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Henrique Meirelles & JBS. Um Esquecimento conveniente

A conveniente ausência de Henrique Meirelles na delação da JBS

Brazilian Finance Minister Henrique Meirelles speaks during a ceremony to announce measures to make access to labour rights more flexible at Planalto Palace in Brasilia on February 14, 2017.The Government expects the injection of R$ 40 billion (around U$ 13 billion) in the economy with the access of workers to amounts retained in the guarantee fund. / AFP / EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)
 Foto:AFP/GettyImages
 Dos nomes cogitados até aqui para suceder Michel Temer, como nome de “consenso” – ou, se preferir, com a chancela do mercado –, um deles não apenas já disputou eleições, esteve no comando de parte importante da economia do país por quase uma década e, apesar de ostentar uma farda de tecnocrata, sempre teve ambições políticas. Ele já passou por três partidos (PSDB, PMDB e PSD) e, em sua única incursão eleitoral, mostrou força: foi eleito deputado federal por Goiás, com a maior votação no Estado. Seu nome é Henrique Meirelles.

A solução Meirelles agrada a muitos atores relevantes numa possível queda de Michel Temer: o empresariado, o setor financeiro, o PMDB, o PSDB, aqueles que empunham a bandeira do “Brasil não pode parar”. Agrada, de certa forma, até mesmo ao ex-presidente Lula – depois de comandar o Banco Central durante os oito anos de governo do petista, ainda foi alvo de lobby do ex-presidente junto a Dilma Rousseff para que ele voltasse a ocupar um cargo de relevo na área econômica.

Depois da eclosão da crise política na semana passada, Meirelles limitou-se a dizer a empresários e investidores algo que, ao menos, já serviu de alívio: mesmo num mandato-tampão ou num novo governo até 2018, ele está disposto e confortável para seguir no comando do Ministério da Fazenda, ditando os rumos da economia do país.

Num cenário de eventual estabilização econômica e política, Meirelles fica em condições de disputar o comando do país no voto direto, seguindo, 24 anos depois, o caminho de outro de seus avalistas, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Se alguma coisa nessa linha se concretizar, Meirelles terá alguém a agradecer: Joesley Batista e outros integrantes do grupo JBS.

O nome do ministro da Fazenda passou incólume nas 41 delações narradas a procuradores pelo alto escalão da JBS. A única exceção é a conversa que Joesley gravou com o presidente Michel Temer, no porão do Palácio do Jaburu, na noite de 7 de março. Naquilo que é possível discernir do áudio de péssima qualidade, Joesley relata intimidade e acesso fácil a Henrique Meirelles. Temer não se mostra surpreso. Mais que isso, o empresário conta para o presidente da República sobre suas agruras na tentativa de emplacar nomes de interesse do grupo J&F em postos-chave de órgãos de controle da atividade econômica.

Temer, em um de seus potenciais crimes praticados naqueles 30 minutos de conversa e agora investigados pela Procuradoria-Geral da República, diz para Joesley que, se Meirelles ficasse resistente aos pleitos, poderia usar seu nome e dizer ao ministro que ele, Temer, dera aval para que os pedidos da JBS e outras empresas do grupo J&F fossem considerados.

Batista – É só isso que eu queria, ter esse alinhamento. Pra gente não ficar e pra ele perceber que nós temos

Temer – (Inaudível)

Batista – Uhum, uhum. Quando eu digo de ir mais firme no Henrique é isso, é falar “Henrique, você vai levar, vai fazer isso? Então tá bom”. Porque aí ele vem, então pronto, é esse alinhamento só que eu queria ter.

Temer – Pode fazer isso.

A origem dessa proximidade entre Joesley e Henrique Meirelles vem de 2012. Apesar de toda essa relação de mais de cinco anos com o ministro da Fazenda, que poderia fazer brilhar os olhos de procuradores interessados em limpar a administração pública, ela sequer é questionada pelos membros do Ministério Público que tomaram os depoimentos de Joesley.

Em uma semana, Meirelles respondia apenas a Joesley e demais integrantes da família Batista. Na semana seguinte, seu chefe passou a ser Michel Temer.

No início de 2012, o dono da JBS convenceu o homem que presidiu o Banco Central ao longo de todos os oito anos de governo Lula a assumir o cargo de presidente do conselho consultivo do grupo J&F – a cabeça de um império que se estende do processamento de carnes até materiais de limpeza.

Em entrevista à revista Exame na época, Joesley Batista tratou de explicar que o posto de Meirelles em sua empresa estava longe de ser o de rainha da Inglaterra. “O Meirelles não vai ser apenas um consultor. Vai cobrar resultados dos executivos e traçar estratégias para a expansão do negócio.”

Dito e feito. Meirelles comandou o crescimento da companhia ao longo dos quatro anos seguintes. Banqueiro de origem, em 2016 assumiu a presidência do Banco Original, também do grupo J&F, com a ousada promessa de transformar a instituição no primeiro banco brasileiro 100% digital.

Não teve tempo de cumprir a promessa porque, em maio de 2016, cedeu às investidas de Michel Temer e aceitou retornar ao governo federal – desta vez para assumir o Ministério da Fazenda em meio à maior crise econômica da história do país.

Em uma semana, Meirelles respondia apenas a Joesley e demais integrantes da família Batista. Na semana seguinte, seu chefe passou a ser Michel Temer. As menções a Meirelles não escapariam, evidentemente, de uma conversa entre os dois patrões do banqueiro.

Uma leitura que se poderia fazer dessa conversa é que o atual ministro da Fazenda seria incorruptível. De fato, não existem evidências de que Meirelles tenha recebido propina. Mas isso também não foi investigado com profundidade pelo Ministério Público. Convém lembrar que, se a desconfiança sobre o governo do presidente Michel Temer provocou um curto-circuito financeiro na Bolsa de Valores, imagine o que poderia acontecer se Meirelles, o ponto de sustentação da parca confiança do empresariado na retomada econômica, também constasse como delatado.

Ou Joesley mente ao dizer que tem falado com Meirelles, ou a atribulada agenda de compromissos oficiais de Henrique Meirelles não é transparente.

Essa imagem de distanciamento pode ser reforçada pelo fato de que, oficialmente, não existe registro, desde que assumiu o Ministério da Fazenda, de nem um único encontro entre Henrique Meirelles e Joesley ou com quaisquer outros representantes de uma das maiores empresas do Brasil ou do grupo J&F. A rigor, a única vez que um representante da JBS pisou no Ministério da Fazenda durante o governo Temer foi, conforme os registros oficiais, disponíveis ao público, em 20 de outubro de 2016, quando um integrante do terceiro escalão do governo, o subsecretário de Crédito e Garantias às Exportações, Guilherme Laux, recebeu “representantes da JBS”.

Mas a conversa com Temer indica algo bem diferente.

O já histórico diálogo traz uma confirmação do trânsito de Joesley junto ao ministro da Fazenda e dos contatos que mantinha com Henrique Meirelles, a quem se refere como “Henrique”. O empresário diz ao presidente que “tem uma relação ótima comigo” e que “já andei falando com ele alguns assuntos”, dando a entender que isso havia acontecido recentemente.

Isso já é indicativo de que, ou Joesley mente ao dizer que tem falado com Meirelles, ou a atribulada agenda de compromissos oficiais de Henrique Meirelles não é transparente. Se seguiu o exemplo de Michel Temer, que recebeu Joesley Batista em sua residência oficial tarde da noite e ainda fez questão de orientá-lo a não se identificar na guarita do Palácio do Jaburu, não é implausível que Meirelles possa ter feito o mesmo.

Entre as defesas de Temer no caso, está a afirmação de que Joesley não conseguiu o que queria junto a Meirelles e ao governo. O diálogo entre Temer e o empresário indica que o presidente do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que, segundo Joesley, deveria ser um “ponta firme”, já tinha sido trocado em janeiro deste ano. Mas, na verdade, o novo presidente do órgão somente foi indicado pelo presidente Temer em 20 de abril, cinco semanas após a conversa entre os dois, junto com a indicação de mais um nome para o conselho. Não há evidências de que esses novos integrantes do Cade, que ainda serão sabatinados, sejam “abençoados” pela JBS.

Uma outra mudança importante pleiteada por Joesley a Meirelles e a Temer, e ainda em aberto, é no comando da CVM, órgão responsável por coibir fraudes na bolsa de valores. O atual presidente do órgão está no cargo desde 2012. Seu mandato termina em julho deste ano.

Banqueiro político

A ausência de perguntas sobre Meirelles nos depoimentos prestados por Joesley e outros integrantes da JBS aos procuradores da República chama a atenção. Em parte porque o ministro é nominalmente citado no áudio mais importante da delação – a conversa entre Joesley e Temer – como alguém que estaria em vias de ser corrompido para usar seu cargo em defesa de interesses do grupo J&F. Meirelles não está em nenhum dos anexos da delação. Também não foi alvo, ao que se sabe, de nenhuma gravação do empresário, nem antes nem depois do início da ação controlada.

Complementarmente, está o fato de que o ministro, embora muito respeitado pelo setor financeiro, está longe também de ser simplesmente um “nome técnico”. Ele sempre teve aspirações políticas clássicas, e circulou com frequência em meio a um universo em que a regra é caixa dois, como as delações da JBS e da Odebrecht deixaram claro.

Em 2002, foi eleito o deputado federal mais votado por Goiás, pelo PSDB. Meirelles sequer exerceu o mandato legislativo, no entanto. Em janeiro de 2003, já tinha na mão as chaves do Banco Central, dando respaldo ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva junto a um desconfiado setor financeiro.

Em 2010, com a era Lula chegando ao fim, Meirelles se filiou ao PMDB e cogitou concorrer ao governo de Goiás, onde fatalmente iria se expor à indústria do caixa dois – alimentada por empresas como a JBS. Acabou seguindo à frente do Banco Central. Anos depois, já como presidente do conselho da J&F, voltou a trocar de partido. Assinou a ficha de filiação do PSD de Gilberto Kassab (que, segundo a JBS, recebeu durante cerca de dois anos, um “mensalinho” de R$ 350 mil). Disputaria uma vaga no Senado, mas, novamente, acabou desistindo e optou por seguir na vida privada.

Agora, no ocaso da gestão Temer, ele aparece como nome preferido do mercado para, na eventualidade de uma eleição indireta, surgir como consenso para assumir o comando do país ou, ao menos, como ele mesmo já disse a investidores e empresários, permanecer à frente do Ministério da Fazenda.

Ao preservar Meirelles, o grupo J&F mantém potencialmente aberto um canal de diálogo na hipótese de Michel Temer deixar o governo. Figuras como ele e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha provavelmente nunca mais comprarão um bife da Friboi, mas Meirelles não teria muito do que reclamar. A delação de Joesley Batista, ao preservá-lo, pode elevá-lo de patamar no cenário político brasileiro.

Mantega

Se o material das delações não traz mais detalhes sobre a relação entre a JBS e o atual Ministério da Fazenda, de Henrique Meirelles, o mesmo não pode ser dito sobre a relação da empresa com a pasta nos governos anteriores, de Lula e Dilma, sob o controle do ex-ministro Guido Mantega.

Brazilian Finance Minister Guido Mantega speaks during a meeting of the Council of Economic and Social Development at the Palacio do Planalto in Brasilia on June 5, 2014. At one week of the start of the FIFA World Cup Brazil 2104, the government faces threats of strikes in various sectors like transportation, public safety and education, besides protests in all the host cities of the World Cup. AFP PHOTO/Evaristo SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

Ex-ministro Guido Mantega – Foto: AFP/Getty Images

Conforme o Termo de Colaboração de Joesley Batista ao Ministério Público Federal, a partir de 2004 a JBS passou a pagar propina a um intermediário de Mantega, Victor Sandri, para obter grandes financiamentos. Na época, Mantega ainda era Ministro do Planejamento – ao qual o BNDES é vinculado. Ao assumir a Fazenda, o esquema de corrupção adquiriu proporções ainda maiores.Joesley Batista cita financiamento do BNDES de US$ 80 milhões, em 2005, para a JBS; US$ 580 milhões em 2007; US$ 500 milhões em 2008; US$ 2 bilhões por aquisição de debêntures, em 2009; e US$ 2 bilhões em favor da empresa Eldorado, em 2011.

Joesley conta que pagava uma porcentagem do valor dos financiamentos como propina, depositada em contas no exterior destinadas a Lula e Dilma. Em 2009, passou a negociar as tratativas diretamente com o então ministro Guido Mantega, com quem tinha contato frequente – a exemplo de Meirelles, raramente registrado em agenda oficial.

Os homens do presidente

Maiores aliados de Michel Temer, os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, também não são alvos das delações da JBS. Ambos os ministros são investigados pelo Ministério Público Federal na Lava Jato, suspeitos de cobrarem propina da Odebrecht para o PMDB.

Conforme os delatores da Odebrecht, Eliseu Padilha era importante nas tratativas criminosas com a empreiteira e participou de negociações nos governo de Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma – nos quais abocanhou ministérios – tendo arrecadado R$ 11,5 milhões em propina.

Moreira Franco, também conforme os delatores, cometeu crime de corrupção ao favorecer a empreiteira por meio de edital de concessões aeroportuárias, na época em que comandava a Secretaria de Aviação Civil, tendo recebido em troca R$ 4 milhões em propina.

Ambos os ministros, que possuem foro privilegiado em função do cargo, são os maiores defensores da permanência de Michel Temer na Presidência, e divulgaram vídeos com mensagens alinhadas à de Temer ao destacar melhorias na economia e enfatizar que “o Brasil não pode parar”.

Ao ficarem preservados da delação da Odebrecht, poderiam seguir, num governo tampão, atuando como articuladores políticos de um eventual novo governo no Congresso – especialmente Eliseu Padilha, que assumiu toda a condução política da reforma da Previdência.

A falta de informações a respeito da relação entre Eliseu Padilha e a JBS é questionável, levando em consideração que o ministro é criador de gado e foi fornecedor da empresa recentemente. Conforme reportagens publicadas na imprensa de Mato Grosso em março deste ano, a JBS teria desrespeitado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e comprado 240 cabeças de gado da Fazenda Cachoeira, da qual Padilha é um dos sócios e que está embargada por crime ambiental desde o ano passado.
Alline Magalhães, Jéssica Sbardelotto

Henrique Meirelles não descarta criação de impostos “de modo temporário”

Temporários é? A ex-celência nos considera a todos uns imbecis? É? Então tá!
José MesquitaReforma da Previdência é prioridade do governo Temer, disse novo ministro da FazendaReforma da Previdência é prioridade do governo Temer, disse novo ministro da Fazenda


Ministro da Fazenda afirmou que presidente do BC será anunciado na segunda. 

O novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse, nesta sexta-feira (13), durante entrevista coletiva, que o governo “tem pressa” na apresentação de resultados, mas que as medidas a serem anunciadas “não podem ter a finalidade de satisfazerem uma curiosidade natural”.

Meirelles afirmou que o novo presidente do Banco Central e a nova equipe econômica serão anunciados na próxima segunda-feira (16).

“Eu sou o primeiro interessado em saber quanto tempo vamos levar para termos uma visão da nossa real situação econômica. Espero que o mais rápido possível.

Vamos procurar trabalhar intensamente, mas apresentar os resultados com segurança”, disse o ministro, se recusando a fazer uma avaliação do trabalho de Alexandre Tombini à frente do Banco Central.

“Tenho um princípio, como ex-presidente do BC, de não comentar as questões de sucessores”.

>> Meirelles não descarta volta da CPMF

>> Presidente do Banco Central será anunciado na segunda-feira, diz Meirelles

Questionado sobre reformas que virão a ser realizadas pelo novo governo, Meirelles priorizou a reforma da Previdência, “uma necessidade evidente”, segundo ele.

“Na medida em que mais importante do que alguém saber em valor de moeda de hoje qual será o benefício em alguns anos, é saber se ele receberá a aposentadoria”, completou.

“Em relação a direitos da previdência, a ideia é que se respeite direitos claramente adquiridos, apesar de que esse conceito é muito preciso e não prevalece sobre a Constituição.

O importante é preservar o maior direito do cidadão, que é o de receber a aposentadoria. Os direitos sociais serão mantidos, não há dúvidas, questão do gasto da previdência é outra coisa”, argumentou.

Meirelles disse que o nível tributário do país é elevado e que precisa ser diminuído, mas não descartou a possibilidade de que o governo não descarta a implementação de novos impostos e que o equilíbrio fiscal é prioridade.

A tentativa da presidente Dilma Rousseff de recriar a CPMF teve grande resistência no Congresso Nacional.

“O nível tributário no Brasil é elevado. Para que a economia volte a crescer de forma sustentável é importante diminuirmos o nível da tributação da sociedade. A prioridade hoje é o equilíbrio fiscal. Caso seja necessário um tributo, ele será aplicado, mas de modo temporário.

Sabemos que o nível de tributação elevado e que isso atrapalha o crescimento econômico. A meta é a diminuição do nível tributário, no entanto, vamos dar prioridade à questão da dívida pública e a seu crescimento de maneira insustentável”.
JB


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Banco Central envia ao MPF novos documentos sobre Eduardo Cunha

O Banco Central enviou à força-tarefa da operação Lava Jato, do Ministério Público Federal, uma nova leva de documentos sobre movimentação de recursos no exterior em contas atribuídas ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e à sua mulher, a jornalista Cláudia Cruz.

Deputado foi denunciado no STF por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e ocultação de contasDeputado foi denunciado no STF por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e ocultação de contas

A remessa foi realizada na semana passada. Integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) avaliam que os dados ajudarão a “arredondar” o caso contra Cunha.

Acreditam, ainda, que os documentos podem, eventualmente, demonstrar o manejo de milhões de dólares em contas lá fora, de acordo com a coluna da “Folha”.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A colaboração começou em dezembro, quando o BC abriu apuração interna.

Eduardo Cunha já foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) no Supremo Tribunal Federal (STF) por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e ocultação de contas no exterior.

O Supremo deve decidir até o final de fevereiro se aceita a denúncia. A PGR pede, ainda, o afastamento de Cunha da Presidência da Câmara, sob alegação de que ele utiliza o cargo para atrapalhar as investigações.

Além da denúncia no STF, Eduardo Cunha enfrenta um processo no Conselho de Ética da Câmara por quebra de decoro parlamentar.

Deputados que entraram com a representação argumentam que Cunha mentiu na CPI da Petrobras, ao negar a seus pares que fosse titular de contas secretas no exterior.

Tanto Cunha quanto seus aliados vêm trabalhando para adiar a votação do parecer do Conselho de Ética que decidiu pela admissibilidade do processo de cassação de mandato contra o presidente da Câmara.

Bolsas da China sofrem baque com novas preocupações sobre a economia

A Bolsa de Xangai encerrou o pregão desta sexta-feira (15) com uma queda de 3,6%, aos 2.900,97 pontos, chegando ao menor nível em quase cinco meses.

“As oportunidades não têm precedentes, mas os desafios também não”, disse o responsável máximo pelos negócios estrangeiros do gigante asiático nesta quinta-feira
“As oportunidades não têm precedentes, mas os desafios também não”, disse o responsável máximo pelos negócios estrangeiros do gigante asiático nesta quinta-feira

O mercado, com perdas acumuladas de 20,6% desde a máxima de dezembro, entrou no chamado “território baixista”. Em Shenzhen, o índice local caiu 3,4%, a 1.796,13 pontos.

O movimento foi motivado por indicadores de crédito que frustraram o mercado e também com a notícia, do jornal chinês International Finance News, de que bancos do gigante asiático estariam negando ações de empresas como garantia para empréstimos. [ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

De acordo com números do Banco do Povo da China (PBoC, o Banco Central chinês), os bancos do país liberaram 597,8 bilhões de yuans (US$ 90,7 bilhões) em empréstimos em dezembro do ano passado, contra os 708,9 bilhões de yuans de novembro.

Analistas contavam com um resultado bem melhor, em torno dos 700 bilhões de yuans.

Nas bolsas asiáticas, também houve baixas. No Japão, o Nikkei fechou com queda de 0,54%, aos 17.147,11. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,50%, aos 19.520,77 pontos. Em Seul, o índice Kospi se desvalorizou 1,11%, aos 1.878,87 pontos.

Em Sydney, o S&P/ASX 200 teve queda de 0,34%, a 4.892,80 pontos. Em Manila, contudo, o PSEi teve alta de 0,64%, a 6.449,50 pontos.

O conselheiro de Estado da China Yang Jiechi alertou nesta quinta-feira (14) para a possibilidade de uma nova crise financeira global.

“Não é possível descartar por completo a possibilidade de vermos acontecer uma nova crise econômica, e o problema não devia ser negligenciado”, destacou em evento.

>> Conselheiro de Estado da China diz que mundo pode enfrentar nova crise

O índice de Xangai tinha registrado alta de quase 2% nesta quinta-feira, enquanto as bolsas asiáticas tiveram recuo, afetadas pela desvalorização em Wall Street em meio a temores em relação à economia global, e também pelas baixas na cotação do petróleo.

Um dia antes, havia sido registrado um movimento contrário, uma queda superior a 2% nas bolsas chinesas e alta em torno de 1% nas asiáticas.
JB

Swissleaks: fundo de investimento de Armínio Fraga é investigado nos EUA

O fundo intitulado Armínio Fraga Neto Fundação Gávea, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, é investigado nos Estados Unidos por ter transferido US$ 4,4 milhões de uma conta nas ilhas Cayman para outra conta do HSBC na Suíça. A informação é de uma fonte do FBI, polícia federal norte-americana.

Armínio Fraga é ex-presidente do Banco Central
Foto:Wilton Junior/31.10.2012/Estadão Conteúdo

Documentos apontam ainda que, para supostamente evitar a tributação de impostos, Fraga teria declarado à Receita Federal que o fundo era filantrópico, ou seja, isento de tributos.

Ao R7, Fraga disse que a investigação nos EUA é “100% ficção”, mas admite que o fundo existiu.

— Investi nesse fundo há sete ou oito anos, mas tudo dentro da legalidade. Todas as minhas contas, de minha família e da Gávea Investimentos são declaradas perante as autoridades competentes, brasileiras e americanas.

Não houve esta transferência mencionada, houve sim um investimento regular e documentado. Não temos notícia de qualquer investigação sobre o tema.

Fraga foi presidente do Banco Central de 1999 a 2003, no governo Fernando Henrique Cardoso, participou da elaboração do plano de governo de Aécio Neves e era cotado para ser ministro da Fazenda do tucano.

Ele tem cidadania dupla, brasileira e norte-americana[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

As autoridades americanas chegaram ao fundo após investigar a lista dos clientes de todo mundo que mantinham contas no do HSBC da Suíça.

A lista foi vazada a jornalistas por um ex-funcionário do banco, no caso que ficou conhecido como “Swissleaks”.

A apuração aponta que a conta beneficiada era de compensação. Conhecida como “conta-ônibus”, que só serve para transportar dinheiro — não é possível, por exemplo, fazer investimentos por ela.

Os documentos levantados pelas autoridades norte-americanas mostram ainda que antes de ser depositado no HSBC, o dinheiro foi transferido para outra conta, no Credit Bank da Suíça, supostamente para fugir do rastreamento.

As investigações apontam que, após ser enviado à Suíça, o dinheiro teria voltado para uma conta no America Bank de Nova York.

Os investigadores pediram a quebra de sigilo do fundo.

Swissleaks tem mais de 8.000 brasileiros 

O vazamento de detalhes de contas de mais de 100 mil clientes do banco HSBC na Suíça, em fevereiro, foi batizado de “Swissleaks”. Os dados distribuídos em cerca de 60 mil documentos mostram movimentações nas contas entre 1988 e 2007, totalizando mais US$ 100 bilhões. Na lista, estão os nomes de 8.667 brasileiros que depositaram US$ 7 bilhões apenas entre 2006 e 2007.

As informações foram cedidas ao jornal francês Le Monde pelo ex-funcionário do HSBC em Genebra, Herve Falciani. O peródico francês compartilhou os dados com mais de 140 jornalistas de 54 países do ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos) que comanda desde então a análise e divulgação do Swissleaks.

O ministro José Eduardo Cardozo determinou que a Polícia Federal apure possíveis crimes relacionados às movimentações nas contas dos brasileiros. A O fundo intitulado Armínio Fraga Neto Fundação Gávea, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, é investigado nos Estados Unidos por ter transferido US$ 4,4 milhões de uma conta nas ilhas Cayman para outra conta do HSBC na Suíça. A informação é de uma fonte do FBI, polícia federal norte-americana. já conduz uma investigação em busca de indícios de evasão de divisas, sonegação de impostos e lavagem de dinheiro. Apenas a posse da conta e a movimentação de valores no exterior não configura crime.
Amaury Ribeiro, do R7

Tremsalão – Receita Federal vai levantar dados da renda do ex-presidente da Siemens nos últimos 5 anos

Corrupção,Luz no fim do Túnel,Siemens,Cartel Metrô São Paulo, Blog do MesquitaEu nem sabia que existia, mas existe um tal de Relatório de Inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Baseado nesse relatório foram detectadas “operações atípicas – adoro os sofismas diuturnamente inventados para não adjetivar os fatos como eles são – em contas do Sr. Adilson Antônio Primo”.

Na salada geral desse tropical paraíso da impunidade, como sempre despontam contas no exterior e “indícios de delitos” de crime financeiro.

A quebra de sigilo bancário foi autorizada pelo juiz Fabio Rubem David Müzel, da 6.ª Vara Criminal Federal, determinou ao Banco Central que encaminhe em planilha e dados tabulados “todas as informações sobre remessas e recebimentos de recursos internacionais e de operações de câmbio, além de outros recursos no exterior e declarações de bens e capitais relacionados ao Sr. Adilson Primo.”

Haverá afinal pelo menos uma lamparina no fim do túnel?


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Governo tenta evitar no supremo derrota bilionária dos banqueiros

A equipe econômica do governo faz, desde a semana passada, uma romaria ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tentativa de evitar uma derrota bilionária dos bancos nos processos que contestam a correção das cadernetas de poupança após a implantação de planos econômicos de combate à inflação nas décadas de 1980 e 1990, uma conta que pode chegar a R$ 149 bilhões.

O cenário descrito aos integrantes do STF pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e por outros ministros do governo é catastrófico para o setor financeiro: redução drástica na concessão de crédito, quebra de bancos e a possibilidade de que sobre para o contribuinte cobrir o rombo que será criado na Caixa Econômica Federal – pelos cálculos do BC, um terço do impacto da decisão acabaria sendo pago pela Caixa, banco com forte atuação na poupança.

O quadro preocupa ainda mais o governo porque a medida seria implementada em 2014, quando Dilma Rousseff tenta a reeleição. Evitar a vitória dos poupadores é algo extremamente impopular. Num ano de eleição, pode ser fatal.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]O julgamento do Supremo, que começa na próxima semana, encerrará uma disputa de duas décadas envolvendo milhares de poupadores e as instituições financeiras. No centro da discussão está a aplicação de novos índices de correção das cadernetas de poupança em razão de planos econômicos que se sucediam numa tentativa de conter a hiperinflação que marcou o período. O governo fixava a remuneração da caderneta nos pacotes que baixava para conter a alta dos preços.

Em todas as instâncias judiciais, até o momento, o poupador obteve vitórias. Agora, 10 ministros do STF devem dar um desfecho ao caso – o ministro Luís Roberto Barroso não deve participar do julgamento, pois atuou como advogado antes de ser nomeado para a Corte.

Nas conversas reservadas, de acordo com ministros do STF e integrantes do governo, a equipe econômica afirma que a vitória dos poupadores pode acarretar a quebra de bancos, queda da arrecadação federal, seca no mercado de concessão de crédito e até a necessidade de elevar a carga tributária para capitalizar a Caixa.

ARGUMENTOS

Os ministros do STF têm recebido visitas e telefonemas com esse discurso afinado. E, nas conversas, emissários do governo Dilma asseguram que não se trata de terrorismo. “É uma fala serena. O resto é o jogo da tribuna”, comentou uma fonte do governo.

Os titulares dos ministérios da Fazenda e da Justiça, do Banco Central e da Advocacia-Geral da União (AGU), além de técnicos das áreas jurídicas desses órgãos e da Casa Civil, passam ainda a avaliação de que, confirmada a derrota dos bancos, a lenta retomada do crescimento econômico ficará ainda mais distante. “Com a diminuição de crédito, a atividade econômica atingida, geração de emprego e renda atingidos, vamos ter um pibinho da Dilma… é sério”, disse a fonte.

O temor é o de que alguns bancos acabem não suportando o valor que terão de pagar aos correntistas caso o STF julgue que os poupadores tinham direito a porcentual acima do que definido pelos planos econômicos. Essas perdas, conforme o BC, ainda não foram provisionadas. A autoridade monetária só determinará o provisionamento quando o Supremo decidir. A conta equivale a um quarto do capital dos bancos do País.
Célia Froufe e Felipe Recondo/Tribuna da Imprensa
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e site do Yahoo.

Lula rateia entre partidos, os mais altos cargos da República

Lula Corrupção NepotismoLula rateia entre partidos, os mais altos cargos da República, o BC e o Ministério da Fazenda se desmoralizam ou se contradizem. Dona Dilma assiste tudo em silêncio.

Ninguém levou em consideração a afirmação de Dona Dilma: “2013 será totalmente administrativo, política só em 2014”. Como as afirmações, as ações e os compromissos da presidente não são levados a sério, continuaram e até aumentaram as artimanhas e o malabarismo “ético” da politicalha e do que se convencionou chamar de “toma lá, dá cá”.

Assistindo a tudo, sem parecer participar de coisa alguma, mas arquivando o que acontecia, a presidente mudou rápida e completamente de posição e de caminhada, o que é trivial no seu comportamento. Mas nesse caso há uma visível justificativa, a mudança (e a provocação) não partiu direta ou inicialmente dela. Não tem nem cacife para enfrentar o cacique da sua vida política e eleitoral.

Sem qualquer respeito ou constrangimento, o ex-presidente e grande eleitor de Dona Dilma e não apenas em 2010, retumbou ostensivamente: “Posso disputar a presidência em 2014”. Dona Dilma percebeu que estava obrigada a abandonar 2013 como “ano administrativo”, aumentou a ação política que havia limitado para 2014, decretou: “A partir de agora, todo dia é dia de política presidencial”.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Lula apressadamente e desmentindo sua reconhecida habilidade nos bastidores da baixa política, afirmou com grande repercussão: “Posso ser candidato a presidente em 2014”. Foi surpreendente, embora rigorosamente verdadeiro: se confirmar essa intenção, o PT lhe dará a legenda e a preferência. Para Dona Dilma restará o vácuo e o vazio.

Compreendendo que Lula não estava brincando, Dona Dilma disse para si mesma e para os dois ou três assessores ou ministros nos quais pode (?) confiar: “Diante do lançamento da candidatura Lula, não tenho chance de vitória. Assim, completamente perdida e antecipadamente derrotada, tenho que enfrentá-lo publicamente”.

Estava mais ou menos atritada com o governador de Pernambuco, isso não tinha a menor importância, chamou-o ao Planalto. Também sem assunto para conversar, esse Eduardo Campos (PSB) já havia sido publicamente contraditório, impenetrável e incompreensível: “Estou firme com a Dilma em 2014, mas depende de 2013”.

Como está valendo tudo na política brasileira, Dilma e Eduardo Campos conversaram no Planalto, 30 minutos se passaram, nenhum dos dois tinha alguma coisa para dizer ou para ouvir, o encontro parecia encerrado, Dona Dilma se levantou para levar o governador até a porta.

Como o gabinete é enorme, no meio Dilma parou e disse para Campos: “Tenho uma revelação. Sou candidatíssima à reeleição em 2014”. Deram mais alguns passos, Dilma terminou: “Mas isso é confidencial”. Se despediram, os dois satisfeitíssimos. Ela sabendo que ele divulgaria tudo, ele convencido de que a revelação da “confidência” era obrigação sua.

Consumada a publicação, Lula perplexo, também usou da confidencia, só que para o pessoal do seu Instituto: “Não sabia que a Dilma tivesse a coragem de me enfrentar dessa maneira. Temos que recolocar a casa em ordem”. O que Lula quis dizer: “Vou falar que me interpretaram mal, minha candidata para 2014 é a Dilma”.

E também colocou um adendo para os companheiros ou funcionários-empregados-apaniguados-subordinados: “Faltam dois anos, o quadro pode mudar, ou poderemos mudá-lo”. Vannuchi, ex-ministro de Lula, por contra própria acrescentou: “Se a crise aprofundar, Lula terá que ser chamado e voltará, ele não foge”.

Duas conclusões óbvias. 1 – Quer dizer que Lula considera que o país está em crise? 2 – E que, se essa “crise” se aprofundar, Lula tem que ser chamado? Dona Dilma é apenas uma suplente (como os 21 do Senado que votaram no elefante branco que é Renan Calheiros) para tempos de bonança ou de calmaria?

Lula então mergulhou na identificação de nomes para os cargos mais importantes. O primeiro a ser premiado foi Renan. Estava a perigo, Dona Dilma não queria apoiá-lo. Chegou a sugerir: “Renan, por que você não concorre a governador? Tem o meu apoio”. Renan não quer se isolar no estado agora, lembrou que já foi derrotado para governador e para prefeito. Lula falou com Dilma, ela apoiou, mas contabilizou politicamente. Com isso, sofreu forte desgaste eleitoral e popular.

A seguir Lula envolveu Eduardo Campos no jogo, para se vingar da “confidência” revelada. O sonho de Campos é ser vice de Dilma (ou de Lula, tanto faz) em 2014. Sabe que como cabeça de chapa em 2014 só pode aparecer em 2018, e além do mais, com todas as incertezas.

Para colocar o governador de Pernambuco na vice, Lula tem que tirar Temer, quase impossível. Eleitoralmente Temer é um poste (não tem votos nem para deputado), mas politicamente quase invencível. Renan e Eduardo Alves (e podem acrescentar o outro Eduardo, o Cunha) saíram de sua cabeça maligna. Que Temer tenta impingir como “veia poética”. O final da palavra lembra ÉTICA, nada a ver.

Lula também trata da eleição de São Paulo, escolhendo “candidatos” fora do PT. Sabe que no PT (além dele mesmo, se Dilma for inarredável) sobraram Dona Suplicy e Mercadante. Ela, agora Ministra da in-Cultura sem dar um voto a Haddad, já perdeu duas vezes para prefeito. A primeira, no cargo, a outra no segundo turno, mesmo com apoio de Maluf.

Mercadante estava no auge em 2002. Eleito senador, o suplente se preparava para assumir, Mercadante seria Ministro da Fazenda. Não foi nada em oito anos, pediu demissão IRREVOGÁVEL da liderança, teve que se desdizer, Lula obrigou-o a dizer que a palavra IRREVOGÁVEL tem que se interpretada.
Helio Fernandes/Tribuna da Imprensa

FHC e Lula – Siameses

Surpreendo-me com quem se surpreende com as ‘boutades’ de Fernando Henrique Cardoso.

Não vejo nada de novo em se detectar que FHC seja metido a entender de tudo.

O inventor da reeleição comprada atira pedra no telhado do vizinho, esquecendo-se, ou tentado fazer de parvos quem tem mais de dois neurônios, e um mínimo de memória, que tem todo o seu edifício moral construído de vidro.

José Mesquita – Editor


O dever da contrição

Houvesse sido o seu governo o mais limpo e mais honrado de toda a nossa história republicana e, naturalmente, o Sr. Fernando Henrique Cardoso manteria silêncio sobre os seus sucessores. Não lhe caberia censurá-los, nem elogiá-los, deixando o juízo à transparência dos fatos.

Bons tempos…

Quando alguém despreza a inteligência alheia, e é o que faz o ex-presidente, infirma a própria inteligência. Em nenhum governo houve tão rápido enriquecimento de agentes públicos, quanto no seu.

Tudo se fez de forma asséptica, com cuidadoso planejamento legal, para que os brilhantes rapazes da equipe econômica saíssem por uma porta – a das instituições públicas – e entrassem pela outra – a do sistema financeiro e das empresas privatizadas, ganhando milhões neste movimento.

É provável que, em nenhum dos casos, houvesse infração às leis, ajustadas previamente ao programa, a partir do governo Collor.

Pode ter sido “legal”, mas contrariou todas as regras morais e feriu profundamente o mandamento ético.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

É claro que sempre há descuidos, como houve o do “adjutório” ao banqueiro Cacciola.

Cacciola, que pôde fugir para a Itália, foi laçado pelas circunstâncias e acabou indo para a prisão. Os outros implicados, diretores do Banco Central, apesar de condenados, respondem em liberdade. O dinheiro desapareceu no vórtice da crise.

Nenhum chefe de Estado, antes dele – e, até agora – nem depois dele, violou a Constituição a fim de reeleger-se, mediante o suborno de parlamentares com favorecimentos e, de acordo com as denúncias conhecidas, dinheiro vivo. A emenda da reeleição já se encontra na História como um dos momentos mais constrangedores da vida republicana.

Corajoso

Em entrevista a um portal da internet, há alguns meses, Fernando Henrique se referiu ao Ministro Gilmar Mendes – que ele nomeou – como “corajoso”.

Não lhe pode ser negada a mesma coragem. A coragem, por exemplo, de se referir aos fatos lamentáveis da Ação 470, em julgamento pelo STF, como se referiu, esquecendo-se de que homens de seu partido se encontram sob suspeita de atos semelhantes.

O publicitário Marcos Valério, é o que se sabe, sempre agiu com neutralidade partidária. Em lugar do ataque a Lula, seria melhor a Fernando Henrique um ato de contrição.

No julgamento dos pósteros, Lula, com todos os seus acertos, erros e defeitos, será lembrado como o sertanejo que entrou para a História, arrombando-a com o próprio peito, como fazem os pobres.

E Fernando Henrique será lembrado como o “intelectual” arrogante, que chamou o seu próprio povo de caipira, e os aposentados de vagabundos.

Ele, sim, é até hoje fascinado com os estrangeiros, embasbacado com Paris e Boston, frustrado por não ter nascido no Marais do século 18, nem na Nova Inglaterra de Franklin e Jefferson.
Blog do Santayana

Tópicos do dia – 17/07/2012

08:41:44
Defesa de Delúbio repete: mensalão não existiu.

A defesa de Delúbio Soares entregou aos ministros do STF um memorial contendo a síntese da defesa do ex-tesoureiro do PT. Na peça, os advogados sustentam que o mensalão não existiu. Repisam a tecla segundo a qual o que houve em 2005 foi o pagamento de dívidas de campanhas do PT e de aliados.

Datado de 28 de junho, o documento é subscrito pelos advogados Arnaldo Malheiros filho e Celso Sanchez Vilardi. A dupla anota a certa altura: “Os repasses de valores questionados pela acusação tiveram como única finalidade o pagamento de despesas decorrentes de campanhas eleitorais, tanto dos diretórios estaduais do partido dos trabalhadores, quanto dos partidos que integravam a chamada base aliada.”

Nessa versão, já esmigalhada na CPI dos Correios, no inquérito da Polícia Federal e na denúncia da Procuradoria Geral da República, “o dinheiro utilizado para pagamento de dívidas de campanha foi obtido por meio de empréstimos, junto ao Banco Rural e ao banco BMG.” Empréstimos que, segundo a defesa, “o Banco Central teve a oportunidade de confirmar.”

A defesa do ex-gestor das arcas petistas e ex-parceiro do provedor Marcos Valério acrescenta: “…Não há nenhuma relação entre o repasse do dinheiro e o apoio ao governo, o que desnatura o falacioso ‘mensalão’.” Sob a alegação de que não há provas contra Delúbio, os advogados pedem que ele seja “absolvido das acusações de corrupção ativa e formação de quadrilha.”

Agora está explicado o que Delúbio quis dizer quando afirmou: as denúncias “serão esclarecidas, esquecidas e acabarão virando piada de salão.” Resta agora saber com que cara o STF pretende comparecer à anedota. O julgamento começa no dia 2 de agosto.
blog Josias de Souza

11:38:48
Eleições 2012 – Campanhas eleitorais.

É a Hora do Óleo de Peroba, ou o “enrolation blá,blá,blá”.
Já vivi o bastante para abandonar o otimismo, próprio dos que ignoram a realidade. Testemunho a destruição de terra arrasada que a cidade sofre, e sofreu, há tempos. Não há a menor possibilidade de eu acreditar que quaisquer dessas porcarias, postas como salvadores, irá fazer coisa alguma pelo povo e pela cidade. De onde vem o dinheiro pras campanhas? Quem tem mais de 2 neurônios, o sabe. Então o mandato será para retribuir as doações.
Quando a idade avança vc descobre que a juventude é um campo propício para o cultivo de utopias. E aí, o cacete irá descer bem no seu “quengo”.

Não fará, a mim, a menor diferença qual dos inúteis seja eleito. Todos comprometidos com alianças as mais estaparfudias. Nenhuma boa vontade poderá se opor ao poder dos vereadores, e muito menos aos financiadores das campanhas. Nenhum político brasileiro, desde Deodoro, teve o menor compromisso real com a população brasileira. Enquanto houver pessoas morrendo nos corredores dos hospitais, e banheiros de escolas públicas envergonhando pocilgas, não terei nenhuma condescendência com nenhum candidato seja de qual partido ou a que cargo pretenda se eleger. E será tarde.
Sou assim mesmo, um desmanchador de sonhos. Schopenhauer é otimista em matéria de pessimismo frente a mim.

12:11:30
Reforma do Código Penal

Senado: reforma do Código Penal será prioridade após o recesso parlamentar.
Após o recesso parlamentar, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado dará prioridade para o anteprojeto de reforma do Código Penal.  O anúncio foi dado na última quinta-feira (12) pelo presidente da CCJ, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), que poderá presidir a comissão especial. Apesar de a escolha dos demais membros ainda estar indefinida, Eunício pretende contar com a colaboração dos senadores Aloysio Nunes (PSDB-SP), Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e Pedro Taques (PDT-MT) nesse trabalho, caso sua indicação seja confirmada.
coluna Claudio Humberto

16:36:07
Templo é dinheiro

A 11ª Câmara Cível do Rio condenou a Convenção de Ministros e Igrejas Evangélicas a indenizar em R$ 15 mil três fiéis que deram R$ 2 mil, cada, à campanha Muito Mais Que um Projeto, Uma Expressão de Amor em troca de vantagens não cumpridas. A Justiça entendeu se tratar de “propaganda enganosa”.
Ancelmo Goes/O Globo

17:50:36
Garotinho, para encalacrar Sérgio Cabral, entrega 68 quilos de documentos à CPI do Cachoeira.

Ele afirma que o material comprova o envolvimento de Sérgio Cabral com a Delta.
O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) levou ao plenário da Câmara nesta terça-feira 68 quilos de documentos que, segundo ele, comprovam o suposto envolvimento do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), com a construtora Delta. A pilha de papéis de quase um metro e meio foi repassada ao deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) para ser disponibilizada à CPI do Cachoeira. Leia mais aqui
Ailton de Freita e Adriana Mendes/O Globo


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