Tópicos do dia – 10/01/2012

08:04:36
Carlos Lupi volta ao comando do PDT
Quando você pensa que a desfaçatez chegou a limiote, há sempre um fato desqualificado para abalar o pouco de esperança que resta aos Tupiniquins.
Não há o que fazer. A política brasileira continua habitando a sarjeta.
Argh!

08:11:40
Ahmadinejad faz tour pelo atraso na América Latina
Pra tristeza do ‘aspone’ Marco Aurélio ‘Top-Top’ Garcia, Mahmoud Ahmadinejad visita o circuito do atraso: Venezuela, Nicarágua, Cuba e Equador.
Brasil ficou fora da périplo do iraniano.

08:29:01
Censura, jamais!
Projeto de deputada Luiza Maia do PT, proibe contratação de artistas que cantam músicas que desvalorizam a mulher.

A senhora em questão, a nobre deputada, parece não entender o que lê. Senhora, a CF veda qualquer tipo de censura. Para os excessos e para os que se sentirem caluniados, difados e injuriados existe legislação contemplando a vítima, no Código Civil e Código Penal. Impressiona como a máxima “nada mais conservador que um liberal no poder”, adere à esquerda.
Ps. Recentemente uma música, vá lá, não é bem “música”, cantada pelo Tiririca, gravada através da Sony, com conotações racistas, teve sentença condenatória, obrigando a gravadora a pagar indenização de 1,2 milhão de reais à organizações não governamentais que lutam contra o racismo.


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Dilma diz ser contra a posição do Brasil em relação ao Irã

A presidente eleita, Dilma Rousseff, afirmou discordar da abstenção do Brasil em votação na ONU de uma resolução que condena violações de direitos humanos no Irã.

A declaração foi dada em entrevista concedida por Dilma ao jornal americano “The Washington Post”, publicada na edição de ontem.

A resolução a que se refere foi votada e aprovada na Assembleia-Geral das Nações Unidas há duas semanas.

O texto aprovado cita preocupação com casos de tortura, alta incidência de penas de morte, violência contra mulheres e perseguição a minorias étnicas e religiosas.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Foram 80 votos a favor da resolução da ONU, 44 contra e 57 abstenções.

Além do Brasil, se abstiveram Índia, África do Sul e Egito.

“Minha posição não mudará quando eu assumir o cargo.

Não concordo com a forma como o Brasil votou. Não é a minha posição”, disse ela ao jornal americano.

“Não sou a presidente do Brasil [hoje], mas me sentiria desconfortável, como uma mulher eleita presidente, em não dizer nada contra o apedrejamento”, disse Dilma.

O tema do apedrejamento está na pauta internacional desde que a iraniana Sakineh Ashtiani foi condenada à morte por supostamente ter cometido adultério.

Entidades de direitos humanos dizem que ela foi forçada a confessar o suposto crime.

“Eu não concordo com práticas que tenham características medievais [no que diz respeito] às mulheres.

Não há nuances. Não farei nenhuma concessão nesse assunto”, afirmou Dilma.

Na semana de sua eleição, Dilma já havia afirmado que se opunha à decisão do governo do Irã.

“Eu sou radicalmente contra o apedrejamento da iraniana. Não tenho status oficial para fazer isso, mas externo que acho uma coisa muito bárbara o apedrejamento da Sakineh.”

Apesar das críticas, Dilma defendeu a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na questão iraniana e disse que ele sempre atuou em prol dos direitos humanos.

“Lula tem o seu próprio histórico. Ele é um presidente que advogou pelos direitos humanos, um presidente que sempre advogou pela construção da paz.”

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que foi recebido em Brasília, é visto como aliado pelo governo.

Em uma entrevista recente, Lula defendeu novamente Ahmadinejad, dizendo que o iraniano às vezes não é compreendido quando sugere que não houve o Holocausto.

Folha de S. Paulo

Fidel Castro condena anti-semitismo do Irã

Irã deveria abandonar anti-semitismo, afirma Fidel Castro

Em entrevista a revista americana, ex-líder cubano diz que Ahmadinejad deveria tentar entender a perseguição aos judeus.

O ex-presidente cubano Fidel Castro disse em entrevista a uma revista americana que o Irã e o seu presidente, Mahmoud Ahmadinejad, deveriam abandonar o anti-semitismo e tentar entender os motivos pelos quais os judeus foram perseguidos em todo o mundo ao longo da história.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Castro convidou o jornalista Jeffrey Goldberg, da revista americana The Atlantic Monthly, para uma conversa em Havana, depois de ter lido um artigo seu sobre as relações entre Israel e Irã.

O ex-presidente cubano está afastado do poder desde 2006 devido a problemas de saúde. Ele renunciou ao cargo em favor do seu irmão, Raúl Castro, que hoje governa Cuba.

Nas últimas semanas, Fidel Castro tem demonstrado que seu estado de saúde melhorou. No mês passado, o líder fez seu primeiro discurso no Parlamento nos últimos quatro anos.

Na semana passada, ele falou a milhares de estudantes da Universidade de Havana. Nas duas ocasiões, Fidel abordou o risco de uma guerra nuclear envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel.

Recado

Na entrevista para a Atlantic Monthly, cuja primeira parte foi publicada no site da revista na terça-feira, Fidel diz que nenhum povo foi tão perseguido na história quanto os judeus.

“Os judeus tiveram uma existência muito pior que a nossa. Não há nada que se compare ao Holocausto”, disse Castro a Goldberg, que é especializado em Oriente Médio. Em seguida, Fidel Castro pede que o jornalista passe o recado para Ahmadinejad.

Em um trecho da entrevista, Fidel faz uma autocrítica sobre a sua posição na crise dos mísseis, durante a Guerra Fria.

Em 1962, a União Soviética instalou uma base militar em Cuba para apontar mísseis para os Estados Unidos, no momento mais tenso da Guerra Fria, quando as duas superpotências quase entraram em guerra nuclear.

“Depois que eu vi o que eu vi, e sabendo o que eu sei hoje, eu sei que aquilo não valia a pena”, disse Fidel à revista.

BBC/Agência Estado

Franceses protestam contra o apedrejamento da iraniana Sakineah Maohamed Ashtani

Manisfestantes na França fazem marcha contra o apedrejamento da iraniana Sakineah Maohamed Ashtani, acusada pelo regime comandado por Ahmadinejad.


Eleições 2010: Marco Aurélio ‘top top” Garcia ganha de Serra adjetivo de troglodita

Leonel Brizola à época já afirmava com todas as letras, vênias e ironias mordazes, que todos os saltitantes que cercavam o então radical Lula eram “direitões disfarçados.
Isso em 1999. Antes da era “nunca na história desse país”…

O Editor


Serra dá troco a Marco Aurélio: ‘Troglodita de direita’
Quando um quer, dois brigam. Quando dois querem, aí mesmo é que se estabelece a pancadaria. Um dia depois de ter sido açoitado verbalmente pelo grão-petê Marco Aurélio Garcia, o presidenciável tucano José Serra foi à forra:
“Acho troglodita de direita quem apoia [Mahmoud] Ahmadinejad [presidente do Irã]…”

“…Um sistema que mata mulheres, uma ditadura que prende jornalistas, enforca opositores”.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Na véspera, o assessor internacional de Lula e redator do programa de Dilma Rousseff previra um “fim de carreira melancólico” para Serra.

Lamentara que o ex-companheiro de exílio –os dois se avistaram no Chile— tenha deslizado para a “direita”.

A resposta de Serra veio numa sabatina organizada pelo portal R7. Aproveitou para remoer os vínculos do PT de Marco Aurélio com a narcoguerrilha.

“Todo mundo sabe da ligação do PT com as Farc. As Farc são uma força do narcotráfico…”

“…O PT errou ao tratar como força política, sendo que é, na verdade, do narcotráfico”.

Definiu-se como político “de esquerda”. Cudou de adjetivar o seu esquerdismo, distanciando-o do de Marco Aurélio:

“Para mim, falar de esquerda é falar de direitos humanos e ter ações realmente populares, e não ficar fazendo jogo de grupos econômicos”.

A despeito da sequência de golpes abaixo da linha da cintura, Serra disse que seu objetivo é outro: “Eu vivo o tempo inteiro querendo discutir teses”.

Para não perder a viagem, reesfregou na face do petismo o MST. Definiu-o como movimento “político, socialista revolucionário”.

Reforma agrária? Mero instrumento retórico, do qual o MST se serve para ter acesso às burras do Tesouro.

Instado a comentar as multas que o TSE impôs a ele e à rival, Serra insinuou que, na gincana do desrespeito à lei eleitoral, apenas seguiu a trilha aberta por Dilma:

“Aquele que não segue tem vantagem porque a multa é pequena”, disse.

Janine Moraes/ABr

Lula e a política externa brasileira

A oposição e boa parte da imprensa parece não compreender que a política externa de um país é uma política de Estado, e não ações exibicionistas de um chefe de Estado. O Brasil, com seu multiculturalismo, pode não ser uma grande potência, mas pode ter alguma influência na tentativa de se encontrar uma saída para o conflito que envolve judeus e palestinos. Talvez, por se relacionar com os dois lados e por ser equidistante, geográfica  e politicamente, possa o Brasil ter alguma voz no debate onde fracassaram os Estados Unidos e a União Europeia.

O Editor


Visita e Muros

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]As visitas do presidente Lula a Israel e ao território que um dia será a Palestina foram encontros que afirmaram a justeza da política externa do governo brasileiro. Crítico que sou de seu governo, não misturo no mesmo saco acertos e erros. Seria estúpido e injusto.

A posição de Lula é clara; apóia a paz na região baseada na justiça. A atitude de Avigdor Lieberman, ministro de relações exteriores de Israel, ao não comparecer às cerimônias protocolares da visita de Lula àquele estado, demonstra a intolerância e prepotência de setores majoritários do estado sionista.

Fundado em 1948 para ser um símbolo da eternidade dos judeus em sua identidade e territorialidade, hoje é o único estado do mundo que não tem fronteiras delimitadas. É adepto da “lesbenraum” do fascismo hitlerista. Seu território cresce cada vez mais com a cumplicidade da comunidade europeia e dos EUA.

Os palestinos hoje são os judeus perseguidos até 1945, fim da segunda guerra mundial. O fenômeno é exoticamente perverso. Povo perseguido milenarmente, o estado hebreu hoje inverteu os papéis e passou a ser um estado perseguidor. Massacram palestinos, tiram-lhes até o direito à água, ao emprego e a vida. Constroem muros para garantir assentamentos de judeus em terras desde os tempos bíblicos palestinas. Não querem um estado palestino integro no seu sentido político e geográfico, sim batustões separados por cercas e muros.

Muros existem para cair. Assim, foi com os muros de Auschiwitz, Dachau, Treblinka e outros territórios de terror que os nazistas, construíram para exterminar o povo judeu. Não conseguiram. Assim também foi o muro de Berlim. Portanto, o sionismo também não conseguirá exterminar os palestinos e sua futura pátria.

Lula e seu governo entendem, como a maioria do povo brasileiro, ser necessária uma pátria palestina. Se é justo ou não conversar com Ahmadinejad, presidente do Irã, é outro assunto. É um dos pretextos que Israel atualmente usa para não ceder um milímetro em seu expansionismo nazifascista. Se Israel já tivesse aceitado uma pátria palestina, existiria o perigo nuclear iraniano tão alardeado por Israel e seus aliados ocidentais?

Desta forma, Lula segue viagem pelo Oriente Médio, estando hoje com autoridades palestinas. Não parece que tais visitas alterarão o miserável quadro da política naquela conturbada região. Contudo, é um “beau geste” do presidente ex-operário colocar o Brasil naquele tabuleiro, até para dizer que existimos e quem somos.

Edson Khair/Tribuna da Imprensa

Lula e The Economist: você não gosta de mim mas sua filha gosta

Bom comportamento
Luis Fernando Veríssimo ¹

O governo Lula pode parafrasear o Chico Buarque e cantar para a oposição “Você não gosta de mim mas ‘The Economist‘ gosta”. Há no reconhecimento da revista um desagravo retroativo ao PT recém-eleito, que assustava com a promessa implícita de mudar tudo na economia, correr com o neoliberalismo, desprivatizar o que tinha sido privatizado e confiscar a prataria. Os 800 mil empresários que, segundo uma previsão da época, fugiriam deste caos hoje devem estar se congratulando por terem esperado um pouquinho. O monstro não era um monstro, afinal. O monstro tinha a cara do Palocci e era social-democrata como todo o mundo. O Brasil não só não afundou como, segundo a imprensa internacional, foi quem melhor soube boiar, na crise.

Mas aprovação da “Economist” é, um pouco, como abraço do Ahmadinejad.

Pode ser conveniente e bom para a reputação ou constrangedor e estigmatizante, dependendo dos círculos em que se anda. Você tanto pode achar formidável um governo do PT ser elogiado como um exemplo de conservadorismo responsável quanto achar estranho um governo do PT, logo do PT, ser chamado por uma das principais publicações do capitalismo mundial de exemplo de conservadorismo responsável. Em certos círculos do PT a pergunta que está sendo feita deve ser: o que foi que nós fizemos de errado para merecer tamanha honra? É como receber um dez por bom comportamento quando a reputação que se quer é a de bagunceiro. Imagino que tenha gente pensando em processar “The Economist” pela reportagem difamante.

Na capa da “Economist” com o título “Brazil takes off” (o Brasil decola), o Cristo Redentor aparece subindo como um foguete para alturas ainda incalculáveis, um símbolo da nova realidade no país. No filme “2012” o Cristo aparece desmoronando, no fim do mundo. De acordo com o filme e com as profecias, o Brasil só terá dois anos para aproveitar sua boa fortuna. Ao menos um alento para a oposição.

PS

Post-scriptum. Nunca se soube muito bem quem era o pai que não gostava do Chico, mas a filha gostava. O próprio Chico negou que fosse o presidente Geisel, cuja filha era fã do cantor. Segundo outra história, ao ser preso durante a ditadura o Chico teve que distribuir autógrafos para as filhas dos agentes que o acompanhavam — ainda no elevador.

O Globo

Presidente do Irã seria preso por racismo no Brasil

Ahmadinejad poderia ter sido preso no Brasil

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, poderia ter sido preso por crime de racismo durante sua visita ao Brasil, hoje, caso reiterasse a negação do holocausto que matou 6 milhões de judeus.

A senha para a prisão foi a advertência do ministro Flavio Bierrenbach, no Superior Tribunal Militar, recomendando prender em flagrante ?qualquer marginal que cometa no Brasil crimes de racismo e de incitação ao genocídio.?

Voz de prisão

Com apoio da tropa, um oficial do Exército, cuja identidade é preservada, de alta patente, decidira fazer História, dando voz de prisão ao maluco.

Incidente diplomático

Para prender Ahmadinejad seria alegada – diante do flagrante de crime – a inexistência de imunidade diplomática e de “extraterritorialidade”.

Triste coincidência

Em seu discurso indignado no STM, Flávio Bierrenbach lamentou que a visita iraniano coincidisse com o aniversário do fim da II Guerra, amanhã.

Mártires brasileiros

Durante a II Guerra Mundial, lembrou o ministro do STM, cerca de 2 mil brasileiros perderam a vida na luta contra nazistas e fascistas.

Coluna Claudio Humberto