Dilma sanciona projeto inconstitucional: quotas

Dilma sanciona projeto de cotas que reserva metade das vagas para alunos do ensino público.

Reportagem de Kelly Mattos, da Folha, revela que a presidente Dilma Rousseff já sancionou o projeto que reserva metade das vagas nas universidades federais e nas escolas técnicas do país para alunos que cursaram todo o ensino médio em colégios públicos.

O texto prevê que as cotas devem ser prioritariamente ocupadas por negros, pardos ou índios. A divisão deve considerar o tamanho de cada uma dessas populações no Estado, segundo o censo mais recente do IBGE. Se houver sobra de vagas, elas irão para os demais alunos das escolas públicas.

Ainda conforme o texto aprovado pelo Congresso, dos 50% reservados para cotas, metade das vagas será destinada a alunos com renda familiar de até R$ 933,00 por pessoa. Nesse grupo, também é preciso respeitar o critério racial. Assim, os 50% das cotas restantes podem ser ocupados por quem tem renda maior, desde que seja obedecido o critério racial.

[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]A presidente Dilma Rousseff vetou apenas um artigo da nova lei, aquele que estabelecia que o ingresso por meio de cotas deveria ocorrer pela média das notas do aluno no ensino médio, sem vestibular ou sistema similar. Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o ingresso será feito por meio do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Na prática, o projeto mais do que dobra o total de vagas destinadas a cotas nas federais. Levantamento da Folha nas 59 instituições federais mostrou que hoje há 52.190 vagas reservadas, de um total de 244.263. Com o projeto, seriam então 122.131 –aumento de 134%. O texto ainda prevê que as cotas devem ser prioritariamente ocupadas por negros, pardos ou índios.

Incostitucional

O projeto prevê que as cotas irão vigorar por dez anos. Depois disso, haverá revisão do tema com o objetivo de verificar se o modelo deu certo.

Na verdade, esse tipo de projeto é inconstitucional, porque a chamada Carta Magna determina que todos os brasileiros são iguais na forma da lei, independente de raça, sexo etc. e tal. Para aprovar as cotas, inventaram as lei temporárias. As cotas são necessárias, mas o governo melhor varia se melhorasse o ensino público. Mas quem se interessa por isso?

O que vale no Brasil de hoje são os factóides, as meias verdades, as medidas meramente paliativas, como a política de cotas. O resto é paisagem, como dizia Erico Veríssimo.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

Tópicos do dia – 05/01/2012

08:22:23
Mercadante, o eclético?
Como são ecléticos, múltiplos e detentores de policonhecimentos sua ex-celências!
Mercadante dorme, sem trocadilhos, por favor, senador insignificante, acorda Ministro da Tecnologia – tecnologia? Há, há, há, só se for em caixa 2 – mantém-se um letárgico zumbi dos ‘bites’ e ‘bytes’, e, “tchan!, tchan!, tchan!, tchan!”, e pode acordar, para nosso pesadelo, Ministro da Educação! Argh, Putz, e Uáu!

09:09:14
Brasil: da série “tô nem aí”!
Alguém viu Aécinho “Ipanema” Neves em alguma cidade inundada de Minas Gerais?Pra quem está em campanha eleitoral à presidência da república…

09:12:42
Circula na WEB:
O mosquito da dengue que picou o jogador Ronaldo Fenômeno, engordou 6 quilos.


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Tópicos do dia – 06/12/2011

08:05:23
Frigideira no fogo.

Fernando Pimentel pode ser a pimenta para esquentar a fritura.

08:30:39
Foxconn começa a produzir iPhones no Brasil dia 16
O ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) afirmou nesta segunda (5) que ainda não há estimativa para que a empresa Foxconn comece a produzir os tablets iPad, da Apple, no Brasil. Segundo o ministro, enquanto não houver produção local, os aparelhos continuarão a ser tributados em 36 por cento. Porém adiantou que o iPhone começará a ser produzido dia 16 de dezembro. A Foxconn informou em outubro que pretende investir aproximadamente US$ 12 bilhões no país, mas Mercadante diz que há uma grande dificuldade de encontrar um sócio brasileiro capacitado.
O Estado de S.Paulo

08:40:07
Brasil condena Irã
Finalmente o Brasil, Ministro Antonio Patriota, condenou o Irã pela invasão à embaixada inglesa em Teerã.

09:03:58
Calma, OAB!
A atual administração da OAB-RJ decidiu executar advogados inadimplentes.
Mesmo os inscritos que não advogam há 30 anos ou nunca advogaram são réus. Está cobrando, na Justiça Federal, anualidades em atraso de “dívidas” que podem passar de R$ 10 mil.
O Globo/Ancelmo Gois

14:58:05
Brasil: da série “só rindo”!
O “Pinoquiano” ex-ministro – realmente muito trabalhador, pois tinha dois empregos – com a veleidade dos que se julgam imprescindíveis à humanidade – acusou, as nunca esquecidas “forças ocultas”, à imprensa, e aos inimigos políticos, a responsabilidade por sua (dele) desfenestração do cargo.
Lembrei o sempre sábio, modaz e implacável, Millor Fernandes:
“O Brasil é o único país em que os ratos conseguem botar a culpa no queijo.” 

15:27:19
Brasil: da série “O tamanho do buraco”!
http://www.youtube.com/watch?v=3cFmVuXmO9M

15:34:58
Brasil: da série “O Tamanho do buraco”!
Na Folha de São Paulo: Capital e preservação ambiental jamais caminharão na mesma direção.
1. Capital e preservação ambiental jamais caminharão na mesma direção.
2. Considero, pela força comprovada do capital, que a batalha está perdida.


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Tablets mais baratos

O governo vem anunciando a política para popularização dos tablets desde o início do ano.

Finalmente, os primeiros equipamentos com impostos reduzidos começam a chegar ao mercado.

A Motorola baixou o preço do tablet Xoom (foto) e a Samsung começou a vender neste sábado, 13, o Galaxy Tab 10.1.

As empresas estão entre as cinco que já tiveram o Processo Produtivo Básico (PPB) aprovado pelo governo. Sem isso, não é possível se beneficiar da redução de tributos.

As outras três são a Positivo Informática, a MXT e a Aiox.

Segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, existem mais quatro PPBs que estão para ser publicados.

“O tablet é um produto inovador, com aceitação muito grande”, disse o ministro.

“Até o fim do ano, haverá uma disputa que será muito interessante para o consumidor.”

Segundo Mercadante, 25 empresas já expressaram interesse em fabricar tablets no País.

Desde a terça-feira passada, a Motorola reduziu em R$ 300 o preço do Xoom.

O modelo com conexão Wi-Fi passou de R$ 1.899 para R$ 1.599 e o preço do modelo com Wi-Fi e 3G passou de R$ 2.299 para R$ 1.999.

“O mais provável é que essa redução gere um aumento direto na demanda”, disse Rodrigo Vidigal, diretor de marketing da Motorola Mobility.

A empresa tem fabricação local do Xoom desde o seu lançamento no País, em abril, mesmo sem os incentivos tributários.

O Galaxy Tab 10.1, da Samsung, custa R$ 1.999 sem subsídio.

Com tela de 10,1 polegadas, esse tablet só começou a ser vendido no Brasil ontem e, por isso, não dá para avaliar o impacto da redução de impostos.

Até o fim do mês, a Vivo oferece o Galaxy Tab 10.1 com exclusividade.

A queda de preço do modelo mais barato do Xoom foi de 16% e do mais caro, de 13%. A redução ficou abaixo dos 31% previstos pelo governo.

“Os preços dos tablets devem cair com o aumento da competição”, disse o ministro Aloizio Mercadante.

“Quem sai na frente acaba cobrando um pouco mais.”

Para Fernando Belfort, analista sênior da consultoria Frost & Sullivan, a redução de preço deve ficar mesmo na faixa de 15% a 20%. “Não acredito em 30% ou 40%”, disse Belfort.

“Apesar do corte de impostos, produzir no Brasil é caro.”

Ele enumerou problemas de logística, encargos sobre salários e as contrapartidas de investimento de pesquisa e desenvolvimento definidas pela política governamental.

blog do Renato Cruz/Estadão

Eleições 2014: PT e PSDB começam o jogo

PT e PSDB armam tabuleiro de 2014
Raymundo Costa ¹/VALOR

PT e PSDB antecipam largada para 2012. Lula articula palanques até 2014; tucanos tentam tirar Serra da disputa presidencial.

PT e PSDB anteciparam a largada às eleições municipais de 2012. O centro da disputa é o território de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, portanto, decisivo na eleição para presidente de 2014. A rigor, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, queimou a largada ao decidir fundar o PSD. Mas a partida valeu, a corrida seguiu e PT e PSDB entraram na pista com disposição de início de campanha.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta repetir a mesma fórmula que o levou a eleger a presidente Dilma Rousseff. Seu candidato é o ministro da Educação, Fernando Haddad, um técnico que nunca antes disputou eleição, como Dilma, e que assim como a atual presidente, à época, também acumula polêmicas.

Nessa lista estão os fiascos do Enem, as cartilhas com erros de português e o “kit gay”, como foi batizado no Congresso o pacote contra a homofobia.

Tucanos forçam Serra em SP para dar passagem a Aécio.

Na campanha de 2010, como se recorda, Dilma foi acusada de defender o desenvolvimento a qualquer custo (meio ambiente) e a legalização do aborto, assunto que contaminou o segundo turno da eleição presidencial. E assim como Dilma, o ministro Haddad é um nome técnico de fora do aparelho petista, tem bom relacionamento com Lula e é digerível por boa parte da classe média paulistana.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Lula articula as principais candidaturas para 2012 tendo em vista as alianças com os outros partidos. O ex-presidente costuma lembrar que somente venceu em 2002, após três tentativas, ao ampliar o leque de alianças do PT juntando-se ao PL do empresário e depois vice José Alencar, morto em março passado. No que se refere a São Paulo, Haddad leva vantagens diversas em relação aos outros pretendentes do PT, sob o ponto de vista de Lula.

Em primeiro lugar, é uma novidade. Apesar das polêmicas em que esteve envolvido, deve capturar o eleitorado histórico do PT na capital. E tem espaço para crescer, sobretudo com o apoio que Lula costuma dar a seus “candidatos do peito”, como ficou demonstrado nas eleições do ano passado. Se Haddad ganhar, o PT terá aberto uma brecha na muralha da cidadela tucana em São Paulo – Kassab não é do PSDB, mas é ligado e fiel ao tucano José Serra.

Na hipótese de Haddad perder, é certo que Lula não terá dificuldade para conseguir seu apoio para o eventual candidato do PMDB, Gabriel Chalita, se ele for um dos dois candidatos no segundo turno. Algo que seria difícil de tirar de Marta Suplicy – que é pré-candidata – ou Aloizio Mercadante, atual ministro da Ciência e Tecnologia, também potencial candidato à indicação. Lula joga com as alianças de 2012 tendo em vista a disputa de 2014.

Vitória na eleição na capital de São Paulo é uma variável que não se discute na equação eleitoral do PSDB, pelo menos por enquanto. A discussão entre grande parte dos tucanos é outra: como fazer José Serra decidir logo se é ou não candidato a prefeito de São Paulo. A decisão de Serra é importante para Aécio Neves e seus correligionários resolverem o encaminhamento da candidatura presidencial do mineiro.

É nesse contexto que deve ser entendida a proposta de realização de prévias para a escolha do candidato do PSDB a prefeito, de preferência até dezembro deste ano. Isso forçaria Serra a uma decisão já. Na hipótese de ele ser candidato, Aécio teria a segurança de contar com o caminho livre para começar a trabalhar sua candidatura para 2014, sem receio de que alguém possa lhe tirar a bola no meio do jogo.

Serra já disse que não será candidato a prefeito. Em particular, afirma que não disputaria de novo nem que esta fosse a última eleição de sua vida – só não diz o mesmo publicamente para não “ofender” os paulistanos, insinuando algum tipo de menosprezo pela prefeitura. Mas os adversários do tucano paulista ou não acreditam que ele consiga ficar sem um cargo até 2014 ou acham que podem convencê-lo com o argumento de que é a única alternativa viável do PSDB, sob pena de a sigla começar a desmoronar em São Paulo.

Por trás desse argumento, está o mesmo raciocínio defendido na convenção que elegeu os novos dirigentes tucanos, no final de maio, segundo o qual o PSDB deveria escolher logo o candidato a presidente. Para Serra, não interessa decidir nada agora. O tempo joga a seu favor, ao contrário do que ocorreu nas duas vezes em que disputou a Presidência da República, quando teve de deixar os cargos que então ocupava (ministro da Saúde e governador de São Paulo) no início de 2002 e de 2010.

O tempo está a favor até em relação à prefeitura de São Paulo: Serra não precisará dizer se é ou não candidato no início de maio de 2012, prazo para a desincompatibilização de pré-candidatos que tiverem cargos executivos. Um exemplo: o secretário de Energia, José Aníbal. No limite, Serra pode até deixar a decisão para o final de junho de 2012.

A exemplo de um número cada vez maior da chamada elite política do Congresso, independentemente de partido, José Serra também supõe que o candidato do PT, nas eleições de 2014, será o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Neste cenário, talvez o PSDB se convença de que o candidato ideal é o próprio Serra – o contraponto de Lula no partido..

A tese segundo a qual Aécio deveria disputar com Lula em 2014 para encorpar uma recandidatura em 2018 enfrenta problemas. O próprio Aécio tem dificuldades para enfrentar Lula, com o qual manteve excelente relacionamento no governo. Além disso, a concorrência para daqui a sete anos deve ser maior.

Sem falar do PT, cujo candidato deve ser Lula (para a eleição ou para a reeleição), o PMDB, por exemplo, contará com o nome do atual prefeito do Rio, Eduardo Paes, se os Jogos Olímpicos de 2016 forem o sucesso. Não há porque duvidar das possibilidades do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), nome que, por sinal, anda às turras com o PT. E no terreiro do PSDB já haverá outro candidato a cantar de galo – Beto Richa, atual governador do Paraná, filho de um dos fundadores tucanos, José Richa.

Os políticos gostam de dizer que as eleições municipais são diferentes das eleições para os governos de Estado e a Presidência da República. Mas nunca deixam de disputar uma sem pensar na outra.

Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília. E-mail raymundo.costa@valor.com.br

Petista se opõe a Lula e defende prévias

Líder do governo Dilma, Vaccarezza diz que estatuto do PT obriga a realização de primárias quando há dois ou mais pré-candidatos.

Enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prega internamente que o PT evite realizar prévias para as eleições municipais de 2012, o líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou ontem que o estatuto da sigla prevê a realização de consulta primária quando a legenda tiver mais de um nome para a disputa.

À noite, em evento em São Paulo, Lula defendeu a tradição do PT de realizar prévias para definir candidatos.

“Eu que propus a criação de prévias no PT”, disse o ex-presidente, ao chegar ao Clube Monte Líbano, na zona sul da capital, onde foi homenageado pelo setor imobiliário como personalidade do ano.

No entanto, como o Estado mostrou ontem, Lula já está trabalhando para evitar as prévias na escolha dos candidatos petistas nas disputas de 2012.

O ex-presidente avalia que o modelo com voto dos filiados deixa sequelas na disputa e mais atrapalha do que ajuda o partido na campanha eleitoral.

Para Vaccarezza, Lula tem agido em busca de uma “melhor solução” ao pregar o acordo na escolha das candidaturas, mas lembrou que o próprio ex-presidente disputou prévias em 2002.

“Se tiver dois candidatos, o estatuto define que vai haver prévias”, disse Vaccarezza. “O Lula está defendendo uma melhor solução para o partido, que seria chegarmos a um acordo. Mas ele mesmo já disputou prévias.”

Para Vaccarezza, ainda é cedo para definir o nome do PT para a sucessão da Prefeitura. Lula, por sua vez, já defendeu publicamente a candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad.

O ex-presidente acredita que um nome novo na disputa terá mais chance de reconduzir o PT ao governo municipal – o partido venceu as eleições em 1988 e 2000.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A hoje senadora Marta Suplicy já pôs seu nome à disposição do partido, assim como os deputados Carlos Zarattini e Jilmar Tatto e o senador Eduardo Suplicy, que na semana passada também saiu em defesa das prévias no PT.

Além desses pré-candidatos, o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, é defendido por setores do PT como melhor opção para a Prefeitura.

A avaliação é de que, em eventuais prévias, Mercadante seria o favorito.

Mas o ministro não se colocou publicamente na disputa e, antes de tomar uma decisão, pretende consultar a presidente Dilma Rousseff e Lula.

Conciliação.

Enquanto busca consenso dentro do PT para as eleições, o ex-presidente ouviu de empresários do setor imobiliário, como Romeu Chap Chap, uma proposta de “conciliação nacional” e reconhecimento dos “feitos heroicos” dos governos passados – do regime militar às gestões de Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Lula.

No evento de ontem à noite, o petista discursou por 20 minutos, agradeceu a homenagem e afirmou que, ao assumir o governo, o País tinha um crescimento econômico limitado.

“Há mais de 25 anos, o Brasil estava preparado para não crescer.”

E destacou o bom momento da construção civil:
“As chances foram criadas para quem quer construir e quiser vender”.

Daiene Cardoso, Gustavo Uribe e Roldão Arruda/O Estado de S.Paulo

Eleições 2010: A oposição e um possível governo Dilma

O desafio da oposição num governo Dilma
Raymundo Costa – Valor

PSDB precisa falar com eleitor de Lula, sem preconceitos

A vantagem de Dilma Rousseff sobre José Serra, em São Paulo, é a grande novidade desta eleição e deixa claro a extensão do desafio da oposição, a partir de 1º de janeiro de 2011.

De imediato, deixa de ser óbvio, de antemão, que São Paulo é uma cidadela do PSDB. Geraldo Alckmin é o favorito, talvez tenha que enfrentar um segundo turno contra Aloizio Mercadante (PT), mas dificilmente será uma alternativa nacional para 2014.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A campanha de Serra trabalhava com a hipótese de ganhar em São Paulo por uma diferença entre 4 e 6 milhões de votos. A lógica era a vitória de Alckmin sobre Lula no primeiro turno das eleições de 2006, quando o “Chuchu” impôs uma vantagem de 3,8 milhões de votos sobre um presidente da República abalado pelo episódio dos “aloprados”, mas ainda assim favorito para vencer no primeiro turno.

Nos cálculos tucanos, uma vitória por 5 milhões de votos seria o suficiente para compensar a soma da eventual diferença em favor de Dilma no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Já no comitê de Dilma considerava-se uma vitória, se o PSDB vencesse por uma diferença de até 2, 2,5 milhões e meio de votos. Hoje as pesquisas desenham um quadro com uma diferença que caminha para os dois milhões de votos em favor de Dilma.

O que resta da zona de influência do tucanato paulista, de acordo com as pesquisas registradas até o momento, é um pouco de Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina. O poderoso PSDB de São Paulo está saindo isolado do processo eleitoral. Inquilino do Palácio dos Bandeirantes é sempre candidato forte ao Palácio do Planalto, mas a vez no PSDB, em 2014, é Aécio Neves. Alckmin possivelmente vai disputar a reeleição ao governo.

Naturalmente, o ex-governador e provável senador por Minas Gerais, Aécio Neves, será o principal nome da oposição. O desafio que Aécio tem pela frente é encontrar um discurso para um eleitor de Lula que quase foi seduzido por Alckmin, em 2006, quando o candidato perdeu votos entre o primeiro e o segundo turno, e nem parece receptivo ao discurso ético do atual candidato do PSDB. É encontrar canais de diálogo, em vez de desqualificar o eleitor lulista. Sem preconceitos, ir onde o povo está. Continue lendo

Eleições 2010: a guerrilheira Dilma apoia o capitalista Paulo Skaf, o algoz da CPMF, para o governo de São Paulo

Brasil: Da série “me engana que eu gosto”!

Não sei se a melhor definição pra gentalha que compõe a política partidária no Brasil é do “samba do afro brasileiro doido”, da “geléia geral, ou do “fazemos qualquer negócio”. Ou todos! E mais alguns!

A decência ideológica e a integridade de princípios são critérios que a corja desconhece com o cinismo dos boçais e irresponsabilidade dos inconsequentes. Com seus (deles) exemplos vão formando uma geração de brasileiros sem a menor noção do que seja ética moral e coerência cidadã. De Dilma à Collor, de Serra à Orestes Quércia assistimos, em nome dos “podres poderes” ao mais desavergonhado exercício da mais rasteira politicalha!

O Editor


Dilma faz campanha ao lado de Skaf, algoz da CPMF

No Brasil dos últimos tempos, a coerência política é uma velha maluca que faz tricô enredando-se nas linhas de suas próprias contradições.

Vem daí que, nesta segunda (23), depois de panfletar em porta de fábrica ao lado de Lula e Aloizio Mercadante, Dilma Rousseff foi ao encontro de Paulo Skaf.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Assim como Mercadante, Skaf é candidato ao governo de São Paulo. Mas Dilma não vê contradição no fato de fazer campanha para os dois:

“Nós temos candidatos muito preparados em São Paulo. E não vejo nenhum problema…”

“…Não concordo é em manter por mais quatro anos no governo um partido [PSDB] que está há 16 anos e não avançou muito na educação, por exemplo”.

Tampouco Skaf parece incomodado com a dupla militância da neoaliada: “Ela mesma disse que apoia dois candidatos em São Paulo”.

Recue-se, por oportuno, ao ano da graça de 2007. Tramitava no Senado a emenda constitucional que prorrogava a vigência da CPMF, o imposto do cheque.

Presidente da Fiesp, cargo do qual encontra-se licenciado, Skaf associara-se naquela época às tropas do DEM e do PSDB, contra os exércitos do governo Lula. Prevaleceu.

Hoje, não há comício de Dilma em que Lula não recorde o “golpe” da oposição. Repete à exaustão que a derrubada da CPMF tirou R$ 40 bilhões da saúde.

Mas Dilma não vê incongruência no apoio a Skaf, agora um ex-capitalista, recém-filiado ao PSB (Partido Socialista Brasileiro).

Skaf frequenta as pesquisas na condição de candidato nanico. No Datafolha, dispõe de irrisórios 2%. Interessa ao petê Mercadante, com 16%, que ele suba.

Por quê? O consórcio governista sua a camisa para impedir que o tucano Geraldo Alckmin, com 54%, feche a conta já na primeira rodada do pleito.

Assim, não há rusga que resista à conveniência da borracha quando o que está em jogo é o desejo de impor ao tucanato uma derrota em sua principal cidadela.

E a coerência, cada vez mais velha e mais maluca, segue o trançar de agulhas. Nunca antes na história desse país o suprimento de novelos foi tão abundante.

blog Josias de Souza

Eleições 2010: Mercadante, “o irrevogável”, pede votos para Netinho, o espancador de mulheres

Bem que Jesus Cristo alertava: “cuidado com os sepulcros caiados”!
Aloizio Mercadante, o bigode mais irrevogável da pobre e depauperada república dos Tupiniquins, vai às ruas com sua (dele) costumeira dupla face. Uma defende as mulheres, com outra amealha votos para o ex-pagodeiro e ex-apresentador de TV, Netinho de Paula, denunciado por espancar a mulher. Argh!
O Editor


Mercadante defende as mulheres, mas pede votos para Netinho.

Durante um evento com o público alvo feminino, o candidato do PT ao governo de São Paulo, senador Aloizio Mercadante, defendeu o fortalecimento das delegacias de proteção à mulher.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Porém, momentos antes, o candidato havia pedido votos para Netinho de Paula (PCdoB) que é seu aliado e candidato ao Senado e que já foi acusado de agressão pela ex-companheira.

Ao ser questionado sobre o assunto, Mercadante defendeu seu aliado. “Ele cometeu um erro grave e sempre assumiu isso, se arrependeu.”

“E é preciso lembrar que todo o trabalho dele na televisão foi voltado para a valorização da mulher”.

Folha de São Paulo