loader
Arte | Poesia | Literatura | Humor | Tecnologia da Informação | Design | Publicidade | Fotografia

Aldemir Martins – Pinturas – Biografia quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Se vivo fosse, meu amigo querido Aldemir¹, estaria completando hoje, 96 anos de Idade Cangaceiro, 1986 – Acrílica sobre tela ¹Aldemir Martins (Ingazeiras CE 1922 – São Paulo SP 2006). Pintor, gravador, desenhista, ilustrador. Em 1941, participa da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira (1922-1967), Raimundo Cela (1890-1954), Inimá de Paula (1918-1999) e Mario Baratta (1915-1983), um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passa a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas – SCAP. Aldemir…

Brecht – Versos na tarde – 11/06/2017 quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Então Brecht¹ Ele se revela uma farsa. Tomo A balança da sua justiça e mostro Os pesos falsos. E os seus informantes relatam Que me encontro entre os despossuídos, quando Tramam a revolta. Eles me advertiram e me tomaram O que ganhei com meu trabalho. E quando me corrigi Eles foram me caçar, mas Em minha casa Encontraram apenas escritos que expunham Suas tramas contra o povo. Então Enviaram uma ordem de prisão Acusando-me de ter idéias baixas, isto é…

Garcia Lorca – Versos na tarde – 26/09/2017 terça-feira, 26 de setembro de 2017

Se as minhas mãos pudessem desfolhar Garcia Lorca¹ Eu pronuncio teu nome nas noites escuras, quando vêm os astros beber na lua e dormem nas ramagens das frondes ocultas. E eu me sinto oco de paixão e de música. Louco relógio que canta mortas horas antigas. Eu pronuncio teu nome, nesta noite escura, e teu nome me soa mais distante que nunca. Mais distante que todas as estrelas e mais dolente que a mansa chuva. Amar-te-ei como então alguma vez?…

Carlos Drummond de Andrade – Versos na tarde – 30/07/2017 domingo, 30 de julho de 2017

Ausência Carlos Drummond de Andrade ¹ Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim. ¹ Carlos Drummond de Andrade * Itabira do Mato Dentro, MG, – 31 de Outubro de…

Murilo Mendes – Versos na tarde – 29/07/2017 sábado, 29 de julho de 2017

O fósforo Murilo Mendes ¹ Acendendo um fósforo acendeu Prometeu, o futuro, a liquidação dos falsos deuses, o trabalho do homem. O fósforo: tão radioso quanto secreto. Furioso, deli- cado. Encolhe-se no seu casulo marrom; mas quando cha- mado e provocado, polêmico estoura, esclarecendo tudo. O século é polêmico. O gás não funciona hoje. Temos greve dos gasistas. A Itália tornou-se a Grevelândia. Mas preferimos essa semi- -anarquia à “ordem” fascista. O fósforo, hoje em férias, espera paciente no seu…

Brecht – Versos na tarde – 30/06/2017 sexta-feira, 30 de junho de 2017

Aos Vacilantes Brecht¹ O que está errado, agora, no nosso discurso? Alguma coisa? Ou tudo? Com quem ainda podemos contar? Somos sobras da correnteza viva, que o rio depositou em suas margens? Ficaremos para trás, sem entendermos, sem sermos entendidos por ninguém? Precisamos ter sorte? Isso é o que perguntas. Não esperes resposta a não ser de ti mesmo. ¹Eugen Berthold Friedrich Brecht * Augsburg, Alemanha – 10 de Fevereiro de 1898 + Berlim, Alemanha – 14 de Agosto de…

Brecht – Versos na tarde – 24/06/2017 sábado, 24 de junho de 2017

Também o céu Brecht¹ Também o céu às vezes desmorona E as estrelas caem sobre a terra Esmagando-a com todos nós. Isto pode ser amanhã. ¹Eugen Berthold Friedrich Brecht * Augsburg, Alemanha – 10 de Fevereiro de 1898 + Berlim, Alemanha – 14 de Agosto de 1956 Conheça a Biografia de Brecht [ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Brecht – Versos na tarde – 23/06/2017 sexta-feira, 23 de junho de 2017

Na morte de um combatente da paz Brecht¹ Aquele que não cedeu Foi abatido O que foi abatido Não cedeu. A boca do que preveniu Está cheia de terra. A aventura sangrenta Começa. O túmulo do amigo da paz É pisoteado por batalhões. Então a luta foi em vão? Quando é abatido o que não lutou só O inimigo Ainda não venceu.   ¹Eugen Berthold Friedrich Brecht * Augsburg, Alemanha – 10 de Fevereiro de 1898 + Berlim, Alemanha –…

Brecht – Versos na tarde – 22/06/2017 quinta-feira, 22 de junho de 2017

Esse desemprego Brecht¹ Meus senhores é mesmo um problema Esse desemprego! Com satisfação acolhemos Toda oportunidade De discutir a questão. Quando queiram os senhores! A todo momento! Pois o desemprego é para o povo Um enfraquecimento. Para nós é inexplicável Tanto desemprego. Algo realmente lamentável Que só traz desassossego. Mas não se deve na verdade Dizer que é inexplicável Pois pode ser fatal Dificilmente nos pode trazer A confiança das massas Para nós imprescindível. É preciso que nos deixem valer…

Brecht – Versos na tarde – 21/06/2017 quarta-feira, 21 de junho de 2017

Se fossemos infinitos Brecht¹ Fossemos infinitos Tudo mudaria Como somos finitos Muito permanece. Sobre a violência A corrente impetuosa é chamada de violenta Mas o leito do rio que a contem Ninguém chama de violento. A tempestade que faz dobrar as bétulas E tida como violenta E a tempestade que faz dobrar Os dorsos dos operários na rua? ¹Eugen Berthold Friedrich Brecht * Augsburg, Alemanha – 10 de Fevereiro de 1898 + Berlim, Alemanha – 14 de Agosto de 1956…

Brecht – Versos na tarde – 20/06/2017 terça-feira, 20 de junho de 2017

Refletindo sobre o inferno Brecht¹ Refletindo, ouço dizer, sobre o inferno Meu irmão Shelley achou ser ele um lugar Mais ou menos semelhante a Londres. Eu Que não vivo em Londres, mas em Los Angeles Acho, refletindo sobre o inferno, que ele deve Assemelhar-se mais ainda a Los Angeles. Também no inferno Existem, não tenho dúvidas, esses jardins luxuriantes Com as flores grandes como árvores, que naturalmente fenecem Sem demora, se não são molhadas com água muito cara. E mercados…

Brecht – Versos na tarde – 18/06/2017 domingo, 18 de junho de 2017

Precisamos de você Brecht¹ Aprende – lê nos olhos, lê nos olhos – aprende a ler jornais, aprende: a verdade pensa com tua cabeça. Faça perguntas sem medo não te convenças sozinho mas vejas com teus olhos. Se não descobriu por si na verdade não descobriu. Confere tudo ponto por ponto – afinal você faz parte de tudo, também vai ao barco, “aí pagar o pato, vai pegar no leme um dia. Aponte o dedo, pergunta que é isso? Como…

© Copyright 2018 Blog do Mesquita - Direitos Reservados. | POLÍTICA DE PRIVACIDADE | MBrasil