Viajando pelo mundo? Conheça as senhas de wi-fi de todos os aeroportos

Um blogueiro criou uma lista sempre atualizada com as senhas dos principais aeroportos do planeta

É uma rotina já bastante comum para os que costumam viajar muito: quando o avião para e a luz que nos manda manter o cinto de segurança apertado se apaga, a primeira coisa que fazemos é ligar o celular.
No entanto, depender do roaming pode ser arriscado, especialmente no fim do mês, sendo mais seguro se conectar às várias redes wi-fidos diferentes aeroportos.
Bem, será que o aeroporto em questão tem wi-fi? Se sim, será aberto? Conseguirei me conectar? Um blogueiro viajante se propôs a reunir os acessos à internet dos aeroportos do mundo que ia conhecendo e disponibilizou esses dados para quem quiser usá-los.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Anil Polat começou a registrar os acessos às redes wi-fi dos diversos aeroportos por onde passava: Heathrow, gratuito por uma hora; Barajas, também gratuito por algum tempo… Mas depois começou a engordar a lista incorporando as senhas das redes sem fio das salas VIP das diferentes companhias aéreas.

Seu banco de dados foi crescendo e, como não tem recursos ilimitados, pediu aos seus leitores que fossem mandando para ele as senhas de acesso dos aeroportos por onde passassem, a fim de criar um banco de dados gigante.

Pouco a pouco elas foram chegando. Sentar em um banco qualquer na frente de uma sala VIP de um aeroporto onde nunca estivemos e se conectar imediatamente à sua rede wi-fi é algo que não tem preço.

Polat aumentou a aposta criando uma página dentro do Google Maps na qual se pode clicar em um determinado aeroporto de destino antecipadamente e, assim, conhecer a sua senha. Esse engenheiro de informática publicou o mapa com as senhas no seu blog e os leitores reagiram positivamente de forma maciça, tornando públicas as diversas senhas das salas VIP do mundo todo.

O sucesso foi tamanho, que Polat decidiu tentar ganhar algum dinheiro com isso. Como fazê-lo? Criando um aplicativo pago (iOS e Android), em que os viajantes simplesmente selecionam o aeroporto de destino e, dentro do próprio aplicativo, copiam a senha em seu celular. Mais fácil, impossível.

A rede social Foursquare, por sua vez, também vem enriquecendo a sua própria lista de aeroportos com redes sem fio abertas e com os principais comentários dos viajantes. As duas iniciativas são atualizadas em tempo real, de forma que seus usuários sempre contarão, na maioria dos casos, com a informação de acesso que está realmente em operação.

Aeroporto Internacional Serra da Capivara: uma base aérea para pássaros

Inaugurada quase duas décadas após o início das obras, estrutura no interior do Piauí ainda não atende aos propósitos de sua construção, de cerca de R$ 20 milhões. Pista de apenas 1.650 metros já o desqualifica como internacional e desestimula visitação de turistas a parque arqueológico tombado pela Unesco

Fotos: André Pessoa

Aeroporto custa caro aos cofres do Governo do Piauí, mas é internacional só no nome.

Inaugurado em outubro de 2015, quase duas décadas depois do início das obras, o Aeroporto Internacional Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato, a 530 km de Teresina (PI), ainda não atende aos propósitos de sua construção, que custou quase R$ 20 milhões.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Pensado para facilitar o acesso de turistas ao parque homônimo, o aeroporto só recebe dois voos por semana vindos da capital do estado. São aeronaves de nove assentos da empresa Piquiatuba, única a se interessar para operar na região.

Na cidade com pouco mais de 30 mil habitantes, muitos ainda não sabem que existem voos com destino a Teresina. Outros sabem, mais vão de ônibus, pagando R$ 95 em um trajeto de seis horas. Para embarcar de aeronave é preciso desembolsar R$ 330, o que inviabiliza a viagem de dona Maria das Dores, por exemplo, que frequentemente precisa ir à capital fazer tratamento – com o que ganha, no entanto, ela mal consegue comer e custear os remédios de que necessita. Sem falar que tem “medo deste bicho que voa”.

Com uma pista de apenas 1.650 metros que já o desqualifica como internacional, o aeroporto não tem estrutura para aduana e imigração, e é tão emblemático quanto o nome escolhido. O projeto arquitetônico, que só pode ser reconhecido do alto, representa um animal. E não é a capivara, como sugere o título, mas o veado.

A confusão é antiga, mas menos distante no tempo do que registros pré-históricos como o do Boqueirão da Pedra Furada, um dos principais sítios arqueológicos do Parque Nacional Serra da Capivara, que também fora interpretado por pesquisadores, por muitos anos, como alusão às capivaras.

Mas erraram: o bichinho na verdade era um veado. Até aí já tinham nomeado o parque e, depois, o aeroporto. Tanto a pintura-símbolo da reserva ambiental quanto a arquitetura do aeroporto possuem prolongamento que sugere uma cauda. Capivara não tem rabo e, pelas pinturas do parque, elas aparecem em menos sítios do que as pinturas dos veados, animal que ainda existe na região e parece ter sido muito apreciado pelos pré-históricos que ali viveram.

Ilha de modernidade e mato ao redor: única lanchonete não funciona

Na época dos índios, segundos os pesquisadores, havia água abundante na região. Acabaram a água e as capivaras; proliferaram-se os veados.

Ilha de modernidade em meio ao mato

O aeroporto é moderno, mas parece uma ilha em meio à caatinga que circunda os arredores de São Raimundo Nonato. Uma cerca de arame farpado impede parcialmente a entrada de visitantes.

Nos arredores, o mato e a sujeira tomam conta; a entrada que daria acesso ao piso superior está interditada, uma vez que a Esaero, empresa que administra o aeroporto, tenta há dias instalar uma tela de proteção para impedir a entrada de pássaros, que acharam ali abrigo do sol e do forte calor do interior piauiense.

A Esaero não tem autorização para prestar informações ou mesmo para cuidar definitivamente do local. Embora a obra esteja concluída, a empresa construtora ainda não a entregou ao Governo do Piauí.

A construtora se chama Sucesso e alega que o Governo do Piauí lhe deve, e que já entregou a obra ao estado. A empresa pertence à família do ex-senador João Vicente Claudino (PTB), que cumpriu mandato de oito anos e, depois, retirou-se da política. As construtoras Sucesso e Jurema – esta, pertencente a outro grupo político, a família Castro, do deputado federal Marcelo Castro, ex-ministro da Saúde no governo Dilma Rousseff – são as campeãs de licitações no Piauí.

Praticamente todas as grandes obras do estado são tocadas pelas duas. Nas obras do aeroporto de São Raimundo, a Sucesso foi cobrada pelo Ministério Público Federal no estado por prejuízo de R$ 8,7 milhões. Na obra, por exemplo, a Sucesso não construiu o tamanho da pista acordado em contrato e utilizou materiais de qualidade ruim, comprometendo a vida útil da pista de poso.

À Esaero o Governo do Piauí paga R$ 1.777.892,52 por ano. A empresa deve empregar no mínimo 22 pessoas, mas no local trabalham apenas 17 nos serviços de vigilância, agente de pátio, gerência de operações, segurança e serviços gerais.

O visitante ou turista que precise, por exemplo, fazer um lanche no aeroporto está impedido. Na única lanchonete do local há apenas uma geladeira, nada mais.

Nacional

O aeroporto é internacional no nome e no papel, e nessa condição deveria receber voos das principais empresas aéreas do país, bem como facilitar a chegada de turistas ao Parque Nacional Serra da Capivara, declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, em 1991, devido à concentração de sítios arqueológicos.

Estrutura do aeroporto se restringe à área construída

A arqueóloga Niède Guidon, responsável pela criação do parque em 1979, doou mais de R$ 100 mil para apressar a conclusão do aeroporto. Ela afirma que o terminal chegou tarde demais e, apesar de estar funcionando, ainda não favoreceu o aumento de turistas.

“Serra da Capivara recebe 25 mil turistas por ano. Patrimônios da humanidade em outros países recebem cinco milhões por ano”, lamenta.

A arqueóloga explica que os turistas chegam ao parque pelo aeroporto de Petrolina (PE), a 350 km, mas as estradas são péssimas. Há cada quatro anos, sempre às vésperas de eleições, é comum os políticos citarem a situação dos cerca de 40 km entre Dirceu Arcoverde, no Piauí, e Remanso, na Bahia.

Penúria

Ao longo dos quase 20 anos de construção do aeroporto, com paralisações, o parque Serra da Capivara foi perdendo turistas e se degradando pela carência de recursos. Segundo Niède, dos 270 funcionários que existiam no parque, hoje restam apenas 30 e todos já estão sob aviso de serem demitidos, porque o governo federal interrompeu o repasse de recursos.

De 28 guaritas, postos de segurança no interior do parque, apenas quatro estão funcionando. Dos cinco carros outrora utilizados para percorrer a região e fazer manutenção restam apenas dois. O sítio arqueológico recebia doações de diversas empresas brasileiras, incluindo a Petrobras, que dava R$ 1,6 milhão por ano. Com a crise decorrente do petrolão, a estatal prometeu doar R$ 800 mil em 2015. Mas se passou um ano e nada do dinheiro.

Já o aeroporto, obra faraônica, corre o risco de se tornar um veado branco em meio à escaldante caatinga. Caso uma solução não seja encontrada, nenhuma empresa aérea conseguirá se manter operando entre São Raimundo Nonato e Teresina sem receber subsídios do governo estadual.
Edjalma Borges
Especial para o Congresso em Foco

Por que a Bélgica tornou-se um alvo terrorista?

A Bélgica vive um pesadelo do qual não sabe como fugir. O país que há apenas dois anos vivia quase alheio às medidas de segurança habituais em outros Estados – entre eles a Espanha – tornou-se um dos principais cenários doterrorismo na Europa.

Atentado terrorista em Bruxelas, BélgicaTrabalhadores do aeroporto de Bruxelas se abraçam depois dos atentados.
O. Hoslet EFE.

Quatro dias depois de ter recebido com alívio a prisão de Salah Abdeslam, arquiteto dos atentados de 13 de novembro em Paris, o terror ataca novamente Bruxelas com um atentado cujas consequências ainda são difíceis de prever.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O atentado ao Museu Judaico de Bruxelas, em maio de 2014, foi o primeiro alarme. Com ele as autoridades belgas descobriram que a capital da Europa era alvo terrorista e a segurança começou a ser reforçada em locais estratégicos. Mas os ataques, realizados então por um jihadista francês, estavam longe de ser um episódio isolado.

Com esse acontecimento, a Bélgica descobriu com espanto que era o país da UE mais afetado por um novo fenômeno: o dos chamados combatentes estrangeiros, jovens com nacionalidade europeia que abandonam lugar de origem para se juntar à guerra síria.

Com cerca de 500 pessoas que em algum momento viajaram ao Iraque ou à Síria, o país, de 11,2 milhões de habitantes, era o que tinha o maior número de jihadistas per capita na Europa.

A presença de núcleos radicais no país não era inteiramente nova ou exclusiva de Bruxelas. Em setembro de 2014, a justiça de Antuérpia fez um mega julgamento de 46 fundadores e membros da Sharia4Belgium, uma organização terrorista responsável pelo recrutamento e formação desses jovens que tomavam parte de um conflito tão alheio ao seu cotidiano quanto o sírio.

Mas, longe de conter a ameaça, os problemas se multiplicaram a partir daquele momento.

Uma equipe da polícia fora do edifício onde Salah Abdeslam foi preso.Uma equipe da polícia fora do edifício onde Salah Abdeslam foi preso.
Carl Court Getty Images

O ápice dessa enorme incidência terrorista em Bruxelas foi mostrado com toda a sua crueza nos atentados de 13 de novembro, que provocaram a morte de 130 pessoas em Paris. Rapidamente a investigação mostrou que esses ataques foram tramados em grande parte em Bruxelas, orquestrados por jovens europeus de origem muçulmana.

O epicentro é um bairro de forte concentração árabe que, desde então, ganhou relevância internacional. Trata-se de Molenbeek, o refúgio onde Abdeslam se tornou um radical e onde foi finalmente preso na sexta-feira.

Esse bairro, a poucos minutos do centro histórico de Bruxelas, mostrou alguma ligação com muitos dos ataques que atingiram a Europa nos últimos anos, inclusive o de 11 de março de 2004 na Espanha.

Desde os atentados de Paris, Bruxelas descobriu que também era alvo direto de um massacre semelhante ao da capital francesa. Os indícios de que algo parecido estava sendo organizado levou as autoridades belgas a tomar uma decisão inédita em dezembro: o fechamento preventivo, durante vários dias, do metrô, das escolas, centros comerciais, instalações esportivas e outros lugares públicos.

O que não aconteceu na época ocorreu, com especial virulência, nesta terça-feira. O grande paradoxo –e motivo de alarme para as autoridades belgas– é que os ataques atingiram os dois núcleos mais vigiados da capital belga desde 13 de novembro: o aeroporto de Zaventem, o maior do país e um dos mais movimentados Europa, e a área onde estão localizadas as principais instituições da UE, conhecida como o Schuman.

Todos esses organismos (a Comissão Europeia, o Conselho Europeu, o Parlamento Europeu, o serviço diplomático…) contam com dispositivos de segurança reforçados, inclusive com a presença de militares nas instalações. O mesmo acontece com as duas estações de metrô dessa zona central: Maelbeek (a que sofreu a explosão nesta terça-feira) e Schuman.

As autoridades belgas terão dificuldade para superar o estigma –justificado ou não– que lhes persegue desde os ataques de Paris: que a capital belga é um autêntico berço do jihadismo. E que essa ameaça terrorista se enraizou em boa medida pelas costas dos serviços de inteligência do país.

Um alto funcionário da luta europeia contra o terrorismo considera infundadas as acusações e acrescenta que a Bélgica comunica a outros países –principalmente a França– um bom número de informações relacionadas com o terrorismo.

Apesar disso, foram precisamente as autoridades francesas que enfatizaram que a captura de Abdeslam teve muito a ver com o envolvimento direto de sua polícia na investigação belga dos ataques de 13 de novembro.

Esse enorme esforço não conseguiu evitar o que na Bélgica é considerado como “o dia mais negro do país desde a Segunda Guerra Mundial”.
El País

Dilma Rousseff: “vamos construir 270 aeroportos regionais”

Essa senhora como diz Zé Bedêu o derradeiro abestado crédulo ali na Praça do Ferreira – a angelical criatura acredita que o Paulo Coelho, apesar de mago e alquimista, não sabia que estava participando de uma treta na comi$$ão (CBF/FIFA) que foi fazer lobby pela Copa de 2014 – só pode “tá variando”.

Não deve fazer a menor idéia do que seja construir um aeroporto.

Nem que seja de “Play Mobil”.


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Copa do Mundo 2014: Os aeroportos brasileiros estão prontos para a Copa?

Aeroporto de Curitiba ainda está em reforma a poucas semanas da abertura da Copa

aeroporto de Curitiba

“Senhores passageiros, sejam bem-vindos a São Paulo! Acabamos de pousar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, são 19h em ponto, a temperatura externa é de 20°C.” Após ouvirem essa mensagem no alto-falante, os passageiros do voo recém-chegado de Curitiba na sexta-feira à noite, 9 de maio, começaram a se preparar para descer do avião.

Alguns minutos depois, porém, veio o aviso que os manteria sentados na poltrona da aeronave por mais uma hora. “Senhores passageiros, pedimos um pouco de paciência a vocês. Estou vendo aqui pelo menos oito aeronaves aguardando vaga para estacionar, então teremos que aguardar a autorização para o desembarque”, disse o comandante.

Segundo a GRU Airport, concessionária que gere o aeroporto de Guarulhos, o problema lá foi “pontual”. Sobre a espera pelo táxi, a empresa explicou que está em negociação com a Prefeitura de Guarulhos (que regulamenta o serviço) para aumentar a capacidade de atendimento.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Mas a experiência desagradável em Guarulhos, principal porta de entrada para turistas no país, não foi a única vivida pela BBC Brasil em recentes viagens para seis das 12 cidades-sede da Copa do Mundo.

Segundo o Ministério da Aviação Civil, ela faz parte do processo de “transição dos aeroportos brasileiros para o século 21” – um processo que incluiu reformas e grandes reformulações nos principais aeroportos do Brasil visando atender à demanda não só do Mundial, mas do próprio país, que tem se tornado um destino mais procurado no turismo internacional.

“Nós vamos entrar em um novo patamar da estrutura aeroportuária brasileira. O esforço que estamos fazendo é no sentido de colocar os aeroportos brasileiros no século 21, do ponto de vista de operação, de tecnologia, de gestão”, explicou o Ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, em entrevista exclusiva à BBC Brasil.

Atraso de mais de três horas em Porto Alegre, um barulho ensurdecedor de obras em Belo Horizonte, tapumes por todos os lugares no Galeão (Rio de Janeiro), espera de horas por um táxi no Santos Dumont (também no Rio), mais obras em Curitiba e em Salvador, foram alguns dos problemas constatados pela reportagem em visitas recentes a essas cinco cidades-sede do Mundial.

Na segunda-feira, uma forte chuva que caiu em Manaus derrubou parte do teto do aeroporto Eduardo Gomes causando vários pontos de alagamento.

“Nossos aeroportos ficaram muitos anos sem nenhuma intervenção física e agora nós estamos correndo contra o tempo para colocá-los de novo na lista dos melhores aeroportos do mundo”, disse Moreira Franco.

As intervenções físicas mencionadas pelo ministro começaram a ocorrer nos últimos anos como parte da preparação do Brasil para a Copa do Mundo. A menos de um mês do início do Mundial, porém, a maioria delas ainda não foi entregue, e alguns problemas expostos na infraestrutura aeroportuária das cidades-sede do torneio levantam novamente a questão: os aeroportos brasileiros estão prontos para receber o Mundial?

O Ministro da Aviação Civil garante que o país atenderá tranquilamente os 600 mil turistas estrangeiros esperados durante a Copa do Mundo – além da demanda nacional.

“Vamos estar preparados para atender à demanda, essa é a garantia que eu tenho”, disse. “Nós teremos condições de garantir um atendimento, não o ideal, mas um atendimento adequado para os turistas que vierem ver os jogos.”

Problemas

aeroporto de Belo Horizonte

Entre aeroportos visitados pela reportagem, Belo Horizonte é o mais problemático

Entre os aeroportos visitados pela reportagem – São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro e Brasília -, o caso mais crítico foi o da capital mineira. Lá a obra de ampliação do saguão do aeroporto acontece no mesmo ambiente em que os passageiros chegam para fazer o check-in e despachar as malas. O barulho da construção é tamanho que é difícil entender as orientações dos próprios funcionários do aeroporto.

Em entrevista à BBC, o secretário da Copa de Minas Gerais, Tiago Lacerda, reconheceu que a situação do aeroporto de Confins não causará boa impressão a quem desembarcar na cidade.

“Claro que no primeiro momento, a impressão do turista não vai ser boa. Ele tinha que ser recebido com tapete vermelho. Mas a nossa intenção é reverter esse quadro na hora que ele pisar para fora do aeroporto”, disse o secretário, que citou a “ineficiência de gestão” por parte da Infraero como principal motivo do atraso.

Não foi somente o aeroporto de Confins, administrado pela Infraero, que teve problemas para entregar as obras planejadas para a Copa do Mundo dentro do prazo. Dos aeroportos que estão sob responsabilidade da estatal, nenhum ficará completamente pronto antes do Mundial.

A principal justificativa para o atraso foram as dificuldades com a burocracia das obras.

“Como estatal, a Infraero precisa passar por uma série de etapas para executar esses empreendimentos – planejamento, licitação de projetos, licenças ambientais, licitação de obras, avaliação por parte dos órgãos de controle etc.. Em algumas dessas etapas, ocorreram alguns percalços que atrasaram a efetiva realização do empreendimento”, explicou o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, à BBC Brasil.

Além das obras, outro problema constatado pela reportagem foram os atrasos. Um voo de São Paulo para Porto Alegre marcado para segunda-feira, dia 5 de maio, logo pela manhã, por exemplo, atrasou mais de três horas. O motivo? A neblina que fechou o aeroporto Salgado Filho das 7h às 10h para pousos e decolagens.

O problema é recorrente na capital gaúcha, onde o aeroporto foi construído em uma área baixa, bem suscetível à neblina. A solução encontrada foi providenciar um equipamento chamado ILS (Instrument Landing System) que permite pousos e decolagens mesmo em condições climáticas adversas. Até aquele dia, o aparelho ainda estava em fase de testes e os pilotos não tinham autorização para utilizá-lo. Segundo a Infraero e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), porém, o uso do ILS está garantido durante a Copa.

“A instalação do equipamento já foi concluída e aprovada pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo do Comando da Aeronáutica (Decea). No momento, a Infraero está providenciando os documentos necessários para que a Anac possa concluir o processo de homologação nos próximos dias”, reiterou Do Vale.

Pronto para a Copa

Apesar dos problemas, o governo federal garante que os aeroportos brasileiros estão preparados para receber a Copa do Mundo da melhor maneira possível.

Para a presidente Dilma Rousseff, que inaugura o terminal 3 do aeroporto de Guarulhos nesta terça-feira, os turistas encontrarão uma excelente infraestrutura quando desembarcarem por aqui em junho.

“Garanto que os nossos aeroportos estão preparados para a Copa do Mundo. Vamos receber todos muito bem. E os brasileiros poderão ficar orgulhosos do Brasil que estamos construindo”, disse ao programa Café com a Presidenta, da Rádio Nacional.

Entre os aeroportos das cidades-sede com melhor avaliação pelo Ministério da Aviação Civil estão os de Guarulhos, Recife, Manaus, Brasília e Natal. Os casos mais preocupantes estão em Cuiabá, em Fortaleza – onde, por conta do atraso da obra, será utilizado um terminal provisório construído para a Copa – e em Belo Horizonte.

“Mesmo nesses dois casos, nós garantimos que eles estarão preparados para a demanda. Está tudo planejado, tudo organizado. Problemas ocorrem, é normal em grandes eventos, mas temos convicção de que tudo ocorrerá bem”, concluiu Moreira Franco.
Renata Mendonça/Da BBC Brasil em São Paulo

Tópicos do dia – 07/02/2012

08:34:03
Brasil: da série: “me engana que eu gosto”!
Os aeroportos de Cumbica, Viracopos e JK, foram vendidos por R$ 24,53 Bi.
A Vale do Rio Doce, a maior mineradora do mundo foi “privatizada”, FHC, por R$3,3 Bi, valor inferior ao que foi pago, agora por Viracopos. O mais abestado desses “meninos” monta relógio Mido com luva de boxe, no escuro e embaixo d’água!

09:27:01
Vixe!!! Grana pra prefeito?
Candidato à Prefeitura de Santo André – por falar nessa cidade, como está o inquérito da morte de Celso Daniel? – tem o “sutil” nome de Carlos Grana. Isso mesmo Grana!
Ps. E é apoiado pelo Lula.

09:39:37
Feijoada à moda chinesa.
A boa e sabadina feijoada brasileira – que, aliás, não é invenção, como conta a lenda, de escravos brazucas, e sim, europeia – agora usa feijão preto importado da China. Assim, até a feijoada é “xing-ling”.

09:52:27
Fritura de ministro na manteiga.
Sei não. Tem gente em Brasília que não dá um tostão pela permanência de Guido Mantega.
Com trocadilhos, por favor.

09:54:22
Da série: “Ilações de um abestado”.
Zona do Euro! Nominho mais apropriado sô! Né não?


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Arquitetura e Design – SleepBox a caixa de dormir em aeroporto

Quem já passou um noite num aeroporto sabe o quanto tal “experiência” é desconfortável. Pensando nos pobres mortais vítimas de atrasos ‘overbooks’ e outras cortesias das companhias aéreas foi que os arquitetos Alexey Goryainov e Mikhail Krymov do grupo Arch criaram a Sleepbox.

Arquitetura e Engenharia - Sleep Box AirPort 00

Os criativos arquitetos atendenderam às preces de todos os desassistidos da primeira classe dos aviões, que agora não vão mais precisar transformarem as cadeiras dos aeroportos em camas.

Arquitetura e Engenharia - Sleep Box AirPort 01

Arquitetura e Engenharia - Sleep Box AirPort 02

A belezura, uma ‘caixa’, como o nome indica, é uma grande solução, embora meça somente 2m x 1,40m x 2,30m, na qual é possível dormir com conforto e segurança.

Arquitetura e Engenharia - Sleep Box AirPort 04

Prática, leve e modulável, é de fácil transporte e montagem, podendo ser usada também em estações de trem e rodoviárias.

Arquitetura e Engenharia - Sleep Box AirPort 03

A Sleepbox inclui uma cama e está equipada com um sistema de mudança automática de lençóis, sistema de ventilação, alerta sonoro, televisão LCD incorporada, WiFi, plataforma para um computador portátil e phones recarregáveis. Debaixo do chão há ainda um espaço para as malas. O aluguel poderá ir de 15 minutos à várias horas. O cliente é quem manda. E paga um preço ainda não divulgado.

Arquitetura e Engenharia - Sleep Box AirPort 05

Essa ‘caixinha’ quando estiver disponível nos aeroportos será responsável pelo fim de muitas olheiras e dores lombares. Ave!

Arquitetura e Engenharia - Sleep Box AirPort 06

Internet gratuita em aeroportos do Brasil

Doze aeroportos terão internet sem fio gratuita, diz Infraero. Serviço deverá estar disponível em dezembro.
Investimento para instalação é de cerca de R$ 1 milhão.

Do G1, em São Paulo

A partir de dezembro, 12 aeroportos administrados pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) darão acesso gratuito à internet em todas as áreas, inclusive nas salas de embarque. Segundo a Infraero, inicialmente, a implantação da infra-estrutura wireless vai beneficiar passageiros que passarem por Guarulhos (SP), Galeão (RJ), Brasília (DF), Confins (MG), Santos Dumont (RJ), Congonhas (SP), Salvador (BA), Recife (PE), Porto Alegre (RS), Manaus (AM), Curitiba (PR) e Belém (PA).

O investimento para a instalação do serviço é de cerca de R$ 1 milhão. A Infraero informa que outros 20 terminais aéreos devem oferecer rede sem fio em 2009.

O presidente da empresa, Sergio Gaudenzi, disse, por meio de nota, que os usuários serão os maiores beneficiados. “Os aeroportos já se preparam para a alta estação e, sem dúvida, este é um dos serviços que facilita a vida de quem estiver embarcando, fazendo conexões ou simplesmente transitando pelos nossos aeroportos.”

Ainda de acordo com a Infraero, o sistema terá capacidade de detectar pontos de acesso intrusos, anulando-os e controlando as potências irradiadas dos pontos autorizados para que não interfiram uns nos outros.