STJ recebe pedido de procuradoria para investigar Beto Richa do PSDB

Um dos delatores do esquema aponta que houve repasse de valores oriundos do esquema para a campanha de reeleição de Beto Richa.

O governador do Paraná,Beto Richa (PSDB)

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu pedido da Procuradoria-geral da República para que abra inquérito contra o governador do Paraná, Beto Richa, no âmbito da Operação Publicano, que investiga fraudes na Receita do Estado.

Um dos delatores do esquema aponta que houve repasse de valores oriundos do esquema para a campanha de reeleição de Richa.

O pedido de abertura de inquérito foi feito pela PGR no final de janeiro.

Richa chegou a enviar reclamação à Justiça Criminal de Londrina, no Paraná, na qual alegou que não poderia ser investigado perante a Justiça de primeira instância em razão do foro privilegiado a que tem direito.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Na ocasião, o Ministério Público do Estado do Paraná afirmou que, embora mencionado por delatores, o governador não havia sido indiciado perante a Justiça estadual.

Na mesma reclamação, no entanto, a vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, informou que enviou requerimento ao STJ para apurar se há envolvimento do governador tucano nos fatos narrados pelo delator.

O caso foi distribuído no último dia 21 e está sob relatoria do ministro João Otávio de Noronha, no STJ.

No curso das investigações da Operação Publicano, Luiz Antônio de Souza, auditor fiscal suspeito de integrar o esquema que atuava no fisco paranaense, afirmou em delação premiada que ele e colegas arrecadaram até R$ 2 milhões para a reeleição de Richa no ano passado, via caixa 2.

O delator afirmou que auditores que atuavam na Receita de Londrina reduziam dívidas tributárias de empresas em troca de contribuições.
Beatriz Bulla, do Estadão Conteúdo

Tribunal de Contas apura indício de corrupção em obras de mais 111 colégios no Paraná

Uma auditoria do Tribunal de Contas do Paraná (TC) põe em dúvida a lisura de obras realizadas em 111 colégios estaduais que consumiram R$ 67 milhões do programa Renova Escola.

Relatório do TC recomenda que o valor seja retirado da base do programa “em função de indícios de fraude e corrupção, até que seja concluída a revisão [dos contratos], ora, em andamento”.

O TC aponta ainda que pelo menos R$ 2,5 milhões correspondem a serviços em 5 escolas que foram pagos mas não executados.

A dinâmica é semelhante à apurada pela Operação Quadro Negro e abrange outras construtoras – o que levanta suspeitas quanto ao esquema ser mais amplo do que o investigado.

Quadro Negro apura desvios de R$ 18 milhões em obras de escolas estaduais executadas pela construtora Valor.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O Renova Escola integra o Projeto Multissetorial para o Desenvolvimento do Paraná, que é financiado com recursos do Banco Mundial.

Com a recomendação do TC, o banco informou que vai descontar os R$ 67 milhões dos próximos repasses.

O dinheiro corresponde ao que foi gasto em 43 ampliações e 68 reparos emergenciais em escolas iniciados até 2014. A gestão do programa é da Superintendência de Desenvolvimento Educacional (Sude), da Secretaria de Estado da Educação (Seed).

Segundo o TC, os fiscais da Sude fraudavam vistorias às obras, indicando em seus boletins que a execução das ampliações ou reparos estava em estágio mais avançado do que a realidade.

Isso resultava “em pagamentos por serviços não executados ou executados de forma diversa da prevista em contrato”.

Além disso, relatório do tribunal concluiu que há “indícios de conluio entre a direção da Sude, fiscais de obras e empresas contratadas”.

Foram indícios como esses que fizeram a Seed instaurar sindicâncias que levaram à Operação Quadro Negro, do Nurce (Polícia Civil) e do Gaeco (Ministério Público).

A Seed informou que as investigações começaram a partir da sindicância da secretaria e que a pasta colabora com todas as apurações.
Gazeta do Povo

Grupo de juristas e professores universitários do Paraná pede impeachment de Beto Richa

Personalidades - Políticos Beto Richa ParanáA petição com o pedido de impeachment de Richa será protocolada nesta segunda-feira (25), na Assembleia Legislativa.

CRISE POLÍTICA
Grupo de juristas e professores universitários do Paraná pede impeachment de Beto Richa
Os professores estão em greve há cerca de um mês. Uma reunião entre o sindicato e o governo do estado terminou sem acordo na terça-feira

Um grupo formado por juristas e professores universitários pretende entregar, na segunda-feira, um pedido de impeachment do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), à Assembleia Legislativa do estado.

O grupo já havia feito um julgamento simbólico na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em que considerou Richa responsável pela ação da PM contra professores em greve que terminou com mais de 200 pessoas feridas no dia 29 de abril em Curitiba.

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Até as 16h desta sexta-feira, a petição online com o pedido de impeachment de Richa tinha 2.300 assinaturas. A iniciativa partiu do professor de Direito Tarso Cabral Violin, que foi atingido no olho por policiais no dia da ação contra a greve, e já tem o apoio de outros professores, alunos, ativistas e de organizações da sociedade civil.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Segundo Violin, diferentes argumentos jurídicos são usados na petição. “O governador cometeu crimes de responsabilidade. Mesmo que ele não tenha ordenado o massacre, Richa deixou que ele acontecesse. Mesmo sendo avisado, ele permitiu que o poder público cometesse a agressão”, disse.

Os professores estão em greve há cerca de um mês. Uma reunião entre o sindicato e o governo do estado terminou sem acordo na terça-feira.

A categoria pede um reajuste de 8,17%, enquanto a gestão de Richa oferece 5%. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Paraná, a ação da PM no dia 29 de abril deixou 392 feridos.
Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Delator diz que comitê de Richa teve verba suja

Sempre que se depara com um descalabro petista, o tucanato federal fala duas vezes antes de pensar. Quando o escândalo tem plumas e bico, o ninho silencia sem raciocinar.

Acusado de trocar propinas por redução ou até cancelamento de multas, um auditor da Receita estadual do Paraná decidiu endurecer o dedo.

Após assinar um acordo de delação premiada com o Ministério Público, Luiz Antônio de Souza disse em depoimento prestado nesta sexta-feira que repassou cerca de R$ 2 milhões em verbas sujas para o comitê de campanha do governador tucano Beto Richa.

[ad name=”Retangulo – Anuncios – Esquerda”]Preso em Londrina, Luiz Antônio é acusado de fraudar o fisco paranaense junto com outros 14 auditores e funcionários do Estado.

Segundo ele, o esquema era comandado por um ex-inspetor-geral de fiscalização da Receita estadual.

Chama-se Márcio Albuquerque de Lima. Também está preso.

O delator sustenta que Márcio agia como preposto de Luiz Abi Antoun.

Que, por sua vez, apresentava-se como primo do governador Beto Richa.

Procurado, Richa limitou-se a dizer que assuntos de campanha deveriam ser tratados com o partido.

E o diretório do PSDB no Paraná soltou nota.

Nela, utilizou os mesmos argumentos que o PT usa para defender o tesoureiro preso João Vaccari.

Diz a nota que a arrecadação foi feita por um comitê financeiro. As contas estão “dentro da legalidade”.

E foram “aprovadas integralmente pela Justiça Eleitoral.”

Nessa toada, o PT ainda acusa o PSDB de plágio. E vice-versa.
Blog Josias de Souza

Cortella: Tucanos Richa e Alckmin cometem atentado contra o futuro

Professor Mário Sérgio CortellaO Doutor em Educação, professor e filósofo Mário Sérgio Cortella, constantemente destacado pela grande mídia, lamentou pelo Twitter a violência protagonizada pela Polícia Militar do Paraná e orquestrada pelo governador tucano Beto Richa, contra os professores da rede estadual na última quarta-feira (29) e criticou também o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin pelo mesmo tratamento dado aos professores paulistas.

Professor Mário Sérgio Cortella

Para ele, “um governo estadual (como o do #Paraná) que trata os seus professores com cassetete, balas e bombas, comete um atentado contra o futuro”.

Ele também compartilhou uma charge publicada pelo jornal Brasil de Fato com a seguinte mensagem: “Em protesto que pede intervenção militar, você é tratado com educação. Em protesto que pede educação, você é tratado com intervenção militar”.

Mário Sérgio Cortella foi cotado pelo governo Dilma Rousseff para ocupar o Ministério da Educação na vacância deixada por Cid Gomes.

Nascido em Londrina, interior do Paraná, Cortella concluiu seu mestrado em Educação pela PUC-SP, sob a orientação de ninguém menos que o Prof. Dr. Paulo Freire.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Ao longo de sua carreira, o professor Mário Sérgio coleciona várias obras publicadas no campo da Filosofia e da Educação.

Cortella também ocupou o cargo de secretário municipal de Educação de São Paulo (1991-1992), durante a administração da, então petista, Luiza Erundina.

Por todas essas qualidades, o professor é constantemente consultado pela imprensa por temas diversos. Formador de opinião, Cortella tem ainda, sutilmente, conseguido lançar suas ideias na grande mídia hegemônica.

Abaixo as mensagens publicadas pelo professor na rede social:

 

 

Lava-Jato bate na porta do Governador Beto Richa do PSDB

Juiz Sérgio Moro investiga negócios entre o ex-deputado André Vargas (sem partido), preso, com empresas e órgãos estaduais do governo Beto Richa (PSDB), aponta reportagem do jornal Gazeta do Povo; força-tarefa do MPF investiga se algum político levou vantagem nos sete contratos firmados pela empresa usada por Vargas, a tecnologia It7 Services, no valor de R$ 18 milhões, com Receita Estadual do Paraná, a Celepar e a Compagás

Tópicos do dia – 30/04/2012

12:34:47
Código Florestal
Lamento remar contra esperanças, mas a batalha está perdida. Jamais o ambiente vencerá o capital. Até as cinzas, o desastre é inexorável. Os descendentes dos atuais e futuros predadores haverão de amaldiçoar seus ancestrais que lhes legará uma terra arrasada.

12:38:20
Brasil: da série “só doi quando eu rio”! Coca Cola e Obesidade
“A Coca Cola foi o patrocinador da exposição contra a obesidade “Emagrece, Brasil”, que terminou na quinta (26), na sede, em Brasília.”

12:39:33
Brasil: segundo propagando dos governos o paraíso é aqui
Tenho dois filhos trabalhando e morando na Europa há 10 anos. Dublin e Londres. Ontem, em estado de torpor intelectual, talvez rescaldo da virose, fiquei assitindo TV aberta. Ante a maravilha de país vendido pelas diversas propagandas dos mais diferentes entes federativos, irei recomendar a meus filhos que abandonem a porcaria dessa Europa e venha habitar aqui no paraíso Tupiniquim.

12:41:14
STF e cotas raciais
O voto mais chinfrim dado no STF sobre a ADI das cotas raciais foi disparadamente, a meu sentir, a do ministro Lewandowski.
Argumentou, entre outras “boutades” politicamente corretas, ARGH!” que “o princípio da igualdade evoluiu do simplesmente declaratório para a fase em que se trabalha para a construção de um país menos desigual.”
Uáu! Caldo de xuxú! Pelo verbo de sua (dele) excelência o mérito será linear.
Como disse Oscar Wilde, “As boas intenções têm sido a ruína do mundo. As únicas pessoas que realizaram qualquer coisa foram as que não tiveram intenção alguma.”
A China investe maciçamente em educação de base com o intuito de preparar as gerações futuras.
O Brasil como sempre tenta dar um “jeitinho”.
A verdade sobre a questão é uma só: havendo excelência na educação de base, as cotas tornam-se desnecessárias, pois TODOS estarão competindo em pé de igualdade.
O sistema de cotas é demagogo.
É um procedimento tão insano como tentar enxugar gelo.
Sofismam séculos de desgovernos e descaso institucional para com a educação pública.
Ps. Faltam cotas para obesos, não cabem nas carteiras escolares, videntes, impedidos de fazer provas por acusação de saber por meios incomuns os gabaritos das provas, marcianos, por não apresentar atestado local de residência…

13:11:47
A cachoeira, a pizza e a parcialidade
Os culpados? Só os outros!
Marconi Perillo, Beto Richa, Demóstenes Torres, não são do PT.
São do PSDB e do DEM, nem eu sou, nem nunca fui de porcaria de partido político nenhum.
A melhor maneira de alimentar o forno da pizza é ser parcial e continuar achando que somente os adversários são culpados.

18:09:12
Campanha: Gandula do Engenhão para o STF.
Ví a pouco, Globo News, a gandula que agiu rapidamente para colocar a bola em jogo em uma partida de futebol, o que permitiu que um gol fosse assinalado. Considerando que:
1. a senhorinha em questão é formada em educação física.
2. a constituição não exige bacharelado em direito para o cargo de Ministro do Supremo Tribunal.
3. os brasileiros precisamos da mesma agilidade naquela corte, antes que o jogo do mensalão vá pra prorrogação.
Inicio a campanha para que a competente e ágil profissional seja indicada para a próxima vaga na suprema corte.

19:11:13
Governo opera para restringir CPI a Perillo e tirar empreiteira Delta do foco
Por Eugênia Lopes,  no Estadão:
Centralizar tudo nas mãos de poucos para evitar eventuais vazamentos de documentos sigilosos, poupar a Delta Construções, limitar a apuração aos funcionários da empreiteira com participação no esquema do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e tentar pôr o foco das investigações em cima do governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo. Esta é a estratégia que começou a ser montada pelos partidos aliados do governo, em especial o PT, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira.

Incentivados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os petistas buscarão tirar o foco das investigações de cima da Delta Construções, principal empreiteira do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. A ideia é impedir a convocação de empregados da empresa que não têm relação com o esquema de Cachoeira, como defende a oposição. A oposição estuda elaborar requerimentos, que os governistas tentarão derrubar, propondo a convocação dos diretores e gerentes da Delta dos 23 Estados onde existem obras da empresa.

Ao mesmo tempo em que tentam restringir as investigações em torno da Delta, a orientação é procurar incriminar o governador tucano no esquema ilegal de Carlinhos Cachoeira. A tática dos governistas é verbalizada pelo líder do partido na Câmara, Jilmar Tatto (SP), e será posta em prática tão logo sejam analisados os documentos das operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal.
Parlamentares do PT estão convencidos de que a atividade criminosa em Goiás tinha como parceira a Segurança Pública do Estado. Ou seja, em última instância, contava com o aval do governador Marconi Perillo. Em relação ao governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), que teve seu nome citado por integrantes do esquema de Cachoeira, os petistas tentarão poupá-lo neste primeiro momento de trabalhos da CPI.

Porém, nos bastidores já avisaram que, se for necessário, não vão titubear em entregar a “cabeça de Agnelo”. “O envolvimento neste momento é muito maior do governador do PSDB”, diz Tatto, para quem está claro que Perillo tem uma “relação muito próxima com Cachoeira”.
Controle. Para conseguir manter as rédeas da CPI, os governistas também já decidiram que não vão ceder ao apelo da oposição para criar sub-relatorias por temas dentro da comissão. Dessa forma, estão certos de que evitaram vazamentos de informações e o esvaziamento do relator Odair Cunha (PT-MG). O temor é que as sub-relatorias ganhem “vida própria” e acabem se tornando mais importantes do que o trabalho do relator.

A blindagem da CPI tem a anuência do presidente da comissão, Vital do Rego (PMDB-PB), que já avisou ser contrário às sub-relatorias.

Reticente em relação à criação da CPI, o PMDB participa da comissão com parcimônia, com nomes apontados como de “segundo escalão” dentro da hierarquia partidária. Bem diferente do PT que reforçou a CPI com suas estrelas partidárias.


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Eleições 2010: Mônica Serra, mulher de Serra entra na campanha atacando o bolsa família

Mônica Serra, mulher do presidenciável José Serra entrou, metaforicamente falando, com os dois pés – calçados em saltos altos elegantes – na campanha eleitoral. Mônica Allende Serra, é chilena e formada em psicologia, mirou diretamente no programa “bolsa família”.

Mônica Allende Serra, mulher do presidenciável José Serra, entra na campanha.

A mulher de Serra resolveu entrar na campanha em busca principalmente do voto feminino. Para a ex-primeira dama paulista “minha participação na campanha é falar com as mulheres e poder colocar para elas qual a forma de trabalho de Serra”. Só o tempo poderá dizer se a intervenção da psicóloga foi um eficiente passo dado com um elegante “scarpin”, ou uma desastrada botinada nos já combalidos índices eleitorais do Zé.
O Editor


Mônica: “As pessoas não querem mais trabalhar e estão ensinando isso aos filhos”

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Mônica Serra, mulher do candidato à presidência José Serra (PSDB) entrou de salto alto na campanha corpo a corpo com a população. Foi com uma bota que ela começou seu trabalho em Curitiba, na sexta, em reunião com lideranças comunitárias, mas no segundo compromisso, depois de alguns minutos de caminhada em um bairro da periferia da capital paranaense, recebeu uma sandália sem salto que estava no carro. E não entendeu quando a troca de calçado foi alvo de fotógrafos que a acompanhavam.

A passagem de Mônica por Curitiba marca o novo estilo que ela quer adotar para tentar ganhar votos para o marido. Psicóloga e professora aposentada, a discreta esposa de Serra irá esta semana a capitais do Nordeste.

Nega que seja uma estratégia motivada pela existência de duas mulheres na disputa, Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV), e explica sua motivação. “A questão do gênero está superada”, diz. “Os eleitores de Serra precisam saber que ele não chega sozinho, mas com a família e seus princípios e valores”.

Goiás e Minas também já foram visitados por Mônica recentemente, de maneira discreta.

Em Curitiba, ela começou o dia em café da manhã com representantes de todos os bairros da cidade, ao lado de Fernanda Richa, mulher do candidato tucano ao governo, Beto Richa, e outras lideranças femininas que citaram diversas vezes a participação de Serra na chegada dos genéricos ao país.

Ao pegar o microfone, disse estar emocionada. “Pensei: não vou conseguir falar”, contou, pouco antes de criticar o programa Bolsa Família. “As pessoas não querem mais trabalhar, não querem assinar carteira e estão ensinando isso para os filhos”, falou. Ela lembrou a origem humilde do marido e a importância que a mãe dele teve ao defender o desejo que Serra tinha de estudar.

Antes de o microfone voltar para as mãos de Fernanda Richa, que corrigiu o discurso contra o Bolsa Família e afirmou que o programa será mantido, mas por um período, até que a pessoa tenha promoção social, Mônica entrou no tema religião. Perguntou quantos eram católicos na plateia, concluiu que era a maioria e emendou: “Nas intenções, peçam bênção para o Serra e o povo brasileiro”.

Como ela nasceu no Chile, carrega o sotaque de seu país, mas falou com as pessoas e posou para fotos com adultos e crianças, usando um colete azul com o nome do marido bordado em amarelo.

No bairro Vila Esperança, onde foi recebida com foguetório, Mônica caminhou ao lado de Lula, apelido que o líder local Odair Rodrigues ganhou devido a uma semelhança física e de voz com o presidente, em quem votou nas últimas eleições. Inicialmente, Lula disse ao Valor que estava pensando em votar em Dilma.

“Sou sincero”, afirmou. Minutos depois, mudou a fala. “A gente vai com o Serra, sim. Estava brincando.” Como os candidatos fazem, Mônica parou nos portões das casas para conversar com os moradores. “Não conheço o Serra, só por foto. Não vejo televisão”, disse a dona de casa Maria Aparecida Oliveira.

A mulher de Serra não ouviu conselhos para evitar proximidade com rapaz que estava com cachorro pit bull e, alguns passos depois, experimentou uma cadeira de balanço.

Questionada se o marido havia pedido sua participação na campanha, ela respondeu: “Ninguém pede. É responsabilidade cidadã”. Sobre o tom da campanha, negou que esteja agressiva. “Está propositiva.”

Guilherme Pupo/Valor

PSDB lança versão municipal do Bolsa Família no Paraná

Atenção! A politicalha do apedeuta de Garanhuns tá fazendo escola. E produzindo filhotes.
E agora Josés? Os Tupiniquins aguardamos, de democratas e tucanos, veementes condenações a mais essa “bolsa-esmola!”
Fora com mais essa artimanha eleitoreira! Abaixo o assistencialismo! Né não?

O Editor

Personalidades - Políticos Beto Richa ParanáCandidato ao governo do Paraná, o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), decidiu fazer campanha à Lula.

Lançou uma versão municipal do Bolsa Família. Chama-se “Família Curitibana”. Prevê a distribuição de R$ 50 mensais a 7 mil lares pobres.

A novidade foi anunciada em cerimônia impregnada de 2010. Deu-se no Tatuquara, um bairro humilde da capital paranaense.

A prefeitura armou o palanque e providenciou a platéia. Cerca de mil moradores de outros bairros foram trazidos de ônibus.

Súbito, a chegada do prefeito foi anunciada ao microfone. E a multidão: “Beto, Beto…”.

Ao percorrer os metros de curitibanos pobres que o separavam do palco, o prefeito beijou e abraçou eleitores. Tirou fotos com crianças. O clássico.

Antes do discurso do benfeitor, falaram duas beneficiárias do novo programa. Uma dedicou ao prefeito um poema: “Nova luz”.

Outra, recobriu-o de elogios: “A nossa Terra Santa [nome de uma vila de Curitiba] está melhorando graças ao Beto”.

Coube ao deputado estadual Mauro Moraes (PSDB) falar em nome dos políticos presentes.

Citou um tema alheio ao mote da cerimônia: segurança pública. Criticou a ação do governo estadual, hoje chefiado por Roberto Requião (PMDB).

E cuidou de lembrar à audiência que o prefeito quer virar governador: “Isso mudará em 2011, com o nosso próximo governador”.

Armada a cena, Beto Richa foi à boca do palco. Soou como Lula. Primeiro, ao dizer que o seu “Família Curitibana” não é um programa assistencialista.

Depois, ao afirmar que a população carente não precisa de esmola, mas de oportunidade.

Surpreendido, o petismo do Paraná dispensa ao prefeito tucano um tratamento análogo ao que o PSDB reserva a Lula em Brasília.

Vale a pena ouvir o vereador Pedro Paulo, líder do PT na Câmara Municipal de Curitiba:

“A própria direita questionava o Bolsa Família. Dizia que era eleitoreiro. E, agora, às vésperas da eleição, surge esse programa…”

“…Para mim, parece haver outros objetivos, além do atendimento social. Acho que é puramente eleitoral”.

Para que a inversão de papéis se complete, só falta o PT do Paraná protocolar no TRE uma representação contra o prefeito do PSDB.

blog Josias de Souza

Eleições. Mais beneficiários dos ‘recursos não contabilizados’

Não tem como esconder. Era só uma questão de tempo. Embora a carga da imprensa parcial tenha sido em cima dos petralhas, mensaleiros e cuequeiros valerianos, o tempo vai levantando o tapete da cachorrada dos financiamentos via caixa 2. Em todos os partidos!

O site Às Claras, revela o tamanho do buraco imoral de suas (deles) ex-celências:
Nas eleições municipais de 2008, as empresas do grupo doaram R$ 5,96 milhões. O campeão foi o comitê financeiro do DEM de São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab era o candidato. Tamanho da ‘ mão grande’: R$ 3 milhões.

Doações diretas para os candidatos: o prefeito de Curitiba, Beto Richa, do ético PSDB , pegou R$ 300 mil; pra não ficar atrás da mamata a canditada do PT Gleisi Hoffmann (PT), mulher do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, embolsou de recursos não contabilizados R$ 500 mil; o também petista João da Costa (PE), com R$ 200 mil.

A Camargo Corrêa já havia sido a maior doadora individual da campanha à Prefeitura de São Paulo de José Serra (PSDB) em 2004, com R$ 1,016 milhão. Kassab era o vice de Serra.

Ao todo a desinteressada empreteira Camargo Corrêa doou,  R$ 4,18 milhões em 2004. Dos 10 candidatos que mais receberam, 5 eram do PT, 3, do PSDB e 1, do então PFL (hoje DEM).

Os dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostram que, na corrida presidencial de 2006, empresas do grupo doaram R$ 3,54 milhões para o comitê de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Geraldo Alckmin (PSDB) recebeu R$ 400 mil. Em 2006, foram mais de R$ 13 milhões doados. O senador Garibaldi Alves (PMDB) recebeu R$ 400 mil, o governador Aécio Neves (PSDB-MG) e a senadora Roseana Sarney (PMDB), R$ 300 mil, cada um. O senador Aloizio Mercadante (PT), R$ 200 mil, assim como o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT).

A desinteressada empreiteira fez a doação de toda essa grana por pura filantropia. Jamais passou na cabeça de seus dirigentes nenhuma intenção de obter vantagens futuras com tais ínclitas e éticas figuras públicas.

Não escapa ninguém. Interessante que sempre se aponta o corrupto. Nunca o corruptor. Um, não existe sem o outro. Agora começam a surgir os abastecedores dos caixas 2. E nós que pensávamos que “castelos” eram coisas somente do deputado Edmar Moreira.

O editor

Camargo é a ‘doadora-mãe’ de campanhas

A empreiteira Camargo Corrêa, alvo da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, foi a “doadora-mãe” da campanha de 2006, financiando candidatos de todos os partidos.

A construtora gastou perto de R$ 7,3 milhões em doações para figuras ilustres do PSDB (R$ 1,7 milhão para 25 candidatos), PFL (R$ 1,5 milhão, treze campanhas). PT e PMDB (R$ R$ 1,3 milhão cada) para 14 e 16 candidatos, respectivamente.
‘Investimentos’

A Camargo Corrêa ajudou a eleger uma bancada e tanto: 46 deputados federais, 26 estaduais e o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE).

Bancada petista

Alguns petistas receberam doações da empreiteira: Arlindo Chinaglia (R$ 120 mil), Janete Pietá (R$ 250 mil) e Cândido Vacarezza (R$ 43 mil).

Ex-ministro também

O ex-ministro da Educação de FHC Paulo Renato Souza (PSDB) recebeu R$ 100 mil da Camargo Corrêa para sua última campanha.

coluna Claudio Humberto