Falta de transparência pode prejudicar Hillary mais do que pneumonia

Anúncio de dois incidentes de saúde da candidata democrata à Casa Branca não deve afetar corrida presidencial. A forma como sua campanha lidou com a repercussão do caso, porém, pode ter impacto negativo.

Hillary Clinton

Dúvidas sobre a saúde da candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, vieram à tona no início do mês, quando ela teve um acesso de tosse durante um comício em Cleveland, no estado de Ohio.

Enquanto assessores de sua campanha garantiram que Hillary sofre de alergias sazonais, o episódio imediatamente ganhou atenção nacional e foi debatido por alguns círculos conservadores que já tinham ventilado teorias sobre o estado de saúde da democrata.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O diagnóstico feito pelo médico de Hillary de que ela está com pneumonia, revelado no domingo, depois de a ex-secretária de Estado ter passado mal – o que foi descrito inicialmente como um incidente causado pelo forte calor – durante cerimônia referente ao 15º aniversário dos ataques de 11 de setembro, é uma má notícia para a democrata.

Mas os recentes episódios referentes à saúde de Hillary não vão tirá-la da corrida presidencial contra Donald Trump – na qual Hillary ainda é apontada como favorita –, nem fazem diferença para os fervorosos simpatizantes de Trump ou para as pessoas que já decidiram votar contra ela, avaliam analistas políticos. Além disso, o crucial grupo dos indecisos não deve decidir votar contra Hillary exclusivamente com base nesses dois incidentes – o diagnóstico de pneumonia e o mal-estar num evento público.

“Não acho que seja uma guinada na disputa”, opina James Davis, especialista em política americana e internacional na Universidade de St. Gallen, na Suíça.

“Desde que ela retorne à campanha em três ou quatro dias, não creio que influenciará a corrida”, estima Iwan Morgan, chefe do programa de estudos sobre os Estados Unidos na University College London.

Problema está na gestão de crises

Não é incomum que candidatos presidenciais adoeçam durante a extenuante campanha eleitoral, que pode durar até dois anos. E é por isso que, segundo os estudiosos, mais importante do que os incidentes de saúde em si é a forma como a equipe de campanha de Hillary vai lidar com a repercussão dos incidentes.

E nesse ponto – administrar e comunicar o estado de saúde da democrata – os assessores de Hillary poderiam ter feito um trabalho melhor, diz Davis: “Não entendo por que eles não anunciaram já na sexta-feira, quando, aparentemente, ela foi diagnosticada. Se eles tivessem dito que ela estava doente e que precisava de uma pausa, isso não teria sido um grande problema”.

De acordo com Davis, o momento do anúncio do diagnóstico de pneumonia de Hillary é “um prato cheio àqueles que argumentam que sua campanha não é muito transparente”.

Para Morgan, é um tanto curioso que a saúde de Hillary esteja em pauta agora, uma vez que ela se submeteu a exames médicos muito mais rigorosos do que os feitos pelo adversário republicano.

Trump e Hillary são os candidatos mais velhos da história a concorrer à presidência

Candidatos mais velhos deveriam divulgar registros

Para acabar com a especulação sobre a saúde dos candidatos – que são os mais velhos a disputar uma eleição presidencial –, Hillary (68) e Trump (70) deveriam simplesmente liberar seus registros médicos completos, sugerem Davis e Morgan.

“O povo americano tem o direito de saber se eles estão elegendo alguém que tem a energia e a saúde necessárias para executar o mandato”, argumentou Davis.

Especialmente levando-se em consideração que equipes de campanha ao longo da história nem sempre foram transparentes sobre o real estado de saúde de seus respectivos candidatos.

Quando Franklin Delano Roosevelt concorreu à Casa Branca, a maioria das pessoas não sabia que ele passava a maior parte do tempo em uma cadeira de rodas, mencionou Davis. E que John F. Kennedy tinha sérios problemas nas costas e tomava fortes analgésicos também não ficou conhecido, acrescentou Morgan.

Tendo em conta estes antecedentes históricos, depende agora da conduta da equipe de campanha se estes episódios de saúde de Hillary vão desaparecer ou continuar sendo uma questão eleitoral.

“A campanha precisa ser aberta e transparente, deixar que o povo americano saiba qual é o diagnóstico e dar uma indicação do que ela fará para se recuperar”, disse Davis. “E se eles fizerem isso de forma aberta e honesta, tudo vai passar.”
DW

Médicos confirmam morte cerebral de Clodovil

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O deputado Clodovil Hernandes (PR-SP) teve morte cerebral confirmada pelo diretor do Hospital Santa Lúcia, Cícero Henrique Dantas Neto. Segundo o hospital, o coração, o fígado, as córneas e os rins do parlamentar serão doados.

Vítima de acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico, Clodovil estava internado desde a segunda-feira (16).

Clodovil foi um dos mais renomados estilistas brasileiros e era apresentador de programas de televisão, onde se notabilizou pelo comportamento polêmico.

Nasceu no interior de São Paulo e foi adotado por um casal de imigrantes espanhóis, Domingo Hernández e Isabel Sánchez. Ele nunca conheceu seus verdadeiros pais. Nos anos 1960 ganhou fama como estilista de alta costura, mantendo uma ” rivalidade ” com o também famoso estilista Dener.

Clodovil formou-se professor mas nunca exerceu a profissão. Ainda jovem começou a trabalhar em televisão, veículo em que permaneceu por mais de 45 anos. Ele passou por quase todas as emissoras de TV do país.

No início dos anos 1980, participou na Rede Globo do programa feminino TV Mulher, considerado revolucionário na época, ao lado da ex-prefeita de São Paulo e sexóloga Marta Suplicy, do cartunista Henfil e da apresentadora Marília Gabriela.

Em 2004, Clodovil foi acusado de racismo por ter chamado de ” macaca de tailleur metida a besta ” a vereadora Claudete Alves, durante o programa A Casa é Sua. Clodovil também enfrentou uma acusação de antissemitismo, depois de declarar em uma entrevista à Rádio Tupi, em 27 de outubro de 2006, que os judeus teriam manipulado o holocausto e forjado o atentado de 11 de setembro contra o World Trade Center.

Sua carreira política começou em 2006 quando se elegeu deputado federal pelo Partido Trabalhista Cristão (PTC). Ele foi o terceiro parlamentar mais votado em São Paulo. Em setembro de 2007 trocou de partido e filiou-se ao Partido da República (PR).

Em 2007 se envolveu em nova polêmica no Congresso, após discutir com a deputada Cida Diogo, do PT do Rio de Janeiro. A discussão se iniciou por conta das declarações de Clodovil de que ” as mulheres ficaram muito ordinárias, ficaram vulgares, cheias de silicone ” e ainda que ” as mulheres trabalham deitadas e descansam em pé ” . Ao ser questionado pela deputada quanto à declaração, respondeu: ” Digamos que uma moça bonita se ofendesse porque ela pode se prostituir. Não é o seu caso. A senhora é uma mulher feia. ”

Em sua atuação na Câmara, Clodovil apresentou, entre outros projetos, uma proposta de mudança na Constituição Federal para reduzir o número de deputados de 513 para 250, além de uma proposta que visa restringir a exibição de imagens violentas na TV nos horários das refeições.

O deputado também pretendia instituir o dia 8 de maio como o ” Dia Nacional do Turismo ” e conferir a Alberto Santos Dumont o título de ” Pai do Turismo Brasileiro ” . Outro projeto tinha o intuito de garantir ao dublador de obra audiovisual a menção de seu nome ou sinal nos créditos da obra e o direito de participar dos resultados de exibição.

do OGlobo

Clodovil piora e está em coma profundo

Parlamentar sofreu uma parada cardiorrespiratória de 5 minutos à tarde.
Ele mantém seus sinais vitais por aparelhos e medicamentos, diz médico.

O estado do deputado Clodovil Hernandes (PR-SP) piorou na tarde desta segunda-feira (16). De acordo com a equipe médica, ele teve uma parada cardiorrespiratória de cerca de cinco minutos por volta das 14h15. O neurocirurgião que cuida do caso, Benício Oton de Lima, afirmou que o parlamentar, caso sobreviva, terá sequelas graves.

O deputado, que tem 71 anos, foi levado ao hospital por um assessor parlamentar por volta das 8 horas da manhã após ter sido encontrado ao lado de sua cama, em seu apartamento. Clodovil teve um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico durante a madrugada e foi submetido a um procedimento de drenagem do sangue por meio de um cateter ainda pela manhã.

Um dos membros da equipe, o médico Alan Ricardo Coutinho Ferreira, que já havia classificado o risco de morte como “muito alto”, relatou a piora no quadro. “O quadro clínico se agravou durante o período da tarde. Por volta das 14h15 ele sofreu uma parada cardiorrespiratória que foi rapidamente revertida. Ele está em coma profundo e mantém seus sinais vitais por equipamentos e medicação.”

Para o neurocirurgião Benício, a chance de sobrevivência é pequena. “Em casos semelhantes, a taxa de mortalidade é muito elevada.” Ele afirmou que, caso isso ocorra, o deputado não deverá ter condições de falar ou andar. “O risco de sequela é muito elevado. Ele seria incapaz de tocar uma vida útil.”

Solidariedade
A assessoria de imprensa de Clodovil informou que os presidentes da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP), telefonaram para o hospital para prestar solidariedade. O senador Arthur Virgílio ( PSDB-AM) também telefonou para ter notícias do colega.

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Arnaldo Versiani foi outro que telefonou para o hospital. Ele foi o relator do processo de infidelidade partidária contra Clodovil. Alguns assessores afirmam que o parlamentar havia passado mal na sexta-feira (13), dia posterior ao julgamento, no qual foi absolvido.

De acordo com a assessoria, o parlamentar tem uma relação distante com a família. Por isso, nenhum parente teria buscado informações. Amigos, no entanto, telefonaram com frequência para os assessores. De acordo com eles, a primeira a ligar foi a diretora de televisão Marlene Mattos.

do G1

Clodovil depois do AVC entra em coma

No primeiro boletim divulgado pelo Hospital Santa Lúcia sobre o estado de saúde do deputado federal Clodovil Hernandes (PR-SP), os médicos informam que o parlamentar se encontra em coma, no nível 5, em uma escala que vai de 3 a 15, em que os números menores correspondem a um quadro de maior gravidade.

De acordo com o médico intensivista Alan Ricardo Ferreira, o parlamentar sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico, com sangramento cabeça profundo e intenso na cabeça. Nesses casos, segundo Ferreira, não é indicada cirurgia para abrir a caixa craniana a fim de reduzir a pressão no cérebro. Ele explicou que, por isso, a equipe que atende o deputado optou por colocar um cateter para drenar o sangue na região.

Segundo o médico, o procedimento foi bem-sucedido e agora, é preciso esperar a reação de Clodovil. “Os procedimentos foram feitos da forma mais precoce possível, temos que esperar os efeitos”, afirmou Ferreira.

Ele disse ainda que, no momento não há como avaliar possíveis seqüelas, e que, apesar do estado grave e delicado, a equipe médica acredita na recuperação do deputado. O próximo boletim sobre o estado do parlamentar será divulgado às 17h desta segunda-feira (16).

do JC