma olhada no PDF tosco que apresentou a iniciativa. Nenhum detalhe, nenhum planejamento, nada, né? Pois é.

Rodak também não se satisfez e recorreu da primeira negativa no dia 15 de junho. A resposta veio uma semana depois: negado. Mais uma vez, o governo Bolsonaro empilhou links de iniciativas isoladas do comitê de crise e mencionou o proativo Pró-Brasil. Nada do plano nacional. Rodak insistiu. “Aquilo que me foi apresentado não se trata de um plano, mas de uma página de divulgação das ações já realizadas pelo governo”, ele justificou ao entrar com o recurso na segunda instância.

Uma semana depois veio a nova negativa: “a documentação a que se pretende acesso possui restrição especial, de caráter temporário”, justificou a Casa Civil. “Nesse momento é muito importante zelar pela segurança jurídica e pela confiança dos administrados. Assim, a restrição temporária se dá em harmonia com os interesses públicos do Estado em prol de toda a sociedade, como a segurança pública, a celeridade e a economicidade da administração pública”, disse o governo. Enquanto isso, o Brasil acumulava quase 60 mil mortes. A resposta ainda aproveitou para empilhar mais links e mencionar, pela terceira vez, o Pró-Brasil, o PDF proativo do governo.

Esse é um dos quatro slides de apresentação do Pró-Brasil. Plano? Não tem. Só isso aí mesmo.

Rodak, então, recorreu de novo – e, como determina a Lei de Acesso à Informação, a partir desta linha quem arbitra é a Ouvidoria-Geral da União, ligada à Controladoria-Geral da União. Nosso leitor argumentou o que parece óbvio: àquela altura, o Brasil já era o segundo país do mundo com mais mortes pelo novo coronavírus. Qual era a justificativa para que o tal plano continuasse sigiloso?

A resposta veio desta vez, no dia 3 de setembro: o recurso não poderia ser atendido porque… a informação não existe. “Em que pese as justificativas outrora formuladas, cumpre elucidar que não há especificamente um ‘plano nacional utilizado para tratamento dos efeitos econômicos e sanitários causados pela pandemia’ para que dele seja fornecida cópia”, respondeu o governo. Foi só na última instância que o leitor soube, e agora todos sabemos, que simplesmente não há um plano nacional para tratar os efeitos sanitários e econômicos da pandemia de covid-19.

Trocando em miúdos: apesar de ter negado e tentado enrolar, admitiu, por fim, que a informação que o nosso leitor queria – e todos nós – simplesmente não existe.

Trecho do parecer da CGU em que o governo enfim admite sua incompetência.

O governo afirmou que a crise é tratada por “estruturas temporárias e dinâmicas” criadas especificamente para esse fim. Também explicou que cada ministério tem suas próprias ações e programas para lidar com a pandemia – e que, se quisesse, Rodak teria de pedir a cada uma das áreas do governo os planos específicos. Articulação central? Planejamento? Nada.

A própria ouvidoria entendeu que o governo modificou seu argumento ao longo das respostas: primeiro disse que o plano estava em “documentos preparatórios” e depois falou em “restrição especial” até que, enquadrado, assumiu que eles não existem.

Não por acaso, o governo Bolsonaro já é recordista de negativas de acesso à informação: só pouco mais da metade dos pedidos é atendida. É o pior índice desde 2012, quando a lei entrou em vigor. Mas o nosso leitor, que não é jornalista, insistiu e pegou o governo menos transparente da história recente do país no pulo – e achamos que vocês fossem gostar de saber disso.

O Brasil já tem 157 mil mortes por covid-19 e está no quarto lugar no ranking de óbitos proporcionais à população, atrás apenas de Bolívia, Bélgica e Peru. A economia também deve retroceder 5,8% em 2020 – e o Brasil ainda bateu o recorde de desemprego, 13,8%, maior número desde o início da série histórica em 2012. Bolsonaro não salvou vidas e nem empregos. Agora vocês já sabem: o plano para isso nunca existiu.

Fatos & Fotos – 09/12/2020

Ministro da Saúde Eduardo Pazuello apresentando, hoje, o projeto brasileiro pra vacina: “Se conseguirmos adquirir”; “se conseguirmos uma grande quantidade”, “se adquirirmos os freezers”, “se”, “se”, “se”. Não houve frase do ministro que não começasse com “Se”. Só esqueceu de “Se Bolsonaro se mancar”…


MiG29 SMT


Henri Matisse
Odalisque with Gray Pants,1927Ex-Libris


Esculturas de  Antony Gormley


Foto do dia – Roberto Parmiggiani
Ethiopia


Moro investigou Lula mas só achou prova contra Aécio, antigo herói dele e da direita. Virou ministro do Bozo, foi desmascarado na VazaJato e agora vai ganhar milhões na massa falida da Odebrecht. Não fosse a Globo, Moro não passaria de um militante do PSDB de Maringá


Ballet – Polina Semionova


Negar a realidade deliberadamente, insistentemente, teimosamente, como fazem Bolsonaro e asseclas, parece indicar duas possibilidades: alguma patologia de ordem mental ou desonestidade em alto grau. De uma forma ou de outra, o negacionismo atropela princípios. Ou banimos essa chaga ou a sociedade se esfarela.


Pintura de  Henri Matisse
Canal du Midi 1898
Óleo sobre Madeira – 24 x 36cm


Bolsonaro capturou a Anvisa, que está sendo usada para sabotar a vacinação em S. Paulo com a vacina chinesa coronavac. Já governo federal não tem rumo nem vacina. É intolerável que nossas vidas estejam sendo atreladas à ignorância e às convicções ideológicas de Bolsonaro.


Da série:”15 razões para preferir jogar golfe”!


Moro prestando consultoria para empresas quebradas pela Lava Jato parece aquele cara que fura pneu do seu carro e depois se oferece como borracheiro.



Tenho que concordar com Lady Marreco: o marido dela e o da Micheque são uma coisa só. Gosmenta e malcheirosa.


Pintura de Ivan Shishkin
“Pine without the sun”,1890