Eleições: quando você vota em um palhaço pode estar ajudando a eleger uma corja

Os palhaços nesse circo eleitoral, minha platéia de Tupiniquins, somos nós. Assistimos e contribuímos com nosso voto, para o tragicômico espetáculo da propaganda eleitoral, que irá ter, provavelmente, um funesto final na pobre e combalida democracia brasileira.
Enquanto alguns palhaços oficiais, com o palhaço Tiririca, disputam uma vaga no picadeiro e se apresentam devidamente paramentados, outros, e são os piores, trajando circunspectos e elegantes tenros e sem a maquiagem dos finórios, são certeza de que por baixo dos panos serão personagens de tenebrosas transações realizadas sob a lona do circo brasilis.
O Editor


Saiba quem você pode acabar elegendo ao votar no palhaço Tiririca

Com uma candidatura ao Legislativo que — entre as bizarras — conseguiu a maior repercussão até agora, é natural que Francisco Everaldo Oliveira Silva, 45, o Tiririca, esteja feliz da vida. Sua campanha atinge com frequência o topo dos “assuntos quentes” no Twitter e seus vídeos passeiam pela casa dos milhões de acessos no YouTube. Mas não é só ele que tem motivos para comemorar esse fenômeno dentro da sua coligação.

A exemplo de Paulo Maluf (PP), Tiririca é o “puxador de votos” de seu partido, o PR. Ambos ganharam espaços de destaque na TV e números de fácil assimilação (1111, para o candidato considerado ‘ficha suja’ pelo TRE-SP, e 2222, para o palhaço). A ideia é que uma votação expressiva ajude seus respectivos partidos a levarem outros correligionários para Brasília.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Na esteira do “pior que tá não fica”, candidato Tiririca foi escalado como “puxador de votos” do Partido da República

Para o analista político Fernando de Barros e Silva, Tiririca funciona como um “biombo”. “Atrás dele, vão os verdadeiros artistas do circo fisiológico”, escreveu em sua coluna na Folha, na última semana.

Isso ocorre por conta do critério da proporcionalidade previsto pela legislação eleitoral. O número de vagas de cada partido é definido pelo quociente eleitoral –a soma de votos dos candidatos e da legenda dividida pelo número de vagas a que cada Estado tem direito. Desta forma, o sistema proporcional cria a possibilidade de parte das vagas no Legislativo serem preenchida por candidatos que receberam volume de votos nominais pífio.

O exemplo mais famoso ocorreu em 2002, quando Enéas Carneiro (1938-2007), do extinto Prona, conseguiu levar consigo cinco candidatos. Entre eles figurava Vanderlei Assis (275 votos nominais), depois condenado pelo TRE por inscrição fraudulenta.

Dependendo do volume de votos de Tiririca no dia 3 de outubro, o pleiteante fantasiado pode ajudar a eleger os seguintes políticos que também disputam uma vaga pelo PR-SP:

Agnaldo Timóteo, 73, cantor. Como vereador por São Paulo, causou polêmica ao tentar emplacar um projeto de lei para mudar o nome do parque Ibirapuera para parque Michael Jackson. No horário eleitoral gratuito deste ano, posta-se como “herdeiro político” do estilista Clodovil Hernandez (1937-2009).

Valdemar Costa Neto, 61, ex-presidente do PL. Renunciou ao cargo de deputado federal em 2005 para escapar da cassação após ser acusado de envolvimento no caso do mensalão, relativo à suposta compra de apoio de partidos pelo PT. Também foi acusado pelo Ministério Público Eleitoral de compra de votos nas eleições de 2006 — e absolvido pelo TSE.

Luciana Costa, 39, deputada federal da última legislatura. Assumiu a vaga deixada por Enéas Carneiro, de quem era suplente e secretária parlamentar. No ano passado, levou à Câmara um projeto de lei para instituir o Dia do Peão de Rodeio, a ser comemorado anualmente em 25 de agosto. No horário eleitoral da TV, tenta colar sua imagem à figura de Enéas, inclusive emulando seu jeito de discursar.

Milton Monti, 49, deputado estadual duas vezes e deputado federal três vezes (inclusive no mandato 2007-2010). Em 2000, apresentou na Câmara projeto de lei para tornar obrigatório no currículo das escolas brasileiras ensino de latim e a OSPB (Organização Social e Política Brasileira), sem sucesso. Trabalha para instituir o Dia Nacional de Atenção à Dislexia. A proposta recebeu parecer favorável na Comissão de Educação e Cultura.

Jurandyr Czaczkes, ou Juca Chaves, 71, humorista, músico e compositor, autor das modinhas “Ana Maria”, “Que Saudades” e “Pequena Marcha para um Grande Amor”. “Não serei um deputado comum, serei também um Menestrel Na Corte [sic], cantarei como sempre fiz, fazendo minhas denúncias em forma de sátiras”, promete, no Twitter. Em 2006, tentou se eleger senador pela Bahia com o PSDC –sem sucesso.

Pastor Paulo Freire, 55, presidente da Assembleia de Deus de Campinas e do Conselho de Doutrina da Igreja Evangélica Assembleia de Deus. É a primeira vez que se candidata a deputado federal. Neste ano, posicionou-se publicamente contra a adoção por casais gays, direito reconhecido pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Além deles, candidatos de PT, PRB, PC do B e PT do B, todos da coligação “Juntos Por São Paulo”, podem se beneficiar de uma eventual votação expressiva de Tiririca.

As propostas de Tiririca

Em entrevista à Folha publicada na semana passada, Tiririca foi questionado sobre os projetos que pretende levar à Câmara. “De cabeça, assim, não dá pra falar”, justificou. Ele também negou que, caso eleito, vá andar fantasiado por Brasília.

Na TV, o candidato cearense evita fazer promessas complexas. A mais famosa até agora se resume a contar ao eleitorado o que, afinal, faz um deputado federal –mas, só depois de eleito. Para saber o que faz um deputado federal, clique aqui.

Embora diga no horário eleitoral gratuito que, se eleito, pretende ajudar “inclusive” sua família, Tiririca já foi destaque de páginas policiais em um caso violência doméstica. Em 1998, o palhaço foi levado de camburão à 6º Delegacia Seccional de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, acusado de agredir a tapas Rogéria Mariano da Silva, sua mulher. Mais tarde, ela retirou a queixa.

Diógenes Muniz/Folha de S.Paulo

Waldick Soriano morre aos 75 anos

Morreu nesta madrugada, o porta voz da dor de cotovelo, Waldick Soriano. Um personagem que já está na história do Brasil, mesmo contra o nariz empoado dos pseudos intelectuais.

Para quem não lembra ou não tem nenhuma MP3 do
Waldick Soriano (quase impossível), abaixo, 3 letras de músicas, das mais conhecidas da lavra do bardo baiano, que em vida gravou mais de uma centena de discos, vários DVDs e foi tema de um documentário, recente, dirigido pela atriz Patricia Pilar.

Paixão De Um Homem

Amigo
Por favor leve essa carta
E entregue à aquela ingrata
E diga como eu estou
Com os olhos rasos d’água
E o coração cheio de mágoa
Estou morrendo de amor


Amigo
Eu queria estar presente
Para ver o que ela sente
Quando alguém fala em meu nome
Eu não sei se ela me ama
Eu só sei que ela maltrata

O coração de um pobre homem


Amigo
Se essa cartinha falasse
Pra dizer àquela ingrata
Como está meu coração
Vou ficar aqui chorando
Pois um homem
Quando chora
Tem no peito uma paixão


Ah! Vou ficar aqui chorando
Pois um homem quando chora
Tem no peito uma paixão

Torturas de Amor

Hoje que a noite está calma
E que minh’alma esperava por ti
Apareceste afinal
Torturando este ser que te adora
Volta fica comigo
Só mais uma noite
Quero viver junto a ti
Volta meu amor
Fica comigo não me desprezes
A noite é nossa
E o meu amor pertence a ti


Hoje eu quero paz
Quero ternura em nossas vidas
Quero viver por toda vida
Pensando em ti

Eu Não Sou Cachorro Não

Eu não sou cachorro não
Pra viver tão humilhado
Eu não sou cachorro não
Para ser tão desprezado


Tu não sabes compreender

Quem te ama
quem te adora
Tu só sabes maltratar-me
E é por isso que eu vou embora


A pior coisa do mundo
É amar sem ser amado
Quem despreza um grande amor
Não merece ser feliz
Nem tão pouco ser amado


Tu devias compreender
Que por ti, tenho paixão
Pelo nosso amor,
Pelo amor de Deus
Eu não sou cachorro não.

>> Biografia de Waldik Soriano

Do G1
Cláudia Loureiro

Morreu por volta das 5h30 desta quinta-feira (4) o cantor Waldick Soriano. A informação foi confirmada pela esposa dele, Walda Soriano, com quem ele vivia há 38 anos. “Fiquei sozinha. Fica um vazio muito grande. Ele era um ótimo pai e marido”, lamentou a esposa. Segundo ela, o cantor deixa oito filhos registrados.

Ainda não há informação sobre o horário e o local do enterro.

A família conta que o compositor estava internado desde o último domingo (31) no Instituto Nacional do Câncer, no Rio. Aos 75 anos, ele tratava de um câncer na próstata há mais de dois.

A filha do cantor, Valquíria Soriano, informou que o cantor descobriu que estava com a doença muito tarde, quando ela já tinha se espalhado.

Nascido em Caetité, no sertão da Bahia, Waldick tem mais de 40 anos de carreira e entre os seus sucessos, do gênero brega, estão “Eu não sou cachorro, não” e “Tortura de amor”. Antes de se tornar cantor, ele chegou a ser peão, motorista de caminhão e garimpeiro.

No ano passado, o cantor voltou aos holofotes e lançou CD e DVD embalado no documentário dirigido pela atriz Patrícia Pillar, “Waldick, Sempre no Meu Coração”, sobre sua vida.


Os Cafonas do AI 5
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