PT tritura Vargas para preservar Dilma e Padilha

Deputado André Vargas,PT, Blog do MesquitaSe Deus intimasse o PT a optar entre sua antiga cúpula que cumpre pena no sistema carcerário de Brasília e a humanidade, o partido daria uma resposta instantânea: “Morra a humanidade”.

O deputado André Vargas (PT-PR) achou que seria beneficiário dessa mesma solidariedade fulminante e incondicional.
Descobriu que pertence a um grupo de amigos 100% feito de inimigos.

Após resistir por vários dias, André Vargas renunciará ao mandato de deputado federal nesta terça-feira (15).

“Não tem saída”, disse ele à repórter Natuza Nery “Vão continuar me sangrando até quando?”

Empurrado para fora do palco pelo PT, o deputado ainda poupa a tribo.

Atribui a renúncia ao desejo de preservar a família. Lorota.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

André Vargas vai da sala de visitas para o quartinho de despejos para evitar que sua sangria política prejudique as candidaturas de Dilma Rousseff no plano federal e de Alexandre Padilha no Estado de São Paulo.

Internamente, o PT diferencia Vargas dos mensaleiros.

Alega-se que Vargas achegou-se ao doleiro Alberto Youssef em benefício próprio.

E os mensaleiros relacionaram-se com Marcos Valério em missão partidária.

É como se uma seita religiosa informasse que não se responsabiliza pelos desvios de conduta de seus pregadores, exceto quando o crime for cometido em benefício da congregação.

Editoria de Arte/Folha

blog Josias de Souza

Ricardo Noblat e a importação de médicos: ‘Só vejo vantagens’

Sobre a vinda de médicos estrangeiros.
Ricardo Noblat 

Sem tolices, por favor. Queriam o quê?

Que precisando contratar médicos para fixar no interior do país o governo não o fizesse só por que os nossos têm outros planos?

Ou então que contratasse estrangeiros, mas não cubanos por que eles vivem sob uma ditadura?

Com quantas ditaduras o Brasil mantém relações? Sabe em que governo o Brasil reatou relações diplomáticas com Cuba? No do conservador José Sarney. Pois não é?

Desembarcaram por aqui no último fim de semana os 400 médicos cubanos que aceitaram trabalhar durante três anos nos 701 municípios rejeitados por brasileiros e estrangeiros em geral inscritos no programa “Mais Médicos”.

São municípios que exibem os piores índices de desenvolvimento humano do país, 84% deles situados no Norte e no Nordeste. Os nossos médicos brancos e de olhos azuis não topam servir onde mais precisam deles.

Médicos brancos e de olhos azuis… (Olha o racismo aí, gente!) O que eles querem mesmo é conforto, um consultório para chamar de seu e bastante dinheiro. Igarapés? Mosquitos? Casas de pau a pique? Internet lenta? Medicina, em parte, como uma espécie de sacerdócio? Argh![ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Mas a Constituição manda que o Estado cuide da saúde das pessoas. E para isso ele lançou um programa. Acusam o programa de ter sido concebido sob medida para reeleger Dilma. E eleger governador de São Paulo o ministro Alexandre Padilha, da Saúde.

Outra vez suplico: “sin tonterías, por favor”. Queriam o quê? Que podendo atender o povo e ganhar uns votinhos eles abdicassem dos votinhos?

Sarney (ele insiste em voltar!) inventou o Plano Cruzado em 1986 para manietar a inflação. Manietou-a tempo suficiente para vencer a eleição daquele ano. Com a falência do plano foi apedrejado no Rio.

O Plano Real elegeu Fernando Henrique. O que restou do plano o reelegeu.

O Bolsa Família reelegeu Lula, que elegeu Dilma, que terá de suar a camisa para se reeleger. Andar de moto não sua…

Ah, mas um programa ambicioso como o “Mais Médicos” deveria ter sido discutido exaustivamente pela sociedade antes de começar. Deve ter sido discutido, sim, pelo governo, ouvidos também seus marqueteiros.

Importa que funcione bem. Do contrário a gente mata a bola no peito e sai por aí repetindo até perder a voz: “Eu não disse? Não disse?”

Outra coisa: quem sabe o fracasso do programa não derrota Dilma? Hein? Hein? Ela é tão fraquinha… Não fará falta. Se comparado com ela, Lula faz. No mínimo era mais divertido.

Médico cubano não fala português direito! (Ora, tenham dó. Eu passo.) Não podem ser tão bem preparados. Podem e são. Estão em dezenas de países. Até no Canadá. Até na Inglaterra.

Ministro da Saúde, José Serra foi à Cuba conhecer como funcionava o sistema de atendimento médico comunitário. Voltou encantado.

No final dos anos 90, o governo do Tocantins importou 210 médicos, 40 enfermeiros e oito técnicos cubanos. Sucesso total.

Sei: coitado do médico cubano! A maior parte dos R$ 10 mil mensais a que terá direito ficará com o seu governo. E ele não poderá trazer a família. Os demais médicos estrangeiros poderão trazer a mulher e até dois filhos.

Também tenho pena deles. E deixo aqui como sugestão: entre tantas passeatas marcadas para 7 de setembro por que não fazemos uma pedindo o fim da ditadura cubana? Ou pelo menos melhores salários para os médicos da ilha? Já pensou? Abrindo a passeata, representantes de entidades médicas. De jaleco. Atrás, um mar de bandeiras vermelhas para animar a turma. Fechando a passeata, o bloco dos vândalos. E tudo filmado pelos ninjas!

Compartilho o receio de os médicos estrangeiros se frustrarem com a carência de equipamentos no Brasil. Se eles faltam até nas maiores cidades, imagine nas terras do fim do mundo? Se faltam remédios… Ainda assim é melhor ter médicos a não tê-los.

Em certos casos só se resolve problema criando problema. E haverá sempre o recurso à passeata. Se negarem o que pedimos… Se rolar grossa pancadaria…

Cuide-se, Dilma!

Eleições 2010: há crise na campanha de Dilma Rousseff?

A dúvida é: existem divergências no comando da campanha de Dilma Roussef, ou essas ‘notícias’ estão sendo plantadas para desestabilizar a petista?

Outro fator a ser considerado é que a prepotência do Presidente Lula venha desagradando setores mais pragmáticos do PT.

Para os lúcidos o que mais preocupa é o fundamentalismo ideológico que transformou a campanha eleitoral em uma luta do bem contra o mal.

Ou vice versa, dependendo do lado que se esteja olhando.
O Editor


Em crise, campanha de Dilma vive seu pior momento

A duas semanas da eleição, o QG de Dilma Rousseff atravessa seu pior momento.

A sintonia que permeava as relações de Lula com o comando da campanha trincou.

As críticas ao estilo centralizador dos operadores do QG espraiaram-se pela coligação.

A submissão da candidata à agenda religiosa deixou indignado um pedaço do PT.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Fraturas expostas debilitam a campanha em praças tão estratégicas como Minas.

Tudo isso contra um pano de fundo ornado por pesquisas internas inquietantes.

Detectou-se avanço do rival José Serra nos maiores bolsões de votos do Sudeste.

As sondagens indicam que Serra avança em São Paulo, em Minas e no Rio.

Nos dois primeiros Estados, atribui-se o fenômeno ao embalo do primeiro turno.

Serra seria beneficiário do êxito de Geraldo Alckmin e do grupo de Aécio Neves.

No Rio, o tucano estaria herdando nacos expressivos do eleitorado de Marina Silva.

Teme-se, de resto, que a abstenção sugue parte dos votos de Dilma no Nordeste.

Em privado, Lula critica o marqueteiro João Santana, que antes endeusava.

Diz que a propaganda televisiva padece de ausência de “povo” e falta de “emoção”.

Nos subterrâneos, atribui-se o formato atual da publicidade –prenhe de comparações entre a era tucana e a fase petista— mais a Lula que a Santana.

Viria do presidente a inspiração para o reforço do tom “plebiscitário”, com especial ênfase às privatizações feitas sob FHC.

Teria partido de Lula a ordem para levar o vice-presidente José Alencar ao vídeo. Uma forma de atenuar a desestruturação da campanha de Dilma em Minas.

Ali, o PT se rói em desavenças entre as alas de Fernando Pimentel e Patrus Ananias. E o PMDB de Hélio Costa, esmagado por Aécio, já não quebra lanças por Dilma.

Na prátrica, a campanha de Dilma demora-se em sacudir a poeira do primeiro turno. Lula não frequenta a cena apenas no papel de crítico. É criticado.

Atacam-no pelas costas. Atribui-se ao cabo eleitoral de Dilma parte da culpa pelos problemas que levaram a eleição ao segundo turno.

Afora o ‘Erenicegate’ e a sublevação das igrejas, a escalada retórica de Lula contra a mídia teria feito o eleitor de classe média a olhar de esguelha para Dilma.

Numa tentativa de reverter o quadro, planeja-se tonificar a campanha no Sudeste.

Nesta sexta (16), Dilma realiza comício em São Miguel Paulista, bairro de São Paulo. No sábado (17), deve desfilar em carreata pelas ruas de Belo Horizonte.

Pelo PT, José Eduardo Dutra e Alexandre Padilha rearticulam os prefeitos mineiros. Pelo PMDB, o vice de Dilma, Michel Temer, tenta reenergizar o seu partido.

Dutra e Padilha passaram por Belo Horizonte nesta quinta (14). Temer desembarca na cidade nesta sexta (15).

Lula avocou para si a tarefa dee soldar a votação de Dilma no Nordeste, um pedaço do mapa em que sua popularidade é maior do que a média nacional.

Contra a abstenção, planeja-se injetar na propaganda de rádio e TV mensagens dirigidas ao eleitor de baixa renda e de escolaridade exígua.

Para desassossego do petismo, também o comando da campanha de Serra deliberou centrar esforços no Sudeste, em especial São Paulo, Minas e Rio.

Nesta quinta, Aécio Neves produziu a primeira evidência de que decidiu derramar suor por Serra. Reuniu em torno do candidato, em Belo Horizonte, 300 prefeitos.

Na quarta-feira (20) da semana que vem, o tucanato fará evento semelhante no Rio.

Noutra praça convertida em prioridade tucana, o Rio Grande do Sul, o PMDB de Temer aderiu, em sua maioria, a Serra.

Pela primeira vez desde o início oficial da campanha, há quatro meses, Lula e os operadores de Dilma parecem realmente preocupados com o adversário.

blog Josias de Souza

Eleições 2010: Twitter é fundamental para Dilma Rousseff

Eleição de 2010 vai passar pelo Twitter e pelos blogs, diz Dilma

‘A internet é a grande praça dos atenienses’, afirmou Dilma Rousseff, de olho nas eleições de 2010.

Ministra visitou feira de tecnologia Campus Party, em São Paulo.

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta sexta-feira (29), durante visita à Campus Party, em São Paulo, que a eleição presidencial deste ano será fortemente influenciada pelo uso da internet.

“Não acredito que essa eleição possa passar sem os blogueiros e twitteiros, sem os debates e a opinião dentro da internet. Isso só contribui para a manifestação das diferentes opiniões, sejam elas do governo ou da oposição.”

Segundo Dilma, o uso da internet vai democratizar o acesso à informação durante a campanha. “O país fica mais democrático. A internet constrói a democracia nesse sentido. Não tem uma informação pasteurizada, única”, afirmou Dilma, que é pré-candidata à Presidência pelo PT. Segundo ela, “a internet é a grande praça dos atenienses, a grande praça da modernidade”.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A ministra brincou com o fato de ainda não estar no Twitter, microblog que permite posts de até 140 caracteres.”Tenho visto que o [ministro das Relações Institucionais, Alexandre] Padilha consegue ficar twittando aqui embaixo da mesa. Então talvez um dia eu consiga dar uma twittada embaixo da mesa”, disse. Padilha estava ao lado de Dilma durante entrevista.

A Campus Party 2010, que termina neste domingo, é o maior evento de tecnologia do mundo segundo os organizadores. Apesar de esperar um público recorde, o número de inscritos no início da feira era igual ao do ano passado –6 mil participantes na arena do Centro de Exposições Imigrantes.

Maria Angélica Oliveira/G1
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