Aécio, Álvaro Dias e todos os senadores do PSDB não assinam CPI do HSBC

Nenhum senador do PSDB assinou a CPI para investigar o escândalo do banco britânico HSBC, mas o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) anunciou no Plenário, nesta quinta-feira (26), ter protocolado o pedido de criação da comissão parlamentar de inquérito do HSBC.

Combatentes contra a corrupção os senadores do PSDB, Aécio Neves, Aloysio Nunes Ferreira e Álvaro Dias não assinaram o pedido de CPI.

Ele informou ter conseguido 33 assinaturas, 6 a mais que o mínimo necessário para a criação de uma CPI. Pelo requerimento, a comissão terá 11 membros titulares e 6 suplentes. De acordo com Randolfe, o requerimento para a CPI tem interesse suprapartidário e não se dirige a “fomentar disputas desta natureza”. A intenção, disse o senador, é “desmantelar pela raiz” um grande esquema criminoso.

— Esse escândalo é de dimensão mundial. De acordo com o Financial Times, trata-se do maior caso de evasão fiscal do mundo. É necessário que o Parlamento brasileiro também se manifeste e instaure um procedimento de investigação — afirmou Randolfe.

O líder do PSB, senador João Capiberibe (AP), disse entender como prudente o fato de os senadores assinarem o pedido. Para ele, os escândalos da Petrobras já estão sendo investigados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, motivo pelo qual o partido resolveu esperar a conclusão das investigações.

— A do HSBC não tem processo judicial em curso, não tem investigação em curso, não tem nada. Eu acho que talvez seja o caso de o Senado pensar numa CPI — ponderou Capiberibe.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O senador José Pimentel (PT-CE), líder do governo no Congresso, informou ter assinado o requerimento. Segundo o senador, o Brasil está em um momento de combater a sonegação e de aumentar a formalização nos vários setores da economia, motivo pelo qual a CPI é importante. Para ele, a legislação do sistema financeiro já é muito avançada, mas pode passar por aperfeiçoamentos.

— É exatamente por isso que eu assinei essa CPI. Além de identificar aqueles que cometeram erros, o que eu quero, principalmente, é construir uma legislação para superar essas falhas — afirmou o senador.

Sobre a habitual polarização entre governo e período eleitoral nas CPIs, Pimentel disse esperar que a investigação não se limite a isso. O período, diz o senador, favorece o trabalho da CPI, já que é início de legislatura e as próximas eleições só serão realizadas no ano que vem.

R$ 7 bilhões

Conforme noticiado pela imprensa internacional, o banco HSBC na Suíça atuou de forma fraudulenta para acobertar recursos de clientes, blindando-os das obrigações fiscais e da comprovação da origem dos recursos — práticas que poderiam indicar atividades criminosas.

O escândalo, conhecido como Swissleaks, tem como fonte original um especialista em informática do HSBC, o franco-italiano Hervé Falciani. Segundo ele, entre os correntistas, estão 8.667 brasileiros, responsáveis por 6.606 contas que movimentam, entre 2006 e 2007, cerca de US$ 7 bilhões, que em grande parte podem ter sido ocultados do fisco brasileiro.

Na justificativa do pedido de CPI, Randolfe diz se tratar de “um arrojado esquema de acobertamento da instituição financeira, operacionalizado na Suíça, que beneficiou mais de 106 mil correntistas”, de mais de 100 nacionalidades. O total de recursos manejados dentro do esquema, segundo Randolfe, pode superar US$ 100 bilhões, no período de 1998 a 2007.

Para Randolfe, a lista dos titulares das contas certamente guarda estreita relação com outras redes de escândalos do crime organizado do país e do mundo. O senador lamentou que “o escândalo do Suiçalão” venha sendo sistematicamente ignorado pelos grandes veículos de comunicação no Brasil. Segundo Randolfe, essa seletividade denuncia o envolvimento de personagens poderosos, que podem sempre se servir da benevolência de setores da imprensa.
Agência Senado

Dona Dilma precisa da lanterna de Diógenes para indicar Ministros de Estado

Diógenes,Política,Dilma Rousseff,Joaquim Barbosa,Blog do MesquitaOuço noticiário no qual se informa que a Presidente Dilma teve dificuldades para escolher os novos ministros antes que o rolo do “Petrolão” diga quem é quem no lamaçal.

Dona Dilma não tem assessoria jurídica – vocês não estão achando que o ministro da justiça entende de leis né? Sabem de nada inocentes! – ela disse que, pasmem!, irá consultar o Ministério Público. Então ensino eu: Alô Dona Dilma: o MP é órgão independente, não é órgão de assessoria!

Como comentou aos jornais o ex-Ministr0 Joaquim Barbosa:
“Que degradação institucional! Nossa presidente vai consultar órgão de persecução criminal antes de nomear um membro do seu governo!!!”.

E mais: “Há sinais claros de que a chefe do Estado brasileiro não dispõe de pessoas minimamente lúcidas para aconselhá-la em situações de crise”, acrescentou o ex-presidente do STF.

Encerrou com uma expressão em francês: “Du jamais vu!”. Significa “coisa jamais vista”.
Uma variação esnobe do bordão preferido de Lula: “nunca antes na história desse país”.

Concluo:
1 – No popular: a Taba dos Tapuias “tá pebada”.
2- Impressionante! Nossa – o nossa aí é de espanto, e não pronome – a presidente está com medo de escolher um bandido para ministro. Parece que não sobrou ninguém honesto na base aliada.
3 – A cada trapalhada mais me convenço que D. Dilma não sabe nem onde fica o interruptor de luz da sua sala. Imaginem se ela vai saber quem é pilantra e quem não é.
4 – Aproveitando a marreta: O que estaria regurgitando a mídia amestrada, se a falta de água em SP, e o “tremsalão” ocorressem em um Estado Governado pelo PT, ao invés de ser um do PSDB?
5 – Dona Dilma navega na ausência – ou conivência! Ou conveniência! Ou esperteza –  da e de oposição. Considerar oposição padrão Álvaro Dias? Esqueça. Aliás como anda sumido o senador dantes tão midiático! Por que será?


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A história do doleiro que a mídia não contou

doleiro1

Segundo a Ação Penal movida contra Youssef, ele obteve um empréstimo de US$ 1,5 milhão, em 1998, numa agência do Banestado, banco público do Paraná, nas Ilhas Cayman.

No processo de delação premiada da época, Youssef confessou que internou o dinheiro no Brasil de forma ilegal, ao invés de fazê-lo via Banco Central.

Mas negou que tenha pago propina a um executivo do Banestado. Segundo o doleiro, a condição imposta para o Banestado liberar o dinheiro para sua empresa, a Jabur Toyopar, era fazer uma doação para a campanha de Jaime Lerner, do então PFL (hoje DEM), aliado do PSDB, para o governo do Paraná.

Doação “não-contabilizada”. Caixa 2.

A mídia nunca deu destaque a essa informação.

Alberto Youssef operava para tucanos e demos do Paraná desde a primeira eleição de Jaime Lerner, em 1994. Assim como operou também para FHC e Serra em 1994 e 1998.

O Banestado, um dos bancos mais sólidos do sistema financeiro do país, foi saqueado pelos tucanos na década de 90. Após devastarem as finanças da instituição, o PSDB, que governava o país, iniciou um processo de privatização cheio de fraudes.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O Banestado foi então vendido para o Itaú, pela bagatela de R$ 1,6 bilhão.

Existem acusações de que a privatização do Banestado gerou prejuízo de R$ 42 bilhões aos cofres públicos.

Mas tucanos podem tudo.

Depois de tanta roubalheira, o único condenado foi o mordomo, o doleiro Alberto Youssef, um homem de origem simples que ficou milionário operando para a elite tucana.

Mas a elite tucana é magnânima, e o juiz Sérgio Moro absolve o doleiro após um ridículo acordo de delação premiada, que não resultou em nada.

Este é o Sérgio Moro que a mídia chama de “duro”.

Em agosto deste ano, Youssef é preso outra vez e Moro cancela o acordo anterior de delação premiada do doleiro.

O juiz e a elite tucana tinham outros planos para o doleiro. Ele poderia ser útil numa operação midiática para derrotar Dilma nas eleições de 2014.

O advogado do doleiro, Antônio Augusto Figueiredo Basto, tem profundas conexões com o PSDB. Foi membro do conselho da Sanepar, estatal paranaese que cuida do saneamento do estado, e foi também advogado de doleiros tucanos envolvidos no trensalão.

Os escândalos de corrupção no PSDB paranaense envolvem mais nomes. Em 2001, a Procuradoria de Maringá acusou o prefeito tucano Jairo Gioanoto de desvios superiores a R$ 100 milhões, feitos durante o período de 1997 a 2000. Em valores atualizados, esse montante aproxima-se de R$ 1 bilhão.

E quem aparece nesse escândalo, mais uma vez?

Ele mesmo: Alberto Youssef.

Trecho de matéria publicada na Folha, em 4 de março de 2001:

“Um dos nomes sob investigação, o ex-secretário da Fazenda de Maringá, Luís Antônio Paolicchi, apontado como pivô do esquema de corrupção, afirmou, em depoimento à Justiça, que as campanhas de políticos do Paraná, como o governador Jaime Lerner (PFL) e o senador Álvaro Dias (PSDB), foram beneficiadas com dinheiro desviado dos cofres públicos, em operações que teriam sido comandadas pelo ex-prefeito Gianoto.

A campanha em questão foi a de 1998. “A pessoa que coordenava (o comitê de Lerner em Maringá) era o senhor João Carvalho (Pinto, atual chefe do Núcleo Regional da Secretaria Estadual de Agricultura), que sempre vinha ao meu gabinete e pegava recursos, em dinheiro”, afirmou Paolicchi, que não revelou quanto teria destinado à campanha do governador -o qual não saberia diretamente do esquema, segundo ele.

Quanto a Dias, o ex-secretário disse que Gianoto determinou o pagamento, “com recursos da prefeitura”, do fretamento de um jatinho do doleiro Alberto Youssef, que teria sido usado pelo senador durante a campanha.

“O prefeito (Gianoto) chamou o Alberto Youssef e pediu para deixar um avião à disposição do senador. E depois, quando acabou a campanha, eu até levei um susto quando veio a conta para pagar. (…) Eu me lembro que paguei, pelo táxi aéreo, duzentos e tantos mil reais na época”, afirmou.”

Todas as histórias que envolvem o doleiro Alberto Youssef e seus advogados desembocam em escândalos tucanos: Banestado, caixa 2 de campanhas demotucanas na década de 90, desvios em Maringá, trensalão.

Todavia, na última hora, os tucanos e a mídia levaram um susto.

Houve uma fissura na conspirata para prejudicar Dilma, quando apareceu um dos “testas de ferro” do doleiro, o senhor Leonardo Meirelles.

Em depoimento à Justiça, Meirelles acusou Youssef de operar para o PSDB, e de ter como “padrinho” um político de oposição do estado do Paraná, praticando nomeando Álvaro Dias (e confirmando o depoimento do secretário da fazenda de Maringá, citado acima).

Assim que a informação do testa de ferro de Youssef veio à tôna, o advogado do doleiro, Antônio Augusto Figueiredo Basto, iniciou uma operação midiática desesperada para negar que seu cliente tivesse operado para o PSDB. A mídia seguiu-lhe os passos, tentando neutralizar uma informação que poderia atrapalhar os planos de usar o doleiro para derrotar Dilma.

Em segundos, todos os jornais deram um destaque desmedido à “negativa” de Youssef de ter operado para o PSDB.

Só que não tem sentido.

A própria defesa do doleiro, em suas argumentações contra a condenação imposta por Sérgio Moro, pela Ação Penal de 2004, extinta e retomada agora, diz que os US$ 1,5 milhão que ele internou no país em 1998 foram destinados à campanha de Jaime Lerner, candidato demotucano ao governo do Paraná.

Como assim ele não operou para o PSDB?

Youssef operou a vida inteira para o PSDB! Era a sua especialidade!

Tentar pregar uma estrelinha do PT no peito do doleiro não vai colar.

Alberto Youssef é um produto 100% tucano.
Por Miguel do Rosário/Blog O Cafezinho

Eleições 2014: Aécio Neves e o Bolsa Família

Tiro no pé Blog do MesquitaAs redes sociais , matérias na imprensa, declarações e entrevistas em TV apresentam o senhor Aécio Neves propondo “correções” para o programa Bolsa Família.

Mas como é que é? O PSDB não passou os últimos dez anos condenado o bolsa família como estímulo à preguiça, eleitoreiro, compra de votos, responsável pela escassez da mão de obra e outras conseqüências maléficas?
Agora o senhor Aécio Neves já começou a mudar o discurso?

Que tal sua (dele) ex-celência conferir os discursos furibundos proferidos contra o bolsa família, por todos, eu disse todos, os parlamentares de oposição, Álvaro Dias e José Agripino nas tribunas do congresso.

E que tal conferir a posição contra o programa de parte de seus eleitores e admiradores nas redes sociais e na imprensa!


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Eleições 2014 e a dança dos interesses

Lobo Cordeiro Blog do MesquitaFirmeza ideológica é algo me deixa emocionado.

Os tucanos José Serra e Álvaro Dias, e a redista(?) Marina “melancia” – verde por fora e vermelha por dentro – Silva, estão com os pezinhos no PPS.

Ps. PPS é o o nome novo(?) do antigo PCB do comunista de boutique Roberto “Adoro uma Mamata” Freire.


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Álvaro Dias declarou R$ 1,9 mi e filha pede oito vezes mais

Há moral  que não resiste a dois clicks no mouse!

Um “paladino da moral” que tal e qual o Demóstenes Torres sempre apontou o dedo sujo para os seus pares. Uma oratória de feira livre que sempre gostou de criar CPI por qualquer coisa que envolva a quem se lhe opõe.
Os seus problemas de família devem ser preservados, não queremos saber, mas, esse patrimônio desproporcional com sua renda, não é problema de família, tinha que ser averiguado.
José Mesquita – Editor


Seis anos atrás, quando disputou sua última eleição e se elegeu senador, Álvaro Dias (PSDB-PR) declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 1,9 milhão; hoje sua filha pede na Justiça R$ 16 milhões; líder tucano adota a tática do avestruz e não comenta o assunto, alegando se tratar de caso de família, em segredo de Justiça, mas deixa no ar a dúvida: como será que ele multiplicou tanto seus bens num período tão curto?

Sempre pronto a cobrar dos homens públicos total transparência, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), adotou a tática do avestruz ao ter revelada a ação judicial em que foi condenado por sua própria filha, que é fruto de um relacionamento extraconjugal com uma servidora pública.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A menina, que ainda é menor, conseguiu que o líder do PSDB no Senado fosse condenado por abandono afetivo e pediu ainda parte na venda de cinco casas do senador em Brasília, avaliadas em R$ 16 milhões. No Twitter, onde é bastante assíduo, o senador se limitou a postar a seguinte mensagem: “Desrespeito à lei, distorção dos fatos para magoar pessoas que não merecem isso”.

Álvaro Dias tenta circunscrever o caso a uma disputa de família, numa ação que corre em segredo de Justiça. Ocorre que o processo cria um sério constrangimento para o senador. Seis anos atrás, ele declarou um patrimônio de R$ 1,9 milhão à Justiça Eleitoral, que inclui imóveis e uma fazenda no Paraná.

Apenas no tocante a quatro casas em Brasília, a filha briga por um patrimônio oito vezes maior, que dificilmente poderia ser acumulado com os rendimentos apenas de senador. E note-se que Álvaro Dias é um dos parlamentares mais bem pagos do País, pois recebe ainda uma aposentadoria de R$ 24 mil por mês como ex-governador do Paraná.

Recentemente, ao ser questionado sobre por que cobrava tanto a ética de seus pares e recebia uma aposentadoria estando na ativa, Álvaro Dias disse que doaria os ganhos da pensão a entidades assistenciais paranaenses.

Confira, abaixo, a justificativa do senador para a aposentadoria
E também o patrimônio que ele declarou à Justiça Eleitoral:
Soma dos bens declarados em 2006
R$ 1.904.924,90

Patrimônio

Montante
Fazenda Barra, área de 144 há, Porecatu-PR
R$ 268.963,00

Apartamento 409 e Garagem 078, Edif. Real Star, Bloco O, da SQSW-300 do SHCSW, Brasília-DF
R$ 265.000,00

Apartamento n.311 e garagens 05/07/84 – Edif. Real Star, Bloco O, da SQSW-300 do SHCSW, Brasília-DF
R$ 243.000,00

Área Rural de Terras 144,0701 há, Porecatu-PR
R$ 187.578,00

Apartamento 141 – Edif. Wimbledou Park, na Rua Petit Carneiro, 917 – Curitiba-PR
R$ 173.493,00

Apartamento Unidade n. 4098, 3º Pavimento, Flat Alvorada – Bloco B
R$ 140.000,00

BMW Modelo 320 IA,
R$ 128.000,00

Apartamento n. 2312, do Loft, Ed. Smart Residence, na Rua Brigadeiro Franco em Curitiba-PR
R$ 108.740,00

Conjuntos 501 e 503 Garagens 103, 108 e 109, na Rua Com. Araújo, 510
R$ 89.105,00

Apart.Hotel n.918, Edif. Meliar Confort Park do SHS, Quadra 06, conj. A, Bloco F, Brasília-DF
R$ 80.000,00

Apart.Hotel, 901 Edif. Meliar Confort Park do SHS Quadra 06, conj. A, Bloco F, Brasília-DF
R$ 80.000,00

Lote terreno n. 5, Planta N.S. de Lourdes, com área 360m2 c/ casa de alvenaria na Rua Isaac Ferreira da Cruz, 2838, Curitiba-PR
R$ 46.000,00

Apartamento n. 44, Tipo 1, 4º andar, Piso 06, Ed. Denver, na Rua Saldanha Marinho, 968
R$ 37.000,00

Apartamento 602, Edif. Pipeline na Rua Governador Lupion – Caiobá, Matinhos-PR
R$ 29.045,90

Lote de Terreno, 03, Quadra 230, área de 723m2, na Rua Mal. Floriano Peixoto – Curitiba-PR
fonte:Brasil247 

Tópicos do dia – 19/09/2012

10:27:35
Eleições 2012: PSDB decide atirar em Lula para acertar Haddad.

O PSDB decidiu usar acusações do operador do mensalão, Marcos Valério, envolvendo o ex-presidente Lula no maior escândalo de corrupção da História do País, para minar seu apadrinhado Fernando Haddad (PT), que disputa a prefeitura de São Paulo. Com rejeição em alta, o tucano José Serra teme não conseguir chegar ao segundo turno contra Celso Russomanno (PRB), que lidera as pesquisas com folga.

10:31:54
Senado: Jorge Viana e Alvaro Dias discutem o mensalão em plenário.

O senador Jorge Viana (PT-AC) defendeu nesta terça-feira (18) o ex-presidente Lula das acusações de que ele seria o “chefe e fiador” do mensalão. No plenário do Senado, ele discutiu com o senador Alvaro Dias (PSDB) e chegou a dizer que o partido oposicionista é o verdadeiro mentor do esquema de corrupção por ter comprado votos em 1998, em Minas Gerais – o que teria gerado o mensalão petista que hoje é julgado no Supremo Tribunal Federal (STF). “Todo e qualquer governo tem deslizes.

Só não estou de acordo com a satanização do PT e do presidente Lula. Entre a cópia mal feita que está sendo julgada hoje no Supremo, prefiro ficar com a original feita com mais competência pelo PSDB”, disse Viana. “O mensalão de Minas deu origem a esse esquema criminoso que está sendo julgado. Alunos mal aplicados do PT foram tentar repetir o modelo profissional do PSDB e do PFL”, completou. Em resposta, Álvaro Dias disse que o PT sabia do ocorrido em Minas Gerais e, ao invés de denunciar, apenas o repetiu. “Porque em 2005 o PT não denunciou isso que ocorreu em Minas Gerais? O PT tirou isso do armário em 2005 para confundir o povo brasileiro. Essa tese: nós somos sujos, mas outros se sujaram antes não honra quem a adota”, afirmou.
coluna Claudio Humberto

11:01:13
Internet: Criadora do ‘Diário de Classe’ é acusada de calúnia e difamação

A estudante catarinense Isadora Faber, de 13 anos, que virou celebridade por denunciar problemas de sua escola no Facebook, foi intimada a prestar depoimento nesta terça-feira, 18, após sua professora de português ter registrado boletim de ocorrência em que acusa a aluna de calúnia e difamação. A garota foi à 8.ª Delegacia de Polícia de Florianópolis acompanhada do pai.

“Estranhei, pois, para mim, o assunto já estava encerrado desde o início do mês quando ela me pediu desculpas. Eu aceitei e publiquei, está aqui até agora”, escreveu Isadora em sua página na rede social, o “Diário de Classe” www.facebook.com/diariodeclassesc, que já tem 255 mil “fãs”.
Estadão.com.br

11:28:46
Mensalão Tucano do Eduardo Azeredo

Futuro presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Joaquim Barbosa já decidiu que não irá relatar o mensalão tucano, que nasceu no governo de Eduardo Azeredo; processo recomeçará do zero e será relatado por ministro a ser indicado pela presidente Dilma Rousseff para o lugar de Ayres Britto, que se aposenta em novembro; ou seja: ficará para as calendas.

12:08:32
Mensalões, mensalões e mensalões

Tem portadores de antolhos que acreditam que somente a gangue do Lula tá com a mão na botija. Veja que além de políticos começam a aparecer empreiteiras, que não somente a Delta. Aguarde quando a fila começar a andar em relação ao mensalão do PSDB e do DEM.
Aécio Neves, na lista do mensalão mineiro, aparece como receptor de R$ 110 mil pagos por Claudio Mourão, tesoureiro do ex-governador Eduardo Azeredo, para sua campanha.


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Tópicos do dia – 11/05/2012

08:37:33
Vai ter governador tucano e petista no poleiro da sujeira
CPI cogita mudar plano e convocar governadores, diz presidente
Senador Vital do Rêgo disse que comissão decidirá no próximo dia 17.
Delegado disse que assessor recebe dinheiro em GO, segundo deputado.
O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente da CPI mista que investiga as relações políticos e autoridades com Carlinhos Cachoeira, afirmou nesta quinta (10) que o plano de trabalho da comissão pode mudar e incluir o depoimento de governadores suspeitos de envolvimento com o bicheiro. O cronograma original de depoimentos à CPI não prevê a presença de governadores.
O deputado Paulo Teixeira (PT-SP), membro da CPI, afirmou que um assessor especial do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), recebeu R$ 500 mil da organização chefiada por Cachoeira, preso em fevereiro pela Polícia Federal. De acordo com Teixeira, a informação foi dada pelo delegado da PF Matheus Mela Rodrigues, responsável pela Operação Monte Carlo, que resultou na prisão de Cachoeira, em fevereiro. O delegado prestou depoimento à CPI em sessão secreta nesta quinta.
Na segunda (7), o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, informou que iria pedir a abertura de inquérito para apurar as relações de Perillo e Cachoeira por conta de uma solicitação do próprio governador, que nega as acusações. O pedido para convocação do governador provocou bate-boca na CPI.

08:43:45
Delegado implicou Perillo e descartou relação de citados com a quadrilha
Dessa vez é o iracundo senador Álvaro Dias que quer colocar panos quentes nas assas do tucano. Aprendeu com o PT?
O depoimento à CPI mista do Cachoeira, do delegado Matheus Mella Rodrigues, que chefia a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, misturou suspeitos, que mantiveram frequentes contatos com o bicheiro Carlos Cachoeira, e pessoas que apenas foram citadas em algumas dessas conversas, incluindo a presidenta Dilma, ministros do governo e de tribunais superiores e jornalistas. Quando se referiu a governadores, o delegado informou que há 237 diálogos que mencionam governador Marconi Perillo (PSDB), de Goiás, e que houve tentativa de encontro entre Cachoeira e o goernador Agnelo Queiroz (PT), mas que isso “provavelmente não ocorreu”. Segundo informou o blog do jornalista Gerson Camarotti, no portal G1, o relator da CPI Mista, deputado Odair Cunha (PT-MG), perguntou sobre o suposto envolvimento de jornalistas no caso. O delegado respondeu: “Em nenhum momento ficou provado que jornalistas tinham relação com a organização”.

09:08:05
Nióbio: estão roubando o Brasil. Sem Nióbio não há eletrônica.Brasil tem as maiores reservas mundiais
Na CPI dos Correios, o operador de falcatruas do PT, Marcos Valério, dono de farto laranjal do mensalão, revelou na TV, para todo o Brasil, enfaticamente: “O dinheiro do mensalão não é nada, o grosso do dinheiro vem do contrabando do nióbio”. E ainda: “O Ministro José Dirceu estava negociando com os bancos uma mina de nióbio na Amazônia”. Ninguém teve coragem de investigar. Ou estarão todos ganhando com isso?

Some-se esse fato que foi publicado na Folha de São Paulo em 2002: “Lula ficou hospedado na casa do dono da CMN (produtora de nióbio) em Araxá-MG, cuja ONG financiou o programa fome zero”. E, em muitas conversas ao pé do ouvido, estudiosos no assunto afirmam que estaríamos perdendo cerca de 14 bilhões de dólares anuais, e vendendo o nosso nióbio na mesma proporção como se a OPEP vendesse a um dólar o barril do petróleo.

Porém, petróleo existe em outras fontes, e o nióbio – segundo especialistas acreditados – só no Brasil, e poderia ser uma outra moeda nossa. O que é, de fato, um descalabro alarmante.

O jornalista Carlos Marchi editou histórica e contundente matéria, na edição dominical de O Estado de São Paulo, em 31 de agosto de 2008, intitulada “Linha direta entre Lula e FHC evitou o impeachment”, detalhando: “Conversas secretas, intermediadas por Palocci e Bastos, ajudaram a evitar o caos do mensalão.”
Malandragem boçal
Jorge Brennand/Tribuna da Imprensa

09:16:24
Ainda há quem acredite em virgens na zona!
LULA E FHC, TUDO A VER
Durante todo o primeiro mandato e parte do segundo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma linha direta de consultas com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mantida por meio de conversas secretas dos então ministros Antonio Palocci, da Fazenda, e Márcio Thomaz Bastos, da Justiça.

A linha direta funcionou com mais vigor no auge do escândalo do mensalão, quando os ministros pediram a Fernando Henrique para agir e evitar que a oposição descambasse para pedir o impeachment de Lula. Ele atendeu e se posicionou publicamente contra o impeachment.

Os encontros foram confirmados ao Estadão pelo ex-presidente, Palocci e Bastos. Palocci confirmou que esteve pessoalmente com Fernando Henrique “pelo menos cinco vezes”. Bastos disse ter conversado com ele “apenas uma vez, em junho de 2005″, momento em que crescia a onda do impeatchment. Mas os contatos por telefone foram muito mais frequentes, confirmam os três.

Palocci e Bastos asseguram que Lula sempre soube das conversas antes de elas ocorrerem e foi informado de seu resultado depois. Mais de uma vez, no entanto, em momento de difícil enfrentamento com a oposição, Lula sugeriu a Palocci: “Vai conversar com o Fernando Henrique.”
Jorge Bernanand/Tribuna da Imprensa

12:52:27
Cachoeira, Procurador Roberto Gurgel, Imprensa e CPMI

1. Enquanto não mudarem a Constituição todos são iguais perante a lei. Inclusive o Procurador Geral da República. Ou não? CPI tem poderes de convocar inclusive o Presidente da República para depor. Só há flexibilização na forma.
3.”Globo e Veja se unem contra a convocação de jornalistas em CPI do Cachoeira.”
Por quê?
Enquanto não mudadrem a Constituição Federal todos são iguais perante a lei. Uma CPMI tem o poder constitucional de convocar qualquer cidadão a prestar esclarecimentos. Inclusive o presidente da República. Estarão jornalistas acima da lei?
Todos sabiam que os Três Poderes estão apodrecidos. Agora sabemos que o Quarto Poder também está.


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Eleições 2014. Serra diz que estão colocando a carroça à frente dos bois

Em aparente resposta a entrevista de Aécio sobre eleição presidencial, tucano tuitou que antecipar debate ‘atrapalha e desorganiza a oposição’

O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) utilizou ontem o microblog Twitter para dizer que não é o momento de a oposição discutir a sucessão da presidente Dilma Rousseff, numa aparente resposta à declaração do senador tucano Aécio Neves (MG).

Em entrevista ao Estado, publicada no domingo, o mineiro afirmou estar pronto para disputar a Presidência com qualquer candidato do PT, “seja Lula ou Dilma”.

Serra afirmou ontem, no Twitter: “2014 está longe. Antes vem 2012. Querer colocar o carro adiante dos bois só atrapalha e desorganiza a oposição”.

Na segunda-feira à noite, após reunião do Conselho Político do PSDB, o ex-governador havia dito que achou a entrevista “interessante” e “verdadeira”.

“Acho positivo que Aécio se coloque”, disse após a reunião, da qual o mineiro também participou.

Segundo políticos ligados a Serra, o ex-governador sonha em disputar a eleição presidencial pela terceira vez, em 2014.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Aécio não quis entrar em polêmica. Por meio de sua assessoria, o senador afirmou ontem que pensa exatamente desta forma, de que não é o momento de discutir a sucessão presidencial.

Panos quentes.

“Uma coisa que o mineiro não faz é passar o carro na frente dos bois”, endossou o presidente do PSDB em Minas Gerais, deputado Marcus Pestana, afirmando que a opinião de Serra e de Aécio é a mesma.

Pestana lembrou que o senador disse à bancada tucana, em jantar realizado há duas semanas, que não é hora de colocar a campanha presidencial na rua.

“Aécio acha que o momento é de organizar e modernizar o partido e ter foco nas eleições de 2012″, disse Pestana.

“O partido tem que discutir um realinhamento programático e uma agenda para o Brasil.”

Já o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), disse que não entendeu a declaração de José Serra como um recado para Aécio. “Não creio que seja para o Aécio, até porque ele (Aécio) foi pressionado a se manifestar pelos próprios integrantes do PSDB”, ponderou.

“O que é mais importante é o que conversei com o Aécio terça-feira e que tenho conversado com o Serra, a respeito da definição das primárias para a escolha do candidato. É mais importante definir o processos do que a escolha. Se adotarmos as primárias, o nome escolhido será legitimado pelo processo, e terá a participação da militância”, explicou Álvaro Dias.

Para ele, as primárias eliminam a hipótese da racha no partido e derrubam qualquer pretexto para a montagem de dissidências. “Estamos chegando a isso com muito facilidade. Primeiro é preciso revitalizar o partido e estimular os militantes, tornar o partido mais sólido para a disputa de 2014″, disse.

“Todo mundo é favorável a isso. O Sérgio Guerra (presidente do PSDB), a Executiva, desde os tempos em que o presidente era o Tasso Jereissati (ex-senador cearense). O Aécio e o Serra já são favoráveis.”

Andrea Jubé Vianna,João Domingos/O Estado de S.Paulo

Sarney: O apoio secreto a um assassino da esperança é uma forma silenciosa de suicídio político

São inacreditáveis as esfarrapadas justificativas (sic) dadas pelos senadores de oposição para justificar mais uma eleição do inacreditável Sarney à presidência do Senado Federal, dessa infelicitada e desvalida república dos Tupiniquins.

Somente criaturas adeptas de prática masoquista política são capazes de ostentar tais inconspícuas argumentações.

Como podem senadores da estirpe de Demóstenes Torres e Álvaro dias, comungaram com mais uma entronização do soba dos Timbiras? Como as oposições pretendem ganhar eleições cúmplices silentes desses conchavos de lesa pátria?

No artigo transcrito abaixo, os jornalistas Roberto Pompeu de Toledo e Augusto Nunes reverberam a indignação dos inconformados.

“Asinus asinum fricat.”

O Editor


Na última página da edição de VEJA desta semana, o excelente Roberto Pompeu de Toledo encerrou o texto inspirado em José Sarney com um parágrafo de antologia:

A sina do Maranhão, governado, nos últimos 45 anos, por Sarney, familiares ou prepostos, a não ser por curtos intervalos, continua sendo a da desonestidade, da corrução, da violência, da miséria, do analfabetismo e das altas taxas de mortalidade infantil. Mas Sarney, aos 80 anos, dois a menos que Mubarak, alcançou a plenitude da glória. Na primeira hora da madrugada do último dia 1º de janeiro, foi presença de honra na cerimônia de posse da filha, pela quarta vez, como governadora do Maranhão. Voou em seguida para Brasília, onde, como presidente do Congresso, deu posse à nova presidente da República. E, à noite, ainda viajou com o presidente Lula a São Bernardo, onde figurou como atração especial no comício/show montado para receber de volta o mais ilustre morador da cidade. Haja Sarney! Ele promete, como Mubarak, que este é seu último mandato. Nem precisaria de outros. Este é um país intoxicado de Sarney. Na academia, nos jornais e alhures, discute-se se estaríamos vivendo ainda uma era FHC, graças ao rescaldo de suas reformas, ou uma era Lula. Nada disso. O país vive, há mais de meio século, a era Sarney.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Com a conivência da maioria dos oposicionistas, essa era abjeta eviscerada por Roberto Pompeu de Toledo foi prorrogada por mais dois anos de Sarney na presidência do Senado. Líderes do PSDB e do DEM alegam que apenas respeitaram o critério da proporcionalidade, que confere à bancada majoritária o direito de indicar o presidente da Mesa Diretora. Nenhum partido, seja qual for o tamanho da representação no Senado, tem o direito de impor uma escolha que agride o Brasil decente.

O critério da proporcionalidade não pode prevalecer sobre critérios morais, nem revogar o sentimento da vergonha. Nenhum oposicionista teria respeitado o critério da proporcionalidade se a votaçãop fosse aberta. Nas conversas com repórteres do site de VEJA, todos evitaram mencionar expressamente o nome de Sarney. Não ousariam decliná-lo em voz alta no plenário.

Quando estiverem cauterizadas as feridas morais abertas pela Era da Mediocridade, escrevi em junho de 2009, o Brasil contemplará com desconsolo e desconcerto a paisagem deste começo de século. Como foi possível suportar sem revides as bofetadas desferidas por um José Sarney ─ político sem luz, orador bisonho, poeta menor e escritor medíocre? Como explicar a mansidão da maioria dos insultados pelo coro dos cúmplices contentes?

A ausência no plenário do Senado de representantes do Brasil que presta talvez seja mais perturbadora do que a presença de Sarney no centro da Mesa Diretora. Encerrado o espetáculo do cinismo, ninguém falou em nome dos injuriados. Ninguém contestou a discurseira absurda. Ninguém lastimou a decomposição do Legislativo. Ninguém sentiu vergonha. Os senadores ficaram parecidos com Sarney, que é a cara do Senado destes tempos tristonhos. Mais cedo para uns que para outros, a morte política chegará para todos. Tomara que a instituição sobreviva.

Os dois parágrafos que encerraram o post com o título Sarney esqueceu que a morte política vive à espreita dos muito vivos podem ser aplicados sem retoques à sessão em que Sarney, neste começo de fevereiro, celebrou outro triunfo e enxergou na própria vida um monumento à ética. Foi a reedição do espetáculo do cinismo encenado há 18 meses, quando tentou dissociar-se do acervo de bandalheiras descoberto nas catacumbas da Casa do Espanto.

Em 2009, a oposição redimiu-se parcialmente com a contra-ofensiva que por pouco não despejou Sarney do Congresso. Logo se saberá se os partidos que se declaram adversários do governo entenderam que apoiar secretamente um assassino da esperança é só uma forma silenciosa de suicídio político.

Augusto Nunes/Veja