Petrolão: um nó górdio que ninguém quer desatar pra valer

Se não me engano, foi no mandato do senador Antero Paes de Barros que houve algo semelhante ao Petrolão. Em andamento, uma CPI, cujo volume de envolvidos sofreu aumento que fugiu ao seu controle.

Petrolão,Petrobras,Corrupção,CPI,Blog do Mesquita

Assim acontece com o Petrolão.

Nomes e nomes surgem do nada, engrossando a lista dos implicados. Isso tornará a apuração um verdadeiro nó górdio.

Pé e ponta desaparecerão, mas não haverá ninguém para cortar o pacote.

Pelo contrário, haverá quem queira embrulhá-lo com muito cuidado, visto que contém ingredientes de alto poder destrutivo.

E só.


[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

CPI da Petrobras: quando os autores são réus

Brasil: da série “me engana que eu gosto!”

E agora, Tupiniquins? Como ficam as vestais proprietárias da ética e da moral?

E ‘nosotros’ que pensávamos ser a petralha a única súcia a chafurdar na corrupção. Pois não é que os mais ‘moralistas’ tucanos, andaram molhando as lustrosas penas nas verbas da Petrobras?

Arthur Virgílio, o iracundo senhor das verdades, e Álvaro Dias, o gatilho moralista mais rápido do Paraná, estão com as ‘imaculadas’ mãos nos bolsos da mãezona estatal do petróleo.

Agora vejam só! Até o autor da CPI, senador Álvaro Dias, também está com a mão na massa dos patrocínios suspeitos sem licitação! Assim a pizza está assando no mesmo forno onde o seu, o meu, o nosso sofrido dinheirinho vira fumaça.

Argh!

O editor

CPI: patrocínios da Petrobras foram para políticos

É improvável que a CPI da Petrobras avance nas investigações da farra de patrocínios: quase todos foram solicitados por políticos. O líder tucano Arthur Virgílio (AM), pidão contumaz, certa vez pediu verba para um filme intrigante: “Parusia, a ira do juízo”

Autor da CPI, Álvaro Dias (PSDB-PR) pediu grana ao projeto “Sai da rua”.

Dos caixas da estatal saíram muitos reais: só no ano 2000, R$ 96 milhões em patrocínios.

Não se perca pelo nome

Um dos pedidos de patrocínio do paraibano Ney Suassuna (PMDB) faz parte do folclore da Petrobras: o projeto cultural “Por trinta dinheiros”.

Pediu, agora investiga

Atual chefe da assessoria técnica da CPI da Petrobras, o ex-senador tucano Antero Paes de Barros foi autor de vários patrocínios à estatal.

Caixa preta

Estima-se que desde 2003 a estatal Petrobras torrou R$ 47 bilhões em mais de 60 mil contratos assinados sem licitação.

coluna Claudio Humberto