Insensatez de Chávez beneficia Lula, diz colunista do ‘El País

O maluquete das Caraíbas, continua o mais ferrenho adepto da insensatez. Permanece com o ditatorial hábito, de querer decidir tuto e por todos. Por sua vez, o grande chefe dos Tupiniquins, contrariando o temperamento “caliente” típico do agreste nordestino, de onde migrou pra terra da garoa, vai, mineiramente, como politicava Tancredo Neves, “comendo pelas beiradas”.

Da BBC Latino América

As iniciativas de Lula parecem mais sensatas e ajuizadas
O presidente Luis Inácio Lula da Silva se beneficia no cenário internacional com a “falta de bom senso” do líder venezuelano Hugo Chávez, na opinião de um proeminente colunista do jornal espanhol “El País“.
“Com a insensatez do líder bolivariano, as iniciativas de Lula acabam parecendo exemplos de bom senso e moderação”, diz a coluna de Miguel Angel Bastenier, publicada nesta quarta-feira no jornal El País.

O comportamento de Chávez acabaria reforçando, também, segundo Bastenier, “o sentimento coletivo na América Latina de que o Brasil se tornará “uma grande potência”.

“Se Hugo Chávez não existisse, o presidente brasileiro Lula da Silva teria que inventá-lo”, diz o texto.

De acordo com o colunista, essa discrepância entre as imagens dos dois líderes ajuda a criar a conjuntura ideal para que o Brasil “capitalize” o sentimento coletivo na região, que “não se mostrava com tanta força desde os mil Vietnãs de Che”.

Bastenier afirma que a Constituição da Unasul (União das Nações Sul-americanas) seria a convocação de Lula para a união do mundo sul-americano e reforçaria ainda mais a imagem do Brasil na região.

Global

O artigo destaca também episódios da política internacional que ajudam a estabelecer essa imagem positiva do Brasil como grande potência.

Segundo o diário, a “seqüência de preocupações e desgostos para os Estados Unidos” seria uma das razões. Isso porque a crise gerada pela política exterior americana com questões relacionadas ao Irã, Afeganistão e Iraque teria afastado Washington da América Latina, que, enquanto isso, “elegia um número crescente de governos contrários ao neoliberalismo”.

De acordo com o El País, combinadas, as conjunturas regional e internacional favorecem a ascensão do sentimento público acerca do potencial brasileiro e reforçam o “convencimento nacional de que o país está destinado a ser uma grande potência”.

“Essa conjunção astral da geopolítica mundial e regional tem as características do Brasil e favorecem Lula da Silva”, conclui o texto.