Fatos & Fotos – 15/02/2021

A OMS concedeu nesta segunda-feira a aprovação de emergência para a vacina anticovid da AstraZeneca/Oxford. A decisão abre caminho para a distribuição do principal imunizante dentro do sistema Covax.


O juiz determinou que a empresa MC Brazil Motorsport Holding Ltda deposite uma fiança de R$ 20 milhões, dentro de 15 dias, para dar sequência ao contrato de promoção do GP de F1 com a Prefeitura de São Paulo.


Lewandowski autoriza aprofundar investigação sobre Pazuzu. Não dará em nada. Niguém toca nos militares que tomaram posse do (des)governo. Nem que a vaca tussa.


Israel montou uma força tarefa para processar judicialmente e punir quem posta informações falsas contra a vacinação. São jovens que foram treinados pelo Exército em contra-terrorismo. O governo também pensa em só permitir entrada das pessoas em eventos, se vacinados.


Bolsonaro amplia de quatro para seis o limite de armas para cada cidadão. Será que o cramunhão quer matar o vírus da covid a bala?


Dória politizou a pandemia e a vacina juntamente com Bolsonaro. Quem o chama de estadista não entende de política! Dória é só mais um safado da mesma laia que Bolsonaro! Vacina é um direito do povo e não um favor! Parem de endeusar esse homem! Não aprenderam nada com Bolsonaro?


Como você votou num cara que era a favor da tortura da turma do Ustra etc? Difícil perdoar se você sabia o que era matar e torturar alguém na ditadura. Não sei se perdoarei um dia


General Placebo e Desonesto Araújo – Ministro das Alucinações Exteriores – são os retratos mais bem acabados da mediocridade que tomou conta do país. Estamos na mão de imbecis. O Brasil deve ter sido muito fdp em vidas passadas.


“China pressiona por demissão de Ernesto Araújo para liberar insumos das vacinas”
Mentira!
Esta informação é incorreta. A China jamais pediria a cabeça de um ministro deEstado do Brasil. Artigos como este promovem uma narrativa de suposta interferência externa e ajudam o governo a vender a permanência do chanceler como ato de defesa da soberania.


Claude Monet
The Seine near Giverny-1888


Imagine o potencial de superfaturamento em obras públicas de um governo que “compra” leite condensado a R$ 162, a lata.


Mistééééérios! Sumiu dos jornais operação da PF sobre tráfico em aviões da FAB.


Eu não fico impressionado com as mensagens trocadas entre dois covardes como Moro e Deltan. Eu fico impressionado de ver como muitos acreditavam nesses canalhas. Sempre foram isso : canalhas e covardes !!!


Desenho de Aaron Rands
Kazakh Winter


Bolsonaro e Pazuello mentem tanto que ninguém mais nota. Pela velocidade da vacinação no país é cálculo fácil constatar que serão necessários anos até a população ficar imunizada. Enquanto isso o país se tornou uma fábrica de mutantes que assusta o mundo e a 3a onda é inevitável.


Seymour Joseph Guy – Dinnertime 1880


General Pazuello – também conecido nas rodas de vassalagem com general placebo – diz que toda a população brasileira estará vacinada até o fim do ano. Assim fosse. Mas alguém acredita no estafeta do capitão?


Jamais, mas nunquinha mesmo, esqueça  que Moro e Deltan prenderam Cancellier, então reitor da UFSC. Foi preso violentamente na frente de todo mundo, depois ele foi amarrado nu e submetido a revista íntima. Cancellier cometeu sicídio. Esse é o esqudrão da morte da Lava Jato.


A impunidade é um dos maiores problemas do país. Temos corruptos gravados negociando propina soltos. Juízes e procuradores que estupraram as Leis e a soberania nacional soltos. Traficantes soltos. Propagadores de pandemia soltos. Assassinos soltos… O país não aguenta!


Pintura de Željko Muck – s/t s/d


Depois de assegurada a saúde da população de Israel com a vacina da Biontech/Pfizer, Netanyahu quer se ver livre dos remédios inócuos que o governo comprou e achou em Bolsonaro um bom comprador.

Um estudo real realizado em Israel mostrou que a vacina da Pfizer/BioNTech reduziu em 94% o número de infecções sintomáticas por Covid-19 entre 600 mil pessoas que receberam as duas doses do imunizante.


Neoliberalismo – 10 entre 10 sacanas filhotes – Paulo Jegues entre outras desgraças – de Adam Smith, Hayek, Ayn Rand e outros zerdas – reformas trabalhistas e previdenciária, já mostram seus resultados.


Quem tiver idade e puder se mandar daqui e construir uma nova vida lá fora, faça-o o quanto antes. Palavra de quem detesta dar conselho, e só o faz em caso de extrema necessidade, tipo “não pisa nesse degrau aí, que tá solto!”


Só eu que acho Freudiano e estranho esse fetiche dos cristão por armas?
Ah!, a propósito; podemos comprar armas, mas não podemos comprar gasolina, gás butano, óleo de soja, carne, arroz, remédios…
Ps. Quem apertou 17 tem culpa nesse “distrupiço”.


A Marinha pagou R$ 533 em cada lata de Chantilly e gastou R$ 128 mil em Paçoca! São dados do Portal da Transparência. Que “explicação” será dada!



Lava Jato, a farsa que destruiu a #economia e prejudicou a vida de milhões de brasileiros.



Uma instituição que formou e apoia Mijair Bozonazi não tem preocupação nenhuma com a imagem.


Fotografia de #Radek #Jarkiewicz


“O povo nunca é humanitário. O que há de mais fundamental na criatura do povo é a atenção estreita aos seus interesses, e a exclusão cuidadosa, praticada sempre que possível, dos interesses alheios.”
Fernando Pessoa, “Livro do Desassossego”, Companhia das Letras, p. 352


Por que o cidadão de bem precisa de 6 armas, munição não rastreável e silenciadores para se defender?


Não discuta com bolsominions…a menos que você seja #psiquiatra!


A Venezuelazização prossegue. Quando depufede federal, a Bolsonaro subia à tribuna da Câmara dos Deputados para elogia Hugo Chaves e respectivo regime. Duvida? Pois consulte os arquivos taquigráficos da Câmara dos Deputados. É gratis.
6 armas para cidadãos comuns, 60 armas para atiradores, 30 armas para caçadores, 2 mil recargas de cartucho restrito, – rastreamento de munição, – controle por parte da PF e do Exército – esses não deixarão as picanhas, bacalhaus,cervejas importadas, leite condensado e o governo –  nem que o Geisel ressucite. Governo Federal tá criando milícias privadas no país com o maior número de homicídios do planeta


Foto do dia – Fotografia de Alan Shapiro


Eu quero ver você explicar pro seu neto daqui a vinte anos que você chamou de mito um presidente que trocava vacinas por armas.


Honra-me com teus nadas
Hilda Hilst

Honra-me com teus nadas.
Traduz me passo
De maneira que eu nunca me perceba.
Confunde estas linhas que te escrevo
Como se um brejeiro escoliasta
Resolvesse
Brincar a morte de seu próprio texto.
Dá-me pobreza e fealdade e medo.
E desterro de todas as respostas
Que dariam luz
A meu eterno entendimento cego.
Dá-me tristes joelhos.
Para que eu possa fincá-los num mínimo de terra
E ali permanecer o teu mais esquecido prisioneiro.
Dá-me mudez. E andar desordenado. Nenhum cão.
Tu sabes que amo os animais
Por isso me sentiria aliviado. E de ti, Sem Nome
Não desejo alívio. Apenas estreitez e fardo.
Talvez assim te encantes de tão farta nudez.
Talvez assim me ames: desnudo até o osso
Igual a um morto.
– Hilda Hilst, in “Sobre a tua grande face”, 1986.



Jean-Léon Gérôme
L’Allumeuse De Narguilé, c1898


A “direita civilizada” briga entre si, visando as eleições de 2022. De quebra, assiste Bolsonaro se articulando para o seu ato final: o golpe de misericórdia em nossa frágil democracia. Está por um fio. No dia D e na hora H, essa mesma direita vai pular no colo dos golpistas. Duvidam?

 

 

Brasil: Quebra da OI revela falência da privataria

Não é à toa que o “Azêdo”, a revistinha na qual escreve, e o FrankTremer quem frechar a TV Brasil.
Brasil,Corrupção,Privatização,Nani,Cartuns,Blog do Mesquita 01

Nem privatização escapa da tunga amoral dos maganos na Taba Tapuia. Como fica amanhã usuários e acionistas? Levando fumo.

Bamerindus, BEC, COELCE, Aeroportos – Lava Jato está aterrissando neles – Banco Nacional, Vale…

O caso das Teles é emblemático. Lembram?

Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil e amigo de Serra, recebeu 410 mil dólares de outra empresa chamada Infinity Trading.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Essa offshore das Ilhas Cayman, depositou os 410 mil dólares em favor da empresa Franton Interprise, no MTB Bank, de Nova York.

Oliveira é o dono da Franton, e o empresário cearense Carlos Jereissati, proprietário da Infinity.

A transferência foi feita dois anos depois do leilão em que um grupo controlado por Jereissati arrematou o controle da antiga Telemar.

Segundo um documento da Secretaria de Acompanhamento Econômico, o Grupo Jereissati é dono de uma Infinity Trading.

Os 410 mil seriam propina em troca de favorecimento na compra da Telemar.

PS1. E o fumo entrando nos Tapuias catequizado se pela mídia venial e amoral.
PS2. E o caso da Vale é pornográfico viu lesa pátria FHC.
Ps3. Çerra trabalha pela missa de sétimo dia do pré-sal

Depois eu é que sou adepto de teorias conspiratórias. Portando não me venham com Adam Smith, Locke ou outros trololós de Ayan Rand.

Muita atenção para o embate entre Thomas Piketty e Yanis Varoufakis

É raro economistas de esquerda serem ouvidos pela grande mídia, mas dois deles conseguiram essa façanha nos últimos meses e ambos estão entrando em rota de colisão. Varoufakis vs. Piketty: um embate para prestar atenção.

thomas piketty Yanis Varoufakis marxismo
Thomas Piketty e Yanis Varoufakis

É raro economistas de esquerda serem ouvidos pela mídia, quanto mais levados a sério, mas dois deles conseguiram essa façanha nos últimos meses: o francês Thomas Piketty, autor de O Capital no Século XXI e o grego Yanis Varoufakis, novo ministro da Fazenda de seu país. Ambos estão conquistando fã-clubes que não se resumem a colegas de profissão e despertam o interesse de políticos e militantes de esquerda em todo o mundo.

Seria de se esperar que suas ideias fossem semelhantes ou complementares. Mas não os convide para a mesma mesa: o ministro grego é um crítico duríssimo do professor francês. Em artigo publicado na Real-World Economics Review, chega a chamá-lo de “O último inimigo do igualitarismo”.

Que as esquerdas não precisam de muitos motivos para se dividir é um clichê fácil, mas as razões da divergência são importantes e interessantes. Não há dúvidas sobre a importância da pesquisa inédita de Piketty sobre mais de duzentos anos de história da concentração de renda e riqueza e da importância das heranças no capitalismo.

Nem sobre a “curva em U” que estas variáveis desenharam ao longo do século XX, de maneira a chegar a um mínimo depois da II Guerra Mundial e retornar hoje a um nível quase igual ao do século XIX – ou pior ainda, no caso dos Estados Unidos. O problema está em como o francês analisa teoricamente seus achados, propõe modelos e chega a conclusões sobre recomendações políticas.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A primeira dificuldade é que Piketty, embora reivindique com o título e a introdução de sua obra certa pretensão de atualizar e corrigir Karl Marx, sua conceituação está na prática muito mais próxima de A Riqueza das Nações, de Adam Smith, pois não distingue riqueza de capital e exclui apenas os bens móveis de consumo (tais como automóveis e eletrodomésticos). Moradias, obras de arte e barras de ouro não fazem diferença para o processo de produção, mas ele os trata da mesma maneira que tratores e robôs.

Isso torna duvidosa qualquer tentativa de estudar e prever o crescimento e o desempenho da economia a partir dessa massa de “pseudocapital” da qual cerca da metade nada tem a ver com produção. Dificuldade análoga é tratar como “salários” os ganhos astronômicos de altos executivos, parte nada desprezível da renda nacional em países como os EUA, mesmo se são explicitamente vinculados ao lucro e constituídos de bonificações e opções de compra de ações.

Valores de mercado são governados por expectativas e pela taxa de remuneração do capital, mas Piketty considera essa taxa e o montante do “capital” como variáveis independentes, o que é inconsistente e conduz a um círculo vicioso. Ainda mais problemático do ponto de vista político é tratar a participação do trabalho e do capital na renda como resultado mecânico das suas leis da acumulação e do efeito de impactos externos, principalmente as guerras mundiais do século XX.

O modelo de Piketty supõe que toda poupança se transforma em riqueza (logo capital, em sua definição) e não há formação de riqueza se não for por meio da poupança. Isso tem pouco a ver com o mundo real, como mostra a formação da bolha imobiliária, durante a qual o valor de ativos cresceu aos trilhões com poupanças líquidas nulas ou negativas, ou a situação atual na Europa, onde altas taxas de poupança se combinam com falências e destruição ou desvalorização dos ativos.

Implicitamente, Piketty adere à “mão invisível” de Adam Smith e à desacreditada lei de Say, segundo a qual a oferta cria a demanda sem que haja desperdício, desemprego ou superprodução e a poupança se torna investimento sem ser absorvida por entesouramento improdutivo.

No essencial, seus dados  sobre o processo de concentração de renda nos países ricos são sólidos e irrefutáveis, mas as “leis” propostas para explicá-lo são frágeis. Isso torna igualmente questionável sua conclusão por teorema matemático, de que a tendência ao aumento da desigualdade é “natural” ao capitalismo, embora nessa conclusão ele esteja mais próximo de Marx do que de Smith.

Varoufakis argumenta que se renunciarmos às simplificações arbitrárias de Piketty e aplicarmos modelos realistas da economia, a participação do capital na renda e sua distribuição são fundamentalmente indeterminadas. Para o grego, não há nada de natural ou determinístico na concentração de renda e riqueza no capitalismo. A melhora temporária da distribuição de renda e propriedade durante o século XX não foi nem uma anomalia, nem um resultado inevitável das guerras, mas o resultado de uma intervenção política consciente para evitar a depressão econômica e salvar o capitalismo.

E a volta do processo de concentração nos anos 1970 também não foi o resultado de leis mecânicas, mas de outra política consciente dos EUA para atrair capitais e manter sua hegemonia quando sua competitividade ante Europa e Japão se reduziu e deixou de acumular superávits no comércio internacional.

Essa discordância teórica implica em grandes divergências práticas sobre o que fazer. Como Piketty considera a tendência à concentração de renda inerente ao processo de acumulação do capitalismo, propõe apenas soluções redistributivas, principalmente aumento das alíquotas progressivas de imposto de renda para até 80% e um imposto mundial sobre o capital/riqueza.

Varoufakis argumenta que um imposto sobre a riqueza, mesmo que seja factível, seria contraproducente e agravaria as dificuldades da economia. Considere-se uma família de desempregados que conserva sua residência, ou uma indústria sufocada por falta de demanda e crédito: uns e outros, mesmo sem dispor de renda, seriam obrigados a pagar um imposto elevado, o que apenas serviria para levá-los mais rapidamente à falência total. Para o grego, um combate eficaz à desigualdade deve atuar na formação de salários e demanda (por políticas keynesianas, por exemplo).

Ambos também divergem drasticamente quanto às propostas para a Zona do Euro. Piketty quer um Estado federal unificado para a Europa, cujas autoridades centrais tenham poderes suficientes para controlar e regulamentar o capitalismo financeiro. Varoufakis, em artigo escrito em parceria com o estadunidense James Galbraith, rejeita essa proposta que a seu ver apenas reforçaria e congelaria as atuais políticas e aprisionaria os países membros em uma “jaula de ferro” de desigualdade, dominação e austeridade perpétuas que impediria a evolução de uma verdadeira democracia europeia.

Defende, em vez disso, um misto de títulos do BCE, resolução caso-a-caso dos problemas bancários, um programa de investimentos e um fundo de solidariedade que conservariam as soberanias nacionais e a flexibilidade das políticas econômicas e poderiam ser aplicados de imediato e sem necessidade de alterar os tratados existentes. Em resumo, as opiniões são parecidas quanto ao diagnóstico, mas quase opostas quanto ao tratamento.
Antonio Luiz M. Costa/ CartaCapital

Internet, Adam Smith e economia

Internet,Economia,Blog do MesquitaAs leis de Adam Smith diante da internet

Veja como a internet tornou obsoletos leis econômicas que governaram o mundo por 300 anos e como você pode se beneficiar desta mudança.

Esses dias estávamos conversando no escritório sobre como certas atividades rotineiras até pouco tempo atrás simplesmente estão sumindo de nossa agenda e habitos diários.

Coisas simples como:

* enviar um fax;

* enviar um telegrama;

* ir à locadora de filmes;

* fila de banco;

* pesquisar e comprar livros (usados principalmente…);

* ir à loja comprar CDs;

* telefonar para saber horários de ônibus e voôs.

E a lista poderia continuar por horas e faz pensar como algo que existe há dez anos (levando em conta que a internet ter realmente atingido a maioria dos brasileiros a partir de 1999) ter mudado hábitos de décadas.

O mais curioso é que a mudança afetou também os princípios da economia moderna que têm sido a base de nosso sistema financeiro há séculos.

Princípios da economia moderna

Você conhece a história.

Em 1776 Adam Smith (escritor e filósofo nascido na Escócia) escreveu um livro chamado A Riqueza das Nações (Wealth of Nations), onde abordava as razões que seriam responsáveis por uma nação ser rica e outra pobre. Suas ideias permanecem importantes até hoje e são usadas por quase todas as nações desenvolvidas. Ele até figura nas atuais notas de 20 libras do Reino Unido.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Algumas dessas ideias ajudam a entender como atribuímos valor às coisas, baseados em três pilares:

Capacidade de exclusão: o vendedor pode “excluir” você da posse do produto (como uma telecom que corta sua linha telefônica quando você não paga). O produto é complexo para ser replicado; então se você quer mesmo tê-lo, precisa comprar do vendedor.

Uso exclusivo: o produto não pode (na medida do possível) ser usado por mais de um pessoa. Se duas pessoas desejam usá-lo, você precisa comprar duas unidades.

Transparência: compradores podem identificar com clareza o que eles estão adquirindo, antes mesmo da compra.

Essas regras funcionaram por séculos, principalmente quando falamos de produtos físicos, como carros, frutas e roupas.

E com produtos não-físicos?

As leis de Adam Smith funcionaram que era uma beleza durante muito tempo. Até que em 1956 aconteceu algo fantástico nos Estados Unidos: o número de “trabalhadores de conhecimento” passou, pela primeira vez na história da humanidade, o número de “trabalhadores braçais” ou de “fábrica”.

Existiam agora mais contadores, professores, engenheiros, advogados, publicitários, consultores e afins do que trabalhadores clássicos como agricultores e metalúrgicos.

E qual a diferença do primeiro para o segundo grupo?

O primeiro trabalha com um produto intangível chamado “informação”.

Esse foi o marco do fim da era industrial. A era da informação acabara de nascer. E com isso, a demanda por informação estava mais alta do que nunca. E foi ai que os três pilares de Adam Smith começaram a balançar na base.

Veja bem… antes da internet, qualquer informação era paga. As indústria literária e a fonográfica cresciam de vento em popa. Os autores de qualquer pedaço de informação ou propriedade intectual eram (razoavelmente) pagos por sua criação. Impérios de mídia (televisão, rádio, jornais e revistas) foram criados. Claro, se você emprestar um disco ou livro para um amigo, ele teria acesso ao conteúdo sem pagar nada … mas você pagou.

Mas com o advento da internet, a casa de Adam veio abaixo.

Pensemos:

Capacidade de exclusão: conteúdo era fácil de criar e enviar para outras pessoas (você pode ter um site com acesso pago, mas dificilmente ele terá informação que não possa ser encontrada em algum lugar).

Uso exclusivo: Um e-mail é suficiente para enviar seu conteúdo para um mundo e meio.

Transparência: agora que você já tem acesso ao conteúdo, meio que perde a vontade de comprar, não? (Duvida? Veja o que o MP3 fez com a indústria de CDs das gravadoras).

De acordo com nosso amigo Adam, quando algo é controlável, pessoal e previsível ele teria (teoricamente) o máximo valor. Mas com a internet veio a explosão de e-mails, websites, foruns, blogs, vídeos e redes sociais e nunca se teve tanto acesso a conteúdo público e grátis (olha o que aconteceu com os jornais de papel depois da internet) – e mesmo assim, nunca se teve tanta sede de conhecimento quanto agora.

Hoje, a distância de um clique, você tem acesso a informação de qualidade de todo o tipo, geralmente disponibilizada por outras pessoas para qualquer um que deseje acessá-la.

Então… vivemos num mundo imerso em (e movido por) informação e que (graças à internet) tornou-se a prova viva que as leis econômicas de Adam precisam ser reformuladas e adaptadas, pois não são mais eficazes.

O futuro das leis econômicas

Agora chega a parte que vai dizer qual será o próximo modelo econômico que dominará o mundo, certo? Quem dera eu soubesse. E se soubesse, não daria gratuitamente aqui… venderia pelo menos, né? Mas não custa chutar e aqui vai o meu.

Em um mundo com muita informação, surge a escassez de outro recurso extremamente precioso para nossa vida moderna, que é a capacidade de prestar atenção.

Veja bem, se você tem um filho, ele ganha tanta atenção da família que pode ficar mimado. Se você tem dez filhos, enquanto vivermos em um mundo onde o dia continua tendo só 24 horas, eles nunca terão a a atenção de qualidade que um só filho demanda de um pai ou mãe.

Se no nosso dia lemos sobre dez assuntos diferentes, não é possível ler todos com a mesma atenção que se focasse em um só assunto e aprendesse tudo sobre ele.

Logo, a “atenção” que temos para distribuir entre os assuntos que são mais importantes para nós se torna o mais valioso “recurso” da sociedade moderna. Quem tem a capacidade de levantar e manter a atenção de outras pessoas tem a mais alta chance de ter sucesso em sua área de atuação.

A atenção rende ótimos frutos

E é por isso que atletas, atrizes, músicos e astros de TV têm as mais bem pagas profissões do mundo. Dúvida? Recentemente o jogador português Cristiano Ronaldo foi vendido para o time de futebol espanhol Real Madrid por R$ 257 milhões – o maior valor já pago por um jogador na história do futebol.

No dia de apresentação oficial do jogador para a torcida do Real Madrid, ele bateu três recordes ao mesmo tempo: maior número de camisetas vendidas, maior valor pago por um jogador na história e o maior número de torcedores presentes para ver a apresentação de um jogador.

É por isso que times mais ricos procuram comprar o passe de jogadores como Cristiano Ronaldo. Quando citam o nome dele na TV, as pessoas param para ver. As pessoas comentam. Assistem videos dele no Youtube.

Ele tem a atenção das pessoas. Atenção essa que as empresas (patrocinadores) estão muito dispostos a pagar um premium para ter um pouco dela refletida em suas marcas.

Nossa atenção determina o que aprendemos, absorvemos e sentimos. Nosso conhecimento e sentimentos determinam nossas decisões.

Imagine o poder disso! E você? Se arriscaria a chutar qual regra poderia ser a próxima a dominar o mundo econômico? Ao seu sucesso!
Por Pedro Superti / Webinsider

Economia, impostos e Adam Smith

Brasil: da série “Adam Smith me explica aí!”

Espanto Blog do Mesquiat

Como é que a economia está “de ladeira abaixo”, o consumo desacelerado e o tal do “impostômetro” acusa novo recorde no aumento de arrecadação.
Aprendi tudo errado nas cadeiras de economia nos cursos de Administração e de Direito.


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O livre mercado deu “chabu”

Alan Greenspan, o ex todo poderoso presidente do Banco Central Americano, – que em economês colonizado é chamado de FED (sic) – e tido como a reencarnação do teórico do liberalismo Adam Smith, deu declarações panglossianas em depoimento na Câmara dos Deputados, nas planícies “dólares”, ora devastadas, do grande irmão do norte.

Adam Smith*, o celebrado autor do clássico “Riqueza das Nações”

O provecto sabichão, que por décadas era mais acreditado em Wall Street que o Papa no Vaticano, declarou textualmente:
[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]“Eu cometi um erro ao presumir que os interesses das organizações, especificamente de bancos e outras, eram tais que seriam o melhor meio de proteger seus próprios acionistas”.

Uáu! É nada, cara pálida. Que tal o velho Brecht “crime não é roubar um banco, mas fundar um!”?

Sua (dele) senhoria, emendou, provocando, provavelmente, agitação na tumba ‘smithiana’:
“Encontrei um defeito. Eu não sei quão significativo ou permanente ele é. Mas estou bastante preocupado com isso”.

Hummmm!!!!!!

Um deputado, logo tachado pelos iconoclastas do liberalismo como “abestado”, perguntou se, de fato, Greenspan estava aderindo ao FHCeniano “esqueça o que escrevi”, sapecando uma inacreditável marcha-a-ré em tudo no que acreditava. Resposta de Greenspan:

“Esta é precisamente a razão pela estou chocado, porque eu passei os últimos 40 anos com evidências bastante consideráveis de que [o livre mercado] estava funcionando excepcionalmente bem”.

Ah! é, e!?

*Adam Smith
* Edimburgo, Escócia – 1723 d.C
+ Edimburgo, Escócia – 1790 d.C

Considerado o pai da economia moderna, o autor da tese de que um impulso psicológico individual poderia ter efeito sobre a prosperidade ou a ruína econômica de um país.
Em sua obra Uma Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações, de 1776, Smith diz que as pessoas são individualistas e tendem a buscar sempre o que é melhor para elas.

Agindo assim, azeitam a economia e fazem um bem a toda a comunidade.
A explicação clássica do livro é a de que padeiro não acorda de madrugada para colocar a massa no forno por amor ao estômago de seus clientes – mas pelo dinheiro que ele receberá deles. Smith é um ascendente de Levitt na medida em que a psicologia só lhe interessava quando produzia uma ação.
Outra tirada clássica de Smith: tanto faz se um miserável sonha em ser rei e em andar de carruagem puxada por seis cavalos, “o que interessa para a economia é onde ele vai gastar suas poucas moedinhas”.