Mercadante e Quércia no esquema dos aloprados

Reportagem de Hugo Marques e Gustavo Ribeiro, na revista Veja desta semana, desvenda o caso dos aloprados do PT, cinco anos depois.

Em 2006, às vésperas do primeiro turno das eleições, a Polícia Federal prendeu em um hotel de São Paulo petistas carregando uma mala com R$1,7 milhão.

O dinheiro seria usado para a compra de documentos falsos que ligariam o tucano José Serra, candidato ao governo paulista, a um esquema de fraudes no Ministério da Saúde.

O bancário petista Expedito Veloso, ex-diretor do Banco do Brasil e atual secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico do DF, investigado pela Polícia Federal por participar do esquema, contou tudo em relato gravado por correligionários.

Procurado pela revista, Expedito confirmou o teor das conversas.

Segundo a revista demonstra, o mentor e principal beneficiário da farsa foi o ex-senador e atual ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), cujo nome já havia aparecido no caso e a PF chegou a indiciá-lo por considerar que era o único beneficiado pelo esquema.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Mas a acusação acabou anulada por falta de provas.

O petista Expedito conta que o ministro e o PT apostavam que a estratégia de envolver Serra num escândalo lhes garantiria os votos necessários para que Mercadante conquistasse o governa de São Paulo.

Ele explica ainda que a compra do dossiê foi financiada por dinheiro do caixa dois da campanha petista e ainda, de maneira inusitada, pelo então candidato do PMDB ao governo paulista, Orestes Quércia.

“Os dois (Mercadante e Quércia) fizeram essa parceria, inclusive financeira”, revela o bancário.

“Parte vinha do PT de São Paulo. A mais significativa que eu sei era do Quércia.”

Tratava-se de um pacto.

“Em caso de vitória do PT, ele (Quércia) ficaria com um naco do governo.”

Eleições 2010: e agora José? Quebra de sigilo de filha de Serra pode ser obra de tucanos

A fonte, jornalista Claudio Humberto, nem de longe, nem com muita má vontade, ou iracunda cegueira ideológica, pode ser acusado de petista.
O Editor


Quebra de sigilo pode ter sido obra de tucanos

A investigação sobre a violação do sigilo fiscal de Verônica Serra, filha do candidato José Serra, atribuída a “aloprados” do PT, pode revelar a surpresa de ter sido obra dos próprios tucanos.

Na época, setembro de 2009, havia uma guerra interna pela indicação do PSDB para a disputa presidencial.

Aliados de Aécio Neves atribuíam à turma de Serra a produção de dossiês contra o então governador de Minas. E vice-versa.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Sem retorno

As sequelas da “guerra” Serra x Aécio impediram a aliança entre eles. Veio a vingança: o mineiro deixou o paulista pendurado na brocha.

Poço de mágoas

Após abandonar a disputa interna, Aécio não escondia sua mágoa com o estilo Serra de atropelar adversários. Roseana Sarney que o diga.

Aloprados do PT se “dão bem!”

Brasil: da série “me engana que eu gosto!”

Quem disse que não compensa?

Enquanto isso, você aí, abestado Tupiniquim, preocupado em pagar a conta pendurada no armazém da esquina! Na realidade, aloprados somos todos nós, ingênuos brasileiros que ainda pensamos serem as malas meros objetos para transporte de roupas.

Aloprados são todos os brasileiros que conseguem a proeza aloprada de viver com salário mínimo.

Aloprado é o novo(sic) Ministro da Justiça que vem a público dizer que “acabou no Brasil a época da impunidade”!

Argh!

A oposição, não fica atrás. Quer dizer, fica! Fica atrás do passado de dona Dilma, esquece do presente e de dizer o que pretende fazer no futuro.

O Editor


Pivô dos ‘aloprados’ vira ‘fazendeiro’ no sul da Bahia

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]A dinheirama exposta na foto ao lado (R$ 1,7 milhão) foi apreendida pela Polícia Federal, em 2006, num hotel de São Paulo. Estava em poder de dois petistas. Seria usada para comprar, em pleno ano eleitoral, um dossiê contra o PSDB.

Ao perscrutar as fitas do circuito interno de TV do hotel, a PF identificou o homem da mala do PT: Hamilton Lacerda. Era na época assessor do gabinete do senador Aloizio Mercadante (PT-SP). Percebia salário mensal de R$ 5 mil.

Candidato ao governo de São Paulo contra José Serra, Mercadante deslocara o assessor para a coordenação de sua campanha. Sob os efeitos do caso do dossiê, Serra beliscou o mandato de governador no primeiro turno.

E Lula, candidato à reeleição, viu a disputa que travava com o tucano Geraldo Alckmin escorregar para o segundo turno.

Pois bem. O tempo passou. E os “aloprados” do dossiê, como Lula os apelidou, permanecem impunes. Melhor: melhoraram de vida.

Em notícia pendurada nas páginas deste domingo (4), os reportes Hudson Corrêa e Leonardo Souza contam que Hamilton ‘Mala’ Lacerda virou empresário. De assessor parlamentar de Mercadante, passou a tocar, no sul da Bahia, uma fazenda de eucaliptos e uma revenda de produtos agrícolas.

Tomados pelo capital social registrado na junta comercial, os negócios são um portento: R$ 1,5 milhão. A fazenda se chama Olho d’Água. Fica em município de nome sugestivo: Encruzilhada. Pertence à empresa Bahia Reflorestamento.

A firma está registrado em nome de Lacerda e de um sócio: Juscelino Dourado. Vem a ser um ex-assessor do grão-petê Antonio Palocci. Era chefe de gabinete dele no Ministério da Fazenda. Deixou o cargo, em setembro de 2005, alvejado por uma denúncia.

Durado foi levado ao noticiário por um advogado que disse ter negociado com ele propina de R$ 6 milhões. O dinheiro iria ao caixa dois do PT. Em troca, Dourado ajeitaria a renovação de um contrato na Caixa Econômica Federal.

Dourado era sócio do aloprado Lacerda também na firma de implementos agrícolas, Destak. Deixou o quadro societário da empresa no ano passado.

Lacerda possui um preposto na Bahia. Chama-se Breno Macedo dos Santos. Tem 27 anos. Na junta comercial, informou que sua profissão é “estudante”. Convertido em sócio de Lacerda, o estudante Breno registrou a fazenda de eucaliptos em seu nome no cartório. Porém…

Porém, quem visita o imóvel dá de cara com uma placa. Afixada na porteira, informa o dono da propriedade: Bahia Reflorestamento, a empresa de Lacerda. Procurado, Lacerda preferiu guardar silêncio sobre seus negócios. O estudante Breno disse: “Na realidade sou eu que trabalho com isso. Vocês estão distorcendo isso”.

Apresentou-se como “um familiar” de Lacerda. Não disse qual é o grau de parentesco que os une. Dourado, o ex-assessor de Palocci, não quis falar.

Decorridos quatro anos, o dossiêgate desceu à crônica policial como um caso por resolver. A PF, sempre tão operosa, não logrou desvendar o grande ministério: a origem da grana. Lacerda foi indiciado por lavagem de dinheiro. Mas não foi punido.

Em fevereiro passado, o “aloprado” retornou aos quadros do PT. Ele não é o único que se serviu da impunidade para se manter na ativa. Tome-se o exemplo de outro “aloprado”: Jorge Lorenzetti.

Acumulava, em 2006, as funções de churrasqueiro de Lula e membro do grupo de “inteligência” da campanha reeleitoral. Frequentou o escândalo do dossiê como negociador da aquisição da peça. Hoje, responde solidariamente por uma dívida de R$ 18,1 milhões no Basa (Banco da Amazônia).

Decorre de empréstimos contraídos por empresa chamada Nova Amafrutas –uma fábrica de sucos, sediada no Pará. Foi à breca em 2006. Lorenzetti era membro da diretoria.

O ex-primeiro-churrasqueiro figura como fiador em pelo menos três empréstimos. Somam R$ 1,3 milhão. O primeiro é de 2005. O último, de 2007. Depois que a dívida foi à Justiça, Lorenzetti tornou-se administrador de uma empresa em Santa Catarina, onde mora: Mage Sanduicheria. Está no nome da ex-mulher e da filha.

O irmão, Silvestre Lorenzetti, informou que o negócio está parado há um ano. Nos arquivos da Receita Federal, a empresa consta como “ativa”.

Outro “aloprado”, o petista Osvaldo Bargas, abriu em Brasília a MB Consultoria. Mexe com comércio, recursos humanos e área sindical.

Sócio de Barjas, o filho dele, Helder, foi brindado, em abril de 2009, com um cargo na prefeitura de São Bernardo do Campo, gerida por Luiz Marinho (PT), amigo e ex-ministro de Lula.

O “aloprado” Expedito Veloso, que havia sido afastado da diretoria de Gestão e Risco do Banco do Brasil nas pegadas do escândalo, retornou ao bancão oficial.

Ostenta, desde setembro de 2008, o título de diretor-superintendente da subsidiária BB Previdência. Administra uma carteira de 41 planos de previdência. Coisa de R$ 1,37 bilhão.

Em entrevista veiculada neste domingo, o novo ministro da Justiça de Lula, Luiz Paulo Barreto, escora-se no escândalo que roeu o DEM no Distrito Federal para proclamar: “Acabou no Brasil a época da impunidade”.

Se desperdiçasse um naco de seu tempo analisando o inquérito do dossiê, o sucessor de Tarso Genro, agora no comando da PF, talvez dissesse algo assim: o Brasil continua sendo o paraíso da impunidade.

blog Josias de Souza

Marta Suplicy coloca Botox do preconceito na campanha

Alguém já disse que “nada mais conservador que um liberal no poder”. Eu acrescento: piora quando o pseudo liberal sente que o poder fica cada dia mais distante.

Do blog do Noblat

A nova geração dos aloprados do PT copiou Collor

A primeira geração dos aloprados do PT empurrou Lula para o segundo turno da eleição presidencial de 2006. Parecia certa a vitória dele no primeiro turno. Aí os aloprados entraram em cena, ajudaram a forjar um dossiê contra José Serra e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB. E aí… Bem, o resto é História.

A segunda geração dos aloprados do PT empurrou Marta Suplicy para a lixeira da eleição municipal de 2008. A derrota dela parecia certa desde o fim do primeiro turno. Aí os novos aloprados produziram um comercial de televisão perguntando se Gilberto Kassab era casado e tinha filhos. E aí…

Bem, o resto é História que ainda está sendo escrita. Seu desfecho, porém, é mais do que previsível. Kassab se reelege com folga. Política e eleitoralmente, Marta sai menor da eleição do que entrou. Fará companhia a Geraldo Alckmin, derrotado este ano e em 2006.

Desta vez, os aloprados do PT – entre eles a própria candidata – copiaram Fernando Collor. No segundo turno da eleição presidencial de 1989, a campanha de Collor divulgou na televisão um depoimento da enfermeira Míriam Cordeiro, mãe de Lurian, filha de Lula.

Estávamos a menos de uma semana do dia do último debate entre Lula e Collor. O primeiro debate fora ganho por Lula. Em troca de uma alta soma de dinheiro, Míriam disse que Lula a aconselhara a abortar ao saber que seria pai. Chamou-o de racista. E disse que Lula desprezava os pobres.

Um dos coordenadores da campanha de Marta confessou, ontem, a Ricardo Galhardo, repórter de O Globo, que o comercial sobre a condição civil de Kassab teve como objetivo “desestabilizar” emocionalmente o prefeito no dia em que ele debateria com Marta na TV Bandeirantes.

Foi a mesma coisa que pretendeu Collor com o depoimento de Míriam. Lula, de fato, acusou o golpe e perdeu o debate. Kassab ficou zonzo durante os dois primeiros blocos do debate da Band. Mas não foi à lona. Recuperou-se ao apelar para a Virgem Maria. Chegou ao fim de pé.

Quem ganhou? Quem perdeu o debate?

Marta perdeu para ela mesma. Primeiro porque avalizou a veiculação do comercial. Segundo porque durante o debate foi agressiva, arrogante e antipática em excesso. No futuro se dirá que ao chegar ao poder o PT fez tudo o que condenou quando era oposição – até mesmo copiar Collor.

Lula não sabia e a Yeda Crusius, também não?

Brasil: da série “cuméquié?”

Ok!

Papai Noel existe e a mula sem cabeça é vista pastando na Praça dos Três Poderes, trazendo no lombo o Saci Pêrêrê. Temos que acreditar que no planalto central, onde a farsa é prática política contumaz, tudo o mais é possível.

Do apedeuta, que tenta um emprego, pós-presidência da República, como garoto propaganda do velho Óleo de Peroba, juntamente com todos os aloprados, mensaleiros e cupinchas, como autênticos caras-de-pau na arte cínica do “eu não sabia”, todo mundo já ouviu a cantilena.

Agora, seguindo os passos do chefe dos Tupiniquins, a prenda gaúcha do tucanato, Yeda (Cruz Credo) Crusius, também alega que:
“eu não sabia, tchê!”.

Uáu!

Então, vamos lá.

Do blog do Noblat

Você acredita que Lula sabia ou não do mensalão pago a deputados para que votassem na Câmara de acordo com a orientação do governo?
Sua crença, seja qual for, deveria prevalecer também no caso da governadora Yeda Crucius (PSDB), do Rio Grande do Sul, que enfrenta grave crise política.

O chefe da Casa Civil do governo dela foi grampeado pelo vice-governador, que é do DEM. E admitiu em parte do diálogo que dinheiro desviado do Detran e de outros órgãos públicos do Estado sempre financiou campanhas eleitorais – inclusive de partidos aliados do atual governo.

É razoável que Yeda não soubesse? Que jamais tivesse ouvido falar a respeito? Que tenha sido surpreendida pelas revelações do seu principal auxiliar – assim como Lula disse depois que Roberto Jefferson detonou o caso do mensalão?

A crise que sufoca o governo de Yeda já custou a demissão de três secretários dela. Outros secretários deverão ser substituídos nos próximos dias.

Esta semana, o DEM deverá repreender o vice-governador por seu comportamento no episódio. Na verdade deveria condecorá-lo por ter denunciado algo de escandaloso.

Por ora, o PSDB nacional ainda não saiu em peso em socorro de Yeda. Guarda um silêncio obsequioso.

PSDB e PT. Tudo os une ao cinismo

Brasil: da série “quem te viu, quem te vê”

Prossegue a acelerada mutação do tucanos em petistas.
Impressiona a desfaçatez com que os emplumados tucanos vestem a delubiana máscara do cinismo.

Agem no Rio Grande do Sul da mesma forma que os petralhas atuam na taba dos Tupiniquins.

Argh!

PSDB repete o PT na defesa de Yeda
Coluna Claudio Humberto

A nota oficial da executiva nacional do PSDB assinada pelo presidente senador Sérgio Guerra provocou euforia entre os petistas. Guerra saiu em defesa da governadora Yeda Crussius usando argumentos bem parecidos com os utilizados pelo PT para defender aloprados, sanguessugas, mensaleiros e outros tantos petistas enrolados em escândalos.

Guerra alega que Crusius está sendo perseguida “por ter contrariado interesses no Rio Grande do Sul”.

A cúpula do PSDB não diz palavra sobre as denúncias de corrupção.

PT e PSDB são parecidos sobretudo quando se recusam a apurar seus próprios suspeitos de corrupção.

Grávida está presa há três dias por tentar furtar lata de leite

Brasil: da série ” O tamanho do buraco”

O Deputado Estadual do Rio de Janeiro, Álvaro Lins – acusado de chefiar quadrilha que vendia proteção a criminosos – , após prisão é flagrante, foi solto. O ex-governador Garotinho, indiciado por formação de quadrilha armada, tá solto, o Deputado Federal Paulinho (PDT-SP) da Força Sindical, tá solto, mensaleiros, os sanguessugas, aloprados, Marcos Valério, Duda Mendonça, o banqueiro Cacciola, estão soltos. A lista é longa.

Enquanto isto, na taba dos tupiniquins, onde reina a desigualdade…

De O Globo Online

Uma mulher grávida de seis meses está presa porque teria falado que ia furtar uma lata de leite. Patrícia Galvão Camelo, de 33 anos, está há três dias na Delegacia de Capturas.

Segundo a polícia, ela foi presa depois de tentar furtar uma lata de leite em uma padaria, no centro da capital. Patrícia Galvão está grávida de seis meses, ela disse que queria o leite porque estava desempregada e com fome, mas não chegou a levá-lo.

O delegado Antunes Teixeira disse que Patrícia Galvão não tinha passagem pela polícia e que ela só poderá deixar a cadeia se pagar fiança ou após uma determinação do juiz.

Saiu na mídia – Antonio Fernando de Souza. O demolidor

De Eliane Cantanhêde – Folha de São Paulo

Procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, não perdoa. Depois de chamar o esquema petista do mensalão de “quadrilha”, ontem ele atingiu dois alvos com uma só penada: a coordenação política do governo e o congresso/convenção do PSDB.

No Planalto, Lula às voltas com a queda do ministro Walfrido dos Mares Guia. No PSDB, o fantasma do senador Eduardo Azeredo.

Mares Guia e Azeredo, ex-presidente tucano, são os pais do esquema Marcos Valério de financiamento de campanhas, que na era petista evoluiu para compra de apoio parlamentar ao governo. Uns criaram, outros refestelaram-se.

O PT passou oito anos chamando o governo FHC de corrupto. O PSDB devolveu comemorando no governo Lula os Waldomiros, mensaleiros, caseiros e aloprados. Era dois a um, depois inverteu o placar. Mas a entrada de Azeredo no mesmo campo da ética zera o jogo. Empatou. A torcida não sabe quem aplaudir, quem vaiar.

O próprio encontro tucano de ontem deixou claro que o discurso ético está fora de moda, na base do “vamos deixar isso pra lá”. Dez entre dez discursos focaram na ameaça golpista, real ou não, de terceiro mandato para Lula.

Como tudo começou a e a denúncia do Procurador Geral da República Continue lendo