Rogério Ivano – Contos na tarde – 01/06/2015

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Rogério Ivano ¹

Pedro Borges queria ser um mero espectador da vida. Dezenas de vezes teve a oportunidade de deixá-la passar, ilesa, livre, mas não conseguia controlar seus impulsos e sempre acabava por retê-la entre os dedos. No último minuto, quando já era uma sombra ínfima, uma nesga de luz, Borges se agarrava à vida, às vezes com a ponta das unhas, e a trazia para perto de si. Bastava um leve sopro, um tique no canto do olho, uma fagulha ou um odor estranho e lá estava ela, insistente, espezinhante, atenta ao menor rumor da sua existência.

Toda vez que isso acontecia, Borges sentia um remorso, uma coisa ruim, um forte enjôo atacar-lhe as vísceras. Corria então para o banheiro, se desafogava e ficava prostrado à beira da pia por horas, arfante, com os bofes ainda na garganta. Automedicava-se, tomava xaropes, preparava infusões, chás de folhas amargas e raízes secretas. Chegou mesmo a recorrer de antigas simpatias, mas sem sucesso. Com isso, rejeitou também as rezas e os conselhos dos mais velhos.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O estado de Borges piorava. Sua reclusão aumentou, tornou-se mais taciturno, nunca mais o viram no mercado nem na praça, onde costumava passar rapidamente entre os transeuntes, feito um fantasma. Evitava ser reconhecido, mudava o lado da rua para fugir de um bom-dia, uma piscadela, um esbarrão. Tinha as janelas da casa muito cerradas, os portões fechados com grossa corrente, o mato a tomar conta do quintal, exalando um ar propositado de ausência e abandono.

Era uma quinta-feira ao fim da tarde, Borges caçava uma irritante penumbra que se esgueirava pela sala quando escutou o trinco da porta girar, astuta e sorrateiramente. Logo adivinhou quem era. Aos berros, maldisse, xingou, pediu aos prantos que o deixasse sozinho, que não o procurasse mais. Mau abriu uma fresta, porém, lá estava a vida lhe sorrindo. Borges não se conteve, puxou-a bruscamente para dentro.

Todo o quarteirão veio saber do escândalo, ouviram móveis sendo quebrados, vidros estilhaçados, tapas e gemidos. Foi tamanho o qüiproquó que falaram até em encenação.

¹ Rogerio Ivano
* 1971 d.C

“Nasci em 1971 e vivo em Londrina (PR). Sou formado em História. Juntamente com A. C. Ferreira, escrevi o livro de apoio “A Conquista do Sertão: Os Extremos da Fronteira Sertaneja” (Atual Editora). Pela Editora Aos Quatro Ventos, publiquei a dissertação do mestrado “Crônicas de Fronteira: Imagem e Imaginário de uma Terra Conquistada”. Pela Atrito Art Editorial, o livro de minicontos “Os Opostos se Distraem”. Com M. Losnak, “Lavrador de Imagens – Uma Biografia de Haruo Ohara”, pela Lei de Incentivo à Cultura. Em 2001, tirei o 2º lugar no concurso de contos Paulo Leminski. Mas isso não é tudo.”
(Texto do autor)

Possui graduação em História pela Universidade Estadual de Londrina (1993), mestrado (2000) e doutorado (2005) em História pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Atualmente é professor adjunto da Universidade Estadual de Londrina. Tem experiência na área de História, com ênfase em Teoria da História, atuando principalmente nos seguintes temas: historiografia, teoria, literatura e cultura.
(Currículo informado pelo autor)

‘Estupre’, diz poema para alunos da 3 série

Brasil: da série “O tamanho do buraco”!

Correi Tupiniquins! Abandonai vossas aldeias e levem suas filhas. O governo de São Paulo está distribuindo entre os alunos das escolas públicas paulistanas, um incentivo à violência sexual. O detalhe  mais espantoso é que o Secretário de Educação do Zé Serra é o ex ministro da Educação do governo FHC, Paulo Renato.

Além de recomendar o estupro, um poema contido no livro fornece aos adolescentes esses “singelos” conselhos:
Tome drogas, pois é sempre aconselhável ver o panorama do alto”.
“Seja um pouco efeminado. Isso sempre funciona com estilistas”.
“Nunca ame ninguém. Estupre”.

Argh!

Governo Serra manda recolher mais livros

O governo José Serra (PSDB) foi obrigado a recolher das escolas mais um livro distribuído na rede estadal. A obra, escolhida como material de apoio para alunos do 3 ano do ensino fundamental, tem poemas inadequados à série, escritos pelo poeta mato-grossense Joca Reiners Terron. Na poesia “Manual de autoajuda para supervilões”, há, num tom irônico, frases como “Nunca ame ninguém. Estupre”.

O mesmo poema diz: “Tome drogas, pois é sempre aconselhável ver o panorama do alto” e “Seja um pouco efeminado. Isso sempre funciona com estilistas”. O livro foi selecionado por professores do programa Ler e Escrever, do governo de São Paulo. O secretário estadual de Educação, Paulo Renato de Souza, admitiu que o livro pode causar problemas ao desenvolvimento das crianças e prometeu punir os culpados.

Segundo Paulo Renato, a material é destinado a adolescentes e não a crianças de 9 anos. Ele determinou o recolhimento de todos os exemplares que tinham chegado às escolas da rede pública, 15 dias atrás. O secretário disse que outros dois ou três livros podem ser retirados do programa por serem considerados inadequados.

Esse é o terceiro caso de problemas com material escolar registrado nas escolas estaduais de São Paulo este ano. Em março, alunos da 6 série do ensino fundamental receberam livros de geografia com informação errada, em que o Paraguai figurava duas vezes no mapa, e o Equador sequer aparecia.

O Globo

Eleições 2010: PSDB vai fazer defesa do bolsa-família

Brasil: da série “Perguntar não ofende!”

Nada como um dia atrás do outro! E do outro também!

Ah!, o “pragmatismo” dos políticos brasileiros! Eis aí algo que impressiona, e torna os Tupiniquins mera massa de manobra para os mais rasteiros interesses eleitoreiros. Esse tipo de embromação panfletária é prática de toda a corja. D todos, eu disse de todos, os partidos políticos.

Na tribuna, vestais, sempre apontado a falta dos outros. Nos bastidores, Mefístoles, cozinhando no mesmo caldeirão a receita do engôdo para manter o domínio dos currais eleitorais.

Olhem só que “pragmáticas” declarações tucanas:

“Vamos assumir o que fizemos e discutir o que queremos. Vamos desmistificar essa questão de que o partido é contra essas políticas”, disse o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE).

Os tucanos, no entanto, destacarão que Lula merece “aplauso” por manter e ampliar o Bolsa-Família.

Uáu!

Ao ler tão inusitadas declarações, Zé Bêdêu — o derradeiro abestado crédulo da Praça do Ferreira, em Fortaleza — , sapecou:
“ué, mas o PSDB não vive dizendo que o bolsa-família é bolsa-esmola?”
“Êta nóis”!

O editor

PSDB fará defesa do Bolsa-Família no NE

Após fraco desempenho no Nordeste na eleição de 2006, tucanos vão apoiar, em seminário na Paraíba, políticas de transferência de renda

A mais de um ano da eleição presidencial de 2010, o PSDB começa a colocar em campo um contra-ataque no Nordeste com o objetivo de desfazer a imagem de que o partido é contra as políticas de transferência de renda, como o Bolsa-Família. Com um discurso de que são a favor da ampliação do programa e de que o Bolsa-Escola, implantado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, “foi a mãe do Bolsa-Família”, os tucanos pretendem defender a principal marca social do governo Luiz Inácio Lula da Silva, em seminário amanhã, na Paraíba.

A defesa do aperfeiçoamento, da manutenção e até da expansão do Bolsa-Família será a linha principal do encontro, do qual participarão parlamentares, governadores e prefeitos tucanos, além de lideranças do DEM e do PPS. Entre os dados que serão apresentados, há a estimativa de que até 2 milhões de famílias poderiam ser incorporadas ao programa, se a gestão fosse mais eficiente. “Vamos assumir o que fizemos e discutir o que queremos. Vamos desmistificar essa questão de que o partido é contra essas políticas”, disse o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE).

Com o mote PSDB e as Políticas Sociais: Presente, Passado e Futuro, o partido quer reunir na mesa O Futuro das Políticas Sociais os pré-candidatos à Presidência. O governador Aécio Neves (MG) confirmou presença. A de José Serra (SP) está indefinida por questões de agenda.

O Bolsa-Família foi criado no governo Luiz Inácio Lula da Silva como resultado da unificação dos programas Bolsa-Escola, Bolsa-Alimentação e Auxílio-Gás, que já existiam na gestão de FHC. Segundo avaliação dos tucanos, desde 2006, quando Geraldo Alckmin disputou a Presidência, ficou a imagem no Nordeste de que o PSDB é contra os programas de transferência de renda. Essa política é apontada por especialistas como um dos pontos que mais ajudaram Lula a se reeleger.

A situação no Nordeste não é um mar de rosas para os tucanos. De acordo com pesquisa CNT/Sensus de março, é na região que Serra tem o pior desempenho: 38,5% das intenções de votos ante 52% na Região Sul. É também no Nordeste um dos piores desempenhos de Aécio: 15,5% contra 29% no Sudeste. Já a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT, tem o melhor desempenho no Nordeste: 26,5%, contra 11,4% no Sudeste.

DEBATE

Há oito pontos básicos sobre o Bolsa-Família que o partido pretende debater. Além da questão da manutenção do programa, uma das linhas de discussão será a defesa do crescimento econômico e do emprego como fatores que mais beneficiam os necessitados. O debate também seguirá a linha de que é obrigação dos governos manter as crianças na escola e em programas de saúde, independentemente de transferências.

Além desses pontos principais, serão colocadas em debate outras seis considerações. Entre elas, a defesa de que é “crime” fazer exploração política do Bolsa-Família e que o programa não é uma “dádiva” do governo, mas um projeto pago com recursos dos contribuintes.

“O que é hoje vendido como nunca antes se viu na história deste País? resulta de um longo processo histórico. Ignorá-lo pode até render dividendos políticos imediatos, mas é nocivo ao País, pois afasta a noção de que essas políticas são dever do Estado”, disse a senadora Lúcia Vânia (GO). Os tucanos, no entanto, destacarão que Lula merece “aplauso” por manter e ampliar o Bolsa-Família.

Serão levados a debate também os desafios atuais dos programas sociais. Uma das teses defendidas é a necessidade de maior sinergia entre o Bolsa-Família e os benefícios rurais.

No encontro, haverá a leitura de dois textos inéditos sobre Josué de Castro e d. Helder Câmara, cujos centenários de nascimento foram comemorados em 2008 e 2009, respectivamente. O poeta Ferreira Gullar escreveu sobre o intelectual pernambucano que dedicou a vida a estudos sobre a desnutrição no País. FHC, sobre o arcebispo de Olinda e Recife.

por Julia Duailibi – O Estado de São Paulo

Ministro Marco Aurélio do STF vota pela anulação da demarcação da Reserva Raposa Serra do Sol

Com a lucidez que lhe é peculiar e com impressionante saber constitucional, o Ministro Marco Aurélio de Melo, apresentou uma voto de lucidez no oba oba lírico, poético e periférico que norteou, até aqui, os votos dos demais ministros do Supremo Tribunal Federal.

O voto do ministro será resgatado pela história quando o Brasil deixar de ser um Estado Federativo, e tiver se transformado, conforme estará sacramentado pela maioria de votos favoráveis, num Estado de Nações, por conta do surrealismo que manterá a demarcação contínua das terras indígenas na Reserva Raposa Serra do Sol.

Assistimos espantados, e temerosos, pouco mais de 200 mil indivíduos ( o total de índios existentes em diversas reservas espalhadas pelo país), alguns já aculturados, ter a posse permanente de 13% do território brasileiro.

A Constituição é clara: a terra é da união. Os índios tem a posse permanente.

O editor

Ministro pede anulação demarcação de reserva indígena

Depois de passar 6h lendo um voto de 120 páginas, o ministro Marco Aurélio Mello opinou pela anulação do processo de demarcação das terras da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.

Ele não defendeu qualquer tipo de demarcação – contínua ou em ilhas. Sugeriu que a ação volte à estaca zero para que o Estado de Roraima e os municípios de Uiramutã, Pacaraima e Normandia sejam ouvidos. Segundo ele, somente os índios teriam sido ouvidos no processo, o que teria atrapalhado o processo de homologação da demarcação.

Marco Aurélio pontuou ao fim do voto:

* Audição de todas as comunidades indígenas existentes na área a ser demarcada;

* Audição de posseiros e titulares de domínio consideradas as terras envolvidas;

* Levantamento antropológico e topográfico para definir a posse indígena, tendo-se como termo inicial a data da promulgação da Constituição Federal, dele participando todos os integrantes do grupo interdisciplinar, que deverão subscrever o laudo a ser confeccionado;

* Em consequência da premissa constitucional de se levar em conta a posse indígena, a demarcação deverá se fazer com participação do Estado de Roraima bem como dos Municípios de Uiramutã, Pacaraima e Normandia no processo demarcatório.

* Audição do Conselho de Defesa Nacional quanto às áreas de fronteira.

A conclusão [do STF sobre o assunto] implicará, na prática, a impossibilidade de os interessados terem apreciadas as pretensões arguidas em outros processos, perdendo, sem serem ouvidos, o direito ao uso de todas as ferramentas de prova – votou o ministro.

Também cumpre verificar se, de fato, as pessoas nomeadas para compor o Grupo Técnico detinham, ou não, conhecimento especializado – acrescentou.

Já são oito ministros a favor da demarcação contínua das terras indígenas – são 11 no total. O ministro Celso de Mello começou a votar agora e será seguido por Gilmar Mendes, presidente do tribunal.

por Juliana Boechat

Senadores. Nosso dinheiro pelo ralo

Brasil: da série “O tamanho do Buraco”!

Uma das grandes vantagens da internet, é que quase nada pode ser mantido em segredo. Independente da vocação para as sombras, da gang que assalta os cofres públicos, o desmantelos que suas (deles) ex-celências, os senadores, produzem com o seu, o meu, o nosso sofrido dinheirinho, acaba vindo à luz.

Essa turma mete a mão no bolso dos Tupiniquins sem o menor constrangimento. Todos posam de vestais.

Argh!

Tampando o narizOs senadores que mais usaram a verba indenizatória

O Senado guarda a sete chaves uma enxurrada de notas fiscais que somam R$ 10,4 milhões. Esse valor, correspondente a 146 mil cestas básicas em Brasília, foi gasto pelos senadores em 2008 com a obscura verba indenizatória, usada para as despesas extras do mandato.

Levantamento feito pelo Correio permite saber pela primeira vez quanto a Casa gasta por ano com esse dinheiro. Desse total, R$ 4,8 milhões serviram para locomoção e hospedagem, R$ 2 milhões com consultorias e o mesmo valor para aluguel de escritório político.

Os senadores ainda despejaram R$ 715 mil do dinheiro público para comprar materiais de trabalho e R$ 817 mil na divulgação da atividade parlamentar.

Até janeiro passado, a prestação de contas dessa ajuda extra era um mistério. Pressionados, os parlamentares toparam divulgar parte dela desde fevereiro. Mas com um detalhe: publica-se quanto é gasto em cada área, mas mantêm-se em segredo onde e por que esse dinheiro foi usado.

O campeão geral neste período, somando todos os itens, é João Ribeiro (PR-TO), com R$ 173 mil, seguido de perto pelo líder do DEM, José Agripino (RN), R$ 169 mil, e Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), com R$ 167 mil. O corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), lidera no quesito hotel e combustível. Ele usou todo o dinheiro para esse tipo de despesa. No total, foram R$ 155 mil. Logo atrás, vem Expedito Júnior (PR-RO), que gastou R$ 133 mil na mesma área.

Dois senadores pelo Distrito Federal aparecem entre os cinco que mais usaram a verba com empresas de consultoria: Adelmir Santana (DEM), em primeiro lugar com R$ 135 mil, e Gim Argello (PTB), em quarto com despesas desse tipo em R$ 110 mil. Entre os dois estão João Claudino (PTB-PI) e Roseana Sarney (PMDB-MA).

As notas fiscais desta prestação de contas continuam sendo uma verdadeira caixa-preta sob a responsabilidade da Secretaria de Fiscalização e Controle. Até outubro, o órgão era comandado por Aloysio Brito Vieira, afastado do cargo depois de ser alvo de ação criminal por fraudes em licitações no Senado e réu por improbidade administrativa.

O Tribunal de Contas da União (TCU) analisa a verba indenizatória apenas por amostragem por causa da enorme quantidade de dados para fiscalizar. Ou seja, não há qualquer garantia de que todas as informações prestadas pelos senadores sejam regulares.

Assim como na Câmara dos Deputados, cada senador tem uma verba indenizatória disponível de R$ 15 mil mensais, podendo usar valor inferior ou superior a isso, desde que haja saldo positivo do mês ou compense no seguinte.

Além dessa ajuda extra, o parlamentar já recebe um salário de R$ 16,5 mil e outras regalias, como auxílio-moradia de R$ 3 mil e passagens aéreas.

do Correio Braziliense – De Leandro Colon

Senado cria mais 7.554 cargos de vereadores

Brasil: da série “O tamanho do buraco”!

Suas (deles) ex-celências continuam tripudiando com o seu, o meu, o nosso sofrido dinheirinho. Acham pouco o o ócio dos inoperantes vereadores existentes e “lascam” no lombo dos Tupiniquins mais esta borduna.
Argh!

Comissão do Senado cria 7.554 novas vagas de vereadores

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira a PEC (proposta de emenda constitucional) que aumenta em 7.554 o número de vereadores no país. Os senadores, no entanto, retiraram do texto o artigo que reduzia os percentuais de repasse das receitas dos municípios para as Câmaras.

Com a mudança, as Câmaras de Vereadores vão continuar a receber o montante previsto pela Constituição Federal, sem redução nos gastos. O senador César Borges (DEM-BA), relator da proposta na comissão, havia sugerido a redução dos repasses uma vez que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) reduziu em 2004 o número dos vereadores no país, mas manteve o mesmo percentual de repasses.

do blog do Noblat – Gabriela Guerreiro

Brasil cria a viúva verde

Brasil: da série “Acorda Brasil”!

Realmente…., como cantava a finada banda Blitz…

Na taba dos Tupiniquins, suas (deles) ex-celências, não nos deixa tomar fôlego, que perdemos, diuturnamente, espantados que ficamos ante as mais “criativas” e inacreditáveis normas paridas no planalto central.

Pronto! E cria-se a viúva verde

A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça aprovou ontem (10), por unanimidade, o pedido de anistia política a Chico Mendes. Segundo Tarso Genro, que acompanhou o ato em Rio Branco, no Acre, a anistia de Mendes “é a confirmação de que existe processo democrático no Brasil”.

Izamar Mendes, a viúva verde, e seus dois filhos receberão uma indenização de R$ 337,8 mil e mais uma pensão mensal vitalícia de R$ 3 mil.

Adriana Vandoni – blog Prosa e Política

Lula lança programa para vender notebook a professores por R$ 1 mil

Governo estima que mais de três milhões de educadores serão beneficiados. Compras podem ser feitas nos Correios e em bancos credenciados.

JEFERSON RIBEIRO – Do G1, em Brasília

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta sexta-feira (4) um decreto que cria o projeto Computador Portátil para Professores. A medida permite que professores das escolas públicas e privadas comprem nas agências dos Correios e nos bancos credenciados um notebook por até R$ 1.000,00 à vista. Os educadores também podem financiar o valor em até dois anos.

O governo acredita que aproximadamente 3,4 milhões de educadores possam se beneficiar do programa, que conta com apoio de empresas de tecnologia. O projeto não atenderá professores fora da educação continuada, como cursos pré-vestibulares, escolas de música, escolas de idiomas e academias de ginástica.

As agências dos Correios serão a responsáveis pela captação dos pedidos e entrega dos computadores no endereço indicado pelo professor. Cada professor pode comprar apenas um computador e o controle pelo CPF será feito pelos Correios também. Para efetuar a compra, o professor deverá ir a uma agência dos Correios ou aos bancos credenciados com documentos pessoais e os que provam sua condição profissional.

Quando a compra for realizada à vista, o equipamento será vendido exclusivamente nas agências dos Correios e entregue em um prazo de até 20 dias, dependendo da localidade de entrega. Para fazer o empréstimo, o professor deverá entregar os documentos exigidos nas agências dos Correios ou diretamente ao banco de sua preferência, desde que a instituição tenha aderido ao projeto. Após aprovação do banco, o pedido será remetido aos Correios, que encaminhará para a indústria e irá monitorar sua produção, passando a contar o prazo de 20 dias para entrega do equipamento ao comprador.

[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]O início das vendas dos computadores ocorrerá a partir de setembro, começando pelas capitais. O intervalo entre a assinatura do decreto e o início das vendas será necessário para que a indústria, os bancos e os Correios se estruturem para atender com eficiência a demanda a ser gerada.

O computador deve ter no mínimo 512MB de memória, um disco rígido de 40Gb, tela plana de LCD, acesso à redes sem fio de Internet e software livre com mais de 27 aplicativos, além de programas específicos para a área educacional, entre outras características técnicas.

Telefone do MEC (Ministerio da Educacao e Desporto)

Nota do Editor:
Em virtude de inúmeras dúvidas de nossos leitores, informamos que o blog somente está divulgando a notícia acima publicada.

Não dispomos de informações detalhadas sobre os processos e métodos de compra dos computadores, nem tampouco somos vendedores ou representantes de quaisquer produtos e serviços divulgados neste blog.

Acreditamos que o Governo Federal, em tem hábil, deverá divulgar junto às escolas e sindicatos de professores informações mais detalhadas.