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Viena: Um Século de Revolução na Arte

Detalhe de “O beijo”
pintura de Gustav Klimt

Bildergalerie Gustav Klimt Der Kuss AUSSCHNITT

Capital austríaca recorda Gustav Klimt, Egon Schiele, Koloman Moser e Otto Wagner, representantes do art nouveau e do modernismo e que transformaram metrópole no Danúbio em centro mundial da arte.

Para os austríacos, o ano de 1918 não marcou apenas a derrota na Primeira Guerra Mundial e o fim do Império Austro-Húngaro, mas também a morte de grandes expoentes da Secessão Vienense (art nouveau) e do modernismo.

Para lembrar o centenário dessa era de transformação, Viena preparou uma série de exposições sem precedentes sobre os pintores Gustav Klimt, Egon Schiele e Koloman Moser, como também sobre o arquiteto Otto Wagner. São nomes que transformaram a cidade imperial no Danúbio num dos principais centros artísticos da época e que ainda hoje são admirados por aficionados da arte, do design e da arquitetura.

O Museu Leopold de Viena deu o pontapé inicial nesta semana com a primeira de seis mostras especiais – na capital austríaca e arredores serão cerca de 20 – com destaque para Klimt e Moser, entre outros.

O Museu Histórico Artístico de Viena ergueu novamente a sua Stairway to Klimt (Escadaria para Klimt), plataforma que permite observar o ciclo de pinturas que o então jovem artista executou no salão de entrada do edifício.

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Klimt e Moser

Gustav Klimt morreu aos 55 anos, em fevereiro de 1918, de um AVC seguido de uma infecção pulmonar. O pintor foi o principal representante do art nouveau austríaco, tendo sido líder da Secessão Vienense, nome dado à associação de artistas plásticos em Viena no final do século 19 e início do século 20 e pelo qual também ficou conhecido o art nouveau na Áustria.

Além de pintor, Klimt também foi designer, sendo o responsável pelas portas de metal do prédio da Secessão, projetado pelo arquiteto Josef Olbrich no final do século 19 em Viena. Em 1902, ele pintou para o mesmo edifício o Friso de Beethoven. Entre suas principais obras posteriores, está o quadro O beijo, executado entre 1907-1908.

Conhecido por cartazes, postais e papéis de parede que caracterizam até hoje o art nouveau, Koloman Moser foi pintor, artista gráfico e um dos principais representantes do art nouveau vienense. Ele morreu de câncer, em outubro de 1918, aos 50 anos.

Kolo Moser - Einbandsentwurf - 1897 (public domain)

Trabalhos gráficos de Kolomar (Kolo) Moser marcaram o art nouveau

Schiele e Wagner

O Museu Leopold combina quadros e trabalhos gráficos de Egon Schiele com suas poesias, como também documentos, fotos e objetos de sua vida.
O Museu Viena (Wien Museum) apresenta um grande mostra sobre o arquiteto Otto Wagner.

Egon Schiele seguiu, na Áustria, os passos do expressionismo e foi, ao lado de Gustav Klimt e Oskar Kokoschka, um dos principais representantes do modernismo em Viena. Ele morreu de gripe espanhola em 31 de outubro de 1918, com apenas 28 anos.

Otto Wagner foi arquiteto, urbanista e teórico da arquitetura na Viena da Belle Époque, desenvolvendo ao longo do tempo até sua morte um estilo menos ornamentado e mais funcional, sendo hoje considerado um dos precursores do modernismo arquitetônico. Ele morreu em abril de 1918 de uma infecção advinda da má alimentação durante os anos de guerra.

Österreich Wien - Otto Wagner Häuser (picture alliance/picturedesk.com/W. Gredler-Oxenbauer )Edifício projetado por Otto Wagner em Viena, com desenho de adorno de fachada por Koloman Moser

Para além de 1918

As exposições em Viena querem mostrar não somente a obra desses grandes artistas, mas também o seu impacto para além de sua época.

O Museu Belvedere traz, primeiramente, a mostra Klimt ist nicht das Ende – Aufbruch in Mitteleuropa (Klimt não é o final – uma nova era na Europa Central), para depois mostrar Egon Schiele – Wege einer Sammlung (Egon Schiele – Caminhos de uma coleção).

O Museu de Artes Aplicadas (MAK) analisa em mostra a influência de Otto Wagner sobre os contemporâneos e as gerações subsequentes de arquitetos e designers. Além disso, em dezembro, o MAK vai mostrar alguns de seus tesouros da Secessão Vienense, dedicando-se também à obra de Koloman Moser.

CA/afp/dpa/ots

Hot Rods

Muito foi escrito
sobre a história dos Hot Rods

Mas a origem dos hot rods pode ser apontada pouco antes do final da Segunda Guerra Mundial. De fato, a mania de carros personalizados começou ainda mais antes, antes da Primeira Guerra Mundial. A personalização de carros era muito popular entre os abastados dos EUA e da Europa.

As pessoas adorariam correr com seus carros modificados nos vastos e vazios leitos secos a nordeste de Los Angeles, sob as regras da Southern California Timing Association. A atividade aumentou em popularidade após a Segunda Guerra Mundial.

Os hot rods originais eram carros antigos, mais frequentemente os Ford, que foram modificados para reduzir o peso e melhorar a aerodinâmica.O período entre o final da guerra em 1945 e o início dos anos 50 viu vários fatores se unirem, principalmente em um só lugar, no sul da Califórnia, que criou um ambiente único para o hot rod e sua cultura. Na história dos hot rods, o termo “hot rods” parece ter surgido pela primeira vez no final da década de 1930 no sul da Califórnia.

Algumas das modificações típicas foram retirar todas as peças não essenciais, como capas conversíveis, capô, pára-choques, pára-brisas e abaixar o chassi.

O mecanismo foi modificado ajustando e / ou substituindo por um tipo mais poderoso. Essas modificações foram consideradas para melhorar a aparência também, levando a feiras de automóveis na década de 1960. Eventualmente, cupês e sedãs se juntaram às fileiras. Mas esses modelos mais pesados ​​foram submetidos a uma cirurgia drástica para abaixar o topo e inclinar o pára-brisa para trás.

A história dos hot rods mostra como, com o crescente interesse pelos hot rods, os “concursos de velocidade” estavam ocorrendo com maior frequência e conseqüências mais terríveis.

Com mais causalidades ocorrendo, os hot rods foram marcados como uma ameaça social, exigindo maior controle ou até mesmo eliminação. Eles corriam sem monitoramento e várias vítimas estavam em ascensão.

Estava na hora de alguém assumir o controle da situação. Em 1937, foi formada a Southern California Timing Association, que desenvolveu sistemas de temporização mais sofisticados. Isso, por sua vez, ajudou muito a tornar o hot rodding mais seguro e organizado.

Em 1941, uma publicação mensal chamada Throttle Magazine foi projetada com o objetivo de acompanhar os resultados das corridas, apresentando alguns dos melhores carros, além de relatar novos problemas de segurança e velocidade.

Mas em 1941, com os EUA se envolvendo na Segunda Guerra Mundial, o hot rodding teria que esperar. A história dos hot rods mostra que, no final da Segunda Guerra Mundial, muitos pequenos aeroportos militares em todo o país foram abandonados ou raramente usados.

Esses aeroportos permitiram que o Hot Rodders de todo o país corresse em pistas marcadas.

Com o hot rodding ganhando popularidade, muitas revistas e associações que atendem ao Hot Rodders começaram com a necessidade de uma organização promover as imagens do Hot Rod.